google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Quando eu estava junto com o primo para fotografar um Jaguar XK120 seu dono nos disse que suas curvas eram comparáveis as de uma bela mulher. Na época eu gostei da comparação, mas hoje, falando com o primo ele me disse que fazer uma comparação assim é desmerecer as mulheres. Nada como um primo mais velho para nos guiar... concordei com ele. A natureza de ambos é totalmente diferente e se pensarmos bem, as reações físicas e emocionais da atração, mesmo que comparáveis, também são diferentes.

Mas o que me fez lembrar disso foi um comentário de um amigo dizendo que o Cesar Cielo comprou um Maserati Granturismo. Eu respondi que o nadador simplesmente comprou o carro mais bonito do mundo. Pelo menos da atualidade.

Está certo que a afirmação é forte, principalmente se tratando de uma questão tão subjetiva. Mesmo que essa afirmação não seja uma unanimidade eu duvido que alguém não ache o Granturismo ao menos muito interessante. Deve existir alguns estudos para tentar explicar porque achamos alguns carros bem mais bonitos que outros com explicações mais elaboradas e até científicas. Mas aqui eu vou simplesmente tentar resumir o que acho.

Proporções. Tudo começa com proporções bem resolvidas, ou seja, um equilíbrio de formas que não causa estranheza alguma. A frente é mais alongada e a traseira não muito curta com a queda do teto na medida certa e as quatro rodas, de tamanho apropriado, nas extremidades. Olhando pela lateral a frente representa 30% do comprimento, a cabine ocupa 60% e a traseira 10%. Acho que essas proporções são muito adequadas.

Agressividade. Mas com classe e não violência. Como um lindo e esguio felino a espreita aguardando o momento certo para sair correndo que nem louco atrás da presa. Os para-lamas musculosos parecem patas flexionadas prontas para o bote. Os faróis são olhos com sobrancelhas retesadas encarando a presa como se nada mais existisse no mundo. E a grade dianteira uma boca aberta apenas o suficiente para o ataque preciso. Isso nos hipnotiza como se fôssemos uma presa indefesa.

Suavidade e continuidade. Se deslizarmos a palma da mão da extremidade dianteira até a traseira não sentiremos nenhuma curva ou interrupção repentina, tanto pelo meio da carroceria quanto pelas laterais, sobre os para-lamas. Essa suavidade facilita o entendimento das linhas e faz bem ao olhar. É como observar uma onda perfeita quebrando, simplesmente nos dá prazer em ficar contemplando sem ter que pensar em nada.

Esprotividade com classe. O desenho é requintado, clássico, mas expressa ao mesmo tempo muita esportividade. Isso evita uma polarização em uma única direção. Os amantes de carros esportes se identificam e os mais comportados não se sentem desencorajados. É como um traje esporte-fino. Sentimos-nos bem à vontade por estarmos confortavelmente bem vestidos. E por isso até nos sentimos mais bonitos do que se estivesse de bermuda ou de terno.

Existem carros mais esportivos, com melhor desempenho, mais extremos, mais elegantes e muitas outras coisas mais. Mas poucos são tão equilibrados como o Granturismo. Mais belo do mundo ou não, ele me encanta. E isso sem falar nenhuma palavra a respeito do seu sistema nervoso e do seu sangue quente italiano...


Há coisas que não dá mesmo para entender. Esse carro que estou dirigindo é um Renault Symbol  Expression 1,6 8-válvulas, que custa R$ 38.840 mas já vem com ar condicionado, bolsas infláveis frontais, direção assistida hidráulica, travas elétricas e repetidoras dos indicadores de direção nas laterais, entre muitos outros itens. Um deles é fundamental, justamente o que a foto mostra.

Pois não é que a norma Normas de Segurança Federais para Veículos a Motor (FMVSS) 111 proíbe espelho convexo no lado do motorista? Não dá para acreditar.

Vê-se na totalidade dos carros europeus, região onde se dirige muito mais velozmente que nos EUA, espelhos esquerdos convexos. É segurança!

