google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
A produção brasileira de veículos em 2013, impulsionada pelo bom desempenho das exportações, do agronegócio e pela substituição de veículos importados por nacionais, foi a melhor da história da indústria automobilística. Os dados foram divulgados ontem em São Paulo pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea.

As 3,74 milhões de unidades produzidas em 2013 superaram em 9,9% as 3,40 milhões de 2012. No último mês do ano saíram das linhas de montagem brasileiras 235,8 mil, 12,1% abaixo das 268,3 mil do mesmo mês de 2012 e inferior em 18,6% com relação as 289,6 mil de novembro de 2013.

Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, os resultados de 2013 foram positivos, mas a indústria tem muitos desafios para superar: “Hoje o Brasil é o quarto maior mercado no mundo, mas apenas o sétimo maior produtor. E para subirmos nesse ranking teremos que melhorar nossas condições de competitividade. Em 2013 demos importantes passos com a consolidação do Inovar-Auto, atração de investimentos para o desenvolvimento da produção local e apresentação de projetos como o Inovar-Máquinas, Inovar-Tecnologias e Exportar-Auto”.

As exportações encerraram 2013 com alta de 26,5% ao se comparar as 563,3 mil unidades do ano passado com as 445,2 mil de 2012. No comparativo mensal, contudo, os 40,3 mil veículos que deixaram o país no último mês de 2013 representaram retração de 2,2% ante os 41,2 mil de dezembro de 2012 e de 11% frente os 45,2 mil de novembro do mesmo ano.

Em valores, as exportações de veículos — autopeças incluídas — e máquinas agrícolas em 2013 registraram novo recorde histórico: foram exportados US$ 16,6 bilhões, 13,5% acima dos US$ 14,6 bilhões de 2012. O montante supera em pouco mais de US$ 330 milhões o ano de 2011, até então o melhor ano da história neste quesito.

Licenciamento
Em licenciamento, 2013 terminou como o segundo melhor ano da história — atrás apenas de 2012. Houve contração de 0,9% ao defrontar os 3,76 milhões de veículos do ano passado com os 3,80 milhões do ano anterior. Na comparação mês a mês, as 353,8 mil unidades de dezembro de 2013 ficaram 1,5% mais baixas que as 359,4 mil de igual período de 2012 e 16,8% superiores que as 302,9 mil de novembro de 2013.

De acordo com o presidente da Anfavea, “o resultado pode ser considerado um empate técnico no patamar mais elevado da história da indústria, mas a rigidez na concessão de créditos foi um fator determinante que segurou um pouco o ímpeto do consumidor”.

Ao se analisar separadamente o licenciamento de veículos nacionais, 2013 fechou as atividades como o melhor ano da história, com alta de 1,5% comparado com 2012, enquanto os importados caíram 10,3%. Com isso a participação dos importados no total de licenciamento em 2013 foi de 18,8%, o mais baixo dos últimos anos.

Projeções para 2014
A Anfavea também divulgou suas projeções para 2014, que apontam para novos recordes. A entidade projeta para 2014 aumento de 0,7% na produção, 1,1% no licenciamento, 2,1% nas exportações em unidades e 2,6% nas exportações em valores. Para o segmento de máquinas agrícolas, as projeções indicam estabilidade em produção e exportações e 1,1% de alta em vendas internas. (Anfavea)

Resumo dos licenciamentos em 2013




Fabricante
Autos
Com. leves
Total
%






Fiat
604297
158683
762980
21,3
VW
539093
127646
666739
18,6
GM
540608
109206
649814
18,2
Ford
238262
96800
335062
9,4
Renault
170480
65884
236364
6,6
Toyota
116830
59438
176268
4,9
Hyundai
157713
0
157713
4,4
Honda
131005
8274
139279
3,9
Outras
50495
60415
110910
3,1
10º
Nissan
62220
15606
77826
2,2
11º
Citroën
63249
2864
66113
1,8
12º
Mitsubishi
5788
52386
58174
1,6
13º
Peugeot
53081
4429
57510
1,6
14º
Caoa
17357
38581
55938
1,6
15º
Mercedes
8501
9297
17798
0,5
16º
Audi
4739
1955
6694
0,2
17º
Iveco
0
4049
4049
0,1
18º
Mahindra
0
633
633
0,0
19º
Agrale
0
39
39
0,0


