CAMPO DE NUDISMO AUTOMOBILÍSTICO

Fotos: autor
Vista do principal cômodo do lugar, a garagem que abriga o acervo do museu

Enquanto muitos colecionadores se dedicam às versões esportivas ou luxuosas, alguns — ainda poucos — focam nos modelos de entrada, ou seja, versões básicas, sem opcionais, sem conforto e até alguns itens que com o passar do tempo julgamos indispensáveis. Quando encontramos uma garagem com um ou outro carro "completinho", mas com a maioria dos veículos em suas versões mais espartanas, estamos certos de que aquele é um campo de nudismo à moda antigomobilista, onde a falta de conforto não diminui em nada o prazer de apreciar máquinas que faz muito autoentusiasta admirar, um carro pelado.

No início deste ano fui visitar um grande amigo, no interior paulista, a cidade fica próxima à capital, mas é um paraíso com poucos habitantes e muito espaço livre. Boas estradas levam até o lugar e ali fica guardada a maior (e melhor) coleção de automóveis antigos populares que conheço. Elementos de sobra que foram o combustível perfeito para aproveitar um sábado.

Dentro do galpão, que é o cômodo principal da construção, ficam abrigados os automóveis, e há também os quartos, a sala e a cozinha, que têm como visão a garagem. Por fora ninguém diz que ali é uma coleção, ou melhor, um museu. Esporadicamente ele fica aberto ao público, mas ainda de maneira tímida, a idéia é que a identidade do proprietário — e sua privacidade — sejam preservadas.

A vista interna de todos os cômodos do prédio tem visão para a garagem.

Dessa vez, não fui com nenhum automóvel antigo, havia feito um trabalho para desentupir os dutos de óleo do motor de nossa Palio Weekend 2001. O veículo em questão é uma daquelas aberrações mecânicas (na minha opinião), afinal uma station wagon 1,0 e ainda por cima 16-válvulas é algo pouco recomendável para uma perua, mesmo assim, para testar a qualidade do serviço coloquei nosso carro de batente na estrada.

Fiat Palio Weekend 2001, um carro que meu pai tirou 0-km e hoje mantemos para as tarefas do dia-a-dia
Fui acompanhado de mais dois amigos, Derec e Marquinho, os dois parceiros de longa data. O primeiro, presidente do Galaxie Clube do Brasil, o segundo, parceiro de aventuras em montagens e desmontagens de automóveis. Em comum, os dois estavam curiosos para conhecer o lugar, a coleção e não dispensam a oportunidade de pegar uma estrada.

Chegando no recinto que abriga a coleção, o amplo salão, é difícil saber qual "brinquedo" deve ser admirado primeiro. Perto de um dos portões de acesso ao edifício garagem uma dupla de Dodge Dart, um de luxo, o outro SE, sigla que é uma abreviação de Special Edition, mas na prática nunca foi uma série especial ou edição limitada, mas sim uma versão "pelada" do "Dojão", mas com uma pegada jovem. Poucos cromados, cores chamativas, interior despojado e para conferir um "ar esportivo" volante de três raios e o câmbio manual de três marchas com alavanca no assoalho (em vez da convencional na coluna de direção).

Pois bem, devido a essa versão "pelada" do "Dojão" e de outros carros desse nível de acabamento, como veremos nessa visita a essa incrível coleção, me ocorreu estar em um campo de nudismo...automobilístico. Entenderam agora? No jornalismo, um título instigante de vez quando até que é salutar...

Logo próximo à porta de acesso, uma dupla de Dodge Dart
Um Dart de Luxo, 1975, com interior bege e um raro opcional, câmbio de quatro marchas no assoalho....
... ao lado um Dart SE, o mais despojado dos "Dojões", o principal tema da coleção é o automóvel espartano.
 Do outro lado do corredor a versão simples do Galaxie, sem o numeral 500 no nome, sem frisos na carroceria, sem calotas grandes nas rodas e sem direção hidráulica. Em vez disso, muitas tampas, as duas mais curiosas são a do rádio e do relógio, que eram opcionais nos Standard e itens de série nas demais versões do grandalhão da Ford.

