google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: Arnaldo Keller

Eu já disse algumas vezes aqui, uma coisa é conhecer um carro na sua apresentação, dirigi-lo um pouco, experimentá-lo; outra é usar o carro no nosso ambiente, rodar por onde costumamos passar, com as nossas referências. Com o Fox BlueMotion não seria diferente. O modelo com o novo motor de três cilindros é mesmo muito agradável, parece outro carro. O som produzido devido aos cilindros com intervalo de tempo de força maior, 240° em vez dos 180° de um quatro-cilindros, em vez incomodar, agrada, e bastante.

O EA211 R3 em seu berço
Só agora me toquei de que as dimensões básicas do motor,. o diâmetro dos cilindros e o curso dos pistões, são muito próximas das do DKW, que eram 74 x 76 mm, para 981 cm³, contra 74,5 x 76,4 mm neste Volkswagen EA211 R3 de 999 cm³. Outro dado próximo é comprimento da biela, que no DKW era de 145 mm, resultando na relação r/l 0,262, muito próxima da 0,270 do motor EA211 R3 com suas bielas de 141 mm.


Ténéré, um deserto africano que empresta seu nome a motos que são mitos. Tudo começou quando o malucão francês Thierry Sabine se perdeu exatamente no Ténéré, participando, com uma Yamaha XT 500, do rali Abdijan-Nice de 1977, chamado  também de "Côte a Côte" pois largava da Costa do Marfim, na África, para chegar à francesíssima Côte D'Azur, na Europa. O azar de se perder foi a sorte de Sabine, já que saiu da roubada vivo e decidido a organizar aquele que viria a ser o mais grandioso e polêmico rali-reide de todos os tempos, o lendário Paris-Dakar.

Thierry Sabine com sua XT 500 no rali Abdijan-Nice, onde tudo começou
Sabine morreu na 8ª edição de seu rali, em 1986, mas sua criação está viva, exatamente como a Yamaha nascida das areias da África. Vencedora das duas primeiras edições do Paris-Dakar com sua admirável XT 500, a marca nipônica não vacilou, e logo colocou no mercado uma versão de sua trail batizada de Ténéré e, à partir daí, o mundo dos motores incorporou a palavra ao seu vocabulário como sinônimo de motos fortes, tratores sobre rodas.

Grande mesmo: a maior das Ténéré é mais ágil do que se espera.
Foto: www.wired.com

Saiu na imprensa semana passada (dia 3). Projeto de Lei do Senado 404/2012, com um substitutivo da senadora Ana Amélia (PP-RS), foi aprovado naquele dia pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. De que se trata? Condutores e passageiros de motocicletas no Brasil serem obrigados a usar colete ou jaqueta com bolsa inflável (foto acima). Não é piada, não, é isso mesmo que o leitor leu. 

A proposta ainda deve passar por pelo menos duas comissões na Casa e, uma vez aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados.

Brincadeira, não, demência de quem pensou em criar uma lei dessas. Esses caras, ou essa mulher, estão tirando uma da nossa cara, justamente de nós, que a sustentamos e a seus pares, aproveitadores da nação. Essa gente horrorosa pensa o que o Brasil é deles. Não é não! É nosso!




End. eletrônico: edita@rnasser.com.br                Fax: +55.61.3225.5511                Coluna 2813  10.julho.2013

New Fiesta sedan. Ford ajusta pontaria
Esqueça as linhas, a boa administração de espaço interno, os cuidados, a qualidade da decoração, o extenso pacote eletrônico de segurança e confortos, o motor 1,6 atual, e o câmbio de cinco marchas manuais, feito em Taubaté, SP. Se com meia dúzia, tem duas embreagens, vem da alemã Getrag, joint venture da Ford, e trabalha como se fosse automático, com o ganho operacional da ausência de um conversor de torque, gastador de energia, filtro entre o motor e as reações do automóvel.
Melhor rótulo para o New Fiesta sedan é a pontaria fina no mercado: quer ser o topo do segmento dos pequenos, com refinamento de construção; do motor superior – não há opção do 1.5, mais barato, disponível no Fiesta hatch –, e do preço elevado em versões SE e Titanium para suprir, exatamente, a pretensão e a disponibilidade da fábrica mexicana para enviar máximas 1.000 unidades mensais. Poucas vendas – uns 10% do que faz o hatch produzido em São Bernardo do Campo, SP. Mercados norte-americanos – México, EUA e Canadá – reduzem a cota de fornecimento ao Brasil.
Como é
Automóvel bem acertado. Linhas frontais absorvidas do inglês Aston Martin nos últimos dias de controle Ford, perfil instiga a dúvida se sedã ou cupê, motor em estado de arte: todo em alumínio, duplo comando nas 16 válvulas, aberturas variáveis de acordo com a demanda, 1.600 cm3 gerando com álcool 130 cv – dirigi o carro em condições desfavoráveis: uns 250 kg de ocupantes e altitude entre 1.000 e 1.500m, com evidente prejuízo de performance pela redução da pressão atmosférica. Porém a relação entre a cilindrada e a potência – 130 cv por álcool e 125 cv a gasálcool bem indica a atualização do projeto e perspectivas de ganhos. Gira alto, potência máxima a 6.500 rpm, na contramão dos atuais apelos por redução de consumo, freando e baixando a faixa de giros para a potência máxima. Torque de respectivos 16 e 15,4 m·kgf.
Foto: falandodeviagem.com.br

