PALIO: FELICIDADE, DE UM LUGAR INESPERADO


Em 2001 as coisas não andavam bem comigo. Um sem fim de problemas me assolava, e um deles era o fato de estar sem carro para meu uso diário. Tínhamos em casa um dos últimos Tempra, modelo 99 (comprado novo ao final de 98), mas minha esposa, que trabalhava em vários lugares e levava e buscava nossa filha na creche, tinha o monopólio sobre ele. Me sobrava o maldito transporte coletivo e a escravidão de seus horários fixos, itinerários inflexíveis e companhias indesejáveis. Eu encarei esta situação enquanto não havia outra saída, mas amaldiçoava minha triste situação todo santo dia, ao esperar o ônibus no ponto de manhã. Era um escravo que ansiava pela liberdade.


Aí, consegui um dinheiro. Não era uma fortuna, mas o suficiente para comprar o mais barato carro nacional novo. Sem tempo ou disposição para muita frescura, anunciei em casa que ia comprar um Uno Mille zero, a assim ter um problema a menos na vida. A esposa fez uma careta e me pediu: “ahnnnn, não dá para comprar um Palio? É bem mais bonitinho...”


Mulheres!!!! Contrariado mas sem brigar, prometi a ela que se a grana fosse suficiente, comprava a porcaria do Palio, e saí atrás do carro. Acabei comprando um Palio Young, um dos últimos com o motor “Fiasa”, e que, portanto, por ser um carro descontinuado, estava apenas a 500 reais de distância do Mille Fire. Duas portas, o mais básico entre os básicos, sem nem ao menos retratores nos cintos traseiros. Cinza-chumbo metálico, sem acréscimo de preço.

Procurava apenas um carro, ponto final. Tinha que ser novo porque não queria visitar oficinas, queria rodar. Qual carro não importava, na verdade. Dois anos sem carro me lembraram do que é realmente incrível no automóvel: a liberdade que ele proporciona. Carros são coisas sensacionais, maravilhosas e essenciais para que uma pessoa seja realmente livre. Não deixe que ninguém te diga algo diferente.

No dia que fui buscar o carro, portanto, não esperava nada dele. Carro básico, mobilidade e mais nada. Mas no exato momento que coloquei o bichinho em movimento, senti que tinha recebido bem mais do que pedira.

Aquele pequeno carro era simplesmente sensacional. Percebi isso logo nos primeiros metros, na primeira vez que saí com ele. Como um amigo com o qual percebemos afinidade na primeira conversa, como aquela menina que te desequilibra na primeira vez em que seus olhos se encontram com os dela, eu e o Palio nos demos bem assim que saímos da concessionária, naquele exato momento em que eu acelerei o carrinho para acompanhar o tráfego lá fora, naquele momento único em que levei aquele carro novo pela primeira vez para o mundo de verdade, lá para o meio do trânsito caótico de São Paulo.

Primeiro, era um carro leve. Muito leve, de uma forma que a gente não só sentia na inesperada vontade com que o pequeno motor de um litro puxava o carro, mas também na forma com que mudava de direção. A leveza era um sentimento que permeava a experiência de dirigi-lo, algo sempre presente. Portas grandes, mas finas e levíssimas, com um painel de porta simples, lembravam sempre que se entrava nele que baixo peso (e baixo preço) fora desenhado de propósito. A forma com que a suspensão, firme sem ser dura, trabalhava bem em conjunto com os pneus 155/80 R13 me mostrava também que o carro era leve: pneus e rodas tão pequenos e leves só podiam trabalhar tão bem num carro também leve, sendo a relação entre massa suspensa/massa não suspensa essencial para isso. Nunca tive vontade de colocar pneus maiores no carrinho, como vejo acontecer por aí freqüentemente, pois isso arruinaria o que era para todos os efeitos, um compromisso magnífico entre conforto e estabilidade, com ênfase aqui em estabilidade.

O carrinho nunca colocou uma roda que fosse em um lugar errado, durante todo o tempo em que ficamos juntos, mais de 3 anos. E em autoestrada, a velocidades impublicáveis, nunca falhou em me deixar de queixo caído com a maneira que se mantinha estável e seguro.

Depois, a forma em que aquele motorzinho de um litro injetado subia de giro com vontade e alegria, a forma com que o câmbio de engates precisos e suaves casava com ele, era algo sublime. O trem de força passava a impressão de estar folgado com o pequeno peso do carro, e na verdade o carro todo operava como se tivesse abolido o atrito completamente. Rodava solto, leve, folgado, sem asperezas ou dúvidas. Se você, em marcha-lenta no plano, forçasse a alavanca em direção à primeira marcha sem acionar a embreagem, os sincronizadores empurravam o carro para frente um pouco, e a marcha entrava suavemente. Não é algo recomendável de se fazer (acaba com os sincronizadores), mas neste carro fazia muito, bem como trocar as marchas sem embreagem, porque ele me pedia isso. Sim, eu conversava com ele. Sim, eu tenho problemas...

Este pequeno motor é um dos mais memoráveis que já experimentei. Um exemplo de como dados frios podem nos enganar: o motor não era nem excepcionalmente potente, nem especialmente econômico, apesar de não ser também ruim em nenhum dos casos. Um simples quatro em linha com comando no cabeçote e baixo deslocamento volumétrico, desenhado nos anos 60, mas neste caso, em sua última evolução, trazido ao século 21 por meio da injeção eletrônica multiponto. Um litro, superquadrado, 61cv. Parece, olhando apenas para os dados, algo mediano e sem interesse especial. Mas nada podia estar mais longe da verdade.

