DISTRAÇÃO, O PERIGO À ESPREITA

Foto: www.sciencedaily.com


O grande culpado pela distração ao dirigir foi, durante muito tempo, o motorista conversar. Lembro-me, e muitos também, do aviso nos ônibus "É proibido conversar com o motorista". Hoje a recomendação está abrandada: "Fale com o motorista somente o indispensável". A conclusão é óbvia: o motorista pode falar com alguém enquanto dirige, por que não?

Nem preciso falar no "grande culpado" da distração do nosso tempo, o telefone móvel, vulgo celular, a ponto de ter sido incluído no rol das proibições de códigos de trânsito no mundo todo, inclusive no nosso. Mas acredito tratar-se mais de manifestação de misoneísmo (rejeição da novidade) do que qualquer outra coisa.

Num vôo longo recente assisti a um filme no qual o personagem estava num trem na Suíça e recebe uma chamada no telefone. Falou baixinho, colocando a mão no fone para o interlocutor poder escutá-lo, enquanto outros passageiros se voltaram para ele com cara de indignação. Qual o problema não se poder conversar num ambiente coletivo? Por acaso trem é biblioteca, onde pessoas estão lendo concentradas?

A resposta para isso é o misoneísmo, pessoas não entenderem que conversar em público não é proibido, a menos que todos esteja escutando alguém falar, como numa palestra, ou ouvindo música, como num concerto. Indignação cabe quando alguém passa a pôr alguma música para tocar, que nem todos gostam ou, pelo menos, não gostam do gênero de música (omito o qual não gosto para não discriminar).

Música no ônibus vinda do dispositivo de algúem incomoda (www.alcaine.com.br)

Há  algum tempo eu soube de um restaurante em Nova York que obrigava os clientes a deixar o celular na entrada. Clientes conversarem entre si pode; falarem com outras pessoas por meio de um aparelho, não pode, sei...

Voltando ao tema, distração, está convencionado e regulamentado que falar ao telefone ao dirigir, só se for com as mãos livres ou, por extensão, com as duas mãos no volante, daí a popularidade e a disseminação da conexão com o sistema do veículo, o ultra-conhecido  Bluetooth. Mas, pera aí? Quer dizer então que com duas mãos no volante não há distração? Parece a velha história de que as aranhas ouvem pelas pernas...

Ao dirigir, efetuar qualquer ato ao qual não se esteja acostumado, proficiente, distrai. Zerar o hodômetro quando não se sabe onde está o comando zerador, distrai. Falar com outra pessoa enquanto se dirige distrai. Acho que todos já experimentamos ter de interromper por instantes uma conversa quando nos deparamos com uma situação anormal qualquer no trânsito.

É por isso que digo que quanto mais familiarizados com o carro que dirigimos, melhor. E é por isso também que insisto que todos os comandos dos carros deveriam ser padronizados, como nos aviões. Por exemplo, a alavanca do trem de pouso está sempre no mesmo lugar no painel e sua forma é padronizada, representa uma roda.

Alavanca de trem de pouso de Boeing 747 (foto aerosimsolutions.com.au)

Este, aliás, é um dos males do rodízio de São Paulo, num dia da semana dirigir o "rodiziomóvel", o carro para o dia "proibido", não estar totalmente familiarizado com ele.

Na minha atividade de jornalista testador de veículos tenho noção exata disso e a cada carro de teste que pego passo por um período de adaptação, exercitando máxima concentração até ficar "automático" no carro. Como digo, devemos dirigir como se estivéssemos caminhando, como se tivéssemos um "piloto automático" (rumo e velocidade, não controlador de cruzeiro) e o ligássemos. Eu diria que 90% do nosso dirigir é no "piloto automático" também.

É por isso que falo mal ao telefone quando estou dirigindo, pois estou no automático e falar, conversar, não é. Pelo mesmo motivo, até nos vídeos que fazemos encontro dificuldade para ir falando das coisas do carro enquanto dirijo.Acho que dá para o leitor notar. O Arnaldo me disse ter o mesmo problema. Ambos temos que aprimorar essa habilidade.

Tenho um grande amigo que me liga semanalmente, às quartas-feiras de manhã, enquanto dirige rumo a uma cidade do interior aqui perto, onde tem um trabalho. Aproveita o tempo na estrada para colocarmos o papo em dia. Pois a conversa nessa condição é completamente diferente da de quando falamos ao telefone quando ele não está ao volante. Do mesmo modo, noto quando meu interlocutor está fazendo alguma coisa, como escrevendo ao computador.

Digitar e dirigir, nunca fazer isso (foto acluva.org)

Portanto, a distração é o inimigo n° 1 do motorista. Fale ao telefone, mas somente o essencial; deixe o papo para quando não estiver dirigindo. Mandar uma mensagem (SMS, "torpedo"), então, nem pensar. Distração e digitação são intimamente associados.

BS

65 comentários :

  1. Eu consigo usar o celular dirigindo, comer, beber me coçar, mas tenho sérios problemas para desenvolver uma conversa com os passageiros do carro....

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    1. Hum... Voce nao é o unico.
      Muitas pessoas tem essa dificuldade tambem.
      Eu nao confio em motorista tagarela.

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    2. E quando a pessoa ao lado não entende que não dá pra fazer as 2 coisas decentemente e cobra atenção à conversa quando há muitas demandas (e riscos) no trânsito?

