MEUS TRÊS SÉRIE 3, PARTE 1: O 320i

Fotos: autor

E um belo dia, me vi com três BMW série 3 na garagem. Coleção? Não. Coincidência. Colecionadores, seja do que for, tendem a ser “limítrofes”. De um modo geral,  por conta do interesse único, específico, mirado, que beira o fanatismo, freqüentam a tênue fronteira que separa as pessoas normais das radicais, monocórdias, chatas, “over”. Eu, hein...

Mas os BMW estão lá, ou melhor aqui. Não os coleciono, os tenho. O 320i, sedã 1986 (modelo E30 no código da marca de Munique) foi comprado em 2001, a Touring 328i 1997 (E36) em 2004 e, finalmente, um meio raro cupê 325 Ci 2001 (E46) chegou em janeiro deste ano. E visto que aqui no AUTOentusiastas vivemos uma onda de exibicionismo explícito, onde o Arnaldo conta sobre seu Porsche 914, o Bob fala de seu Passat TS, o Portuga exalta sua F-1000, o (invejoso...) MAO festeja sua BMW Touring 328, o Josias descreve seu Daihatsu Charade, resolvi entrar na onda e contar a minha história, ou melhor, as minhas histórias. Pois como disse são três...


Primeira história: BMW 320i

Em Nova York, no terraço de seu apartamento em Manhattan, a amiga Marta me mostra a paisagem. Estamos em agosto, verão quente, e no horizonte ainda estavam as Torres Gêmeas que apenas quinze dias depois (!!!) virariam pó. O computador da sala mostra fotos do skyline feitas do tal terraço do 40º andar, feitas em horas e estações diferentes. Paisagem com neve, paisagem com sol, paisagem de manhã, paisagem de noite... Interessante. E entre as fotos aparece de gaiato a imagem de um Porsche 911S Targa laranja. “Era meu, — diz Marta —  vendi pois usava pouco. Aqui em Nova York garagem é caro. Era de 1972, mas estava novinho.” 

O 911 S Targa da amiga Marta

E o BMW que foi do Helmut?, perguntei. “Ah, vendendo também. Manter carro no Brasil não vale a pena para mim. Estou indo cada vez menos e quando eu chego a bateria está sempre arriada. É mais prático alugar...”.

Marta chegou a Nova York para trabalhar no mercado financeiro nos anos 1990. Pensou que iria voltar logo mas foi ficando, ficando e... ficou! Com o tempo passou a se livrar das suas coisas paulistanas: móveis, apartamento, carro (que, como mencionado, comprara do amigo em comum, o Helmut). Só não se livrou dos amigos.



Quando voltei a São Paulo, assim que pisei em casa liguei para a amiga, avisando que chegara bem, agradecendo a hospedagem, blablablá blablablá blablablá e... perguntando, “onde mesmo que está seu BMW?”

Desta frase até visitar uma escura garagem em Higienópolis se passou menos de um dia, e em mais dois ou três o 320i estava em outra garagem. A minha. Empoeirado, com um espelho retrovisor arranhado, um detalhe aqui outro lá, mas com apenas 61 mil km rodados e impecavelmente novo para um carro que então tinha 15 anos de “não uso”. Primeira providência? Avisar o Helmut que salvara o BMW de mãos estranhas. O alemão foi sintético: “A sorte desse carro foi outra, a Marta ter ido para Nova York.” Machismo teutônico à parte, a verdade é que a pouca quilometragem teve na mudança de hemisfério de sua dona a maior razão.



Olhar para aquele sedã alemão habitando minha garagem me alegrava; e mais ainda dirigi-lo. Nunca tinha possuído um carro com tanto pedigree como esse E30, a segunda safra dos Série 3 da BMW. Em pouco tempo entendi por qual razão eles são tidos como carros especiais, espécie de galinha dos ovos de ouro da família Quandt, controladora da marca. 

A versão esportiva dos E30, o M3, teve enorme sucesso nas pistas. "Para as ruas refinadas", a mensagem


Os E30 foram produzidos de 1982 a 1994, venderam bem no mundo todo (2.229.520 unidades segundo o Wikipedia), ganhando fama de ter sido o carro favorito dos yuppies, os jovens bem-sucedidos dos anos 1980 nos EUA. Foi fabricado em quatro versões de carroceria: cupê, sedã, conversível e o glorioso M3, o primeiro desta série “M” — e, dizem muitos, o melhor e mais equilibrado entre todos. Aqui mesmo no AUTOentusiastas há muitas histórias sobre esses BMW de briga. 