Este motor foi o primeiro grande projeto de Aurelio Lampredi na Fiat, e uma de suas obras-primas. Famoso por seu trabalho em exóticos motores na Ferrari, Lampredi veio a Fiat nos anos 60 para atualizar os então cansados e antigos motores da companhia. Ambos os motores que criou, este e o não menos famoso Fiat DOHC (que aqui viemos a conhecer nos primeiros Tempra), duraram por mais de 20 anos, foram a média com pão e manteiga diária da empresa por décadas, e fizeram a Fiat moderna, em termos de propulsor. Um motor de pedigree impecável, portanto, unindo a grande experiência da Fiat em criar motores pequenos, econômicos e principalmente baratos, com todos os intangíveis aspectos que fazem um motor Ferrari ser delicioso, trazidos à Turim diretamente de Maranello, sem escalas, pelo nosso bom amigo Lampredi.

O motor do meu Palio era sensacional; liso e suave, forte o suficiente para entusiasmar no pequeno carro, e um companheiro fiel para dirigir à moda. Toda vez que saía com ele, ele rapidamente entendia meu estado de espírito e acompanhava; se tranqüilo ele falava baixo e se mantinha suave e até torcudo para que esquecesse que estava ali e me perdesse em meus pensamentos; e se estivesse assim inclinado, o bichinho colocava uma faca entre os dentes, e sai de baixo... Não se engane, é possível andar absurdamente rápido com um carro daqueles. Nunca achei que precisava de mais motor, e nada menos que isso seria aceitável; a própria definição de perfeição. Ah, como sinto falta dele...





Existiam defeitos no carro, claro. O principal era o mecanismo de direção, pesado em esforço, não muito comunicativo, nem preciso. O volante também tinha aro demasiadamente grosso, e descascou rapidamente com o tempo. Mas acho que é só o que mudaria no carro. Na verdade, ainda hoje me espanto o quanto de carro pude comprar com tão pouco dinheiro. A confiabilidade era impecável: não me lembro de fazer manutenção alguma nele. Fiquei com o Palio por 3 anos, 4 casas, 2 empregos e 2 estados diferentes da união. Por um período curto, mas intenso, chegou a ser o único carro da família, função que cumpriu com honra. Lembro-me sempre deste carro quando alguém fala mal de “carro mil”, ou como exemplo de como não é necessário ser milionário para ter um carro legal. Às vezes, a felicidade está bem debaixo de nossos olhos e não percebemos, preocupados que estamos em ter sempre mais. Desconfio que se tivesse usado o dinheiro do Palio como entrada de um carro mais caro, não teria sido tão feliz.



Por coincidência ou não, depois do Palio as coisas começaram a melhorar. Troquei de emprego, de casa, de vida, de cidade, e esqueci todos aqueles problemas. Ainda hoje sinto saudades dele, mas mesmo sabendo que existem Milles e Palios novos bem parecidos, prefiro guardar na memória o dia em que saindo da concessionária, acelerei pela primeira vez aquele motorzinho com vontade, e a felicidade que senti vendo a deliciosa reação dele.


Na hora, senti que partia para um novo começo, e quem me levaria era um novo amigo. E foi exatamente o que aconteceu.


MAO

72 comentários :

  1. Paulo Ferreira12/11/10 10:53

    Sensacional MAO! Nada me separa do meu Paliozinho, fiasa 1.0 também, claro.

    Concordo com você em tudo que disse! O único comentário que faço é que ele só copia o meu estado de humor se eu estiver sozinho com ele hehehe. Se põe um pouco mais de peso, que seja uma alma a mais, ele já não gosta muito.

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  2. Tive um como o do MAO, que foi trocado por um Siena Fire 2 anos depois. O Siena Fire realmente empurrava melhor em baixa, encarava uma subidinha aqui perto de casa em segunda marcha melhor que o Palio, mesmo com o peso extra. Mas não tinha metade da alegria em alta. Como o Fiasinha gostava de girar ! A única vez que andei no autódromo de Jacarepaguá foi com esse Paliozinho. Estava em casa, giro alto o tempo todo.

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  3. Palio virou Pálido12/11/10 11:06

    É muito bom ter essa reação emocional com um carro... Eu já tive minhas paixões e tenho as atuais... Fico com o mesmo carro por 10 anos, mas não consigo ficar muito mais de um ano com um carro que não me apaixone!

    Eu me lembro de ter gostado dos antigos Palio 1.6 16v e 1.5 8v, da primeira série. A alguns anos atrás por várias oportunidades tive nas mãos modelos de Palio Fire, alugados, alguns realmente muito novos com menos de 5.000km no hodômetro. Não gostei de nenhum, a impressão é que a Fiat acabou com o carro. Odiava eles e sempre preferia o Celta (outro esquisitinho) quando disponível.

    Mas uma coisa interessante é que eu fazia exatamente o que você fazia com o seu Palio: trocava todas as marchas (menos a primeira) no tempo. Era muito mais fácil, instintivo e suave do que usar a embreagem que era muito pouco comunicativa e exigia concentração para permitir trocas suaves. Trocar no tempo era automático, realmente muito fácil, tanto subindo quanto descendo as marchas!