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  2. Manipular qualquer aparelho que cause distração ao dirigir tem um custo social incrível. É só reparar quanto aumenta o tempo de reação ao sinal verde de quem estava mexendo no celular. Até caminhando é perceptível quando uma pessoa passa a mexer no aparelho: a velocidade de seu passo cai.

    De resto, concordo que banir ou restringir tecnologias de nosso tempo é misoneísmo. Mas bom senso e educação são bem vindos. Quando almoço com um grupo de amigos, temos uma regra para o celular não atrapalhar o papo: todos em cima da mesa, telas para baixo. O primeiro que mexer no seu, paga a conta inteira.


    Dirigir um carro com comandos diferentes aos quais que não estamos acostumados é muito desconfortável. Nada pior do que bater o olho rápido num painel e não achar a informação que buscávamos, por exemplo. Dos que já guiei a Mercedes-Benz ganha em disparada nesse quesito.

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  3. Eu acho que o problema maior de se falar ao telemóvel ao dirigir nem é ficar com uma das mãos ocupada com algo que não é o carro, é a pessoa estar dividindo a concentração entre dirigir e entre segurar o aparelho.

    Não vejo como misoneísmo, haja visto que a maioria das pessoas que estão com um telefone na orelha enquanto dirigem está mais perto de causar algum acidente (vulgo, cagada).

    Já conversar ao telefone em lugares públicos eu acho que vai mais pelo bom senso, pois com o ruído ambiente maior, as pessoas tendem a falar mais alto, e assim irritam os outros. Quase o mesmo vale para quem escuta música, não acho que isso deva ser "coletivado", um simples fone de ouvidos, de R$ 5, resolve a situação de todos (para quem o faz com o celular), e o bom senso faria muito bem para quem tem 140 mil W de potência no som do carro e sai disparando alarmes pelas ruas das cidades.

    É aquela, "o seu direito vai até onde o meu começa".

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    1. Olá Evandro, respeitosamente não acho que ocupar uma das mãos seja o problema (afinal pessoas com apenas um braço dirigem) mas sim o que se toma como prioridade. Várias das vezes que estou falando ao celular e na direção, perco o assunto por simplesmente não ser o meu foco naquele momento. Sempre digo que dirijo melhor falando ao celular que muita gente que está sem celular no ouvido. E o porquê é isso, a conversa para mim é atenção secundária.

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    2. Exato !
      As pessoas sem uma das mãos ou braço não estão dividindo sua "atenção motora", da mesma forma que usar um sistema de viva voz ou conversar com algum passageiro não atrapalha tanto a condução quanto estar segurando o telemóvel. ^^

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  4. Bob, texto de utilidade publica. Mudando de assunto, conte-nos oque aconteceu entre você e a GM. Você disse em uma matéria que iria contar sobre.

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    1. Creio que foi um problema pessoal e nao seria de bom tom contar nesse forum.

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  5. Bob, você ficou cheio de dedos, mas eu não tenho o menor problema em apontar nominalmente cada gênero de "música" que as pessoas de bom gosto abominam. Topas? He, he, he,he, he! E já reparou que quando um retardado está com o som do carro no máximo (o que prejudica muito a percepção do motorista daquilo que ocorre em sua volta, claro, daí podendo resultar situações de perigo ou mesmo um acidente), é SEMPRE esse tipo de "música"? Nunca flagrei ninguém dirigindo com Frank Sinatra ou Nat King Cole no volume máximo.
    Abraço.

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    1. Mr. Car
      E mesmo sempre o mesmo tipo de música, você matou, eu só não disse mesmo qual para não discriminar. De vez em quando aqui no bairro (Moema) escuto música alta(a maior parte o tal tipo de música) vindo de carro, bar ou loja, mesmo de dia, e como incomoda. Há coisa de dois anos, porém, andava pela ruas uma bandinha, um trio de sopro, era uma verdadeira delícia ouvir músicas como "When the saints go marching in"...Nesse ponto demos azar, a herança musical no hemisfério norte deste continente foi bem melhor.

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    2. Ainda bem que ninguém ouve Frank Sinatra ou Nat King Cole no volume máximo, ainda mais nas caixas de abelhas que muitos colocam nos carros. Faria Sinatra morrer denovo. Dessa vez de ódio.

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    3. Vocês estão cheios de dedos. Os estilos diversos podem ser resumidos num só: o estilo "bate-estaca". Isso engloba estilos bem diferentes como o tecno e o funk entre outros. Tem um sujeito aqui no meu bairro com uma pickup onde a caixa com os subwooffers toma a caçamba inteira. que só circula com o som no máximo. Não sei que graça tem, mas a verdade é que cada batida do bate-estaca, até meu retrovisor interno estremece visualmente. O pior é que esse é um tipo de distração que pode induzir outro motorista a se acidentar e não o próprio dono do som.

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    4. O volume é invariavelmente inversamente proporcional a qualidade da música que o cidadão insiste em forçar os outros a escutar.

      Marco

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    5. O lixo musical chegou até a Moema? E tem quem ache que quando criticamos este gênero é por preconceito contra pobres. Não é um questão de classe social, mas cultural. Eu gosto de alguns estilos de música eletrônica (nada das "babas" comerciais geralmente ouvidas em alto volume por aí), incluindo alguns bem suaves, tranquilos até Hard Techno, mas no meu carro ouço em um volume que não me atrapalhe e muito menos extrapole o meu "espaço" no trânsito.

