DEMONIZAÇÃO DO AUTOMÓVEL ESTÁ FORA DE CONTROLE

Fernando Haddad fala no Fórum da Mobilidade Urbana, seminário do jornal Folha de S. Paulo, (foto Eduardo Kannp/Folhapress)

Desde quando falei pela primeira vez sobre o tumulto que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vem fazendo, perturbando a vida da cidade, no post Faixas da alienação de dois meses atrás, notei, e acho que os leitores também, uma escalada nessa questão toda, com o automóvel sendo demonizado de uma maneira como nunca se viu. A coisa chegou a um ponto tal que realmente não sei onde irá parar.

O jornal Folha de S. Paulo realizou esta semana o seminário Fórum da Mobilidade Urbana, colocando mais combustível na histérica pilha (é por essas e outras que risquei este jornal da minha lista de leitura faz tempo). Histérica a ponto de ter sido publicada uma coluna no caderno Cultura do Globo online que é um libelo contra o automóvel. O autor, Mário Sérgio Conti (ex-apresentador do programa "Roda Viva" da TV Cultura, mas não me lembro dele), se baseia num livro lançado no último dia 9 de maio nos Estados Unidos intitulado "The People's Car: a Global History of the Volkswagen Beetle" (O Carro do Povo: Uma História Global do Volkswagen Besouro)", de Temer Bernhard Rieger, para atacar o automóvel, de maneira geral, com uma virulência assustadora. Vale a pena ler, clique no link acima, para avaliar o que está acontecendo com a cabeça das pessoas em relação à máquina que mudou o mundo e que representa a expressão máxima de liberdade individual. Eu soube dessa coluna graças ao comentário de um leitor dentro do post "Distração, o perigo à espreita".

Entre o material que o colunista colheu desse livro para sua artilharia contra automóvel há essa verdadeira pérola: "O Fusca foi desenhado por Ferdinand Porsche para levar um casal e três filhos, usar pouco combustível e custar o preço de uma moto. Para que ele circulasse, o nazismo teceu a malha rodoviária que é um orgulho germânico, ainda que Angela Merkel tenha perdido votos devido ao seu desgaste. O limite de velocidade foi abolido porque tolhia a liberdade do motorista ariano."

Ele não poderia saber quando escreveu o livro, mas o fato é que Angela Merkel acabou de ser reeleita pela segunda vez e parte para o terceiro mandato. Mas Rieger deveria ser informar melhor e saber que a construção das Autobahnen iniciou-se antes de Hitler ser escolhido chanceler, muito menos presidente com poderes supremos. Saber também o limite de velocidade nessas estradas só acabou depois da guerra, pois Hitler era avesso a velocidade. Falou bobagem até ao citar "nazismo", palavra inventada pelos americanos e indevidamente usada no lugar de "nacional-socialismo'. É nítido o ranço aos alemães que o autor do livro deixa transparecer.

Outro leitor mandou ontem também um link que remete a uma matéria da Folha de S. Paulo de anteontem, dentro do caderno Cotidiano, falando do seminário. Essa matéria está aqui, vale a pena ler.

Veja o que parte da matéria diz: "'O uso irresponsável do carro e sua supremacia em detrimento a outros meios de transporte são os maiores erros no direcionamento das políticas públicas para o trânsito paulistano.' A crítica é do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), ao abrir na manhã desta quarta-feira (9) o primeiro dia do Fórum de Mobilidade Urbana da Folha."

Ontem um leitor (terceiro, o André Sousa) nos mandou um apanhado dos pontos discutidos no Fórum, com comentários dele em negrito, que achei oportuno publicar, e que agradeço. Eis o que ele enviou para o AE:

"Arquiteto Márcio Kogan diz que Minhocão representa "agressão à cidade". "Deveria ser feito um parque linear no lugar. Aquilo tem que ser desativado. É um entrave ao desenvolvimento da cidade", afirma 
(pode não ser uma das coisas mais belas, mas ninguém fala de vias expressas alternativas e de como ficaria o trânsito se transformarmos em um parque. A idéia é transformar em parque e o resto... o resto que se dane). 

No debate de quarta-feira, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que privilegiar o carro é como privatizar a cidade. (sem comentários)

Cândido Malta, arquiteto e urbanista, fará uma palestra hoje no Fórum de Mobilidade Urbana com o tema "a opção por grandes obras viárias" (demonizando tais obras, é claro. Ninguém fala como seria a realidade sem as obras). 

No debate de quarta-feira, Alexandre Lafer Frankel, CEO da construtora e incorporadora Vitacon, disse que deixou de utilizar o carro há 10 anos nos seus deslocamentos por São Paulo buscando um estilo de vida efetivamente sustentável (que ande de bicicletas e não queira encher o saco dos outros. É o mesmo cara que defende que as pessoas passem a morar em apartamentos de 20 metros quadrados). 

Segundo Raquel Rolnik, colunista da Folha, a década de 1990 representou a "busca de segurança" na cidade, com o estímulo de construção de condomínios fechados e shoppings centers. "Esse conceito ainda é dominante e é perverso para a cidade, pois reforça a segregação social, desestimula outras formas de mobilidade e reduz as relações da população com o espaço público", afirma (uma esquerdalha de plantão incentivando a luta de classes. Ela devia pelo menos arrumar o cabelo antes de ir no evento). 

Especialistas criticam monotrilho e acreditam que o metrô cumpre melhor o papel do modal. Para o arquiteto Márcio Kogan, o monotrilho seria adequado apenas em áreas livres e afastadas do centro da cidade (politicamente corretos de plantão, sem mais)

"Zoneamento de lotes privados não deve ser prioridade, nem pontes e viadutos", alerta Raquel Rolnik. Segundo ela, "devemos nos perguntar sobre como criar um espaço publico de qualidade, que privilegie a mobilidade urbana como política prioritária de São Paulo" (olha a esquerdalha de plantão. Não devia ela ir morar em Cuba?)

Raquel Rolnik diz que está acontecendo uma falácia no debate sobre IPTU em São Paulo. "A discussão não deveria ser sobre IPTU, mas sim sobre como nós deixamos acontecer esse processo de bolha imobiliária na cidade, porque o aumento da taxa é reflexo disso", afirma (nada melhor que um esquerdalha para defender outro esquerdalha. E quem paga a conta?)

"O espaço público em São Paulo tem hoje chance de ouro: a consciência de que o transporte público está totalmente relacionado à qualidade de vida na cidade, especialmente com a criação de corredores exclusivos de ônibus", diz professora da USP, Raquel Rolnik.(sim, do jeito que está sendo feito, muita qualidade de vida. Ficar 1 hora parado na 23 de Maio por conta de lambanças mal feitas é um excelente exemplo de qualidade de vida)

Segundo Regina Meyer, "cidade compacta" tem maior verticalização, mas explica que ela precisa ser bem projetada para que uso do espaço térreo seja mais eficiente. Ela diz que São Paulo peca nesse aspecto (claro, vamos adensar bem a cidade, para tudo ficar bem caro e o transporte público mais cheio do que está)

A secretaria de transporte de Nova York acabou com as faixas de carros em grandes praças e dobrou o tamanho das calçadas na Broadway", afirma Raul Juste Lores (sim, sugiro retirar 2 faixas de cada grande avenida para transformar em calçadas. Vou visitar meus clientes a pé. Minha empresa que me desculpe se eu não entregar o trabalho a tempo e/ou vender mais. Pelo menos vou ficar em forma e com hábitos sustentáveis)

 Meu comentário (BS): alguém entendeu isso de acabar com as faixas de carros em grandes praças?

A política de que você pode usar o carro como quiser já foi abolida nas cidades mais desenvolvidas do mundo”, diz Raul Juste Lores (entenda-se: a liberdade já foi abolida nas cidades mais desenvolvidas do mundo - no conceito do animal aí)

A primeira coisa que as pessoas perguntam quando sabem que eu morei em Pequim, é como você agüentava a poluição?”, diz Raul Juste Lores, correspondente da Folha em Washington. “Em Xangai, a prefeitura leiloava as licenças de carro, considerava como um artigo de luxo. A cada ano o leilão ficou mais difícil. O preço de uma placa de carro em Xangai pode custar 12 mil dólares. E todo o dinheiro vai para o transporte público. Pequim tem 5 milhões de carros e Xangai tem menos de 2 milhões”, afirma (muito bom. Sugiro já na próxima versão do imposto de renda incluir um campo para que os moradores de São Paulo possam declarar a placa de seu veículo. Se eu estivesse lá, levantaria a mão e perguntaria: por que você não ficou em Pequim?). 

Uma das cenas do documentário "Sinfonia da Metrópole" mostra um guarda a cavalo tentando conter o fluxo de automóveis (essa eu não preciso comentar)

"Não basta ter um sistema de transporte coletivo bom, o pedágio urbano é preciso para induzir o uso dele. Exemplos como de Londres mostram isso", defende Cândido Malta, arquiteto e urbanista (hum, interessante. Qualidade e melhorias do transporte público não são indutores, certo?)

Rodízio está esgotado em São Paulo e chegou a hora do pedágio urbano. É melhor que aumentar a gasolina, porque o motorista pode abastecer na cidade vizinha", diz Cândido Malta (chegou é a hora de sumir com essas figuras anti-carro). 

O vereador José Police Neto termina a sua palestra dizendo que o jovem moderno é o jovem que saiu da "carrodependência" (estão tentando criar estereótipos de zumbis. É grave)

Porém, fica a percepção de que ainda continuamos a ter estímulos a carros e projetos populares, como o 'minha casa, meu fim do mundo', como ironizou Jaime Lerner ontem. Está na hora de olharmos realmente para o que a população precisa", afirmou (além disto, ele diz que o carro é o cigarro do futuro. Quando Roberto Carlos fez aquela música "Esse cara sou eu", deve ter feito pensando em Jaime Lerner. Fim do mundo é ter de ler isso). 

São Paulo hoje é uma cidade medonha. Essa é a crítica de três dos mais renomados arquitetos do cenário paulistano que participaram do Fórum de Mobilidade Urbana promovido pela Folha, nesta quinta-feira. (São Paulo ainda não é medonha. Mas, sem dúvida, estão querendo transformar São Paulo em uma cidade medonha)

Arquitetos criticam "perversidade" de São Paulo (perversa são as idéias esquerdalhas e anti-carros ecochatas difundidas)

Especialistas defendem redução do uso de carro em São Paulo (podíamos defender a redução do uso de "especialistas")

Se faixa de ônibus não evoluir, cidade sai perdendo, avalia arquiteta (a arquiteta que disse isso podia começar a evoluir a sua aparência - veja a foto dela)

Lerner vê corredores como acerto e diz que Haddad, agora, deve mirar em qualidade (Haddad devia mirar o $%%#$% de Jaime Lerner)

Manifestantes se reúnem na ciclovia do rio Pinheiros contra possível interdição (bagunça, eles estão dentro, claro)."


Incrível tudo isso que está acima, não? Notou o leitor como nenhum desses "especialistas em cidade ou o que seja" lembrou que em Nova York a seleção é natural, não há muitas vagas e os estacionamentos por isso mesmo são caros, o que leva as pessoas a usar o metrô ou o táxi?

Notou também que o transporte de massa por excelência, secular, testado e aprovado, o metrô, só foi mencionado por Márcio Kogan?

Mas aposto que Fernando Haddad está esfregando as mãos de ansiedade pelo próximo exercício de recolhimento do IPVA, do qual ele abocanha metade. Para isso o automóvel particular serve.

Em meio a essa demonização do automóvel, o silêncio da Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é intrigante.

Enquanto se perde tempo discutindo o sexo dos anjos nas questões de "mobilidade urbana", nem uma palavra sobre o caos total que é a engenharia de tráfego da cidade, com suas milhares de lombadas e valetas, controle semafórico totalmente aleatório ( um "marronzinho" da CET me disse isso, fiquei pasmo), suas velocidades máximas ridículas (e querem reduzi-las mais) e atendimento a passo de cágado para desobstrução das ruas por veículos enguiçados ou acidentados. Claro, o culpado é o excesso de veículos, o automóvel particular é o Demônio.

De novo, o que será que fizemos de errado para merecer isso? Para merecer ver nossa cidade (e outras do país) se transformarem numa Havana ou Caracas?

