google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Para os que moram na Grande São Paulo, no dia 17 de março próximo haverá o lançamento da coleção A História do Automóvel - A Evolução da Mobilidade, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos.

O autor José Luiz Vieira estará no local para uma sessão de autógrafos.


Para os que não lembram ou não viram, o José Luiz Vieira participou do AUTOentusiastas como convidado nas comemorações de um ano de blog. Leiam o post O Entusiasmo, por José Luiz Vieira.

Adiantando uma surpresa, vamos fazer um post com um texto do José Luiz sobre o Lamborghini Countach, que deveria ter sido publicado na Motor 3 antes dela sair de circulação.

Coincidências acontecem, ou, dizem alguns, nada é por acaso.
Em meio às discussões dos membros desse blog, mais os comentários dos leitores a respeito dos posts sobre o Saab 9000 e seu desempenho, meu irmão Douglas tirou essa foto hoje, e me enviou.
E ele nem tinha lido os posts ainda.
As informações são apenas razoavelmente precisas. A GM do Brasil trouxe o 9000 CD automático, modelo "careta", sedã, porque é o que o executivo brasileiro compra. Acho que acreditam que hatch é carro de pobre, sei lá.
Foi um lote de cinquenta unidades em 1990 ou começo do ano seguinte. Foram vendidos em duas concessionárias em São Paulo, que eu saiba, Itororó no bairro do Ipiranga e Checar, em Interlagos. Não sei se algum outro estado tinha autorizada GM com informação para mantê-los.
Dos cinquenta, trinta e quatro foram vendidos até 1993. O resto, dizem, foi devolvido à Saab.
O da foto, então, é um dos que sobraram. Pena os donos não se encontrarem via internet e organizarem um clubinho, mesmo que informal.
Aí está. A chance de ter um carro raro e interessante. De vez em quando aparece algum para vender. Basta ficar de olho.
JJ
Entre as várias inovações do Ferrari 458 Italia está o volante multifunção.

As aletas de trocas de marcha ocupam um grande espaço atrás do volante. Para evitar interferência e erros de operação, as alavancas com interruptor para os comandos de luzes de direção, llimpador de para-brisa e acionamento dos faróis foram eliminadas.

Esses comandos, assim como outros, foram integrados ao volante deixando as aletas de troca de marchas livres e desempedidas. Apenas lembrando, o 458 tem caixa robotizada dupla-embreagem de  sete marchas e não possui sequer alavanca de mudanças ou versão manual tradicional, de seleção de marchas em "H".

A foto abaixo mostra bem todos os comandos no volante.



As luzes de direção estão em dois botões separados, um de cada lado. Acionamento dos faróis e farol alto à esquerda e acionamento do limpador/lavador do para-brisa à direita. A posição do acionamento da buzina também é bem diferente, fica no próprio aro do volante. Mas que usaria a buzina num Ferrari? Basta uma bela acelerada para assustar quem quer que seja.

Os outros comandos no volante são: partida, amortecedores e o famoso manettino, o botão giratório. O botão de partida dispensa explicações. Já o botão com desenho de um amortecedor desabilita qualquer controle eletrônico dos amortecedores, ou seja, deixa a suspensão trabalhar independente dos outros comandos. Serve por exemplo para uma tocada mais esportiva em pistas com superfícies mais acidentadas ou onduladas.

O botão giratório tem cinco posições que variam de acordo com a tocada desajada.
São elas:

Sport: posição padrão com controle de tração e de estabilidade trabalhando à vontade,

> Race: alivia um pouco o controle de estabilidade para soltar um pouco a traseira e permitir alguma derrapagem,

Low-traction: para pisos com pouca aderência,

CT-off: desabilita o controle de tração permitindo saídas de traseira mais intensas,

CST-off: desabilita tanto o controle de tração quanto o controle de estabilidade, permitindo que o piloto encontre o seu próprio limite.

As duas últimas posições são recomendadas apenas para uso em pista.

Aproveitando o post listei outros pontos interessantes do 458.

As tomadas de ar para o radiador tem uma aleta flexível que se deforma com a velocidade e ajuda a reduzir o arrasto aerodinâmico e aumentar a sustentação negativa (downforce).

Existem entradas de ar na base dos faróis com saídas no topo dos para-lamas dianteiros para reduzir a sustentação positiva (lift).