Na foto vejo totalmente a faixa imediatamente à minha esquerda e parte da adjacente a ela. Quer dizer, melhor impossível.

Hoje não consigo dirigir sem espelho esquerdo convexo. Se o carro não tem, dou um jeito de conseguir um, seja no fabricante de espelhos ou numa loja de acessórios.

Foi o caso de um Kadett que comprei em 1993, em tomei um baita susto devido a ponto cego na esquerda. Quase fui causador de acidente entre moto e carro. Simplesmente não vi o veículo de duas rodas na minha esquerda.

Alguém me recomendou a loja MD27, aqui perto de casa (av. Moema, 504, www.md27.com.br) e lá pegaram um espelho direito de C-14, cortaram-no e o aplicaram na carcaça do Kadett. Perfeito! Para os dois Celtas daqui de casa consegui no fabricante que fornece à GM.

Por isso, a recomendação para quem preza segurança: espelho esquerdo convexo sempre.

A repetidora salvadora

Na foto acima, do mesmo Symbol, a repetidora lateral do indicador de direção. Todo carro devia ter isso, sendo lamentável que vários fabricantes não as apliquem. Motivo? Economia. E porca. O que pode custar duas lanternas e uns metros de fio diante do preço de um automóvel?

A Resolução 227 Contran, de 9 de fevereiro de 2007,  vigente de desde 1° de janeiro do ano passado, estabelece diversas especificações importantes para os sistemas de iluminação, mas deixou facultativas as repetidoras. Uma lástima. Isso me lembra o tal do ponto facultativo de repartição pública...

Em tempo: considero o Renault Synbol uma das excelentes compras hoje. O carro é todo certo, ótimo de andar. Por mais R$ 1.280 têm-se o motor 16-válvulas de 115/110 cv etanol/gasolina, bem superior ao 8-válvulas de 95/92 cv em tudo. E com o Symbol pode-se viajar com tranquilidade pelos países vizinhos, pois seu motor Hi-Torque (8 válvulas) ou Hi-Flex (16V) foi previsto para funcionar com gasolina sem etanol.

BS
(Atualizado em 13.05.2010 às 20:40)


Não estava nada programado. Apenas passei na casa do primo Paulo para darmos umas voltas e ver uns carros. Era sábado pela manhã e o que mais nos interessava era darmos uma volta juntos, bater um papo. Chegamos à loja Só Veículos, que fica na Av. Europa, 851, e de cara quase caímos de costas quando lá vimos o único Ferrari 458 Italia da América do Sul. Ali ele chegou antes do importador oficial conseguir trazer o seu.

Férias de julho, na praia, dia chuvoso, aquele tédio. Então alguém aparece com algumas caixinhas coloridas com um baralho de 32 cartas dentro de cada uma. Super Carros, Carro Especiais, Carros Esporte, Fórmula 1, Aviões de Combate, Motocas, Tanques de Guerra e outros. Brincadeira garantida por pelo menos uma hora.

Alguns dos títulos originais.

Acredito qua a grande maioria dos leitores do AUTOentusiastas já tenha jogado Super Trunfo. Não tenho nenhuma dúvida ao dizer que esse joguinho simples e barato teve um papel importante no meu interesse por carros e consequentemente no meu autoentusiasmo.

Foi assim que por volta dos 10 anos de idade eu descobri a superioridade de alguns carros como o Porsche 911 Turbo, o Lamborghini Countach e o Ferrari 512 BB. Também descobri o nome, a nacionalidade e especificações de vários modelos e assim fui ganhando cultura automobilística. Embora eu tivesse uma boa coleção com vários títulos incluindo aviões, motos, tanques de guerra, os meus preferidos eram sobre carros.

O que restou da minha coleção e da coleção do Juvenal.

Recentemente encontrei o que restou da minha coleção. Fui de cara procurar o meu preferido, Super Carros, onde eu tinha marcado as cartas do Porsche 911 Turbo, o Lamborghini Countach e o Ferrari 512 BB. Infelizemente devem ter-se perdido.

