google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Qual entusiasta não gosta de um painel como esse das fotos? Além do trivial velocímetro, conta-giros, termômetro d'água e marcador de combustível; pressão e temperatura de óleo e pressão do turbo (acima), pressão de óleo e voltímetro (abaixo).

Nada melhor para monitorarmos se anda tudo em ordem com a pressão de óleo ou carga da bateria, uma breve olhada nos mostradores e já sabemos se está tudo bem.

 Foto: www.dincao.com.br
Não é novidade nenhuma que São Paulo é o caos em forma de ruas e congestionamentos. Apenas para ilustrar, como curiosidade, vendo um exemplo de um dia no inferno que é a cidade nos piores horários, registrado no computador de bordo do carro.


Fotos: Caio Mattos/Divulgação Honda
Nesta foto, o detalhe é o céu de Piracicaba...

Sempre que atendemos a um convite dos fabricantes recebemos um "kit", que é composto do release propriamente dito (principais informações sobre o produto), um bloquinho de papel, uma caneta e mídias de todo o tipo, com fotografias, vídeos e apresentações gráficas.

O conteúdo dessas mídias é vasto, com detalhes que muitas vezes passam despercebidos ou não são convenientes ou oportunos para divulgação em outros veículos de comunicação, como as publicações impressas em geral. Afinal de contas, papel e tinta custam muito dinheiro.


Foto: motosapiens.com.br


Numa situação que a foto sugere, ocorreu um fato com um amigo que merece ser contado.

Ele, assim como eu, havíamos deixado o Pavilhão de Exposições do Anhembi no sábado imediatamente anterior ao domingo (7/11) de  encerramento do último Salão do Automóvel, onde tradicionalmente, desde os tempos do Caio de Alcântara Machado, o criador do salão, já falecido, a organização oferece uma feijoada para a imprensa.



Minhas impressões sobre o Salão do Automóvel desse ano estão nesse post. Voltei lá mais uma vez e não mudei minha opinião. Agora solto algumas imagens preferidas; mais pela estética do que elos carros em si. Fotografar qualquer salão do automóvel é um desafio.


Alguns carros são melhores de se ver do que se dirigir. Essa é uma triste verdade, quer gostemos ou não. Me doi bastante lembrar de meu saudoso Escort XR3 1985, de primeira carroceria fabricado no Brasil.

Sempre apreciador dos Ford de origem ou aplicação ralizeira, o XR3 alterado para o piso brasileiro era algo sutil em sua estabilidade, com dianteira mais macia do que o necessário, e uma suspensão traseira com mais carga de amortecedores que o desejável. Faltava o meio-termo para ficar muito bom.

Na verdade faltava piso decente para ele rodar, mas isso é outro assunto.


Ele é o atual recordista de Pikes Peak, a maior prova de subida de montanha do mundo, localizada nos Estados Unidos. É um evento de importância equivalente ao GP de Mônaco, à 500 Milhas de Indianápolis e à 24 Horas de Le Mans, e é uma tradição de décadas na familia Millen.

O neozelandês Rhys Millen, filho do famoso Rod Millen, trouxe seu Hyundai Genesis de 750 cv para acelerar e cravar neste sábado (13/11) o primeiro recorde brasileiro de velocidade na Subida da Serra do Rio do Rastro, no município de Lauro Müller, em Santa Catarina, um trecho de aproximadamente 9,5 km e 156 curvas, curiosamente o mesmo número de curvas de Pikes Peak. A altitude atinge 1.460 metros.


Em uma mistura de velocidade e drifting, Millen fez o que pode e um pouco mais com seu Genesis, e após 7:17,898s estava no topo da serra, coberta de fumaça e borracha de pneus dilacerados.


Millen disse que o traçado é excelente e muito desafiador, pois possui o mesmo número de curvas de Pikes Peak, porém a pista americana possui quase 20 km de extensão, contra menos de 10 km aqui no Brasil.

"O Brasil tem na Serra do Rio do Rastro algo realmente precioso nas mãos. Sempre adorei Pikes Peak, mas acho que agora tenho uma nova estrada favorita...” completou o neozelandês.

Fotos: Red Bull

MB
Nota do AUTOentusiastas:

Este post complementa o texto de Hans Jartoft publicado em 7 de novembro.
Aqui estão as fotos do carro dele, e o texto, nesse link.

