google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Finalmente é oficial: Saab está salva e a Spyker conseguiu o que queria.
Spyker precisou de 70 milhões de euros em dinheiro mais 400 milhões em garantias de empréstimos do governo sueco para garantir a compra da Saab. Com isso, as ações da Spyker valorizaram-se bastante.
O nome da Saab vai mudar também para Saab Spyker Automobiles. A Spyker é uma encarrocadora antiga, que existe desde 1875. Todos se lembram da equipe de Fórmula 1 e da Sharon Stone dirigindo um Spyker em "Instinto Selvagem 2" (Basic Instinct 2).
Recentemente a Spyker mudou a fábrica da Holanda para a Inglaterra apesar de ainda contar com um time de 135 pessoas na Holanda. O total de empregados da Saab é de 3.400 e isso deve ser uma questão logistica interessante para a Spyker. Mais, o objetivo é agora fabricar os esportivos exclusivos nas instalações da Saab.
Inicialmente a GM tinha optado pela Koenigsegg, porém o fabricante de super-carros desistiu em novembro, deixando a GM de volta à estaca zero.
O acordo com a Spyker é algo de última hora, mas os entusiastas da marca estão celebrando por todo o mundo.
Penso agora como serão os futuros carros exclusivos da Spyker. Será que ainda vão usar mecânica Audi ou há algo mais grandioso em casa planejado com a capaz ajuda técnica da Saab?
Longa vida à Saab e à Spyker.


A situação do trânsito na cidade de São Paulo é um assunto de todos os dias para quem aqui vive. Começamos a nos parecer ingleses falando sobre o tempo. Vai ver que é porque agora chove todo dia aqui também.
É algo tão normal e corriqueiro perder horários e compromissos que nem mais se reclama para valer quando isso ocorre. A passividade de todos nós é total. Aliás, reclamar é algo que quase não se faz no Brasil. Quem reclama é tido erroneamente como chato, velho ou pessimista.
Nossas autoridades de trânsito não demonstram nenhuma preocupação com o sofrimento e prejuízo da população. Somos apenas aqueles que devem participar do orçamento previsto com o pagamento de multas. Apenas isso e nada mais. Se conseguimos ou não nos deslocar com eficiência, pouco importa. Azar nosso, que precisamos nos deslocar para trabalhar. Se permitem mais um aliás, porque o carro é considerado "de passeio"? Todo mundo que anda de carro está passeando?
Voltando à mixórdia, o trânsito, aqui na cidade grande e em todos os outros lugares do Brasil, é apenas um reflexo do comportamento do povo que habita esse solo: educação limitada ou nula; desejo incontrolável de ser beneficiado em tudo, mesmo que isso signifique prejudicar o próximo; comportamento infantil que faz motoristas se acharem sempre que o mundo se resume a eles e seu carro apenas, e outras características mais contundentes que não valem a pena ser detalhadas.
Se colocarmos os motoristas dos veículos extremos, motos e caminhões/ônibus, a coisa fica muito mais feia. O excesso de agilidade da moto, somado à falta de inteligêncial da maioria de seus condutores, provoca horrores a todo instante. Nos pesados, a ausência de preocupação de se ferir em um acidente com veículos menores torna esses motoristas os mais desleixados com o que está a seu redor.
Tudo isso faz o ato de dirigir, para o entusiasta, algo sofrível.
Difícil manter uma velocidade decente, pois o fluxo é sempre mais lento do que o aceitável. Difícil ser tolerante com quem mal tem habilidade para dirigir um carrinho de supermercado, e se posta em uma avenida marginal a 60 ou 70 km/h nas faixas centrais, e atravanca todo mundo. Difícil aguentar o condutor que não sabe utilizar os piscas ou os faróis baixos ou os retrovisores, e prejudica quem está por perto.
A lista de absurdos é muito extensa, e é democrática. Atinge todas as idades, sexos, níveis econômicos, religiões, tudo. Há motoristas muito ruins em qualquer lugar da cidade, em qualquer horário, com quaquer tipo de carro, profissionais ou amadores, não importa.
O que tento fazer é dar exemplos. Andar um pouco mais rápido que o fluxo lento, que anda abaixo do limite, ou ferrenhamente acreditando no velocímetro, me faz ultrapassar para mostrar que estão muito lentos. Usar farol baixo em qualquer situação de visibilidade diferente das perfeitas. Sinalizar com pisca a troca de faixa antecipadamente, e não apenas no momento da manobra. Passar nas lombadas eletrônicas e nas câmeras de arrecadação na velocidade mais próxima da permitida, e não 20 km/h abaixo. Sair rápido quando o semáforo mostra a luz verde. Não frear bruscamente só porque ficou amarelo. Não colar no carro da frente. Fugir das motos, que são um convite a acidentes. Fugir dos caminhões, que são um convite a grandes acidentes.
Tudo isso é difícil, mas é desafiador, e por isso gosto de dirigir também na cidade. Mas requer uma paciência de Dalai Lama.
Mas o Dalai Lama, se conhecesse e dirigisse em São Paulo, seria menos paciente, acho eu.
JJ

O C4 1992 sem a bateria e o painel da carroceria. Notem a ECU e o controle do cruise control.

