CORVETTE, FORD, FERRARI, UM SUICÍDIO E O SHELBY PERDIDO



Os anos sessenta foram marcados por duelos épicos nas competições automobilísticas. Entre um dos mais marcantes, e que mais trouxe frutos aos amantes do esporte e de belos carros, foi entre Ferrari e Ford.

O final desta batalha acabou com a Ford finalmente vencendo a Ferrari em seu principal território, as corridas de longa duração de carros esporte. Depois de muito tentar, a Ford conseguiu bater a equipe do cavallino rampante com os lendários GT40, sob o controle de Carroll Shelby.

Antes do sucesso dos GT40, a Ford já vinha brigando a ferro e fogo com o seu nome representado pela equipe do texano Shelby e seus hot rods chamados Cobra. Ao colocar grandes e potentes V-8 americanos nos leves AC Ace ingleses, unindo leveza e força bruta, Shelby conseguiu se igualar em desempenho aos modelos europeus.

Tentativas de superar a Ferrari com os Cobras não faltaram, bons resultados até apareceram, inclusive um quarto lugar em Le Mans com um Cobra 289 equipado com um teto rígido, mas não era o suficiente.

O problema dos Cobras era justamente o teto, ou melhor, a falta dele. O Cobra nasceu como um roadster, de dois lugares, pouco eficiente em velocidade. Para pistas velozes, o perfil aerodinâmico dos Ferraris criava uma enorme vantagem, com velocidades máximas de até 50 km/h maiores. A adoção do teto rígido não foi suficiente para brigar com os 250 GTO.

Ferrari GTO e o Cobra com o teto fixo de compósito de  fibra de vidro, insuficiente para acompanhar o  italiano

Medidas radicais seriam necessárias para reverter esta desvantagem, e uma nova carroceria deveria ser criada. Carroll Shelby não descansaria até vencer Enzo e suas máquinas escarlates que soavam como uma afinada sinfonia, vinda dos belos V-12.

Saindo do Texas e voltando um pouco no tempo, agora nos anos cinqüenta, um jovem californiano, filho de um brilhante engenheiro (um dos criadores dos motores Liberty V-12 usados na aviação e em tanques de guerra), demonstrava seu talento como designer.

Este jovem e promissor talento chamava-se Peter Brock. Já envolvido com mecânica desde pequeno por influência de seu pai, Peter viu que não tinha mais escapatória se tornar um aficionado em carros após ver de perto as corridas em Pebble Beach no começo dos anos cinqüenta. Ele mesmo conta que depois de ver Phil Hill guiando um XK120, sua vida mudou.


Os XK120 em Pebble Beach, 1950, com Phil Hill ao comando do carro n° 2

Logo começou a mexer em carros, Peter comprou um Ford 1946 e fez diversas modificações, incluindo a posterior instalação de um motor Cadillac (um pecado para os mais puristas). O carro era pintado com um simples e curioso esquema de cores, fundo branco com duas listras azuis no centro do carro.

Após algum tempo estudando engenharia, viu que não era de seu agrado, e foi atrás de um curso de design automobilístico. A Art Center School de Los Angeles foi a solução para seu sonho de desenhar carros. Destacou-se bastante como um dos melhores alunos da turma.

Com dificuldades financeiras para terminar seus estudos, recorre ao amigo Chuck Jordan, então um dos responsáveis por encontrar novos talentos para o departamento de design e estilo da General Motors, diretamente com Bill Mitchell. Ao ver o talento que Brock tinha, não teve dúvidas e o levou para a GM.


Peter Brock desenhou o que viria a ser a base para o Corvette Sting Ray

Entre seus trabalhos na GM, logo no começo da carreira, um conceito de um esportivo pequeno com linhas arrojadas chamou a atenção de Bill Mitchell, que após alguns retoques e modificações, viria a se tornar nada menos que o novo Corvette, primeiro em uma versão de corrida (carro criado escondido da diretoria, diretamente com Mitchell) e depois ajustado para ser a primeira geração do Sting Ray, que seria lançado ao público em 1963.