As tomadas de ar para o motor estão escondidas na coluna "C" causando menos turbulência no fluxo de ar sobre a carroceria do que as tomadas da F430. Essas entradas aumentam a pressão de admissão do ar em altas velocidades o que proporciona um aumento de potência de pouco mais de 5 cv (indução dinâmica).

O ar de arrefecimento do motor é captado em dutos por baixo do carro, a frente das rodas traseiras.

Nas extremidades da traseira existe um radiador de cada lado, para embreagem (dupla) e caixa de câmbio. As tomadas de ar para esses radiadores fazem a função de um aerofólio, como no Enzo.

Só existe a opcão de caixa de sete marchas robotizada dupla-embreagem e comando por alavancas no volante. Bye-bye para a tradicional grelha metálica, com as posições das marchas, dos Ferraris com caixa manual.

No painel há o mostrador central com um grande conta-giros que marca até 10.000 rpm. Em cada lado há uma tela. Na tela da esquerda há um indicador de tempreatura dos pneus e freios e outros dados sobre o carro. Muito útil para brincar nos track days. No lado direito fica o sistema de navegação e outros comandos.

A direção é muito rápida, com duas voltas de batente a batente.

É claro que falta falar muito sobre esse carro espetacular. Logo mais voltaremos a ele.



A comparação entre o Saab 9000 Aero e o BMW M5 deu bastante interesse, pelo que parece. Eu comentei sobre o Porsche 911 (nos posts do MAO / JJ).

Só para mostrar que não foi brincadeira que o 9000 que usei na Alemanha conseguia andar junto com o 911, vou começar com alguns dados.

Um 911 da época, o 964, tem 250 cv e 31,6 mkgf, pesa 1.400 kg. Um Saab 9000 Aero tem 225 cv e 34,7 mkgf e pesa quase 1.500 kg. Normalmente a potência de um motor varia mais ou menos 5%. As potências exatas dos carros da estória claro que não sei.

Outros dados dizem que a velocidade máxima do 911 é quase 260 km/h. Um 9000 Aero normalmente faz 240 e pouco. Acho que o motivo principal para a diferença é o valor do Cx x A (coeficente de arrasto multiplicado pela área frontal ).

Então, lembro que era 1995, no outono. Fui à Alemanha num fim de semana com minha noiva. Se não me engano, passamos a sexta e sábado para ver coisas históricas no Vale do Mosel. Lá perto tem o circuito de Nürburgring, que eu já havia visitado várias vezes antes. Quando o circuito abriu no domingo eu já estava lá.
Não lembro, mas pode ser que eu já tivesse feito umas 2 ou 3 voltas. Mas no começo da última volta eu vi um 911 no espelho. Pensei: ser melhor deixar ele passar, e fiz isso. Mas depois pensei: será que dá para seguir ele?

Os freios do 9000 estavam bastante gastos pelo tempo na pista, mas entrando nas curvas eu tentei dirigir com um pouco de cuidado durante a primeira parte da volta, até a ponte lá embaixo.
Com muita surpresa o 911 ainda estava à vista.

Depois da ponte começa a subida longa, e lá o torque do turbo ajuda bem e não se precisa frear tanto. Com muita surpresa o 911 ainda estava por perto. Achei muito engraçado.


Sei que isso não diz tanto sobre "quem é mais rápido", e não sei nada do motorista daquele 911. Só sei que o 9000 é bem fácil de dirigir e balançar no limite, é bem bacana para um FWD (tração dianteira).


Um 911 da época não era tão fácil de dirigir no limite e com motorista normal não é moleza fazer tempos respeitáveis no "Ring". Com outros motoristas claro que poderia ter outro resultado. Mas tanto faz, foi uma experiência inesquecível.

Mais tarde naquele dia, ainda cedo, estava voltando para a Suécia. Ahhh!, pouca gente na Autobahn, momentos raros e gostosos.

Não lembro quem chegou na traseira de quem, mas estava lá eu e outro 911, de novo. A Autobahn nunca é totalmente vazia e às vezes tem-se que frear e baixar velocidade bastante para deixar um carro à frente ultrapassar outro carro ainda mais devagar.

Nas acelerações, o 9000 "puxou" o 911. Entre 130 e 230 km/h, o 911 estava "chorando". Só quando a gente chegou a uns 250 km/h (no velocímetro), o 911 conseguiu fazer um pouco de distância do 9000. Um pouco. E dali a pouco se precisava frear de novo. E depois, essa aceleração gostosa do 9000 Aero outra vez...