BS



140 comentários :

  1. Segundo Regina Meyer, "cidade compacta" tem maior verticalização, mas explica que ela precisa ser bem projetada para que uso do espaço térreo seja mais eficiente. Ela diz que São Paulo peca nesse aspecto (claro, vamos adensar bem a cidade, para tudo ficar bem caro e o transporte público mais cheio do que está)


    Discordo. Não há mais para onde São Paulo crescer. Quando temos pouco espaço disponível para o crescimento, temos o fenômeno urbano da verticalização. E o que a senhora disse está correto. Você precisa de planejamento. Não há problema nenhum em se ter uma cidade compactada, desde que consiga atender aos requisitos de vida básicos com eficiência (vide Tóquio).

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    1. Anônimo,
      não tem mais espaço mesmo, mas as subprefeituras assinam autorizações para construtoras, que subornam os engenheiros que autorizam obras. Todo mundo que construiu já viu ou ouviu falar disso. Roubalheira na cara dura.
      Mas a prefeitura nada faz, pois quanto mais imóveis por área, mais IPTU arrecadado.
      Percebeu o tamanho da sacanagem ?

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    2. Anônimo 11/10 12:22,
      Comparar qualquer cidade do Brasil com Tóquio é piada de extremo mau gosto. Já fui para lá e é simplesmente impressionante o sistema de transporte público, com trens e metrô em profusão, além de ônibus urbano. Para chegar a um mesmo destino, existem no mínimo duas opções de trajeto diferentes. Mesmo assim, a quantidade de carros é enorme, pois o sistema de transporte público não dá conta da demanda, a quantidade de pessoas é absurda. Porém, tudo funciona na mais perfeita ordem, algo único, não encontrado em qualquer outra cidade do mundo. O pensamento no bem coletivo do povo japonês é ímpar, impressionante mesmo.

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  2. E o cerco se fecha cada vez mais Bob, realmente. Aqui em Belo Horizonte, há um tempo atrás, ouvia se uma tal ideia de rodízio (amplamente defendida pelos taxistas), numa cidade com serviço de táxi mais do que deficiente, metrô praticamente inexistente, e poucos investimentos reais e interessantes em ônibus (a construção do BRT se estende por quase 4 anos agora, com sucessivos adiamentos). Isso sem falar na incompetência do órgão regulador do trânsito, digno de burradas de padrão intergalático, e na famosa indústria da multa. Li uma reportagem não há muito tempo atrás sobre radares de avanço de sinais que multavam no amarelo, e hoje tive uma desagradável surpresa: fui multado por um desses aparelhos no final da travessia do cruzamento de uma grande avenida no centro. Eles podem tentar o quanto quiser, mas enquanto não houver condição, não largo o meu carro para entrar no jogo deles. Sigo duro na queda e boa sorte para todos nós, enquanto esses políticos sujos e ineficientes teimam em demonizar cada vez mais o nosso suado e carro caro, adquirido à duras penas.

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    1. Corsário Viajante11/10/13 12:52

      É isso que eles querem. Que vc não largue o carro, mas pague multa, IPVA, tenha que comprar outro por causa do rodízio, pague pedágio urbano.
      Se quisesse que vc não tivesse carro proibiam o carro (como proibem álcool líquido) ou / e melhoravam os ônibus.

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  3. Bob, estive somente uma vez em São Paulo, não é para mim, de fato, mas o observado aí não é muito diferente das outras grandes cidades do Brasil, então vamos aos fatos, trânsito é feito por pessoas e para pessoas, acho louvável a ideia de integrar modais de trânsito, sou um defensor do uso da bicicleta em situações muito específicas, deslocamentos curtos no max 3km é viável em uma cidade que se planeje adequadamente para isso, acho o metrô uma das formas mais eficientes de transporte público de massa, se este respeitar seu usuário, entretanto, como você mesmo diz, demonizar o veículo (seja ele moto ou carro) NUNCA vai ser solução para mobilidade urbana, exemplificar com cidades europeias ou norte americanas como sinônimo de modernidade (maldito complexo de vira-lata), façam-me o favor, analisando friamente, nesse países não se utiliza automóvel no cotidiano das grandes cidades por inviabilidade econômica, como tu citaste NY, as vagas para estacionamento não existem e outras modalidades de trânsito são mais eficientes.
    PS. Pedágio urbano!!!???? vão primeiro criar vergonha na cara e usar os impostos pagos pelos brasileiros de maneira minimamente satisfatória e não para engordar o bolso, desculpe a linguagem chula, mas quem teve esta ideia que vai tomar.....vergonha na cara

    Diego Clivatti

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    1. Corsário Viajante11/10/13 12:54

      O engraçado é que os "exemplos" são sempre seletivos. Falam que as "bikes" são possíveis em SP pq em Amsterdã tem...
      Aì quando é apra falar de pedágio lembram de Londres, mas nunca "lembram" de comparar o tamanho da rede de metrô de londres com a de SP.
      Escolhendo os exemplos, tudo fica fácil!

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    2. Ou então subir pedalando a avenida Rebouças aqui em São Paulo de terno e gravata pra uma reunião importantíssima na av. Paulista. Ah, esses ativistas vão dizer que é ótimo para saúde. Vão tomar no c*.

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    3. Diego
      Pedágio urbano sim, mas desde que a taxa anual de circulação travestida de imposto sobre a propriedade de veículos automotores diminua consideravelmente.

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    4. Hum, Pedágio Urbano, além de controverso, exige uma boa reflexão. Depende da aplicabilidade do dispositivo. Eis aqui um tema que vi nas matérias do seminário da Folha de Ataque aos carros, mas não sei se sou favorável ou contra. Cada cidade tem uma realidade. Depende da área, do preço e o propósito. Poderia ser uma maneira de orientar o tráfego, racionalizar o uso do carro, como dizem. Um amigo meu de Dubai diz que lá não tem IPVA e introduziram pedágios em algumas vias para distribuir o trânsito, com bons resultados. No Brasil pode ser perigoso, pois dificilmente temos contrapartida dos impostos.

      Além do mais, fala-se tanto de Londres: temos que tomar cuidado ao traduzir o pedágio de Londres de libras para reais, pois o valor obtido não retrata a realidade. Um bilhete de metro ida e volta, custa em torno de 6 a 8 libras, ao passo que o pedágio custa 10 libras. Provavelmente, a TFL (Transport for London) calculou o preço com base no valor da condução. Se traduzirmos o valor do pedágio para reais, temos o escorchante valor de R$ 35,00, fora da realidade do custo de vida de São Paulo. Mas claro, já teve especialista sugerindo pedágio em São Paulo de R$35,00 no centro expandido, "igual a Londres". Pois bem. E já que falamos de escorchante e de centro expandido, o rodízio é bem mais injusto - além da multa salgada, perde-se a carteira em poucas desobediências. Algo a se debater.

      Eu vi uma palestra interessante sobre o tema, vale a pena analisar este caso cautelosamente e ver como se aplica em São Paulo. Para quem quiser ver, segue abaixo está em língua inglesa:

      http://www.ted.com/talks/jonas_eliasson_how_to_solve_traffic_jams.html

      Andre.

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  4. Eu moro em Londres e tenho carro. E quero ver quem vai ser o esquerdista que vai me convencer a ficar 20 minutos em pé a -1 grau de temperatura em um ponto à espera de um ônibus. Eles esquecem que a crise da Europa não foi causada pelo capitalismo, mas sim pelo forte movimento socialista dos últimos anos.

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    1. Lorenzo Frigerio11/10/13 13:50

      Morei 6 anos em Londres e nunca precisei ter carro; andar no frio faz parte e existem roupas adequadas para isso. É normal. Ter carro é custoso - gasolina, seguro, MOT, tudo isso é caro para os brasileiros em geral. Houve algumas ocasiões em que saí de férias pelo próprio Reino Unido e aluguei um Metro, mas no geral preferi usar meu dinheiro para viajar a outros lugares.

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    2. Londres parece ser uma excelente cidade. Quem quer ter carro tem, quem não quer não tem. Você só não tem carro porque o metrô daí é de tirar o chapéu. Aqui é diferente.

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    3. Quando eu vou para a praia, estaciono o carro na garagem e o tiro de lá somente para o retorno, porque simplesmente não preciso dele.

      Já em casa a história é outra. Eu saio de carro quantas vezes eu ache necessário e ponto final!

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    4. "... a crise da Europa não foi causada pelo capitalismo, mas sim pelo forte movimento socialista dos últimos anos." Tem lunático para tudo nesse mundo. Aliás, em que mundo você vive e que jornais lê? Esta pérola merece uma reflexão profunda.
      AlemãoS

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  5. Corsário Viajante11/10/13 12:41

    O transporte individual é uma excelente coisa, embora atualmente seja utilizado de forma exagerada.
    Agora, pq é utilizado de forma exagerada ninguém tem coragem de dizer.
    Mais fácil fazer cortina de fumaça para combater o sintoma (engarrafamentos) e não a causa do problema.
    E, lógico, não falta urbanista desempregado para tentar tirar uma casquinha e posar de "visionário".
    Vamos encarar a realidade, o vilão de tudo já foi o tabaco, já foi o café, já foi o ovo frito, agora o grande vilão é o carro.
    O mais engraçado é que, no fundo, estes discursos "alternativos" ou "de esquerda" são os mais elitistas: morar perto do trabalho a ponto de ir de "bike" ou a pé é um luxo enorme em SP. Morar perto das poucas linhas de metrô tbm
    E, algo que ninguém diz, o carro é o herói pois o transporte público está saturado, se todo mundo que anda de carro resolvesse "fazer o certo" e ir de metrô / ônibus o sistema ia implodir. Tanto que o metrô cancelou o projeto das garagens exatamente por este motivo. Mas isso ninguém fala, não é "cool" nem sofisticado, é papo de gente "bitolada" que não frequenta os ambientes descolados da Vila Madalena para tomar chopp.

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  6. Bob;

    A hipocrisia: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/28/haddad-diz-que-nao-usa-transporte-publico-em-sp-por-questao-de-seguranca.htm

    A demagogia (ataca o automóvel no forum de mobilidade rbana e agrada os proprietários com ações como essa): http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/10/11/haddad-anuncia-suspensao-da-inspecao-veicular-em-sp.htm

    Grande Abraço

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  7. É só lembrar que a cada ameaça de desemprego na indústria automobilística, nossa "presidanta", companheira de partido deste senhor prefeito de SP, reduz impostos e estimula o consumo...
    Então, como podem retalhar o automóvel dessa forma se quem está no poder estimula cada vez mais as vendas dele??

    Acho que temos que nos espelhar em grande cidades do mundo... viadutos, passagens subterrâneas... tudo que possa ajudar a desencalhar os engarrafamentos.

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    1. Pois é, mas os prefeitos das principais capitais do país foram a Brasília pedir o fim da redução do IPI dos automóveis, pois a verba que o Governo Federal repassa aos municípios é insuficiente para o investimento em obras para mobilidade urbana. É a história do cobertor curto...

      MD

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  8. E isso ai Bob Sharp
    Senta a Pua nessa PeTralha e Esquerdalha que estão acabando com SP
    Jorjao

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  9. Acho que falta trens de alta velocidade para cidades com raio até 400km de São Paulo. Absurdo não ter mais trens descendo a serra para santos. Ou jundiai, campinas, são José dos campos. Fato: A cidade não comporta mais carros. Criar viadutos é realmente uma agressão a cidade e sua população (só passar embaixo do minhocao na Av. São João e ver a quantidade de zumbis que perambulam por lá. Concordo com muita coisa aí sobre a restrição de carros. Só discordo de uma coisa: Na melhor das hipóteses essa conversa está adiantada no mínimo 40 anos. Quando são Paulo tiver transporte público de qualidade onde se consiga ir para qualquer lugar em tempo razoável podemos voltar a tocar no assunto. Só completando, não utilizo carro durante a semana. Não me conformo em ficar parado no trânsito demorando 30 min para andar um trecho de 1 km enquanto faço o mesmo percurso de moto em 2 min. Não uso ônibus e nem me imagino usando metro em horário de rush.

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    1. Corsário Viajante11/10/13 14:06

      BOm, quando eu morava em SP e minha namorada em Campinas, era engraçado.
      A passagem de ônibus SP-CAmpinas custava uns R$35,00. Para ir de carro, dava uns R$15,00 de pedágio e uns R$15,000 de gasolina chutando alto, num total de 30,00 reais.
      Agora nós dois moramos em Campinas. Quando vamos visitar meus pais em SP, é mais negócio ir de carro e gastar R$30,00 os dois ou pagar R$70,00 mais passagem de ônibus até a rodoviária? Detalhe, carregando mala e bolsa na mão?
      Eu sei que o carro tem um custo operacional que tem que ser somado e etc, mas o fato é que ninguém vai deixar o carro parado na garagem para ir de ônibus nestas condições.