    De resto, pouco me agrada. Direção desconectada das rodas, hidrovácuo 5x maior do que deveria, ergonomia de caminhoneiro, suspensão mal calibrada, etc. Fiquei com a impressão de que é um carro que não gosta de ser pilotado e muito menos de andar rápido. Exatamente o oposto dos primeiros 1.6 16v, do qual o seu 1.0 Fiasa derivava em quase toda a questão conceitual.

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  4. "Não se engane, é possível andar absurdamente rápido
    com um carro daqueles." Essa aí forçou...sei que é possível andar rápido com carros como esse, mas absurdamente rápido parece forçado demais. De qualquer forma, sou fã dos textos do MAO. Valeu MAO. Boss.

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  5. Parabéns pelo texto.

    Tenho um Corsa Sedan VHC 2003 e sinto a mesma coisa em relação a ele. E quanto a manutenção só o básico, não por desleixo, mas pq não foi preciso mesmo.
    Estou pensando em pegar um Astra zero por 45mil, mas meu coração aperta cada vez que penso em vender o Corsa.

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  6. Tive um Palio EX 1.0 1998 completinho, tenho saudades do carrinho bem espartano no acabamento mas muito gostoso de guiar e só me trouxe alegrias, ainda hj sou fã da linha Palio, mas rodo numa Strada 1.8 que me lembra muito o primeiro fiasa!

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  7. Tenho um 1.6 16v e compartilho desse sentimento. É um carro valente, tem personalidade forte, gosta de surpreender ao dono e aos demais nas arrancadas e nas ultrapassagens por ai.
    É estranho, mas eu entendo quando vc fala que se comunicava com ele. Sinto o mesmo.

    Abs,

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  8. " Portas grandes, mas finas e levíssimas"...
    Isso teve seu custo: A facilidade em se arrombar o carro e levar tudo o que havia de valor ou mesmo o próprio carro! Quanto à durabilidade, tive um Uno Zero, dos primeiros FIRE, e nunca coloquei um tostão que não fosse as trocas de óleo obrigatórias e pneus, já que os originais não duram mais que 32 mil Km...

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  9. Mister Fórmula Finesse12/11/10 11:39

    Quando o MAO escreve sobre seus carros do passado, parece que sua pena é guiada pelos anjos!

    Post soberbo ao decifrar a profundidade de sensações que podemos extrair de carros que supostamente não passam de eletrodomésticos.

    Você fala com seu carro MAO? Eu dou tapinhas em agradecimento no teto do meu depois de algumas traquinagens inspiradas.

    A gênese deste valente motor, descrita de forma tão poética, já é claro sinal que a chaleirinha de um litro deve ser respeitada. Eu tive a oportunidade de seguir esse motor nos unos carburados, nos modelos extra power - EP - injetados, onde conseguia vitórias marginais sobre fuscas "Itamar" (se ou outro vacilasse um átimo é claro)e outros. Hoje, o sucessor espiritual desse carro (o meu fire), consegue obliterar todas as sensações de aceleração e retomadas, mas curiosamente, não lambe as mesmas marcas de máxima do pequeno motor "ferrari".

    No Palio, em acirrada guerra pela potência cifrada no manual contra Corsa m.p.f.i, os sessenta e um cavalos perdiam um pouco de brilho nos carros que tive convivência, mas....porque estes sempre quebravam o suave equílibrio da massa contida ao adicionarem quatro portas, ar condicionado e direção hidráulica.

    Em um carro tão delicado, os periféricos do condicionador e direção, mais as quatro portas, adicionam um "peso morto" que seria o equivalente a um problema de menisco em um jovem pretendente a campeão.

    Ou seja, todo o carro era extremamente macio de comandos em relação ao uno, algo muito mais civilizado, mas bem mais apagado quando a coisa mudava de bossa nova para rock.

    Tudo questão de peso, fico contente que tenha sido escolhido - sim, os carros nos escolhem - por um campeão peso mosca, acontece!

    Sim, bons carros populares, podem andar a ritmos eletrizantes e totalmente insuspeitos, podem virar pequenas máquinas do mal se bem tocadas. Seu depoimento é prova viva que talvez exista osmose entre máquinas e humanos...

    Brilhante MAO, brilhante!

    P.s: não ficaremos brabos quando escrever sobre seus Omegas!

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  10. heheheh, amantes de palio ...

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  11. Em resumo, FANTÁSTICO!

    Lucas crf

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  12. Parceiro tem como fazer uma parceria?

    http://julgorespeito.blogspot.com/

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  13. Este comentário foi removido pelo autor.

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  14. Tive alguns desse, apenas acrescidos de AC, em 2002, alugados pela empresa que trabalhei, e posso dizer que a estabilidade direcional é absolutamente horrível. Um samba constante agravado por ventos laterais.
    No primeiro que peguei achei que havia defeito, rodei 3 dias e fui trocar. Mesma coisa em outra unidade, e mais outra, e mais outra.

    Teria um pela tranquilidade que me proporcionaria: como não gosto do carro, não esquentaria a cabeça com ele, e daria portadas com gosto nos que fizessem o mesmo com o meu carro.

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  15. Sobre a ausência de manutenção maior no Palio com motor Fiasa, méritos têm de ser dados à Fiat brasileira, cuja engenharia conseguiu inclusivee fazer a tal correia dentada tornar-se tão resistente quanto a de motores sem histórico de problema nisso. Um primo meu tinha um Mille i.e 1996, que vendeu com 60 mil km e cuja correia ainda estava boa e suportaria sem problema mais uns milhares de km. Sim, 60 mil km, que teoricamente seriam o limite para o Fiasa.