O acesso para manutenção, pela grade dianteira.
Há mais ou menos oito anos um grande amigo, Carlos Kagawa, filho de japoneses, me convidou para participar de um novo negócio: dono de oficina mecânica em São Bernardo do Campo, desta vez ele queria montar uma oficina especializada em turbocompressores para motores de ciclo Otto e ciclo Diesel.

Gol e Parati Turbo eram veículos de lançamento recente, coisa de um ou dois anos, equipados com o motorzinho EA-111 16V turbo. Recém-lançado era o Fiesta Supercharger, que também apelava para a sobrealimentação em seu motor Rocam de 1 litro, mas com compressor mecânico tipo Roots, da Eaton.

"A sobrealimentação é o futuro, Bitu" - dizia ele, coberto de razão. "Veja esse Gol 1.0 turbo da Volkswagen: anda mais e gasta menos do que o Gol  com motor AP 2000. No Japão, a sobrealimentação é muito usada, principalmente em kei cars, pequenos carrinhos urbanos, de entrada, cuja cilindrada é limitada a 660 cm³".


A vantagem de ficar afastado por algum tempo é que sempre voltamos com novidades.


Tive a chance da dirigir a mesma RS 6 Avant que o Bob já testou e publicou um post: Até que essa perua anda direitinho. Então tenho muito pouco a acrescentar sobre as características técnicas do carro.

Fiquei imaginando como foram as conversas do pessoal da Audi quando pensaram em fabricar esse carro.

A história que contei esta semana sobre o Palio que tive me deu a ideia de fazer esta lista. Na verdade, não é uma lista de 10 melhores tradicional, porque na verdade é uma lista de carros que levaram àquele Palio, uma explicação histórica sobre a origem daquele carrinho memorável, usando os 10 carros que o precederam historicamente. Acho que é a hora de contá-la, porque acredito que no momento que o Uno original sair de produção (o que acontecerá em breve, acredito), esta linhagem incrível desaparecerá para sempre, junto com o fantasma ainda presente de um grande Engenheiro: Dante Giacosa (1905-1996).

Dante Giacosa/foto Wikipedia

Conheci o Alexandre Garcia no Banco do Brasil, trabalhamos juntos uns anos lá, para desespero de nossos chefes, pois o papo sobre carros era inevitável. Por sorte deles nossos turnos eram diferentes, nos encontrávamos apenas por um hora, o suficiente para colocar o papo automobilístico em dia. Em poucos dias percebi que o sujeito não era exatamente normal: propôs de cara tentarmos colocar um 2-litros de Tempra no Mille ELX que eu havia acabado de comprar. E me falou de um carro legal que ele tinha, uma Caravan com motor V-8.


Foi uma disputa muito acirrada entre os franceses da Peugeot e os alemães da Audi na última etapa da série Intercontinental Le Mans Cup, em Zuhai, em uma batalha ao longo dos 1.000 km da corrida.

Nos últimos minutos, o 908 HDi FAP de Sarrazin e Montagny garantiu a vitória (terceira do campeonato) e o título para a equipe francesa. Em segundo e terceiro estavam os Audi R15+, que neste ano tiveram dificuldades em acompanhar os bons resultados do 908.


Falo agora diretamente da sala de imprensa do ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), onde eu e o Bob Sharp pudemos avaliar dois Hondas híbridos: o liftback Insight e o hot hatch CR-Z.

E digo a vocês autoentusiastas: o futuro é mesmo híbrido! Posto maiores informações daqui a algumas horas, mas já adianto o óbvio: a impressão foi mesmo das melhores.
FB

Em 2001 as coisas não andavam bem comigo. Um sem fim de problemas me assolava, e um deles era o fato de estar sem carro para meu uso diário. Tínhamos em casa um dos últimos Tempra, modelo 99 (comprado novo ao final de 98), mas minha esposa, que trabalhava em vários lugares e levava e buscava nossa filha na creche, tinha o monopólio sobre ele. Me sobrava o maldito transporte coletivo e a escravidão de seus horários fixos, itinerários inflexíveis e companhias indesejáveis. Eu encarei esta situação enquanto não havia outra saída, mas amaldiçoava minha triste situação todo santo dia, ao esperar o ônibus no ponto de manhã. Era um escravo que ansiava pela liberdade.


Foto: GMB


A Chevrolet Veraneio é um símbolo da sua época.

O Brasil de então ,"o país do futuro", do regime militar, da luta do Homem contra a natureza para construir a Rodovia Transamazônica, ainda era um país selvagem.