Liguei para o Juvenal Jorge e pedi os dele emprestado, na esperança de que ele tivesse o Super Carros. Ele não tem, mas tem outro chamado Os mais velozes carros esporte, que também tem essa trinca de super carros.


Porsche 911 Turbo, o Lamborghini Countach e o Ferrari 512 BB, os preferidos de todos

O bacana é que o Super Trunfo existe até hoje. Comprei o da GM para relembrar e jogar com minha filhota. Mas as cartas são menores assim como as fotos. E o pior é que tem muitos erros nas fichas e um imperdoável; o deslocamento volumétrico é chamado de cilindradas. Como o Bob diz cometer esse erro, que é frequente, é o equivalente a dizer que um carro tem 300 potências ao invés de 300 cv. E a edição da Volksvagen, que pode ser jogada on-line também tem o mesmo erro, além das unidades estarem todas em letras maiúsculas. Uma pena, pois assim as crianças já começam aprendendo errado.

Corvettes, erros na aceleração e "cilindradas"

Junto com o Super Trunfo, mas um pouco mais importante para mim, era a coleção de carrinhos Matchbox. Um dos meus preferidos era o Monteverdi Hai, pelo desenho, pela cor e pela massa - os mais pesados atingiam distâncias maiores e com mais estabilidade o que ajudava a ganhar corridas. Ao ver a sua carta num dos Super Trunfos do Juvenal procurei e encontrei o meu Matchbox. Ví também que há um erro na carta do Monteverdi, que é suíço e não alemão. O Milton Belli já escreveu um pouco da história do Hai no post: O Tubarão Europeu.



Simples e barato o Super Trunfo ainda diverte!




Recentemente o CEO da Ferrari anunciou que não veremos um Ferrari de quatro portas, como fizeram Lamborghini, Porsche e Aston Martin. "O mais próximo disso é o Quattroporte da Maserati". Mas, sempre há um mas, a idéia já foi cogitada.

Em 1980 a Pininfarina fez um estudo do que seria um Ferrari sedã, e o resultado vemos nas fotos. Lembra bem as linhas características dos anos 80 das mãos de Leonardo Fioravanti, autor de muitos ícones da Ferrari, desde o Dino, passando pelo clássico Daytona, até o 288 GTO. Não negamos uma semelhança, especialmente na traseira e nas portas, com o Alfa Romeo 164.
Obs: volante não original
O carro foi chamado Ferrari Pinin, uma homenagem de Sergio Pininfarina ao seu pai. O carro era bem ousado, o uso do motor flat-12 Ferrari de 5-litros permitia que o capô fosse baixo, mantendo o bom desempenho do carro pela potência de 365 cv.

O conceito foi bem interessante, com novas ideias como a máscara nos faróis e lanternas que quando apagados, confundiam-se com o prata da carroceria. O interior possuia comandos modernos, acionamentos individuais de ar condicionado e rádio para os passageiros tanto dos bancos da frente como do banco traseiro.


Após meses de exposição do conceito mundo afora, a baixa aceitação fez Enzo descartar de vez o projeto, que já não era muito de seu gosto. Mas fica o registro do único Ferrari sedã a sair, em termos, da fábrica italiana.


Este carro, filho único de mãe solteira, foi para leilão pela Coy's no Legende et Passion Auction, em Mônaco, mas ainda não há notícia se foi vendido, não há registro do preço-base pedido.

Pode ser que nunca exista um sedã, como afirmou Amedeo Felisa (CEO da Ferrari), mas que já pensaram em um, isso já pensaram.

MB

Fotos: Michael Ward, Dirk de Jager e Coy's


O nome desse Audi 5 pode ser estranho – Sportback, traseira esportiva, como se traseira definisse se um carro é esportivo ou não – mas, intepretações marqueteiras à parte, o carro é mais um show da fábrica dos quatro aneis entrelaçados cujo dono é a Volkswagen.

Seu traço mais marcante é dado pelas rodas dianteiras bem à extremidade, algo improvável num tração-dianteira de motor longitudinal. Conhecemos os enormes balanços dianteiros de outros Audi e VW. Como foi resolvido? Fácil, é só pensar no Porsche 908/3, dos anos 1970.