2763718
816185
3579903
100,0
Fonte: Anfavea


Resumo dos licenciamentos em 2012




Fabricante
Autos
Com. leves
Total
%






Fiat
679294
158294
837588
23,0
VW
651277
117118
768395
21,1
GM
535711
106933
642644
17,7
Ford
255443
68237
323680
8,9
Renault
180699
60874
241573
6,6
Honda
120056
14900
134956
3,7
Outras
60118
69309
129427
3,6
Toyota
63617
50187
113804
3,1
Nissan
87196
17584
104780
2,9
10º
Caoa
40917
45392
86309
2,4
11º
Citroën
72474
2127
74601
2,1
12º
Peugeot
66173
5882
72055
2,0
13º
Mitsubishi
6736
53841
60577
1,7
14º
Hyundai
22053
0
22053
0,6
15º
Mercedes
5825
5243
11068
0,3
16º
Audi
3951
1012
4963
0,1
17º
Iveco
0
4602
4602
0,1
18º
Mahindra
0
359
359
0,0
19º
Agrale
0
51
51
0,0


2851540
781945
3633485
100,0
Fonte: Anfavea

Tive seis tios, todos homens, quatro do lado paterno e dois, do materno. Todos, menos um, foram grandes tios, amigos, em muitos casos companheiros. O tio Paulo, do lado materno, foi o mais amigão deles e foi quem me introduziu ao mundo do automóvel sentado no banco do motorista de seu Citroën 11 L 1947. Eu tinha apenas 10 anos e mal enxergava por cima do grande volante. Com toda a paciência do mundo me ensinou os fundamentos dessa arte-técnica, que uso até hoje. Mas teve um, o tio Sidney, que era mesmo incrível. Na foto ele tinha cerca de 35 anos.  

Dentista, automobilista, era metido a inventor e gostava tanto de mecânica que fechou o consultório por um tempo e foi fazer um curso de mecânica de automóveis em Saint Louis, estado do Missouri, nos EUA, já que pretendia abrir uma oficina mecânica "de alto nível" no Rio, onde morávamos todos.

Na volta, depois de quase um ano fora, contou-nos suas experiências no tal curso. Uma foi logo nos primeiros dias do curso, o instrutor, ou professor, ter-lhe mandado varrer a sala de aula no fim do dia, ao que o tio retrucou: "Mas eu sou um doutor, um cirurgião-dentista, não é próprio eu fazer esse tipo de trabalho", no que ouviu simplesmente, "Right, doctor, but do what I am telling you to do, please" (certo, doutor, mas faça o que estou lhe dizendo para fazer, por favor). Não teve saída senão pegar a vassoura.

Automobilismo perde o genial e humano Brian Hart, “autoentusiasta” de carteirinha e verdadeiro hedonista do esporte. 

 

Dakar 2014 começa em Rosário; Michael Schumacher continua em estado de coma em Grenoble.




Brian Hart, 7/9/1936–5/1/2014 (foto Jordan Grand Prix

Não foi a melhor transição de calendário para o automobilismo de competição: no último domingo de 2013 Michael Schumacher sofreu lesões cerebrais em conseqüência de acidente enquanto esquiava em Meribel e no primeiro domingo de 2014 o inglês Brian Hart faleceu, aos 77 anos. Personagem dos mais tranqüilos nos paddocks da F-1, com ele desfrutei inúmeras oportunidades de aprendizado, bom papo e muito vinho, em particular durante a temporada em que ele cuidou dos motores da equipe Minardi, em 1997.