Uma das coisas que foram comemoradas neste país foi a privatização dos aeroportos. Administrados há décadas por uma estatal inchada e pouco eficiente, a Infraero, os aeroportos brasileiros vinham sofrendo com a falta de investimentos que acompanhassem a crescente demanda de passageiros, proporcionada pela bem-vinda popularização do transporte aéreo.

Um ponto positivo da privatização é que se pode incluir no contrato a obrigação de se fazer os investimentos necessários que normalmente o governo não tem condições de fazer (ou não quer). Estando sob a responsabilidade de uma empresa que tem um contrato a cumprir, o governo pode cobrar a realização dos investimentos, sob pena de pesadas multas. Desta forma, por obrigação, os investimentos saem.

Porém, empresas não se dispõem a entrar em um negócio sem um bom retorno em troca. Muitas vezes o próprio governo que faz a concessão é complacente e cria regras que facilitam a obtenção de lucro por parte destas empresas, sabe-se lá motivados pelo quê.

Toda a área verde próxima ao antigo estacionamento público virou estacionamento pago (Google Earth)

Imagem que sairá de cena em breve, gasolinas comum e aditivada (cajunews.com.br)

Finalmente aconteceu o que dissemos alguma vezes aqui no AE e que deveria ter ocorrido há muito tempo. Acabará a gasolina comum não aditivada no Brasil, e já tem data marcada para isso ocorrer.

No despertar do primeiro dia de 2014 entra em vigor a Resolução nº 38 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de 9/12/09, a qual estabelece que toda a gasolina vendida no Brasil deverá ter, no máximo, 50 partes por milhão (ppm) de enxofre (S-50) e conter uma quantidade de detergentes e dispersantes suficiente para retardar a formação de depósitos nas válvulas de admissão dos motores. Em outras palavras, toda gasolina será aditivada, lembrando que as gasolinas premium e Podium, esta exclusiva da Petrobrás, sempre o foram. 

Atualmente a gasolina brasileira tem teor de enxofre exageradamente alto, 800 ppm, exceto a Podium, de apenas 30 ppm (S-30). Na combustão é produzido o dióxido de enxofre (SO2), gás incolor e não inflamável, porém altamente irritante das vias respiratórias, além de ser o causador da chuva ácida que deteriora materiais como monumentos, construções em geral e até a pintura dos veículos.

Fotos: Divulgação e autor

Depois do "traseira-escotilha" (hatchback) lançado em abril, agora é a vez do New Fiesta sedã (notchback), ambos caracterizados pelo novo estilo frontal que remete aos Aston Martin, como no Fusion, e que tanto agradou. Só que este novo Ford é fabricado no México, em Hermosillo, e não em São Bernardo do Campo. Com esses dois produtos, o Brasil se iguala ao resto do mundo no universo Ford, o que é altamente louvável. O motivo de o sedã vir do México é conveniência, segundo a Ford, não se justificaria produzi-lo aqui em razão do menor volume, cerca de 10% da linha.

O estilo é sem a menor dúvida moderno e arrojado, porém sem exageros, e são seis janelas, conveniente por permitir melhor visibilidade para trás, especialmente no lado direito. Como a própria Ford define, é um "quase cupê".

Estilo bem inserido nos conceitos atuais

Lobo selvagem em pele de carneirinho de pelúcia

No Brasil pouco se conhece dos primeiros Ford Escort de tração traseira. Nós só embarcamos nesse mundo dos pequenos e simpáticos Ford na terceira geração do carro, lançado na Europa em 1981, já com tração dianteira, e que chegou aqui dois anos depois.