Para esse país de terras brutas a perder de vista, a Veraneio era tudo que uma família grande poderia desejar.

Podia levar com bom conforto (para os padrões da época), seis pessoas, ou nove com um terceiro banco opcional, número só igualado pela Kombi, bem menos potente.


É realmente engraçado ver a evolução dos automóveis americanos em 40 anos: a linha Plymouth para 1970 era composta basicamente de dois modelos full-size (Fury e Beldevere) e dois modelos "compactos" (o pony car Barracuda e o modelo de entrada Valiant). Suas variações faziam a composição da linha: cupês e sedãs de duas ou quatro portas (hardtops ou com coluna central), conversíveis e peruas.

Curiosamente ninguém sentia falta de automóveis com elevada altura do solo e tração 4x4: foi uma época em que utilitários mereciam um catálogo próprio, pois ainda eram utilizados quase que exclusivamente para fins comerciais.

A Plymouth foi extinta há quase 10 anos, mas comparando-a com uma divisão Chrysler similar (a Dodge) hoje, veremos que não há mais lugar para hardtops, conversíveis e peruas: são todos coisas do passado. A linha atual é composta de um carro compacto sem personalidade (Caliber), um pacato sedã ajaponesado (Avenger), um sedã anabolizado (Charger), um cupê anabolizado sobre a mesma base (Challenger) e um esportivo que já pendurou as chuteiras (Viper). Um utilitáio esporte (Nitro), uma minivan (Grand Caravan) e um crossover (Journey) completam a quase insossa linha Dodge para 2010.

Tirando o Challenger e o Charger (com ressalvas), acredito que eu não faria questão alguma de ter um Mopar hoje. Tempos difíceis esses...

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Somos atualmente o quarto maior mercado de automóveis de todo o mundo e não temos direito a um conversível derivado de um modelo fabricado aqui. Um Astra como esse aí de cima pode ser tranquilamente utilizado no dia a dia com a capota fechada e curtido com a capota arriada em passeios esporádicos. Deve ser uma delícia subir a serra de Petrópolis (RJ) com um desses em uma manhã de sol e temperatura amena.

Realmente não dá para entender, em outros tempos tivemos Escort e Kadett conversíveis, e até que vendiam razoavelmente bem. Ou será que um simples Astra custaria 100 mil reais na versão conversível e seria inviável aqui na Terra Brasilis?

É bastante comum hoje em dia escutarmos que um dos motivos que ajudam a decidir a compra pelo modelo X ou Y é o tal do valor de revenda. Mas será que esse valor é realmente tão relevante?

No caso dos modelos acima, não vou entrar no mérito de compará-los pois nunca andei no Sentra. Sei que a escolha não se resume a valores, que existe a questão de confiança na marca, o gosto pelo desenho de um ou outro, além de vários outros motivos que podem pesar na escolha.

Fotos: Autor


Andando uns dias com um New Beetle automático, comecei a comparar com as novidades  em câmbio que estão por aí, como CVT e robotizado de uma e duas embreagens. Não há dúvida de que as trocas mais rápidas e brilhantes pertencem a este último, mas a caixa automática VW, de procedência Aisin, japonesa, seis marchas e com operação tiptronic, cujo quadrante é o da foto acima, só deixa mesmo a desejar em consumo por conta do conversor de torque, porque no uso dia a dia é realmente espetacular.

Veja no quadrante: P-R-N-D-S e um canal auxiliar à direita com os sinais + (subir marcha) e - (reduzir). Se o leitor quer saber, é deixar no "D" e esquecer. As trocas automáticas são perfeitas, sem nenhum tipo de tranco ou patinagem. É o mais próximo dos câmbios robotizados de dupla embreagem que conheço.
Foto: Autor


O que tenho levado de fechadas ultimamente não é brincadeira. Não sei se com o leitor tem acontecido o mesmo. Claro, sempre dirijo na defensiva e escapo incólume de todas. O que noto é que invariavelmente o carro que me fechou está com um dos vidros de condução — o das janelas dianteiras — escurecidos pela famigeradas películas.

Fiz essa foto num posto de lavagem, o carro estava aguardando que o dono o retirasse. Com esses vidros o infeliz não consegue olhar pelos espelhos externos de dia, o que dirá de noite.

Portanto, amigo autoentusiasta, todo cuidado é pouco nesse tempo em que cada um faz o que quer e que pelo jeito continuará ad eternum.