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  16. O FIASA 1.0 era muito macio. Realmente o problema da correia dentada tem que ser ressaltado. O Lampredi colocou o esticador na posição errada. Este motor também pecava pelo torque em baixa. mas bastava cambiar, para explorá-lo melhor.

    A Fiat, com a familia Palio deu um pulo muito grande na época, em dirigibilidade e robustez.

    A princípio, derramar elogios a este carro parace exagero. Possuo um New Civic atualmente. Mas tive dois Unos EP, que me deixam muita saudade.

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  17. Paulo Ferreira12/11/10 12:56

    JJ, se não me engano as ultimas versões do Young vinham com uma suspensão diferente, acho que já usavam as primeiras dos Fire.

    Mas de qualquer forma, em alta velocidade, acontece uma certa "flutuação" da frente do carro mesmo, o que é bastante agravado por ventos laterais.

    Ainda assim nessa condição não é pior que nehum outro carro leve que guiei, exceto o Clio.

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  18. Legal o post, porém discordo completamente no quesito "Tinha que ser novo porque não queria visitar
    oficinas, queria rodar. Qual carro não importava, na verdade".
    Pra quem esperou 2 anos, o que custava comprar um excelente usado (pouco usado) e aguardar mais uma semana com o carro na oficina, fazendo a revisão completa?

    Hoje eu vejo muita gente "descartando" o carro porque tem que trocar amortecedores e "fazer" suspensão e freios. Isso é de uma mediocridade imbatível. Quanto se gasta nisso? Eu acabei de fazer num dos meus carros, e não gastei nem 700 reais, e isso porque rodei 50000km.

    Diante do que gastamos em combustível, qualquer custo de manutenção é pífio. Ninguém em sã consciência deveria trocar de carro por isso.

    Falando nisso, vale muito a pena ver e espalhar isto:
    http://www.ifixit.com/Manifesto

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  19. Discordo do texto, você ficou fascinado com o Palio porque não tinha carro, ai sim, qualquer carro já é excepcionalmente melhor que o transporte coletivo. Quando tirei carta ganhei um Ford Ka 1.0 endura que era da minha mãe, no começo achava o máximo o carro, a sensação de liberdade, poder ir e vir a qualquer hora em qualquer lugar. Mas depois que comprei um Omega CD 4.1 e ganhei um Polo Classic 1.8, não quero nunca mais carro 1.0, são simplesmente muito superiores, não tem morro pra eles, mesmo com carro lotado. No Ka era um desespero, me lembro que riamos muito, quando colocávamos 5 no Ka e este não conseguia chegar até a casa de uma amiga em uma rua inclinada, precisava deixar os ocupantes para o carro conseguir subir hahahaha. Sem falar que o ar condicionado tinha que ser obrigatoriamente desligado nas subidas, se não o risco de voltar de ré era grande hehe. Sobre carro usado, jamais trocaria meu Polo Classic ano 2000 por qualquer carro popular 0km, prefiro vez ou outra visitar a oficina do que me irritar todo santo dia com a falta de qualidade de um popular, temos ele na família des de 0km, e não é por acaso que está até hoje conosco, excelente carro urbano.

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  20. Bussoranga,
    vc é um cara muito esperto, quando eu crescer quero ser igual a você

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  21. Francisco V.G.12/11/10 14:00

    Gostei do post, para não variar. Sei bem o que é esse negócio de dureza, andar de "busunga" e ficar totalmente engessado, até peguei um que estava cheio de goteiras num dia de chuva, argh! Minha experiência com Pálio fiasa foi em 1998, em Fortaleza, lua-de-mel, um modelo EDX 1,0, verde metálico, quatro portas, completo. Não andava muito (minha referência era Gol 1.8 Mi, pudera) mas em compensação você nem sentia o motor com o giro lá na estratosfera, e isso me agradadou muito. Hoje eu sinto a mesma coisa que você à bordo do meu Corsinha Classic VHCE 2009, nem vou me alongar muito, apenas dizer que, por três ocasiões, levei-o aos 6800 rpm (corte) na SP-160. Em 5ª marcha! Qual a velocidade? Melhor não dizer também, quem quiser saber que consulte o manual do proprietário, disponível no site da GM e veja com seus próprios olhos.
    Saudações deste seu leitor e só uma coisa: Cadê o post do CELTA?

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  22. Coisa linda de se ler,sou um apaixonado por Fiat e principalmente com os Fiat Palio.

    Estou preparando um vídeo emocionante sobre os primeiros Palios, achei um exemplar maravilhoso para ilustrar a matéria.
    Espero que gostem.

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  23. Eu tenho um e adoro!

    Claro que o carro tem seus defeitos (infiltração em dia de chuva só pra começo de conversa), mas sempre respeitei o liquidificadorzinho debaixo do capô. Dizem que esse mesmo motor 1.6 era o capeta. Pena que nunca dirigi um...

    Parabéns MAO!

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  24. MAO,

    Lindo o que você escreveu. Uma sensibilidade ímpar!

    Eu tenho um litro em casa. Já tentei desfazer dele umas mil vezes e não consegui. Acho que ele sabe das mil traquinagens que fizemos juntos e me sacaneia olhando baixo, quase como um cachorro pedindo um carinho.

    Ele já ganhou meu coração, vai ficar comigo e ponto.