O padrão sempre foi motor central-traseiro acoplado ao transeixo, dentro da seguinte ordem mecânica: motor-embreagem-diferencial-caixa de mudança. Do eixo traseiro para trás ficava a parte da caixa de câmbio do transeixo. Mas não no 908/3.

Neste Porsche de competição a ordem era motor-embreagem-caixa de mudança-diferencial. Perceberam? O eixo ficava lá atrás de tudo.

Parecido no A5 Sportback: em vez de motor-conversor de torque-diferencial-caixa de mudança dos tração-dianteira convencionais, motor-diferencial-conversor de torque-caixa de mudança. Pronto, o eixo dianteiro (motriz) se deslocou para a dianteira.

Fora o jeito "de BMW", a distribuição de massas fica mais equilibrada e o carro não fica tão frentudo (que meu amigo AK detesta...), ou seja, não fica tão subesterçante.

A versão em que andei e que é a "receita Brasil" tem câmbio CVT, (de relações continuamente variáveis entre 2,44:1 e 0,38:1, com diferencial 5,18:1) que na Audi é chamado de Multitronic. No modo manual sequencial há oito marchas virtuais, pontos de parada pré-determinados nas polias de "V" variável. Oito marchas! Ou então usa-se o câmbio no modo automático, com todo o funcionamento típico CVT, giro constante e velocidade crescente.

No resto, Audi típico. Entreeixos bem longo, 2.810 mm, comprimento 4.711 mm (o Omega brasileiro tinha 4.730 mm), 1.854 mm de largura e – como gosto – só 1.391 mm de altura. Peso, razoáveis 1.530 kg e porta-malas de 480 litros – com acesso pela grande porta traseira mostrada na foto.

Motor, um quatro-cilindros 2-litros turbo de injeção direta, 211 cv de 4.300 a 6.000 rpm e torque de  35,6 m·kgf de 1.500 a 4.200 rpm. Zero a cem em 7,4 s e 234 km/h. Consumo combinado europeu 13,9 km/l. Com os 64 litros do tanque vai-se longe, pois na estrada chega a fazer 17,2 km/l. A injeção direta e o controle de levantamento de válvulas Audi são os responsáveis pelo belo resultado. O motor gira suave graças às duas árvores contra-rotativas de balanceamento.

Curva bem, com seus pneus 245/40-18 e ainda tem controle de estabilidade. E manobra bem, apenas 11,5 metros de diâmetro mínimo de curva.

Para mim está ótimo – quanto mais que no modo manual subir marcha é levando alavanca para frente, reduzir para trás, tal e qual os controles remotos de tevê, como dita a lógica. Pelas borboletas atrás do volante, direita sobe, esquerda reduz, este arranjo praticamente universal. Mas prefiro trocar pela alavanca.

Este A5 sedã com jeito de cupê e com ares de perua atrás tem um grande espaço no banco traseiro e custa 189.000 reais. Fácil, quer ver? Dá-se 20% de entrada, R$ 37.800 e 36 prestações de R$ 5.022 se a taxa de juros for de 1% a.m. O problema é  o seguro, que deve andar pelos 4% do valor do carro, em torno de R$ 7.500...