BS
Foto: Divulgação FPT

No mês passado dirigi, na Itália, um Fiat 500 com o motor da foto, um dois-cilindros turbo de 875 cm³ e que é a proposta da Fiat, pelo seu braço de motores e transmissões, a FPT Powertrain Technologies. O que posso dizer é que achei sensacional. As vendas começaram em setembro.

A potência de 85 cv a 5.500 rpm com 14,8 m·kgf de torque a 1.900 rpm, no carro de 865 kg, de que já falamos aqui, só que com motor 1,4 litro de 100 cv, proporciona imensa alegria de dirigir. O som é rachado típico de todo dois cilindros, mas a suavidade impressiona. O motor twin de 80,5 x 86 mm conta a com a indispensável árvore contra-rotativa de balanceamento e empurra o Cinquecento com vivacidade.



Foto: autozine.org
Interior do Ferrari F430

Esta semana o Arnaldo e eu andamos bastante de Ferrari F430 em Interlagos. Foi para a gravação de um vídeo-piloto para algo que temos em vista. Não é nada para o AE, mas por enquanto não podemos  revelar a finalidade exata do que fizemos.

O F430 foi lançado no Salão de Paris de 2004 e trouxe uma novidade na marca, o câmbio tipo Fórmula-1 chamado Impulse, seis marchas, com tempos de troca de até 150 milésimos de segundo, diferencial  autobloqueante de controle eletrônico que permite ajuste de suas características por um pequena alavanca  giratória no volante de direção. O novo Ferrari substituiu o F360 Modena e foi fabricado até 2009, quando deu lugar ao F458 Italia.

Esse câmbio, atrelado ao motor V-8 de 4,3 litros e 490 cv, é um robotizado monoembreagem que inclui função automática, como tantos outros que já temos aqui em modelos produzidos pelas fábricas mais antigas, exceto a Ford, e de que já falamos no AE. Mas no F430 havia outra novidade: a alavanca de câmbio não existia mais, fato repetido no F458 Italia.

É bom não ter alavanca de câmbio? Não acho nada bom. Há quem ache o máximo trocar marchas pelas borboletas, a pessoa "viaja" se imaginando um piloto de F-1, mas há quem não, meu caso. Por isso todo fabricante deve atender a ambos os gostos. É assim no Audi R8 e na maioria dos carros que tenho dirigido ultimamente. A escolha deve ser de quem dirige, não de quem projetou o veículo.

A velha história de a isca ser saborosa para o pescador e não para o peixe.  O bom senso manda o contrário se a finalidade é pescar.

Claro, no auge de uma tocada mais rápida pode até ser conveniente  ter os polegares encaixados na raiz do dos raios com o aro do volante e os dedos indicador, médio e anular puxando as borboletas - direita para subir, esquerda para reduzir. Mas não é toda hora que se anda rápido e nem é toda hora que se segura o volante com as duas mãos, mesmo que seja obrigatório pelo nosso código de trânsito, um atavismo resultado do tempo em que qualquer coisa o volante fugia das mãos. Nesses momentos de só uma mão ao volante, ter alavanca é ótimo. Imprescindível, diria.

Nem sei quantas vezes, ao levar o motor do F430 a 8.500 rpm, a rotação de potência máxima, minha mão saiu em busca da alavanca e nada encontrou. Que sensação horrível! Antes que os leitores mais jovens digam que isso "é coisa de velho", adianto: é mesmo! Em 17 de dezembro último completei 50 anos de habilitado, fora os dez anos anteriores sentado no banco da esquerda, com maior frequência a partir dos 15 anos. Esse tempo todo sempre havia uma alavanca para trocar de marcha, seja no assoalho, seja na coluna, caso do DKW-Vemag. E quando dava uma voltas no JK de um tio, cinco marchas na coluna. Ah, e o meu iniciador, o Citroën 11 do tio que ensinou a dirigir, com sua alavanca que saía do painel.

Painel do Citroën 11 e alavanca de câmbio que saía do painel (foto sintra-lisboa.olx.pt)
Os que pensam como eu tinham alternativa, o F430 era disponível também com caixa manual de seis marchas, com direito à grelha dos canais das marchas e tudo, mas isso acabou com o F458. A Ferrari decidiu que alavanca de câmbio pertence ao passado e seu brilhante modelo não a tem mais.

Vaiando de pé.