HJ

P.S.: Por que minha noiva não gritou e chorou no banco da direita? Naquela época ela não tinha carteira de motorista e não entendia nada dos perigos em velocidades altas. Na primeira volta no "Ring" ela disse sorrindo: " - Como os pneus gritam bem ..."
Caros leitores,
Obrigado por nos enviar os links para os seus blogs. Com isso esperamos disseminar e compartilhar ainda mais o autoentusiasmo de todos nós e assim trocarmos experiência e conhecimento.
Já temos 25 blogs cadastrados na lista. Deixaremos o campo "Blog dos Leitores" na parte superior da barra lateral por mais alguns dias para facilitar a visitação de todos. Depois ele contunuará lá, mas um pouco mais abaixo.
Quem ainda não nos enviou o link pode enviar!
Abraço a todos,
AUTOentusiastas.

Um ótimo exemplo da célebre frase "Racing improves the breed." é essa imagem que o pessoal da Corvette elaborou, mostrando pontos que foram revisados do Corvette com experiências adquiridas nas pistas com os C6.R das categorias de GT.

Claro, algumas das citações são mais jogadas de marketing, mas diversos pontos podemos ver que são realmente bem parecidos com os de corrida, principalmente na parte de aerodinâmica (clique na imagem para ampliá-la).


O recente post do JJ sobre o Saab 9000 causou algumas discussões aqui no blog. Segundo a maioria dos meus amigos, dados de retomada na última marcha seriam totalmente irrelevantes, pois não dizem nada sobre o desempenho do carro trocando as marchas.
O argumento é bem válido, exemplificado pela visão do AG: "... não tem como comparar aceleração a 80 na última marcha, nem ter isso como parametro definitivo de nada não. E o cara que quer vir a 80 em quinta e acelerar para ultrapassar sem reduzir não merece dirigir nada de muito legal mesmo. " Outros disseram, com razão, que as relações de câmbio tem muito a ver com isso, o que é totalmente verdade. E todo mundo imagina que o 9000 toma uma bucha de um M5, se o sujeito se dignar a reduzir uma marcha...Mas eu entendi o que o amigo JJ quis dizer. Principalmente olhando a história da Saab.