BS

Um certo tempo atrás, falei sobre minhas ideias a respeito do Veyron e como eu o considero uma obra-prima da engenharia automobilística. Foram tantas as restrições de projeto para dificultar a vida dos engenheiros que, mesmo com orçamento quase ilimitado da VW, não seria uma tarefa fácil.
No final, o que surgiu de anos de trabalho e milhões de dólares investidos foi o carro mais superlativo de todos os tempos. O mais caro, mais rápido, mais complicado e mais marcante. Mas, como eu mesmo disse quando fiz o outro post, acreditava que o Veyron seria o último dos supercarros do mercado. Pelo rumo das coisas no mundo, não parecia ser mais interessante um fabricante investir tanto dinheiro em um produto com tantas complicações.
As normas se segurança, de emissões de poluentes e de consumo de combustível tendem cada vez mais a crucificar os carros de alto desempenho, e ainda mais com a ajudinha das crises econômicas mundo afora, um carro deste tipo não parecia mais ser viável.
Mas, acho que ainda há uma esperança, pelo menos por algum tempo. Diversos fabricantes estão trabalhando em novos projetos ou já lançaram carros mais potentes, caros e até então, fora dos padrões que o mundo está se dirigindo.
A Pagani está desenvolvendo o C9, substituto do Zonda. O C9, pelas notícias da mídia (leia-se fofoca e boatos) terá um motor Mercedes V-12, mas de menor cilindrada, antes o 7,3-litros e agora supostamente o 6-litros do SL65 Black Serie,s mas com mais de 700 cv.
Pagani C9
A Lamborghini está finalizando o substituto do Murciélago, até então conhecido como Jota, e que deve usar um V-12 de aproximadamente 750 cv, com muitos detalhes já feitos no Reventón, também caríssimo e muito potente.
Lamborghini  'Jota'
Até a Aston Martin, que andou passando de mãos nos últimos anos por conta de problemas financeiros, já mostrou ao mundo o One-77 V-12, também com mais de 700 cv e estimados um milhão de libras.esterlinas. Parece ser algo razoável no mercado atual? Quem sabe...
Aston Martin One-77
Nenhum destes carros parece ser coerente com a onda ambiental de redução de consumo e poluentes, com a ampliação das exigências de controles de emissões cada vez mais rígidos e, não podemos negar, necessários. As crises econômicas que quase levaram até a GM à falência não perdoariam um erro estratégico como esse, a exemplo da VW, que perde muito dinheiro com cada Veyron vendido, sem falar na grande era dos carros híbridos e elétricos que foi anunciada para a virada da década em 2011,que não comportaria veículos deste tipo.
A Porsche, por sua vez, está partindo para a ideia do supercarro do futuro, com o conceito 918 Spyder, que combina um motor V-8 de 500 cv e motores elétricos para reduzir o consumo e poluição. Acredito ser uma tendência a ser seguida por muitos.
Porsche 918 Spyder
Mas então, por que eles estão sendo feitos? Por que o Veyron parece que não vai ser o último dos grandes carros dos sonhos? Há entusiastas na indústria sobrevivendo e fazendo o possível para que carros como estes sejam feitos para povoar os sonhos de muitos aficcionados. Pude ver o Veyron e o One-77 de perto ano passado, e só de olhar para eles já é possível sentir que há salvação.
Como o MAO mostrou uma vez em um brilhante comercial da Porsche, estamos precisando novamente de inspiração, de coisas não racionais e não práticas, de mais sonhos. Acho que, felizmente por algum tempo, o último a sair ainda não vai apagar a luz.
MB

Essa caixa de roda pintada em vermelho é de um Oldsmobile Cutlass 442, um simpático muscle car.
Eu nunca vi nenhuma outra foto de algum Oldsmobile com o interior do para-lama nessa cor.
Algum letrado em muscle cars pode nos explicar se isso é original, e se for, se haviam outras cores?
O AUTOentusiastas agradece qualquer informação consistente sobre esse mistério.
JJ
Foto: REUTERS/Lucas Jackson

"awe"
" grande medo, terror, pavor. 2 respeito, reverência, admiração. • vt 1 causar ou sentir medo, aterrorizar, amedrontar. 2 influenciar ou restringir pelo medo, intimidar. to hold someone in awe respeitar alguém profundamente. to stand in awe of a) ficar amedrontado por, ter muito medo de. b) reverenciar ou ter respeito por."
Não existe palavra no vocabulário de nossa língua que descreva tão bem o que sinto quando vejo estas fotos quanto a palavra inglesa acima.