Cada carro esporte tem um característica própria, além de certas peculiaridades que são bizarras mas acabam fazendo parte do charme do veículo. Com o Corvette de quarta geração isso não é exceção. Alguns ítens nesse carro são bem bizarros porém interessantes.

Nesse texto, vamos falar um pouco do Corvette C4 e mostrar algumas fotos e vídeos de algo realmente diferente. Naturalmente, peço desculpas adiantadas pelo português enferrujado e improvisado.
Nós fizemos os vídeos e fotos no começo de janeiro de 2010.

Todo o material e mais informações podem ser conferidos aqui.

Foi a apresentado o novo carro da Brawn GP, agora com total parceria da Mercedes-Benz, levando inclusive as cores da marca, junto com o nome de Schumacher e Rosberg.

Mas um detalhe me chamou a atenção, a nova cor do carro é o prata, legado dos Flechas de Prata da Mercedes dos anos 50 na Fórmula-1, e um detalhe interessante, o número do carro (diga- se de passagem, cada vez menor e menos visível) na cor vermelha com fundo branco.


Não é à toa, é a mesma grafia dos números usados nos Silver Arrows do passado, como no W196 da foto abaixo. A Mercedes sempre primou pela tradição e pelos símbolos do passado, assim como a Ferrari, e não deixou passar esse belo detalhe neste novo carro.


Fotos: UltimateCarPage e Motorsport.com
Foto: Divulgação


Não sei se todos leitores sabem, mas o AE surgiu da idéia de tornar públicas algumas discussões que os colunistas do blog tinham em um grupo fechado. Ao longo de anos trocamos muitas experiências e conhecimento entre nós. Certo dia nos caiu a ficha de que o que falávamos nesse grupo poderia ser de interesse geral. Criamos o AE.

Na semana passada uma de nossas discussões foi a respeito do novo Mini, o "aventureiro" Countryman. A marca estaria sendo desvirtuada, ou sendo expandida demais, perdendo sua identidade? Dessa discussão saíram três abordagens bem diferentes que resolvemos juntar aqui.

Como nasceram os SUVs e os crossovers
Paulo Keller

Na essência esse Countryman está errado. Mas o Mini, incluindo o Clubman vende apenas umas 230.000 unidades por ano no mundo todo. É pouco, muito pouco para manter uma marca e pagar pelo desenvolvimento de novas gerações ou pelas evoluções tecnológicas. A Saab fabricava 100.000 carros por ano e morreu (ou está morrendo).


Foto: JJ, Old Town, Florida, 24/10/09
Já que pessoas podem ter personalidade, por que não automóveis com "carronalidade"?
Esse Buick Century 1958 parece dizer que ele está aqui, e está pouco se importando com o que os moderninhos acham dele.
Maravilhosa testemunha, viva e com saúde, de um tempo que parece que nunca mais irá voltar, mas que é forte como nunca nesse mar de carros que atendem todas as normas de segurança e emissões de poluentes de toda a galáxia.
JJ
A Suécia, nação militarmente neutra, criou um modo interessante de operar seus aviões militares de pequeno porte. As rodovias são utilizadas como pistas de pouso e decolagem desde os anos 50. A foto mostra um Saab Draken, supersônico sueco multi-missão; caça, interceptador e avião de ataque ao solo; pousando em uma rodovia.

Existem bases aéreas por lá, é claro, mas exercícios desse tipo ocorrem sempre, para que a força se disperse pelo país em caso de guerra. Há várias posições ao longo de áreas como essa da foto, onde existem pequenos hangares para um ou dois aviões serem guardados e escondidos. Normalmente se localizam em locais com muitas árvores, para aproveitar o auxílio da camuflagem natural. Aí está mais uma utilidade para as estradas por onde rodam carros e outros veículos.

O Draken da foto é bem antigo, voou em 1955 pela primeira vez, e sua corrida de decolagem cobria apenas 650 metros. Claro então que qualquer reta de 1 km ou pouco menos, serve de pista para os aviões atuais da Força Aérea Sueca. O tão comentado Gripen, por exemplo, decola em 400 metros e aterrissa em 500.

Deve ser muito interessante interromper sua viagem para aguardar um avião pousar ou decolar na sua frente.
A foto foi escaneada a partir de um original em papel de 1968, adquirida em encontro do Clube do Manche, evento ótimo para quem aprecia garimpar material aeronáutico antigo.

JJ

É o que mais escutamos quando presenciamos um acidente de trânsito, e dos dois lados sempre, ou seja, dificilmente alguém assume que fez besteira. Mas o que considero mais grave é a importância que dão à questão da culpa, esquecendo que tem muita gente boa lá no céu que não teve culpa nenhuma no acidente que a vitimou.