A primeira coisa que a gente tem que entender, é que todo Saab, desde antiquíssimos ovos de dois tempos (92,93,96), primavam pela flexibilidade do motor, e por ter acelerações ainda boas mesmo em última marcha. Todos eles foram desenvolvidos para fazer provas de aceleração em última marcha bem, e portanto, o 9000, sendo o último Saab desenvolvido pela Saab independente (ainda que sua plataforma fosse compartilhada, papo para outro dia), e o mais potente deles, naturalmente era exepcionalmente bom nisso. Os números publicados pelo JJ são um efeito colateral disso apenas, mas são reais.
A Saab tem um enfoque mais interessante em segurança que a sua famosa vizinha Volvo. Ela é bem mais interessada em segurança ativa, apesar de ser ótima também em passiva. A Volvo demorou para se igualar a rival em segurança ativa, preferindo fazer carros para quem quer ter acidentes e não evitá-los, por muito tempo. Sendo assim, para a Saab, o carro deve ultrapassar bem, mesmo que o motorista não queira tocar na alavanca de câmbio, ou mesmo não entenda os benefícios disso. E o carro deve ter reserva de força para fazer ultrapassagens corriqueiras sem necessitar a troca. Um efeito colateral desta filosofia é que os carros são lineares em seu desempenho, e mesmo quandio turbos nunca falham em acelerar decididamente, mesmo a partir de rotações baixas do motor. Quem acelera bem em última marcha é sempre um veículo agradabilíssimo, mesmo que muita gente boa repute este dado como desprezível. O que nos faz lembrar de uma coisa sensacional sobre a Saab: a independência intelectual.
A Saab tinha pouca informação de como desenvolver um carro quando começou a fazê-lo, na Suécia de 1946. Sem ter como copiar ninguém, ou se balizar no que faz a concorrência, como TODO MUNDO faz hoje, ela resolveu decidir por si mesma o que fazer. Seus carros são deliciosamente idiossincráticos, diferentes, malucos até, mas sensacionais se olhados com inteligência e isenção. A Saab fazia algo porque acreditava naquilo, e não porque era a prática aceitada pela turba. Me deixa triste que nem mais a própria empresa faça isto, e antes que alguém diga que é por isso que faliu, veja o que aconteceu com ela depois de ser absorvida pela GM... O General achou que para preservar a identidade da marca, bastava voltar a chave de ignição para o chão. Não entendeu lhufas, e acabou com a marca.
Por que hoje todos os carros tem que ser iguais? Porque um Saab não pode ser um Saab? Esta semana, ouvi muita gente aplaudindo o novo Buick Regal, que na verdade é um Opel. Porque o mundo não tem lugar para um Buick grande, e totalmente isolado do exterior como deve ser? Molega de suspensão, um iate terrestre? Que coisa chata isso! Onde está a diversidade? Ponho a culpa na imprensa automobilística, principalmente a influente imprensa inglesa, que desde os anos 80 iguala carros deste tipo a algo ruim, a ser evitado, coisa de velho. Ah, e ninguém mais quer ser velho...ser velho é ruim! Francamente...
E vejam por exemplo este consenso sobre a inutilidade da aceleração em última marcha: se o ABS é válido para as pessoas que não sabem frear, então, no mínimo, um carro deve acelerar bem em última marcha também. Para os que não sabem trocar marcha, lógico! Como já disse aqui, acho isso tudo uma grande bobagem, mas acho engraçado que este argumento não tenha passado pela cabeça de meus colegas, alguns deles ferrenhos defensores do ABS.
Mas não é por isso que gosto deste fato sobre o 9000. É porque deve ser sensacional para guiar, com uma faixa gorda de saborosa de torque sempre disponível, uma linearidade incrível, desde baixas rotações. E porque é um exemplo de que pode-se ser moderno e diferente de todos, ao mesmo tempo.
Mas essa história fica ainda melhor, porque dá para aprender muito sim olhando somente os números de aceleração em última marcha. O Hans Jartof, nosso companheiro sueco, comentou que teve um 9000, e em Nürburgring andava junto com 911. O Mollazano achou que o M5 trocando as marchas trucidaria o Saab. Pensei: olhando o tamanho da diferença na aceleração em última marcha entre o M5 e o 9000, a diferença absoluta de desempenho entre os dois carros não pode ser tão grande assim. E adivinhe só, pessoal: não é. Deixo aqui os números de aceleração de 0-60 mph, e da imobilidade ao quarto de milha, dos dois carros, para fechar o post. Tirem as conclusões que quiserem:
1991 BMW M5 6,5 14,9
1994 Saab 9000 Aero 5 spd 6,2 14,8
In God we trust. Others, bring data, please.
MAO
Foto: Wikipedia
José Ephim Mindlin (08/09/1914-28/02/2010)

Um grande brasileiro nos deixou ontem, aos 95 anos.
Entre suas obras, a fundação da Metal Leve  S.A., empresa fundamental para implantação da indústria automobilística daqui com pistões de qualidade mundial, utilizando tecnologia Mahle alemã. Quem militou no automobilísmo naqueles anos pioneiros conheceu os pistões da Metal Leve.  Eram a referência A empresa era co-patrocinadora da Mil Milhas Brasileiras e fornecia gratuitatamente pistões para pilotos e squipes. 
Há alguns anos a Metal Leve foi absorvida pela Mahle e hoje chama Mahle Metal Leve.
Aos seus famililares e amigos, as profundas condolências dos AUTOentusiastas.
R.I.P. José Mindlin.
Quando a Saab desenvolveu o motor de 4 cilindros e 2,3 litros para o modelo 9000, a partir da unidade de 2 litros do 900, trabalhou para valer em um ponto que já era ótimo, que são as retomadas de velocidade.
No 900, era nítido o objetivo de ter um carro focado em ultrapassagens seguras. Nas acelerações a partir da imobilidade, o carro não era nenhum foguete, mas depois de vencida a inércia das baixas velocidades, com o turbo pressurizando o ar de forma eficiente, permitia enormes sustos em motoristas de carros esportivos.
Com o 9000, e mais especificamente quando foi adotado o sistema DI (Ignição direta), esses sustos passaram a ser constantes.
Com taxa de compressão de 9,25:1, a Saab conseguiu valores de 225 hp a 5.500 rpm e 34,9 mkgf de 1.800 a 4.000 rpm. A velocidade máxima era de 240 km/h.
Se esses valores não eram estrondosos, a comparação com alguns carros mostrava resultados muito positivos, e que certamente garantiram uma bela dose de entusiasmo para os engenheiros em Trollhattan.
Alguns números comparativos levantados em 1991, para o modelo 9000 Aero, mostram os seguintes números na retomada de velocidade, 80 a 120 km/h, na última marcha:
Saab 9000 - 8,9 segundos
Porsche 928 S4 - 8,6 s
Audi 200 Turbo Quattro - 10 s
Mercedes 300 E-24 - 10,8 s
BMW M5 - 11,4 s
Alfa Romeo 164 V6 Quattrovalvole - 13,9 s
Portanto, apenas o 928, com motor V-8 de 320 cv superava o Saab por 3 décimos de segundo. Mesmo com quase 100 hp e 10 mkgf a mais, o Porschão não fazia o aparentemente pacato sueco sumir na poeira. Os demais sedãs grandes, que proporcionavam acomodações equivalentes para 4 ou 5 pessoas, simplesmente ficavam muito longe.
Assim, a Saab mostrava que segurança não era apenas o que a Volvo mais enfatizava, uma estrutura de carroceria resistente e pensada para absorver energia de impacto. Provavam que a capacidade de ficar pouco tempo na contramão em uma ultrapassagem, poderia ser mais importante para a paz de espírito do motorista. E para os entusiastas que apreciam um carro que "não parece, mas é", a montaria ideal.
JJ
foto: NetCarShow.com
A Ford está bem, como empresa. No mundo, ou no Brasil, vive um bom momento. Teve a sorte (?) de contratar um executivo de fora da indústria (da Boeing) pouca antes de crise, e ele tem dado passos no caminho correto. Teve a sorte de apresentar um modelo novo do veículo mais vendido (e de maior lucro) no maior mercado do mundo meses antes da crise , a F-150.