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    2. Quer dizer que o minhocão é o responsável pelos mendigos que estão debaixo dele?

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    3. Luiz AG
      Nem metrô nos aeroportos temos. É ridículo.

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  10. Pegaram um monte de arquitetos para falar de flores! Bastava dois engenheiros para resolver a parada. Um conta a verdade e sobra o outro para mandar eles tomarem naquele lugar.

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    1. Lorenzo Frigerio11/10/13 13:37

      Desde que não sejam engenheiros do tipo do Maluf, que nos legou o Minhocão, e aquele elevado inútil sobre a Pça. 14 Bis, que era tão bonita nos anos 60. Ou os engenheiros responsáveis pelo monotrilho que desfigurou a Av. Roberto Marinho, uma região nobre que agora está parecida com a Av. do Estado, com o Tamanduateí canalizado no meio e aqueles pilares horrorosos do "Fura-Fila" em cima.
      O paulistano não perde uma chance de enfeiar a sua cidade.

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    2. Perneta,
      perfeita sua colocação. E nem precisa ser engenheiro para entender a dinâmica do trânsito. Basta subir em um edifício e observar uma avenida de várias faixas por um tempo, anotando o que se vê para não confundir, e analisar com isenção, sem "raivinha de carro".

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    3. Perneta, você disse tudo. Onde eu assino?

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    4. Concordo com o Lorenzo Frigerio. É uma pena uma cidade como São Paulo ser tão feia em tantos lugares. Isso pra não falar de todos os outros problemas.

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  11. Apesar dos problemas da empresa, me pergunto como as pessoas que utilizam seus serviços, hoje, irão se virar?

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/10/haddad-decide-que-viacao-de-onibus-em-greve-deixara-de-atuar-em-sp.html

    É assim que o prefeito quer que as pessoas deixem o carro em casa??

    Essa aqui também é interessante:

    http://globotv.globo.com/rede-globo/sptv-1a-edicao/v/fernando-haddad-suspende-inspecao-veicular-na-capital/2882020/

    Só quero ver como vai ser a coisa, ano que vem...

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  12. Pois não é... e depois fazem como na Tamoios (SP99)...
    Destroem os pontos de ônibus, impedem a passagem do pedestre (só pode se deslocar de ônibus em um sentido) pois se quiser ir para o sentido contrário tem de de pular os obstáculos de concreto (idosos e deficientes não precisam não é) e ainda me diz em entrevista (presidente do DERSA) no jornal que a prioridade é o pedestre...Sol, chuva, barro, poeira não afetam o pedestre....na visão dos iluminados...
    Previsão de entrega das obras 16 de dezembro, previsão de entrega das obras que interessam a quem depende do transporte coletivo...mais um ano...e depois perguntam porque as pessoas querem carro ou moto...
    Para entornar o caldo ainda me aparecem estes ilumidados neste congresso de mobilidade...PQP...

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  13. Lorenzo Frigerio11/10/13 13:31

    Nosso consolo é que o Menino Malufinho, como todos os prefeitos de SP antes dele, não se elegerá para mais nenhum cargo executivo depois que deixar a PMSP. Somente Covas e Serra escaparam a essa "maldição": o primeiro teve um mandato "biônico" de apenas dois anos e o segundo deu um "golpe" no eleitor paulistano, saltando de paraquedas antes do fim de seu mandato para se candidatar a governador (mas também, agora, nunca mais será eleito para nada).
    O grande problema de SP foi a não construção das vias expressas planejadas por Figueiredo Ferraz, o que foi atribuído à crise do petróleo de 1973. Essas vias expressas teriam permitido atravessar a cidade sem lotar as vias locais, destruindo a vida comunitária dos bairros. A existência de condomínios fechados, se a profa. Raquel não se deu conta, é conseqüência disso. Outro fator de desagregação da vida comunitária e que também levou ao aumento do trânsito foi a explosão imobiliária, essa praga paulistana chamada prédios de apartamentos e de escritórios, que transformam a cidade num "paliteiro", aumentando sua densidade populacional sem que as ruas e avenidas acompanhem. É fato notório que o SECOVI - o sindicato das incorporadoras, construtoras e imobiliárias - faz doações de campanha a todos os partidos que disputam eleições na Cidade (inclusive, o Kassab foi cassado por receber doações ilegais desse órgão via uma organização de fachada, mas um desembargador garantiu a pizza).
    Se pegarmos uma cidade como Londres, lá tem mais de 400 km de metrô e outro tanto de trens urbanos tipo CPTM, e NÃO tem prédios... alguém acha que SP pode sobreviver na base do ônibus e da bicicleta, e, piada das piadas, pedágio urbano?
    Francamente, a minha posição é essa: tem que virar a cidade de pernas pro ar e fazer metrô intensivamente. Se não for metrô, não vale a pena nem tomar conhecimento.

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    1. Corsário Viajante11/10/13 16:18

      Concordo com sua conclusão. E vou além: o metrô deveria ser esforço conjunto federal, estadual e municipal.
      O resto é medida tampão.

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  14. Victor Gomes11/10/13 13:38

    Bob, leia este artigo muito legal sobre teorias de mobilidade urbana a partir de um jogo de simulação de cidades: http://www.oene.com.br/cidade-sem-carros-simcity/

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  15. Lucas dos Santos11/10/13 13:40

    Absurdo comparar as faixas de ônibus implantadas pelo Haddad em São Paulo com as canaletas do BRT implantadas pelo Lerner em Curitiba. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

    No modelo utilizado em Curitiba, os ônibus BRT ficam segregados dos carros, de modo que um não atrapalha o outro. E para cada rua que possui canaleta, há ruas paralelas com três ou mais faixas e sem estacionamento para que o trânsito possa ter espaço para escoar livremente, chamadas de "vias rápidas" - não confundir com as "vias de trânsito rápido" do CTB. A isso se dá o nome de sistema trinário.

    Não é perfeito, já que esse sistema já está apresentando sinais de desgaste e saturação atualmente, mas levou tempo para chegar a essa situação. Quando ele foi implantado nos anos 90, não causou todo esse tumulto que ocorre em São Paulo, justamente porque foi algo bem planejado e não adaptado.

    Para quem tiver tempo e paciência, sugiro que leia esse excelente artigo, que mostra a história da implantação do BRT em Curitiba, e compare com o que está sendo feito hoje em São Paulo: http://www.omnibus.com.br/bisctba.htm

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  16. O maior erro é achar que a esquerda é burra ou inocente com boas intenções. Eles tem um objetivo, são mal intencionados e não tem escrúpulos para impor seus ideais torpes, como já foi demonstrado quando o PT assumiu a Presidência.
    A saída é o Galeão ou os milicos.

    McQueen

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  17. Ao invéz de ridiculariar quem procura alternativas, que tal a turma que defende o carro começar a ofereçer propostas ? pois é ímpossível pensar que da forma como esta, e com a tendenciia do relativo aumento da frota, a coisa pode é piorar ainda mais. precisamos de inteligência e não uma briga aberta....

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    1. Vladimir
      As propostas estão no penúltimo parágrafo do post. Há muito por fazer antes de sair demonizando o automóvel particular.

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    2. Leia então os posts anteriores... já foram dadas inúmeras idéias. Aqui não tem discurso vazio, isso é lá com a turma do Haddad. Alternativas ridículas são ridicularizadas, não tem muito jeito, não é?

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    3. Vladimir, precisamos de inteligencia e não uma briga aberta, mas o que estão fazendo com os motoristas não é algo inteligente, é uma briga aberta, pelo meu e pelo seu dinheiro via "pedágio urbano"...

      abs


      Jegue do Pantano

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    4. Vi nos EUA soluções simples para o trânsito que funcionam de maneira incrível. O problema é o pessoal burro da engenharia de trânsito não sabe nem como se levanta de uma cadeira.

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    5. Corsário Viajante12/10/13 14:19

      Nem sequer sincronizam os faróis...

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  18. Caro Bob,

    Vamos tocar nosso movimento para frente, o jeito.

    Atenciosamente,

    Mibson Lopes Fuly

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    1. Mibson
      Agora complicou, proibidos novos partidos.

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    2. LeandroL64112/10/13 00:14

      Bob, porque não fazemos um movimento, um grupo, uma ONG, ou sei la? Montar um partido é muito complicado e acho que não teríamos resultados. Porque não uma organização para divulgar nossas idéias e botar na cabeça desse povo que o carro não é o grande vilão que eles procuram?
      Vejo tantos exemplos de grupos que conseguem relevância, inclusive os próprios ecochatos, poderíamos fazer algo parecido (porém com um discurso sério e sugestões aplicáveis no mundo real). Eu acho que teríamos mais resultado que conseguir "trocentas" mil assinaturas para ter uma legenda que talvez venha a ser expressiva daqui a muitos anos.

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  19. Caro Bob,

    Vamos tocar nosso movimento para frente, o jeito.

    Atenciosamente,

    Mibson Lopes Fuly

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  20. E eu que achava que tínhamos votado errado pra perfeito aqui em Santos...

    a essa hora deve ter muito paulistano com saudades do Kassab.

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  21. Cambada de vagabundos sem horário a cumprir tomando decisões por trabalhadores de verdade.
    Que morram todos, apodrecidos em vida com doenças incuráveis.
    Não dá para conversar com gente tão burra. Pena o prefeito entrar no papo dessa gente fumadora de maconha e cheiradora de cocaína.

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  22. Toda essa discussão é inerte, descabida e vazia.

    Que exemplos são esses os dados? Alemanha? Nova Iorque? Londres? Cidades com no mínimo 20 ou 30 anos a mais de desenvolvimento que São Paulo? Como comparar isso???

    Eu mesmo desisti de comprar um carro porque depender da Marginal Pinheiros para voltar para casa é proibitivo! A marginal fica parada das 17:00 até as 21:00! O transporte público é precário e escasso. Se um dia o povo paulistano resolvesse fazer um dia de "desobediência pública" e fizesse qualquer uma das alternativas, fossem elas o dia "Ninguém sai de carro hoje" ou "Todo mundo sai de carro hoje", ficaria evidente a precariedade e impraticalidade de qualquer uma das ações. E é fato que seria muito pior se todos decidissem usar o transporte público. Todos sairem de carro, daria praticamente no mesmo.

    O transporte público só será usado de forma maciça quando se tornar interessante. E hoje ele não é! Entre ficar uma hora e meia apertado, em pé, espremido em um ônibus sujo ou trem ultra lotado e passar duas horas, mas sentado, sem ser incomodado, qualquer um opta pela segunda opção. E é o que acontece!

    O transporte público de São Paulo hoje é desumano. Uma demonstração constante e contínua de desrespeito ao usuário. E priorizar esse meio é apenas evidenciar ainda mais o quanto isso beira o crime feito pelos responsáveis por ele.

    Agora, comparar meios de transporte de Londres e Nova Iorque ao de São Paulo é, para se dizer o mínimo, de absoluta falta de inteligência.

    Johann Mallenge

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    1. Mallenge
      Os três adjetivos da primeira linha dizem tudo.

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    2. Corsário Viajante11/10/13 16:21

      Parabéns, matou a questão. Disse lá em cima sobre as "comparações convenientes" sem critério, adoram pinçar exemplos de cidades européias ou americanas para "comprovar" necessidade de pedágio, rodízio, restrições, mas esquecem de pinçar tbm o tamanho da cidade, da malha de metrô, da eficiência dos serviços, etc.

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    3. Apenas para finalizar o que já foi dito as tais capitais mundiais do transporte público sejam européias ou da américa do norte tem seu projeto muito bem definido e totalmente apoiado num transporte de massa qualificado, eficiente e acessível.

      Seu centros de negócios (em sua maioria) são compostos por altos prédios comerciais totalmente sem nenhuma garagem subterrânea (apenas docas para recebimento de entregas), ou seja desde da época dos arranhacéus que o foco foi o transporte público.

      Aqui infelizmente vivemos num país onde político só aparece para ganhar voto seja da maneira que for: inaugurando obra inacabada, inventando uma nova maneira de "entrar para dentro" (que é o caso), fazendo concessões a times de futebol e por aí vai. Nessa onda ainda aparecem os oportunistas de plantão como nessa reunião ai no Tuca, construtoras e empresas transportes público são as maiores doadoras dos partidos.

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  23. Bob, acompanho seus textos desde criança, temos opinião semelhante em muitos assuntos, mas acho que neste texto você foi infeliz. Ridicularizar a aparência de uma jornalista é argumento para alguma discussão?

