google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Aí vai a segunda parte das fotos do encontro em Old Town. Dois hot rod dos mais bacanas que lembram alguns dos meus Hotwheels. Difícil dizer qual desses Fords eu prefiro. Quando vi o segundo de traseira, com o eixão aparecendo, lembrei do Alexandre Mr.V8 Garcia.

Ford 35 "all steel", com carroceria de chapa


Ford 2 KQQL 32 - Too Cool 32


As peruas são sempre bacanas. Aqui uma outra Chevy vermelhona. Mas ainda fico com a Nova do post anterior.



Quem gostou do Chevelle prata do post anterior vai adorar esse outro verde, também impecável. Ao ampliar a primeira foto dá para ver dois pequenos autoentusiastas no banco traseiro.




Já que falei do Chevelle prata, mais uma foto dele, sendo admirado por outros três autoentusiastas.




Ainda falando em GM, uma curiosa e bacana Blazer K5, bisavó da Blazer fabricada por aqui. Essa K5 da década de 1970 tem o teto removível de fábrica. Deve ter a rigidez torcional de um pão de cachorro-quente!

Chevy Blazer K5, "Way 2 Cool"


Mais um Chevy que tenho certeza que todos vão gostar: um Impala preto, meio bandido.  O que seria do mundo sem esses Chevys? Repare na perua azul ao fundo, que ficou para a próxima parte.




E para fechar a parte 2, voltando a Ford, um Mustang hardtop com algo grande, bravo e barulhento sob o capô.


Amanhã tem mais!

Nota: todas as fotos estão numa definção mais alta para serem usadas como papel de parede.

Veja também a parte 1 e a parte 3.

PK

“É a história de homens de rara capacidade e criatividade que, através de gerações, consagraram a sua essência à busca do elusivo ideal de perfeição. O fato de que a máquina foi o meio usado não faz seu trabalho menos nobre do que qualquer outra manifestação de arte ou ciência. E, para algumas pessoas, este meio é eminentemente nobre: nas três dimensões que normalmente limitam a maioria das obras de criatividade humana, esta adiciona a dimensão do movimento, o que faz dela uma aproximação da vida em si. Indo muito além da qualidade escultural, o trabalho deles transcende os valores de julgamento humanistas. Neste caso o desempenho é medida absoluta do que foi atingido, e o valor do esforço criativo de cada homem é aparente para todos.”

O trecho acima é do grande Griffith Borgeson, extraído de seu livro “The Classic Twin-Cam Engine”, em que conta as origens do motor de duplo comando de válvulas no cabeçote. Mas uso ele aqui porque cai como uma luva para introduzir a história que conto hoje: a das motocicletas MV Agusta de quatro cilindros em linha.

É uma história irresistível. Um nobre italiano, cuja família fez fortuna fazendo aviões e helicópteros, usa grande parte desta fortuna criando deliciosamente complexas, avançadas e belíssimas motocicletas de competição. Com elas, domina totalmente as competições de moto GP por praticamente 20 anos, com ajuda de um time de pilotos que poderiam ter saído de um filme de Hollywood, heróis com habilidade lendária e coragem sem limite. Bólidos vermelhos que, com seu berro estridente a mais de 9.000 rpm, marcam profundamente gerações de espectadores, e mudam a face do motociclismo para sempre.


Conforme prometido, aí vão as fotos do encontro em Old Town.

O carro customizado que mais chamou a atenção foi esse Lincoln Zephyr com teto rebaixado. Longo e liso com rodas maciças e um motor V-8. 

Lincoln Zephyr V-8! Os originais eram V-12.

A maioria dos carros customizados e dos hot rods eram muito bem-feitos e acabados com pinturas impecáveis.

Ford 32 muito bem-feito e acabado.

Ford 48 simples mas simpático.


Os primos Dodge Challenger e Plymouth Barracuda lado a lado, (abaixo), bonitos de se ver. Quando vi esses carros impecáveis lembrei imediatamente do pessoal do Chrysler Clube do Brasil, em especial do Caccuri.


Tudo começou graças ao John Zachary De Lorean, que resolveu enfiar um V-8 de 6,4 litros no cofre de um Pontiac Tempest. De quebra colacaram um emblema GTO. Assim nasceu o primeiro muscle car.