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  6. "Mandar uma mensagem (SMS, "torpedo"), então, nem pensar. Distração e digitação são intimamente associados."

    Além disso, outra coisa que não me conformo é com o povo que instala DVD player, no painel do carro, e quer dirigir assistindo aquela coisa. Lamentável...

    Sobre a música no ônibus, o cara começa incomodando os outros desse jeito, até conseguir comprar um carro. Aí, coloca a manutenção do "possante" de lado e o equipa com o som mais pesado que puder pagar e, com isso, acaba incomodando mais ainda...

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  7. Gosto muito de dirigir, e detesto telefones de todos os tipos. Logo, só atendo dirigindo se for mesmo algo importante, do contrário, fica para depois de dirigir.
    E quando alguém atrapalha o trânsito por estar ao fone, tasco uma buzinada bem longa para atrapalhar a conversa.

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    1. Esse é o meu dilema... não estaria eu sendo mais mal-educado do que aquele que está atrapalhando? Depois de uma demonstração de "raiva" (entre aspas mesmo), não nos sentimos mal? Muitas vezes aquele para quem buzinamos nem se incomoda e o saldo negativo fica para nós. Até sugeri um tópico ao Bob tratando desse assunto. Como se comportar e como se controlar no trânsito. Por favor, não entenda como uma crítica, mas sim como uma proposta filosófica.

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    2. Paulo, também penso dessa forma. Quando devolvo uma ação negativa "na mesma moeda", tenho a sensação que desci ao nível do provocador, e aí sinto-me derrotado. Pior ainda se o pretenso "provocador" cometeu a falta sem perceber. Não vejo sentido em retribuições desse tipo, ainda que seja com intenções didáticas. O fulano não vai entender, de qualquer maneira. O melhor negócio, ainda, é contar até dez. Abraços.

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    3. Eu ando muito nervoso e impaciente com o transito
      Cada vez mais gente despreparada dirigindo por ai...
      Aff!

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    4. O ideal seria fiscalização presencial, que evitaria tantos descasos por parte dos motoristas, mas isso dá muito trabalho para a administração pública. Enquanto isso, o jeito é exercitar a paciência, desejando estar na Holanda ou em algum país desenvolvido.

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  8. Bob,
    concordo plenamente que o mal maior é a distração, seja qual for o objeto que a cause. Já sofri uma batida na traseira de meu carro em virtude disso.

    Estava parado com boa distancia para o da frente, mas não tinha como sair para os lados. Vi pelo meu retrovisor que o sujeito do carro de trás se distraiu com algo em seu carro e não viu que eu havia parado (na verdade o trânsito parou). Buzinei, liguei pisca, mas não teve jeito. O sujeito acertou a traseira do meu carro. Graças a Deus foi em baixa velocidade.

    Quando desci do carro o sujeito tratou de pedir desculpas, assumiu todo o prejuízo e me disse o motivo da distração: estava trocando o CD do aparelho de som.

    abraço

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  9. O gosto musical seria o funk? Concordo totalmente.

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    1. Não seria mau-gosto musical??

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    2. Funk carioca, mais precisamente, subproduto do Miami Bass. Porque o funk original é outra coisa, muito bom por sinal.

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  10. dudupruvinelli09/10/13 13:31

    Acho algumas centrais-multimídia uma grande forma de distração também. No ônix, por exemplo, tem-se a tela (somente touch), mas não se tem os comandos no volante. Logo, para mexer no rádio, trocar de música, deve-se "procurar o botão".

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    1. Mais um daqueles problemas de quando o departamento de marketing manda mais que o de engenharia. Uma tela "touch-screen" certamente é legal para vender, mas ergonomicamente terrível para um carro.
      Pois, como os botões são "virtuais" na tela, a sensação táctil é inexistente e OBRIGA a pessoa a olhar para a tela para saber o que está apertando. Seria muito mais sensato e seguro, uma tela como aquelas de caixa eletrônico, com teclas ao redor, que a pessoa localiza sem olhar e decora a função com o tempo.

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    2. Peugeot 208 é assim... a tela é maravilhosa, encanta todo mundo... mas pra operar, só desviando o olhar.

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  11. Dirigir é tarefa de tempo integral. Já diziam JLV e PCF na Motor 3. Precisamos desse tipo de reportagem de vez em quando.

    Abraços!

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  12. Eu detesto poluição sonora de qualquer tipo, seja musica de mal gosto, volume exagerado, escapamento propositadamente barulhento, som alto em porta de comercio, carro de som, etc. De vez em quando gosto de aumentar o volume no meu carro, mas nunca passo da metade da escala, e meu carro tbm só tem um sonzinho original, sem potências e demais parafernalhas.

    Quanto ao tema do texto, de fato, distrair-se manuseando outros objetos, ou até mesmo, fazendo algo dentro do carro que não se está habituado, como pegar ou segurar algo no banco de trás, é muito perigoso. Até mesmo alguns aparelhos de som automotivos, são tão cheios de frik-frek, tão cheios de botõezinhos e animaçõezinhas, tão bizarros, que podem se tornar até mais perigosos do que o telefone celular.