    Idéias se combatem com outras idéias, e você dispõe de espaço privilegiado para difundir as suas - use-o com serenidade e inteligência, caso contrário, ganhará pecha de radical e dará argumentos extras aos seus opositores.

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    1. O comentário sobre a aparência não foi meu, mas do leitor, que apenas reproduzi.

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    2. Bob, para facilitar que as pessoas saibam que é comentário de terceiro, seria uma boa deixar tudo em itálico e quem sabe em alguma formatação que deixe bem claro isso. Talvez no publicador do Blogspot haja uma forma de deixar o trecho com as falas do cara como uma citação, de maneira a deixar bem claro que é fala de terceiro.

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  24. Olá Bob.

    Em "É nítido o ranço dos alemães que o autor do livro deixa transparecer", eu entendi que o autor do livro é "rançoso" como os alemães. É isso mesmo? Será que ele não tem um ranço "contra" os alemães, ou "aos" alemães?

    É só uma observação linguística, não precisa publicar nos comentários. Se for o caso, altere, se não for desconsidere.

    Att.

    Marco R. A.

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    1. Marco R. A.
      De modo algum, deixar de publicar. Quem escreve erra. Obrigado, já vou corrigir.

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  25. Esses esquerdistas anti automóveis parecem ser um bando de idiotas sem um pingo de embasamento para opinar em como organizar o tráfico de uma cidade.

    Mas na verdade, tamanho são os absurdos que escrevem que eu acredito que não são apenas imbecis, são algo muito pior. São mais alguns dos vários que querem provocar o Marxismo cultural, a segregação social, o desentendimento e briga entre "classes diferentes" . Isto me parece absurdamente óbvio.


    Ora mais, veja bem, essa mulher nem sequer engenheira é, e me perdoem , mas pela fama da USP, e pelo que se lê escrito por essa mulher não me espantaria saber se ela é mais um dos braços de doutrinamento/lavagem cerebral . E esse outro idiota... querendo ligar o automóvel com a imagem de Hitler
    Ora, o que têm a ver ? É mais um truque dos esquerdistas . Clássico deles querer ligar racismo e a imagem de ditadura e Hitler com a direita. Nem precisa falar que isso funciona em uma país como o Brasil. Sabem que sempre haverão mentes imbecis para absorver sua diarreia cerebral. Daqui a pouco vão achar uma passagem na Bíblia demonizando o carro. Realmente os argumentos não andam nada longe disso, e se dizerem que carro é coisa de lúcifer vai ter gente acreditando.Isto agora virou moda, vejam a propaganda da Caloi,tratando os carros, como bichos raivosos

    Ainda tem muitos que dizem ser "ativistas" em defesa das bicicletas e meio ambiente. O problema é que os "ativistas" a que me refiro não são as pessoas de bom senso que realmente querem contribuir para o meio ambiente. Esses ativistas querem a obrigar todos a andar de bicicleta e acreditam que os usuários de carros são seres egoístas e maus. Tais ativistas são em grande parte loucos utópicos e preconceituosos. Enquanto pensam estar salvando o universo, lutando contra redemoinhos , não aceitando a lógica de mobilidade, e desrespeitando muitas vezes as leis de trânsito. São em grande parte mais alguns alienados que contribuem mais para criar conflitos na sociedade.

    A propaganda esquerdista está cada vez mais maior, as intenções de segregar a sociedade estão cada vez mais óbvias, a justiça cada vez mais falha e corrupta e os políticos bandidos cada vez mais intocáveis. Me parece que estamos indo para um caminho sem volta. Por trás da aparente imbecilidade, se escondem coisas muito piores que a aparente ignorância. Analise com muita calma o que recebes da mídia, da tv e dos jornais e preste atenção nos absurdos. Isso tem um motivo.

    Podem achar que sou reacionário mas estou apenas sendo realista.

    Não creio que o comunismo irá se instaurar, não creio nisso pois os poderosos no poder já lucram bastante assim, com um comunismo abrandado e disfarçado de democracia. Onde os que estão no poder querem demonizar a classe média , como se estes fossem responsáveis pelas mazelas sociais. Assim se tornam imbatíveis, pois os mais pobres e sem educação que são a maior parte da população irá votar neles. Enquanto isso, a classe média paga impostos de país de primeiro mundo e é obrigada a usar serviços particulares devido a tamanha ineficiência dos serviços públicos. Até as pessoas pobres quando podem vão para uma clínica particular. E enquanto isso, políticos acumulando riquezas desviadas do governo.

    A ineficiência é absurda. Qualquer obra em cidadezinha custa milhões. Se gasta mais com políticos do que em saúde e educação juntas. E muitos destes políticos tão bem pagos são muitas das vezes incompetentes, quando não corruptos também .

    Nas próximas eleições temos que ter mais atenção, investigar e escolher um bom candidato, já fui do coro que adora falar mal dos políticos mas que não se interessava e procurava entender política e os candidatos. Mas generalizar que todos políticos são ladrões e não se interessar por política é burrice e suicídio.

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  26. Se ficar tbm tudo como está, em 10 anos simplesmente não será possível sair com o carro da garagem, já é absolutamente normal em horário de pico ver "congestionamentos" nos estacionamentos dos prédios comerciais... não precisam abolir o carro, óbvio, mas ficar como está é impossível.

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    1. Em 1968 saiu publicada em Quatro Rodas matéria "São Paulo vai parar". Não parou e nem vai. A cidade é um ser vivo que se ajeita, se acomoda.

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  27. Fico imaginando uma situação: um miserável desempregado que não toma banho porque não tem dinheiro para pagar a conta de água. Aí ele arranja um emprego e pede a ligação da água, mas nisso o encanamento de sua casa está com diversos vazamentos. Para o Haddad e sua turma, a solução seria cortar o fornecimento para conter o vazamento, não é? Inteligência pura!

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    1. Estamos numa época de covardes que preferem condenar as vítimas ao invés de enfrentar o culpados.

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    2. "Tal e qual o marido traído que, ao flagrar a esposa na cama com outro, resolve o problema se livrando..... da cama." Vi isso esses dias no Best Cars.

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    3. "Estamos numa época de covardes que preferem condenar as vítimas ao invés de enfrentar o culpados."

      Essa foi muito boa, camarada!

      Sabe um artigo que está extremamente em falta hoje em dia? "Balls", man! Ou em bom português: culhões!

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  28. Pergunte para essas "antas" (que me perdoe a classe animal) se algum deles costuma dispensar o automóvel para os seus deslocamentos na cidade? Foram ao fórum de que? Ônibus, metro, bicicleta? Aposto que não.. Ah, devem possuir mais de um carro em suas garagens.... Enquanto isso as autoridades providenciam rapidinho carros de LUXO para a frota pública e nós contribuintes (otários) temos que bancar essa pouca vergonha! Já que é para dar o exemplo, deveriam EXTINGUIR as frotas oficiais de automóveis e fornecer bicicletas para esses VAGABUNDOS!!!

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    1. Eduardo,
      ótima idéia. Defensores radicais de bicicletas e transporte coletivo deveriam ser proibidos de utilizar carros. Inclusive ambulâncias e carros funerários, quando chegasse a hora.

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    2. Eu assino embaixo Juvenal!

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    3. Juvenal
      E não chamar a polícia e nem os bombeiros. E nem receber mercadorias em casa.

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    4. "O Fusca foi desenhado por Ferdinand Porsche para levar um casal e três filhos, usar pouco combustível e custar o preço de uma moto"

      E isso não foi genial?

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  29. Senhores Leitores, permitam me mais uma vez expor o meu ponto de vista: Os PeTralhas de plantão, ao concorrerem para o pleito municipal, além das alianças espúrias e contraditórias prometeram ( E não vão cumprir! ) verdadeiras maravilhas inpraticáveis no curto prazo ( que não vão acontecer, é claro! ) Por um motivo muito simples: Não há recursos! Mas, os esquerdopatas seguindo fielmente a cartilha Leninista mentem, e muito, enquanto parece que fazem alguma coisa. O chavão mais usado é a luta de classes ( como se a periferia já não estivesse acostumada ao uso do automóvel, com combustível podre subsidiado pelos patos , sempre a postos também...) Mas, até esta verdade aparecer ( parece que a plebe tem um pouco de dificuldade para entender as coisas... ) O estrago e a tomada de poder pela esquerda estará feita. O que vemos hoje, em todo o território de Pindorama é um cerco predador a todo o sistema constituido, levando de roldão e á bancarrota toda a organização financeira e política da Taba e claro, conforme a escola canhota, culpando todos os que não fazem parte da "revolução" pelas agruras que sobram devido a falta de planejamento e competência dos governos ditos "populares"...A história se repete: Foi assim na revoluçao russa, na revolução chinesa, na revoluçao canbodjana, na revolução cubana e outras tantas com viés esquerdopata...Todas faliram após o consumo voraz das riquezas e o ataque a classe pensante ou esclarecida, com o único intuito de "criar" um inimigo das massas para entrete-la enquanto se apossam das riquezas destes também, mesmo que sejam só as intelectuais...é uma lavagem cerebral em clima de catarse coletiva quase irresistível a tribo ignara e um perigo sem precedentes à taba como nação. Está tudo lá, na história recente deste planeta...Mas a tribo não sabe em quem votou ontem... Então....

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  30. Buscar culpados enquanto o problema não foi resolvido, nada mais é do que mostrar o atestado de incompetência. Acrescento : quando falta competência para resolver os problemas explícitos, passa-se a enaltecer aquilo que está em segundo plano, ou seja - a "demonização".

    Antes que políticos venham atacar o automóvel, eles precisam me responder o porque de se usar petróleo para fabricar óleo Diesel - sendo que o alemão Rudolf Diesel concebeu tal motor para que o progresso pudesse chegar onde não havia petróleo, pois o projeto original sempre foi com o objetivo de utilizar óleo Diesel 100% vegetal.

    Tem ainda a questão do etanol, que pode ser produzido a partir de uma infinidade de vegetais, é renovável, menos poluidor, a projetos de motores com pré aquecimento do combustível onde o veículo consegue uma média de consumo de 20km/l. Porquê não mover toda a frota nacional com álcool, mas um álcool baratinho, lá na casa dos R$ 1.50, e vender a maior parte do nosso petróleo a um valor parecido com o que nós pagamos para importá-lo ?

    Não me venham demonizar o automóvel, comecem por demonizar a vocês mesmos senhores governantes.

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  31. O que falta para São Paulo falta para qualquer cidade pequena do Brasil: planejamento urbano.
    O grande problema é que as cidades não são planejadas por arquitetos e urbanistas - os únicos profissionais com formação universitária para tanto, segundo a lei federal que instituiu o Conselho de Arquitetos e Urbanistas - CAU.
    Quem faz as cidades crescerem desordenadamente são os especuladores de imóveis associados com os políticos que gerem as cidades. Então aprova-se loteamento depois da zona rural, para o poder público levar tudo para lá e valorizar as terras do miolo entre o centro e a periferia, entre outras manhas.
    Por isso as cidades vão se espalhando horizontalmente e ficando custosas para tudo: transporte e saneamento básico principalmente.
    Quando arquitetos defendem o adensamento das cidades, eles estão certos e isso não quer dizer que eles são da esquerda ou direita (aliás tem muito comentário ridículo e preconceituoso em negrito neste post).
    Ter e poder usar o carro é ótimo, mas uma cidade é mais eficiente se as pessoas realmente puderem escolher. É muito mais inteligente morar perto do trabalho e poder chegar até ele caminhando. Também é muito bom contar com uma ampla rede de metrô e deixar o carro para usar no fim de semana.
    Concordo que estão demonizando os carros, mas por favor não demonizem também os arquitetos e urbanistas: eles não são os culpados por nossas cidades serem medonhas.