BS


Para alguns, é um indicador de economia presente no painel de vários carros mais antigos. Para outros é só mais um "reloginho" que mexe constantemente seu ponteiro.

Injustamente incompreendido por motoristas e mecânicos, o vacuômetro é o instrumento que mais informa sobre diversas situações de operação do motor, e por isso mesmo o principal indicador da sua saúde mecânica.

Para conhecermos um pouco mais deste instrumento praticamente desconhecido, primeiro temos que entender exatamente o que ele mede.

Observem o desenho a seguir, mostrando um motor em corte.



Nele vemos que antes das válvulas de admissão há o coletor de admissão, que possui na sua entrada uma válvula-borboleta, a chamada borboleta de aceleração. Durante o funcionamento do motor, quando um cilindro admite ar pela descida do pistão e pela abertura da válvula de admissão, este ar é captado do coletor de admissão.


Nota do AUTOentusiastas:

Hans Jartoft é nosso colaborador sueco e postou algumas fotos de partes de seu Audi A2 há algumas semanas, para que algum leitor descobrisse qual carro era. Não durou nem 15 minutos a charada, provando que temos seguidores de ótimo conhecimento.


UM CARRO NOVO
Por Hans Jartoft

Era hora de comprar um "novo" carro para usar no dia a dia. O meu Saab 900 Turbo tinha 21 anos e uns 220.000 km. Andava muito bem mas tinha vários defeitos pequenos.

Meu Saab 900, no dia em que foi embora.
O problema maior poderia ser que, com mais um inverno aqui com sal nas estradas, a corrosão que era pouca, poderia aumentar bastante. Era a hora do 900 Turbo virar carro de hobby. Mas comigo não. Já tenho o TVR.

Foto: Hot Rod

A revista Hot Rod sempre tem material delicioso em seu conteúdo, seja em papel ou no site. Passeando um pouco por lá, encontrei algumas fotos de um tipo de carro que está na categoria ame-o ou odeie-o, os hot rods gastos pelo uso e pelo tempo, chamados de rat rod.

Não é novidade alguma, a BR-101 que cruza boa parte do território nacional está em obras de duplicação. No trecho do Rio Grande do Norte, próximo a Natal, a duplicação está sendo feita e de uma forma no mínimo insegura.

É completamente caótico o sistema de desvios e mudanças de pista, um verdadeiro assassinato. Sem grandes sinalizações, a pista é interditada e o fluxo é desviado a 90°, como se fosse uma esquina, para a pista ao lado.

Não há indicação se a pista para qual você foi transferido é mão única ou dupla. Para espanto, era mão dupla, sem indicação alguma, apenas notado por três carretas passando na faixa ao lado no sentido inverso. Um motorista novo ao local poderia ser surpreendido numa ultrapassagem.

De repente a via é de duplo sentido, e sem mais, nem menos vira sentido único. Quando não é preciso desviar dos "carros-surpresa" vindo em sua direção, é preciso desviar das crateras no piso, partes de asfalto, partes de concreto.

Policiamento nos desvios para guiar e orientar o trânsito é mera ilusão. Circulando durante a noite pela BR nestes trechos em obras é realmente um risco, e um desrespeito aos usuários da via. Não achei que era possível ver tamanha confusão em uma rodovia deste porte, mas pelo visto é mais comum do que se imagina. Cada uma...


Foto: Tribuna do Norte
MB
Um conto, ficção, para nossa diversão.

E lá estava a Bianca, sentada de lado no banco do seu Mustang 67. O carro era azul metálico, conversível, e a capota branca estava arriada, o que mostrava o interior todo branco. A porta estava aberta e a Bianca, mantendo um pé descalço no chão, erguera o outro delicado pé, também descalço e o colocara no assoalho do carro. Esse movimento fizera sua saia escorrer pela sua pele lisa e foi aí que viu que seu joelho direito se machucara. Um machucadinho só, que estava mais para uma arranhadura e nem sangue saíra.

Vendo isso ela beijou seu próprio joelho, salivando-o, numa ação instintiva, meio animal, para limpar o pequeno ferimento.

E ela gostou do que provou, gostou da própria pele, do próprio gosto, e lambeu ao redor da arranhadura.