Tem uma divisão europeia que faz ótimos carros (Mondeo, Focus, Fiesta). Tem uma parceria com a Mazda que produz uns carros interessantes (Fusion principalmente). E vendeu as marcas premium que só davam prejuízo, Land Rover, Jaguar, Aston. Martin. Esse último movimento é mais pra lamentar do que enaltecer, mas a empresa saiu mais focada.

É o fabricante americano que precisou de menos ajuda do governo, o que acabou melhorando muito a imagem da empresa perante o consumidor/contribuinte norte-americano. Basta ver os gráficos de venda. Vamos ao salão:
Edge novo, anterior ao fundo. Juro que não entendi muito o porquê disto. Mas era legal, ficou menos careta. O carro é feito na planta canadense.
Picapes grandes não podiam faltar.
Gosto do carro na geração I e II, mas confesso que não me impressionei muito com a nova. Se mantiver o "chão das outras", o visual é o de menos...
Outro ângulo. Parece carro francês, pra mim...
Outro carro muito importante para o mercado americano, o Taurus. Finalmente renasceu em uma forma interessante. E está muito bem falado, quem sabe com a onda de recalls da Toyota um fabricante americano não retoma a liderança do mercado de sedâs full-size.
Interior agradável.
Visual elegante, tradicional, sem ser careta demais.
Essa é pra doer. Ver quanto custa uma F-150.
Paixão em laranja e com muita potência. Legal demais a Ford ter sua divisão de performance SVT preparando uma versão dessas. E vende mais que o esperado. Que bom!
Este post fecha a cobertura do Canada Auto Show 2010. Espero que tenham gostado.
Abraços,
MM
Acabei de falar sobre o problema de aceleração involuntária envolvendo diversos modelos da Toyota equipados com os pedais CTS, pedais que não equipam nenhum modelo comercializado no Brasil.
Se ainda assim os proprietários de Toyotas espalhados pelo país estiverem amedrontados, basta dar uma simples olhada por baixo do painel:

O pedal Denso da foto acima se caracteriza pelos 4 parafusos cromados de montagem da carcaça e está livre de qualquer problema envolvendo aceleração involuntária.
A foto abaixo é a do pedal CTS envolvido no recall, que, faço questão de repetir, não está presente em nenhuma unidade comercializada no Brasil. Caracteriza-se pela ausência dos parafusos cromados na carcaça.

Foto: Edmunds Inside Line
Se ainda assim restar alguma dúvida, basta analisar a foto abaixo. O pedal Denso é o da esquerda (está sem os parafusos, mas é possível ver sua localização).