Apaixonado pelo automobilismo, Hart aprendeu engenharia durante o período em que trabalhou para a De Havilland, empresa aeronáutica britânica onde surgiram vários outros nomes de relevo para o automobilismo mundial, em particular o inglês. Entre eles Maurice Phillipe (que viria a participar do projeto Copersucar) e Mike Costin, o “Cos” da empresa Cosworth. Piloto com o pé direito pesado e de capacete recheado por inteligência e conhecimento mecânico acima da média, o esguio e calvo Brian se destacou na F-2 dos bons tempos tanto ao volante — venceu em Nürburgring, em 1969 —, quanto como fabricante de motores. Além de suas versões para os motores Ford BDA e FVA, ele construiu um modelo sob encomenda para Ted Toleman, motor que fez Brian Henton e Derek Warwick dominarem a temporada de 1980. Este resultado impulsionou Toleman — então proprietário da maior transportadora de carros novos da Inglaterra —, a embarcar num projeto mais ousado: uma equipe de F-1 mais tarde rebatizada em Benetton, Renault e, mais recentemente, Lotus.

Hart (esq.) ao lado de um TG184 usado por Senna durante evento em Donington (foto Google)

O amigo Carlo Gancia nos enviou um interessante filme promocional do Chrysler Airflow, de 1934, que o AUTOentusiastas compartilha com seus leitores. Infelizmente é narrado em inglês e não tem legendas. Mas mesmo assim é de fácil compreensão.

O carro, como se sabe, adotou princípios de aerodinâmica para diminuir o arrasto aerodinâmico que foram usados em alguns carros na década 1930, como o Volkswagen e o Peugeot 202. O veículo inovou também com sua carroceria monobloco.

Leia mais sobre o Chrysler Airflow no Wikipedia e também no AE, digitando Chrysler Airflow na ferramenta de busca.

Aprecie o didático filme de pouco mais de 13 minutos.

AE


A Fiat chegou a um acordo com o fundo de pensão VEBA, que detém 41% do Grupo Chrysler, no sentido de pagar as ações por US$ 3,65 bilhões, desse modo criando as condições para um fusão total entre a Fiat e a Chrysler. A transação, que possibilita à Chrysler evitar um oferta inicial de ações, deverá se concluir no dia 20 de janeiro ou mesmo antes. Disse o executivo-chefe Sergio Marchionne à imprensa: “Na vida de toda grande organização e seus funcionários, existem momentos de definição que passam aos livros de História. Para a Fiat e a Chrysler, o acordo que acabou de ser feito com o VEBA é claramente um desses momentos”. Acrescentou ele: “A estrutura unificada da propriedade nos permitirá agora executar a fundo nossa visão de criar uma fabricante de automóveis global que será verdadeiramente única em termos de combinação de experiência, perspectiva e know-how, uma organização sólida e aberta que garantirá a todos os funcionários um ambiente desafiador e recompensador”.

Segundo os termos do acordo:
           O preço de compra será dividido em duas vezes
           A Fiat diz que a importância será paga com dinheiro disponível em caixa
           A Chrysler dará contribuições adicionais ao VEBA
           Essas contribuições serão de quatro pagamentos anuais iguais de US$ 700 milhões

(Just-auto/Glenn Brooks)
Lembra muito pouco um Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz também fez um carro popular ("volkswagen", apenas um termo, não a marca como conhecemos hoje) para atender ao requisito do governo nacional-socialista alemão, mas, ao contrário do Fusca, foi um enorme fracasso e produzido em baixo número.

Sem dúvida, é o carro menos conhecido da marca e, tal como o Fusca, que todos sabem do que se trata, tem motor traseiro de quatro cilindros, mas em linha e arrefecido a água. Foi considerado um motor de quatro cilindro horizontais opostos arrefecido a água, mas o quatro-em-linha acabou sendo escolhido.