A propaganda acima, que recortei de uma revista francesa já esquecida, de 1984, mostra a versão europeia do Escort XR3. Uma foto belíssima, que me lembro ficar horas olhando quando era mais jovem e mais facilmente impressionado.
Desenho: totalopel.com

O raio-x acima é de um Opel Kadett C, que se chamou Chevette no Brasil. O desenho parece que foi feito sob medida para esse post. Quero dividir com vocês uma experiência incrível que tive em 1976. E que não foi com Chevette, mas com um Passat. Tem a ver diretamente com o título "Autonomia estendida".

O que se vê em destaque, de cor laranja, atrás do encosto do banco traseiro, é justamente o item de Chevette que usei no meu Passat LS 4-portas.

Vamos aos fatos. Naquele ano, o governo, pelo Conselho Nacional do Petróleo, na pessoa do general Oziel Almeida da Costa, resolveu "racionalizar" o uso de combustíveis, termo que considerei autêntica gozação em cima dos cidadãos, exemplo perfeito de abuso de poder. Foi em resposta – três anos depois! – à primeira crise do petróleo (segunda, se considerarmos a crise de Suez de 1956, que deixou a Europa sem o ouro negro).


Foto: DER/SP
Composição esquemática: Marcus Vinícius Pansonatto

Nesta quarta-feira pela manhã tivemos mais um acidente grave envolvendo caminhão-basculante e passarela de pedestres, na região de Sorocaba, interior de São Paulo, com duas mortes. Esse tipo de acidente vem se repetindo com alarmante frequência e para evitá-la nosso amigo Alexander Gromow nos enviou sua sugestão, que nos apressamos em publicar com a esperança de que alguma autoridade de trânsito venha a adotá-la.

O nosso grande amigo José Mahar Rezende nos enviou um texto muito interessante com uma breve história sobre o nascimento da indústria automobilística no Brasil.

Aproveitando a oportunidade, o Mahar faz um convite para que todos visitem o seu blog, o Maharpress


Como nasceu a indústria nacional
Por José Mahar Rezende
fotos: blog FNM-ALFA

Getúlio Vargas, personagem controvertido, teve muito a ver com a evolução do automóvel no Brasil. Em 1930, quando depôs Washington Luís, inaugurou uma nova era apropriadamente chamada de Estado Novo, onde foi criada uma nova elite, de origem industrial. Essa elite substituiu as classes dominantes de grandes proprietários de terra, que completavam a política do café com leite, por uma nova elite, que já existia, mas não dispunha do poder real em suas mãos.

A nova aristocracia era composta por industriais e sua ascensão significava uma diretriz de Vargas, que desejava caminhar em direção à industrialização. Ou seja, fazer um país capaz de produzir bens de consumo e não só produtos agrícolas ou extrativos. Criar uma nova riqueza.
Helio Torchi/Futura Press
Eis uma cena no mínimo deprimente: duas vidas ceifadas a bordo de um dos maiores ícones da indústria automobilística. E a notícia torna-se ainda mais deprimente quando se descobre que as vítimas são pai e filho. Segundo a CET, o acidente ocorreu na Moóca e foi causado por uma.... ultrapassagem!

E aí eu pergunto, que impaciência é essa? Já estive ao volante de automóveis tão ou mais potentes e a primeira sensação é a de frustração total, já que dentro de um bairro residencial (como a Moóca) é impossível ir além da primeira marcha. Acredito que o motorista literalmente se matou ao explorar os limites do carro sem observar os limites da via e também seus próprios limites.

Impaciência ou despreparo, eis o triste desfecho da irresponsabilidade. Que Deus amenize o sofrimento da família.

FB


Sei que alguns leitores não apreciam, mas este que vos escreve apareceu em uma das reportagens do programa Auto Esporte, da TV Globo, neste último domingo.

Para a produção do programa havia a necessidade de um motorista que tivesse o hábito de carregar uma mini-oficina no porta-malas do carro. Para mim, foi uma oportunidade e um prazer em participar.


Foto: Autor

Estava na SP-270 Rodovia Raposo Tavares ontem, voltando da Granja Viana, ainda antes do pôr do sol, quando vi, pelo espelho inteno, um carro se aproximando com os benditos faróis de neblina ligados, e só eles (mais um que acha que o carro fica lindão assim?). Logo notei que o esquerdo estava bem desresgulado, alto. Peguei o celular e fiz a foto.



Areia fofa é um dos piores terrenos para se trafegar com um veículo com tração convencional, sem ser do tipo das esteiras dos tratores e tanques de guerra. Por ser fina e não compactada, a areia fofa é uma armadilha para os pneus e dor de cabeça certa para desatolar. A menos que se esteja em um bugue.