Outro dia mesmo expus meu ponto de vista para minha esposa logo após passarmos por um cruzamento do nosso bairro e ela ter comentado: - Ah, a preferencial é nossa, se o ônibus batesse na gente a culpa seria dele. Tudo bem, mas se o ônibus batesse na gente com uma certa velocidade, pode ser que não estivéssemos mais aqui para discutir a questão da culpa. Moramos num bairro predominantemente residencial aqui no Rio, as ruas tem pouco movimento e justamente por isso, os irresponsáveis motoristas da linha 422 descem a transversal à toda velocidade e chegam ao tal cruzamento em velocidade que talvez não consigam parar se vier um carro pela principal, isso quando não roletam o cruzamento mesmo e pegam alguém. Adianta nessa hora estar com a razão? Argumentos tipo "a preferencial é minha", "o sinal estava verde para mim" são legítimos, mas não desfazem acidentes. O tal cruzamento ostenta o aviso "cruzamento perigoso", como se houvesse cruzamento sem perigo algum, como sempre lembra o Bob. Odeio quebra-molas, mas porque nesse ponto, onde esse tipo de obstáculo seria de grande utilidade, não colocam um?

Esse tipo de situação é mais comum do que se pensa. Na garagem aqui do prédio existem sinaleiras que, em tese, deveriam coordenar o uso da rampa. Se está verde para quem vai descer, fica vermelho para quem vai subir. Na prática não é o que acontece, pois há 3 acionamentos, um na entrada da garagem, um no G2 e um no G3. Já presenciei situações de estar verde em cima e em baixo. Há espelhos convexos no G2, para auxiliar a visão da rampa, que é em curva.

Pois bem, outro dia eu subia a rampa e quase bato no carro de um vizinho, que freou forte quando saía do G2 para descer a rampa. Fui para o G3 e qual minha surpresa quando o tal vizinho veio tomar satisfações, resmungando que o carro estava com crianças, que eu quase causei um acidente. Ora, por algum motivo estava verde quando subi e ficou verde para ele também, pois com certeza acionei a sinaleira antes dele, dado o ponto onde nos encontramos. Mas não seria muito mais racional, sabendo que a sinaleira não é de todo confiável, chegar à rampa, parar, olhar no espelho convexo para ver se alguém vem de baixo ou do G3, e até dar uma buzinadinha? Fazendo isso, a chance de acidente ou sustos vai tender a zero, mas ao invés disso as pessoas preferem olhar o verde, meter a cara, e no caso de acidente (sem gravidade) encher o peito e dizer "a culpa é sua!"


O meu primo Arnaldo é relamente um cara bacana e tem uma desenvoltura invejável para fazer amizades e dirigir qualquer carro que apareça. Nesses últimos dois anos temos passado muito mais tempo juntos. Com isso eu também pude andar e fotografar muitos carros interessantes.

O cara é ponta firme e muito generoso. Gosta de ensinar tudo o que sabe. É uma pessoa culta entende de literatura e arte. Tem um senso estético muito apurado e às vezes vê cenas que eu não vejo, e assim me ajuda muito a compor algumas fotos.


Essa contra-luz foi ideia do Arnaldo

Fotógrafo é o cara que enche o saco de todo mundo que quer dirigir os carros ao invés de ficar manobrando pra lá e pra cá, ajeitando o carro para a foto. Eu não gosto de ficar pedindo ajuda para isso, mas a paciência do Arnaldo é interminável.

Também aprendo como guiar os carros. Ele tem um senso de pilotagem muito apurado. É como se conversasse com os carros. Ele lida com os carros do mesmo jeito que lida com os cavalos de sua fazenda. Como ele tem um quê de artista outro dia concluí que ele seria algo entre o Robert Redford (no filme "O encantador de cavalos" e o Steve McQueen (no filme "Le Mans").


Falando com os amigos


Um "artista"

Já andamos de Ford T 1926, que não me atrevi a tentar dirigir e Fiat 509A 1927, os mais antigos que me lembro. E também de Kougar, Jaguar C-Type, Willys Interlagos, Porsche 911S, Dodge Challenger, vários Corvettes, Motiva Raptor (do Polati), GT40 Americar, Audi R8 e muitos outros. Com certeza eu não conheceria metade desses carros se não fosse ele.

Os textos dele também são sempre surpreendentes. Sua capacidade de narrar uma cena ou situação com riqueza nos coloca lá dentro da cena. Vejam esse trecho abaixo sobre o XK120:

"Em poucos segundos a máquina lhes passa rente aos pés... sschhwuuuff!...; alguns chapéus voam, abas de casacos se espadanam com o vento, e os cronômetros são cravados marcando 132 milhas por hora (212,4 km/h) – 12 a mais que as 120 milhas/h que a Jaguar garantira. Expressões de espanto e vivas de alegria; o XK 120 era o mais veloz carro produzido em série. "

Aí ele consegue como ninguém juntar a história dos carros com suas impressões e avaliações.


"Os outros carros são meras presas em debandada"

Goethe disse certa vez: "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Saiba eu com que te ocupas e saberei também no que te poderás tornar”.

Por isso ando com o Arnaldo...