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  13. Não tem jeito....
    falar ao celular, só se torna problema quando,
    as multas se acumulam ou quando causamos algum acidente grave.
    É àquilo...porta arrombada, cadeado na porta!

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  14. Bob,

    Lembrei agora de um relato do ator Patrick Stewart (capitão Piccard da Enterprise / Professor X nos filmes do X-Men), ao programa de TV Top Gear, dizendo porque ele não dirigia mais em Los Angeles.

    "Eu cruzava com várias pessoas lendo livros enquanto dirigiam pela auto estrada a 60 mph, mas a gota d'água foi quando vi uma mulher falando ao celular e passando rymel nos cílios".

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  15. Bob, mais coisas para você descer a lenha: tem gente querendo comparar o carro com o cigarro, bem como temos o Fernando Haddad dizendo que priorizar o carro seria como privatizar a cidade. Ao que me consta, a cidade é de todos e se praticamente todos desta cidade têm um automóvel, as políticas públicas podem e devem sempre levar em conta a existência de carros particulares, sem que isso signifique que se tenha de deixar de lado o ônibus e o metrô, até porque quando esses sistemas funcionam bem, as pessoas naturalmente para eles afluem (vide o metrô em sua normalidade e os ônibus na época de Marta quando tivemos os corredores e os veículos com piso baixo, suspensão a ar e transmissão automática).

    Também podemos suspeitar de maquinação dos protestos de junho, pois a meta de faixas pintadas superou já neste ano um número de 2016. Tudo bem que o Passe Livre, ainda que se diga apartidário, tem alta presença de gente petista em suas hostes, isso sem contar o resto de outras associações privadas ditas vindas do povo (como o Existe Amor em SP, que organizou manifestações anti-Russomanno no ano passado e neste ano ganhou assento no conselho da cidade).
    Além disso, ele vem dizer que todo investimento viário teve como beneficiário direto o carro, em que se esquece convenientemente dos viadutos do Expresso Tiradentes, que são exclusivos para ônibus (mas muito bem poderiam ser usados para monotrilhos, uma vez que teoricamente daria para ser uma extensão perfeita do sistema que está sendo feito ligando a estação Vila Prudente do Metrô a Cidade Tiradentes). Vem ele dizer que toda a superfície de São Paulo é privada quando fala das vias. Ao que me consta, eu não tenho escritura de nenhuma rua ou avenida, nem creio que você tenha a de alguma via em Moema.

    Só para ficar mais loucura ainda do que podemos imaginar no que pode ser acessado aqui, temos um tal de Paulo Feldmann defendendo que se pague R$ 10 para que um carro possa ingressar na região central da cidade (e como ficam aqueles que moram na tal região)? Afinal, a mesma tem um belo grau de vazio urbanístico que obriga alguém que nela mora a se deslocar para outros cantos).
    Dá para olhar para essas doideiras todas pelo prisma gramscista, em que querem mudar a sociedade para que ela se torne propícia à revolução comunista de fato. Claro que essa revolução é só mesmo um engana-trouxa e os próprios gramscistas não querem que ela seja atingida, mas precisam da contínua conturbação social (conceito da "revolução permanente") para mais e mais irem ganhando poder e as pessoas ficarem desnorteadas o suficiente para não poderem estabelecer uma constância mínima cotidiana. Não esqueçamos que um dos objetivos dos comunistas é restringir a liberdade de movimento das pessoas, até para evitar que elas fujam de condições ruins, fora facilitar que o máximo de pessoas sejam genocidadas caso o ocupante do poder assim o decida. Porém, pela via gramscista isso é feito perseguindo os meios de transporte individual de grande mobilidade (afinal, um carro pode sem problemas percorrer mais de 1.000 km em um só dia) de maneira que as pessoas fiquem desestimuladas em tê-los (e se tornem mais facilmente localizáveis por estarem em meios de transporte coletivo e rastreáveis pelo trajeto que tomam). A parte do genocídio eles também terceirizam pela tolerância com o crime (vide 50 mil assassinados por ano).

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    1. Prezado Anônimo09/10/13 15:03,

      Eu olhei este link, o qual o colega Anônimo09/10/13 16:10 também enviou.

      Trata-se de uma ostensiva campanha que a Folha está fazendo contra os carros, elucidando idiotas tais como Jaime Lerner (esse que falou que o carro é o cigarro do futuro) e o desvairado Enrique Peñalosa, como o colega bem colocou. Este último diz que o ônibus é a panacéia das grandes cidades. Pois bem.

      A propósito, eu recebi o e-mail da Folha me convocando para este "seminário" de mobilidade urbana, e agora, ao entrar neste link que você enviou, é de CHORAR o conteúdo mesmo. Preocupa. Estragou o meu bom humor agora no final da tarde, não entrem sem estarem preparados psicologicamente. É realmente ASSUSTADOR o conteúdo, o que está sendo debatido e o que está sendo planejado para entrar em ação. A intenção não é resolver o problema, isto está claro. Tem muita gente querendo se promover, promover ideologias, ganhar dinheiro e, o PIOR, a estratégia está dando certo. Já existem algumas propostas de transformar as Marginais de SP em parques (por enquanto,a ideia é embrionária, mas se continuar a sim, o "feto" ir´tomar forma, até virar um mostro).