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    1. Lorenzo Frigerio11/10/13 22:37

      O problema é o seguinte: adensar uma cidade sem que já exista metrô é errado. E tem que haver um limite de adensamento, para que a cidade não se transforme em Bombaim ou Calcutá. Aliás, São Paulo já passou do limite de adensamento há muitos anos. Só que os urbanistas se calam sobre isso. Eles ficam sonhando com bairros de uso misto, com pessoas morando perto do trabalho, como se estivessem em Londres ou Paris, e esquecem que São Paulo é um lugar primitivo, dominado pela corrupção e pela especulação imobiliária, totalmente desprovido de transporte de massa. O resultado do adensamento sem limites e da inexistência de transporte de massas de qualidade gera o trânsito. Sendo que, tal e qual, inexistem vias expressas que permitam separar o trânsito expresso das vias locais; os bairros e a vida comunitária resultam destruídos pelo trânsito de passagem. As pessoas se refugiam em condomínios fora da cidade. Acontece que, ao contrário dos países civilizados, em que é proibido construir à beira das estradas, no Brasil se faz exatamente isso. A mancha urbana se espalha, como um câncer, levando consigo a especulação imobiliária. Torna-se impossível pegar o carro e deixá-lo num estacionamento barato junto a uma estação de trem ou metrô periférica, fazendo o resto do percurso sobre trilhos, porque a especulação imobiliária significa que das duas uma, o custo da estadia diária será estratosférico ou não haverá estacionamento porque o proprietário do terreno preferiu vendê-lo para uma incorporadora construir um prédio. Então, o que ocorre é um espraiamento perverso que não barateia em nada a vida das pessoas. Basicamente, São Paulo se tornou uma abominação urbana que chegou a seus limites e está exportando a metástase imobiliária para os municípios vizinhos; só resta fugir dela mais, e mais e mais pois isso não terá fim nunca.

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    2. Caro Lorenzo, realmente São Paulo está numa encruzilhada. O que não pode acontecer são as cidades menores copiarem o seu modelo. Moro numa cidade pequena que já tem engarrafamentos diários, por exemplo.
      Infelizmente o Rodoanel, que parecia ser uma grande solução para o problema do transporte em São Paulo, na verdade acelerou ainda mais o crescimento desordenado, com incontáveis empreendimentos salpicando no seu percurso.
      Devemos cuidar do interior. É preciso haver uma política pública, de fato, para orientar o crescimento das cidades, pois o Ministério das Cidades sequer é ocupado por um urbanista.
      Em média se adotarmos o gabarito de seis andares, com ruas de 14 metros de largura e calçadas com largura mínima de 3 metros, teremos cidades razoavelmente adensadas sem serem sufocantes.
      Outro erro muito comum em qualquer cidade é criar ciclovias e vias de pedestres atreladas a vias para automóveis, compartilhando com faixas para ônibus e motos. Estas malhas não deveriam ser coincidentes, mas complementares.
      Na minha cidade fizeram uma ciclovia encravada no canteiro central de uma avenida com porte de rodovia. É simplesmente impossível andar de bicicleta ali, com o alto ruído dos caminhões e gente caminhando do seu lado. E o pior de tudo: é muito inseguro.
      Um dos problemas do Brasil é que o urbanismo não é discutido em mesas de bar, feito futebol ou automobilismo.

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  32. Bob Sharp, é óbvio que o transporte de massas por excelência é o metrô, mas em SP os trens são administrados por consessionárias do estado, não do município. Exatos 12 anos atrás estava eu chegando na estação Jabaquara quando me deparo com inúmeras maquetes das novas linhas de metrô e a foto do Alckimim atrás. Pensei comigo: Oh, que maravilha isso aqui vai ser com tantas linhas de metrô, que governador exemplar! 12 anos depois e ainda não estão prontas... 12 anos! O que se fazer? Esperar mais 12 ou investir nos ônibus?

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    1. Em relação ao metrô ser administrado pelo estado e não pelo município, é preciso levar em conta que há planos para que haja linhas integradas ao sistema que atinjam outros municípios. São elas:

      1) Expansão da linha 4 até Taboão da Serra;

      2) Linha Rosa (Lapa-São Bernardo);

      3) Monotrilho do ABC;

      4) Expansão da Linha Verde até Guarulhos;

      5) Monotrilho de Cotia.

      Logo, como se observa, são planos de intermunicipalização incluindo linhas já existentes (em que pese a linha 4 ser administrada pelo consórcio ViaQuatro, ela depende do governo estadual para seguir um plano já concebido no passado e também depende da mediação estado-município para eventuais desapropriações). Quem quiser ver o longo prazo e o que está projetado (claro que pode haver mudanças) que dê uma olhada aqui. Logo, acaba sendo mais negócio manter o metrô e os trens que hoje predominantemente circulam em São Paulo nas mãos do governo estadual justamente por causa das projeções.

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  33. Será que um desses imbecis anda de bicicleta ou de ônibus?

    Não existe “uso irresponsável de carro”. Comprei, paguei caro com muitos impostos embutidos e ando a hora que eu quiser.

    Ontem passei na Av. Jabaquara e vi que na faixa de ônibus estava cheio de carros, pois também Zona Azul. Estão em dúvida qual tipo de safadeza rende mais?

    Sem falar na nova safadeza. O vereador Adilson Amadeu quer pela 5ª vez tentar “emplacar” seu projeto de lei que obriga a emplacar bicicletas, pois disse que estão cometendo muitas irregularidades no trânsito.

    Duas coisas a pensar nessa safadeza:

    1- Querem multar bicicletas;
    2- Ele tem uma empresa enorme de despachantes.


    Precisa dizer algo mais.



    Me lembrou a história do X refletivo que os motociclistas iam ser obrigados a usar na década de 90 e que o vereador que criou, Turco Louco, por coincidência fabricava a porra do X no Brás.

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  34. Ok
    Mas por que coloca a foto do prefeito atual? Esse processo de demonização começou há um bom tempo e não vai parar, mesmo se outro partido assumir a gestão
    E pra não dizerem que defendo o PT (mania de paulista achar que, se ataco X, defendo Y), digo o seguinte: todas essas restrições, aumento do IPTU nas áreas mais centrais, e etc. só contribuem pra expansão horizontal da cidade, cada vez mais perto de nascentes e florestas, desestimulando a população a morar mais pro centro e ir morar longe de escolas, hospitais, compras, lazer, fazendo o governo gastar mais $$ com avenidas que ficarão entupidas de pessoas que vão demorar mais pra chegarem ao trabalho/casa, acarretando uma séria de perdas.
    Eu vi um comentário de um leitor da folha, falando do fim da "faixa amiga", reclamando dos carros não andarem a 30km/h como em Paris. Um total babaca sem noção.
    Esses caras tomam decisões e não avaliam o impacto delas.

    João Paulo

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  35. Que tal uma cidade embaixo de outra cidade?

    Veículos motorizados nas ruas e pedestres e bicicletas em vias subterrâneas?

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  36. Júlio César11/10/13 17:04

    Não moro em SP, mas tirando a demonização do carro que o prefeito e a imprensa ajudam a criar, o que está se fazendo vai ser muito bom para quem realmente gosta de carro e tem condição de manter um.

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  37. Bob, gosto de analisar uma situação colocando os valores máximos e mínimos na equação e avaliar o resultado. Assim sendo, seria interessante que absolutamente todos os proprietários utilizassem seus automóveis em um determinado dia e os mantivessem estacionados em outro. A partir daí, seria fácil para esses pseudo-administradores de trânsito observarem que a solução é extremamente mais complexa do que uma mente puramente polítiqueira possa imaginar. Há sempre de se ter alternativas reais para toda e qualquer situação. Um filósofo já disse que "O caminho do meio é o ideal".

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  38. Sou ciclista, ando de bike todo dia, porém não cicloativista inconseqüente. Uso muito a ciclovia da Av. Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Bem que poderiam fazer mais dessas por aí, sem que atrapalhassem as ruas, tal qual essa citada, tal qual as muitas da cidade de Santos.
    Cicloativista se acha dono das ruas e fica bravinho quando os motoristas reclamam deles trançarem pelo meio dos carros, porém experimente você andar a pé por uma ciclovia e com isso atrapalhar esses cicloativistas. Ficam putíssimos. Ou seja, se acham donos do mundo.
    A prefeitura fica na moita, morta.

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    1. Caro Arnaldo.
      Ultimamente, falta uma coisa que você demonstrou: o mais absoluto bom senso. Sou de Santos, apesar de não morar mais lá, mas realmente, fizeram um trabalho muito bom nesta cidade a termos de ciclovia. Daria para fazer o mesmo em São Paulo em algumas ocasiões. Por exemplo, na Pedroso de Morais. Tem um belo espaço no canteiro central, mas ativam aquela ciclofaixa aos Domingos, vira um inferno. Tinha um restaurante muito bom em Pinheiros ao qual costumava ir às vezes no Domingo. Não vou mais, ao menos neste dia, por causa do nó que fica no trânsito.
      Abraços,
      André.

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    2. Desculpe Anônimo 11/10/13 17:25. Sou de Santos, moro aqui desde que nasci, sou habilitado desde 1972 e o que se vê em Santos é o total despreparo com o trânsito. Não há o mínimo critério para a implantação de ciclovias. Normalmente vão do nada a lugar nenhum. Provas de ciclismo e pedestrianismo são feitas nas avenidas da praia, fazendo com que os moradores e turistas "se virem" no já caótico e desprezado trânsito na cidade, já que há poucos agentes do CET e somente preocupados em multar e recolher automóveis. E reze para que nenhum caminhão ou ônibus encrenque nas ruas, porque o CET não tem guincho para remover esses veículos. Isso numa cidade com porto e grande tráfego de caminhões. E agora vão construir o VLT que corta TODAS as ruas da cidade no sentido Cidade-Praia. Um desperdício total de dinheiro público, já que existem lugares melhores e mais indicados para a construção desse meio de transporte. Os usuários vão descer do mesmo em locais onde já hoje inexiste a quantidade de ônibus necessária para a posterior distribuição. E ainda por cima, há um "construtor" que manda na cidade e vai alterar o trajeto do mesmo, colocando-o no meio de uma avenida de modo a não passar pelos "seus terrenos". Falta bom senso mesmo. Do governo federal, que incentiva a compra de automóveis e não de casa própria, do estadual que fica liberando verbas para obras políticas, e do municipal que promete facilidades, como por exemplo a ligação Santos-Guarujá, que ouço falar desde 1972.

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  39. Um assunto que ninguém aborda é o quanto de gente já está deixando de sair de casa! Essas pessoas tem medo de serem assaltadas, atropeladas ou querem evitar o stress de se incomodar na rua e perder tempo. Poderiam estar estudando, comprando, se divertindo e sendo mais úteis mas acabam desistindo e optam por ficar em casa vendo TV.

    Com certeza o culpado dessa São Paulo tão "terrível" é algo maior e mais importante do que um monte de carros na rua. O governo está se prendendo nessa polêmica para desviar a atenção. Temos que aprender a sair dessa miopia de assuntos pois desse jeito vamos perder sempre o debate.

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  40. Por isso que eu falo, aproveitando ano que vem que tem eleições, e a copa do mundo que vai resolver todos os problemas do pais. Alem das manifestações a gente tem que atacar onde dói mais, no bolso. Deveriamos todos deixar de pagar IPVA, IPTU e o Imposto de Renda, afinal quando contratamos um serviço e não recebemos, deixamos de pagar o mesmo. Então devemos agir da mesma forma com o governo.

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  41. Rafael Ribeiro11/10/13 18:02

    Já que os "especialistas" compararam São paulo com grandes capitais mundiais, vamos comparar alguns aspectos de Londres por exemplo:

    Extensão territorial: ambas próximas de 1,5 milhão km2
    População (em milhões): SP: 11,5 x Londres 8,5
    Metrô: Inauguração (1974 SP x 1863 Londres); Extensão (74km SP x 408km Londres).

    Cada km de metrô em SP tem que suportar 155.000 pessoas. Londres, 20.800. Assim, o metrô de Londres tem 7,5 vezes mais capacidade de transporte que o de SP.

    ANTES de limitar, restringir taxar o uso do automóvel, Londres criou uma alternativa melhor. E isso ANTES MESMO DO AUTOMÓVEL EXISTIR, ainda no século XIX! São Paulo começou mais de 100 anos atrasada...

    Já Xangai inaugurou seu metrô em 1993, e tem hoje 439km de trilhos. 22 km construídos por ano, contra 1,8 km/ano em SP. Quantos KM de metrô foram construídos por Luiza Erundina e Marta Suplicy, as outras prefeitas de esquerda, quando governaram SP?

    Como eu me cansei da forma como as coisas caminham nesse país, politicamente falando, e as perspectivas sob este prisma são ainda mais sombrias, trato de dar condições às minhas filhas para que possam estudar e trabalhar em qualquer lugar do mundo. Que não se limitem a esta pátria apenas, o mundo é muito maior do que esse quintal bagunçado...

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    1. Nota: 1 milhão e ½ de km² é o tamanho do Estado do Amazonas.
      O município de São Paulo tem 1522 km², e um pouco disso (ainda) é vegetação.
      A mancha urbana contínua da Região Metropolitana é estimada em 2.209 km².