Seus óculos são COOL

ARNALDO EM AÇÃO



 Foto: economiabr.defesabr.com

 G. W. Bush e L.I. L. da Silva
O João do Amaral Gurgel (1926-2009), contumaz crítico do etanol como combustível, gostava de parafrasear a frase da (formiga) saúva, "ou o Brasil acaba com o álcool, ou o álcool acaba com o Brasil". Tinha razão.
De fato, termos um combustível para carros a motor ciclo Otto que depende de mistura de dois combustíveis, e de origens distintas, só pode dar confusão.
Imaginemos um quadro de preços estáveis. Aí o etanol sobe, e como a gasolina tem 25% de etanol (20% temporariamente), a gasolina também sobe.
Vem então o governo e decide baixar o porcentual de etanol anidro na gasolina e com isso as usinas poderem fornecer mais etanol hidratado ao mercado. com a vistas a baixar o preço do etanol nos postos. pelo aumento da oferta. Resultado: diminui a participação do combustível mais barato e o mais caro tem, de forçosamente, subir de preço.
Fora que o etanol é produto agrícola, sazonal e sujeito a chuvas e trovoadas, cujo plantio da matéria-prima -- a cana de açúcar -- varia. Tem ano que tem mais, tem ano que tem menos -- este.
E fora também as malditas queimadas da palha da cana, que empesteiam o interior de uma maneira tal que suja roupa até no varal. O governo paulista diz que isso acaba em 2014. São, Tomé, ver para crer.
O Gurgel tava mais é certo!
BS

Quando o Maserati lançou seu Bora de motor central em 1971, todo mundo achou que ela estava apenas seguindo a moda vigente. Afinal de contas, a jovem Lamborghini causara sensação em 1966 com seu arrebatador Miura (abaixo), causando uma verdadeira febre de motor central. Era o assunto da época, e de uma hora para outra quem não tinha um supercarro com esta configuração era ultrapassado.

A Ferrari meteria os pés pelas mãos nessa onda, quando decidiu que além do motor central, seu mais veloz supercarro teria um doze cilindros contraposto, como os seus carros de Fórmula 1. Um contraposto é sempre uma excelente escolha porque o seu centro de gravidade é baixo, principalmente quando montado perto das rodas motrizes, como faz a Subaru e a Porsche, em extremidades opostas do carro. Mas a Ferrari, para manter o comprimento do seu carro em níveis aceitáveis, e um ponto H do motorista perto do solo, resolveu montar o motor EM CIMA do eixo traseiro e sua transmissão. O carro resultante, o Berlineta Boxer (inicialmente 365 GT4 BB, abaixo, depois 512BB), na verdade, como parte do motor está em cima do eixo, não tem motor central, e sim motor traseiro. Não traseiro como um Fusca ou 911, todo pendurado para trás do eixo, mas traseiro. E alto, ficando em cima do câmbio, eliminando a grande vantagem do motor contraposto. Os Ferraristas tiveram que conviver com esta configuração teoricamente ridícula (mas muito bem executada; as BB são carros decentes) até a morte da F512M em 1996, quando a Ferrari voltou a configuração anterior, com o magnífico 550 Maranello, que era em layout o mesmo carro que o 365 GTB/4 "Daytona" (corrente de 1968 a 1973), carro que foi substituido justamente pelo primeiro Berlinetta Boxer... Uma clara declaração de equívoco, se puder dar minha opinião.


Na verdade, tanto o Berlinetta Boxer quanto o mítico Miura eram maravilhosos carros esporte, mas ambos não eram um exemplo técnico a ser seguido. O Miura tinha problemas aerodinâmicos e de ergonomia sérios. E tanto ele como o Boxer tinham espaço zero para bagagens.
Espaço para as bagagens pode parecer irrelevante em carros deste tipo para muita gente. De fato, até hoje vemos carros perfeitos tanto em técnica como execução como o Audi R8 e o Ferrari Modena, sem nenhum espaço para bagagem de verdade. Para quem defende a irrelevância disso, o carro é para passeios curtos apenas, ou o dono tem um outro carro, dirigido por outra pessoa, para acompanhá-lo com as bagagens. Lembro de uma cena do filme "Homem de Ferro", em que o milionário Tony Stark vai até o aeroporto em seu R8, mas seguido do motorista, carregando as malas no Rolls-Royce.
Eu acho triste este tipo de coisa, porque acredito que viajar de automóvel é uma das melhores coisas que se pode fazer no mundo. Dirigir um carro como o R8, sozinho, em uma longa viagem deve ser um prazer que não deveria ser negado. E o fato de existir alguém me seguindo, com minhas malas, não sei, perde todo o romance de estar sozinho. E se eu resolver mudar o trajeto? E se resolver chegar no dia seguinte e passear por outro lugar? O motorista estaria acessível pelo celular, lógico, mas a idéia toda de se viajar sozinho (ou mesmo com a companheira) fica meio sem aquele "quê" de aventura e de liberdade absoluta, aquela simplicidade em decidir, aquele mundo simples de você, seu carro e a estrada. Nada é mais deliciosamente simples do que isso, e deixar de carregar seus itens básicos de vestuário no seu próprio carro nos leva de novo a planejamentos, telefonemas, cálculos de tempo, planos... Melhor deixar o R8 em casa e ir de Rolls mesmo.
E é triste porque faz o carro falhar no básico; se ele carrega duas pessoas apenas, pelo menos deve levar sua bagagem. Mas muitas vezes, carros deste tipo são comprados não porque são máquinas de transportar pessoas extremamente boas, mas porque são brinquedos. Ou pior, porque são símbolos de status. Cada um compra carro pelo motivo que bem entender, mas é uma tristeza carros tão bons desperdiçados assim.
O que nos leva de novo ao Bora. Giulio Alfieri dizia que este carro, que viria ser sua última e maior criação na Maserati, não era uma concessão à moda vigente, e que ele não era o tipo de pessoa que seguia bandinhas alegres pelas ruas. Não, Alfieri dizia que o Bora era a evolução natural de seus grã-turismos, um sucessor a altura para o Ghibli, e o 5000GT antes dele, carros que seguiam o esquema básico do 3500GT de 1957, mas usando o V-8 do 450/S, como contei aqui uma semana e pouco atrás.
Desde 1968, os Orsi (donos da Maserati desde 1937), temendo um mundo automobilístico sem futuro para pequenas marcas independentes, haviam vendido a pequena fábrica para o conglomerado francês Citroën, então ainda independente e orgulhosa, e comandada por engenheiros sem medo de inovação. Alfieri se deu muito bem com esta empresa focada em engenharia e tecnologia, e assim, com uma vasta e nova prateleira de componentes e tecnologias exclusivas disponível, e um novo fôlego financeiro, começou o desenvolvimento do Bora. O carro finalmente usaria um esquema mecânico diferente daquele do 3500GT, sendo um carro completamente novo. Fora o motor, é claro, que como em todo Maserati que mereça seu tridente, era um motor de carro de corrida dos anos 50: neste caso, o V-8 usado inicialmente no 450/S.


