google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: www.radioitaperunafm.com

Wilson Fittpaldi (4/08/1920–11/03/2013)

Faleceu na madrugada de hoje, aos 92 anos, Wilson Fittipaldi, o "Barão", um dos nomes mais importantes do automobilismo brasileiro, quem tive a honra e o prazer de conhecer ainda na minha adolescência, antes mesmo dos seus filhos Wilson Jr. e Émerson.

Faleceu no Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro, onde se encontrava internado desde 25 de fevereiro com problemas respiratórios. Wilson, natural de Santo André (SP), havia escolhido o Rio há vários anos para viver depois do falecimento de sua esposa Juze em 2006.

Foi piloto na juventude, mas seria como radialista na Rádio Panamericana, atual Jovem Pan, que Wilson daria sua enorme contribuição para o automobilismo nacional ao, junto com Eloi Gogliano, presidente do Centauro Motor Clube, criar a Mil Milhas Brasileiras, em 1956, que logo se tornaria a maior expressão em corridas no Brasil.


Não apenas pela corrida em si, que transplantava da Itália a famosa Mille Miglia, a prova de estrada mais importante do mundo que ia de Brescia a Roma e retornava no mesmo dia, para o Autódromo de Interlagos, em que os 1.600 quilômetros eram cobertos em 201 voltas no traçado original, mas também, e principalmente, por ter conseguido a façanha de envolver a indústria de autopeças no automobilismo, o ponta-pé inicial para o profissionalismo de pilotos.

Foi de Wilson Fittipaldi a idéia de trazer pilotos gaúchos e seus carreteras para o palco de Interlagos, que para isso exigiu extensa negociação com a plêiade de pilotos do Rio Grande do Sul, que acabou resultando num colorido especial e único para a Mil Milhas, inclusive com a vitória da brilhante dupla gaúcha Catharino Andreatta-Breno Fornari, com um carretera Ford.

Seu envolvimento com o esporte a motor foi tão grande que não demorou a ver que a estrutura do poder desportivo do automobilismo nas mãos do Automóvel Club do Brasil não servia mais aos interesses nacionais e iniciou o movimento para a criação da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o que se concretizou em 1961.

Perde o Brasil uma grande personalidade e o AUTOentusiastas expressa suas mais profundas condolências ao Wilson Jr., seu filho Christian e ao Émerson, e a toda a famiíla Fittipaldi.

BS e toda a equipe dos AUTOentusiastas


Fotos: autor e divulgação Hyundai Motor Brasil



No último dia quatro de março foi apresentada à imprensa a nova versão sedã do compacto da Hyundai Brasil. Chamado de HB20S, ele vem para completar a família HB20 no Brasil, que passa a ser composta por um hatchback, o HB20, um "aventureiro", o HB20X e agora, um sedã, o HB20S.

O HB20S nasceu para ser sedã. Com a grande preocupação da Hyundai em relação ao desenho, ela fez um novo desenho da coluna central  para trás, para que o HB20S não ficasse com cara de “hatch adaptado”, que simplesmente ganhou um porta-malas destacado para virar sedã. Esta estratégia deu certo, o carro tem uma grande harmonia de suas linhas, ao mesmo tempo que mantém uma coerência com a identidade dos modelos da marca. A idéia da Hyundai é criar uma identificação visual de seus carros, de forma que eles sejam prontamente reconhecidos de qualquer ângulo que sejam vistos.

A Hyundai declara que o HB20 foi projetado especificamente para o Brasil, que o costume da marca é fazer o mesmo nos mercados em que atua. Sendo assim, na Rússia há o Solaris e na Índia há o Eon, todos seguindo a mesma idéia de desenvolvimento focado no mercado a ser atendido.


Da porta dianteira para trás, muda o desenho

Lamborghini Veneno

O Salão de Genebra de 2013, aberto no dia 7 de março e indo até o dia 16, é alvo do interesse da mídia do mundo automobilístico. A vitrine suíça lançou oficialmente diversos novos modelos e conceitos em praticamente todos os ramos do mundo do automóvel, desde os compactos de baixo custo até os carros milionários.

Curiosamente, a Suíça não tem bons olhos para os chamados supercarros. São caros demais, poluidores demais, barulhentos demais e rápidos demais. Mas, por algum motivo de força-maior (leia-se interesses comerciais, claro), três supercarros foram os destaques do evento.

Ferrari, Lamborghini e McLaren mostraram seus novos carros topo de linha, para o deleite da imprensa e dos fãs. Mais rebuscados, potentes e rápidos que seus antecessores, os novos modelos contam com tecnologias de ponta para serem, além de tudo, econômicos e pouco poluentes.
Fotos: Paulo Keller



Muitos dos esportivos antigos têm chave-geral. São carros que costumam ficar parados por vários dias, por vezes várias semanas. Sendo assim, é costume instalar uma chave-geral para minimizar a descarga da bateria. Então trato de fazer o que o experimentadíssimo Chico Landi fazia, que ao sentar pela primeira vez em algum carro de corrida sempre perguntava: "Como é que a gente desliga essa ¨*#"?"

O mestre dos mestres Chico Landi sabia bem que é muito importante desligar rapidamente a máquina, porque o visual de um carro é uma coisa e a realidade pode ser outra. As mangueiras do combustível podem estar ressecadas e pode haver um vazamento dos grandes, então é bom saber o que fazer numa emergência dessas e não perder tempo procurando isso e aquilo. Cheirinho de gasolina não queimada não é "normal" em carro nenhum, nem em carro antigo, portanto, se cheirar gasolina, trate de desligar a coisa e sair procurando a origem. 

Também, os pneus podem estar ressecados, com tempo de vida útil vencido, apesar da aparência de novos, e isso é muito comum, muito comum mesmo, inclusive essa foi a causa do infeliz e recente falecimento do nosso amigo e colecionador Fabio Steinbruch, que num domingo passeava tranqüilo com sua motociclea Moto Guzzi antiga quando o pneu dianteiro estourou por estar ressecado.