O carro tem projeto que nasceu na Inglaterra, e por lá é chamado de Mark I, uma designação britânica não só para carros. Nos aviões também usam essa designação de "marco", quando algo muda de forma e ser necessário diferenciar do anterior. É um termo que acho melhor do que “geração”, mas aí sou minoria. A Ford designava esse carro como Type 49.
Hyundai Tiburon (Hyundai Coupé no Brasil)

Dia desses, uma notícia no Automotive News Online me chamou a atenção. A notícia tinha a ver com algo que sempre comento aqui, que na segurança veicular a peça mais importante é o(a) motorista, contrariando a opinião de muitos leitores que prezam as estrelas dos NCAP e fazem coro com a opinião generalizada de que os carros fabricados aqui são inseguros. A reportagem fala da condenação cível da Hyundai por lesões cerebrais em um motorista que se acidentou quando dirigia um Tiburon (Hyundai Coupé no Brasil).

Gostaria que o leitor lesse a matéria, no final teço alguns comentários.

"HYUNDAI CONDENADA A PAGAR US$ 14 MILHÕES POR TRIBUNAL DA VIRGÍNIA

Cenário do acidente e o estado em que ficou o Tiburon (foto gentilmente enviada pelo leitor Lucas Genz)

Um júri americano condenou a Hyundai Motor Co. a pagar US$ 14 milhões a um homem de Virgínia que sofreu danos cerebrais traumáticos num acidente de carro (foto acima) em que as bolsas infláveis laterais de seu cupê Hyundai Tiburon não abriram quando deveriam.

Um porta-voz da Hyundai disse que a fabricante pretende apelar.

Fotos: Vera Lambiasi
O impecável Jaguar C-type recriação de William e Renata Halberstadt

O Rallye Internacional Mil Milhas Históricas Brasileiras, uma realização do MG Club do Brasil, mais uma vez reuniu bons carros clássicos. E quando digo bons é porque são bons mesmo, já que quando um automóvel antigo encara 1.602 quilômetros de prova é porque está bom de tudo, mecânica perfeita, e não está só bonitinho de se olhar. Esse é o terceiro rali de mil milhas que o clube organiza, um clube que admiro, pois já tem organizado mais de oitenta ralis e provas diversas. O que os move é realmente curtir seus carros, botá-los na estrada e nas pistas. São verdadeiros autoentusiastas.




PNEUS, MELHOR PASSAR A BORRACHA

A trilogia Pneus, Redondos e Furados continua vendendo bem nas bancas de jornal (sim, elas ainda existem...) e telas de internet pelo mundo afora. No fishn’chips de Silverstone a fritura dos peixes contaminou as batatas, ingrediente igualmente consumido em larga escala nas mesas tedescas, onde a F-1 se apresenta neste fim de semana. 

A questão agora é se é possível corrigir o tempero do Eisbein a tempo de salvar as batatas; por mais internacional que seja o cardápio da Pirelli, cotechino – embutido típico da “Bota” feito com carne de porco de segunda –, é um prato consumido regionalmente e menos consagrado que massas e molhos.

A receita do que aconteceu no fim de semana passado é das mais complexas: demandou muitos ingredientes, muito tempo de preparo e cozimento, trilogia com explosivo poder de desandar o ponto ideal do prato. E não deu outra. 



No primeiro quesito destacam-se o ondulado asfalto de Silverstone, detalhe que faz os pneus trabalharem mais que o normal para absorver essas imperfeições. Além disso, as já citadas zebras, que atuaram como lâminas típicas de sushiman que se preze, e o falido postulado de que a ordem de montagem dos pneus não altera o produto contribuíram substancialmente para o prato do dia honrar o grau de sofisticação da gastronomia inglesa.

Muitos de nós, quando vamos comprar um carro, nos preocupamos bastante com quantos quilômetros ele consegue percorrer com um litro de gasolina. Compreensível este cuidado, uma vez que combustíveis nunca foram algo barato aqui por estas bandas ao sul do equador, graças à interminável cadeia de impostos que incidem sobre eles. O problema é que muitas vezes acabamos dando importância exagerada ao consumo em detrimento de outras coisas. Pode-se até chegar ao extremo de se descartar um carro por se considerar seu consumo elevado demais e acabar se contentando com uma segunda opção, que não era exatamente o que se desejava, por conta desta variável.

Cheguei a esta conclusão após analisar os gráficos do aplicativo que uso para controlar as despesas do meu carro, o My Cars do Android. Olhando o gráfico tipo "pizza", reparei que, entre os custos diretos (combustível, manutenção e despesas), apenas metade era combustível. Ou seja, para cada real gasto em gasolina, outro real foi gasto em manutenção, IPVA, licenciamento, seguro etc. Pelo gráfico, vi que, de forma grosseira, a manutenção representava um sexto dos gastos totais, enquanto que as outras despesas representava mais um terço. Combustível, como falei antes, era metade.