Foto: The Truth About Cars
FB
A edição da semana passada da revista Time resolveu colocar o dedo na ferida da Toyota ao abordar o problema de aceleração involuntária que envolve os modelos RAV4, Corolla, Matrix, Avalon, Camry, Highlander, Tundra e Sequoia. A polêmica em torno dos pedais não ficou restrita ao mercado norte-americano e chegou também ao Brasil, em diversas reportagens publicadas pelo jornal Estado de Minas.
Para entender melhor o problema, é preciso salientar que a Toyota adquire seus pedais de dois fornecedores: a norte-americana CTS e a japonesa Denso. E não, isso não faz da Toyota uma simples "montadora": apesar de diferentes, ambos os pedais foram desenvolvidos pela Toyota, cabendo aos fornecedores apenas a tarefa de executar o projeto.
É justamente na diferença do mecanismo que reside o problema: até o presente momento, todos os modelos envolvidos no recall estão equipados com o pedal fornecido pelo fabricante norte-americano CTS e não há uma reclamação sequer envolvendo os modelos equipados com o pedal japonês Denso.
Os não iniciados podem achar que um pedal de acionamento by wire é um mecanismo simples, composto por um potenciômetro dentro de uma caixinha de plástico, acionado por um pedal com uma mola de retorno. O conceito básico do pedal está bem próximo disso, mas o pedal também esconde um mecanismo de fricção, que tem por objetivo simular a sensação natural do acelerador tradicional, acionado por um cabo de aço e seu respectivo conduite.
No pedal Denso (foto abaixo) a mola de retorno do pedal é revestida por um conduíte plástico, responsável pela fricção desejada. Pela própria natureza do desenho, teoricamente o desgaste do conduite deixa o pedal cada vez mais livre.
Fotos: The Truth About Cars
No pedal CTS (abaixo), o pedal apresenta duas guias (B), que se friccionam contra dois dentes de plástico (A) montados na carcaça do acelerador. O desgaste natural do sistema cria uma folga que aumenta a área de contato dos componentes, criando maior fricção e prejudicando o retorno do pedal à sua posição normal. Em certas ocasiões, o pedal pode simplesmente não retornar e o carro acelera involuntariamente.
A CTS (obviamente como o lado mais fraco de uma corda que estourou) se defende, dizendo que os problemas de aceleração involuntária em veículos Toyota começaram já em 2002 e que eles passaram a fornecer os pedais à Toyota apenas em 2005. A Toyota, ciente de sua responsabilidade, organizou o recall global para a instalação de um calço de metal, que elimina definitivamente a folga criada pelo desgaste dos componentes do pedal CTS, evitando assim que o problema se repita.
Fotos: Time Magazine
E no Brasil?
Todos os produtos comercializados pela Toyota do Brasil envolvidos no recall global (Corolla, Camry e RAV4) são equipados com o pedal Denso e por isso estão fora da convocação, pois no mundo todo o pedal japonês não apresentou quaisquer problemas de aceleração involuntária.
Entretanto, o jornal Estado de Minas relata cinco casos de Corollas com pedal do acelerador travado, incluindo um acidente no interior de uma garagem, apresentando a reportagem com o título "Corolla nacional é um perigo".
E agora? Como saber quem tem razão?
Minha mãe é dona de um Corolla 2010 e fiz questão de tentar simular situações de pânico com o acelerador travado no fundo do assoalho. Em qualquer situação (baixa ou alta velocidade), a potência de frenagem era mais do que suficiente para conter o automóvel e o motor não superava a rotação de stall: nem mesmo a hipotética ausência de vácuo no coletor de admissão foi suficiente para endurecer o pedal.
Muitos dirão: "Ah, mas o acelerador é eletrônico, nessas situações de pé esquerdo freando e direito acelerando ele não abre a borboleta totalmente...". Repeti o teste com mais dois Corollas de gerações anteriores (E110 e E120) equipados com transmissão automática e aceleradores comandados por cabo de aço: novamente, a força de frenagem é mais do que suficiente e estanca o carro com segurança, em qualquer hipótese (não só nos Corollas, mas em qualquer carro).
Tentei até mesmo enrolar o tapete de borracha original (Borcol) de diversas formas para prender o pedal do acelerador no assoalho, sem sucesso. Fica difícil imaginar uma forma do pedal ficar preso, a não ser com o espesso tapete de inverno utilizado nos EUA.
O que podemos concluir a respeito dos casos brasileiros? Eu digo que não se trata de uma situação inédita: em 1984 a Audi registrou um aumento de 48% nas vendas do seu novo modelo 5000 (uma variante do Audi 100 alemão), um aerodinâmico sedan familiar que agradou em cheio as famílias norte-americanas.
Dois anos depois, o programa de televisão 60 Minutes (do canal CBS) noticiou seis casos de aceleração involuntária envolvendo o Audi 5000, o mais trágico deles envolvendo o atropelamento de uma criança de apenas 6 anos. A apresentação do caso incluía uma demonstração fraudulenta do pedal do acelerador descendo até o assoalho, em uma clara falta de vergonha e ética por parte do jornalismo da CBS.
Da noite para o dia, todos os modelos da Audi tornaram-se um perigo sobre 4 rodas, suspeitos de estarem envolvidos em 700 acidentes (com seis mortes relacionadas). As vendas despencaram de 74mil unidades em 1984 para apenas 12 mil unidades em 1991, um impacto foi tão grande que a Audi considerou abandonar o mercado norte-americano já em 1993.
