MANGUSTA, NEM TUDO É COMO QUEREMOS



Alguns carros são melhores de se ver do que se dirigir. Essa é uma triste verdade, quer gostemos ou não. Me doi bastante lembrar de meu saudoso Escort XR3 1985, de primeira carroceria fabricado no Brasil.

Sempre apreciador dos Ford de origem ou aplicação ralizeira, o XR3 alterado para o piso brasileiro era algo sutil em sua estabilidade, com dianteira mais macia do que o necessário, e uma suspensão traseira com mais carga de amortecedores que o desejável. Faltava o meio-termo para ficar muito bom.

Na verdade faltava piso decente para ele rodar, mas isso é outro assunto.


Num plano superior de linhagem automobilística, encontrei há certo tempo informações sobre as qualidades e defeitos do De Tomaso Mangusta, um carro que me despertou curiosidade aos seis anos de idade, quando ganhei de meu pai a miniatura Matchbox.

Essas informações vieram por meio de um teste da revista Car and Driver, de 1969. A matéria mostrou vários problemas de projeto que o carro apresentava.

O Mangusta tem motor Ford V-8 e desenho de carroceria feito por Giugiaro. Apenas esse último atrativo já é suficiente para fazer esquecer ou nem tomar conhecimento de defeitos bobos que, afinal, todo carro tem. Ainda mais 41 anos atrás.

Foi definido como sendo de beleza simples, uma obra de arquitetura grega. Uma frase daquele teste é particularmente bela, sobre a aparência do Mangusta:

" Is so powerful that it alters the life path of its driver and anyone else who falls within its magnetic field " ( Ela é tão poderosa que altera o curso da vida de quem o dirige e de todos que caem dentro de seu campo magnético.) .
Um belo elogio ao estilo de um carro, sem dúvida.

Alejandro De Tomaso foi um argentino que emigrou para a Itália e lá se tornou um industrial. Fez carros de corrida e de rua artesanalmente, sempre tentando realizar uma produção em maior escala.

Conseguiu, em 1963, apresentar o Vallelunga, que, dois anos depois, teve seu chassis aproveitado com reforços para poder carregar um Ford V-8 de bloco pequeno, o famoso 302-polegadas cúbicas (4,95 litros) com cerca de 230 cv.

Contratou nada menos que Giorgetto Giugiaro para desenhar algo memorável em torno desse conjunto, e o Ghia Mangusta surgiu em 1966, no Salão de Turim.

Um ano depois se tornou De Tomaso Mangusta, de produção normal, apesar do pequeno volume.
Simultaneamente, a Lamborghini mostrava ao mundo uma das mais belas criações da humanidade, o Miura, a um preço de 20 mil dólares, com o Mangusta a 11,5 mil, no tempo em que um Corvette custava 4,3 mil. Carros caros, mas obras de arte de desenho e estilo.

Até 1971 foram feitos 401 Mangustas, os últimos já com os Pantera em produção, esse já bem mais conhecido dos brasileiros, pois há alguns por aqui. Mangusta, nenhum.

Nota: Após a publicação, o Arnaldo Keller informou haver um Mangusta no Brasil. Obrigado pela correção, Arnaldo. (17/11).

O carro é quase totalmente bruto e espartano. Não tem para-choques nem espelhos externos. Com motor central-traseiro longitudinal, tem o tanque de combustível na lateral direita, distribuindo as massas, motorista na esquerda, tanque na direita. Do outro lado do compartimento do motor há espaço para uma mala flexível grande.

A ergonomia interna é bastante ruim, com pedais e volante desalinhados, e para-brisa que vem bem próximo da testa do motorista.. O espelho interno fica, assim, muito ao lado do motorista, que precisa mexer bastante a cabeça para o lado para poder olhar algo através da divisão de vidros traseiros, acoplados a duas tampas do motor que abrem para os lados, articuladas por uma barra central. A coluna de direção aponta para o ombro direito de quem dirige, não para o tronco.

Não tem mais de 1.300 kg em ordem de marcha, com menos de 500 kg nas rodas da frente, o que somado a pneus estreitos para um esportivo (185HR15/225HR15 D/T), permite uma direção leve, sem assistência hidráulica, mas bastante lenta, com 4,5 voltas entre batentes. Estranha definição para um carro tão especificamente esportivo.

O tempo normal de aceleração às 60 milhas por hora (96,5 km/h) era de 5,8 segundos, e o quarto de milha percorrido em 14,3 segundos. Não tão rápido pelo que se espera da aparência. Mas para atingir esses números, primeiro se precisa treinar bastante a operação da embreagem muito pesada e alavanca de câmbio nem leve e nem precisa.