No Bora, este motor DOHC de alumínio já descrito no post do 5000GT contava com ignição simples, o onipresente quarteto de Weber duplos, e deslocaria entre 4,7 e 4,9 litros, com potência em torno de 310 cv. Ainda moderno em concepção, era ainda assim um certo anacronismo montado no novo e moderno Maserati de motor central-traseiro, mas um anacronismo deliciosamente correto, dando uma pitada de pedigree, de berço, ao Bora. Desenvolvido e lançado quase que exatamente ao mesmo tempo que o Chevrolet V-8 small block (em 1955), este motor foi quase tão longevo quanto ele, morrendo em 1990 com o último Quattroporte III. O que é realmente bom é quase atemporal.


Este motor foi acoplado a um transeixo ZF alemão de 5 marchas, para ser montado em posição central-traseira, em  um subhassi junto com a suspensão traseira, com coxins de borracha para isolá-los da carroceria. Uma rígida carroceria monobloco em chapa estampada e tubos retangulares de aço foi criada para o carro, partindo de um design de Giugiaro (já em sua própria empresa, a ItalDesign). Nos quatro cantos do carro, suspensão independente por meio de duplo A sobreposto, e freios a disco ventilados de 9,5 polegadas (depois 11) de diâmetro, com freio de estacionamento acionando as pinças traseiras. Rodas de alumínio de desenho exclusivo recebiam pneus Michelin XWX 215/70 R15 (a Michelin era a dona da Citroën, e por tabela então da Maserati), também iguais nos quatro cantos, diferente do Boxer e do Miura, que usavam pneus maiores atrás. Toda essa simetria nas quatro rodas era resultante da ótima distribuição de peso para um carro de motor traseiro, 45% dos 1.620 kg totais em ordem de marcha na frente, e 55% atrás. Sim, o carro era muito pesado, principalmente para 1971, mas pelo menos oferecia uma rigidez estrutural sensacional em troca. Um detalhe interessante era o teto, todo em aço inox escovado!

Todo este peso afetava negativamente o desempenho, e o Bora perderia uma arrancada contra o Ferrari e o Lambo. O que não quer dizer que era lento: a primeira marcha chegava a 80 km/h em 4,5 segundos; uma troca para a segunda marcha era necessária para atingir 100 km/h, em 6,9 segundos, nas mãos do veterano piloto da marca Guerino Bertocchi. A velocidade máxima era de 270 km/h. Não tão rápido quanto um nervoso Ferrari, mas rápido o suficiente.

Jan P. Norbye, que estava presente quando Bertocchi conseguiu estes números, fala do comportamento do carro em seu livro sobre o Bora (e sua variante V-6, o Merak):
É suficiente dizer que Alfieri tinha o tempo necessário para fazer o carro corretamente, e ele gastou esse tempo. Colocou um comportamento de carro com motor dianteiro num carro de motor traseiro. Enquanto o motorista entusiasmado e inexperiente que tirar o pé numa curva na qual entrou rápido demais estará protegido, um piloto experiente poderá esterçar o carro com o acelerador sem problema algum.”

Mas onde Alfieri (com grande ajuda de Giugiaro) se excedeu mesmo foi no empacotamento do carro. Comparado com o Ghibli, o Bora tinha 254 mm a menos no comprimento (num total de 4.330 mm), distribuídos num entre-eixos 50 mm menor (rodas mais próximas das extremidades). O espaço interno era realmente generoso, mesmo para pessoas altas. Um circuito hidráulico Citroën foi utilizado no carro, usado para acionar os freios (o pedal, como um Citroën DS-19, respondia à pressão no pedal, e não ao movimento), levantar os vidros e os faróis, e o ajuste do volante e pedais, que andavam para frente e para trás. O banco, por isso, era fixo, apenas pivotado na frente para ajuste do ângulo do encosto. O banco em si era um exemplo, com bom suporte lateral e nas coxas.

