VAI À ALEMANHA? MUDANÇAS AO ALUGAR AUTOMÓVEIS

Fotos: autor

Opel Corsa 1,4, meu companheiro nessa viagem


Estivera em novembro último na Alemanha, um veículo me aguardava à disposição na locadora e, como sempre fizera desde a primeira visita a este país, há dezessete anos, bastou apresentar o passaporte e Carteira Nacional de Habilitação (CNH), para receber as chaves.

Mas nesta última viagem, no final de janeiro, sofri o impacto de algumas mudanças que, somadas a outras observações que fiz em meus trajetos por lá, me inspiraram a escrever este curto post, uma questão de utilidade aos leitores que forem visitar esse país ou outros da Comunidade Européia.

Desde início de janeiro de 2013 estão em vigor novas regras que exigem a carteira de motorista internacional, a chamada PID (Permissão Internacional para Dirigir). Minha reserva fora feita com mais de um mês de antecedência, aproveitando assim preços mais baixos, e não recebera nenhuma observação quanto a mudanças que viriam proximamente, mas essas alegações foram insuficientes para convencer o funcionário da locadora a me ceder o veículo que agendara apresentando somente passaporte e CNH. O que ele alegou foi o mesmo o que está observado nesta página do site do Ministério das Relações Exteriores.

Devido à nossa CNH estar somente em português, eles não entendem seus dizeres, por exemplo, as categorias A, B ou outras não correspondem às da carteira alemã ou da CE. Tampouco entendiam antes das novas regras, mas isso não ajuda a resolver a situação.

Saber dessas novidades na hora de retirar o carro da locadora foi sim um verdadeiro banho de água fria no planejamento, tinha reuniões marcadas havia mais de mês em cidades distantes, a alternativa trem, ônibus e táxi não cabia nessa agenda...

Como resolvi

Depois da inevitável perda de tempo no balcão de informações do aeroporto de Frankfurt e da ajuda da polícia local (Inland Polizei), acessei o Google e achei a página do link acima, que apenas corroborava o que havia ouvido. Mais embaixo, a página mencionava “muitos brasileiros têm enfrentado dificuldades para alugar carro na Alemanha (sic), ... algumas locadoras aceitam a CNH desde que haja tradução anexa em alemão...”. 

Me ocorreu então visitar a Europcar, onde havia alugado o carro de novembro, pedi ao atendente checasse meu cadastro, apresentei o passaporte e CNH e pedi mais um carro por novo período. Ele olhou ambos os documentos, demorou-se um pouco e me cedeu as chaves de um Opel Corsa. O aluguel sairia quase o dobro do preço daquele que eu reservara antes e ainda de uma categoria inferior (ou outro carro, que era um Focus diesel e sem disponibilidade de GPS). Havia mais desafios pela frente. O preço maior é resultante de um aluguel de última hora, aqueles de balcão de aeroporto. Se feito com bastante antecedência nesta locadora, a diferença de preços seria mínima ou zero.

Comentei o ocorrido com uns amigos que estariam em viagem ao mesmo país e com outro que alugara pela Hertz algumas semanas antes e este me disse haver apanhado o carro sem problemas. Entendo que será uma questão de tempo todas as locadoras virem a exigir a PID; é melhor se prevenir e evitar os mesmos contratempos que tive.

Outra solução que o policial de Frankfurt me sugeriu foi dirigir-me até o consulado brasileiro na manhã seguinte e solicitar traduzissem minha CNH, estampando um carimbo que a validasse, mas vemos que no site há informação conflitante: “O Consulado-Geral não expede carteiras de motorista e não tem competência legal para reconhecer a validade de carteiras de motorista”, portanto essa alternativa foi também descartada.


iPad GPS, solução prática mas não econômica

iPhone/iPad como GPS?

Já viajei usando somente o bom e velho mapa, mas sempre com um copiloto. Antigamente saíamos pelas cidades, parávamos nas bancas e livrarias e comprávamos mapas, os GPSs acabaram com esse modelo de negócio. As cabeçadas seriam inevitáveis desta vez, sozinho e sem ele na mão, recorri ao tablet, nunca usara iPad como GPS, mas todos no Brasil dizem que é bom e funciona, tenho chips da telefonia alemã para telefone e iPad, conferi os créditos de ambos, pronto para partir.




Lá fui eu, me ajustei no Corsa, apesar de meus 1,90 m nenhum problema, elogiável o curso telescópico da direção (escreverei algo a respeito deste carro mais para frente), destino no iPad, tanque cheio, liberado, parti.