Com uma estabilidade não muito confiável, principalmente pelo chassis que flexiona muito mais do que deveria, e a direção lenta, a acelereção lateral máxima obtida foi de 0,82 g, número atingível hoje por muitos hatches e sedãs de uso normal.

Com todos esses desagrados, o Mangusta é um supercarro não acabado, sem polimento de suas características que poderiam ter feito da marca De Tomaso algo mais nobre, mais engenheirado.

Com ele e com os outros modelos que se seguiram, De Tomaso nunca significou uma imagem de projeto excepcional, sendo apenas bons.

Mas o estilo do carro é muito importante para muita gente, e acredito que os felizes proprietários que tem um desses na garagem devem gastar um tempo apenas apreciando a obra de Giugiaro, o que já faz valer a pena mantê-los.







JJ

33 comentários :

  1. Arnaldo Keller16/11/10 16:43

    Juvenal,

    tem um Mangusta aqui no Brasil, sim, e já o guiei e fiz matéria para a 4R Clássicos, há uns 4 anos.
    O carro é ótimo e leve. Bom pacas de curva, melhor que o Pantera, seu sucessor. O motor era preparado pelo Shelby. Um ótimo V8 que subia louco pro giro alto. Ergonomia ótima. aerodinãmica excelente. Não sei o Cx, mas soltava o bicho em ponto-morto a uns 150 e ele ia embora furando o ar.
    A direção não é assistida, não é lenta nada e só é pesada para fracotes, e o mesmo ocorre com a embreagem. Portanto, essa avaliação aí não bate com o que avaliei.
    O para-brisas, sim, é enorme e o sol bate de chapa na gente e esquenta.
    Quer saber? pode comprar que não vai se arrepender. Um putsa carro ducacete. O acabamanto é meia boca, mas e daí?

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  2. Com um desenho desses... até com motorzinho de fusca (Puma...) o carro seria especial. Daqueles que deveriam ficar na sala de casa, no hall de entrada.

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  3. Douglas.

    O carro é lindo mesmo. Não precisava nem andar, né?

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  4. Douglas.

    Completando: é lindo de todos os ângulos que se olhe.

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  5. Mister Fórmula Finesse16/11/10 17:36

    Muitas vezes, a discussão sobre o drive definitivo de um carro, é algo tão ingrato e árido como o deserto do Atacama.

    Normalmente não temos acesso a esses carros violentos, por isso, dependemos da redação intuitiva de outrem....se cairmos na tolice de sempre dar exclusiva atenção ao que os ingleses escrevem (exemplo), nossas impressões automotivas se sustentarão em uma metáfora que podem vir abaixo pela simples constatação que um parafuso esta fora do lugar.

    Sim, eles são pródigos nisso, encontram a epifania automotiva toda santa revista, mas se o encosto da porta não te permitir apoiar bem nas curvas, o carro é um lixo. É o afã de tentar sempre sublimar a propagada ironia inglesa nos testes dos carros...as vezes eles conseguem, criam um mundo colorido e vivo que nos transportam para "aquele" cockpit, escrevem realmente com o coração.

    But, as vezes, erram na dose, carregam na ironia, e passam uma imagem totalmente equivocada do que seria dirigir tal carro.

    Pessoas são sempre mais complexas do que carros, apesar das características mais ou menos engessadas dos comandos deste - você nunca poderá inventar muito em termos de condução - cada motorista sente o carro de um modo, veste-o baseado em sua experiência anterior e até em relação ao seu estado de espírito.

    O que é francamente ruim para um, é algo totalmente aceitável para outro...mesmo na parte superior da pirâmide dos motoristas e pilotos, muitas coisas podem ser consideradas se não tomarmos a analise fria do cronômetro, existe muita coisa em análise, podendo ser possível não bater nenhuma opinião. Talvez as mais generalistas, mas o ajuste fino sempre é algo bem pessoal!

    Por que escrevei esse libelo de desencontros? Apenas para salientar o quão diferente as coisas podem ser: o que foi passado a nós sobre o carro via o ótimo post do JJ, e o que o Arnaldo escreveu baseado em suas próprias impressões.

    Dêem um desconto a mim!

    GM

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  6. Pô Juvenal...

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  7. Júnior Valias16/11/10 19:42

    É, falando o Arnaldo Keller, eu compraria o carro sem exitar. E olha que nem tenho mais razão pra puxar saco dele, pois ele nunca me apresentou nenhuma de suas lindas filhas e acabei casando com outra, com o agravante que meu sogro não entende porra nenhuma de carro. Abraço.

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  8. Arnaldo,
    muito interessante suas impressões serem diferentes da avaliação da Car and Driver feita em 1969.

