DUNLOP AQUAJET


O post do Bob sobre sua experiência em competições com os radiais Dunlop SP calhou com a chegada em casa de um livro antigo que há muito queria ler: "Automobile Tires" de L.J.K. Setright, escrito em 1972. Trata-se de uma deliciosa explicação "para leigos" de como funciona um pneu, que além de ser até hoje atual, se aprofunda o suficiente para que até um especialista aprenda coisa ou outra.
Sinto muita falta de Setright a respeito de pneus. Ele sempre me mantinha atualizado nas últimas novidades por sua coluna na revista CAR inglesa, e desde que ela parou, me sinto perdido quando escolho um pneu moderno...
Mas voltando ao livro, o mais legal é que, sendo o ele contemporâneo do Dunlop SP, encontrei duas fotos deste pneu no capítulo "Tread design" (desenho da banda de rodagem), que reproduzo aqui com tradução do texto. De particular interesse é a explicação do nome "aquajet" que o Bob gostou: na verdade é um sistema de grande engenhosidade para ajuda a drenar água de debaixo do pneu. Olhem que interessante:


"Peculiar ao SP Sport é o aquajet, um túnel conectando o canal de escoamento água externo da rodagem com a borda do pneu, para criar uma drenagem positiva pela lateral sem interromper a continuidade da nervura mais externa. A foto insertada mostra a abertura de saída de um aquajet, em maior escala."


"Esta foto foi tirada através de uma placa de vidro com um flash de 2 nanosegundos, enquanto o carro passa sobre a placa a 30 mph (48,3 km/h) através de um filme de 2 mm de água colorida. O pneu é o radial Dunlop SP68, de quem a água pode ser vista fluindo e sendo descarregada na espuma atrás da área de contato com o solo. Na foto original, colorida, a água pode ser vista ocupando todos os canais e aberturas na rodagem, mas mesmo aqui, em preto e branco, é evidente o completo contato da superfície do vidro com a borracha preta da rodagem."
MAO

9 comentários :

  1. Puxa, veio bem a calhar a chegada do livro.

    Notei que aqui no Brasil ainda estamos engatinhando em variedade de pneus. Temos apenas as medidas do pessoal das rodas gigantes que estragam carros (vulgo tunning).

    Um exemplo é a medida 185/55 para rodas 16, que aqui só são usadas no novo Fit, mas muito comum lá fora. Alia a largura moderada ( muito melhor para aquaplanagem); não compromete a aderência; perfil relativamente baixo; e pode ser usado nas rodas 16, para as quais geralmente só se encontra pneus "playboy" de 195 pra cima.

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  2. Parabéns pelo belo post! Cada dia aprendo mais aqui neste blog fascinante! Grande abraço aos colaboradores e leitores!

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  3. Muito bom!!!
    ...eu que "conhecia" pneus só para substituir o antigo, estou começando a olhar pra eles de outro modo...
    Tenho recomendado cada vez mais este blog aos amigos...parabéns!

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  4. Realmente, essa do canal esquichador eu nunca havia ouvido falar, e já é tão antigo.

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  5. Boa, MAO.

    Veio explicar muito bem sobre como o Dunlop,sem abdicar da borracha no chão, conseguia tirar a água e ajudar a Pole na chuva do Bob

    MAO, como você entende e muito do assunto, podia explicar num post ao pessoal sobre os pneus atuais terem a banda de rodagem construída de modo a 3/4 da banda de rodagem do pneu serem " obrigadas " a expulsar a água para trás e pelo lado interno.

    De uns tempos para cá, muitos pneus, mesmo os de Ultra H. Performance DOT, estão com sulcos longitudinais mais largos , menos borracha ao chão, para compensar não poderem mais espirrar água pro lado externo, que não seja do 1£ externo da pegada.

    Isso é lei( lá fora) ou tendência?

    Abraço,

    Alexei

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  6. Só para acompanhar os comentários...
    Posto uma curiosidade... em provas de arrancada no Brasil, muito se utilizou o pneu Ventura no sentido invertido, em algumas situações esta "receita" obteve mais tração que pneus específicos para este tipo de prova, curioso não? rs*

    Abs... só acompanhando...

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  7. Fabio,

    O Ventura era o pneu de rua DOT de borracha mais macia de fabricação nacional( metade da garantia de km de um Goodyear NCT5), que o regulamento exigia pneus nacionais nas TD.

    Toyo FZ4/Proxes4 e, Yokohama, Pilot´s, o extinto GT+4 da Goodyaer,etc, eram importados e ficaram de fora. Mas venciam os Ventura em provas onde o regulamento nacional não era aplicado.

    Inverter o Ventura é da idade do onça : muitos dos pilotos de arrancada são do ramo agrícola e eles estão carecas de saber,desde os bisavós, que pneus de trator,que tem o mesmo desenho de banda, tem no seco maior poder de tração com as garras da extremidade voltadas para a frente, isto é, usa-se a ré no trator para safar de condições extremas.

    obviamente, o Ventura invertido na chuva ou na curva é perigo.

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  8. por supuesto!

    Muito bem explicado Alexei, enriqueceu bastante o comentário sobre a curiosidade.

    Comentei aqui no AE, porque a maioria aqui ao menos não demonstra interesse por arrancada e talvez não soubesse desta "manha"... Mas quem tem pra gastar compra logo o par de Hoosier e "vai ser feliz" por mais tempo...

    Abs

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  9. Eu comentei no outro post sobre esses furos do aquajet, há 30 anos atrás eu tinha achado isso bem interessante....

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