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  42. São Paulo não tem problema com muito carro, tem problema com muita gente. Assim como o Rio e outras capitais do país. É uma ideia estupida ter mais de 500 000 pessoas numa mesma região. O que tem que ser feito é acabar com todo e qualquer incentivo para que pessoas e empresas surjam se mudem pra cidades grandes e incentivar a migração para as pequenas. Aumentar absurdamente todos os impostos nas cidades grandes e diminuir absurdamente os impostos nas cidades pequenas. É ridículo criar nossos filhos presos em playgrounds de prédios com tanto verde e espaço nas cidades pequenas.

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  43. Olha.... apesar de ser contra a demonização do carro, ou seja "a favor dessa matéria" tem muitos argumentos bizarros! como por exemplo criticar a aparência da arquiteta (chamar a mulher de feia? estamos na 6ª série por acaso?)

    Somos todos autoentusiastas, mas isso nos torna idiotas? olha, acredito que o Bob Sharp, (ou qualquer outro ser pensante) teria capacidade de refutar os argumentos com dados, fatos e exemplos.

    sinceramente, esse post me fez perceber algo sobre esse blog que até então eu não tinha percebido... o amor utópico por algo impraticável.....

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  44. Mattteus
    Tudo o que está em negrito entre parênteses é comentário do leitor, não texto nosso. Deixei isso bem claro.

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    1. Sim, mas vc aprovou esses comentários ao postar eles no blog, o que tão ruim quanto

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    2. Não aprovei nem desaprovei, apenas reproduzi o que alguém escreveu, não lhe ficou claro?

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    3. Sim, ficou claro, eu devo ter me enganado então, ja que eu imaginei que ao reproduzir o texto de alguém, você precisaria ter lido-o antes.

      Logo menos ira aparecer nesse blog um post defendendo a escravidão, ja que aparentemente os textos não precisam ser aprovado nem desaprovados....

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    4. Para com esse mimimi, Matheus.

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    5. Bob,
      Nem ligue. Se apagar os comentários, te chamarão de censurador e vão querer falar aquela groselha toda sobre sua "apologia à ditadura". Se liberar, falam que estão anuindo com a opinião do comentarista, o que se afastou de forma clara no texto.
      Complicado mesmo é o brilhantismo do ser para não sacar que o último dos objetos com os quais se tece verdadeira crítica é a aparência da dita moça.
      Mas na ânsia de achar ponto para implicar...

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  45. Para mim as coisas se resumem assim:
    O correto era a rede de metrô ser muito maior e existir ferrovia de alta velocidade para as cidades vizinhas, litoral e interior.
    Já que não fazem o que tem que ser feito, ficam tentando inventar paliativos: gambiarras.
    Uma questão simples que se torna complexa devido a ausência do Estado.

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  46. A capital de São Paulo é um câncer: Cresce desordenadamente, para qualquer lado, para qualquer lugar, sufocando tudo tudo o que existe em volta, no meio, provocando o caos por onde ele passa.

    E tal qual o câncer, que tem tem que ir extirpando para ir reduzindo o tamanho, São Paulo s ó tem um único jeito: A desconcentração da capital e a mudan ça de empresas e serviços para o interior. Quem sabe mudar a capital do estado para outra cidade seja um bom começo.

    São Paulo não cabe mais carros, fato inconteste mas o transporte publico está abarrotado. Os onibus circulando cada dia mais cheios, o Metro cada dia mais lotado e o que é pior, no caso do Metro, não tem como desconcentrar as principais estações mais centrais.

    E não é só o transporte: A demanda por água e tratamento de esgoto. A água do municipio está vindo de cada vez mais longe, do sistema cantareira, da região de Atibaia, etc. enfim, São Paulo é uma capital que cresceu de maneira desordenada. A especulação imobiliária a ausência de uma politica de planejamento urbano e a gestão municipal irresponsável há pelo menos 30 anos - independentemente do partido, São Paulo não teve um prefeito comprometido com a cidade, de Jânio Quadros (populista), passando pela Erundina (desmantelou a CMTC e acabou com o sistema de onibus), Paulo Maluf e Celso Pitta (carater e intenções no minimo questionaveis), Marta Suplicy (ápice da incompetencia), José Serra (nunca quis ser prefeito. Só usou o pa ço municipal para saciar sua verdadeira obcessão pela presidencia da republica), Gilberto Kassab (queria mesmo era ganhar projeção nacional. O municipio era um problema secund ário) e agora o Sr. Haddad (cujas intenções ainda não ficaram claras)

    Desse jeito, a melhor solução para o Paulistano são as rodovias e ir embora!

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    1. Qual a capital que cresceu de maneira oredenada? Chamar SP de câncer? Daqui a pouco você vai querer bombardear a cidade... Mudar a capital para o imterior não resolveria a situação, pois isso implica somente na mudança das sedes política a admiistrativa. A cidade tem condições de dar qualidade de vida aos seus moradores, mas precisa de decisões sérias, e não essas aberrações como a demonização do automóvel.

      Se você quer acabar com a cidade, fique no interior mesmo, mas respeite pelo menos quem gosta dela!

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    2. Fabricio/

      Parabéns por acreditar em São Paulo. Pelo jeito você é um daqueles "Paulistanos" nascidos em bairros como Itaim, Jardins, Pinheiros (e Alto de Pinheiros) Vila Madalena que defendem com unhas e dentes a grande capital e o local mais longe que foi foi até o Jardim da Saude para pegar o caminho do mar.

      Se você de fato conhecesse São Paulo, bairros como Jardim Pantanal, Itaquera, Santa Etelvina, Estrada do Sabão, Grajaú, Pedreira, os confins de Interlagos, Jardim Macedonia, Taboão, e realmente tivesse que morar e residir nesses locais, garanto que sua opinião seria um pouquinho diferente.

      Apenas para esclarecer. Moro no interior há 10 anos mas nasci e me criei em São Paulo. E como meu pai era Engenheiro Civil, tive a oportunidade de conhecer locais que até Paulistano duvida que exista.

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    3. Disse tudo! Moro no Vale do Paraíba. Querem levar a água do nosso rio pra abastecer SP. É ou não é pra achar que isso aí é um câncer?

      João Paulo

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    4. Ótima a sua opinião sobre administração pública! A cidade tem problemas sérios? Vamos fugir e deixa-la entregue à sua própria sorte...

      Pra seu governo, eu sou do ABC. Dispenso o julgamento preconceituoso que vc fez sobre mim, tirando conclusões sobre minha pessoa baseada somente em um comentário que eu fiz.

      Desculpe, mas não sou obrigado a compartilhar da sua opinião, sugerindo a covardia de ir para o interior, em vez de lutar politicamente pela melhoria (ou para evitar o caos) em uma cidade que eu gosto.

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    5. Lorenzo Frigerio12/10/13 22:07

      Quem queria mudar a Capital foi o Maluf, em 1978. Ele era governador "biônico", mas já tinha, na época, a fama que tem hoje. É óbvio que, por isso, todos foram contra a idéia. Diziam que a nova capital iria se chamar "JurosAlém". Vocês imaginem que, se naquela época tivessem atrelado a liberação da construção de prédios à construção de novas linhas de metrô para atender a população crescente, não estaria ocorrendo esse colapso atual nos transportes. Mas a especulação imobiliária manda na Prefeitura e a ganância dos políticos às custas da ruína da cidade é insaciável. Uma pontezinha aqui, um tunelzinho lá, uma nova avenida cheia de semáforos acolá, um monotrilho horrendo alhures, e o paulistano acha que seus políticos estão "fazendo". Ora, os políticos não fazem nada que não possa ser inaugurado em seus próprios mandatos, e não inauguram obras iniciadas por políticos de outros partidos! E é por isso que não se faz metrô. O resultado de décadas de negligência e incompetência está aí.

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  47. Legal que o bando de bananas de pijamas que participou desse fórum enche o peito para defender o não uso do carro e opção pelo transporte público, mas não apresentam propostas para ampliação maciça de metrô e trens na capital de SP.

    Eu proponho fazer um dia sem carro MESMO em São Paulo, com TODOS usando o transporte público ou bicicletas, incluindo os nobres representantes do povo e esses sabichões que deram ideias brilhantes no fórum. Helicópteros ficam proibidos de circular nesse dia, pois o foco é justamente usar transporte acessível a qualquer mortal. Quero ver algum desses nós cegos defender que é viável a cidade funcionar sempre assim.

    A propósito, esses sabichões devem fazer sempre uso consciente de seus automóveis, não é? Haja hipocrisia...

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  48. Para mim é também intrigante como uma via como a Avenida Faria Lima, que apresenta um dos piores congestionamentos da cidade no horário de pico e que é atendida apenas por ônibus em transporte publico nao recebeu o suprassumo do transporte urbano que é o corredor. Será que as vias são escolhidas para beneficiar as linhas mais lucrativas de onibus, aumentando o lucro das empresas que financiam as campanhas, ou ainda seria para não deixar "feia" a região da Faria Lima, que vive boom imobiliário extremamente lucrativo para as construtoras? Se é para estragar a cidade, seu Haddad, ao menos seja coerente e tente melhorar as regiões com problema.

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    1. Se você olhar no mapa, notará que dá perfeitamente para fazer um corredor de ônibus que cobrisse todo o eixo urbano Gastão Vidigal/Fonseca Rodrigues/Pedroso de Morais/Faria Lima/Hélio Pellegrino/Inhambu. Parte dele em tese está até pronto (os pontos finais de ônibus no canteiro central da Faria Lima). Logo, seria um corredor que não demandaria tanta mudança viária assim, até porque grande parte do trajeto tem canteiro central largo. E daria até para imaginar uma ligação com um hipotético corredor República do Líbano/Indianópolis.

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    2. Lorenzo Frigerio12/10/13 22:17

      Falando na Faria Lima, tem um erro pior: os túneis da MarTAXA deveriam ser nela, que é mais larga, e não na Cidade Jardim/Rebouças. A MarTAXA destruiu a bela e arborizada av. Cidade Jardim e quem pega o túnel não consegue virar à direita na Marginal Pinheiros (até podia, mas a CET fechou). Inclusive, se os túneis fossem na Faria Lima, os ônibus desse corredor poderiam passar por ele e vencer a série de semáforos a cada 30 metros que existem na seqüência, no sentido av. JK, inclusive os pontos poderiam ser subterrâneos e o túnel terminar só depois do cruzamento com a JK, eliminando uma grande fonte de congestionamento.

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  49. Esse "poste" prefeito, é uma das síndromes de anos de PTnato e Lullanato. O desgoverno e a prevaricação em seu mais alto grau mantida à base de uma população criada como gado votante com bolsas-família e um bem arquitetado plano de deseducação em massa e lavagem cerebral.

    Sou totalmente a favor da priorização do transporte público de massa. O utilizo durante toda a semana para ir de casa ao trabalho mas, SOU TOTAL E IRRESTRITAMENTE CONTRA A DEMONIZAÇÃO DO AUTOMÓVEL.

    O PTralha é um partido que vive eternamente em constante estado de eleição A única função de seus administradores é arquitetar novas formas de se jogar o povo contra ele mesmo para eliminar qualquer tipo de união (claro) que resulte em resultados desfavoráveis ao partidão nas urnas. Então os mesmo não se interessam em cuidar da cidades, dos estados e consequentemente, do Brasil. É um total desserviço que o PTralha presta à cidade. Um verdadeira prefeito CONVIDARIA seus cidadãos à trocar o carro pelo transporte público. Proporia novas ações como ônibus executivos com linhas expressas, bolsões de estacionamentos nos perímetros da cidade com ligação com estes mesmos ônibus; investimento em conjunto com o governo do estado para a ampliação e manutenção do transporte sobre trilhos; melhorias da pavimentação como conserto de vias mal projetadas, troca de obstáculos por lombadas eletrônicas, alargamento de vias arteriais, etc, etc, etc...

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    1. Convidar? Eles não sabem o que é convidar..

      http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2013/10/1356038-haddad-quer-obrigar-secretarios-e-assessores-a-irem-para-trabalho-de-onibus.shtml

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  50. Eu tenho uma ideia para um paliativo, mas que infelizmente dependeria de algo tão real como o papai noel, a boa vontade do governo.
    Por que não conceder isenção de impostos para veiculos novos vendidos abaixo de um certo preço (digamos, 15 mil por exemplo), com dimensões externas menores do que um certo limite (3,3m por exemplo), e consumo de combustivel abaixo de um certo valor?
    Grande parte dos automoveis nas ruas tem somente o motorista dentro. Com a compra de automoveis menores, haveria mais espaço para os carros nas ruas, diminuindo o transito.
    Com certeza a venda de veiculos aumentaria, gerando mais emprego e circulação de dinheiro. So tem vantagens.