Sendo meu caso muito particular, resolvi fazer a simulação em um carro de maior volume no mercado para tentar tirar a prova. Escolhi um Fiesta Rocam 1 litro 0-km, que pode ser comprado por 30.000 reais. Optei pelo Fiesta porque encontrei no site da Ford a tabela com os preços fixos das revisões. A idéia era comparar o custo de se rodar 60.000 km em 3 anos com o Fiesta e descobrir qual a participação do combustível nos custos dele. Para comparar com um carro maior, coloquei o Focus 1,6 litro hatch, com o mesmo critério.




                                                            
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Coluna 2713  04.julho.2013


Fox Blue Motion. O bolo da cereja
Quando vi e depois dirigi o Fox em versão BlueMotion, com o novo motor 1,0 de três cilindros, logo pensei ser o inverso dos critérios de premiação em eventos automobilísticos sérios. Neles a adição de equipamentos ou acessórios aos automóveis antigos tira pontos. Ou, o mais é menos. No caso, raciocínio inverso, tirou-se um cilindro do motor, ganhou-se em tudo.
Do motor, a cereja, a Coluna falou – bem – na semana passada, como o demarrar de um novo caminho, na busca de menor tamanho, volume, peso, grandezas físicas que ajudarão a fazer carros mais racionais daqui para a frente. Falo agora do bolo que contém a cereja.
Gosto da imagem. Para apresentar o motor-cereja a Volkswagen precisava algo coerente, mais identificado com novidade. Este pacote em sua linha é o Fox, projeto nacional para enormes pretensões de transformar o Brasil no maior fornecedor do carro mais barato da Volkswagen em todo o mundo. Não deu, será o Up!.
A versão BlueMotion, com tratamento especial para conseguir melhor rendimento energético integra a coerência do negócio. O automóvel tem, desde cuidados de aerodinâmica, pneus de menor área de contato e menor resistência à rolagem, até o câmbio com relações mais multiplicadas, mais longas.
O motor apresentado é o novo 3-cilindros, 999 cm³ de cilindrada, 12 válvulas com fase variável na admissão, 75 cv a gasálcool e 82 a álcool hidratado – alcoolizado é o mais potente na renca dos 1,0. Começa em regime suave, para fazer presença e alavancar vendas – os ecologistas não deram muita bola à versão anterior –, treinando fornecedores, linha de produção, público consumidor e rede assistencial para o princípio de 2014, quando chegar o Up!, o menor e mais barato dos VW, demandando produção volumosa, o Fusca do século 21. É identificado como EA211 R3.
Moderno, criação exclusiva, alinha-se no que suas concorrentes já produzem, Ford, por exemplo, testa o seu e desenvolve fornecedores. O raciocínio é simples: busca-se a redução de emissões e de consumo. É a condição externa. A interna, reduzir custos em produtos, gentes e processos. Daí um motor de três cilindros deve custar no mínimo ¼ menos que um motor com quatro cilindros. Assim, por regra de três, um novo caminho será o melhor caminho.
É atual exclusividade, mas no mercado brasileiro há outros três: Smart, o Kia Picanto dividindo com o Hyundai HB20. Entre 1956 e 1967, outros: os 900 e 1.000 dos DKW-Vemag.

Fotos: autor


A Fiat Doblò Essence é melhor do que eu esperava. Já estava “na cara” que espaço não lhe falta e a dúvida ficava em saber se ela era boa de guiar, se era estável, confortável, prática, boa para viajar etc. Gostei muito. Gostei porque também gosto de carro que leva tudo, tipo vagão. Além da minha instintiva paixão pela velocidade, tenho cá “um lado B” que é manso feito uma cabra velha; um pacato pai de uma família cheia de mulheres cheias de razão e coisas p'ra carregar. Pacato e cansado, um sujeito já avesso a ter que dar uma de juiz que tem que estabelecer qual a bagagem que vai e a que não vai na viagem.

Facilidade para entrar e sair, carregar e descarregar



No final de semana dos dias 22 e 23 de junho, a edição de comemoração dos 90 anos das 24 Horas de Le Mans deu mais um troféu para os incríveis Audi e-tron, mas infelizmente também foi marcada pela perda do piloto dinamarquês Allan Simonsen, de 34 anos, que não resistiu aos ferimentos de um acidente.

Logo nas primeiras voltas, o piloto do Aston Martin Vantage número 95 da categoria GTE-AM perdeu o controle do carro na saída da curva Tertre Rouge e bateu forte no guardrail com o bico e a lateral do carro. A morte do piloto foi anunciada horas depois pela organização.