Aguardando restauração um raro Galaxie 1970, a versão básica do grande Ford
 Dois veículos de 1965 são os verdadeiros carros pelados, um Volkswagen Pé-de-boi e um Renault Teimoso, carros criados na mais total simplicidade para venda em suaves prestações em financiamento longo a juros baixos pela Caixa Econômica Federal. Como os veículos deveriam custar pouco, saíam de fabrica com o mínimo exigido pela legislação de trânsito da época. Luz de sinalização (seta), marcadores de combustível, cromados e até forração interna eram luxos totalmente dispensáveis. Os veículos da coleção são dois exemplares que cumprem a função de modelo para ser seguido nos padrões de restauração, um ponto fortíssimo nesse acervo é a qualidade e detalhamento na restauração.

Fusca Pé-de-Boi, o modelo "pelado" da Volkswagen, note os pára-lamas dianteiros sem os piscas...
...e as borrachas de vidros sem frisos; o veículo também não tem cromados...
... e mesma filosofia é seguida pelo Teimoso, a versão popular do Renault Gordini
Uma curiosidade externa do veículo é a traseira com um único bloco de iluminação, que reúne a traseira e a de freio
 Do quarteto dos populares de 1965 a coleção não contempla — ainda — o Simca Profissional e a Vemaguet Pracinha, que também participavam do mesmo plano de financiamento, mas outros veículos interessantes completam a garagem. A falta dos dois modelos, que um dia chegarão ao recinto é muito bem preenchida com a Vemaguet Caiçara, também uma versão de entrada da perua DKW-Vemag. Aliás, os DKW são uma grande paixão na vida do colecionador.

Entre dois DKW Belcar, uma bela Caiçara, o modelo de entrada da Vemag até 1964
Os DKW-Vemag foram o embrião da coleção: antes de ter automóvel, o "curador do museu" já sonhava com os pequenos motores de três cilindros
 O Belcar preto dessa garagem é, provavelmente é o mais novo do Brasil, um veículo nunca restaurado e com apenas quatro mil quilômetros — sim, isso mesmo, o carro não andou nem 100 quilômetros por ano. Carro muito bem acompanhado do sedã 1964 verde, do modelo alemão com duas portas e teto solar de 1956 e do Candango, o off-road da marca.

O Belcar 1962 preto é provavelmente é o mais novo do país, apenas 4 mil km, carro original — e claro — sem restauração
Já o Belcar 1964, não estava nos cavaletes, óbvio que fomos dar um passeio com o 2-tempos
DKW 1956, modelo alemão, versão que não existiu no Brasil, com duas portas e teto solar
Se o assunto é paixão, os Volkswagen com seus motores arrefecidos a ar também ocupam uma parte considerável da coleção, e enquanto uma Kombi Standard e um Brasília quatro-portas estão em oficinas de restauração, um VW 1600, mais conhecido como "Zé do Caixão", enfeita a garagem. O veículo tem baixíssima quilometragem e é versão luxo, foge da regra dos "populares", mas foi o primeiro automóvel em que o colecionador andou: assim que nasceu, foi trazido da maternidade em um modelo igual.

Volkswagen VW 1600, mais conhecido pelo apelido "Zé do Caixão"
Essa é uma versão luxo, foge um pouco da linha "despojada", mas está na coleção em homenagem à mãe do colecionador
Em uma garagem com tantos modelos interessantes onde a maioria é composta por nacionais, fica difícil acreditar que ainda existam astros maiores na coleção, mas é fato que tem. Esse é um museu dedicado também aos populares da Alemanha Oriental: um belo Wartburg e três Trabants fazem bonito no recinto e mais bonito ainda nas ruas, mas o gostinho de falar sobre passeios nos pequenos carros com motor dois-tempos do regime socialista alemão fica para uma próxima postagem. Afinal de contas, os astros principais do recinto merecem uma publicação só deles. Em breve devo visitar novamente esse lugar mágico, com carro pelados em acessórios e completos em história.

O grande diferenciador do museu são os carros da Alemanha Oriental: o belo Wartburg...
... e o popular Trabant, que mostram um capitulo curioso da história, que retomaremos na próxima visita.

