INCONSCIÊNCIA OU BURRICE

Fotos e vídeo: autor
Uma das coisas no trânsito que me deixa perplexo é um semáforo desligar-se por qualquer motivo e muitos motoristas parecerem ter raciocínio do tipo "Oba! O sinal está apagado, não preciso parar!". Na foto, o Fiorino passou como se o sinal estivesse aberto para ele, na velocidade da via, 60 km/h, ou muito próximo disso.
Era por volta de 12h30, no bairro de Moema, em São Paulo, quando uma queda de energia deixou vários semáforos apagados.
Em muitos casos os semáforos entram em amarelo piscante automaticamente, com alimentação suplementar ou interna, por bateria, não tenho certeza, mas lá ficam piscando e indicando que ali há um semáforo, foi necessário instalá-lo e que, portanto, todo cuidado é pouco.
Tive uma experiência dessas na Califórnia, numa enorme e larga avenida perto de Los Angeles. Houve um blecaute -- comuns lá na metade dos anos 1990 -- e todos os semáforos imediatamente começaram a piscar o amarelo. Lá, quando um sinal está nessa condição, ele passa a significar parada obrigatória , "PARE" para todas as vias que se cruzam e faixas de pedestres. Sem mistério: todos os carros, um a um, paravam e em seguida arrancavam, tanto naquela avenidona quanto nas transversais.
Quando todos têm esse comportamento não precisa ter agente de trânsito -- marronzinho da CET, no caso de São Paulo -- no local para evitar acidentes.
É por isso que quando vejo situações como a de hoje no bairro onde moro, me faço a pergunta do título. Sinceramente, não tenho a resposta. Nem o vídeo abaixo ajuda muito.

video
BS

28 comentários :

  1. Normalmente o motorista pensa que está na "avenida principal" e não dá a mínima para os outros carros.

    Aqui em Porto Alegre aconteceu a mesma coisa na última segunda-feira por causa do temporal e é íncrivel com um semaforo apagado ou piscando amarelo vira um "oba-oba" pior ainda é que essa atitude pode casar um acidente grave, mas o maior culpado de tudo ainda é a desinformação e a falta de bom senso.

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  2. Bob, acabei de tirar a carteira e estou com mania de tentar educar o trânsito, faço de tudo para que os outros façam o certo mas mesmo assim fazem errado, cruzam onde não pode, fazem conversões onde fazer errado é pedir pra bater, faço de conta que eles não sabem e tento avisar que não pode, que estão errados, certamente não adianta, mas enfim... acho que se eu conseguir convencer UM a não fazer mais errado, ja vai valer a pena...

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  3. Burrice, egoísmo, e falta de senso de preservação é um mal que assola o trânsito em todas as cidades....

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  4. É a mentalidade típica de brasileiro, levar vantagem e o resto que se dane.
    Nunca vai mudar, se quisermos um país tropical e organizado, só na Oceania.

    McQueen

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  5. Jonas Torres15/07/10 18:41

    Bob,

    É burrice mesmo. O mesmo equivale a não respeitar preferência em rotatória; sinal de pare; não dar passagem; alugar faixa da esquerda sem estar ultrapassando; rodar abaixo da velocidade máxima da via sem motivo atrapalhando a fluidez; não estacionar corretamente; etc

    E, uma constatação. Reparo que todos que comentem as infrações citadas a cima é o mesmo perfil: vidros ultra escuros; ordenhando vaca no volante; acessorios não originais em tudo que é canto do carro; adesivos pra todo lado; som alto; braço pra fora; má postura ao volante; rodas e pneus "esportivos"; engate; e em época e COPA bandeira do Brasil; etc

    Mas a fiscalização também não ajuda. Mas nem tudo está perdido. Um colega que trabalha com recursos de multa recebeu dois casos interessantes. Uma mulher que foi multada por avançar uma placa de pare, e um homem multado por não respeitar a preferência em rotatória. E ambos achavam que estavam certos!! Como seria bom se as multas saissem do trio estacionamento, velocidade, semáforo.

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  6. E como ficou a fiscalização das peliculas?

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  7. Jamil,
    Vai passar um tempo até que os agentes de trânsito tenham os medidores. Pode pôr aí cerca de três meses.

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  8. Jonas Torres,
    Síntese perfeita! E dois que acham que estão certos, fim do mundo!

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  9. MFF
    Você disse uma coisa muito certa: falta de senso de preservação.

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  10. Dener,
    Parabéns e continue assim.