Este incidente tirou parte do brilho da conquista da Audi, com seu modelo R-18 e-tron quattro híbrido, muito similar ao carro do ano passado. Tom Kristensen marcou mais uma vitória em Le Mans, sua 9ª conquista, recorde absoluto. Esta foi a 12ª vitória da Audi, nos últimos 14 anos.
Sem colunas dianteiras, visibilidade perfeita para frente

Algum tempo atrás a Ford construiu um carro-conceito com algumas características bastante futuristas, algumas nunca implementadas em nenhum carro. Era o Techna, apresentado em  25 de junho de 1967 no Salão de Los Angeles . O carro era grande e baixo, e com apenas duas portas.

O carro foi feito pela área de tecnologia sob a direção de Harold C. MacDonald, que aparece na foto acima e que tinha convicção de que o carro seria ótimo para analisar o que poderia ou deveria ser colocado em um carro nos anos vindouros.

Apesar de parecer absurdo o fato de ter apenas duas portas em um carro de mais de cinco metros de comprimento, a porta de 1.830 mm era movimentada eletricamente através de dobradiças pantográficas, que a abriam de forma quase paralela à lateral do veículo, não se afastando dela mais que 450 mm, permitindo boa abertura ao interior sem ocupar muito espaço em vagas de estacionamentos.
NOVO COLUNISTA NO AUTOENTUSIASTAS

É com imenso prazer que anunciamos a chegada de Wagner Gonzalez ao time do AUTOentusiastas para falar do que ele mais entende, corrida de automóvel (ele vai estrilar, que eu sei, acha que conhece mais vinho...), mas o fato é que seu currículo é invejável. Jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 350 grandes prêmios de F-1 nas quase duas décadas em que viveu na Europa trabalhando para o BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sports Nippon, Telefe TV, Zero Hora e também atuando na Comissão de Imprensa da FIA. Aos 59 anos, Wagner é dono de uma experiência incomum no automobilismo internacional de ponta. Conheço-o há pelo menos 40 anos e trabalhamos juntos na Embraer, onde foi meu braço direito – e que braço! – no departamento de imprensa, no começo da década passada.

Wagner tem um encontro com o leitor toda terça-feira às 10h00 e lhe damos as boas vindas a mais uma casa de sua vida profissional.

Bob Sharp e os editores do AUTOentusiastas.
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COLUNA "CONVERSA DE PISTA", COM WAGNER GONZALEZ

Foi um fim de semana de altos e baixos no automobilismo internacional, este do último domingo, 30 de junho. Quando o Rei Sol surpreendentemente deu as caras no torrão do Reino Unido que é ocupado pelo autódromo de Silverstone, a temperatura subiu tanto que nem os pneus Pirelli agüentaram o calor. Trocando em nos frangalhos que sobraram de vários pneus traseiros esquerdos, a segunda vitória de Nico Rosberg nesta temporada tem muito a ver com o desempenho dos borrachudos italianos. A corrida na ilha mal havia terminado e a comunidade da F-1 bradava por mais segurança e menos política – nenhuma relação com os protestos que acontecem atualmente no Brasil –, quando todos se calaram. Não, não se calaram em Northamptonshire, o condado onde fica o mais famoso autódromo inglês, mas bem longe dali e no outro lado do Atlântico, no alto de Colorado Springs. Ali o ambiente propício para o eco reverberou a contundente vitória de Sébastien Loeb na 91ª edição da Pikes Peak International Hill Climb. Ele percorreu os 20 km do percurso em 8'13"878, 1'13" abaixo do recorde estabelecido em 2012 por Rhys Millen (9"46"164). 

O Peugeot 208 T16 Pikes Peak de Loeb, motor de 875 cv, vencedor e novo recordista da Subida de Montanha de Pikes Peak (divulgação Peugeot)

Foto: www.motosclassicas70.com.br 
 


Li, dia desses, a coluna do Cícero Lima no UOL, cujo título era "Motos velhinhas têm carisma, mas pilotá-las hoje é um risco" e que de cara me interessou porque tive exatamente as duas motos "velhinhas" citadas, uma Agrale Dakar 30.0 1987 (foto acima) e uma Honda XL 250 1983, e andei muito com elas sem nunca ter passado por susto maior.

Nunca fiz viagens de moto, logo não posso saber como seria o comportamento em estrada, mas diariamente andava no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, mantendo 100 km/h constantes e não achava que houvesse nada de grave na minha Agrale. De fato, era uma moto um pouco cansativa, pouca potência em baixa e comportas totalmente abertas a partir de umas 5 mil rpm, liberando os respeitáveis 30 cv do motorzinho de 200 cm³ refrigerado a água de uma só vez. O jeito era usar e abusar do pé esquerdo, que sofria um pouco com os engates duros.