      Neste mesmo seminário de mobilidade urbana: apareceu um idiota, dono de uma construtora, querendo promover uma cidade adensada, com apartamentos micros (de 20m2), onde as pessoas moram próximas a ciclovias e se deslocam de bicicletas, sem precisar de carros, sem precisarem de espaço para conforto. "Isso é um sonho, é bom, é o mundo ideal". Sim, foi o que disseram. Impressionanente!!!! Eu já morei em um flat, em Moema, o qual seguramente tinha mais de 20M2 e estranhei o espaço pequeno, pois até então estava acostumado a morar em imóveis generosos em termos de espaço. Eu fico imaginando como será a alienação do que como disseram ser futuro (ou retrocesso?) onde as pessoas alienadas viverão em cubículos e ter carro será um CRIME, entre outras coisas (ah, carne nem pensar). Mas, enfim, é isso que está sendo discutido. Em dois dias, idiotas politicamente corretos tentam consolidar as mais diversas estratégias de como matar a sociedade, os valores, o convívio em família, o conforto, a liberdade, enfim, como promover cidades infernais!!!.

      As coisas não param aí. Não é de hoje que ando muito preocupado com esta questão de restrições de liberdade, não só contra os carros, mas no geral. O que li agora me preocupou ainda mais, mas PASMEM: daqui a pouco, tentarão nos obrigar a comer m**da, literalmente - olha só o que Jose Graziano da Silva, brasileiro, governista, diretor da FAO está propondo:

      "Segundo a proposta tratar-se-ia de comer insetos como besouros. gafanhotos e formigas em vez de carne bovina e porcina, porque o gado é tido esdruxulamente de “aquecedor do planeta”."

      Fonte: http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2013/05/jose-graziano-apresenta-projeto-para.html


      Uma simples busca na internet trará maiores detalhes sobre esta outra proposta, ainda também embrionária, de comer insetos e reportagens veiculadas em revistas e sites como Terra, UOL, etc...


      Além do meu estado de indignação, surpresa e susto, eu deixo a vocês duas perguntas:

      1. Em que tipo de cidade viveremos, que tipo de mundo teremos no futuro?

      2. Essa, mais especificamente, para os Militares e Forças Armadas: vocês estão atentos a tudo isso?

      Andre.

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    2. Complementando uma outra maneira de ver as coisas:

      http://democraciaeliberdade.blogspot.com/2007/04/transporte-de-massas-e-transporte.html

      Andre.

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    3. Bob, pelo visto a boiada midiática a mando de não sei quem (ou mesmo sendo inocente útil desse não sei quem) vai nos próximos tempos encher muito a paciência de quem tem um carro e servir de amiguinho de político carrofóbico que não dispensa uma viatura oficial para seus deslocamentos: agora é a vez de Mário Sérgio Conti (ex-apresentador do Roda Viva) amaldiçoar o automóvel e meter o Hitler na jogada por este ter patrocinado a criação do Fusca (por que não amaldiçoa o Henry Ford por ter criado a linha de montagem? Por que não amaldiçoa André Citroën pelo fato de sua empresa ter criado o 2CV? Por que não amaldiçoa a família Agnelli por esta ter criado o 500 original? Por que não amaldiçoa Alec Issigonis por este ter criado o Mini original? Por que não amaldiçoa a mesma VW que criou o Fusca por esta ter criado o Golf? Obviamente que ele não tem como tirar dividendos associáveis ao nazifascismo dos exemplos de carros de ampla difusão que passei. Aliás, duvido que ele saiba quem são essas pessoas ou esses momentos históricos automotivos que foram citados. Se perigar ele nem sabe qual eixo traciona a maioria dos carros que ele vê na rua.

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    4. Esse é o texto mais idiota escrito por um idiota que já vi na vida. Estou pasmo. Vai ter post-resposta.

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    5. Não, não é possível que um jornal que se diz sério publica um LIXO desses. Detalhe: o texto está na seção CULTURA., do jornal "O Globo".
      Era só o que faltava, agora falar mal de carros é ter CULTURA. Realmente, acho que os imbecis que demonizam os carros devem ter uma sensação de ser cultos ao repetir os seus despropérios feito papagaios por aí. A loucura é cada vez maior. Será que o carro sobrevive? Os ataques estão vindo de todos os lados, só para citar alguns:

      1. Campanha "SP merece um ar mais limpo" (está nos termômetros de rua, em várias rádios, em sites de previsão do tempo, até em adesivos nos carros). Não que eu seja contra melhorar a qualidade do ar, mas o propósito, até por vocês verem quem apoia e o que dizem, o objetivo é bombardear os carros. Toda hora dizem: "97 % da poluição é causada por veículos, poluição mata, precisamos repensar a mobilidade". Se não tiverem instigando ainda mais a proibição aos carros, é o que então?

      2. PTralha na prefeitura de SP: não preciso falar.

      3. Fórum de mobilidade urbana da folha: amplamente discutido aqui, sem mais comentários: devia se chamar "Forum de ataque aos carros".

      4. UOL/Folha: todo dia, todo santo dia tem 1 reportagem lá instigando rodízios, pedágios urbanos e restrições. Tem dias que tem até 4 reportagens.

      5. SPTV: e suas reportagens verdinhas. Chegaram até a sugerir a destruição da Marginal Tietê, comparando com alguma cidade cretina da Coreia do Sul que depredou uma autoestrada urbana inteira para dar lugar a um parque. Como rebateu o governador Serra quando sugeriram isso a ele, em critica à ampliação da Marginal Tietê: teríamos que ir a Guarulhos no lombo de um burrinho?

