LINHA PLYMOUTH 1970

É realmente engraçado ver a evolução dos automóveis americanos em 40 anos: a linha Plymouth para 1970 era composta basicamente de dois modelos full-size (Fury e Beldevere) e dois modelos "compactos" (o pony car Barracuda e o modelo de entrada Valiant). Suas variações faziam a composição da linha: cupês e sedãs de duas ou quatro portas (hardtops ou com coluna central), conversíveis e peruas.

Curiosamente ninguém sentia falta de automóveis com elevada altura do solo e tração 4x4: foi uma época em que utilitários mereciam um catálogo próprio, pois ainda eram utilizados quase que exclusivamente para fins comerciais.

A Plymouth foi extinta há quase 10 anos, mas comparando-a com uma divisão Chrysler similar (a Dodge) hoje, veremos que não há mais lugar para hardtops, conversíveis e peruas: são todos coisas do passado. A linha atual é composta de um carro compacto sem personalidade (Caliber), um pacato sedã ajaponesado (Avenger), um sedã anabolizado (Charger), um cupê anabolizado sobre a mesma base (Challenger) e um esportivo que já pendurou as chuteiras (Viper). Um utilitáio esporte (Nitro), uma minivan (Grand Caravan) e um crossover (Journey) completam a quase insossa linha Dodge para 2010.

Tirando o Challenger e o Charger (com ressalvas), acredito que eu não faria questão alguma de ter um Mopar hoje. Tempos difíceis esses...

FB

24 comentários :

  1. FB,
    Concordo com partes do texto. Mas acho que a dodge não me causa tanta insonia como tantas outras marcas, não só americanas. Hoje toda empresa automotiva precisa ter um carrinho de supermercado pra vender. O publico que não se interessa por carro aumentou com o tempo, e esse publico que não se importa com a máquina que tem pago as contas, exceto no caso de algumas marcas, mais exclusivas.
    Agora, chorei quando vc disse "um esportivo que já pendurou as chuteiras" com tanto desdenho, putz, escorreram lágrimas de sangue dos meus olhos! As fezes atingiram o ventilador na velocidade máxima, até meu monitor se sujou. Acho que só do Viper ter existido, em produção ou não, já faz a dodge não ser insossa. Mostra que um dia ela teve peito de fazer algo insano e inexplicavel, e talvez ainda exista esperança.
    Acho que existem vários catalogos de outras companhias, por todo o mundo, que se encaixariam como luva no seu texto, só acho que a Dodge ainda merece um crédito.

    abs,

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  2. Mister Fórmula Finesse11/11/10 09:37

    E isso que é um barato nos automóveis também....longe de discutir os (de)méritos do catálogo atual; a gente percebe atráves destas propagandas, como o tempo pode ser mensurado em coisas tangíveis.

    Você observa a passagem do tempo por balizadores como suas próprias fotos de antigamente e principalmente por carros, se fizer o mesmo observando construções, verá que as paisagens demoram muito a mudar em relação aos cosmos de acontecimentos que acontece todos os dias em nossas vidas.

    Isso que é interessante então observar também, a "temporalidade" dos carros, reflexo quase instantâneo da sociedade que o produz. É a história escrita e propelida em metal. Sempre dinâmica e fascinate...acredito que seja um dos grandes ingredientes pelo gosto por automóvel que anima a tantos nós!

    Imaginem amigos, como será o catálogo daqui a quarenta anos! tantas variações de formas e utilizações, é só continuar o prumo na estrada da vida.

    P.s: eu adoraria ter um Barracuda amarelo!

    GM

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  3. Mister Fórmula Finesse,

    Concordo demais quando disse sobre a temporalidade dos carro. O fato é esse mesmo. O grande publico, a sociedade, que dita as tendencias.

    Creio que em menos de 40 anos teremos carrinhos eletricos parecidos com os do desenho Hot Wheels, todos com uma única opção de motorização e 2 opções de baterias, a mairia de 2 lugares e com direção automática (coisa q o google já tem pronto e já está testando em via pública a algum tempo, com sucesso). Pelo menos teremos algumas horas de sono, durante o transito.

    abs,

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  4. Esquecendo o texto, eu ficaria com um Valiant Duster 340. Hoje em dia o maior problema é que mobilidade em um automóvel não é mais tratado como liberdade pela maioria dos usuários, e sim, simplesmente ir de um ponto a outro, é somente locomoção. Em pensar que a 80 anos atrás trabalhar a 10, 20 km de casa era um absurdo por falta de meio de transporte confiável. São somente 4 gerações. Creio que por isso a paixão pelo automóvel vem se perdendo. quando falo que irei viajar 1600 km com um carro a primeira pergunta que fazem é por que não vai de avião, ou seja, carro se resumiu a ir de A para B e não liberdade de decisão.