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  11. Anderson,
    É igual em todo lugar. A falta de noção assusta.

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  12. Vejo muita gente reclamando de embreagens que duram pouco e de carros que consomem demais. Mas analise o comportamento de alguns motoristas paulistanos, arrancam com tudo para levar vantagem e ganhar um palmo sobre o carro do lado, passam em lombadas com toda velocidade, não tratam o carro como o mesmo merece e o próximo é um adversário. No fim das contas acabam presos no mesmo engarrafamento adiante.

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  13. E ainda dizemos que os americanos são burros.

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  14. Pedro Bergamaschi16/07/10 00:18

    Primeiramente eu peço desculpas por fugir do assunto do post, mas gostaria muito de saber a opinião de vocês sobre o que está acontecendo comigo:

    Numa recente viagem, eu conduzia o carro e no banco traseiro iam dois adultos com uma criança doente. Em determinado momento da viagem, eles tiraram o cinto da criança por algum motivo, sem eu perceber. Um agente de Polícia Rodoviária Estadual me abordou, e percebeu que a criança estava sem cinto. Me passou a multa correspondente, grave, se eu não me engano, e 5 pontos na carteira. Até aí nada demais, houve uma infração e a punição justa por ela. O que acontece, no meu caso, é que estou na carteira provisória, e isso já é suficiente para ter que refazer todo o processo de obtenção da CNH.

    Vocês acham que eu tenho condições de recorrer, alegando a doença da criança? Será que existe alguma outra maneira de retardar a multa, visto que minha carteira definitiva vem em outobro?

    Resolvi postar isso aqui, já que quem frequenta este blog costuma estar culturalmente acima da média.
    Novamente peço desculpas por fugir ao assunto do post.

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  15. Pedro Bergamaschi
    Problema nenhum fugir do tópico, Pedro. Por favor, escreva para o nosso e-mail autoentusiastas@gmail.com para tratarmos do assunto diretamente.

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  16. Pedro,

    Vc pode recorrer, primeiramente à JARI (art. 285) e desta decisão cabe outro recurso (art. 288).

    Se o carro foi avistado com o menor sem cinto, e parado por este motivo, não tem muito jeito. Se foi observado o fato (sem cinto) no momento da abordagem, e se o auto da infração consta que havia dois ocupantes adultos com cinto e uma criança sem, pode ser alegado que o cinto foi retirado instantes antes para acomodar a criança doente. Até porque quem faz o mais faz o menos, ou seja, se dois adultos estão de cinto e preocupados com si próprio, leva a crer que tenham o mesmo cuidado com a criança.

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  17. O pior acontece em ruas sem semáforos em bairros residenciais onde o limite de velocidade seria de 30 ou 40km/h.

    Onde moro, um grande bairro residencial de Campinas-SP, aqueles estudantes e professores que vivem atrasados tentam cortar caminho por vias residenciais em alta velocidade sem parar em uma esquina sequer.

    Já tivemos até capotamentos porque todos acham que estão na preferencial...

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  18. Aqui confundimos "tenho a prioridade" com o "use e abuse".

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  19. E aqui em Blumenau-SC, que um colega se envolveu em um acidente nessa condição e foi declarado culpado por que o motorista que acertou a lateral de seu carro "vinha da rua geral"?

    Troquei vários e extensos emails com o "RP" do departamento de trânsito sobre a inexistência de preferencial para "quem vem da rua geral", sem conseguir convencê-lo de que não é assim que se determina preferencial.

    O que fazer quando o próprio órgão que fiscaliza o trânsito não conhece o Código de Trânsito Brasileiro?

    A mais nova deles (o órgão trapalhão chama-se SETERB) são as demarcações do limite de estacionamento pintadas a menos de 5 (CINCO) metros da esquina. Oficializaram a infração!

    O que me chateia é que recebi multas absurdas, como "desobedecer ordens emanadas do agente de trânsito" em horário em que meu carro não estava na cidade (mas nao tenho como juntar provas para recorrer), ter minha solicitação de transformação de multa em advertência recusada enquanto os motociclistas (inclusive os agentes do departamento) cruzam as faixas contínuas em movimentos camicases entre os carros numa rua de nove metros de largura com mão dupla e sem "baia" de ônibus.

    Sinceramente, estou cansado demais dessa palhaçada que virou o trânsito brasileiro. E os moralistas comemoram o absurdo que é a obrigatoriedade do airbag nos carros, como se as 700 vidas salvas por esse equipamento em um ano fossem significativas diante das 30.000 vidas perdidas por quaisquer outros motivos.