Orgulhoso, guiando ou olhando o meu 320i, a cada quilômetro rodado ou minuto de observação eu entendia melhor o que deu ao modelo a fama que tem e tinha. Para um carro de 1986 era dotado de mais equipamentos que a maior parte dos carros made in Brazil à venda naquele explosivo ano de 2001.




Exemplo? Um computador de bordo completíssimo, um sistema de alerta sobre lâmpadas queimadas, nível do óleo, líquido de arrefecimento baixo e etcéteras, simples mas genial e funcional. Teto solar, ferramentas, luz e lanterninha recarregável no porta-luvas, banco regulável em altura, espelhos elétricos, rádio/toca-fitas com RDS, alerta de manutenção no painel... E o que dizer do acabamento? Esplêndido! Revestimentos internos sem sinais de desgaste com 15 anos de (pouco, repito) uso, e que agora aos 27 anos continuam impecáveis. E o design?




Ah, o design! É claro que eu preferiria ter um E30 M3, com aquela carroceria de duas portas "de briga", pára-lamas alargados, vidro traseiro mais inclinado e outros charmes esportivos, fora os 235 cv de potência. Mas o 320i foi o que deu e me fazia felicíssimo. Um elegante sedã cor cinza Delphin, chique que só. A frente com aqueles dois faróis era e ainda é um exemplo de formas exatas, assim como toda a carroceria. Um carro de desenho equilibrado, onde nada agride o olhar, pelo contrário. Concordam? Aliás, quanto mais passa o tempo, mais lindo ele fica. Isso é característica de carros clássicos, não é?



E lindo também é o engenho que o empurra, assim como a arquitetura geral das suspensões. Sob o capô um suave seis em linha longitudinal de 2 litros (codinome BMW: M20B20), comando único no cabeçote acionado por correia dentada e 12 válvulas, alimentado pela primeira safra de injeções eletrônicas assinadas pela Bosch, a L-Jetronic, sem sonda lambda nem catalisador. Tem 129 cv declarados a 6.000 rpm, e torque máximo de 17,4 m·kgf a 4.000 rpm. Números nada excepcionais para um dois-litros aspirado atual, mas que à época carregavam e ainda carregam muito bem os cerca de 1.100 kg de peso, relativamente pouco se comparado a massa dos carros atuais e suas necessidades estruturais, mais relacionadas aos testes de impacto que à eficiência dinâmica da estrutura. Câmbio? Como convém a um sedã elegante, automático de quatro marchas, com opções de D, 3, 2, 1, além de P e R, claro.



Volto a 2001: naqueles primeiros meses de propriedade resolvi deixar o que já era perfeito, mais perfeito, e em viagem à Europa realizada na seqüência, fiz um “catadão” de coisinhas. Comprei os frisos das borrachas dos vidros dianteiro e traseiro, que estavam amarelados. Também achei a borrachinha da guarnição da antena elétrica, um par de plastiquinhos do pára-choque e, claro, trouxe um completo kit de manutenção: discos de freio dianteiros (atrás é tambor), pastilhas, bomba de gasolina, de água, velas, seus cabos, filtros variados e, claro, a capa do espelho retrovisor arranhado.



Todos esses mimos proporcionaram ao 320i um verdadeiro “dia da noiva” estético/mecânico e, como disse, o que era perfeito, ficou mais perfeito. Macio, mas não mole, o 320i logo me chamou a atenção pela absoluta (atenção: absoluta mesmo!) ausência de ruídos internos de qualquer ordem. 



Uma visita à oficina Suspentécnica, experts em iguarias sobre rodas de São Paulo, comprovou que a minha nova paixão era aquilo mesmo que aparentava ser, um carro ótimo, bem conservado, novo, sem “perhaps”. Todavia, segundo o amigo Alberto Trivellato, master da oficina, havia detalhezinhos a melhorar, como acabar com uma quase que imperceptível vibração entre 80~90 km/h, resolvida com um balanceamento do cardã. Reaparto geral das suspensões com troca de uma borrachinha lá e um terminalzinho de direção acolá completaram a cena. Sobre as supensões, é certo que a opcão técnica da BMW resultou na prodigiosa dirigibilidade deste modelo: McPherson na frente, independente atrás por braços semi-arrstados e molas helicoidais, com quatro amortecedores Bilstein. O que mais? Ah, as rodas. As originais eram de aço, com calota. Mas nas fotos dos catálogos da época (o carro veio não só com uma fornida pasta de papéis como de literatura específica sobre ele), reluziam belas rodas opcionais BBS de liga leve, lindas e...adivinhem?

As "legítimas" BBS da Avenida Goiás, São Caetano do Sul: novinhas e perfeitas!