Existiam duas relações de coroa e pinhão disponíveis para essa moto, não me lembro bem, mas era algo como 12x38 (3,16:1), a mais longa, igual à da minha moto, e 13x44 (3,38:1). Não satisfeito, misturei as peças e montei uma 13x38 (2,92:1) a fim de alongar a relação final e poder andar mais "solto" pela pista do Aterro, em tempos onde pardal era só um passarinho inofensivo.
Gráfico: gtplanet.net


Muito se fala de segurança ativa e segurança passiva. Mas há uma terceira, meio escondida, da qual não se comenta muito, a segurança preventiva.

A ativa, todo mundo sabe, é a que dá ao motorista condições de manobra que possam evitar um acidente, como bons freios (com ABS para quem faz questão ou precisa) e resposta de direção, os recentes controles de cruzeiro adaptativos, as direções que intervém sem que o motorista perceba, as direções de relação variável, faróis potentes e aqueles sistemas de visão noturna por raios infravermelhos que detectam obstáculos (ou pedestres) a distância que os faróis normalmente não iluminam.

A segurança passiva, muito propalada, é a que minimiza os efeitos dos acidentes, a mais conhecida delas o cinto de segurança, em especial o de três pontos como conhecemos hoje, criado em 1959 pelo engenheiro sueco Nils Bohlin (foto abaixo) quando trabalhava para a Volvo. Atualmente são vários os aspectos de segurança passiva, desde extremidades deformáveis que absorvem a energia dos impactos às células de segurança que se mantêm íntegras numa colisão. Sem falar das bolsas infláveis por todo o carro e, recentemente, até no lado de fora para proteger o pedestre num atropelamento, nesse caso segurança para terceiros.

Nils Bohlin (1920–2002) (foto Wikipedia)

Fotos:autor


O Gol Rallye apareceu há pouco aqui no post do Josias, mas eu quis andar com ele e ver como ficou o comportamento estando quase 30 mm mais alto em relação ao normal. Logo nas primeira curvas feitas no jeito, surpresa: faz curva e muito bem. Olhei a suspensão por baixo e nova surpresa: os braços transversais encontravam-se praticamente na horizontal. Estava explicado.


Uma rápida conversa com a engenharia, aproveitando a coletiva de imprensa do Fox BlueMotion 1-L 3-cilindros, nesta quarta-feira em Campinas, esclareceu. O subchassi e o conjunto motor-transeixo estão 20 mm mais baixos em relação ao monobloco, obtendo-se o efeito desejado.

Ah, se tivesse competido...

Muitos carros são julgados pela sua ficha técnica, números de desempenho, quantidade de unidades vendidas, índices de satisfação dos consumidores e outras formas de medição de eficiência ou qualidade de produtos criados dentro de fábricas.
Esses critérios exatos podem ser muito importantes para a maioria dos carros que a maioria das pessoas compram, assim como para geladeiras e escovas de dentes, mas não para  uma boa porção dos carros que falam à alma e coração dos entusiastas. Óbvio que há entusiastas que compram carros pelas frias fichas técnicas, ou rejeitam outros pelo mesmo motivo, mas acredite, isso tem apenas interesse acadêmico, ou de mesa de bar, depois de um tempo de convívio com a máquina.
O importante mesmo é que o usuário, dono, possuidor ou quem for que esteja com a chave na mão, goste e se sinta bem dentro dele e também fora, olhando o veículo. Aquele tipo de carro que faz você olhar para trás depois que o fecha e vai se afastando. Que seja uma máquina que desperte e mantenha acordados os sentidos físicos e as correntes elétricas mentais da pessoa. Para ficar claro, da pessoa que usa o carro, não das pessoas que comentam o que elas acham dele, já que agradar a todos não deve ser objetivo de quem quer ter um carro que lhe entusiasme. Na verdade, para se sentir tranquilo consigo, essas opiniões de terceiros devem ser sumariamente ignoradas.
Por isso carros com belas características técnicas podem ser deprimentes no uso diário, uma situação que poucas vezes poderia acontecer com entusiastas normais a respeito de Jaguares entusiásticos, que são quase todos diga-se de passagem,  menos alguns poucos modelos ou detalhes de modelos, onde a marca de Coventry pisou na bola. O sedã X-Type, produzido de 2001 a 2009 deve ser o único verdadeiramente desinteressante nesses anos todos de história, um erro magistralmente corrigido com o seu sucessor, o atual XF.
Fotos: divulgação (abaixo), demais, autor 


Pela primeira vez, um motor de três cilindros 4-tempos de automóvel é fabricado no Brasil – o do DKW-Vemag fabricado de 1956 a 1967 era 2-tempos e o do Hyundai HB20 é importado – com a Volkswagen brasileira embarcando na onda de suprimir cilindros em nome da redução de peças móveis e, por conseguinte, de atrito. Tudo tem somente a ver com a redução de consumo de combustível e, com ela, menos emissões do gás inerte dióxido de carbono, mais conhecido por CO2, resultante da combustão e que muitos afirmam estar levando o planeta  a derreter de tanto calor, havendo quem conteste.

