google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Um segundo antes de um motorista bêbado atravessar a linha central de uma estrada rural na Pensilvânia e se estampar no Chevrolet Cobalt 2005 de Esther Matthews, conforme dados do módulo de comando eletrônico, o motor do carro dela estava desligado. Matthews e sua neta de 13 anos no banco do passageiro faleceram na hora. Apesar da severidade do acidente de abril de 2009, as bolsas infláveis nunca abriram, e nos dias seguintes os investigadores contratados pela NHTSA, o órgão de segurança rodoviária dos EUA, não sabiam o motivo.

Advogados disseram à família que não valia a pena o tempo e o esforço em abrir um caso contra a GM porque a fabricante havia falido algumas semanas antes.

“Um motorista bêbado atingiu-a de frente, e foi isso o que soubemos,” disse a nora de Matthews, Leanne Matthews, à Automotive News. “Desistimos.”

Agora, Esther Matthews e a estudante secundarista Grace Elliot são duas das 12 fatalidades que a GM atribuiu ao interruptor de ignição defeituoso que pode levar a bolsa inflável a não funcionar num acidente. Semana passada a GM reviu o número de mortes, que era de 13, depois de concluir que um vítima fora contada duas vezes, mas um estudo disse que poderiam ser centenas mais e a lista está longe de aumentar à medida que as investigações continuam.

Fotos: Ervin Moretti, Flávia Moretti, Marcelo Paolillo, Divulgação Pé Na Tábua e autor
O "Fusquinha", original, no Autódromo de Interlagos em ritmo de passeio, ainda assim é emocionante

O ano de 2014 está no início e já mostra que, no campo dos automóveis antigos, a missão é consolidar uma tendência que há alguns anos tem ganho força: automóveis antigos em pleno movimento. Fugindo da mística que existe por trás dos ralis de regularidade, que são eventos onde exige-se do participante um grande investimento com hospedagem e inscrições, organizadores independentes e clubes têm se dedicado a colocar os automóveis em movimento, com o mesmo ânimo e entusiasmo, sem precisar de um rótulo chancelado por um grupo de elite.

Fuscas de todas as épocas enfeitam a área dos boxes de Interlagos.
Junto aos Fuscas, outros da "família" com seus motores arrefecidos a ar
Seja na estrada ou em circuitos, colocar um automóvel antigo em movimento tem se mostrado muito mais democrático e de fácil acesso do que muita gente imagina. Há anos o Fusca Clube do Brasil faz os Volkswagen "tilintar" seus motores arrefecidos a ar no Autódromo de Interlagos, na cidade de São Paulo. No dia 5 de janeiro fui convidado pelo "amigomobilista" Ervin Moretti a conduzir seu belíssimo Fusquinha 1974 verde Hippie.

Estamos fazendo a curva da Junção de maneira pacata, à nossa frente um "Split Window", cena inusitada.

Junto com Ervin Moretti e o "Horácio", seu Fusca 1300, placa preta, 1974


Em 1936, o personagem "Fantasma" foi criado por Lee Falk (o mesmo criador de "Mandrake"). Como um Batman sem “bat-abilidades", o "Fantasma" era um combatente do crime sem superpoderes nas profundas florestas do fictício país Bengala, que dependia das suas habilidades físicas e da lida com armas para realizar seus feitos heróicos.

O "Fantasma" era na verdade o herdeiro de uma família que havia há gerações encarnado o herói mascarado. Os aborígenes de Bengala, testemunhando a incansável ação do herói, geração após geração, e desconhecendo sua verdadeira identidade, acreditavam ser ele um espírito, o "espírito-que-anda".

Diferentes gerações encarnando o Fantasma (Phantom), o espírito-que-anda

(pelicanparts.com)

Power” é uma palavra da língua inglesa que para nós tem duplo sentido: poder e potência são traduções possíveis dela. Lembrem de Jeremy Clarkson gritando: More POWER!!!!” em seu programa Top Gear, um uso emblemático deste duplo sentido. Para eles, power é poder e é potência, é tudo a mesma palavra. O por quê dessa pífia aulinha de inglês, já vão entender, prometo.

As máquinas a vapor do inventor escocês James Watt (1736-1819) impulsionaram a revolução industrial inglesa e ajudaram a Grã-Bretanha a se tornar o país mais poderoso do mundo. Grande pesquisador e inventor, tornou o que era apenas uma idéia (a máquina a vapor) em algo prático, útil e vendável. Ele também foi nada menos que o inventor do conceito do cavalo-vapor, que conhecemos tão bem. Mas seu sucesso financeiro só veio quando se tornou sócio do industrial Mattew Boulton (1728-1809), formando uma fábrica de motores que se chamou Boulton & Watt.

Pois bem, diz a lenda que James Boswell, um nobre escocês que ficaria famoso como escritor de biografias (o famoso crítico americano Harold Blomm o considera o maior biografista da língua inglesa até hoje), estava visitando uma das fábricas de Boulton quando entrou em um galpão onde Watt trabalhava em alguma de suas evoluções do motor a vapor. Impressionado com o enorme, fumegante, barulhento e desconhecido artefato, Lord Boswell pergunta a Boulton o que era aquilo. O sócio de Watt olha o escritor bem nos olhos, e depois de uma pausa dramática, diz:

“I sell here, Sir, what the entire world desires to have: POWER!”
(Eu vendo aqui, meu senhor, o que todo o mundo deseja ter: PODER!)

E é este poder que experimentamos toda vez que apertamos o pedal do acelerador. O motor a combustão interna foi uma revolução tão grande como o vapor: pequeno, e extremamente frugal no consumo de combustíveis líquidos, fez quantidades prodigiosas de poder se tornarem extremamente portáteis. Existem motocicletas hoje que conseguem níveis de potência que outrora moveriam navios de carga.