Dizem que sorte não é algo para quem quer, mas sim para quem tem. Pois em vez de achar as tais rodas em Munique, no EBay inglês ou num requintado ferro-velho nos cafundós da Toscana, achei — acreditem — quatro lindas e perfeitas BBS numa borracharia na Avenida Goiás, São Caetano do Sul (SP). E antes de alguém achar muuuito estranho quatro BBS de BMW em São Caetano, confesso a mágica: as BBS opcionais dos BMW do ano são iguaizinhas em desenho e medida (6J x 14), e furação 4x100, às “tipo” BBS do VW Santana EX do começo dos anos 1990. E ao montar os Michelin XH-AS 195/65 R14 nelas, uma excelente surpresa, já que nenhuma das quatro rodas precisou de balanceamento. Desconfiado do milagre, repeti a operação e, sim, era verdade, nenhum pesinho necessário. Miracolo!, gritariam em Roma...

O painel de instrumentos é muito legível, completo; a iluminação é alaranjada, padrão aeronáutico

Nada para fazer? Calma! Jamais consertei o acionamento elétrico do vidro traseiro direito. Apesar de ter comprado um interruptor novo, atendi o conselho de um amigo, que sustenta que um carro precisa ter um defeitinho, senão dá azar. Adotei a maluquice. Outro senão é a mancha na pintura do porta-malas, do tamanho de um dedo polegar. Disse o Helmut que ela apareceu ainda quando o carro era dele, e entre pintar o porta-malas e deixar a mancha, ele optou pela 2ª opção considerando que “o retoque iria tirar a tinta original que veio de Munique”. O alemão tem razão. E aí chegamos ao fato principal, que é este BMW 320i ser conservado e não restaurado. Isso não é pouco, acho.

O italiano Roberto Ravaglia e o venezuelano Johnny Ceccotto foram dois pilotos que fizeram o M3 brilhar nas pistas

"Driving Pleasure" é o mote da BMW. Este 320i entrega o que a marca promete no slogan. Como já disse, nenhum barulhinho, motor suave, com progressão curiosa. Meio chocho em baixa, aos 4 mil rpm parece acordar, como se tivesse um turbo dos antigos. Nada violento, mas marcante. O pequeno seis-cilindros progride com fé até a faixa vermelha, às 6,5-7 mil rpm. Como ocorre o corte? Não sei. Nunca levei o motor além do limite determinado pela caixa automática. Aliás, as trocas do câmbio ZF são isentas de trancos. É como deve ser,  lisinhas subindo ou reduzindo marcha, e não tem nenhum recurso presente nos automáticos atuais como o botãozinho “Sport”, nem o símbolo de neve ou equivalente. Aliás, essa era a caixa automática usada no Diplomata 4-marchas de 1988.

Apesar da aceleração provocar um barulho de escape interessante, desempenho não é, entretanto, o forte desse 320i. Testes em revistas européias da época (nos EUA só venderam os 325i) divulgam um 0-100 na casa dos 11 segundos e uma velocidade máxima de cerca 190 km/h. Fui até perto disso um par de vezes e então realmente entendi o DNA do bicho, criado e pensado para as Autobahnen, autoestradas alemãs sem limite de velocidade, onde os vários Hans, Kurt, Fritz e, claro, Helmuts, percorrem centenas de quilômetros com o pé no porão. Horas e horas em velocidade máxima.

Teto solar, amplo, funciona que é uma beleza. Melhor que o dos outros Série 3 de casa

Levei o 320i poucas vezes para viajar — na verdade rodei apenas 8 mil quilômetros nestes doze anos em que está comigo — e sempre mantive um comportamento angelical que normalmente não me caracteriza ao volante. Qual a razão para tal? Um senso de preservação/respeito a um “brinquedo” que, com o passar do tempo, fui verificando ser cada vez mais especial e, portanto, merecedor de bons tratos e não de maus. Além disso, apesar de uma das melhores características deste modelo ser sua maneabilidade, pregado no chão e muito na mão, nem tudo são flores: para começar o câmbio automático “mata” pretensões esportivas sérias em estradas sinuosas, subida de serra, por exemplo. Além do que nesta condição os 129 cavalinhos do motor não são exatamente empolgantes, exigindo que se mantenha a rotação sempre nas alturas e... não, ele não merece ser castigado assim. É um sobrevivente e assim quis que permanecesse sob minha custódia. 