PT





















73 comentários :

  1. Esse é fácil de saber quem é o dono!!!

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    1. Para quem conhece o proprietário, como foi sua preferência o anonimato acho justo e correto preserva-lo, afinal de contas é plenamente compreensível.

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  2. Portuga,
    cada vez gosto mais de carros simples e sem frescuras. Seu post veio em ótima hora. E gostei muito também do que dá para ver da edificação, bem no meu estilo. Gostei demais, demais mesmo.
    Abraço.

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    1. Grande Juvenal Jorge,

      O lugar todo é maravilhoso é o tipo de lugar que é um paraíso a todos que vão. A beleza nota-se por todos os lados, incluindo o prédio e a disposição de tudo que compõem o museu.

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  3. Isso não se faz, Portuga!!! Estou me afogando na própria baba. Um galpão (o prédio em si) como esse é um sonho de qualquer autoentusiasta. O conteúdo então, fez descontrolar a salivação, por dois motivos: a coleção privilegia os nacionais (sou um ardoroso defensor da valorização dos nossos modelos, preservação de sua história e, principalmente, preservação de seus exemplares), e os carros estão de acordo com a minha filosofia para antigos, que é a de que não importa o quão simples seja um carro, se estiver absolutamente bem conservado e original, se torna tão admirável quanto qualquer outro cheio dos cromados e recursos técnicos de segurança e conforto. A simplicidade pode ter um encanto inexplicável. Tipo aquela camponesa simples com vestidinho de chita que a gente ficaria na dúvida se tivesse que escolher entre ela e uma patricinha toda produzida dos Jardins, he, he,he!!!

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    1. Mr. Car,

      Concordo com suas palavras, em gênero, número e grau. Faço minhas às suas palavras.

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    2. Eu prefiro a camponesa e esse Dodjao dourado !
      Jorjao

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  4. Rafael Ribeiro07/10/13 12:55

    Portuga em dose dupla, F-100 no final de semana e Museu na 2a feira!

    Que lugar e que coleção mais espetaculares, parabéns ao proprietário! E que venham novos posts com mais detalhes desses lindos carros do acervo, difícil escolher qual deles é mais interessante. O lema do museu poderia ser "menos é mais"...

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    1. Rafael Ribeiro,

      Pois é, acho que estamos com overdose de Portuga hehehe. Os planos futuros são novas postagens com mais carros e também posts sobre os veículos em separado.

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  5. Portuga, que post interessante.
    Nunca tinha visto alguém que dedicava seu tempo a coleção de versões de entrada dos automóveis. Geralmente, o clichê da coleção fica por conta dos modelos luxuosos ou esportivos. Talvez por serem carros de entrada, estes acabam sem a atenção e cuidado merecidos.
    Em relação ao Teimoso: pelo seu peculiar conjunto ótico traseiro teoricamente ele estaria proibido - assim como alguns Fuscas Pé-de-Boi, que possuíam uma alavanca no lugar da luz de seta - de circular nas ruas atualmente, por não possuir luzes de direção traseira, confere?

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    1. Não, a placa preta existe exatamente para isso.

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    2. Fábio Vicente,

      Sobre todo e qualquer automóvel, ele estando em pleno acordo com sua fabricação e também com a época em que foi fabricado, juntamente com estar devidamente licenciado e documentado pode rodar sem qualquer dor de cabeça.

      Explico: O Código Nacional de Transito diz explicitamente que os veículos devem conservar suas características originais de fábrica, alterar isso implica em ter de atualizar a documentação. O CONTRAM e DENATRAM só criam as portarias e também as regras (vamos assim dizer popularmente) para veículos fabricados a partir de... Portanto automóveis fabricados antes de 1968 não precisam, por exemplo, ter luzes direcionais, retrovisor externo e cinto de segurança. Assim como automóveis fabricados antes de 1981 não precisam ter o "pisca alerta" e automóveis feitos antes de 2001 não precisam ter encosto de cabeça, cintos de três pontos nos bancos traseiros e retrovisor externo do lado direito. Note que cada um desses itens só aparecem como obrigatórios para automóveis fabricados a partir de... Assim como será com Air-Bag e ABS que serão necessários em todos veículos fabricados a partir de 2014.