O Conceito Q de Peter Brock

Logo depois do conceito do novo Sting Ray, em 1959, Peter deixou a GM e se envolveu com carros de corrida e oficinas de preparação. E foi numa destas oficinas que Brock conheceu Carroll Shelby, e após algum tempo de convívio em meio aos carros de corrida, recebeu o convite para trabalhar para o texano, inicialmente na sua escola de pilotagem.

Shelby conhecia os talentos de Brock e aproveitou da melhor maneira possível o conhecimento de linhas de carroceria que Peter desenvolvera. Os problemas de aerodinâmica do Cobra convencional poderiam ser solucionados, agora com uma pessoa do ramo diretamente envolvida.

Um chassi acidentado foi onde tudo começou

Utilizando como base um chassi de Cobra que se acidentara em Le Mans em 1963, Brock remodelou o carro completamente. Nova posição de dirigir, mais recuada e mais baixa, linhas mais suaves e menos truncadas como do roadster, foram os pontos principais do trabalho. A nova carroceria cupê veio da cabeça de Brock, sem estudos em túnel de vento nem nada do tipo.

O inicio dos trabalhos, comparação com o Cobra roadster

Com o primeiro carro concluído em 1964, chassis CSX2287, a primeira coisa a se fazer ela colocar o carro em uma reta bem longa e acelerar o possível para ver até onde o carro chegaria. Logo nas primeiras tentativas, o carro alcançou os 300 km/h. Não foi um teste fácil, o carro apresentou problemas de sustentação, o volante ficou muito leve em altas velocidades, algo ainda teria que ser feito.

Por diversos longos dias o carro foi testado, modificado, testado novamente, até que foi dado o OK para seguir com o design e pôr o carro para competir. A traseira, com uma terminação abrupta, deixou até Shelby intrigado, mas se mostrou eficiente. Estudos apontaram que com este tipo de solução era possível conseguir uma eficiência aerodinâmica similar a de um carro “cauda longa”, como eram chamados os modelos com o balanço traseiro estendido.

Modelo usado para construção da primeira carroceria

Construído na fábrica da Califórnia, apenas o primeiro Daytona nasceu em solo americano. Brock construiu o modelo-base em madeira, e como faziam os mestres escultores de obras de arte sobre rodas, martelou chapas de alumínio sobre a madeira para conformar a primeira carroceria funcional.

Chapas de alumínio eram conformadas diretamente no modelo em madeira do carro

Os demais carros foram feitos pela Carrozzeria Grandsport, de Modena, na Itália, por conta da falta de tempo e mão de obra nas dependências de Shelby. Fala-se que os italianos da Grandsport fizeram algumas alterações no desenho original do carro, “para ficar melhor”, com modificações nas linhas do vidro e teto, mas o carro original era de Brock

Depois do primeiro carro, mais seis foram construídos. Como a primeira chance real de vitória do novo projeto foi em Daytona, na corrida de 2.000 km, o Cobra cupê recebeu o apelido de Daytona. Em Le Mans de 1964, o Daytona conseguiu o melhor tempo na classificação, deixando os Ferrari para trás e já enchendo Shelby de orgulho e otimismo. Além dos Cobras, a Ford já tinha em mãos os GT40, mas ainda muito inconsistentes e pouco confiáveis.

Testes de aerodinâmica do carro em Riverside

Ao final da corrida, o melhor Daytona terminou em quarto, atrás de três Ferraris (um 275P e dois 330P, já carros da categoria protótipo). Quarto na qualificação geral, porém em primeiro na sua categoria de GTs, na frente dos arquirrivais, os 250 GTO. Dan Gurney e Bob Bondurant foram os pilotos responsáveis pelo feito. Parte da meta de Carroll estava cumprida, os GTO foram vencidos pelos seus belos hot rods aerodinâmicos.

A criação de Brock e Shelby mostrou-se capaz de desbancar a Ferrari em seu território. Ao final do ano de 1965, os Cobras conquistaram o campeonato mundial de GT, feito marcante por ser um carro americano dominando uma categoria que era dominada pelos carros europeus.