      6. Posts, como este que o colega enviou. Sem comentários. Estão cada vez mais idiota as crônicas de ataques aos carros.

      7. Política Nacional de Mobilidade Urbana: prega a implantação de rodízios, pedágios urbanos e fechamento de ruas. Tudo em nome da supremacia do coletivo. Eu não consigo entender porque os carros impedem o bem-estar social, será que virei um hermitão? (CONTINUA)

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    6. 8. Dia mundial sem carro: sem palavras.

      9. ONG Nossa São Paulo, em parceria com o petralha prefeito e no conselho municipal, estão preparando um pacote de supresas para nós. Aguardem. Vem aí o novo rodízio.

      10. Revista Super Interessante: cento e poucas ideais que valem ouro, sendo que várias delas acertam em cheio nos carros, de todas as maneiras imagináveis e inimagináveis.

      11. Reportagens, entrevistas e defensores da redução de limites de velocidade, em âmbito mundial.

      12. Até em panfletos de construtoras - o último que peguei: "Troque o carro pela bicicleta". Só se for agora. É pra já. Vou atender todos os meus clientes be bicicleta, até aqueles que ficam em Alphaville. Vou pegar o Rodoanel e a Castello de bicicleta. Tenho certeza que quando sair tarde da noite, vai ser uma experiência bem agradável passar por uma favela que tem no caminho para minha casa.

      13. Cidades, como Osasco, bastante tranquila para se dirigir aos domingos, adotando amplas ciclofaixas, até em viadutos íngremes - desde o início deste mês tenho que fazer outro caminho aos Domingos para me dirigir à Rodovia Castello Branco porque lá estão as faixas vermelhas. Era um dia tranquilo, tanto para dirigir, quanto para pedalar. Agora tem desvios, interdições, trânsito e no pacote deve vir "grástis" um kit de mais demonização ao carro, das 7:00 às 16:00 (é, como o Bob diz, a doença se espalha rapidamente).

      14. Novos radares. Só em São Paulo, serão 200 novos radares que serão adquiridos por meio de aditivos contratuais, ao invés de licitação.

      15. Até no meu banco, quando entro, está lá a bicicleta, salvando o mundo dos carros: "Isso muda o mundo". Não, isso IMUNDA o MUNDO!.,

      Poderia fazer minha lista crescer até passar o limite do post, mas o fato é que todos os dias, sem exceção, pelo menos uma vez por dia, chega até mim, qualquer que seja o meio (até mesmo em conversas durante o almoço e café), um ataque de demonização aos carros. Aliás, quando é só uma vez por dia, é pouco. Isso, claro, sem eu acessar nenhuma mídia, nada, porque senão o meu "bullshitômetro" de demonização aos carros iria a índices mais elevados ainda.
      André.

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    7. São verdadeiros 'textículos'. Que nojo.

      Essa praga stalinista, chavista dos petralhas tem que ser apeada do poder. Mais alguns anos e assistiremos à cubanização do país. E o que é pior: eles estão doidos para definitivamente implantar uma ditadura.

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    8. Até porque não existe socialismo sem ditadura. É só ver a história.

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  16. Aprendi mais uma: misoneísmo (conhecia só seu sinônimo, neofobia).

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  17. Realmente, digitar e dirigir é desastre na certa. Tive que bater o carro enquanto digitava para aprender essa lição. O dedo "coça" às vezes, mas neste caso, o melhor é adotar uma autodisciplina bem firme (no meu caso, aprendi pela dor, mais especificamente, no bolso).

    Enquanto isso, na sala de "justiça politicamente correta", um jornaleco chamado Folha promove esta semana seminários da mobilidade, onde figura o preclaro prefeito paulistano, o Sr. Saúva. Para o jornaleco, assim como para muitos outras mentes brilhantes, mobilidades urbana = ataque aos carros. Não entendo a incontrolável volúpia da Folha de acabar com os carros. Não irão descansar até conseguirem, isso eles deixaram claro, é pelo MENOS uma reportagem diária instigando proibições, pedágios urbanos, rodízios, corte de estacionamentos, efeitos da poluição, entre outras.. Foram até buscar uma criatura colombiana denominada "Enrique Peñalosa" (este deveria ir arder no fogo do inferno junto com o Pitta, Gilberto Dimenstein, etc...). Todo dia este jornaleco, metido a politicamente correto, traz, no mínimo, uma matéria de ataque aos carros e agora organizou estes seminários onde estão entrando vários stakeholders que querem lucrar com a febre do momento: mobilidade urbana. Vejam no site quem apoia isso e vocês entenderão.

    folha.com.br/mobilidade_urbana

    Folha: outro inimigo número um que deve ser destacado. Impressionante: só hoje foram várias matérias "online" de ataque aos carros, a que mais chamou a atenção:

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/10/1354006-erramos-para-haddad-privilegiar-o-carro-e-como-privatizar-sao-paulo.shtml

    Chega, não preciso dizer mais nada.

    Folha, vai p/ pqp!!!!!