    Parabéns!

    ----

    Bussoranga,

    Concordo plenamente.

    Carro que anda não quebra.

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  25. Mao,
    Uau, que texto incrível! Me sinto realizado em ler um texto em que alguém consegue expressar de maneira tão simples, lúdica e divertida o que eu muitas vezes sinto e pouca gente entende. E além disso, a maneira como vc transforma este simples pensamentos, sentimentos, bom, sei lá em poesia é fantástico!

    Parabéns!

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  26. Concordo com o Bussoranga, se você fizer a manutenção do carro bem feita, o custo por Km rodado ou pelo tempo de uso é pequeno e muito menor do que o valor que se gasta para trocar o carro.
    Quanto ao Palio, esses primeiros modelos tinham um acerto melhor que os atuais, a Fiat "amoleceu" demais o carro para torna-lo mais confortável. Já o Motor FIASA 1.0, pra quem gosta de colocar o motor pra girar é incrível! Tenho saudades do meu.

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  27. Marcelo Augusto12/11/10 16:32

    Rodei bastante com Palio e Uno Fiasa 1 litro. Tudo muito bom, mas a direção sem assistência, e por isso muito desmultiplicada, me tirava o prazer de dirigir.

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  28. O texto é ótimo, mas carro 1.0 não tem nada de emocionante, desculpe. Já tive e dirigi vários 1.0, nenhum era inspirador, nem mesmo o Palio Fiasa que realmente era bem acertado.

    []s

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  29. O eu EDX 1998 está guardado e não roda mais. Daqui a alguns anos alguém vai perguntar: "quem é o louco que coleciona um Palio?".

    Na época não havia carro 1.0 que o acompanhasse. O único senão é a transmissão curtíssima. A 5ª marcha gera 4.000rpm a 100km/h. Viajar a 120km/h dá uma dor no coração, mas se fosse diferente, não seria um italiano...

    Os primeiros Palios foram os melhores em minha opinião: suspensão não é demasiadamente macia e os freios eram mais progressivos.

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  30. Essa primeira linhagem do Palio e da Weekend penso que são os mais bem desenhados, mais harmônicos e com caráter em comparação aos sucessores. Também um dos brasileiros mais bem desenhados nos anos 90. Lembro até hoje quando visitei uma concessionária no lançamento... um azul claro 1.6 16V, perfeito.

    Já repararam a gama de cores que esses Palios tinham? É de dar dó nos de hoje...

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  31. E também rodei bastante com Fiasas e com um Fire. Eram bons carros.

    Até que comprei um Clio e nunca mais tive qualquer saudade dos Palios. O francês era superior em quase tudo.

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    Respostas
    1. menos no custo do rolamento de roda traseiro, por exemplo: Do Palio, R$ 67,00 . Do Clio, R$ 423,00, e muita pernada pra encontrar!!!

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  32. Tive um 1997 EDX e tenho um como o do artigo: Duas portas, fiasa 2001.

    A única coisa ruim é que opobrezinho bebe desgraçadamente para um 1.0. De resto, um carro amravilhoso e com uma disposição para girar incrível. E raramente dá problemas.

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  33. Rafael Ruivo,
    Era não. É o capeta! Tenho um 1.6 16v e te falo que os 106 cv combinados ao peso baixo são uma coisa fantástica. 9.5s no 0 a 100, medição de fabrica, revistas e no MegaSpace aqui em BH, com motor original. Até 160Km/H ele acelera frenéticamente. Sério, dirija um!

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  34. O texto do MAO é maravilhoso, pra variar.

    Já o Pálio... bom, não posso dizer grandes coisas porque o único que dirigi (na Argentina) foi um carro de locadora, já bem velhusco. Teria que dar mais uma chance, e com uma unidade menos rodada.

    Concordo que carros pequenos com motores idem tem os seus encantos, desde que utilizados na cidade e com apenas uma pessoa (o condutor) a bordo. Mas como dizia Carroll Shelby, "there's no substitute for cubic inches". É por isso que eu lamento que não tenhamos por aqui carros como o Twingo Renaultsport ou o Fiat Panda 100 HP.

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  35. tá parecendo aquele adolescente na seca, o que vier é lucro e pensa que é a melhor coisa do mundo.
    até concordo com algumas qualidades do palio, mas exagerou, palio não é kart ou moto pra achar que 61 cv está bom d+, e longe de ser essa maravilha descrita no texto.

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  36. Bem... primeiramente parabéns pelo texto mágico. Coisa de autoentusiasta. Respeito e admiração por um carro tão simples é coisa de quem entende. Possuo um Palio EL 1.5 '97. Está comigo a 4 anos. Estamos em 199.400km, sendo 105.000 comigo todo santo dia no trânsito de SP, etc... Tanto que tirarei foto do hodômetro quando chegar nos 200.000km. É um feito merecido para um carrinho como ele. Me aguentou em todos os momentos, bons, ruins, devagar, rápido. E olha que o 1.5 ODEIA girar, é impressionante como ele se sente mal em altos giros, porém em baixa, na cidade posso andar de 4a pra cima e pra baixo que ele empurra. Tem um câmbio com uma 5a mais longa... coloquei ele no dinamômetro uma vez e chegamos a 199kmh... bem interessante. Porém, a saúde dele não está 100% (é um motor que bebe óleo em demasia desde quando sai da fábrica, imagine agora...), o motor está cansado e logo logo iremos resolver isso. No mais, só tenho a agradecê-lo. Me aguentar não é fácil.