Seja como for, todo o mérito para a Volkswagen do Brasil por lançar um moderno motor de 1 litro que prima tanto pela potência de 82 cv a 6.250 rpm com álcool – o mais potente da cilindrada hoje – quanto pelo baixo consumo de combustível. Inicialmente será o motor do Fox BlueMotion, versão que se junta ao Fox 1,0, que mantém o motor TEC quatro-cilindros de 76 cv, estendendo-se depois ao novo up!, previsto para o começo do ano que vem. Na Alemanha é usado no up! e no Polo, neste em versão1- e 1,2-litro.

O Fox BlueMotion custa R$ 32.590 (2 portas) e R$ 34.090 (4 portas), ou seja, R$ 750,00 mais que o Fox 1,0, que continua em produção normalmente. O que sai de cena é o Fox BlueMotion 1,6.



O Bob comendo empanadas no Salão do Automóvel de Buenos Aires, o Arnaldo rodando de MINI-Cooper... e o trouxa aqui andando de carro chinês. E dois numa semana só. Além do Chery Tiggo, que já foi postado, encarei os JAC J3 e J3 Turin 2014. E o pior: confesso que gosto de rodar com os “china”. Não vou fazer passeata por causa disso, nem acampar na frente da casa do Bob. Acompanhar a evolução dos chineses é bastante educativo para um tio velho.

A notícia é quase rápida. Os JAC J3 ganharam um face-lift e sedã Turin teve ainda um bunda-lift. Suspensões tiveram novos acertos e o interior ganhou nova decoração e painel mais bonitinho. Mas antes queria contar uma historinha, quase um Flagrante da Vida Real, como na Seleções, do Reader's Digest

Muda a dianteira dos J3 e a traseira do Turin

Fotos: Galaxie Clube do Brasil, Eduardo Toledo e autor
Galaxie Night, a noite que é homenagem aos Galaxies, todos os anos, no Sambódromo de São Paulo, SP.
Noite de desfile no Sambódromo da cidade de São Paulo, mas por estarmos no AUTOentusiastas é de esperar que nosso assunto não serão os carros alegóricos, mas sim algum outro tipo de automóvel. No desfile da terça-feira da semana passada (18/06) quem brilhou foram os Galaxies.

Na noite de 3ª feira passada o desfile não foi de carros alegóricos, mas sim de veículos  tão admiráveis quanto...
... afinal de contas, não é toda noite que são reunidos num mesmo ambiente mais de 60  antigos do mesmo modelo

Fotos: autor e divulgação


Parece que a velha frase profética sobre carros etílicos (“Carro a álcool, você ainda vai ter um”) agora vale para os chineses. Com o programa Inovar-Auto, pelo menos duas marcas “made in China” vão se nacionalizar: a Chery é uma delas, sendo a outra a JAC. A Chery (que só falta um “r” para ser cherry, a cereja) também usa em outros países algumas outras marcas “quase-quase” para vender os mesmos produtos: Karry, Rely e Riich. Karry é quase carry (transportar), Rely é literalmente “confiar” e Riich é quase rich, ou rico. Para mim, a campeã neste quesito é a Rua Quase-Quase no Rio de Janeiro, bem na "fronteira" Copacabana–Ipanema. Chamada oficialmente de Rua Bulhões de Carvalho, basta trocar o “B” inicial por um “C” e tirar o "v" do segundo nome próprio para entender a razão do apelido. 

Face-lift na dianteira foi completo, do pára-choque ao capô

Ainda nos primórdios da civilização, o macaco descobre a primeira arma da humanidade antes mesmo dela existir: o porrete. Um osso, peça pesada, com a energia cinética resultante do seu movimento, consegue feitos até então desconhecidos – até mesmo matar um semelhante. Essas são as primeiras cenas de "2001 - Uma Odisséia no Espaço", de 1968, do diretor Stanley Kubrick.

Semana passada, os brasileiros, como os macacos do fantástico filme, descobriram uma nova arma: as manifestações.

Tenho certeza de que os leitores, amigos ou não, entenderão essa postagem totalmente fora de tópico, pois mais do que autoentusiasta sou um cidadão brasileiro, já bem vivido, e não posso me furtar de abordar esse assunto que foi e está sendo manchete no Brasil e no mundo.