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    1. Aeroman,

      Há muito tempo que eu tento convencer as pessoas sobre o que você comentou, mas a grande maioria não pensa assim. Alguns até me ofenderam por pensar assim.

      Todos querem que tudo melhore, mas muitos não admitem mudar nada.

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    2. Tambem ja ouvi destas. Mas o que eu sugeri nao obriga ninguem a ter um minicarro, apenas permite dar uma opção de ter um a um custo baixo. Quem quiser um SUV pode ter.
      Ja me disseram tambem que isso so aumentaria o transito, o que acho que nao faz sentido, ja que voce pode ter um bom carro de 15000. É so comprar um usado.

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  51. Por que o governo não melhora o transporte público antes de incomodar os motoristas com estas propostas ridículas? Se acham que eu vou trocar meu automóvel confortável por uma lata de sardinha superlotada que demora pra passar (e cara, ainda por cima...), estão enganados...

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  52. Veja que interessante. Comentei sobre o problema ainda ontem.
    http://www1.folha.uol.com.br/infograficos/2013/10/78563-area-das-ruas-x-area-dos-veiculos.shtml

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  53. Bob, você acha que os carros tipo keijidōsha não seriam bons pra trafegar urbanamente (não sejam ruins de estrada)? Não sei é efeito tostines (não tem porque ninguém quer, ou ninguem quer porque não tem), mas andei num e achei perfeito para transporte pessoal, e o espaço é ótimo. Se tiver experiênica com algum, nos relate, ok?

    abraço

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    1. Em minha opinião, algo que tivesse o comprimento de um kei e uns 15 cm a mais de largura, de maneira a permitir cinco lugares, estaria perfeito para a maioria das pessoas. Veja que inclusive hoje em dia os fabricantes japoneses têm modelos desse tipo com um porta-malas altamente utilizável quando o banco traseiro está em pé.
      Acrescente-se um motor maior (poderia ser até mesmo um 1.0 tricilíndrico da vida) e temos um carro que também pode ser usado em viagens sem qualquer problema.

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  54. JCO
    Já andei muito no Subaru Vivio e no Daihatsu Cuore anos anos 1990 e eram ótimos, posição de dirigir principalmente. Venderiam aqui bem, tenho certeza. Pena que só seja possível guiar um hoje indo ao Japão.

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    1. Não andei suficientemente num para saber, mas meu único receio seria serem desconfortáveis para nosso piso ondulado, como o Smart e, segundo alguns, o 500.

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  55. Bob: é parte da estratégia comunista desses vermes vermelhos. Primeiro você alimenta o caos (IPI zero, crédito fácil), depois você cria "soluções" que visam reduzir a liberdade e controlar a população. Estamos ferrados. A única saída são os aeroportos internacionais e uma dupla cidadania.

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  56. Quem ainda acha que não são necessárias medidas drásticas e imediatas para facilitar a locomoção nos grandes centros urbanos, e que dentre estas não estão sérias limitações ao uso do automóvel como transporte individual esta errado.
    O fato de ser a situação atual clara consequência de erros passados, não dá o direito a um cidadão, mesmo que este tenha se oposto veementemente ao modelo atual, de considerar que seu direito de ir e vir esta acima dos outros.
    Se todos os que são contra qualquer tipo de restrição ao uso de veículos particulares nos grandes centros, e aqui expressão seu veemente repudio a esta tendência forem, no verdade, deficientes físicos e usam carros especialmente adaptados, eu me desculpo pelas minhas palavras, mas se não for este o caso, por favor, olhem ao seu redor mais uma vz.
    Esta se tornando patética esta defesa do indefensável, transporte individual por veiculo de 4 rodas em grandes centros já era!
    Assinado Acosta,
    Perfeitamente identificado, apartidário, autoentusiasta, motoentusiasta e ciclista quando a distância permite.

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    1. Acosta
      Você está completamente errado, desculpe. Com área que esta cidade tem o automóvel particular é imprescindível. O transporte coletivo jamais poderá dar conta da necessária capilaridade e o transporte individual a sangue (bicicleta) não atende, numa estimativa, a mais que 10% das necessidade de locomoção das pessoas. Antes de ser declarada a "emergência" que você deixa implícita, há que se tomar TODAS as medidas que assegurem o máximo de fluidez, e isso está muito longe de ocorrer por incapacidade, ou ineficácia, ou desinteresse da autoridade de trânsito do município, ou os três fatores somados. Só a rede semafórica não ser totalmente sincronizada e os obstáculos artificiais lombadas e valetas imperarem, é o melhor exemplo disso. Como eu, você já notou que há dias em que o tráfego flui normalmente: é porque não houve acidente e nem veículos enguiçaram. Temos um problema humano dos mais sérios quando se trata de administração e condução do trânsito que faz parecer ser solução o banimento do automóvel particular. Não é por aí.

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  57. Segundo Raquel Rolnik, colunista da Folha, a década de 1990 representou a "busca de segurança" na cidade, com o estímulo de construção de condomínios fechados e shoppings centers. "Esse conceito ainda é dominante e é perverso para a cidade, pois reforça a segregação social, desestimula outras formas de mobilidade e reduz as relações da população com o espaço público". Pede pra ela explicar por que Jilmar Tatto (atual Secretário Municipal de Transportes) e seus irmãos construiram um condomínio particular ilegal no meio do Bolsão de Interlagos (local que não é permitido condomínios) e lá se encastelaram.

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  58. Quer ver como não há mesmo alternativas para o trânsito, senão alguma forma de restrição.
    1 – Se todas as medidas possíveis forem tomadas, como você mesmo colocou mais carros irão para as ruas e caos se restabeleceria em poucos dias.
    Duvida? Vá a garagem do seu prédio amanha mais ou menos as pelas 10h, conte quantos carros ficaram na garagem e quantos saíram levando seus donos ou crianças para colégios etc e quantos ficaram.
    Agora imagine se o transito melhorasse fruto de uma política de incentivo ao transporte individual (ao que parece é o que a maioria aqui gostaria de ver), como estamos no Brasil, pais do eu primeiro, muitos outros que deixaram o carro passariam a utiliza-lo e caos voltava rapidinho.
    Eu diria que seguramente 50% dos carros que ficaram estariam nas ruas.
    2 – Onde mesmo vamos estacionar tanto carro, outra questão que por si só justificaria restrição.
    3 – Finalmente, não pergunte o que o governo de sua cidade, ou de seu país, pode fazer por vc, pergunte o que vc pode fazer por a sua cidade ou seu país.
    Quando entenderem o significado disto, começaremos a ser uma nação não um aglomerado humano.
    Ando de moto (2) e tenho três carros, todos são usados somente 10% do tempo na cidade, os adoro, cada um do seu jeito, eu odeio deixa-los em marcha lenta nos engarrafamentos, um é turbo (Jetta) outro V6 (Captiva) e o terceiro é um Omega GLS 4.1 95, o lugar deles é na estrada!
    Sexta feira passada fui um dos prisioneiros do caos que se estabeleceu no Rio, levei “quatro horas e meia para vir da barra a Niterói saído de lá bem antes do horário do “rush” as 15:00h.
    O que houve? Uma operação policial na avenida Brasil e excesso de carros, estava com o Omega, tinha ido fazer a vistoria que estava atrasada, como o meu xodó sofreu!
    Eu ajudo o transito a fluir, encontrei meu jeito de me transportar, ando de moto, não sou nenhum garotão, vcs também podem achar um meio.
    Saiam da rua! Deixem os ônibus passarem e vcs verão que eles são um meio de transporte utilizável, até que linhas de metro sejam construídas estas sim o transporte urbano de verdade.
    Acosta

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    1. Álvaro,
      Você apenas estão fazendo as presunções que lhe interessam, está mais do que evidente. Quer ver uma delas? Quem tem de ir a algum de carro e sabe que não tem onde estacionar, acaba usando outro meio de transporte. Isso faz parte de conceito de que a cidade é viva, ela se acomoda. É exatamente o que acontece, por exemplo, em Nova York, onde é tão difícil estacionar que muitos nem carro tem. Não é preciso fazer a alegria dos que demonizam automóvel — time a que você certamente pertence, apesar de ter bons carros — restringindo circulação. E toca a falar bobagem, como "incentivo ao transporte individual". Quem prega isso aqui? Apenas sou visceralmente contra proibições e restrições. E odeia deixar seus carros em marcha-lenta por odiar, porque os sistemas de arrefecimento de hoje são totalmente insensíveis a essa condição, graças principalmente graças ao advento do ventilador elétrico e à evolução das válvulas termostáticas, ambos mantendo a temperatura de funcionamento ideal. E você mesmo disse, uma operação policial ocasionou um trombo na Av. Brasil. Ou seja, obra de uma autoridade policial completamente alienada e burra o engarrafamento-monstro que você enfrentou. E você só pode ser masoquista, preferir os fétidos ônibus a um dos seus carros. E para voltarmos a ser uma nação, só a "saúva" (o partido sem ideário, o PT) saindo de cena.

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    2. Bob) - Você apenas estão fazendo as presunções que lhe interessam, está mais do que evidente. Quer ver uma delas? Quem tem de ir a algum de carro e sabe que não tem onde estacionar, acaba usando outro meio de transporte. Isso faz parte de conceito de que a cidade é viva, ela se acomoda.
      (Álvaro) – Oba um fio de esperança, vc já sabe que é inexorável o carro vai ser banido, como já o foi em muitos lugares.
      (Bob) - Não é preciso fazer a alegria dos que demonizam automóvel — time a que você certamente pertence, apesar de ter bons carros
      (Álvaro) – Não é bem assim, eu só chequei a uma conclusão muito simples, ajudado por Sun Tzu e adaptando um principio dele “A habilidade de alcançar a vitória mudando e adaptando-se de acordo com o inimigo é chamada de genialidade”.
      No meu caso o inimigo é o transito, minha adaptação se chama motocicleta (sempre até com chuva), e meu sucesso se chama ganhar muito tempo.
      (Bob) - E toca a falar bobagem, como "incentivo ao transporte individual".
      (Álvaro) – Bem acho que defender o uso do carro particular (na sua maioria transportando uma pessoa somente) esta incentivando o “transporte individual” do tipo errado, porque motocicleta é isto, transporte individual, mas bem menos “espaçosa”.
      Bob) - Apenas sou visceralmente contra proibições e restrições.
      (Álvaro) – Bob sabe de uma coisa, eu também penso assim, mas sou não tão radical assim.
      Alem do mais ser contra “proibições e restrições” me soa algo antigo demais, da época da “tropicália” similar a “é proibido proibir”, e eu não sou fã do Caetano Veloso, nem um pouco.
      Algumas proibições são mesmo necessárias e uma delas é esta, deixem seus carros em casa, curtam eles na estrada é muito melhor.
      (Bob) - E odeia deixar seus carros em marcha-lenta por odiar, porque os sistemas de arrefecimento de hoje são totalmente insensíveis a essa condição, graças principalmente graças ao advento do ventilador elétrico e à evolução das válvulas termostáticas, ambos mantendo a temperatura de funcionamento ideal.
      (Álvaro) – Sim, mas não exagere, carga baixa constante ainda é um veneno para qualquer motor, o para e anda ainda é considerado uso severo.
      (Bob) - E você mesmo disse, uma operação policial ocasionou um trombo na Av. Brasil. Ou seja, obra de uma autoridade policial completamente alienada e burra o engarrafamento-monstro que você enfrentou.
      (Álvaro) – Para vc ver que estamos no limite, em uma cidade tão grande uma operação policial na Av. Brasil perto da Fazenda Botafogo, terminou por parar a cidade inteira é uma prova e tanto de que a coisa tá no limite.
      (Bob) - E você só pode ser masoquista, preferir os fétidos ônibus a um dos seus carros. E para voltarmos a ser uma nação, só a "saúva" (o partido sem ideário, o PT) saindo de cena.
      (Álvaro) – Ando de moto e tem dia que ando de bicicleta, sábado é o dia da bicicleta (bike é mesmo coisa de minoria sexualmente equivocada).
      Quanto aos meus carros, obrigado, o Jetta é ótimo, o Omega ainda agrada e tem tração traseira (odoro a frase de um de vcs que diz que foi ai que deus mandou botar a tração), mas quanto a Captiva, que porcaria, bom motor, mas o resto do carro é triste.
      Alias eu não sei para que serve um Crossover, mas minha mulher adora!