    Falha minha, não sabia mesmo desse Mangusta, gostaria mesmo de ao menos vê-lo de perto, é um carro belíssimo em fotos.
    As características de estabilidade, peso de direção, embreagem e outras muitas de qualquer carro, podem estar ligadas à manutenção ou falta dela, você bem sabe. Ou mais ainda, a melhorias da fabrica com o passar do tempo.
    Talvez em 1969 o carro fosse todo ruim mesmo, e tenha sido melhorado até o fim de produção. Que ano era o carro que você dirigiu ?

    Mas a maior intriga fica sendo a posição de dirigir. Talvez tenha havido exagero da C&D, e você não tenha sido incomodado pela coluna bem inclinada, como afirmou a revista.

    De qualquer forma, grato pelas impressões. Pena eu não ter lido sua matéria.

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  9. Tem um venda neste link:
    http://www.autotraderclassics.com/classic-car/1970-De+Tomaso-Mangusta-339383.xhtml?actionMethod=find/vehicle/vehicleSearchResults.xhtml:uShipController.init&conversationId=90464

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  10. Parabéns Juvenal. Pelo post e pela postura.

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  11. Juvenal,

    Quando é para passar impressões, sou mais eu.
    Reclamar de embreagem pesada em carro esporte motor V8 da década de 60 ou 70, tanto faz, é chover no molhado. É carro de macho e para esporte. Menefrego para embreagem pesada. É o mesmo que um domador de feras de circo vir reclamar que o leão estava meio bravinho. Bobagem, o repórter da C&D embichou nessa.
    O volante do Mangusta não é nada inclinado, veja na foto. É bem vertical, bem. O do Pantera, sim, é, e bastante, pois seu volante é mais pesado que o do Mangusta, e isso é necessário para que se tenha mais força para virá-lo, como se faz em Kombi e caminhão, usa-se os bíceps.
    O Mangusta é mais gostoso que o Pantera. É mais leve, mais rápido, mais ágil.
    Não lembro o ano do que testei. Guiei até que bem. Peguei Anhanguera, Rodoanel, Pico do Jaraguá e Bandeirantes. Não dei só uma voltinha no quarteirão.
    Adorei o carro, portanto, eu não posso deixar que tenham impressão errada do carro.
    E Anônimo,
    a postura do Juvenal e a minha, pode deixar que somos amigos, nos respeitamos, e nossa postura é a sinceridade. Portanto, não precisa ir tomando partido aí, meu garoto, que aqui a gente se entende muito bem.

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  12. Caros,

    Se se interessarem pela foto do Mangusta brasileiro:

    http://antigomoveis.blogspot.com/2008/10/sangue-portenho.html

    Atualmente ele está em BH.

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  13. Juvenal

    Tinha um perto da casa do MB, não sei o cara ainda o tem.

    FB

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  14. Eu até entendo o pessoal da Car and Driver meter o pau no carro.
    Uma coisa é boa ou ruim dependendo do referencial que se tem.

    Um "esportivo" Brasileiro sempre e sem exceções será ruim pra um inglês testador de carros. Ele vai meter o pau no motor fraco, plástica ao invés de real esportividade etc.

    O gringo simplesmente devia estar acostumado a testar ferrari, porsche, lambo, SL, etc. Testou o De Tomaso e criticou defeitos que pra nós, pobres brasileiros de gol GTI e escort xr3, não são nada.

    Então compartilho da opinião que deve ser um carro muito bom, pra quem não está acostumado com coisa melhor. ;)

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  15. Uma coisa é o carro ser duro, quente e barulhento, outra é ser todo torto por dentro... o que pra mim tira um pouco do tesão.

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  16. Eu me lembro que os comentários da revista italiana Autosprint sobre o Mangusta no final dos anos 60 não eram nada favoráveis. Se não me engano, as maiores críticas iam para a falta de rigidez estrutural citada pelo Juvenal, e também para o calor insuportável que fazia dentro do carro em consequência da falta de isolamento do motor.

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  17. Arnaldo,
    Li a matéria na época...se bobear tenho a revista guardada em algum canto em casa. É daquelas q nao se joga fora nem a pau.
    O carro é fantástico e certamente merece todos os elogios...
    abs!

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  18. Quanto a ter ou não espelhos externos, acho que eram opcionais, pois vários dos carros citados têm espelhos (de ambos os lados inclusive), só o verde que não.

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  19. Imagino que esse cara da C&D teria tecido críticas semelhantes ao GT40 de rua da época, pois o Mangusta é o que mais dele se aproximou no geral. É um puro-sangue. O motor Ford 289 preparado pelo Shelby é um demônio. A posição de guiar é perfeita.
    Pra quem gosta de carro de macho é excelente e imagino que pra maioria da moçadinha de hoje, que só sabe guiar esportivo se tiver brabuletas pra cambiar e ar-condicionado pra refrescar o traseiro, o Mangusta seria hóórrível, traumatizante.
    Putsa fera.