Pontiac Tempest GTO 1964
Um dos carros que mais gostei foi esse Chevy Nova basicona apenas com a suspensão rebaixada e as rodas cromadas. Simples e direta.


Super Sport, superesporte! Os SS da Chevrolet nos Estados Unidos são assim, diferentes dos SS daqui. Abaixo um Nova e um Chevelle de cair o queixo.


Amanhã tem mais.

Nota: todas as fotos estão numa definção mais alta para serem usadas como papel de parede.

Veja também a parte 2 e a parte 3.

Depois algum tempo sem muitas novidades no grid da GT3, agora conhecida como Itaipava GT Brasil, novos carros chegaram para disputar o campeonato brasileiro de GT3 e GT4.
Na GT3, a equipe de Andreas Mattheis e Xandy Negrão estrearam o novo Audi R8, todo preto no acabamento da fibra de carbono. Nos treinos o carro foi rápido, mas na classificação ficaram somente perto da décima posição, mas foi bem compensado depois e ainda venceram as duas etapas do fim de semana no autódromo do Rio de Janeiro.
Outra novidade foi na GT4, com dois carros Ginetta G50, vencendo a primeira etapa com William Freire e Marçal Melo. O carro vindo da Inglaterra conta com o trabalho de desenvolvimento de engenharia de um brasileiro, Marcos Lameirão, filho do ex-piloto e construtor Francisco "Chico" Lameirão..
Novas caras são sempre bem vindas para o nosso automobilismo, ainda mais de carros representativos no exterior. Ainda falta bastante para podermos comemorar o tamanho do grid e de público nas arquibancadas, mas é um começo.
Fotos: Itaipava GT Brasil, Fernanda Freixosa
Um dos momentos autoentusiasta durante minhas férias foi em Kissimmee, bem próximo a Orlando, na Flórida, Estados Unidos, onde aos sábados acontece um encontro de carros antigos.

Old Town é uma espécie de centro de diversões, com brinquedos e atrações para crianças (montanha russa, minikart etc.) e uma alameda com lojinhas de bugigangas. Já aviso: é um não muito atraente, apesar do ambiente familiar e seguro, pois é bem diferente dos parques da Disney e shopping centers que as mulheres e crianças gostam tanto.

É numa rua fechada paralela a essa alameda onde acontece o encontro. A grande maioria dos carros são muscle cars, hot rods e carros customizados. Os carrros começam a chegar por volta das quatro horas da tarde e entre sete e oito horas da noite eles fazem um desfile na alameda onde ficam as lojas. É nessa hora que podemos ouvir uma sinfonia de V-8s "borbulhando". Até a hora do desfile os donos dos carros e suas famílias ficam sentados próximos aos seus brinquedões curtindo um bom papo com os amigos também apaixonados.

Durante esse passeio pensei muito nos autoentusiastas e lembrei de vários amigos e leitores que com certeza adorariam estar lá. Então, além das fotos, que vou postar depois, decidi fazer um vídeo para mostrar a atmosfera do lugar. Sei que muitos leitores gostam de vídeos. Tive que dividí-lo em 3 parte para que não ficasse muito longo e pesado. Eles estão bem amadores (prometo melhoras no futuro), mas ao menos servem para dar uma ideia geral do encontro. Espero que gostem.

PK




Foto e vídeo: autor
Repetindo, esse alemães são mesmo incríveis. O modelo da foto é um Audi A5 Sportback escala 1:43. A marca do carrinho é Schuco, alemã porém é fabricado na China, um fenômeno mundial quando se trata de marcas tradicionais. Possuo um notebook Gateway comprado há quatro anos nos Estados Unidos que é  "made in China".
Quando meninos eu e meu irmão tínhamos um Schuco escala 1:18 a corda que tinha câmbio de quatro marchas comandado por uma alavanca que saía do painel, de uma grelha tipo Ferrari, e direção que funcionava. O carro era um Veritas BMW, um brinquedo apaixonante. É uma pena que não o tenha mais.
A roda traseira esquerda desse Audi/Schuco não desmonta: ela se soltou por quebra da fixação quando o neto brincava com ele (a roda por enquanto está desaparecida). Quando examinei o eixo,  tive a grata surpresa de constatar que a roda era solidária ao disco, como no mundo real, e que o disco girava ficando a pinça imóvel, como você pode ver no vídeo. Para quem gosta de carro e de coisas mecânicas, uma alegria só.