Outra limitação para uma tocada esportiva vem da direção, lenta, quatro voltas de batente a batente. Não se trata de uma assistência hidráulica que anestesia reações, mas sim de uma desmultiplicação que eu particularmente não gosto.  Outra coisa que estranhei é o tato do freio, que não tem uma mordida pronta como eu preferiria na fase inicial da frenagem. Aliás, parece mesmo que — como sustenta o Alberto da Suspentécnica — a frenagem deste BMW tem como padrão uma atuação inicial nas rodas traseiras para depois ocorrer a pegada nos discos dianteiros. Não se trata de uma frenagem ruim, mas sim diferente. E ABS? Não, não tem. Era um opcional que (como as rodas de liga) não compareceu na encomenda do 1º dono, à época um consulado de um pequeno país europeu da cidade de São Paulo, já que em 1986 carros importados no Brasil só entravam via representações diplomáticas. Necessário dizer que o consulado (ou quem nele trabalhava) revendeu o carro assim que ele chegou pisou no Brasil, em fim de 1986. Rastreando a vida deste BMW, descobri através de seu número de chassi ter ele sido fabricado em julho de 1986.

A bela traseira, meio "alegre" quando em piso escorregadio
O que mais posso dizer do meu 320i? Que em piso molhado a traseira exige cuidado, pois mesmo não havendo cavalaria volumosa, ela gosta de esparramar. É divertido mas... a combinação com a direção lenta  (aliás, será por conta dessa “traseirada” que os engenheiros da BMW optaram por tal desmultiplicação? Talvez.) e o câmbio automático torna a brincadeira contra-indicada. Ainda mais para quem, como eu, desenvolveu uma “nóia” progressiva, que com o passar dos anos me fez usar esse carro cada vez menos, e jamais na chuva, por receio de acidentes e incidentes.

Outros detalhes relevantes: o contraste entre o conforto dos bancos dianteiros, com bom espaço para as pernas e ergonomia excelente (o painel voltado para o motorista é um show) e o espaço para quem vai atrás, onde o aperto especialmente para joelhos é grande. O ar-condicionado é ótimo, assim como o sistema de som Bosch original. O porta-malas é enorme e o consumo... horrível! Faz, com sorte, 8-9 km/l na estrada, pé comportadinho, enquanto em uso urbano 5-6 km/l é padrão. E desde sempre, só gasolina de alta octanagem.

Porta-malas grandão, todo acarpetado, com o estepe (original...) sob o tapete
Ciente que tudo na vida tem um começo, meio e fim, chego ao The End desta primeira história de meus três BMW série 3 com uma bombástica revelação: o 320i está à venda. 

Ohhhhh, exclamaram alguns de vocês. Ahhhhh, alguns outros mas... a chegada do último Série 3, o belo cupê 325 Ci, tornou minha garagem muito pequena para tantos Made in München. Há outros badulaques, motos, cacarecos e preciosidades precisando de espaço, carinho e compreensão, se é que me entendem. Querem outra desculpa? Desapego. Sim, e sem repensamentos. Sei que chegou a hora de achar quem se divertirá mais do que eu a dar o devido trato de madame que a raridade merece. E antes de terminar, mais uma historinha: em maio de 2005 meu elegante 320i foi solicitado pela BMW do Brasil para ser exibido no lançamento da nova série 3, os E90, no Hotel Unique Garden em Atibaia, São Paulo, ao lado do primeiro Série 3 do fim dos anos 1970 (E21, fabricado de 1975 até 1983) de propriedade de um certo Og Pozzoli, de um E36 (1991 a 1998) e do E46 (1999-2005). Curriculum e tanto, certo? E as fotos mostram que, claro, o meu Série 3 era o mais belo de todos...


O mais lindo de todos? Claro que sim... Além do que nenhum 320i no Brasil pode se gabar de tal placa

Em breve, na segunda história dos meus BMW, a saga da espetacular 328i Touring de 1997 (comprada em 2002), câmbio manual, meu carro para “ralar” em todos os sentidos e único que tem um apelido: o Fúria Negra. Como vocês verão, não à toa... Não percam!  

RA


76 comentários :

  1. Ótima história! Mas, será esta a minha chance de ter o meu primeiro BMW, e segundo alemão? Como faço para entrar em contato contigo Roberto? Abraço.

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    1. Rafael H
      Há o e-mail do Agresti e de todos os editores no Fale Conosco.

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  2. Pelo menos escolha bem o próximo dono, para que o carro não morra no xuning de vila, apodrecendo com motor de Opala.

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    1. O valor do carro escolherá o próximo dono, bitch!

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  3. Lindo BMW! Espero que ele caia em boas mãos.

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  4. Muito legal! Três Bm's nao é pouca coisa. Ansioso pelo post da 328i Touring.