E o que aconteceu na verdade? Uma investigação da agência NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration) isentou a Audi de qualquer responsabilidade, em um parecer que envolvia 50 outros modelos de 20 fabricantes presentes no mercado norte-americano, todos envolvidos em casos de aceleração involuntária. Constatou-se que a culpa era dos próprios consumidores, acostumados a pedais de freio e acelerador bem espaçados, típico dos carros norte-americanos.
E qual foi o posicionamento da CBS? Segundo a emissora, o parecer da NHTSA foi apenas "uma opinião", mesmo sabendo que os seis entrevistados no programa de 1986 perderam a causa na justiça norte-americana, conhecida pelas indenizações milionárias que concede. Não se retratou e não assumiu a irresponsabilidade. A Audi restabeleceu-se, mas não a tempo de brigar com a nova marca premium do mercado norte-americano, a Lexus.
O injustiçado Audi 5000
A lição que fica: a imprensa precisa evitar a celeuma irresponsável, aquela que desinforma, gera polêmicas vazias e vende manchetes, sob pena de cair em total descrédito. E precisa também parar de induzir o consumidor brasileiro ao complexo de gata-borralheira, dizendo que os produtos vendidos no mercado nacional pela Toyota devem fazer parte de um recall quando na verdade não devem, apenas pelo fato do recall ter atingido mercados "sérios", como o dos EUA.
A minha opinião é a que de cliente tem sempre razão, mesmo quando está errado, mas isso não justifica um recall de um pedal que em momento algum apresentou defeito. Só acho muito estranho esse papo vir à tona justo no momento em que o Corolla atinge a liderança do segmento aqui no Brasil.
Não estou insinuando nada, mas que é um papo muito estranho, isso é.
FB
Novamente, não esperem fotos do que vemos todos os dias. Procurei o que merecia o clique:
Este lindo protótipo com cara de produção pode ser Golf Coupe ou Jetta 2p, dizem. Dane-se o nome, produzam!
Outro ângulo. Muito bonito mesmo.
O up ganhou este irmão, o up lite. Prefiro o protótipo lá de cima...
Neste ângulo já ficou estranho...
Este era o Audi que merecia os cliques. Fantástico.
Legal de qualquer ângulo. JJ vai adorar.
E o detalhe do radiador embaixo do aerofólio. Forma e função.
Uma cor que provavelmente nunca veremos no Brasil. Um dos poucos Audis que não eram brancos no estande.
Tinha A4, A5, A6 (e versões S e RS) e TT-S. Novamente, nada muito diferente do que vemos aqui. A3, não, muito pequeno para eles...
Abraços,
MM
Posso estar sendo impreciso em minha afirmação, mas há cerca de 36 anos nascia o primeiro SUV, o Jeep Cherokee (SJ). Não desejo entrar em controvérsias a respeito, o objetivo não é esse. Muitos defendem o Jeep Cherokee de 1984, o XJ, como o SUV que definiu o segmento como ele é até os dias de hoje, eu inclusive, portanto são 26 anos, 10 a menos.
Uma rápida retrospectiva desde os primeiros SUVs nos permite entender que novos segmentos de mercado foram surgindo da visão de criar novas necessidades e desejos para o consumidor, como forma de expandir mercados. Faça-o sonhar em chegar com facilidade até um sítio, cujo único acesso é por estradas de terra, que se tornam intransitáveis quando chove ou quando neva. Mesmo que ele nunca sonhasse em ter o tal sítio, nem seu pai ou sogro, um SUV 4x4, muito mais barato que aquele pedaço de terra, o permitia olhar o mundo sob nova perspectiva e, caso ele fosse até o tal sítio, o faria sem sujar os pés de lama, por ter empurrado o carro. Posteriormente, as fábricas se empenharam em desenvolver sistemas para os SUVs que o sucederam, de forma a aprimorar seu uso e facilidade de uso, dirigibilidade aceitável, estabilidade, distanciá-lo do jipe etc.
Depois vieram os crossovers. Sua proposta, vejam, passamos a falar de proposta, pois ela começou a ditar o que os fabricantes queriam atender para chegar ao que o consumidor pensa em exigir, era um 4x4 menos radical,  de dirigibilidade mais próxima da de um carro normal.
Seguiram-se os SUVs de luxo, o solitário Range Rover ganhou competidores, Mercedes-Benz ML, BMW X5, Cayenne, Touareg, Q7, Lincoln Navigator (este ainda derivado de picape), até aí encaro como um caminho natural e totalmente lógico da evolução dos segmentos, as propostas bastante claras de cada fabricante, cada um buscando seu novo espaço e mais expansão.
Até aparecer o BMW X6. Muito controverso em sua proposta, não questiono a qualidade de sua engenharia, nem de sua manufatura, mas um SUV hatch? Que aposta estranha! Quanto menos clara é a proposta, mais ensaiados, refinados, cheios de novos termos marketeiros vêm os discursos de lançamento. Quem nunca ouviu de nossos pais aquela frase "se você demora muito a se explicar, é por que fez m...".
O SUV troca uma letra, vira SAV -- deixa de ser sport utility vehicle e passa a sport activity vehicle -- mas não é só isso. Havia até então uma lógica para cada proposta, um carro que te leva a todo lugar, é mais alto para não raspar nos facões da estrada de terra encharcada, tem espaço para toda a família, portanto o formato não é sedã, mas perua, tem sete lugares, perua estendida. E destes SAVs? A linha do teto desce, para dar um ar de cupê a seu SUV, um '"look" mais esportivo, patas larguíssimas para maior segurança e fazer um pouco de curva associadas a uma suspensão primorosa para conter o balanço do alto CG, oras? Você cria um monstro de mais de duas toneladas, o CG nas alturas, para depois engenheirar soluções a toda essa encrenca? Ah, 400 cv e 250 km/h, discos poderosíssimos para parar isso tudo. Não faria mais sentido voltar a um sedã e abaixar-lhe o teto? Por que fizeram isso com um SUV?