Na frente do carro, um porta malas generoso tinha capacidade para duas malas enormes. A bateria ficava escondida numa gaveta, que tomava um pouco do espaço dos pés do passageiro, mas não do porta-malas. Como se isso não bastasse, existia outro porta-malas na traseira.


Hoje o Audi R8 e os Ferraris usam a traseira envidraçada como uma vitrine para o motor; até iluminação existe lá atrás (algo extremamente cool, admito) para mostrar o treco. O Bora podia muito bem exibir o seu belíssimo V-8 de corrida, mas ao invés disso era coberto por uma tampa acarpetada. Cabia mais um bocado de coisa lá atrás. Atrás do motor, também coberto pela tampa, estava o estepe.

Num carro relativamente pequeno e com motor central, Alfieri fez um carro de verdade, para viagens longas e duas pessoas. E malas! De novo, como todos os Maserati de rua de Alfieri, um GT por definição. Um carro usável, com comportamento benigno, e mais civilizado do que Ferraris (embora mais lento em acelerações), e ainda por cima com espaço para bagagens. O Bora tinha tudo para ser um sucesso, mas como o que todos esperam de um supercarro italiano na verdade é um brinquedo extravagante, acaba sempre sendo lembrado como menos apaixonante que seus rivais.


Um supercarro civilizado e usável é uma das coisas que faz o 911 eterno. Mas a Maserati dos anos 70 não era como a Porsche: o carro era mal construído, e lendo os testes das revistas de época, é simplesmente inacreditável a quantidade de coisas que davam erradas em carros novinhos!

Se o Bora fosse confiável como um Mercedes, talvez a história fosse outra. Mas na verdade seu destino estava selado por realidades maiores: a Citroën faliu e foi comprada pela Peugeot. A Maserati então, sem dono, faliu também, e graças a ajuda do governo italiano, sobreviveu nas mãos do argentino Alejandro de Tomaso, que demitiu Alfieri, e tornou a Maserati algo muito diferente do que fora até ali. A última coisa que sobrava dos tempos de Giulio Alfieri era o V-8, que permaneceu na Quattroporte III (feita por De Tomaso na plataforma de seu Longchamp, história para outro dia) até 1990.

Quando aquele motor parou de ser feito, a Maserati perdia a sua ligação com um passado de glórias, e efetivamente morreu. A outra Maserati, a de Tomaso, permanecia, e é a que hoje usa motores Ferrari e age como a coadjuvante de seu dono.

E o Bora permanece como o melhor exemplo daquilo que se foi para sempre.

MAO

Talvez uma das combinações de cores mais emblemáticas de todos os tempos do automobilismo mundial, o laranja e azul da equipe Gulf destacam-se por onde passam.
Tudo começou nos anos 30, quando a Gulf Oil aliou-se ao consagrado Harry Miller em um projeto para carros especiais para as 500 Milhas de Indianápolis. O carro seria uma grande novidade, pois Miller usara sua engenhosidade e conhecimentos de motores e chassi para criar um carro leve e potente, de motor central, e com a inovação dos freios a disco. A Gulf Oil entrou no projeto com a visão de usar o carro como uma forma de divulgar seus combustíveis e lubrificantes, mas o carro apresentou problemas de refrigeração e o projeto foi abandonado.


Os próximos grandes marcos da Gulf no automobilismo são mais conhecidos, com os Ford GT40 e os Porsche 917, estes talvez os mais emblemáticos carros a usarem as cores da Gulf, imortalizada também nas telas pelo filme "As 24 Horas de Le Mans", de 1971, com Steve McQueen e seu 917 de número 20.



Também lembramos dos Gulf Mirage, entre eles o derivado do GT40, com modificações de carroceria para deixar o carro mais eficiente de aerodinâmica com menos entradas de ar, principalmente na parte traseira, e o Mirage GR8 Ford-Cosworth, vencedor de Le Mans de 1975 nas mãos de Jacky Ickx e Derek Bell.


Mais recentemente nos anos 90, o McLaren F1 GTR também recebeu as cores da Gulf, mas adotando um tom de azul mais escuro. Para mim o F1 mais bonito de todos.


A Porsche, junto com a equipe Kremer, correu com o modelo K8 em 1994 com as cores da Gulf em LeMans, mas não passou da sexta posição no fim da corrida, com o carro liderado pelo veterano Derek Bell.


A Audi também teve as cores da Gulf em um de seus R8, carro liderado por Stefan Johasson, que foi campeão do Mundial de Endurance em 2001. Novamente, um dos meus R8 favoritos.


Nos últimos anos, a Gulf patrocinou carros da Aston Martin, primeiro o DBR9 na categoria GT1, e depois o Lola-Aston da LMP1, ambos vitoriosos.



Não há como negar, a Gulf está enraizada no coração do automobilismo, principalmente em Le Mans.