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  5. Corsário Viajante22/10/13 13:21

    VEnda com o mesmo carinho que teve com ele!
    No aguardo das próximas histórias...

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  6. Fantásico post, Agresti!

    Richard

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  7. Ao final da terceira parte, um bom número de leitores terá infartado...hehe

    Sensacional!


    Marco

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  8. Roendo as unhas a espera da história do Fúria Negra... espero ainda tê-las nas mãos e pés quando for publicada.

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  9. Bom seria se todos os anúncios de venda no mercado de automóveis clássicos gerassem textos ótimos como este. rs

    Boa sorte para o RA e o E30.

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    1. É verdade. Todo carro conservado tem uma história saudosista...

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  10. Bela história. Eu percebo que existem mais histórias sobre BMW's, que sobre Mercedez, alguém poderia me explicar isso, ou é somente impressão minha(deve ser).

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  11. Bosley de La Noya22/10/13 14:39

    Agresti, você tá louco se vender o 320 para ficar com esse coupé de plástico 2001...
    Esses série 3 dos anos 80 são muito melhores, e 1986 simplesmente foi um dos melhores anos em que eles foram fabricados. Pode perguntar para quem gosta dos BMW.

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    1. Coisa fina sua BMW 320.
      Muito chique esse carro.
      Jorjao

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  12. Um detalhe que geralmente se dá pouca importância nesses textos é que manter um carro "exótico" só é possível mesmo numa cidade grande como São Paulo. Sinta-se agradecido por morar numa cidade que oferece tantas lojas de peças e especialistas que sabem tratar do seu carro de maneira correta. Tem lugares que até manter um VW é tarefa dificílima.

    Já sonhei com várias BMW mas na cidade aonde moro não se tem a menor condição de manter um carro desses, novo ou antigo.

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    1. O que, em compensação, significa que na sua cidade é possível engatar a 3ª marcha, coisa que em São Paulo e no Rio faz tempo que não da!

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    2. No Rio está longe de ficar igual a SP. O trânsito aqui é ruim, mas ainda flui. E os limites de velocidade estão bem razoáveis.

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    3. Verdade, Perneta. Trazer uma dessas aqui pro interiorrrrrr seria uma missão complicada...

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    4. Nícolas, não sei onde você mora, mas no Rio que eu moro fica tudo parado o tempo todo na lagoa, na lagoa-barra e na avenida brasil. Se você não passa por nenhum desses lugares tudo bem dizer que flui...

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  13. Boa história. Depois desta teu carro tá vendido, rsss. Que venham as outras. sds.MAC.

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  14. Bob, off topic:
    poderia comentar sobre as razões de alguns carros quicarem as rodas motrizes sob forte aceleração ao invés de apenas patinarem? Estaria relacionado com a geometria da suspensão?
    Tenho um Fluence em que isso ocorre e acho muito desagradável, com meu antigo Vectra não acontecia.
    abraços,
    Rafael

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    1. Acho que isso ajuda:
      http://www.jalopnik.com.br/wheel-hop-eliminando-a-vibracao-do-eixo-de-tracao-dart-games/

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  15. Olha só, fui citado na postagem, muito obrigado pelo carinho.
    Nunca tive um BMW, mas gosto muito das 2002 e 2004 dos anos 70, um dia me arriscaria com um alemãozinho desses! hehe

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  16. essa tá boa pro MAO... câmbio automático!

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    1. Rafael Ribeiro22/10/13 18:34

      Olha o Bullying...

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    2. Rafael Ribeiro22/10/13 18:40

      Parabéns RA, tanto pelo texto, como principalmente pelos carros. Também sou fã dos BMW, temos uma 320i 2002 (E46) comprada 0km, que sucedeu uma 318is 1995, também comprada 0km. Carros admiráveis mesmo. O E46 pretendemos manter em casa por muitos anos ainda, atualmente só roda em ocasiões especiais ou substituindo outro carro.

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    3. Pelo menos com o automatico nao da para errar marchas e é muito mais suave para andar por ai..

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    4. Você está equivocado, desculpe. Um carro com câmbio manual jamais é menos suave que outro com câmbio automático.

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  17. Deutschland Über Alles....

    Que maravilhas hein Agresti?

    Coloque uma cláusula de "não manolização" no contrato de Compra e Venda que virá a ser celebrado. Juridicamente é possível.


    Se bem que pelo relato e pelo estado exibido nas fotos esse carro não será ace$$ível aos manolos... ainda bem.

    Pelo jeito esse máquina bávara cairá nas mãos de um amante dos carros de Munique.