    Nunca mais compro um maldito exemplar deste jornaleco boletim esquerdopata politicamente correto anti-automóvel. Sou contra a censura, mas com estes disseminadores de bobagem, não seria má ideia. Cada vez mais as pessoas lêem essas baboseiras e, pior, saem por aí repetindo. A contaminação é inevitável. Se fossemos ouvir estes especialistas que ficam por aí pregando restrições aos carros, estaríamos perdidos - tem um lá no seminário que inclusive é da USP - acho que dá p/ perceber que a qualidade da USP está caindo mesmo, não é a toa que caíram no ranking de melhores universidades.

    Assinado: O Revoltado com a Folha

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    1. Anônimo,
      demorou. A Folha é o pior jornal do País há tempos, desde a campanha das Diretas Já, que deu nessa porcaria governamental em que somos vítimas.
      O bom senso acabou, a ditadura das urnas está aí. Sorte de quem tem como saír do Brasil e não mais voltar.

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    2. Caro Juvenal Jorge,

      Sou obrigado a concordar contigo em gênero, número e grau. Está pouco a pouco ficando impossível. Já começaram a falar que o gado aquece o planeta, logo logo o nosso famigerado churrasco e cerveja entrarão na lista das perseguições imbecis e o jornalzinho vai começar a fazer campanha (se é que já não está fazendo, nem vou me dar ao trabalho de acessá-lo online para verificar). Infelizmente, não vejo uma luz no fim do túnel (e, com toda essa ignorância mascarada da alcunha "mobilidade urbana", muito menos, novos túneis, só para aproveitar o trocadilho).

      PS: Acho que de tanto a folha sugerir, o Faixadd já sinalizou nos seminários da intelectualidade da Folha, que irá ampliar o rodízio.

      Novamente, a pergunta do Bob: o que fizemos para merecer tudo isso?

      Abraços,

      André.

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  18. Acho que faltou um aspecto importante nessa discussão: as já quase onipresentes centrais multimídia, através das quais se acessam muitos dos recursos do carro, como o GPS., o rádio e o ar condicionado.

    Neste meu artigo, descrevo a situação:
    http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2012/02/brincando-de-adivinhar-o-futuro.html
    "...
    Este é o painel do Tesla Model S, e que possui um tablet de 17 polegadas dominando todo console central e sem botões para comando de acessórios.. Esta é a tendência? Para muitos, é; para mim, não.

    Pense quando o motorista hoje está dirigindo sozinho e precisa trocar a estação do rádio ou reajustar o ar-condicionado. Hoje o motorista simplesmente busca com a memória a posição aproximada do botão no painel, e o tato da ponta dos dedos apenas confirma sua localização precisa. Aí ele apenas aciona o botão como quiser. É um ato rápido, muito intuitivo e, enquanto isso, sua atenção não se desvia da estrada.

    A tela do tablet é lisa. O ponto sensível pode estar em qualquer lugar da tela. Então o motorista precisa desviar sua atenção para a tela para localizar o ícone da função que ele quer acionar.

    E se a tela estiver totalmente tomada pelo mapa do GPS? O motorista vai ter de navegar entre telas para localizar o ícone que interessa para então acioná-lo, e enquanto isso, o carro avança a 30 ou 40 metros por segundo na pista. Uma fórmula perfeita para desastres regulares.

    Então telas como as do Tesla não são realistas.

    ..."

    Fala-se muito das pessoas falarem ou teclarem nos celulares, mas ainda não vi ninguém falar dessas centrais multimídia, que, com certeza, podem ser boa fonte de distração.

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  19. Desculpe AD, não acho que as centrais estejam tão onipresentes assim. Pelo menos não nos carros mais antigos que ainda existem em quantidades expressivas nas ruas. Todavia ainda me parece que elas são menos desastrosas, quando o assunto é tirar a atenção, do que um celular do tipo smartphone, que até pelo seu tamanho reduzido dificulta ainda mais a procura pelos ícones na tela de toque.
    Ando muito de ônibus. Sim, aqui na cidade onde moro é um deslocamento rápido e barato perto do preço dos estacionamentos e da dificuldade em encontrá-los. Acho a maior graça das pessoas gritando ao telemóvel dentro do ônibus, para todo mundo ouvir a conversa. Tem uns que embarcam falando e desembarcam várias paradas depois ainda falando. E os modelos de aparelho são os mais caros possível. Maldita inclusão digital.
    Eu me criei numa época em que esse tipo de tecnologia não existia. Mal havia telefones fixos, era caro e demorado adquirir um.
    Hoje em dia tem gente que não larga o maldito! E quando não tinha, faziam o quê?

    Fora-de-tópico: Bob, uma hora dessas conta pra nós a história do que houve entre você e o pessoal da GM. Não é por fofoca, e sim por história.

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    1. CSS
      Qualquer hora conto. Mas adianto, não foi com o pessoal da GM, com quem mantenho ótimas relações até hoje, alguns até amigos, mas com uma pessoa, Pedro Luiz Dias, diretor de comunicação/imprensa. E nem foi assunto direto meu e nem teve relação com minha atividade, foi apenas uma briga que comprei.

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    2. Enquanto o Bob não contar essa bendita história da treta dele com a GM o pessoal não sossega...rs.

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  20. Corroborando com os editores do AE.

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/haddad-demoniza-os-carros-e-seus-proprietarios-e-mesmo-vamos-ver-como-o-pt-trata-o-setor-automotivo-e-por-que-e-ainda-vai-prefeito-grita-audi-mercedes-bmw-e-land-rover-fora-daqui/

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  21. Lucas dos Santos09/10/13 22:12

    Quando eu leio relatos como esse eu me sinto um "anormal"!