Muitas coisas convergem a um ponto e parecem coincidências, e o escritor e aviador Richard Bach escreveu que "nada ocorre por acaso". Meu final de semana e um texto que recebi do Marco Molazzano são dois acontecimentos que se encaixam nessa categoria das coincidências que não ocorrem por acaso.
O texto, na verdade o link para que eu o lesse, foi publicado no site Edmunds.com. O colunista intitulado "The Mechanic", discorre sobre a falta de habilidade dos motoristas americanos. Característica similar a dos brasileiros, apenas com alguns comportamentos diferentes, já que o meio determina o motorista.
The Mechanic fala sobre o quanto as pessoas conversam e debatem sobre modificar carros para que eles andem mais rápido, e diz que seria muito melhor investir em um curso de pilotagem, aprendendo a extrair mais do carro na condição original.
Ponto de vista interessante, e compartilhado por muita gente boa que fez um curso desses. Aliás, não é apenas curso de pilotagem, visando corridas. Qualquer curso onde se aprenda a andar com mais atenção, onde se aprende a entender e sentir melhor o veículo, contribui para que se consiga conduzir mais rápido que o normal, e com segurança aceitável, já que segurança plena não existe em nenhuma atividade humana.
Neste texto, de ótimo humor, The Mechanic diz que o pai dele, The Mechanic Sr, sempre disse que "todo mundo é rápido nas retas".
Isso cai como uma luva quando se conhece as estradas que ligam São Paulo a Santos e região, a Anchieta e a Imigrantes, a Anchieta sendo a que utilizei nesse final de semana.
A Rodovia Anchieta, antiga e tradicional, é daqueles traçados entusiasmantes em seu trecho de serra. Curvas apertadas, uma delas ao menos bastante perigosa, com raio maior na entrada que na saída, quase uma parabólica. É conhecida como Curva da Onça. As demais, tanto na subida quanto na descida, são normais, não requerendo nenhuma habilidade de piloto de rali. Requerem sim, atenção, algo em falta nos motoristas normais.
Existem lombadas eletrônicas em alguns pontos, mas eu diria que é o preço a pagar pelo parque de diversões. E servem para exercitar a precisão de frenagem, diminuindo a velocidade tentando passar por elas na velocidade exata permitida. Não 20 km/h abaixo, como faz a maioria.
Já a Imigrantes, que nasceu projetada com uma pista para subir e outra para descer a serra, existia apenas pela metade, pista de subida, há mais de 30 anos (inaugurada em 1976). A pista nova, de descida, foi aberta em novembro de 2002, pista pela qual não me interesso. Usei-a uma vez para conhecer, e pretendo nunca mais precisar dela. Trata-se de uma sucessão de retas e túneis, com curvas de raio enorme, 4 faixas de rolamento, e velocidade máxima de 80 km/h. Conforme o Bob Sharp já nos informou, foi projetada para 110 km/h. E, claro, forrada de câmeras de policiamento de velocidade, aquelas feitas para arrecadar e garantir orçamento de prefeituras e organizações inúteis afins.
O que ocorre é que a maioria dos motoristas prefere uma estrada larga, cheia de faixas, com poucas curvas, pela maior sensação de segurança e possibilidade de escapar de problemas, já que é difícil ocorrer um acidente que bloqueie 4 faixas.
Quando me encaminhei ao litoral na sexta-feira passada, próximo ao pedágio, o aviso eletrônico dizia: " CARROS E MOTOS, MELHOR OPÇÃO: IMIGRANTES".
Como não iria optar pela Imigrantes, exceto se a Anchieta estivesse interditada, não deu outra: entrei direto na Anchieta, e desci toda a serra em não mais de 13 minutos, tranquilo, sem excessos absurdos e encontrei apenas 3 caminhões.
No retorno, domingo a noite, mesma ladainha, com uma placa antes da bifurcação Anchieta-Imigrantes, proibindo os caminhões de utilizarem a Imigrantes. Optei novamente pela Anchieta, e de novo encontrei poucos caminhões, não mais de 10 em todo o trecho de subida da serra. Claro que tive que diminuir a velocidade para esperar alguns carros que ultrapassavam outros, mas mesmo assim não ficamos parados, como ocorreu com nossos parentes, que escolheram a Imigrantes e encontraram congestionamento após a serra. Nem gosto de imaginar como foi a subida deles: 50 ou 60 km/h atrás de carros lentos, que insistem em andar na esquerda e na faixa 2, nunca nas faixas 4 e 3, como deveria ser sempre. Já passei por isso, e nada é mais enervante que aqueles carros que são torturados pelos seus condutores, e sobem a serra em quinta marcha, sem nenhuma capacidade de aceleração. Sem contar que ainda existem aquelas amebas que buzinam nos túneis. Na Anchieta, isso não ocorre, pois o motorista precisa prestar mais atenção, e a buzina fica esquecida.
Como nosso blog tem leitores seletos, peço para que vocês não espalhem essas constatações que fiz. Vamos aproveitar apenas nós, os autoentusiastas, uma estrada que ainda permite um nível mínimo de prazer.
JJ
O Corvette split window de 1963 foi uma bela obra tanto de design quanto de mecânica com a ajuda de Zora Arkus-Duntov e os aprendizados com o CERV I. Duntov desenvolveu um sistema de suspensão traseira com o CERV I que foi aplicado no Stingray racer de Mitchel e depois também utilizado no Stingray de série.