    Parafraseando o que um leitor aqui comentou, até o final dessa sua série de textos, é possível tenhamos alguns enfartos por qui.


    Boa venda.


    Michael Schumacher

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  18. ai que saudades da querida bmw! adorei ser parte da sua estoria, querido amigo. muito bem escrita! adorava o "turbo" do motor , quando acelerava ate em baixo!!! lot of fun !! realmente um grande carro. bjos

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    1. Parabes pelo seu ex-BMW...
      Adorei o Porsche amarelo que voce vendu ai nos EUA!
      Muito legal conhecer um menina que gosta de carros!
      Beijos

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  19. Um pequeno erro encontrado. "Câmbio? Com convém a um sedã elegante, automático de quatro marchas, com opções de D, 3, 2, 1, além de P e R, claro."

    Não chega a ser um ERRO, mas a falta de uma letra faz falta.rs


    Abraços,

    Rafael

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    1. Rafael
      Absolutamente certo. Corrigido, obrigado.

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  20. Excelente texto, Roberto. O primeiro parágrafo abre um sorriso. No segundo já estava gargalhando.
    Sua 320i é mesmo uma joia. Pena que o preço da geração E30 é bem proibitivo no mercado daqui por ser da época de importações proibidas. Tomara que ela ganhe um dono tão zeloso quanto você.

    Adoraria ter uma garagem cheia de Bimmers como o Agresti, mas se conseguir ao menos uma E36, ficarei bem satisfeito. Vou aguardar com ânimo a história da Black Fury - adorei esse nome.

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  21. Caramba, se esse texto foi empolgante, imagine o que vem sobre a Touring...

    Seria muito bacana se todos os editores postassem sobre o histórico de carros que tiveram. É claro que não precisaria ser todos, apenas os marcantes.

    O André Dantas, por exemplo, tem uma Ipanema. Imagino que ele já tenha feito de tudo no carro. Um rico histórico de manutenções. É muito bom saber dos detalhes de cada carro, o "pulo do gato"...

    Abraço!

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  22. Für die Straße veredelt. "veredelt" aí não é um adjetivo, já que adjetivo em alemão vem antes do objeto.
    É um particípio que significa "enobrecido" . "Enobrecido para rua".

    Lindo carro!

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  23. Seu exibido! rs

    Parabéns meu caro.

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  24. O meu sonho de consumo é um Alfa Romeo 155, um dos carros mais belos que já vi. Tem um design que não está preso a uma época, parece ser atual até hoje. Alguns fatores me impedem de realizar este sonho: financeiro (nem tanto, o carro não é caro, mas precisaria comprar outro para usar no dia-a-dia) e o crucial é que moro em um prédio sem garagem. Não dá para comprar uma máquina dos sonhos para deixá-la ao relento, é de cortar o coração. A propósito, alguém possui algum Alfa Romeo dos anos 2000? Gostaria de saber sobre a manutenção, sei que muitas peças da Fiat são as mesmas. Parabéns ao Roberto Agresti pelas preciosidades.

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    1. Anônimo, aqui em casa tivemos 164, 155 e atualmente uma 156 Sportwagon V6. A 155 era fácil manter, muitas peças iguais do Marea, de braços de suspensão á variador de fase do Twin Spark que era o mesmo dos 1.8 16V! Mas já a Sportwagon, bem, essa não tem similaridades em profusão... Mais caro de manter!!! Minha escolha seria pela 155!

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    2. Há pouco mais de dois meses, adquiri uma 155 Super, o carro é fantástico. Tive poucos gastos com manutenção, e achei o preço justo para um carro de 17 anos. A compatibilidade com Fiat é alta, e as peças exclusivas não são difíceis de achar, seja aqui ou no exterior.O segredo para não ter (muita) dor de cabeça, é achar um exemplar bem mantido, nem que isso signifique pagar um pouco a mais. Segundo um amigo que tem 155 e 156, o custo das peças é semelhante ao de um Civic 2009/2010.
      Quanto ao design, acho que é bem típico dos anos 90. Ainda é belo, mas não esconde a idade. Para mim, a 156 é que tem o desenho atemporal.

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    3. Delfino, o primeiro passo para manter uma Alfa em São Paulo é passar bem longe de uma famosa loja especializada no Ipiranga! Queriam R$9000,00 no escape completo da Sportwagon V6 e mais uns R$4500,00 pelos amortecedores traseiros! Em BH tem outra famosa em Alfas que tem preço justíssimo e enviam tudo por correio.

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    4. Rafael
      Muito boa a sua dica.
      Tambem passo a kilometros de distancia dessa loja/oficina especializada no bairro do Ipiranga em SP.
      Precos absudos e serviço que deixa a desejar.
      Quanto a dica de BH , nao conhecia , vou anotar.