BS

Bela foto de um cupê Buick Rivera 1996 dentro de um túnel de vento. Essa imagem é de um catálogo do modelo, e traduz a vontade de mostrar que o carro tinha boa aerodinâmica.

Esse modelo me parece bastante inspirado pelo Lexus SC300/400, surgido em 1991, um cupê  de formas suaves, que fez um relativo sucesso no mercado americano. Alguns exemplares chegaram por aqui no Brasil, mas estão completamente sumidos. Havia me esquecido completamente desse Lexus, até que vi essa foto do Riviera.

JJ
Não foi a primeira vez, já deveria haver aprendido. Com o tempo, GPS e outros gadgets automobilísticos têm-se tornado cada vez mais confiáveis, com maior precisão, uploads e downloads espalhados na internet atualizam-nos com rapidez impressionante, surge um novo radar em qualquer ponto de São Paulo ou do país, na semana seguinte têm-se atualizações disponíveis.
Bom, aluguei um Golf Plus em minha última viagem à Alemanha. Pedi com GPS, como usualmente faço há anos, desta vez uma interessante combinação com aparelho de rádio básico.
A primeira checagem, se o equipamento "falava" inglês, OK, fácil, rapidamente ajustei para o endereço objetivo, saída do aeroporto de Frankfurt, nenhum mapa de back-up, em menos de duas horas estaria no hotel do primeiro pernoite. Na manhã seguinte, de lá para a empresa, fácil também, para as cidades vizinhas, igualmente, familiarização imediata.
Estava trabalhando próximo a Trier, uma das cidades mais antigas da Alemanha a não mais de 40 km de Luxemburgo. Planejei então conhecer ambas assim que concluísse meus compromissos. Trier foi visitada na sexta-feira 9 de julho, principais pontos turísticos, verão europeu é tudo de bom.
De lá a Luxemburgo, a história mudou. Não aparecia no GPS! Segui de qualquer maneira, guiando-me pelas placas, deixando o entender-me com o equipamento para mais tarde, evitando assim, chegar depois do anoitecer.
GPS e rádio integrados, boa idéia: por que não aqui?
Somente os países Alemanha, República Checa e Polônia e suas respectivas cidades estavam carregados naquele aparelho. Imaginei que o GPS pudesse funcionar ao menos como um orientador, usando o pointer e coordenadas, tentei adicionar as do hotel, nada. Pior, não falo nada de francês e sei que por essas paradas, poucos dominam o inglês.
Lá fui eu, parei num bar, nem a atendente, nem o dono falavam além do francês. Havia um senhor alemão tomando cerveja com um grupo de amigos, 20h, perguntei do hotel, deu-me algumas indicações, suficientes para encontrá-lo... várias voltas e minutos depois.
Tela do GPS com "apagão" de informações
Na falta de GPS, de volta às placas
Dia seguinte, depois de percorrer quase todo "o país" a pé, hora de seguir para o aeroporto de Frankfurt, devolver o carro e tomar o avião de volta pra casa. Coloco o destino no GPS, mas este seguia no apagão total. Pensei, assim que sair de solo luxemburguês volta a funcionar, até lá, placas me orientariam.
VW Fox brasileiro em solo europeu: haverá próximo? Quando?
Retornando à normalidade: a menos de duas horas de Frankfurt
Dito e feito, passados poucos quilômetros da divisa dos países, lá estava ele, operacional de novo. Analisando minha viagem, cometi uma série de erros. O primeiro, nada é tão automático, o planejamento estava só em minha cabeça, nenhuma ação efetiva, sabia de muito tempo que em solo francês e Luxemburgo só se fala inglês nas recepções de hotéis, mais nada, nenhum mapa. Há anos vou à Alemanha a trabalho ou passeio, o último mapa que usei foi em 1998, nem sei onde está. Felizmente, os contra-tempos duraram apenas minutos.
Portanto, a quem for alugar carro para andar na Europa, em qualquer país, mapas seguem sendo imprescindíveis. Planejamento de pontos de parada, idem, não estamos no Brasil, onde viajar sem destino é bom e oferece poucos riscos.
Indicadores: velocidade de Autobahnen alemãs, temperatura externa de verão brasileiro.
CZ
Há algum tempo venho pensando em publicar este álbum de motores.