Apresentado  no Internationalen Automobil- und Motorrad-Ausstellung (IAMA), ou Mostra Internacional do Automóvel e da Motocicleta, em Berlim, março de 1934, o 130 H ("H" de Heckmotor, motor traseiro em alemão) provocou muita discussão com sua dianteira sem grade de radiador. O choque foi grande, já que se tratava de um carro com a função de ser o "popular" da marca conhecida pela qualidade de seus produtos de luxo, além de ser muito mais compacto que qualquer outro com a estrela de três pontas sobre a dianteira, além do pequeno motor 1,3-litro de quatro cilindros e na traseira, ambos primeira vez na marca.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos prevê que veículos a gasolina continuarão a dominar o mercado até 2040, disse a Agência de Informação de Energia numa declaração no final de dezembro, que prevê também grande redução de consumo nos carros e picapes/utilitários esporte no país. Mais, o consumo cairá de 9,1 km/l em 2012 para 15,8 km/l em 2040. O consumo total de energia pelo setor de transportes do país devera cair cerca de 4%.

A agência prevê que em 2040 78% de todos os carros e picapes/utilitários esporte consumirão gasolina, ante 82% em 2012. Ela projeta grande crescimento, de 42%, de todos os veículos, em híbridos parciais e outras tecnologias de combustíveis alternativos, e que os totalmente híbridos serão 5% dos veículos em 2040, contra 3% atualmente. Veículos a diesel dobrarão dos atuais 2% para 4%. Prevê também que apenas 1% das vendas totais será de híbridos de baterias recarregáveis da tomada e outro tanto de carros elétricos.

Em 2012, o governo Obama estabeleceu objetivo de reduzir à metade o consumo dos carros e picapes/utilitários esporte em 2025, para 23,1 km/l, apesar do dirigir no mundo real e levando em consideração os créditos ele venha a ser de 17 km/l. A Agência de Proteção Ambiental disse em dezembro que o consumo de carros e picapes/utilitários esporte do país ano-modelo 2012 atingiram recorde de 10 km/l em média e caminha para 10,2 km/l no ano-modelo 2013.

O consumo total caiu 0,51 km/l sobre o ano-modelo anterior — a segunda maior redução nos últimos 30 anos — é parcialmente devido aos veículos estarem mais econômicos e também devido aos preços mais altos dos combustíveis terem levado os consumidores a sair das picapes e utilitários esporte. O resultado representou redução do consumo total em cerca de 5%. O consumo caiu 22% desde o ano-modelo 2004.

A Agência de Informação de Energia prevê agora aumento de 30% na quilometragem anual percorrida por veículo em 2040, tomando por base 2012, menos que os 41% de aumento que havia previsto ano passado para o mesmo período.

A agência prevê também que quando ajustado para a inflação, o preço da gasolina subirá para US$ 1,03 o litro, menos que uma previsão anterior de US$ 1,16/L. Com o diesel, mesma coisa, deverá chegar a US$ 1,25/L, quando antes a previsão era de US$ 1,33 o litro. (US Energy Information Agency)
Chevrolet Corvette, atual séria C7, sétima geração

Recém-lançado, 7a geração, C7 — óbvios para a indicação do carro e sua edição — o Chevrolet Corvette é bela peça de engenharia esportiva, fugindo do antigo carimbo estadunidense de aumentar desempenho por simplório incremento de cilindrada. Ao contrário, suas últimas três edições são bons trabalhos de engenharia para andar mais, como o uso de ligas leves na parte mecânica, o emprego estrutural de motor e câmbio, só para citar.

Mais recente, motor V-8, 6,2 litros, fazendo 455 cv de potência — ou 460 cv se equipado com escapamento esportivo (uma curiosidade, tal engenho, formulado, desenvolvido e testado por fabricante deste porte, oferecer pouco mais de 1% em ganho. Abaixo do equador sempre imaginamos conquista em torno de 5%).

Caixa automática de seis marchas. Ágil, faz da imobilidade a 60 milhas por hora (96,5 km/h) em 3,8 s. Velocidade final não divulgada, e é econômico, dado financeiramente desprezível a quem se interessar comprar nos EUA a partir de US$ 51 mil: entre 16 e 28 milhas por galão, de acordo com os critérios oficiais da agência estadunidense EPA, a do meio ambiente. Quer dizer, entre 6,8 e 11,9 km/litro de gasolina E10.