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    5. Olá, Defino. Só agora percebi o erro de digitação que cometi, eu me referia ao modelo 156 e não ao 155, por isso falei em anos 2000, obrigado pelas informações. Ao Rafael: Acho que o motor 4 cilindros deve ser mais barato de manter que o de 6, não é? Eu me contentaria tranquilamente com um 156 equipado com o motor twinspark 2.0. A sportwagon também é um espetáculo em termos de design. Abraços

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    6. Obrigado pela dica, CSS. Apesar de eu ter digitado errado o modelo, você acertou, é o 156 que aprecio mais. Infelizmente ainda não posso comprar um desses, mas é um desejo que quero realizar em breve.
      Um abraço.

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    7. Desconheço 156 com motor 6 cilindros, no Brasil pelo menos. Só se for o 166.

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    8. Anônimo 14:51
      Não acredito em tanta diferença nos valores pra manter um V6 ou TE, até porque não são os calcanhares de Aquiles, em tempo o câmbio Q-System tbm é mto robusto, o porém das Alfas são peças de suspensão, acabamento e defeitos elétricos! No mais é um carro q não merece o trânsito de SP!

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    9. Rafael, moro em Londrina/PR, minhas referências para peças e serviços são dois irmãos Alfistas daqui.
      Anônimo, achei estranho mesmo seu comentário, De qualquer forma o continua valendo o que escrevi, no caso das 156, o ponto fraco delas é a suspensão que não resiste muito bem ao nosso piso.
      CSS, se não me engano, nos dois últimos anos de Brasil (2002/2003) a Alfa só trouxe 156 e 156 Sportwagon com motor V6 e câmbio automático, veio um número considerável de carros. Existem também 8 unidades com câmbio manual, mas essas vieram em 1998/1999 para uso da diretoria da Fiat

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    10. Dias atrás havia à venda aqui por perto de onde moro, um 147 Selespeed 2004. Mesmo o valor pedido beirando o absurdo, confesso que fiquei tentado...

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    11. CSS,

      A que temos é uma das últimas levas! Uma Sportwagon 2.5 V6, transeixo epicicloidal Q-System e cor verde! Nesses modelos V6 tbm vieram os 6 air bags, controle de estabilidade, lavadores de farol, sensor crepuscular e etc... Na daqui de casa veio o som Bose opcionalmente! Quem comprou ela 0Km sabia o que queria!

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    12. Rafael,

      Qual o nome dessa empresa de BH?

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    13. Anônimo,

      A "Só Alfa". Precisando de mais informações só avisar...

      Um abraço!

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  25. Fecha negócio por R$ 8.300,00?

    Mas quero o tanque cheio de Podium, hein?

    Zé da Leste

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    1. Ze da Leste
      Por 8.300 te vendo meu Ze do Caixao 69 caindo aos pedaços.
      Vai com um butjao de gas de cozinha GLP novinho e da para rodar bastante.
      Toninho do Itaquera

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    2. Toninho do Itaquera, mesmo sendo meu conterrâneo, preciso recusar a oferta, mas faço a contraproposta de uma caixa de ferramentas da skill, semi-nova, comprada no Carrefour, pela sua jabiraca. Deixo vc tirar o sistema de gás dela, inclusive, pra ficar bom negócio pra você.


      Zé da Leste

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  26. Parabéns RA, por manter este modelo fabuloso, certamente um dos marcos da história do automóvel moderno. Não só um sucesso de mercado, mas um símbolo de robustez e tecnologia mecânica. E ainda alcança um feito que poucos conseguem: manter o status da marca ao longo de 20, 30 ou mais anos.
    Guardo um certo fanatismo por veículos que pertenceram à instituições consulares e diplomáticas. Não sei dizer exatamente por que razão, mas durante a minha infância, frequentemente, no prédio ao lado de onde eu morava, vinha um senhor que tinha um curiosíssimo Peugeot 604, naquele início dos anos 80 uma marca absolutamente desconhecida numa cidade do interior como a minha, com placas consulares azuis. Naquela época é que fui pesquisar o que era um consulado, por que eles usavam as placas azuis e tudo o mais. Nunca descobri de que país era o tal senhor e nem o que ele vinha tantas vezes fazer ali, num bairro de classe média-baixa de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Nunca mais vi um modelo igual, nem no Brasil e nem no exterior.
    Mas o fato é que aquele carro estranho, atípico, nunca mais saiu da minha memória. A partir daí, sempre pensava: um dia ainda vou ter um carro de uma marca ou de um modelo que "ninguém mais tem". Bem, na verdade jamais tive; o que mais se aproximou do meu desejo foi um Citroën XM que comprei, até hoje um modelo um tanto desconhecido por aqui, e que ao cabo de alguns anos acabei precisando vender por motivos pessoais diversos (leia-se necessidade de grana). Quem sabe um dia eu chego ao ponto de ter um modelo mais exclusivo.
    Ao Anônimo das 19:04. Aqui na cidade onde moro, está à venda um Alfa 156 2000 com apenas 66.000 km rodados, em estado de absoluta originalidade. O preço pedido é até razoável. Se ele quiser, posso indicar.