    Eu sequer consigo CAMINHAR direito na rua quando estou falando no celular - me esbarro em alguém, tropeço em algo - e fico imaginando o que aconteceria se eu falasse no celular ao volante, com o carro em movimento. Seria um desastre!

    Aí, de um tempo pra cá, eu começo ler relatos de gente que digita mensagem de texto e até navega na internet enquanto dirige! Que é isso? Como esse pessoal consegue? Eu não entendo. O que mais me surpreende é que, apesar de muitos se envolverem em acidentes por conta da distração causada por essa prática, tem muita gente que faz isso há tempos e está aí, ilesa.

    Sinceramente, sem chances de eu dirigir e usar um celular ao mesmo tempo - mesmo que seja apenas para tirar do bolso para olhar a hora. Simplesmente não dá. Direção para mim tem que ser 110% concentrado apenas no que acontece do lado de fora do carro a toda a minha volta. Para o pessoal que consegue, não sei se elogio pela habilidade em ficar alternando o foco entre duas coisas ao mesmo tempo ou se critico pelo risco envolvido nessa situação.

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  22. A última doença é o Waze, uma mistura de Google maps com Facebook. Em princípio, uma coisa genial, pois esta ferramenta integra em um mapa todos os usuários que estão logados, calcula rotas (inclusive com alternativas para fugir do transito), avisa de engarrafamentos, permite aos usuários reportarem engarrafamentos, obras na pista, etc.
    De tanto que um colega de trabalho insistiu, eu me cadastrei e passei a usar a ferramenta. Realmente algo bem bolado. Só que a gente passa a dirigir olhando para o celular ou tablet, e não mais para a rua. O resultado é que quase bati o carro algumas vezes, e finalmente desisti de usar a ferramenta, apesar de ela ser realmente bem legal. O problema é que tem milhares de pessoas dirigindo e aom mesmo tempo reportando ao Waze o que elas estão fazendo.
    Carlos

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    1. Carlos,
      voce definiu bem : DOENÇA.
      Parabéns.

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    2. Carlos, o Waze, como ferramenta de GPS, é bastante útil. Mas se for ficar reportando tudo o que vê para o programa, se torna uma baita distração, não recomendo.

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    3. Bruno, seu DVD deve funcionar com os comandos por gestos... Arraste o dedo em uma direção na tela do aparelho pra testar... Tive um DVD Sony 2din também (em 2010), e funcionava assim.... Arrasta pra direita -> próxima música, arrasta pra cima -> próxima pasta (e vice-versa).

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  23. Instalei um DVD Sony 2 Din no meu carro, acabo nem colocando filmes pra quem anda comigo assistir, mas até pra trocar de música ja atrapalha um pouco pela questão da tela de touch, com o outro aparelho que era convencional ja no tato com os botões eu mexia nele sem olhar pro aparelho praticamente.

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    1. Se for instalado da forma correta, o DVD automotivo somente mostra imagens com o freio de estacionamento acionado.
      Só que brasileiro sempre dá um jeito de "burlar" a forma correta de instalar.

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  24. Apesar de todos os 'aperfeiçoamentos', como viva-voz, bluetooth, controles de volante, deveria haver um sistema que bloqueasse o celular enquanto o carro se movimenta. Por menos que seja usado, sempre representa um perigo.

    E celular virou uma febre que permeia toda a sociedade. Num transporte coletivo, ninguém olha pra ninguém. Todos de olho nas telinhas. Bela vitória do silício e da sociedade da entropia...

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    1. Uma boa tática que, obviamente, depende do bom senso do motorista, seria colocar o celular no porta malas (dentro da sua mochila, por exemplo, se você estiver com uma). Com isso, fica fácil se autodisciplinar, eu já usei essa tática. Existe, como para tudo, contrapontos, por exemplo, se você quiser consultar um mapa, alterar um ponto de encontro, avisar que está chegando, obter uma informação por telefone sobre localização quando estiver perdido, ou, no pior dos casos, receber uma ligação urgente. Mas, comecei a pensar nisto quando certa vez, o trânsito que estava moroso, parou e encostei no carro da frente por estar distraído, digitando mensagem de texto. Uma outra vez, também encostei em outro carro ao trocar a estação do rádio. Desde então, procurei mudar os hábitos.

      Andre.

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    2. Tuhu
      Não existe esse perigo todo. Se existisse, o trânsito seria uma carnificina e não é. Agora, digitar não dá mesmo. Você vivenciou isso.

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    3. Boa idéia, André. Vou pensar em colocar o aparelho no porta-malas. Ou no banco traseiro, fora de alcance.

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  25. O problema do trânsito não é nada por aí. O que temos são maus motoristas, má sinalização, má conservação, velocidades ridiculas, MALDITOS VENDEDORES DE SINAL E DE VIA EXPRESSA, travessia indevida, má conservação dos carros e péssimo transporte público. Realmente, como não fazemos A MÍNIMA IDÉIA de onde vai nosso IPVA, é muito fácil se estressar no sinal e por culpa em pequenos descuidos de atenção.

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  26. O que vale é o bom senso, embora a maioria das pessoas não saiba o que é isso...

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