O preço do Camaro Z/28 2014 será de US$ 75.000, incluindo o frete de US$ 995, quando as vendas começarem. O cupê de alto desempenho será disponível para pedidos no final do mês e as primeiras entregas estão previstas para a primavera do hemisfério norte.
O Z/28 foi tão pensado para uso em pista que os engenheiros tiraram o máximo possível de peso do carro, conforme havia contado ao Automotive News, em março passado, o presidente da GM North America, Mark Reuss. Deixaram apenas um alto-falante no veículo — e isso só para o carro poder andar nas ruas, o motorista poder escutar o aviso sonoro de cinto de segurança desatado.

O Camaro tem apenas um opcional — um pacote de US$ 1.150 que inclui ar-condicionado e um total de seis alto-falantes. O único câmbio disponível é o manual de seis marchas. O motor 7-litros produz 512 cv e 66,5 m·kgf e é montado à mão na fábrica de Bowling Green, no estado de Kentucky.

O Z/28 andou no Nordschleife de Nürburgring em 7:37,47, quatro segundos mais rápido que o Camaro ZL1 do ano passado e o Porsche 911 Carrera S e Lamborghini Murciélago LP640, conforme os seus tempos de volta divulgados. (Automotive News)
North American P-51 Mustang: o desempenho lendário nasceu nas pranchetas

No mundo real, máquinas eficientes precisam também ser confiáveis para cumprir suas funções. Como elas são projetadas para atingir esse objetivo, é o foco deste artigo.

Noções de estabilidade e instabilidade de sistemas

Quando desenvolvemos qualquer tipo de máquina, quer seja um automóvel, um avião ou qualquer outra coisa, queremos que esta máquina seja estável, confiável e controlável. Outras características que desejamos é a velocidade de reação e a docilidade ao comando. Entretanto, como vimos na parte anterior, sistemas dinâmicos se tornam mais lentos quanto mais estáveis ficam e reagem mais rapidamente quanto mais próximos da instabilidade.

Cada sistema tem sua própria dinâmica, mas esse antagonismo entre estabilidade e velocidade de resposta dentro de um mesmo sistema é regra geral. Conseguir um sistema rápido e estável sempre depende de um projeto otimizado da dinâmica do sistema. Se mantivermos a mesma disposição dinâmica básica, quanto mais estável e amortecido mais o sistema se mostra preciso e lento, e quanto mais rápido o sistema responder, mais bravio e impreciso ao comando ele será.

Entretanto, se o sistema for extremamente estável ou instável, compromete-se a docilidade ao comando. Busca-se então ajustes desses sistemas dinâmicos que ofereçam um comportamento marginalmente estável.

Sistemas podem ter diferentes tipos de equilíbrio. Eles podem ser estáveis, instáveis, indiferentes. Há ainda sistemas metaestáveis (estáveis em condições restritas) e os metaestáveis com múltiplos estados de estabilidade.

Diferentes tipos de equilíbrio

A Bosch patrocina a "Driverless Car Experience", Experiência do Carro sem Motorista, no Consumer Electronics Show, em Las Vegas, Estado de Nevada, EUA, de 7 a 10 de janeiro. "A Bosch está orgulhosa de contribuir para o futuro do dirigir seguro por meio do desenvolvimento contínuo de tecnologias para um veículo mais inteligente e com visão do futuro", disse Mike Manuseth, presidente da Robert Bosch. "Prevemos condução totalmente automática para depois de 2020, contudo este evento permitirá que pessoas vejam de perto as tecnologias que marcam os primeiros passos nessa direção e que estarão disponíveis num futuro próximo".

Durante o evento, as tecnologias Bosch aplicada a dois veículos de demonstração incluirão estacionamento automático e proteção ao pedestre, baseados numa câmera de vídeo estéreo, que estão sendo mostrados pela primeira vez nos Estados Unidos.