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    3. Luiz AG,
      independente de ter a placa preta, mesmo com placa cinza, desde que devidamente licenciado um automóvel pode andar com as características originais de fábrica, isso por causa do ano de fabricação e modelo.

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  6. William Kirinus07/10/13 13:15

    Uma garagem destas é o sonho de qualquer admirador de carros antigos, desde os exemplares em perfeita forma à arquitetura do prédio. Parabéns ao proprietário.

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    1. O proprietário realmente é uma pessoa muito zelosa e tudo referente ao colecionador é perfeitamente dentro do que podemos chamar de "referência", incluindo no quesito carater e amizade, o dono disso tudo também é um exemplo de ser humano a ser seguido e, igualmente, admirado.

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  7. Portuga, que post interessante.
    Nunca tinha visto alguém que dedicava seu tempo a coleção de versões de entrada dos automóveis. Geralmente, o clichê da coleção fica por conta dos modelos luxuosos ou esportivos. Talvez por serem carros de entrada, estes acabam sem a atenção e cuidado merecidos.
    Em relação ao Teimoso: pelo seu peculiar conjunto ótico traseiro teoricamente ele estaria proibido - assim como alguns Fuscas Pé-de-Boi, que possuíam uma alavanca no lugar da luz de seta - de circular nas ruas atualmente, por não possuir luzes de direção traseira, confere?

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    1. Opaaa, ahco que a pergunta veio em duplicidade hehe, respondido acima.

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    2. Sim Portuga, duplicou.
      Não sei porque, estou enfrentando problemas quando faço postagens no blogger via iOS. Ele não confirma que o post foi enviado de primeira, mas duplica quando envio a segunda postagem.

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  8. O SE é, talvez, o mais interessante dos Dodges daquela época (tirando, claro, o R/T e meu preferido pessoal, o Gran Sedan com frente mascarada de Charger).

    Um acervo realmente interessante, raramente se vêem coleções com essa temática.

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    1. Leonardo,

      Eu também gosto muito do SE, mas devo confessar que o preferido dos Dojões, na minha opinião, é o Grand Sedan, acho um automóvel maravilhoso de lindo. Também sou fanático por Doginhos.

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    2. Ponham mais um na lista dos que acham o Gran Sedan (e não o R/T), e posteriormente o Le Baron, os mais fantásticos dos dojões.

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    3. Portuga, eu e Mr. Car.

      Já dá pra formar o PGS - Partido Gran Sedan.

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    4. Apoiados, hehe

      Sobre os Le Barons acho os estofamentos deles os mais legais dos automóveis nacionais. Ter um Le Baron automático está entre meus sonhos.

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    5. Meu favorito do período 79 em diante era o Magnum.

      Uma coisa interessante sobre os Dodges: eram os preferidos dos personagens bem de vida nas pornochanchadas... lembro do Jorge Dória dirigindo um Dart sedan vermelho em uma.

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  9. Agora explicou porque quer a Nair Belo com o interior espartano!

    Eduardo Trevisan.

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    1. Eduardo Trevisan,

      Eu admiro muito os automóveis e gosto de preservar nas características originais, quando são os "renegados" de sua época ainda mais. Mas também gosto de alguns veículos com suas características de época. Sei lá... no fundo só sei que gosto de automóvel (risos)

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  10. E ainda há quem reclame dos nossos populares de entrada...

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    1. Paulo Freire,

      Vale lembrar que na época também reclamavam dos modelos de entrada e pelados, por isso Galaxies Standard, Pés-de-boi, Teimosos e outros carrinhos nús perderam suas características espartana e se travestiram com pompas.

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  11. Maravilha de post (ou aula) Portuga ,e que carros fantásticos ,estou de queixo caído ,parabéns .

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    1. Speedster,

      Áh estou longe de ser dingo de dar aula a alguém, prefiro pensar que cada vez que levo a história a diante aprendo um pouco mais. Escrevi dois livros e hoje, com certeza, sei mais do que naquela época em que os escrevi, se fosse faze-los atualmente teriam ainda mais informações, espero que daqui a anos tenham ainda mais. Minha meta não é saber tudo, mas saber um pouco mais a cada dia.