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    3. Pensamento limitado, achar que a solução é RESTRINGIR Como já repetiram milhares de vezes aqui, nos EUA tem bem mais carros e não tem os mesmos problemas. Por que será? Falta INVESTIMENTO aqui, em metro, trem, onibus e por que não em obras viárias?

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    4. Sr. Alvaro Costa: pode tirar o seu cabalinho da chuvia se piensa que o carro vai a ser banido. Ha ha ha. Começando pela sua cidade, lugar que para seu despero irao logo a construir uma nova autopista (transolimpica). Nao seja tan apocaliptico.

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    5. Álvaro Costa
      1) Diga as cidades nas quais o automóvel particular foi banido por imposição legal. Salvo Cingapura, não conheço nenhuma.
      2) Andar de moto com chuva? Não há nada mais chato. Digo por ser motociclista também, quando morava no Rio tinha o carro da mulher e a minha moto para o dia-a-dia. Inclusive, podia-se estacionar nas calçadas desde que não incomodasse os pedestres. Vi isso recentemente em Genebra. Agora é proibido, tirando grande parte da utilidade da moto. Não sei como é aí, mas aqui em São Paulo motos não podem estacionar onde carros estacionam..
      3) Defender e incentivar são atos completamente diferentes, não acha?
      4) Proibição de usar o carro, obrigando a deixá-lo em casa ser necessária, carece de fundamento técnico e sobretudo de bom senso.
      5) Marcha-lenta ser considerado uso severo é atavismo, do tempo que não havia ventilação suficiente do radiador nessa condição, com tendência ao superaquecimento, e os carburadores costumavam percolar (gotejar), enriquecendo a mistura de marcha-lenta com todos os seus malefícios, inclusive e principalmente diluindo o óleo. Nada há mais saudável para o motor do que funcionar sem carga, com esforços internos praticamente nulos. Veja se óleo superaquece em marcha-lenta.
      6) Responda: nosso sangue está no limite? Ele preenche rigorosamente todos os vasos sangüineos e a circulação é perfeita e ininterrupta – menos quando ocorre um trombo, quando se forma um coágulo. É por isso que autoridade policial responsável não age de maneira policialesca, causando trombos como esse da Fazenda Botafogo.
      7) Também não sei para que serve um crossover, que aqui no AE passei a chamá-los de perua alta; idem os SUVs, monstros simplesmente inservíveis aqui, no AE, chamados de suves há algum tempo.
      8) A frase "A tração é nas rodas que Deus quis que fossem as motrizes" é do veterano jornalista automobilístico canadense Jim Kenzie. Li a frase numa matéria que ele escreveu em 1999 sobre o Cadillac Evoq, modelo que não passou da fase conceitual. Era o primeiro carro com motor Northstar V-8 de tração traseira e foi apresentado no Salão de Detroit daquele ano..

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  59. É muito mais fácil colocar a culpa nos carros e em seus motoristas, ao invés de criar políticas reais de melhorias nas vias e transportes públicos. E se o prefeitoo Haddad acha que a utilização do carro é como privatizar a cidade, então que seja, já que nada público realmente funciona, claro que é triste escutarmos isso, ainda mais vindo do prefeito da cidade, Porém mais triste ainda, é ter que pagar o IPVA, e andar em ruas inseguras e cheias de buracos, além claro das sempre indesejáveis lombadas e valetas, que provam que ainda temos muito o que evoluir, enquanto os membros da prefeitura voam de helicóptero por aí. Uma prefeitura vergonhosa, com um comitê incapaz, que só tem idéias ridículas e sem um pingo de fundamento sequer, esse é o mandato Haddad.

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  60. Estamos mesmo vivendo tempos difíceis. Concordo sim que há que se estimular o uso do transporte coletivo, mas a maneira de se fazer isso TEM que ser melhorando a qualidade do mesmo para que atinja níveis mínimos de viabilidade, para que tenha atrativos perante o automóvel particular. Não dá p/ tolerar que o uso de nossos carros seja dificultado, isso é sujo, é nivelar por baixo da pior maneira possível. Pagamos em dia todos os impostos (altíssimos por sinal) relativos à posse deste bem, por que cargas d'água devemos sofrer represálias quando queremos utilizá-lo? Não sei onde vamos parar desse jeito, mas uma coisa eu garanto, na garagem meu carro não fica!

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  61. velho rabujento14/10/13 14:13

    Tô só esperando o dia abençoado em que todos estarão acordando as duas da manhã, após bem dormida noite de três horas de sono, mais ou menos o que vai sobrar para dormir entre o ir e vir do trabalho, de coletivo ou bicicleta, já que metrô é pouco e ruim e carro foi banido da cidade; quero ver operário chegando estourado e atrasado ao trabalho, executivo de paletó pedalando sua "bike" (ô nomezinho fresco), devidamente suado e fedorento, para comandar empresas que não terão mais nenhum compromisso com prazos (impossível atingí-los com pessoas que só chegam atrasadas, quando chegam); e a economia da locomotiva da Nação descendo pelo ralo, quando então vai sobrar muito espaço para bicicletas e afins; imbecis ativistas do caos urbano, pensem racionalmente sua cidade, pensem com inteligência, integrem os varios meios de transporte, criem condições adequadas para o uso das vias, pensem em todos e não apenas no ativismo politico idiota; e antes que me esqueça, vão se ferrar, porque por mais que queiram e estribuchem, esperneiem e gritem, não vão conseguir acabar com o automóvel.

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  62. HADDAD é o 'PREPOSTE' DO MOLUSCO. Mistura de poste com preposto, com um tiquinho de prefeito só para usar como título...

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  63. O Brasil tem em média 23 hab/km². Todos os exemplos que eles utilizam são de locais densamente povoados, como a inglaterra, em que a densidade é de 229 hab/km². A europa como um todo é densamente povoada, o que acaba possibilitando o transporte público/compartilhado facilmente já que o custo se divide entre muito mais utilizadores.

    Penso que o carro é fundamental em países como o Brasil, no qual devíamos utilizar conceitos do modelo americano e expandir em vez de concentrar (modelo europeu), afinal os europeus não expandem pois não tem área para tal, coisa que sobra no Brasil e ajudaria a reduzir problemas de concentração de renda (basta ver que 70% do mercado de luxo do país está em São Paulo (o resto em algumas capitais e sul/sudeste) enquanto o interior no resto do país normalmente é pobre).

    Já em casos específicos como grandes cidades eu concordo que o trasnporte público deve imperar, no entanto o governo quer que as pessoas sigam comprando carros mas nao os utilizem, e como querem isso? Sem, obviamente, fazer nenhum esforço (investimento) em transporte público. Muito simples dizer para a população utilizar o transporte público (abandonando o conforto e comodidade do automóvel) sem ter que criar a estrutura para tal. Afinal, é bem fácil andar 15-20km de bicicleta de certo.

    Sem contar que qualquer possibilidade de utilização de intermodais (bicileta + outro) é quase impossível. Aqui em Porto Alegre não posso levar a bicileta comigo no ônibus (única alternativa de t.público), sendo assim para atravessar a cidade são 20-25km pedalando, ou então 10km para ir ao centro, superando relevos em dias quentes (em um final de semana seria até plausível).

    O demônio não é o carro e sim os políticos (a vítima não é o T.Publico e sim a população)!

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    1. Adotar o modelo americano, expandindo ao invés de concentrar, aumentará ainda mais a nossa incapacidade de movimentar-se usando as próprias pernas. Além disto, ao expandir uma cidade para caber mais carros em movimento constante, aumenta-se o tempo de deslocamento de pessoas, diminui-se a acessibilidade e cria-se uma dependência irreversível a um caótico sistema de deslocamento motorizado complexo e de custo elevado.

      A solução ideal seria descentralizar serviços urbanos com o objetivo de reduzir o volume de deslocamento de pessoas, mas isto demanda muito tempo e não rende votos para os políticos.

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    2. Há algum tempo, a palavra bicicleta sempre aparece quando o assunto é mobilidade urbana. Alguns acreditam que ela pode ser uma ótima alternativa para deslocamentos de curta distância, as a maioria entende que sua cidade não está preparada o seu uso. Entretanto poucos percebem que, há 100 anos, cidades como São Paulo não estavam preparadas para o uso do carro, recém inventado.

      Toda cidade muda em função do comportamento de sua população. Essas mudanças podem ou não causar impacto na rotina de seus habitantes. Há algum tempo usava-se carruagens,mas elas foram "demonizadas" após o surgimento do carro. Portanto acredito que um dia o carro atual será substituído por algo melhor, mas vai demorar!

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  64. Eurico Jr.15/10/13 13:38

    Bob jogou uma bomba de hidrogênio nos esquerdopatas alucinados. Sem mais.

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  65. Utilizei “bike” por uns 6 anos no trajeto ao trabalho (em média 16Km/dia) e senti na carne (literalmente) muitas de suas desvantagens: distância, relevo, condições climáticas e de temperatura são fatores que “ditavam” quando eu ia de bike, ou precisaria trocá-la pelo ônibus ou carro. Inúmeras vezes fui de bike e retornei de ônibus devido a chuva, sem falar das outras tantas onde a chuva me pegou no caminho... E hoje, após uma lesão no joelho, tive de abandonar definitivamente a magrela.


    Atualmente prefiro utilizar o transporte coletivo “seletivo”, onde pago um pouco mais mas vou no conforto do ar-condicionado, mantendo o carro para eventualidades ou apenas para voltinhas a noite e finais de semana. Ninguém “impôs” a mim o uso do ônibus, tudo não passou de um caso de ‘seleção natural’ onde a vantagem se mostrou evidente (no meu caso).


    Enfim, o uso do transporte coletivo e da bike devem ser estimulados, mas não impostos; cada um tem sua vantagem e desvantagem. Dependendo da situação, p/ determinado cidadão um ou outro meio pode até mesmo mostrar-se inviável (como eu, onde a bike agora tornou-se inviável; ou algum outro profissional cujo equipamento tenha de ser transportado no porta-malas do carro, impossível de se levar na bike ou no ônibus).


    Sergio

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  66. E esses lias li que o ideal seria manter somente as pistas expressas das marginais com 90 km/h e a 23 de Maio com 70 km/h (que era 80 km/h) e todo resto de São Paulo com 40 km/h.
    Se isso acontecer, eu serei obrigado a me enquadrar, pois moro em São Paulo e vivo numa democracia, onde, infelizmente, a maioria é burra, pois exemplos anteriores do PT metendo a mão no bolso do paulistano já existiam, tanto até, que o apelido da ex-prefeita na ocasião era Martaxa.
    Em aplicações financeiras dizem que rentabilidade passada não garante rentabilidade futuro, mas no caso da prefeitura, pelo jeito, safadeza passada do PT, garante safadeza futura sim.
    Aliás, o PT quer também aumentar estratosfericamente o IPTU da cidade.
    Não me conforme, todos os prefeitos são ruins em São Paulo, independente do partido, mas na prática de “meter a mão no bolso” no paulistano o PT é mestre. Então por que que colocam o PT de novo no poder. Se esqueceram da Marta? Não é possível tanta ignorância. Ou algum eleitor do PT viu mudanças para melhor na sua vida. Gostaria que viessem aqui não me atacar, mas de dar exemplos práticos e diretos do que melhorou na própria vida depois que o PT assumiu a prefeitura novamente.

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  67. Nossa... essa história de "quem mora em Nova York, não usa carro" só pode ser coisa de brasileiro jacu. Talvez quem more em Manhattan, (talvez o lugar mais caro do mundo e que concentra tudo) use menos, mas a cidade é gigantesca com vários distritos. Conheço uma americana de 20 anos que já tem seu "Black Camaro" e adora passear por lá. Aliás, grande maioria que trabalha na região metropolitana vem de fora, das cidades dormitório. Basta olhar no Google maps e ver que, em torno de Nova York, principalmente ao norte, tem infinitas cidadezinhas, várias Highway e linhas de trem ligando até a cidade. Ou seja, enquanto lá você pode trabalhar num local desenvolvido e morar afastado com qualidade de vida, aqui é o contrário! Obrigam todo mundo a sair dos bairros/cidades vizinhas, dividir um apto muquifento no centro de SP pra morar o mais próximo possível do trabalho e ir de bicicleta! O interior cada vez mais abandonado, atrasado, a capital cada vez mais inchada de gente e ainda querem pregar esse "Manhattan life style" como se todo mundo tivesse a obrigação de morar a 3km do emprego? Aliás, bicicleta na "terra da garoa" é algo que não faz sentido algum!

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