    Sds,

    Cristiano Zank.

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  5. É de se imaginar que a linha Dodge (e também a da divisão Chrysler) irá se beneficiar nos degraus iniciais com a parceria com a Fiat.
    E a graça da parceria é justamente na pouca redundância entre os produtos: onde a Fiat é forte a Chrysler é fraca e vice-versa. É diferente dos tempos da extinta DaimlerChrysler, em que se notava uma vontade da parte alemã em boicotar a americana (talvez inveja pelo fato de na época a Chrysler agregar em carros baratos margens de lucro superiores às que a Mercedes conseguia em seus modelos).

    Por ora, já vemos alguns frutos da parceria nos interiores dos Chryslers, Dodges e Jeeps mais recentes ou reestilizados, que ganharam em qualidade. Fora isso, fala-se de ganhos de qualidade a médio prazo.
    De motores, também vejo um bom prognóstico, ainda mais que bons propulsores são tônica habitual da Chrysler. Exemplo positivo está no Pentastar, que mesmo sem injeção direta, produz 280 cv, boa marca para um V6 e que permite antever potências acima dos 300 cv com o uso de Multiair (e podemos imaginar algo ainda além disso se injeção direta for adicionada).

    Também não esqueçamos que a nova geração do Viper foi apresentada aos concessionários Chrysler em evento fechado. Pelo que falam, ficou bom o resultado.

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  6. Não havia política / engenharia de redução de custos naqueles anos 70, taí essa linha Chrysler 70 é a festa dos velhos autoentusiasta, mas é o horror dos novos engenheiros automotivos...

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  7. Desse catálogo eu queria dois modelos: um Valiant 340 branco para o dia a dia e um Fury Wagon bege para as viagens (sim, aquele com lateral imitando madeira no canto inferior esquerdo da imagem).

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  8. Ao anônimo das 11h28, em que pese não haver política e engenharia de redução de custos formalmente instalada na Chrysler daqueles tempos, ela já era seguida de alguma forma:

    1) Todas as divisões compartilhavam basicamente os mesmos motores: slant-6, A/LA (o dos nossos Dojões), B/RB e Hemi. Também havia compartilhamento de transmissões e o nível de componentes comuns entre os Chryslers da época era alto ainda mais se compararmos com Ford (essa em menor escala) e GM (essa mais ainda);

    2) Plataformas derivadas de outras. A E do Challenger original e do Barracuda derivava da B do Charger;

    3) Outras similaridades em soluções de componentes.

    Em que pese a grande racionalidade que já havia na Chrysler daqueles tempos, o problema foi mesmo em outras esferas, muito em execução de produto.

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  9. O que mudou daquela época pra hoje? Simples. Naquela época só comprava carro quem gostava de dirigir ou tinha motorista particular. Hoje qualquer mané compra carro. Não me refiro ao .br, e sim em termos mundiais.

    Na semana passada fiz uma viagem de 2000km de carro (no .br). Muita gente achava que eu não ia conseguir chegar. Cheguei tranquilo, e isso que mais da metade era em pista simples. Viagem de 2 dias, 1000km por dia, com paradas para almoço e reabastecimento do carro.

    Piece of cake. Nada como ter motor e handling (estrada extremamente curvilínea de ponta a ponta, e com direito a muitas subidas e descidas, e caminhões, muuuuuitos caminhões). Foi bem legal.

    O povo tem hoje a idéia de que o carro não aguenta viagens longas, isto é, ele quebra. Isso é reflexo dessa profusão de motores mixurucas, que vivem operando "no talo" em tempo integral. Então quem só teve carrinho, e sabe que na rodovia ele sofre, acaba ficando com medo de viagens longas. Basta comprar carro de verdade que metade dos problemas desaparece. A outra metade se resolve com rodovias boas e ausência de regras toscas.