Além de patrocinar a Driverless Car Experience, a Bosch destacará duas tabelas interativas na sua mostra, na qual usuários terão oportunidade de de ver como cada tecnologia de assistência ao motorista funciona — controle inteligente de faróis, assistência de controle de velocidade integrado, assistente de engarrafamento de tráfego, assistente de estacionamento automático e proteção ao pedestre. (Just-auto/Bosch)

A General Motors e a Toyota registraram queda de vendas em dezembro, sinal de que a demanda durante o mês-chave para a indústria foi menor do que a projetada devido à neve e ao frio. As vendas da GM caíram 6% e as da Toyota, 2%. O Grupo Chrysler e a Hyundai tiveram ganho de 6% no mês passado e a Ford, 2%. Na Nissan o crescimento foi de expressivos 11%.

Todos os resultados das fabricantes foram diferentes dos que os analistas projetaram. A Chrysler disse hoje que havia estimado vendas de dezembro sem crescimento ou no máximo 1% mais, menos que o previsto por analistas, ganho de 4%. Alguns deles e fabricantes disseram que as vendas aquecidas da indústria em novembro, especialmente mais no final do mês, prejudicaram as vendas de dezembro. No ano de 2013 todo as vendas da Ford cresceram 11%, com a divisão Ford crescendo 11% e a Lincoln, 1% menos.

"Dezembro esteve perto de ser um ano ainda melhor para a Ford", disse John Felice, vice-presidente encarregado de marketing, vendas e pós-venda nos EUA, numa declaração. "Vimos forte crescimento em toda a linha Ford e tivemos ganhos significativos nos mercados costeiros dominados por importados."


Dizem que com o tempo vamos nos tornando amigos de nossos carros, íntimos, quando essa amizade se excede ou quando nos sobram motivos para admirá-los.

Não cheguei a esse ponto depois de percorrer 10 mil km com meu Bravo vermelho, versão Absolute, vários opcionais, adquirido com 15.000 km, mas gostei tanto dele, que lhe dei um apelido: Tchikloink, um apelido onomatopaico. Onomatopéia, segundo o dicionário Houaiss, s.f., formação de uma palavra a partir da reprodução aproximada, com os recursos de que a língua dispõe, de um som natural a ela associado. Um exemplo típico é o miado do gato, o gato mia, que é parecido com o som que ele produz; um segundo exemplo é o tchikloink, que é o ruído de engate de marchas de meu Bravo Dualogic.

Não chega a ser tão encantador como o ruído de engate do câmbio de quatro marchas de um Opala 6-cilindros, nada chega perto do velho Chevrolet, estes ruídos tão marcantes quanto prazerosos podem até ter saído de forma involuntária na época. Curioso notar que hoje vários fabricantes voltaram a recriar sons de prazer dos ruídos mecânicos dos carros, depois de décadas gastas em sumir com eles. O engate de marchas do Bravo Dualogic não te dá nenhum prazer especial, mas esse tchikloink o acompanhará por todo o tempo que estiver com ele.

Dualogic é o nome de uma caixa robotizada de comando eletroidráulico e embreagem única, a Ferrari adotou essa solução (F355 F1, em 1997), BMW também (câmbio SMG nos modelos de códigos, E36, E46 e E60), segue sendo uma opção interessante para quem curte as sensações de agilidade que só a caixa de marchas manual pode proporcionar e quer descansar a perna esquerda.

Logo nos primeiros momentos, dentro da garagem do prédio, notei o ruído de engate elevado, abri o capô com o motor funcionando, desliguei o rádio e comecei a mover a alavanca do Neutro para ré, do Neutro para a 1ª e pensei, caramba, por que esse escândalo? Para fazer esse exercício, tive de burlar os sistemas de segurança do câmbio e do carro, ele não liga se a porta estiver aberta, por exemplo. Mas você pode mover o câmbio com o motor desligado e tampa do motor aberta, se quiser.

