ARTE DINÂMICA



Uma bela imagem de um Escort Mk (Mark) 2 inglês, em um rali para antigos.

Um salto arrepiante de um carro produzido de 1975 a 1980, o último modelo antes do que tivemos no Brasil.
Interessante como os ingleses usam o termo "Mark" para marcar uma grande alteração nos carros e outras máquinas. Muito mais bonito do que "geração", já que um carro não é gerado como um ser vivo, mas sim, desenvolvido.
Coisas da cultura americana, acompanhada pela brasileira. Ou da falta dela.

JJ

22 comentários :

  1. Ah os esportivos Ford... pena que a Ford brasileira nunca deu muita bola para esse lado da imagem da marca.
    Sou fã de carteirinha dos Ford, não há um XR, RS, ST, GT que não seja um grande carro.

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  2. Interessante lembrar que os Escort Mk 1 e Mk 2 possuiam mecânica com tração traseira. Configuração esta que só foi utilizada pela Ford no Brasil para os Utilitários, Maverick e Galaxie/LTD/Landau, todos da vertente americana da Ford.

    Enfim, quanto ao uso do termo "Geração" ao invés de "Mark", realmente tem a ver com cultura de mercado. Coisas da eterna briga entre setores de projeto e de marketing das montadoras.

    Incrível é saber que por aqui até um mero Facelift é encarado como uma nova "Geração" de um produto... Por exemplo o VW Gol G3, que nada mais é do que um facelift do G2 e recebeu todo status de um projeto totalmente novo.

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  3. Pedro Navalha01/11/10 16:24

    Não existe Ford Escort que eu não goste, mas os Mk3, com motorização transversal, tração dianteira e aquela traseira notchback realmente foram inesquecíveis.
    Tanto que foram os carros mais vendidos do mundo durante toda a década de 80.
    Lembro que na Inglaterra e Alemanha os Mk3 fizeram um sucesso absurdo. Via esses Escort aos montes rodando por lá, do mesmo jeito que hoje se vê o Focus por exemplo.
    E pensar que a Ford Brasil chegou a exportar Escorts Mk3 para o mercado nórdico. Que saudades daquela época...

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  4. Impagável a cara dos sujeitos ai atrás da foto.... rsrs

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  5. Francisco V.G.01/11/10 18:31

    Haja reforço estrutural para essa "pancadaria", ainda mais em carros com mais de trinta anos de chão.

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  6. No caso da Ford, o uso do termo "Mark" ou sua abreviatura "Mk" faz sentido se pensarmos que ela é uma marca useira e vezeira de fazer amplas alterações em seus modelos que são quase uma passagem de geração, mas não o são.
    Temos como exemplo simples disso o Fiesta. O Mk4 usava o monobloco do Mk3, mas com uma ampla série de modificações, como:

    1) Subchassi dianteiro;

    2) Motores Zetec;

    3) Interior totalmente renovado;

    4) Folhas de porta e estampos não estruturais abaulados (os do Mk3 eram vincados);

    5) Vidros laterais (no 3p) renovados;

    6) Tampa traseira mudada (com curvas);

    E aí o Mk4 acabou tendo apenas uma mudança maior, quando perdeu a frente "tristonha" para pegar a "gatinho".
    Também temos o exemplo do Escort. O Zetec foi quase uma passagem de geração, ainda que as alterações tenham sido menos extensas que as do Fiesta, mas também coube aí um "Mark".

    Já aqui no Brasil, podemos considerar como Mk2 o nosso Ka, devido às alterações extensas, em que pese ter o mesmo para-brisa e as mesmas portas do Mk1.
    Tudo bem que em outras marcas também vemos modelos que são quase passagem de geração por conta das alterações extremas que sofreram. Entre um Fusca de janela bipartida de 1948 e um 1303 dos anos 1970, quantos "Marks" tivemos? O mesmo pode ser aplicado ao Citroën DS, por conta de suas alterações em prol da aerodinâmica. Já aqui no Brasil, temos o exemplo do Santana, que teve um "Mark" por conta das alterações extensas de 1991, que mantiveram a mesma plataforma e portas, mas que mudaram todo o resto. Foi quase uma passagem de geração, mas ficou no quase. Foram bem mais extensas que as alterações do Monza um ano antes.