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  10. Já vi de perto um Fury 70 2 door hardtop, é lindo, gigantesco, "fury" mesmo, e deve ser bem mais barato pra importar que um Challenger ou Charger antigo.

    McQueen

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  11. Eu ainda gostaria de ter ao menos quatro dos Chrysler/Dodge atuais: o 300C, o Challenger, a pick-up Ram, e o Jorney. E até hoje tenho saudades e admiração pelos nossos Dodges, dos quais adoraria ter um Charger R/T "triple-blue", um Le Baron ou Magnum, e aquele que por várias razões foi o escolhido para tornar realidade meu projeto de ter um carro antigo, e que já ando procurando com calma enquanto engordo o cofrinho para tal objetivo: o Dodge Polara.

    PS: vendo este catálogo, não pude deixar de notar uma coisa cuja falta me incomoda profundamente hoje em dia, que é a variedade de cores de carroceria, isto sem falar nas cores de interior.

    Mr. Car.

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  12. McQueen,


    Eu também queria um "fuselage style" como o Fury, mas conversível...
    Seria perfeito pra curtir as belas estradas da minha região...Um dia eu chego lá !!
    Moparbraço e parabéns pela comparação, Bitu !!!
    Só um detalhe: apesar da tal "modernidade" atuar em praticamente todos os segmentos de nossa sociedade, os Chrysler continuam a ser objetos de desejo e ainda mantêm acesa a chama em alguns modelos...Eu mesmo adoraria um Challenger R/T moderno e novinho pra rodar no dia-a-dia !

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  13. E ae parceiro rola uma parceria?

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  14. tem o 300C!!!!!!! Animal aquele carro.

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  15. Qualidade atual de toda a linha Chrysler está sofrível, tanto "visual" como mecanica. Veja a Fiat entrando em um barco furado.

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  16. Francisco V.G.11/11/10 15:19

    Um Barracuda conversível para mim, por favor.

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  17. Bitu, seus dois últimos artigos estão impregnados por um certo ar blasé. Se em 2010 a linha da Chrysler não tem nada que lhe interesse, ok, compre um Duster '70! Se o Camaro '74 não lhe atrai, talvez o 2010, quem sabe? Mas entusiasme-se de alguma maneira. Anime-se! Acelere alguma coisa que isso passa!
    Abraços!

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  18. O Revoltado !11/11/10 19:25

    Tirem ... tirem a Chrysler da Fiat .. Urgente !!

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  19. Muito do que se vê de depenação nas linhas atuais de automóveis não se deve apenas ao gosto insosso de compradores não entusiastas. Hoje o bolso anda mais "raso" do que naqueles idos de 1970, em parte pelo que o AAD escreveu no post sobre a Veraneio. A renda familiar ficou mais curta, não dando muito espaço a certas extravagâncias sobre rodas, infelizmente.

    Mesmo os carros 1-litro atuais aguentam bastante desaforo. Não sei de onde o pessoal imagina que o carro moderno não aguentaria viagens longas por caminhos "lunares". Aliás, quando se propõe viagem longa de carro pelo Brasil, alguns nos chamam de loucos. Tem algo melhor que viajar por si próprio, podendo alterar o trajeto pré-determinado se algo mais interessante aparece no caminho?

    Mas, desse catálogo Plymouth 1970, ficaria com um Road Runner coupe 2 portas (por questões óbvias... Ou alguém ainda tinha dúvidas de que meu nick se deve apenas ao simpático pássaro corredor???) e um Barracuda 2 portas hardtop.

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  20. Vc não compraria o VIPER (com 1 ano de uso,claro já que a Fiat o matou) ????

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  21. Lembremos que a nova geração do Viper é esperada para 2012 e os concessionários já a viram:

    http://blogs.cars.com/kickingtires/2010/09/new-dodge-viper-expected-in-2012.html

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  22. Uma informação interessante que eu encontrei outro dia, é que naquela época, final dos anos 60 e início dos anos 70, a Plymouth era a 3ª maior fabricante dos Estados Unidos, vendia bem mais que a Dodge... só perdia para Ford e Chevrolet.

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  23. Mopar or no car!

    ninguem precisa de uma linha gigantesca de automóveis, sendo que com pouco ja consegue humilhar a concorrencia...

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  24. se eu tivesse um sport fury 70 eu seria uma pessoa mais feliz.....


    um roadrunner tbm ñ seria má idéia....

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