O reduzido peso, aliado com pneus largos, conjugado com o conjunto motopropusor atrás, sobre as rodas motrizes, fazem com que o bugue passe sem sofrimento pelos barrancos, dunas de areia, asfalto e até mesmo pequenos trechos alagados. Sua simplicidade mecânica é outro ponto positivo, com a boa e velha plataforma do Fusca e o valente motor arrefecido a ar.

Foto: www.diariomotorsport.com.br

Piero Gancia nos deixou hoje e estou muito triste. Nascido em Turim, Itália, fez 88 anos em 30 de agosto. Tinha a saúde debilitada pelo Mal de Alzheimer, do que eu estava a par pelo filho e também amigo, Carlo.

Muitos não sabem que Piero Gancia foi um expoente do automobilismo brasileiro, quando no comando da equipe Jolly-Gancia deu muitas vitórias à Alfa Romeo no Brasil, ora como piloto, ora como chefe de equipe. Ele sagrou-se campeão brasileiro em 1966.




Uma bela imagem de um Escort Mk (Mark) 2 inglês, em um rali para antigos.

Um salto arrepiante de um carro produzido de 1975 a 1980, o último modelo antes do que tivemos no Brasil.
Interessante como os ingleses usam o termo "Mark" para marcar uma grande alteração nos carros e outras máquinas. Muito mais bonito do que "geração", já que um carro não é gerado como um ser vivo, mas sim, desenvolvido.
Coisas da cultura americana, acompanhada pela brasileira. Ou da falta dela.

JJ
A expressão "pé de boi" veio para batizar o Fusca mais simples da linha, que era ainda mais espartano que o já básico Fusquinha. Acabou sendo sinônimo de carro básico, com somente o essencial.

Essa propaganda da linha Uno 86 mostra que o atual Mille é até melhor acabado, se comparado com o Uno S aí de cima, o modelo mais barato à época. Um amigo teve um S 85 igual ao da foto, só que branco, andei um par de vezes nele. Bancos de vinil, ausência de tampa de porta-luvas, rodas sem calotas, retrovisor externo só do lado esquerdo. A 5a. marcha era opcional e, se não me falha a memória, os encostos de cabeça dianteiros também.

Sinceramente? Se me arrumassem um igualzinho ao da foto, mas com ar-condicionado para não tostar nos bancos de vinil e com motor Fire, mais possante que o de 1,3 litro de então, eu ia curtir.

AC

Fotos: Autor

Foi o oitavo Blue Cloud. Uma ideia do jornalista, blogueiro, autoentusiasta e, principalmente, apreciador de DKW & derivados Flávio Gomes, e de Paulo Renato Arantes, que organizaram o primeiro em 2003, em Caxambu,  a conhecida estância hidromineral no sul do Estado de Minas Gerais.

Este ano, como todos os Blue Cloud, o encontro também foi em Minas Gerais, na aprazível Poços de Caldas. O palco escolhido pelos organizadores - o Flávio, o médico niteroiense Hélio Marques e o apaixonado pela marca Ayrton Amaral Jr. - foi o clássico Palace Hotel, inaugurado em 1929 e recentemente restaurado pelo grupo Carlton Plaza.

Os carros, num total de 63, um recorde, ocuparam a área de estacionamento na parte de trás do majestoso hotel, onde a foto acima foi tirada.



Há dez anos, em 2000, a Saab utilizava em uma propaganda de revista a imagem de uma das invenções mais interessantes e irreais jamais pensadas, o pneu iluminado. A marca sueca é conhecida pelas inovações que foi trazendo a seus carros desde 1947, e há uma lista delas  nesse texto.

Essa semana um dos nossos amigos nos mostrou fotos de um Brasinca 4200 GT que ele deseja adquirir e uma breve discussão se iniciou. Aquela conversa típica entusiasta, com o amigo interessado mencionando o quanto gosta do carro e o alguns amigos tentando dissuadi-lo da idéia, por "n" motivos.

Conversa vai, conversa vem, lembrei que foi o primeiro automóvel no Brasil a ser submetido a testes de análise aerodinâmica no túnel de vento do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o ITA, em São José dos Campos, SP. O teste apontou, entre outras alterações, a necessidade de alongar o cano do escapamento em 30 cm, para fugir da zona de turbulência que se formava atrás do carro e não haver risco de entrada de gases no interior do veículo.