Assim como as ossadas que levaram à arma que o macaco empunha no filme, as manifestações não são novidade em lugar nenhum do planeta. Eu mesmo participei, em março de 1964, da "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", no centro do Rio de Janeiro, uma multidão incalculável se manifestando contra o pior que estava por vir, o Brasil se transformar numa república comunosindicalista conduzida pelo presidente João "Jango" Goulart. 
Fotos: autor


O Citroën DS5 é daqueles carros que ao final da viagem os passageiros exclamam: “Já chegamos?”. Ele roda tão rápido e suave, tão silencioso, tão espaçoso e confortável, que as viagens, se o asfalto for bom, passam num zap. Eu disse e repeti que as qualidades do DS5 dependem das condições do piso e não foi por acaso. O DS5 oferece tudo e mais um pouco do que um autoentusiasta deseja de um carro familiar, ótima dinâmica (segurança ativa), bom espaço para cinco ocupantes e bagagens, e inclusive economia de combustível, porém ele peca na dureza e nos ruídos de suspensão.

O seu irmão menor, o DS3, por nós testado e aprovado com louvor, também é assim, duro, porém ele é um hot hatch, um carro mais dirigido aos jovens de idade e de coração que desejam um carro com características mais esportivas, mesmo que isso lhes custe algum desconforto. Já o DS5 é um grande hatch familiar e, como tal, dele se espera uma suspensão mais macia.

Aqui, aro 18, mas há a opção de aro 17, o que na prática lhe cai melhor.














End. eletrônico:edita@rnasser.com.br                           Fax: +5511 61 3225 5511  Coluna 2513  19.junho.2013

O Salón dos argentinos e as novidades para nós
Argentinos verão, até 30 de junho, a sexta edição de seu Salón del Automóvil. Iniciativa interrompida pelas corcoveantes crises econômicas do país, nesta série, viabilizada pelo apoio da Adefa, a associação dos fabricantes, expõe muitas novidades. Duas, em especial, relacionadas ao mercado brasileiro, o Citroën C4 Lounge e o novo Ford Focus. Outra, Chevrolet Tracker – aqui, Trax. Mexicano, com posterior montagem local importando componentes coreanos.
Mercado doméstico de automóveis na Argentina varia tanto quanto suas crises econômicas. Entretanto, nada parece relacioná-las, pois o país está num destes períodos, com inflação subanunciada, proibição oficial de compra de dólares, um incentivo para entesourar a moeda estadunidense. Efeito no varejo, cotação 50% acima do oficial, lojas oferecem descontos para recebê-lo a 1 por 8,5 pesos, criando mercado informal, à prova de incidência de impostos. Parece crise, sugere desvario na condução econômica, mas prevê-se venda recordista de 800 mil unidades – Brasil deve arranhar 4M.
Dado interessante, o mercado argentino é 1/5 do brasileiro, mas o número de modelos e versões é maior. De GMs, por exemplo, importam Corvette, Camaro e Malibu. De Fiat, Alfa, Abarth, Panda 4x4, 500 L, Dodge Viper. Fossem brasileiros fariam panelaço contra a acomodação do consumidor por não exigir opções em nosso mercado.
Novidades
Apesar da diferença, fazer o Salón em ano ímpar oportuniza apresentar modelos comuns a ambos os mercados...
Citroën – Uma das maiores referências para nós, novo sedã C4 Lounge. Bem composto, ótima administração de espaço interno, confortável aos ocupantes do banco posterior, bom porta-malas, opções de motor 2,0, flex, 151 cv e 1,6 turbo, câmbios manual cinco-marchas e automática com seis. Concorrente a Honda Civic e Toyota, e entusiasmada previsão de preços entre R$ 60 mil e R$ 80 mil;

Novo C4 Lounge substitui o Pallas



Vi que o post do Corolla XEi suscitou alguma discussão sobre a maneira como os carros curvam hoje em dia e acho que cabe falar um pouco a respeito do tema.

Os pneus atuais estão num ótimo nível de aderência, variando pouco de uma marca para outra. Todos são radiais com cinta de aço. Suspensão dianteira que não é McPherson é exceção. Há alguma variação nas suspensões traseiras, que vão do popular eixo de torção à independente multibraço, em alguns casos geometria McPherson (caracterizada por não ter braço de controle superior). Dificilmente o câmber dianteiro é maior que 1º positivo ou negativo, e o cáster maior que 7º é raro.

Câmber hoje é bem contido, sem exageros

Fotos: divulgação


A MINI acaba de lançar um novo modelo, o MINI Paceman. Para o Brasil veio a versão mais forte, o MINI-Cooper S Paceman, cujo motor turbo de 1,6 litro rende 185 cv, o carro acelera pra valer. Ele, segundo a Mini, faz o 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e atinge máxima de 212 km/h. E faz isso com um equilíbrio e obediência que nos impressiona; tem excelente estabilidade e ótimos freios; tração dianteira.