Bastou as notícias da erupção do impronunciável vulcão islandês Eyjafjallajokull aparecerem, para um sem -fim de teorias de aquecimento global novamente pulularem a nossa frente. O vulcão jogou quantidades gigantescas de enxofre e cinzas na atmosfera, mas muito pouco CO2, de acordo com estimativas: o equivalente ao tráfego aéreo europeu que ele impediu de acontecer.
Foto:AP Photo/Brynjar Gauti

A influência no clima, dizem os especialistas, será mínima. Diferente de outras erupções maiores e mais famosas, como a do monte Santa Helena nos EUA em 1980 (cuja coluna de 24 km de cinzas se espalhou pelo globo), a do Pinatubo em 1991, que destruiu grande parte da camada de ozônio, diminuiu em 10% a incidência de luz solar na terra, e baixou a temperatura média do planeta em 0,5 grau Celsius.

Mas pior foi a famosa explosão do Cracatoa em 1883, na Indonésia, que é a maior já registrada pelo homem. Nele, chuva de cinza quentíssima atingiu uma província na Sumatra e matou mais de mil pessoas, maremotos varreram até a Austrália, e a ilha simplesmente desapareceu. A explosão foi registrada em barômetros por todo o globo! A erupção jogou quantidades gigantescas de dióxido de enxofre na estratosfera, resultando em chuva ácida e em uma redução de 1,2 grau na temperatura do planeta. O mundo ficou mais escuro por causa do Cracatoa, invernos ficaram mais frios, tempestades estranhas aconteceram, e o clima só voltou ao normal no planeta lá por volta de 1888. Na Noruega, Edvard Munch criou o famosíssimo quadro abaixo, chamado de "o grito", depois de presenciar um estranhíssimo céu vermelho, efeito dos componentes químicos que o vulcão jogou na atmosfera.


Estas coisas me deixam pasmo. Não sou homem religioso, ao contrário, creio profundamente na capacidade do ser humano evoluir e chegar ao divino poder da criação, mas eventos deste tipo ainda me deixam impressionado. E seus efeitos, de tão imprevisíveis na atmosfera e em nosso planeta, remete-nos a uma incapacidade completa frente a um poder que não conhecemos.

Eu sei que devemos sempre buscar menor emissão de poluentes em nossos carros, coisa que estamos fazendo desde 1968. Hoje, você não morrerá se respirar os gases do escapamento de seu carro, feito notável. Existem veículos que podem até limpar o ar, se rodarem em ambientes muito poluídos! A limpeza dos dejetos emitidos por nossos veículos deve ser uma busca constante, e é importantíssima.

Mas eventos como este, e a incapacidade de se prever corretamente se choverá amanhã ou não, me deixam muito cético quanto a teorias de aquecimento global, e a histeria carbônica. Sim, temos que tomar cuidado com o que jogamos na atmosfera, mas daí a prever uma mudança global no clima? Acho um pouco demais, por mais que goste da ciência como fonte de explicação para tudo.

O grande LJK Setright (10/08/1931-7/07/2005) tinha mais sorte. Sua fé religiosa inabalável o tornava mais seguro a respeito do seu próprio destino, e ao do nosso mundo, e dizia que o sol, os vulcões, e um outro sem-fim de fatores incontroláveis tinham mais efeito no clima que os automóveis. Como disse, não sou religioso, mas frente ao poder demonstrado pela natureza por meio de terremotos e vulcões ultimamente, começo a achar que ele tinha um fundo de razão.

"É muita pretensão do ser humano achar que pode começar uma mudança no clima da terra. E pretensão maior ainda é a de que ele pode pará-la." - Leonard John Kensell Setright
MAO
Foto:Halldor Kobleins/AFB/Gety images


Sem nenhuma dúvida: a Hoggar é uma picape derivada de automóvel das mais interessantes. O mais notável é a calibragem da suspensão – independente nas quatro rodas, exclusividade da Hoggar – que resulta num rodar mais confortável do que muito automóvel nacional.

O projeto consistiu, basicamente, em pegar parte dianteira do 207 até à cabine e juntá-la à seção traseira do multifurgão Partner, ficando o entre-eixos 300 maior que o do hatch 207, chegando a 2.745 mm (a terceira maior, superada pela Ford Courier, 2.830 mm, seguida da Saveiro, 2.750 mm, Fiat Strada, 2.718 mm e Chevrolet Montana, 2.714 mm ).