    Se bem que com as técnicas atuais, talvez a quase-passagem de geração que representam os "Marks" à moda da Ford percam o sentido, uma vez que fazer uma carroceria que não compartilhe estampos outros que os da plataforma (assoalho, parede corta-fogo e outras peças ao rés do chão, vamos assim convencionar) pode custar tanto quanto fazer a tal quase-passagem, mas com a vantagem de ser uma passagem de geração e, portanto, permitir agregar mais benefícios. Vide o exemplo do Bravo que a Fiat lança aqui no Brasil durante o Salão do Automóvel. O leigo não vai se dar conta de que é um carro com a mesma plataforma do Stilo, mas com melhorias da Magna Steyr. Mas a Fiat sabe muito bem quantos milhões de euros economizou ao retrabalhar uma base que já era boa. O mesmo vale para o Golf VI, que usa a mesma plataforma do V, mas é uma passagem efetiva de geração.
    Voltando à Europa, outra marca que é boa de passar gerações sobre uma mesma plataforma é a Opel. Vide o exemplo do Vectra A, que usava a plataforma J do Ascona C (nosso Monza) com alterações. Há também o caso do Omega B (mesma base do A, com suspensão traseira alterada de braço arrastado para multilink) e, mais recentemente, do Astra D, que usa a mesma Delta do Astra C. E se recuarmos muito no tempo, veremos que o Rekord D usava basicamente a mesma plataforma do C (que aqui originou o Opala). Outro craque nisso é o grupo PSA: o 308 e o C4 de nova geração usam a mesma plataforma retrabalhada que equipou C4 de primeira geração e 307.

    Voltando à Ford, não esqueçamos que já circulam rumores de que o Focus Mk3 (o recém-lançado) será fabricado na Argentina a partir de 2012. Esse modelo usa a mesma plataforma C1 do Mk2 que conhecemos e elogiamos por aqui. É demonstração de boa engenharia, pois é uma plataforma que suporta muito bem a passagem do tempo.

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  7. Que pena que não tivemos esse aqui,ou então pelo menos a mecânica dele no Corcel,coisa que acredito que seria caso a Ford não adquirisse a Willys,do contrário o Corcel sem dúvida seria o carro antigo mais desejado do país...

    Abraços!

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  8. O motor desse Escort provavelmente era um dos dois de comando no cabeçote que essa geração tinha. Já os Escords do dia a dia usavam motor Kent (que conhecemos aqui sob o nome de Endura). Entre o Kent europeu e o CHT brasileiro, sou mais o último.
    De qualquer forma, seria pra lá de interessante se a Ford tivesse feito um de seus modelos de tração traseira e porte menor (Escort Mk2 ou Sierra) com o CHT. Quando se vê que a Argentina fabricou o Sierra 1.6 e precisava importar o motor da Inglaterra, vê-se o quanto de desperdício houve na Ford sul-americana, pois o CHT atingia valores de potência e torque comparáveis, com a vantagem de ser mais leve e mais baixo (o que iria beneficiar ainda mais o comportamento dinâmico do Sierra).

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  9. Gil Roberto02/11/10 20:38

    Em Junho de 1979 tivemos o 1o. (e único, que eu saiba) Rallye Internacional do Brasil, e entre os competidores estrangeiros havia um ou dois Escort ingleses, parecidos com o da foto. Eu assisti à partida promocional, que foi dada junto à Assembléia Legislativa do Ibirapuera e também às etapas que passaram em Campos do Jordão, experiência inesquecível!

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  10. Quais foram os carros da Ford brasileira que usaram 4x4? Só lembro da Belina (acho que o Del Rey também) e das caminhonetes.

    Dos Escorts eu sei que a versão RS Cosworth 4x4 britânica é muito forte, excelente para curvas, off road e etc mas tinha um problema crônico nas bronzinas. Como todo bom esportivo tinha que ter um probleminha né?