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    1. O que o senhor ia fazer no bairro de carrão? Santa ingenuidade Batman, ia pegar mulher!!!

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    2. Mas isso é lógico! Só que o Blog é um ambiente refinado, pensava eu que não podia mencionar essas coisas! Abraço.

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  27. Belíssimas histórias. Parabéns.
    E eu tbm apoio mais relatos dos editores de suas peripécias automobilísticas.

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  28. Que bela história Agresti ! QUE BELO CARRO !

    Acredito muito que oportunidades vem na hora certa, basta estar atento e aproveitá-las !
    Um achado e tanto e uma excelente oportunidade Parabéns !

    Fico aguardando as histórias dos outros Bimmers !!!!

    Obs: Vocês do AE mexem com minha mente ! A mão coça ! hehehe

    Abraços

    Rafael F.

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  29. Muito bacana. O que mais gosto é o tamanho, como um carro deve ser para uso prático.
    E um alívio ler UM BMW, e não UMA BMW.
    Ufa !!!!!

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    1. JJ
      Outro dia a TRW distribuiu notícia de sua assistência eletroidráulica ser usada no LaFerrari — isso mesmo que você leu no LaFerrari. Caí para trás e mandei uma mensagem de parabéns à assessoria de imprensa da TRW. Não dá mesmo para ler bobagens como "o Porsche e a Ferrari", o mesmo que escrever "o Mário e a João"...

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    2. Aqui na minha região já ouvi outras perolas deste tipo, tais como a BMW, a Mercedes, a Marea e para fcechar com chave de ouro A OPALA.

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    3. A UNO. É o que mais tem por aqui. Falar nisso: O Brasília ou A Brasília? Tem certa revista que, nos anos 70, usava "O".

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    4. " ACHO " que o certo seria O Brasilia porque se trata de um automóvel e não da cidade. ATENÇÃO : EU DISSE " ACHO "

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    5. Aos dois aí em cima
      O Brasília, é um [sedã] hatchback.

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    6. Bob, também sou chato com essa coisa de gêneros, mas me perdoe, no caso da Alfa Romeo eu gosto de tratar no feminino, é como uma bela mulher! Una bella macchina!

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    7. Rafael
      Entendo o que você diz, mas macchina nada mais é que carro em italiano, do mesmo modo que (la) voiture em francês. Repare que aqui no AE não se fala nunca carro no feminino. Veja que não pode haver mistura de gênero em automóvel, ou uma coisa ou outra. Fico com o carro, nunca a carro.

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  30. Bom texto.
    Um vídeo dele, que gosto: http://vimeo.com/44666145

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  31. Caro RA,

    Belos carros. Adorei a Touring, como sou fã das wagoons (pela praticidade e por achá-las bonitas mesmo), é mais fácil curtir esse modelo.

    Contudo, o 320 ano 1986 é mesmo o mais bonito de todos. Adoro os Série 3 (bem como os Série 5) com essa frente aí, sem a cobertura dos duplos faróis.

    Abç!

    Leo-RJ

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  32. Esse é o modelo que mais gosto da BMW, lindo.
    Tem fatos do carro ainda com as rodas originais para mostrar?

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  33. Bom dia,
    fiquei interessado no carro e encaminhei e-mail em 23/10 no endereço agresti@autoentusiastas.com.br
    e até o momemto não obtive resposta
    O endereço eletronico continua valido?
    Obrigado

    Douglas

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    1. Douglas,
      Sim, é esse o mail dele para assuntos do AUTOentusiastas. Eu soube que ele viajou ao exterior. De qualquer maneira, deixei mensagem para ele no Skype avisando desse seu e-mail.

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  34. Caro Bob,
    obrigado pela atenção
    caro Roberto :continuo aguardando uma resposta, desculpe pelo incomodo

    Douglas

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  35. Adorei o texto.... Parabéns pelo carro... Gostaria d sanar quando vc vai escrever as outras duas partes??

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