Peter Brock, e sua paixão pelo design e pelo Cobra

Em 1965, o Cobra criado por Brock e Shelby foi levado para as terras sagradas dos desertos de sal de Bonneville, no estado americano de Utah. Com mais de vinte recordes de velocidade estabelecidos, estava mais do que provado o sucesso do carro e a genialidade de seu projetista, um jovem com pouco mais de vinte anos.

O Daytona mostrou-se tão bom que foi levado para Bonneville em 1965

Avançando agora para o ano 2000, os policiais da Califórnia não conseguiam entender o que aconteceu com uma mulher encontrada morta, queimada, perto de uma ponte Fullerton. Sem nenhuma identificação, a única indicação é que, pelos objetos encontrados ao redor do corpo,.ela teria se suicidado com gasolina e fogo. Esse caso policial tem uma ligação direta com a história do Shelby Cobra Daytona, que veremos a seguir.


Voltando aos anos sessenta, os seis Daytonas não teriam mais investimentos e atenção por parte de seus criadores, face às constantes mudanças de regulamento do campeonato mundial e o programa GT40 ter caído nas mãos de Shelby por ordem direta do sr. Ford. Em 1965, o preço de um Corvette zero-quilômetro com o pacote Ram-Jet fuel injection era de aproximadamente US$ 4.500,00, valor pelo qual Shelby vendeu o CSX2287, o primeiro de todos os Daytonas.
Seu primeiro proprietário foi Jim Russell, dono da empresa Russkits, fabricante de slot-cars, os nossos conhecidos autoramas. Jim adaptou o Cobra para andar nas ruas como seu carro de passeio. Como um carro de corrida andando nas ruas é algo um pouco chamativo, nova pintura e oito silenciadores de escapamento foram instalados.
Jim Russell, o primeiro proprietário do Cobra, fabricava miniaturas e autoramas

Pouco tempo depois, o carro foi vendido para o produtor musical Phil Spector, que trabalhou com os Beatles, Tina Turner e até os Ramones. Ele usou o carro publicamente também, mas depois vendeu-o, por ser chamativo demais e dar muitos problemas mecânicos, para o administrador de sua mansão, George Brand. "Vendeu" seria a forma a ser dita na época. Exatamente o que aconteceu ninguém sabe dizer, mas tudo indica que não foi algo amigável, ou lícito, se podemos dizer assim.
Phil Spector e o Daytona, já sem pintura e com silenciadores para andar na rua

Brand precisava de um lugar para guardar o Cobra, e sua filha Donna O'Hara ofereceu um depósito alugado que ela mantinha com o marido. Os anos passaram, George teve problemas de saúde e o carro ficou aos cuidados de Donna, que eventualmente andava com o carro com seu marido. Novamente, um carro de corrida andando nas ruas era dor de cabeça na certa, e então ele voltou definitivamente para o depósito alugado.
Os anos se passaram, Donna separou-se de seu marido e foi trabalhar na famosa loja de departamentos Sears, onde conheceu  Robert Doty. Namoraram por algum tempo, mas não deu certo. Passado algum tempo, Donna propôs a Doty, que apreciava muito e confiava, comprarem uma casa juntos para a dividirem, mas sem nenhuma relação afetiva envolvida.
Cobras em Le Mans
Donna nunca falou sobre o Cobra para seu colega de casa, até que um dia um colecionador seguiu o rastro do Cobra e encontrou Donna, a quem ofereceu US$ 150.000 pelo carro. Mesmo ainda em dívida com a casa, Donna recusou a oferta, a qual Robert pensou se tratar de um Shelby Mustang e não um Cobra, muito menos um Daytona. Diversas ofertas depois desta apareceram, todas recusadas, inclusive do próprio Carroll Shelby.
Donna O'Hara era uma mulher complicada, cheia de segredos pessoais e pessoa de poucas palavras sobre seu passado. Sua vida mergulhou em desgraça lá pelos anos 2000, com o fim de um namoro, problemas sérios no emprego e até mesmo uma questão com Robert Doty, a de ter que deixar a casa em que morava, por conta de um acordo que os dois haviam feito.
Um pouco antes do pior acontecer, Donna recebeu a visita de um amigo de família de longa data, Kurt Goss, que sabia da existência do Cobra, e até mesmo o dirigira. Donna confiou a ele todas suas chaves de casa, cofres e depósitos alugados, inclusive o que abrigou o Cobra por mais de vinte anos.
Carroll Shelby e sua equipe, orgulhosos de sua criação