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  12. Puxa, q sonho esta coleção...
    se eu ganhassa na megasena...com certeza faria uma similar...

    obrigado por compartilhar conosco!

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    1. EduSRS,

      Talvez você não precise contar com a sorte de ganhar na loteria, pode ser que com um pouco de procura e um bocado de dedicação, mesmo sem grandes quantias em dinheiro seja possível - aos poucos - realizar seus sonhos. Tenho feito assim, estou longe de atingir meu objetivo, mas cada dia mais perto. Já que não ficarei rico, ao menos, vou tentando acumular os veículos que gosto.

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  13. Será que um dia essa coleção abrigará um valente Mille?

    Abs.

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    1. Jvdacosta,

      Sinceramente não sei se o colecionador almeja ter um Uno Mille, mas com certeza, seria muito digno se a FIAT resolvesse presenteá-lo com um veículo. Assim como seria válido todos os fabricantes gratificar os colecionadores que mantém viva uma história, nem precisaria ser uma doação formal, um simples comodato com um contrato comprometendo a divulgar os veículos seria válido e justo, além de muito honrado.

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    2. Se pelo menos as fábricas olhassem para seus modelos fora de linha como parte da história e não como um estorvo já seria um passo adiante com relação ao que temos hoje...

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  14. Fico pensando o que será dos carros pós 1990 com grande eletronica embarcada!
    Como os autoentusiastas conseguirão manter estes em bom estado.
    Carlos - Arapongas/PR

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    1. Carlos,

      Sinceramente tenho minhas duvidas sobre quanto tempo os circuitos impressos, micro chips e computadores sobreviverão. Acredito que só o tempo responderá essa questão.

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    2. Talvez este não seja um grande problema no futuro. Não o de conservação, pois também acredito que não durem muito, mas a possibilidade de se refabricar tal chip ou circuito com base no projeto original - talvez seja esse o grande trabalho dos futuros antigomobilistas - fabricar novas placas eletrônicas com base no projeto original.

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    3. Anônimo,

      Também acredito que esse seja o desafio dos próximos antigomobilistas, estudar além da mecânica a eletrônica. Particularmente eu tenho dificuldades com a eletrônica, espero que a próxima geração consiga resolver isso e conservar os veículos que fazem a história da "volta das importações".

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    4. Tenho a mesma linha de pensamento do Carlos.

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  15. Post para lá de especial!
    O Portuga vai me xingar, mas gostei mais do prédio do que da coleção. O bom gosto se revela nos detalhes do piso, do forro, das esquadrias. Um verdadeiro santuário para os carros antigos.
    Lugar extremamente interessante, um dia quem sabe eu chego a uma coleção desse nível.

    Gostei do papelão sob os motores "pingadores"!
    Brincadeiras à parte, desconheço motores antigos que não vazem. Será, Portuga, que os cavaletes são mesmo indispensáveis? Eles conseguem desmerecer qualquer coleção. Lembro que o museu da ULBRA não os usava.

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    1. CSS,

      Tudo nos sete mil m² da propriedade é perfeito e bem cuidado, você nem imagina a "ala social" como é de bom gosto. Sobre os cavaletes, realmente eles são a melhor solução quando se usa o carro menos de uma vez por mês, porque ajudam a não deformar os pneus.

      Enquanto se tem 10 ou 15 carros é fácil usa-los todo o mês, quando o número chega na casa dos 20 começa a complicar, a partir daí ter os cavaletes justifica um bocado o trabalho extra e o visual, particularmente a mim não incomodam.

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  16. Isso que é um lugar sagrado mesmo!

    Gostei de além dos carros, ver logo acima dos Vemag a faixa de Peças Genuínas e Serviço Autorizado, são detalhes que enriquecem o ambiente.

    Tenho uma caixinha de alguma peça de um DKW-Vemag que fica em minha mesa, mas nem coragem de gastar com algo de uso(como para colocar canetas) tenho, pois já está bem velhinha.

    Há espaço para tudo que tenha história!

    Abraços
    fcm

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    1. Fcm,

      O lugar é totalmente decorado com motivos ligados ao automóvel e aos veículos que compõem a coleção, um verdadeiro santuário de um apaixonado.