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  20. O pior é que o que falta mesmo é educação, respeito e bom senso de todas as partes envolvidas. Ontem mesmo elogiei um motorista por tirar o pé do acelerador e deixar o carro ir diminuindo a velocidade até parar no sinal que estava... AMARELO! Motorista no Brasil, quando vê o farola AMARELO, parece que é dautônico. Pisa fundo para não perder a chance de passar antes do próximo carro. Parecem que enchergam VERDE...
    As autoridades por sua vez só pensam em arrecadar. Não existe uma proposta de fiscalizar, educar, orientar e punir se necessário. A industria das multas (e do jeitinho?) prospera e a justiça se arrasta por tribunais preguiçosos e venais. Aqui no Rio, os motoristas de táxis, onibus e veículos comerciais não respeitam e parecem não se preocupar com as multas (que, na maioria das vezes não são pagas) e muito menos com as punições.
    Falam ao celular e conversam como se estivessem na sala de casa sem se importar com a responsabilidade de conduzir pessoas e mercadorias (que as vezes se confundem) em nossas ruas (e estradas) esburacadas e inseguras. Isso sem contar a corrupção desde a Polícia Rodoviária até as Concessionárias que administram as vias. Aqui ainda tem mais um problema que as concessionárias de serviços de gás, luz, telefonia e TV a cabo também vivem esburacando ruas e calçadas sem se preocupar com a segurança deles mesmos e das pessoas que transitam no local.

    Gostaria muito que voces vissem um filme da época em que as máquinas andavam no ritmo dos homens e dos animais. Vejam como era bom viver sem pressa...

    Infelizmente não vivi nessa época...
    Naquele tempo, as máquinas andavam no ritmo do homem.
    A vida andava sem pressa e dava tempo de ver tudo...
    As pessoas passavam na sua frente e ninguem ligava.
    Os animais também acompanhavam aquela bagunça mas
    Todos viviam em harmonia.
    Era uma época em que todos andavam no mesmo passo...
    Espero que vcs apreciem a música e as imagens!

    É só clicar no link: http://www.youtube.com/watch_popup?v=NINOxRxze9k

    Tenham um ótimo fim de semana!

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  21. Leonardo,


    Não consultei o CBT, mas se bem me lembro a preferência em cruzamentos não sinalizados é do veículo que vem da direita.

    E até onde consigo me lembrar, o recuo de estacionamento é de 3m da esquina, não?

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  22. Ora, senhores!!
    Onde deveríamos aprender tais coisas?? Na auto-escola, não??!!
    Mas quero morrer de catapora se algum de vcs teve alguma instrução sobre isso...

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  23. Italo
    Até 1998 era 3 metros para carros e 9 metros para caminhões. Pelo Código atual é 5 para carros e 15 para caminhões.

    Nesse caso do semáforo desligado/intermitente, a preferencial da direita não é válido, pois há sinalização. Como bem disse o Bob, ambos devem parar.

    Se acontece um acidente, teoricamente a culpa seria dos dois, que não pararam (culpa concorrente), mas é possível argumentar que, por já ter iniciado a manobra e não havendo sinalização de preferencial, o motorista que colidiu seria o culpado por não respeitar o carro com a manobra em andamento.
    Por via das dúvidas, pare (sempre, pois é obrigatório) e deixe o outro passar antes.

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  24. Carlos Santos16/07/10 12:39

    Bob, como na maioria das vezes, você está certo. Porém, o que aconteceria na prática se você parasse: iria ficar lá um bom tempo até conseguir atravessar o cruzamento, porque os outros motoristas não fariam o mesmo. Além disso, quem viesse atrás de seu carro com certeza iria usar daquele recurso abominável: a buzina, e você com certeza seria xingado até a 10ª geração. Tudo isso reflexo da má educação no trânsito, da postura do brasileiro em querer levar vantagem em tudo, da péssima preparação nas CFCs, dentre outros males que afloram pelo nosso país.

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  25. Wagner
    Falou bem: aprender é na Auto Escola (CFC). É lá que se recebe educação para o trânsito. Não com tapinha nas costas do fiscal.

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  26. É burrice, egoismo, esperteza efalta de informação.
    Estas são as características do típico motorista brasileiro.

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  27. É burrice, egoismo, esperteza efalta de informação.
    Estas são as características do típico motorista brasileiro.

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