Em outubro de 2000, aquela mulher encontrada morta pela polícia era ninguém menos que Donna O'Hara, que havia se matado por não suportar mais sua condição de vida cada vez mais triste e sem previsão de salvação.

Ao revirarem muitos documentos deixados por Donna, descobriram que o carro estava legalmente em seu nome, e aparentemente não havia nenhum problema com o antigo dono, Spector, e que ela não havia deixadp de vender o carro por conta de problemas com ele, como imaginado.

Muito perturbada, Donna deixou, entre muitos bilhetes antes de seu suicídio, um dizendo que Kurt Goss deveria encontrar um lugar para que o Cobra pudesse descansar em paz, de preferência ao alcance do público, em um bom museu.
Com todo acompanhamento jurídico e policial, o depósito onde supostamente o Cobra estava guardado foi aberto, e lá estava ele intocado, repousando sobre seus quatro pneus vazios em um descanso profundo de muitos anos.
Quem mais do que depressa entrou na jogada foi a mãe de Donna, Dorothy Brand, que sabia que o carro era valioso e tinha direito legal sobre ele, uma vez que não havia testamento claro sobre o destino no carro. Ela sabia que poderia conseguir milhões com a venda do Cobra, e foi o que ela fez. Garantiu legalmente a posse do depósito com todos os objetos dentro, o Cobra inclusive.
O CSX2287 como foi encontrado no depósito após seus anos de reclusão

O Cobra foi rapidamente vendido para um colecionador, por US$ 3 milhões. Goss ficou sabendo deste boato da venda e foi ver o depósito, vazio. Ficou possesso, acionou os seus advogados, uma vez que tinha em mãos um papel com grafia de Donna dizendo que ele deveria cuidar do carro.
Os tribunais levaram tempo para determinar qual seria a definição e o que sobraria para Goss. Como o carro já tinha trocado de mãos novamente, a decisão dos tribunais, junto à decisão de Dorothy de não prolongar a briga, foi dar uma parte do dinheiro para Goss. O comprador do carro e a firma que permitiu que Dorothy retirasse o carro do depósito também foram condenados a pagar alguns milhares de dólares a Goss, que ficou sem o carro.
Hoje, o primeiro Cobra Daytona, o protótipo, chassis CSX2287, está em um museu na Filadélfia.
Ferrari 250 GTO e o Shelby Cobra Daytona, os grandes rivais

Quem poderia imaginar que tantas figuras diferentes estariam ligadas a apenas um carro, e tantos problemas ele poderia trazer, mesmo estando trancado em um depósito. E foi assim que um dos carros de corrida mais famosos da história ficou desaparecido por anos e ressurgiu em meio a ações e disputas judiciais.

MB


Fotos: Shelby, cobradaytona, Andrew Taylor, Joe Wenker

18 comentários :

  1. Estória incrível !

    Ótimo artigo !



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  2. Esse Barn-Find é uma "treta" policial da pesada!
    Jorjao

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  3. Simplesmente lindo. Faltou dizer que é possível comprar um zero (ou quase isso), graças à sul-africana SuperPerformance. É uma réplica, mas podemos dizer que supera em muito a original, porque o próprio Peter Brock participou do reprojeto. Aumentou a distância entreeixos em 10cm, fez outras modificações para melhorar a habitabilidade, mas sem perder a essencia. Por fim, acabou fazendo uma versão especial "Le Mans", que é simplesmente maravilhosa. A réplica é tão boa que pode entrar para o registro de proprietários de veículos Shelby. A ela você pode colocar qualquer motor e cambio disponíveis para a linha Ford, mas a empresa recomenta um Roush de 400 cui. Meu sonho!