    É isso ae, mais uma vez parabéns pelo ótimo texto!

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  37. Esse post me lembrou do Uno S 1.5 91, carburado, Fiasa, 67 cv.
    Mesma coisa, carro leve, andava muito bem, pneus 145 e fazia curvas do jeito que viesse.
    Me diverti muito com ele.

    McQueen

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  38. MAO, entendo bem ao que se refere, tive um Palio Young como o da foto - mas ano 2002, referente a sua última fase, já com o motor Fire 8v de menor potência (55cv na gasolina) porém maior torque em baixa.

    Já do alto de seus 120.000kms rodados, o pequeno Fire nunca reclamou de girar acima das 5.000rpm por horas a fio ao longo da BR-040, sendo fundamental na manutenção do namoro desse carioca com uma mineira de BH, imagine.

    Com modificações - principalmente de suspensão, objetivando melhor contorno de curvas e equilíbrio em frenagens (molas mais rígidas, amortecedores mais firmes e baixos, com estabilizadoras maiores) resistiu bravamente a abusos tanto em um Terródromo em Seropédica quanto no Autódromo de Jacarepagua - onde travou um célebre duelo contra uma Saveiro 1.8 conforme pode ser visto até hoje no youtube (vale procurar).

    Pra ser sincero, por muitas vezes me surpreendi com a valentia do carrinho, que, 3 câmbios à parte (todos quebrados por fatores externos, principalmente pela baixa altura do solo) nunca deu problemas sérios, sempre respondendo prontamente aos caprichos do meu pé direito, e "afiado" até sua despedida, 30.000km de aventuras depois.

    Quanto ao motor Fiasa 1.0, sua alta potência - às custas de giros elevados - nunca o fez um verdadeiro favorito quando comparado aos rivais. Superquadrado, com pouco giro em baixa, não era de condução das mais agradáveis na cidade - e a necessidade de "girar pra andar" ainda acabava com a autonomia, fator importante para um veículo urbano.

    Eesses mesmos atributos de motor estão presentes nos UNOS a partir do modelo EP/SX, que apesar de não terem um acerto dinâmico tão bom quanto o Palio, parece, dialogavam ainda melhor com o motor - talvez por diferente escalonamento de câmbio, julgo eu.

    Por sorte (sua e minha), foi somente a partir da primeira reestilização que a Fiat fez algumas modificações que o tornaram BEM menos entusiasta - mas o fizeram um sucesso de venda: Direção hidráulica e Servofreios hiper-assistidos, uma suspensão nova, mais elevada e macia, bem como o próprio motor Fire com maior rendimento em baixa - à custa da perda de 10% da potência em alta (eram 55cv contra 61cv).

    Pode não ser o melhor de sua categoria, mas com certeza o Palio sempre entregou tudo aquilo que prometeu, e mais um pouco.

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  39. Pelo belo texto aqui postado, lembrei da minha primeira compra de um 0km, um Corsa Wind 95. Quando sai da concessionária, peguei a avenida e acelerei, pensei "Oh Deus! O que fiz com meu dinheiro". Pior do que aquilo só, talvez, o Chevette Junior.
    Ainda consegui ficar com aquilo por 2 meses e passei pra frente.
    Tive também um Mille Fire 2002, dos primeiros que saíram. Só alegria. Que carro mais legal. Andava bem, e era mais econômico que a minha moto, 14,5 km/l na cidade e 20 na estrada com médias acima de 100 km/h. Como o Marco falou, parece que não tem atrito, é impressionante o rendimento desse motor fire. Ainda quero comprar um Mille novo antes que ele saia de linha.

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  40. MAO
    Você sintetizou em palavras a sensação de guiar um carro com um bom motor mil, perfeito! Tenho carros de motor "maior", mas meu Ka Rocam tem uma personalidade toda especial, mesmo com o motorzinho de 1 litro.
    Vou enviar o link do tópico para um amigo que recém adquiriu um Palio Young, deste mesmo ano, certamente ele irá gostar.
    Bem, agora falta falar do XR3...
    Abraço!

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  41. Que estranho você dizer que um conjunto de aro 13", calçado com pneus 155 (!!!) possa ter compromisso com a estabilidade, tenho quase certeza que você quis dizer conforto. Fora isso, que carinho não menos estranho ao elogiar tanto um carro quem nem digno de elogios é! Motores 1.0 são uma antítese do que é prazeroso e ágil. Respeito a sua opinião, já gostei muito de alguns carros 1.0, mas não à esse ponto...agora me explique onde está o compromisso da estabilidade, com esse jogo de pneus.

    Renan Veronezzi

    renanvidalokka@hotmail.com

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  42. vinicius righi12/11/10 20:50

    Sem querer contrariar os senhores...mas estao romantizando muito o palio. Tive um azul buzios young fire 2p 2001, meu primeiro carro. Para epoca o motorzinho era bom, mas sinceramente era um carro sem remotada, que aquaplanava muito facil. O cambio apesar de ser bom nao tem nada a ver com o do gol. É um carro que marcou uma época de minha vida, mas sinceramente não sinto falta dele, nem tenho o minimo saudosismo por ele.