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  11. Outro carro da Ford com tração nas quatro rodas é o EcoSport 4WD. Vende pouco, mas existe e pode ser pedido normalmente em qualquer concessionária da marca. E é fabricado no Brasil.

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  12. O Escort Cosworth é um RS200 "com roupa de festa", digamos assim. Uma plataforma desenvolvida para campeonatao de Rally não seria "ruim" nas ruas... Vide o exemplo dos Audi "Quattro". Essas plataformas são muito boas até hoje.

    Já os Belina e Pampa 4x4 foram "criados" não para desempenho. NUNCA nenhum veículo decendente do projeto M teve ideais esportivos... Estes 4x4 foram criados em uma tentativa (frustrada) de substituírem o então retirado de linha, o saudoso Jeep "Willys".

    Um Ford legítimo para a massa, só apareceu com o Escort Zetec, já "do meio para o fim" da década de 90...

    Costworth (YB) ou mesmo estes Kent que equipavam estes Mk1 e Mk2, eram "luxo" aqui...

    :(

    Dudu

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  13. No Mercado Libre uruguaio se encontra uns MK1 e MK2 a preços acessíveis. Para os entusiastas do Escort é bem válido! Além destes, há alguns exemplares à venda do bonito MK7 ("Zetec") Conversível, que infelizmente não desembarcou aqui...

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  14. João Gabriel Porto Bernardes03/11/10 13:51

    É verdade Marlos,

    Lá acha Escorts MKII até por U$ 500

    É uma oportunidade...

    Abraços!

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  15. Alguém sabe como se faz os trâmites legais para se trazer um carro de fora?

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  16. Vamodoido, para importar um carro usado, é preciso que ele tenha mais de 30 anos de uso, o que significa que ele entra como item de colecionador.
    Claro que há também os trâmites burocráticos, como contêiner e outras coisas. Em todo caso, carro vindo do Uruguai pode ser trazido por terra para cá.

    E, claro, sendo um carro carburado, fica fácil regulá-lo para nossa gasolina.

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  17. JJ,

    Não é por nada, não, mas esse carro não se esborrachou, não?
    Ta caindo meio torto... Vai dar mer...
    Um Dodginho, bem acertado, é o que tivemos mais próximo disso. Meu irmão teve um, mexido, carburação Weber e taxa, e era muito gostoso, quando não estava na oficina.

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  18. João Gabriel Porto Bernardes03/11/10 20:55

    Sim Arnaldo,

    O Polara é bem parecido mesmo,aliás a versão inglesa ,o Hillman já disputou muitos ralis com os Escorts na Europa,porém com motor de menor cilindrada que o nosso,mas com dois SUs e bem taxados rsrs
    O Chevettinho também não fica muito atrás não rsrs

    Abraços!

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  19. Realmente anônimo, daria pra caçar uns Chepalas 1.8 originais na Argentina, se ainda hoouver. O Opel K-180. Que nominho mais xoxo aliás. Paree caminhãozinho da Hyundai.

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  20. João Bernardes,

    vc falando e eu acho que me lembro... O Dodginho brasileiro não tinha carb SU também não? Mas um só.
    E eu disse Dodginho porque esse Escort eu guiei na Austrália em 1981 e lembro que me lembrou o jeito do Dodginho andar.
    Mas o motor do Dodginho parecia motor de jipe, tinha força mas não era bom de giro, acabava logo.
    Agora, ainda terei um belo dum Chevette capeta, com uns 150 a 200 cv, por aí. É tara.

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  21. Quem tiver a oportunidade de jogar o excelente Dirt II, pode completar o o desafio Colin McRae, que são 3 provas no Escort 74. A dinâmica é de um carro substercante, que repentinamente vira sobreestercante. Demais!!!!

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  22. Desculpem pelo off-topic, mas vi alguns relatos muito interessantes aqui (como em outros posts), a ponto de não entender por que as pessoas deixam a identidade anônima. Convido cada um a escrever ao menos um prenome ou pseudônimo, pois é uma pena ler um ótimo comentário e nem poder se referir ao autor pelo nome.

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