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    1. Imagine andar com um deste da SuperPerformance, com motor moderno, arrefecimento que funciona, etc.. Sonho mesmo!

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  4. Se os carros falassem, nem precisariam ser famosos e raros como este...
    Até mesmo alguma velha Kombi teria interessantes histórias para contar.
    Imagino tudo pelo que ela e seus donos passaram, as alegrias, tristezas, dramas, comédias, etc, etc.
    Seriam novelas fascinantes.

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  5. Caramba, que história incrível!

    Valeu, MB!

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  6. Sensacional história. Renderia fácil um livro ou filme, se é que já não foi feito.
    De se admirar que o Daytona tenha seguido o desejo de O'Hara: ser exibido em um museu, ao alcance do público.

    Já que elas estão envolvidas de alguma forma na história, para quem gosta de miniaturas, fica a dica: http://www.exoto.com/s/1/ProductOverview.aspx?Language=en&CategoryId=158

    Um grande abraço

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    1. Caio, esta miniatura é sensacional, Exoto é fabricante de primeira linha.
      abs

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  7. Milton, muito bom, lembrar desse maravilhoso Daytona Cobra é sempre legal, apesar da tragédia pessoal que envolver o #1. Qdo vc puder fale do Daytona Cobra Coupé II, a evolução da espécie, que se não me engano não chegou a correr, quando surgiu a Ford já estava focada no GT40.
    Abraço, parabéns

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  8. Milton, muito bom, lembrar desse maravilhoso Daytona Cobra é sempre legal, apesar da tragédia pessoal que envolver o #1. Qdo vc puder fale do Daytona Cobra Coupé II, a evolução da espécie, que se não me engano não chegou a correr, quando surgiu a Ford já estava focada no GT40.
    Abraço, parabéns
    M Inglese

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    1. Marco, está na lista já para uma próxima.
      abs

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  9. Olá Milton, muito bom este post. Parabéns pela dedicação em levar a história do automobilismo aos autoentusiastas.

    Interessante lembrar que, ademais do Shelby Daytona, haviam duas variações construídas usando o mesmo chassi e motor: o AC A98 (danificado em 1964, em Le Mans e restaurado posteriormente) e o Willment Coupe, que foi utilizado em corridas até a década de 1970, na África do Sul.

    Quanto às modificações realizadas pela Carrozeria Gransport. Em diversas publicações, é relatada a mudança da linha do teto, realizada à revelia da Shelby America, para deixá-lo "mais harmonioso".

    Em uma foto comparativa, notei que o Shelby Daytona feito pela Gransport tinha uma caída mais suave do teto, o que, segundo relatos da época, causava uma perda de aproximadamente 15 km/h na reta de Mulsanne.

    Houve também, uma evolução do Shelby Daytona Coupé original, o Shelby Daytona 427 Super Coupé, cuja construção foi abandonada na década de 1960 e o carro foi concluído somente no final da década de 1980. Desenvolvido em segredo por Peter Brock, usava o chassi do Cobra 427 ao invés do "FIA" 289.

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  10. Show, história que poucas sabem, e mto interessante para quem realmente gosta. Sucesso.

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  11. Pobre Donna O'Hara... que sua alma descanse em paz.

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  12. História incrível, mas estou me sentindo um idiota. Visitei a Filadélfia ano passado e deixei passar esse museu. Que droga!

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  13. Eu já li que nem todos os Cobra Daytona são iguais(devido a fabricação artesanal da carroceria), inclusive que um dos modelos em LeMans era mais lento por milimetros a mais na inclinação do para brisa. Agora leio que os italianos deram uma mexidinha no desenho original. Será que a questão está aí?

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    1. Exatamente Luis, por conta da "mexidinha" dos italianos o modelo era mais lento.
      abs

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  14. Mudando um pouco de assunto, vou passar uns dias em Lisboa e na Ilha da Madeira e gostaria de saber se há museus de carros antigos por lá e se alguém tem alguma recomendação especial.
    Grato e abraços
    Felipe Stallone

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