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  43. MAO, como de costume, excelente texto. Acho que o único motor 1.0 que realmente gostei na vida foi o Fiasa, tanto no Mille Eletronic (carburado corpo duplo) como no Mille EP subiam de rotação como se não houvesse amanhã, até faziam esquecer o fato da velocidade real ser consideravelmente menor que a alcançada.
    O Autolat(r)ina AE-1000 era estranho: no pesado Escort Hobby de uma tia minha ele sofria para levar aquela massa toda, mas parecia girar mais livremente e - graças ao câmbio bem escalonado - até conseguia mover o carro com dignidade. No Gol 1000 "quadrado" de uma outra tia, parecia que tinha uma âncora presa ao para choques traseiro.

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  44. Mao, belo texto.
    Respeito sua opnião quanto ao Palio, porém não concordo.

    Talvez pelo fato de eu só ter dirigido a geração 2, modelo Fire, cuja suspensão não tem nada demais, apenas é macia ao extremo, o que é uma maravilha em SP. Mas é só.

    De Fiasa, só dirigi o Uno. REalmente o motor sobe giro que é uma maravilha, infelizmente só o giro sobe, porque a velocidade mal sai do lugar.

    Tenho um Mille Fire e, descontando a aspereza do Fire em baixas rotações, nem se compara com o Fiasa. No resto, mesmo a suspensão traseira sendo horrível, gosto demais do carro mesmo. Talvez seja essa característica entusiasta de ver qualidade e paixão em tudo que é ruim. rsrsrsrs
    Mas, e daí?! :)

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  45. Em 2001, minha mulher comprou um Palio 97 1.0, cujo único dono havia sido meu pai. Apesar de até ter uma carinha invocadinha - era 2 portas, vermelho-bombeiros - foi um carro que não cativou nem a mim e nem a ela. Nenhum de nós dois conseguia achar uma boa posição para dirigir; no mais, era beberrão, ruidoso, nada suave e com freios ruins de modular.

    Um ano depois, minha esposa trocou esse Palio por um dos primeiros Uno Fire a chegar às concessionárias. Carro totalemnte básico: pintura sólida, nenhum opcional. Que diferença! Posição de dirigir perfeita, o carro verdadeiramente leve, motorzinho redondo, civilizado e econômico (qualidades ausentes no Palio Fiasa), excelente estabilidade em ridículos pneus 145 que pareciam de bicicleta. Em suma: com tudo que o Palio é um projeto 12 anos mais recente, falta a ele o toque de gênio com que o Uno foi concebido por Giugiaro, com um aproveitamento de espaço notável até os dias de hoje.

    Com dor no coração, depois de sete anos felizes e longe de mecânicos ou funileiros, entregamos o Uno a um primo do interior, que logo me ligou maravilhado pra me contar que havia feito 18,5 km/l na viagem inaugural. De todo modo, meno male que a patroa agora anda em um Focus e dispõe de mordomiazinhas ausentes em nosso Uno.

    Em tempo: das últimas vezes que viajei e aluguei Palios, fiquei muito mal impressionado com a suspensão (macia e instável a la Del Rey) e bancos (macios e inadequados, estilo cadeira do papai). Um barco?!?... Enfim, um carro que já não me apaixonava e que acabou de ser morto pela Fiat...

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  46. Brenno Metzker12/11/10 23:34

    Mestre MAO poste mais ai que já estavamos sentindo falta dessas obras primas!!
    Abração

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  47. Sempre odiei quaisquer Fiats que cruzassem o meu caminho...até que certa vez um mecânico me disse a respeito de um Mille Smart fiasa da empresa a celebre frase:"sai com ele e testa pra mim..." judiado,de empresa,com 150000 km rodados,e fiat...conclusão! Meu primeiro carro foi um Mille Fire e tenho saudades dele até hoje,mesmo com meu Ford Fiesta 1.6 completo,sinto falta da simplicidade e sinceridade dele e vivo sonhando com um Palio ou outro Mille...Por mais politicamente incorreto que seja,Ele me ensinou contraesterço,cavalo de pau,perder medo de altos giros e (sou normal) conversei muito com ele sobre tudo!!! Resumindo Saudades!saudades!saudades!!!

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  48. Texto muito legal falando sobre um carro muito ruim. Não pior do que a maior parte dos comentários sobre ele (o texto).

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  49. Isso aí é fiat... tirando o Punto e somente as versões que não são com motor fire, o resto não vale nada. A fiat só sabe fazer fiat uno e só. Além disso só tem coisa ruim.

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  50. Eu gosto muito do Palio. Meu pai já teve um dos mais simples (branco, inclusive), sem nenhum opcional. Eu tive um 1.4 completo, g3 e tenho saudades desse carro.

    Mas o que me chama atenção é o do meu avô: Um EDX 1.0, somente com vidros, travas e as rodas originais.

    Comprou em 98 e eu tirei o carro da concessionária (Existia a Alpi, em Santos). Não prestei atenção no medidor de combustível e acabou o mesmo antes de chegar em casa.
    O mais fantástico é que o carro continua na garagem dele, com menos de 15mkm.

    Belissimo texto. Parabéns.

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  51. MAO, achas que seu palio faria um zero-100 km/h em menos de 18 segundos ?

    Se costumou bem com o painel sem contagiros e sem termometro de agua ?

    A luz espia de superaquecimento já acendeu com voce ?

    O seu palio tinha trava de ré no trambulador ?

    E janela traseira basculante ?