O Marco Antônio Oliveira pediu e aí vai. O terceiro Dodge Charger americano de primeira carroceria que estava em Águas de Lindoia.

Este, sim, um carro com muita coisa a ser melhorada, melhor dizendo, tudo a ser melhorado.

O preço base de negociação era de R$ 80 mil, o que nos dá uma ideia do quanto é arriscado fazer negócio em exposições desse tipo, bem como comprar carros em leilões.

A grande diversão ao olharmos para dentro do cofre do motor foi tentar descobrir a cor original desse exemplar.

Coisa para quem tem bastante tempo de trabalhar em restauração. Sem contar a verba.

JJ


Alguns leitores perguntaram recentemente sobre meu Nissan Maxima. Infelizmente, depois de comprar o novo Focus, não tinha mais como manter 3 carros, e o mais velho teve que ir. Seguindo uma velha tradição do MAO, vendi-o muito melhor do que comprei, repintado, rodas de alumínio novas, motor redondo, que de tão estável em marcha-lenta, parece desligado.

Ao contrário do que muitos imaginam, carro deste tipo vende fácil sim. Não sei se foi sorte, mas em uma semana já tinha quatro interessados, e vendi-o em menos de um mês. Também nunca sofri por falta de peças, e sua manutenção não foi mais cara do que o Fiesta Sport que ele substituiu.


Já sinto falta de acelerar aquele V-6 esquizofrênico, que apesar dos olhos puxadíssimos, pensava que era um gordo barítono italiano. E como anda! Pouquíssimas vezes andei em coisas mais rápidas que essa fantástica (e barata) barca japonesa. Sentirei falta também da amizade com os práticos e os pilotos de rebocadores...


Mas não somos donos de verdade de nenhum carro; apenas o guardamos para uma próxima geração. Eu fiz minha parte e melhorei seu estado de conservação. Se os próximos dono forem iguais, durará uma eternidade. Minha contribuição para diminuir o lixo do mundo!

Então, boa viagem e um futuro feliz é o que desejo para este velho companheiro, e para o seu novo dono.
Godspeed, old girl!
MAO


Já que hoje é dia do trabalho, aqui está uns dos principais motivos para trabalhar e economizar dinheiro. Um Dodge Charger de primeira "geração" ou mais apropriadamente, de primeira carroceria, que teve vida curtíssima, de 1966 a 1967.

O prata é de 1967 e estava a venda em Águas de Lindoia por um preço que prova que eu vou ter que trabalhar muito ainda, antes de ter as chaves de um igual. Não me lembro a quantia de moedas, e prefiro nem lembrar.


O verde é do mesmo ano e estava na exposição junto aos outros Mopar, todos ótimos.

Apesar de eu ainda preferir a segunda carroceria, lançada em 1968, esses aqui são muito especiais. Notem os bancos traseiros rebatíveis. Um detalhe inovador em um carro que parece jamais ficar antigo, mesmo sendo velho.

Deve ser isso que define um clássico.

JJ

Mais um autódromo será aberto às competições automotivas neste fim de semana, na cidade de Porto Alegre, RS.

O Velopark já é um bom conhecido do pessoal de arrancada e dos kartistas. É um complexo destinado ao automobilismo, e agora vai abrir as portas do autódromo com a Stock Car.

A Stock Car V-8 e a Copa Montana farão a inauguração da pista, que substitui o tradicional autódromo de Tarumã no calendário da Stock, e já está sendo bem cotado pela ótima infraestrutura que oferece ao evento e ao público.


O traçado é interessante, poderiam ter outras formas de entrada e saída da reta principal, para dar maior velocidade, mas no geral a pista aparenta ter bons pontos de ultrapassagem.


A corrida da Stock V-8 é transmitida pela Rede Globo, com largada às 11h00, e a Copa Montana pela Rede TV! às 13h00.