Duntov com o CERV I de 1960

Em 1963, o Corvette estava ficando cada vez mais europeu no sentido de carro esporte. Pela primeira vez uma versão berlineta, ou cupê, foi oferecida ao público. Larry Shinoda foi responsável pelo desenho do carro que tinha sido inspirado em uma de suas criações para Bill Mitchell, o lendário Stingray racer de 1959.

O Stingray racer de 1959

Mas além de criar a versão berlineta e conversível do Corvette 63, Shinoda recebeu a tarefa também de criar uma versão 4-lugares do Corvettes. Isso mesmo! Um Corvette para quatro.

O Ford Thunderbird de 1955, um sucesso de vendas.


Algum tempo atrás falei sobre o LS7, que pode ser comprado nos EUA por 12 mil dólares. Mas na verdade isto é apenas a ponta do iceberg.
A GM, por meio da divisão GMPP (General Motors Performance Parts), oferece um sem-fim de motores completos, prontos para serem montados em qualquer carro. Trata-se de uma tradição que remonta aos anos 50, quando, devido a uma idéia de Zora Arkus-Duntov, a Chevrolet lançou uma série de componentes de alta performance para o seu então novo V-8 small-block. Desta forma, a Chevrolet, por meio de equipamentos desenvolvidos pelos engenheiros do próprio fabricante e vendido nos concessionários, ajudava amadores e semi-profissionais a serem mais competitivos, e assim levar o nome Chevrolet com eles.
Os hot-rodders americanos também aproveitaram a chance para usar esses componentes nas ruas, e esta venda de peças acabou por ser também um lucrativo negócio para a GM, que evoluiu para a GMPP de hoje.
O catálogo da GMPP, que pode ser baixado no site (clique AQUI), é de dar água na boca. Além das tradicionais peças para preparação, a maior fonte de renda da divisão hoje vem dos chamados "crate engines", ou motores na caixa. São motores completos, novos, criados por engenheiros das GM. Pacotes prontos e testados, sem tentativa e erro; ótimos para reduzir a quantidade de trabalho necessária para completar aquele hot rod tão sonhado.
Todos nós podemos imaginar uma série de utilizações para um leve LS7 de alumínio com 512 cv. Mas o leque de opções é simplesmente impressionante.
Tem-se os small block V-8 tradicionais, que vão do 350 (5,7 litros) "básico" com um carburador de corpo quádruplo e 294 cv, até o potente ZZ383 (6,3 litros) e 431 cv, com leves cabeçotes de alumínio.


Os LS e LSX têm ainda maior variedade, e podem ser comprados com injeção e carburador, e várias cilindradas Os três motores originais disponíveis no Corvette também são oferecidos a venda, estes motores feitos para durar uma vida inteira, totalmente dóceis a baixas rotações e civilizados, apesar das potências estratosféricas: 442 cv (6,3 litros), 512 cv (7,0 litros) e 628 cv (6,3 litros com compressor).

A linha de tradicionais big block V-8 é ainda mais impressionante em tamanho e potência. São motores enormes, não cabem em qualquer carro, mas são inigualáveis monstros quando se fala de força: deslocam a partir de sete litros.
O maior deles, a jóia da coroa, é o ZZ572R: um monstro de 9,4 litros, 730 cv e nada menos que 95 kgfm de torque. Garantidos pela GM.
Baixem o catálogo e divirtam-se!
MAO

Todo mundo que visita esse blog já deve ter visto o filme "Bullitt" pelo menos algumas vezes. Nesse final de semana eu abri o meu segundo DVD do Bullitt. Ganhei da minha amada uma edição especial com dois DVDs, sendo um deles cheio de extras, que não assisti ainda.
Vejam só como são as coisas. Folheando uma revista antiga dei de cara com uma propaganda do Ford Puma. Na propaganda estava o McQueen (já falecido naquela época), nas ruas de São Francisco, dirigindo um Puma
Para quem não se lembra, o Puma era uma versão cupê do Fiesta com um ZTEC 1,7-litro de comando variável e 16 válvulas que foi produzido de 1997 a 2001. Era concorrente do Tigra, cupê do Corsa que teve uma breve passagem por aqui.
O Puma deve ter sido um carrinho bem bacana. Pelo que me lembro de reportagens da época era um carro para entusiastas, com um ótimo acerto de suspensão. Mas daí para ser o segundo carro de Frank Bullitt!? Eu acho que não dá liga. Ainda mais porque na propaganda ele anda muito na boa e em nada lebra o filme. Sendo bem sincero até achei a propaganda ruinzinha.



No caso do Tigra, ao assistirmos a propaganda, notamos claramente que o foco não foi os entusiastas.


Curioso é que ambos os carros foram feitos para a Europa e sua propagandas feitas nos Estados Unidos. Vai saber o que os marqueteiros pensaram.
Entre um felino e outro prefiro o Puma!