Ele é parte do livro “Motor a Gasolina – Com Suplemento Diesel”, do Engenheiro Victor João Szankowiski, e editado pela Editora Industrial Teco Limitada, sendo que meu exemplar é da 4ª edição, de 1965.

É obra de arte de um entusiasta por engenharia e por motores, com inúmeras preciosidades que não são mais encontradas em livros modernos.

Várias das imagens a seguir mostram motores que eram realidade há 50, 60 anos, em toda sua intimidade mecânica e numérica, contrastando com motores modernos, com tecnologias muito mais avançadas, mas que pelo convívio já nem mais as notamos.

Apresentar estas imagens a vocês, caros leitores, seria uma oportunidade para que notassem o quanto a tecnologia de motores evoluiu nestes últimos anos e, mais do que isso, mostrar que o automóvel do passado era uma máquina relativamente simples porém ineficiente, tornando-se cada vez mais complexa para atingir uma maior eficiência.

Este era meu objetivo a princípio.


Executivos da indústria automobilística se aposentam todo dia. Se for alguém muito importante, provavelmente leremos alguma nota de rodapé sobre o acontecido, seus funcionários fazem uma festa de aposentadoria, e nunca mais ouvimos falar dele. É o normal.
Mas não é o que acontece com Bob Lutz. Mesmo aposentado, o ex-fuzileiro naval ex-piloto de caça, ex-executivo, ex-tudo, e o entusiasta preferido de 10 entre 10 americanos, Bob Lutz continua sendo notícia. Para quem mora em Urano e nunca ouviu falar dele, vale a pena ler um post antigo do JJ clicando aqui. Seja uma coluna de David E Davis Jr sobre os carros da família de Lutz na Car and Driver americana, seja uma foto dele ao comprar uma nova moto BMW em blogs americanos, Lutz parece não querer desaparecer, e continua a tomar espaço na imprensa.
Mas não é para menos. O sujeito é realmente uma peça rara, e um cara que realmente fará falta na indústria. Vejam por exemplo a foto que abre este post, de seu tempo na GM Europa. Ainda jovem, mas já vestindo seu famoso manto de capotador de carros com estilo, e seu indefectivel charuto. Esta foto é tão legal que já virou motivo de brincadeira na internet, como podemos ver abaixo:

Como se não bastasse, por coincidência topei com mais duas referências a ele ultimamente. A primeira veio do JJ, que pesquisando para seu post sobre o Ford RS200, encontrou a foto abaixo e me enviou:
Lá está o homem de novo, charuto na mão... Com passagens importantes na GM, Ford, BMW e Chrysler, não há como não admirar a carreira do sujeito. Mas ainda tem mais. Outro dia comprei um livro inglês de 1972 em um sebo, chamado "Sports Cars", que conta uma breve história do gênero, desde seus primórdios. Quando chega nos anos 30, mostra a foto de um belíssimo Riley MPH verde, abaixo. No texto, uma breve descrição do carro, e no final, a surpresa: "Este belíssimo MPH restaurado pertence ao chefe da BMW, Bob Lutz."
Uma coisa é certa, a passagem de Lutz pela Terra está longe de ter passado despercebida...
MAO

Terminei de ler ontem à noite um livro sobre algo que eu conhecia muito pouco, a história do surgimento e expansão do automóvel nos Estados Unidos. A obra, de título "Pioneers, Engineers and Scoundrels" (Pioneiros, engenheiros e desonestos, vilões, "ratos", ou qualquer outro significado nessa linha) é de autoria de Beverly Rae Kimes, uma senhora jornalista que se tornou historiadora do automóvel após publicar, na revista Automobile Quarterly, em 1963, a história do Oldsmobile Curved Dash, sobre o qual havia pesquisado a pedido do editor. Foi então infectada pelo vírus da história dos carros, vírus esse com que muitos de nós convivemos há bastante tempo, com consequências agradáveis.