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  17. Para aqueles que tiverem uns trocos sobrando e paciência para esperar os anos passarem, vale considerar a compra da última edição do Fiat "Uno-Pé-de-Boi-Extra-Pelado" Mille, que certamente seria um item bacana de qualquer coleção.

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    1. Jean,

      Concordo com você, mas seria igualmente digno a FIAT doar um automóvel a coleção, mesmo que fosse em sistema de comodato, assim como seria digno todos os fabricantes fazer o mesmo.

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  18. Parabéns Portuga! Grande matéria. Não sou fã dos mais simples mas está tudo muto legal e a matéria ótima.MAC.

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    1. MAC,

      Obrigado, acredito que cada veículo tem seu charme, independente do tipo de acabamento original ao veículo.

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  19. O colecionador da famosa "nudez automobilística" está de parabéns, pois a sua coleção é definitivamente única !
    E torcemos para que ele consiga ter os raros Simca Profissional e Vemag Pracinha em muito breve !
    BTW, o dono dessas jóias é amigo meu há muito tempo, e sempre fico muito feliz em ver que seu acervo só cresce, espero um dia poder arrumar um tempo e ir visitar esse belo "santuário automotivo" !
    Portuga, abração nosso direto do RS !!

    Mário Sumatra Emoção 79 Buzian

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    1. Grande Mário César Buzian,

      Pois venha do sul para Sampa e marcamos de ir lá. Não tenho um Dodge 1979 Marrom Sumatra, mas se você aceitar andar num dos meus humildes Ford azuis será bem vindo para passear e ir conhecer o lugar.

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  20. DKWs, VWs e Wartburg... tá parecendo a coleção do Flavio Gomes

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    1. Pensei nele na hora!
      Mas como não tem nenhum Lada... rsrsrs

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    2. Felipe,

      Realmente parece, mas a coleção não é do colega e amigo Flávio Gomes. Mas sim de um admirador de automóveis antigos que compartilha de muitos dos gostos automobilísticos de outros tantos que admiram a história do automóvel.

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  21. Caro Portuga,

    Comecei a ler só por curiosidade, mas achei muito interessante o museu e gostei muito da matéria.
    Eu tive o privilégio de ter um VW Sedam 1300 1974, praticamente novo e totalmente original.
    O Fusca, ou Fuca para nós aqui do Sul, foi o meu primeiro carro e eu aprendi a dirigir com ele. Comprei do meu pai em 84 com menos de 20.000 km e fiquei com ele durante quatorze anos, sendo neste período o meu único carro. Assim acredito que tenho alguma noção do valor destes carrinhos.
    Parabéns pelo post!

    ABRAÇO.

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    1. Sergio S.

      Eu sei como você se sente, meu Landau 81 foi meu único carro durante 12 anos, era meu automóvel de ir para faculdade, trabalho, balada, viagem... enfim, não tinha outro. Comprei porque gostava, nunca vendi porque amo esse veículo. Assim tomamos gosto pela brincadeira, que vai ficando séria e cada vez mais séria, rss...

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  22. Porra, Portuga... sensacional!!!!
    Adoraria ter a oportunidade de conhecer esse museu!

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    1. Beto,

      Quem sabe um dia a coleção fica aberta a um público maior, mas por enquanto fica para algumas aberturas esporádicas e também aos que frequentam o ciclo de amizade do colecionador.

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  23. Arte que você escolheu um carro adequado para visitar a coleção, principalmente pela motorização (risos).
    Entra no mesmo grupo de aberrações mecânicas criadas por aberrações tributarias.

    Mas valem, sim, e muito, como registro e uma época e como raridades de alto valor histórico. Assim como os selos mais valorizados são aqueles que trazem algum erro ou peculiaridade inusitada na tiragem, e por isso são feitos em pequeno numero, e prontamente desprezados, tornando-se raros.

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    1. Marcos Alvarenga
      Discordo, e do Portuga também. Não tem nada de aberração uma Weekend 1-litro.

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    2. Bob,

      A Palio Weekend se tivesse um motor 1.3 já teria um comportamento melhor, na minha opinião. Para andar na cidade serve, tanto que atualmente usamos para isso. Acredito que se ela fosse oito válvulas (em vez de 16) seria melhor, uma vez que "o torque apareceria antes".