    Grato

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  52. Estava aguardando impacientemente um novo texto quilométrico do MAO e ele vem me falar de um PALIO YONG! rs

    Brincadeiras a parte, a frase final "vende" o seu texto: "Na hora, senti que partia para um novo começo, e quem me levaria era um novo amigo. E foi exatamente o que aconteceu."
    Algo tão bonito e profundo quanto às músicas do meu Clube da Esquina.

    Abraço.

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  53. Marcelo Augusto14/11/10 03:54

    O que mata em alguns "mils" não é o motor em si nem nada, afinal quem sabe tirar o suco deles anda bem mais que esse monte de tranca-rua no trânsito, mas sim que geralmene não têm conta-giros ou direção assistida. Ouvir o motor girar sem saber o quanto não dá, e virar dando o dobro de voltas no volante também. Outro dia andei num Celta desses novos de quase 80 cv, e vai bem, e tinha conta-giros, mas a direção...

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  54. Um Fiesta RoCam era muito melhor e entusiasta que o Palio... o Gol "bolinha" era melhor...

    Carro pequeno bom é ágil, esperto. O Palio parecia uma maria mole...

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  55. Leonardo Siggia,

    Sei lá, nunca medi...

    Sem problemas, em pouco tempo sabia de ouvido quando a injeção ia cortar a alimentação.

    A luzinha nunca acendeu, então, não fez falta o termômetro.

    Tinha trava de ré, mas sem janela basculante. Era o mais básico, zero opcionais.

    MAO

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  56. anônimo das 11:15,

    Eu tenho um fraco por superlativos... O absurdamente é relativo, claro.

    Mas era suficiente para um morte bem gloriosa, numa bola de fogo visível da estratosfera!

    MAO

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  57. Juvenal,

    Como já lhe disse, impossível desse ser igual ao meu.

    AC, DH, Fire, de locadora... O meu de mole e instável não tinha nada.

    Dizem que os Fires são mais moles de suspensão, mas não sei a partir de quando, nem se é verdade.

    MAO

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  58. Paulo Ferreira,

    Sem flutuação alguma, firme cortando injeção em quinta.

    MAO

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  59. bussoranga,

    Eu adoro carro novo. Entrar nele e sair rodando, e 90% das vezes, só por gasolina por anos. Esse negócio de usado perfeito, que nunca tem 325 coisinhas pequenas para fazer te perturbando, eu nunca vi. Mesmo tendo tentado MUITO!

    MAO

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  60. Anônimo das 14:37

    Veja bem, o dinheiro só dava para mille e esse Palio. Escolha fácil.

    Mas foi bom porque esse papo de este ou aquele carro ser "mais entusiasta" não cola. Carros tem virtudes e defeitos, e cada um responde de uma forma a eles.

    MAO

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  61. Anônimo das 16:46,

    A beleza está nos olhos do observador.

    MAO

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  62. Renan Veronezzi,

    O Palio com os pneus originais tinha estabilidade sensacional, e aderência mais que suficiente.

    Perfeitamente ajustado ao carro.

    MAO

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  63. falando de "pindura e Fiat" a minha história foi um pouco mais emocionante...

    Estava duro, e precisava de um carro para ir trabalhar...caiu no meu colo um Uno Turbo 96, unico dono com ar....o melhor carro que já tive usado...sensacional, gostoso de andar, economico e ainda deixava muito GTI e GSI comendo poeira....
    Esse caberia também naquele post.."porque eu vendi o carro????"

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  64. MAO,

    Se vier em casa, lhe mostro 3 carros em que o "não ter absolutamente NADA pra fazer" acontece.

    É sério! Basta acertarmos nossas agendas e voce verá o que digo (e sempre disse).

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  65. Tenho um fire 2008. Ia trocar por um novo uno. Mas na hora de assinar a papelada, desisti. Palio cativa demais.

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  66. Carro usado só dá dor de cabeça, incluisive aqueles ainda em garantia de fábrica, geralmente escondem um vício oculto, e dá-lhe chá de cadera. Isso aconteceu comigo, fui fazer economia e fiquei a pé num momento difícil na família (doença) que não podia ficar sem transporte.

    Carro tem de estar sempre perfeito. Acho ridículo a mídia incentivar as pessoas a só fazer "manutenção de férias", sendo que a maior parte do tempo e km o carro fica é no vai e vem da lida diária.

    Parabéns MAO

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  67. Antonio Amaral12/10/11 14:20

    Eu sinto o mesmo pelo meu Fiesta GL 2000 1.0 Rocam, tirei 0Km, vendi, recomprei, é triste ter que vendê-lo. Um carro tão barato e tão bom, motor, câmbio, suspensão, direção, só não tem muito espaço, mas para dirigir é o máximo, 11 anos, 97000Km e quantidade de problemas...zero, só manutenção de rotina.

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  68. Post antigo, mas nem por isso deixa de ser emocionante.
    Tive um Corsa sedan com motor 1.0 que deixou saudades: foi o único carro que tive que nunca me deixou na mão quando mais precisei dele. Não era um primor em conforto, nem em desempenho, nem em economia; mas com certeza pude depositar toda a minha confiança nele, mesmo ao largo de seus 180.000 km rodados durante 7 anos e 3 Estados diferentes em que morei.
    Abraços.

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  69. Belo post.
    Passei coisa parecida com meu primeiro carro.
    E, sim, concordo: às vezes gastam-se milhões num carro, mas não adianta: o que faz a diferença, no fundo, é sempre nosso estado de espírito. O resto é marketing.

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  70. ja tive um desses... Ótimo Carro

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