Cabo de iPhone, música somente, o celular se conecta por Bluetooth, ar-condicionado bi-zona, GPS,, todos funcionam bem




Coluna 0114        02.jan.2014            jrnasser@autoentusiastas.com.br

De Coluna
Para Leitor
Assunto: Desejos para o seu 2014                                                  

A Coluna De Carro por Aí atingiu em 2013 volume de leitores que projeções otimistas nunca arranhariam: mais de 5 milhões! A eles a Coluna agradece o interesse e, no melhor estilo de princípio de ano, deseja:

Que você aja como a Audi, investindo para o futuro. A marca alemã, do grupo Volkswagen, onde puxa a apresentação de tecnologia, investirá US$ 30,5B — uns R$ 70B —, para aumentar sua produção e presença, no plano da matriz, de ser líder mundial em 2018. Onze novos produtos, tecnologias e fábricas na China, México e no Brasil. Nos mercados latinos, a partir de 2016.
Segue demandas, olhando os utilitários esportivos mistos de sedãs, camionetas, amplia sua linha para baixo, com o pequeno Q1 — Salão de Detroit, próxima semana, e vendas em 2016;

OOOO
Que você acredite, como a Audi, nos seus planos, antecipando resultados. Pretendia vender 1,5M de unidades em 2015, e marcou isto em 2013. Os investimentos pretendem 2M de vendas em 2020;

Audi Q3, produção brasileira em 2015

Foto: noticias.uol.com.br
 


A verdade é incontestável e dura. O Brasil não soube se preparar para o crescimento da frota e o que vemos hoje é o caos da mobilidade rodoviária, sem chance de melhora pelo menos em médio prazo. Nos grandes e médios centros urbanos é normal se esperar essa dificuldade, no mundo inteiro isso ocorre, e as saídas são otimizar ao máximo a geometria a qualidade de ruas e avenidas — no caso de São Paulo, pôr fim às inexplicáveis e famigeradas valetas e, claro, aos dejetos viários chamados lombadas, que vale para o país inteiro —, adotar o controle eletrônico de todos os semáforos e incrementar o transporte coletivo, mas de maneira correta, planejada, com metrô e ônibus realmente decentes. Porém é nas estradas que reside o grande problema e parece que ninguém está pensando nele como deve.

Problema esse causado exclusivamente pelo enorme adensamento populacional das cidades que, por sua vez, acaba gerando migrações temporárias descomunais em qualquer fim de semana prolongado ou até mesmo comum, não interessa o rumo. Pegar a estrada, algo tão natural não faz muito tempo, hoje assume ares de verdadeiro inferno, o que requer planejamento e estratégia ao se pretender viajar de carro.


Demorei! Sabe por quê? Foi muita coisa ao mesmo tempo. Achei que seria fácil, mas a verdade é que ser multitarefa exige mais do meu processador 4.3 (sou de 1970). Dirigir, definir rotas, fotografar, avaliar o carro, postar no Instagram, observar, aprender, curtir a paisagem, conversar, pensar no post, desfrutar a companhia e mais tudo aquilo que vem junto e ainda organizar isso de uma forma inteligível. Mas como um amigo sempre me diz, é começando que a gente acaba. 

O objetivo principal dessa viagem era ter uma grande satisfação, uma busca por prazer sob diversas formas.

prazer

pra.zer

sm (lat placere1 Alegria, contentamento, júbilo. 2 Deleite, gosto, satisfação, sensação agradável. 3 Boa vontade; agrado. 4 Distração, divertimento. Filos Emoção agradável que resulta da atividade satisfeita.


Então começo já dizendo que prazeres novos ou mais complexos não vêm assim tão fácil. Têm que ser conquistados, têm que ser alcançados. E, incrivelmente, o ser humano adora se auto-sabotar e dificultar as aventuras em busca do prazer. Eu mesmo arrumei uma forte dor de garganta na noite anterior. E durante a viagem, antes de chegar até o destino, aquela voz interior que anda sempre com a gente insinuou várias vezes que eu desistisse. Tive que vencer dor, cansaço, preguiça, acomodação e incertezas de um momento pessoal um pouco adverso. E é essa insistência que nos faz sair da zona de conforto.

Para quem ainda não sabe sobre o que estou falando, esse post trata-se da continuação do post "Um lugar, um parceiro, um carro e uma viagem" onde o lugar é a Serra do Rio do Rastro, o parceiro é o meu pai, o carro é um Nissan Altima e a viagem é o prazer que veio de tudo isso.