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    3. Bob, por favor, não me leve a mal. Apenas chamei de aberração por ser uma distorção (talvez distorção seja um tempo mais apropriado) da motorização de escolha para um veículo com esse peso e porte, que foi criada por uma "canetada".
      A história dos carros com um litro de deslocamento já foi apresentada aqui em diversas ocasiões, e todos a conhecemos. O brasileiro tem um costume cultural de não levar ao motor a giros elevados, piorando ainda mais a sotuação. Por isso ninguém colocaria um propulsor com essas caracteristicas num carro desses. Isso só foi viabilizado por uma intervenção política. Não seria uma escolha natural da industria automotiva nem dos clientes.
      Todos os carros merecem respeito nesse espaço, e assim os tratarei sempre. E pessoalmente aprecio motores giradores. Abraços,

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    4. Marcos Alvarenga,
      Claro que não levo a mal vindo de você, que faz tempo é considerado um leitor-amigo.

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    5. Obrigado, Bob. O interesse comum nos torna mais próximos a cada dia. E tenho a honra de ter tido você como meu leitor também. Lembra de um texto quelha enviei há uns 2 anos, sobre uma viagem à Europa e as impressões sobre os carros e o transporte na França, além da coleção de Ralph Lauren em exposição? Breve lhe envio outra historia, de outra viagem. Se tiver disponibilidade de ler.

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    6. Marcos,
      Claro que me lembro do texto, 3 de julho de 2011, primeiro só texto e depois outro e-mail alguns dias depois com as fotos. Tenho-os guardados. Pode me mandar a nova história que a lerei com o mesmo prazer que li a primeira.
      Abraço!

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    7. Opa,

      Também quero ler este texto, se me for permitido, é claro!

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    8. À disposição, Portuga. É um prazer ter como leitor um editor do AE. Na verdade, escrevo seguindo a linha editorial do blog, que acho irrepreensível.

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    9. Neste ano troquei o carro da minha esposa por uma Weekend Adventure 1.8. O carro é muito bom em vários sentidos: bom bagageiro, boa tração no asfalto, estiloso e coisa e tal.
      Porém, fui visitar uma tia na roça, cuja chácara possui um aclive onde estacionei o carro num gramado. Na hora de ir embora as rodas dianteiras patinavam na grama e tive que engatar uma ré para subir a ribanceira, até chegar no caminho pavimentado.
      Quem estava num Celta 1.0 subiu pelo mesmo caminho rapidinho, dado que o carro era mais leve e não arrancava feito a Weekend. Foi brochante, mas aprendi mais uma.

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  24. Acho que pra começar no antigomobilismo deve-se partir para as versões mais simples, afinal de contas... O que não tem não quebra, e o processo de garimpo das peças fica um pouco mais simples.

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    1. Beto,
      É uma boa teoria, eu começaria pelos modelos mais simples, porém mais comuns, porque assim em caso de quebra a busca das peças será mais simples.

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  25. Belíssima coleção, com extremo bom gosto para o prédio onde ficam guardadas as preciosidades. Existe algo melhor para um autoentusiasta do que olhar pela janela de qualquer cômodo e poder ver os carros que tanto gosta?

    Também possuo uma certa queda pelos automóveis "pelados", mesmo nos modelos atuais. A maioria das firulas que o pessoal usa como chamariz de vendas mais me espanta que aproxima...

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    1. Road Runner,

      Também acredito que todo o projeto, tanto do foco da coleção quanto o que rodeia foi muitíssimo bem pensado e, no sentido real da palavra, arquitetado.

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  26. Cara, o Zé do caixão está lindo ! Pintura e lataria 100 %...sei que carros muito mexidos, do tipo "Overhaulin" são bacanas, mas um carros todo original de fábrica tem o seu valor...

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  27. Caro Portuga Tavares, hoje, na Revista de Domingo, do Jornal O Globo (RJ), cuja matéria principal (curta, por sinal) é sobre a Kombi, está lá sua participação, com a autoridade de quem escreveu um livro sobre o veículo.

    Quem tiver acesso à revista, vale a pena ler.

    Parabéns, Portuga!

    Abç!

    Leo-RJ

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