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  20. Apesar de não ter dirigido um, num quesito eu tenho que concordar com o JJ:
    Carro com acabamento ruim não dá pra aceitar.
    E aqui vai meu complemento: não sei se é o caso (acredito que não), mas carro com pintura ruim não dá pra aceitar (como os rat rods). Carro de verdade tem que ter pintura impecável e especular (e claro, espetacular também).
    Acho estranho que nenhum dos AE preste atenção nisso. A beleza do carro também faz parte do entusiasmo.

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  21. Eu sou meio como o MAO, não dou muita bola para pintura ou marcas da idade no automóvel. São coisas inevitáveis, prefiro me preocupar em ter tudo fuuncionando... e dirigir.

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  22. Antinio Nunes17/11/10 13:04

    Pera ai, o chassis TORCE ou FLETE ?

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  23. Talvez eu pareça maluco, mas o carro me lembra um pouco o nosso SP2 (especificamente o protótipo natimorto SP3).

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  24. Sobre esse negócio de ergonomia e carros "tortos", dois carros ensinaram-me uma lição valiosíssima.

    O primeiro foi o querido Chevrolet Chevette, alvo de pesadas críticas da imprensa em razão de seu volante enviesado. Quando aprendi a dirigir em um deles, a "tortura" do volante logo foi esquecida, suplantada pela excelente ergonomia geral e pela deliciosa "tocada" do carrinho.

    O segundo, derivado do Fusca, recebeu críticas de ninguém menos que o mestre José Luiz Vieira, por ter "o volante virado para um lado e os pedais, para o outro". Com essa informação na cabeça, e como ex-proprietário de um VW Brasília, sentei-me pela primeira (e, até hoje, única) vez ao seu volante, já imaginando a porcaria que deveria ser. Meus preconceitos evaporaram na hora. O banco do motorista recebeu-me com um abraço simplesmente delicioso, e o volante caiu em minhas mãos como se houvesse nascido ali. Tudo estava no lugar certo. Tá bom, chega de suspense: era um Porsche 911.

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  25. Bussoranga,

    pôxa, sou um dos primeiros a prezar por uma boa aparência e conservação, dá uma olhado no meu antigo texto sobre molduras laterais:

    http://autoentusiastas.blogspot.com/2009/05/feiura-programada.html

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  26. Anti(o)nio Nunes,

    torce e flete.

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  27. Tem razão JJ, eu não havia lido aquele post com a foto do Vectra, me desculpe.

    Acho um barato essa diversidade de opiniões da turma do AE, em especial voce e o AG. Ainda bem que existe essa diversidade!

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  28. Torce, flete, acho que...,outro falando de Chevette, Brasilia,Vectra e outras merdas mais, como se ninguem quisesse ter um De Tomaso Mangusta na garagem. Claro que nao è o maximo mas sempre um carro desejavel, ainda mais prà esse bando de pés de chinelo que ainda se atreve a julgar carros de primeiro mundo. Lembro que o Brasil é 4° mundo. Perdeu uma posiçao à algum tempo.
    rsrsrsrsrsrs
    M

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  29. Este comentário foi removido pelo autor.

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  30. JJ, Arnaldo, sobre a diferença de opiniões...

    Não houve mudanças nas peças da suspensão do Mangusta q vc guiou, Arnaldo?

    De repente trocaram a caixa de direção (eu não me surpreenderia e se fosse meu provavelmente não encontraria outro igual ao original e colocaria um componente mais moderno e melhor)... Amortecedores, molas e pneus com certeza são outros ...

    Os pneus por exemplo mesmo sendo da mesma medida evoluíram muito nesses anos... Amortecedores nem se fala...

    Embora eu não tenha a mínima dúvida que o piloto faz muita diferença, daí podem vir as diferenças de opinião.

    Abraços.

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  31. Pessoal

    A revista Car and Driver não é inglesa,mas americana.E,como se percebe, os nêgo lá nem sempre captam bem o "espírito da coisa"

    Agora,o desenvolvinento do Pantera foi quase mandatório a partir das deficiências do Mangusta,principalmente nos capítulos da rigidez estrutural e da distribuição de massas,com alguns "inputs" da própria Ford q.,ao insistir na adoção de construção monobloco,acabou deixando o carro meio pesadão. Além do q., Tom Tjaarda não era Giugiaro.

    Verdade,JJ e AK-é lindo!mas tem q.estar na maum di homi...

    abs

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  32. Eu tambem tive esse Matchbox :) Pena que se perdeu com o tempo...

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  33. VÁ SE F..... KELLER = BABACA

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