Um enorme teto de vidro, oras, isto é proposta de automóvel?
Aí vem a Honda e ataca com o Acura ZDX... Os japoneses, realmente viram-se dispostos a seguir a receita BMW, confirmando que isto pode ser uma tendência... Tomara que não. O carro pesa duas toneladas, portanto, cupê de sedã não é. Aí, fazem um enorme teto de vidro, para um visual panorâmico. O teto baixo não chega a incomodar os ocupantes do banco de trás porque há uma enorme caixa de SUV da cintura para baixo, que lhe dá espaço suficiente.
Notem que teto de vidro, exibido na foto acima, e cabine, podem estar em qualquer veículo, portanto serem atrativos no ZDX é uma questão completamente efêmera, que talvez nem seja o principal atrativo numa eventual decisão de compra por este modelo.
Grade cromada enorme, que não chega a estragar o visual dianteiro
Onde vou é um ponto já muito conhecido de itens de consumo de massa, muitas pessoas que lidam com marketing do produto, já amargaram experiências causadas pela frenética busca de criar novos segmentos e nichos, através de novas propostas, que pensadas a fundo, acabam provando-se totalmente ilógicas. Pois é, transferindo para o mercado automobilístico, já estamos chegando ao mesmo limite, o de saturação, que começa a tornar bem mais arriscadas as novas propostas, que muitos dirão, pra quê???

Em seu discurso de lançamento, contam a história de uma jovem de 29 anos que o desenhou quando tinha 25, ainda estudante do Art Center College of Design de Pasadena, CA -- caramba quanta ousadia! Lembro de um amigo, que trabalha na Toyota, que certa vez me confidenciou que teve de escrever uma verdadeira bíblia de marketing, viajar quatro ou cinco vezes ao Japão, para tratar de convencer um comitê ultraconservador, da necessidade de segunda luz de teto na Fielder.

Estivesse esse amigo na Honda, talvez a bíblia de marketing diminuísse de tamanho, fosse ele mulher, cinco páginas no PowerPoint, graduado na Faculdade Art Center of Design e num momento tão favorável da Honda de ousar, pronto! Se ele desenhasse esse carro, eu, como amigo, o enchia de porrada!

CZ