Pneus de inverno, mandatórios

Foram cerca de 400 quilômetros até a primeira cidade, ouvia a voz do GPS e me sentia em casa, tudo em português, linguagem clara e sem erros de mapa. Na véspera de minha chegada a temperatura esteve abaixo de -10 ºC, mas naquela tarde de sábado ela subira para perto de zero, oscilando no trajeto ao noroeste da Alemanha em dois graus para baixo e um para cima, um nível perigoso, pois é quando a neve começa a derreter e, mesmo com o sal que jogam sobre o pavimento das Autobahnen, formam-se pequenos cristais de gelo, que fazem o carro escorregar desconfortavelmente. 

Nada muito assustador, mas não é uma trilha rígida como estamos acostumados num automóvel moderno. O Corsa estava com pneus de inverno, todos na Autobahn seguiam a acima de 120 km/h e aquela sambada para os lados, ventos laterais e a sambada aumentava de amplitude, alguns reduziam velocidade e iam para a faixa da direita, outros seguiam igual. Tudo bem, lá fui eu também, não vi um acidente sequer, o que pode significar eles sabem o que fazem e sabem se virar naquelas condições. Difíceis são para nós, desacostumados com essas temperaturas, gelo e neve.

Quando cheguei ao meu destino, mais alguns minutos checando e-mails e a conexão acabou! O iPad GPS torrou € 13 de créditos de um chip de telefonia local, cujo plano era 5 GB por 30 dias quase a esse preço! E eu iria percorrer mais que o dobro dessa distância nos próximos seis dias, ainda recarregaria € 15 de créditos por outras duas vezes...Total gasto de GPS iPad saiu quase o preço de um aparelho GPS automobilístico Garmin, encontrado em qualquer boa loja de eletroeletrônicos, tipo Media Market ou afins, e você vai usá-lo sem pagar créditos de telefonia, e de quebra o traz na bagagem ao Brasil, basta descarregar um mapa de nossas ruas e estradas, muito simples e sem custo nenhum.

Ficou uma opção tecnicamente OK, mas economicamente desinteressante. Resolveu meu problema de navegação, mas o iPad se revelou o GPS mais caro do mundo, presumo seja pela troca intensa de dados na localização deste com as antenas de telefonia.

Nota: Depois de publicado o post, o leitor Anderson escreveu ao AE dando uma útil orientação. Quem tem os devices da Apple, é só usar o Google Maps ou outro App que faça uso do GPS para localização e instruções – em português, como se estivesse em casa. Não é preciso comprar chips de telefonia. No meu caso, eu não teria gasto € 43 à toa.

Na locação de veículos, o navegador GPS é normalmente cobrado à parte, coisa de € 9 a € 12 por dia,  só que depois quatro a cinco dias a conta fica também quase o mesmo que comprar um Garmin.

Detalhe: no último dia de viagem, acabaram meus créditos de novo, estava perto de Hamburgo. Valendo-me somente das placas e sem mapa nenhum, chegaria fácil à rodovia que levaria a Frankfurt para devolver o carro e tomar avião de volta ao Brasil. Para que tanto medo de faltar GPS?



Álcool e direção 

Nesta viagem acumulei mais uma experiência, no mínimo interessante. Comemoraríamos um reencontro de amigos num restaurante, eles com cerveja, pleno inverno, loucos, eu fui de vinho tinto, pouco mais de meia garrafa. Em seguida dirigi-me ao hotel. Por por haver ingerido álcool, cuidei de dirigir mais devagar. Parece que isso atrai polícia, lá foi um me seguir sem que eu me desse conta, deve haver sido poucos quarteirões.

Num cruzamento onde era para eu passar sem reduzir velocidade, a cautela, mais o costume de fazê-lo no Brasil, reduzi antes de cruzar. Foi o suficiente para o policial ordenar minha parada. Pouca conversa, perguntou se eu havia bebido, evidente que meu hálito denunciava. Pediu-me para fazer o teste do bafômetro e prontamente aceitei. Na segunda tentativa, ele disse, tudo certo, tudo OK, pode seguir até sua casa. Não pude ver a leitura do aparelho.

Sabemos que na Alemanha os limites aceitáveis de alcoolemia para dirigir são mais elevados. Segundo um advogado de lá, o lobby da indústria de bebidas teria exercido o seu poder para equilibrar as coisas, mas a diferença para o Brasil tornou-se um verdadeiro abismo. Aqui, além da multa, eu poderia ser detido e tratado como marginal, potencial assassino, TVs em cima. O que há de errado? Quem está errado? Nós ou os alemães?

Para melhor informação, eu não estava alcoolizado, não é essa a questão.

Essa verdadeira campanha anti-álcool e direção atingiu níveis absurdos aqui, a mídia aumenta o barulho e a irracionalidade das ações, o post do Bob no AE alguns dias atrás apresenta uma série de informações importantes e eu vivi o teste na própria pele.

Minha conclusão é que se a Alemanha já era um destino mandatório para os motoristas experimentarem a sensação de dirigir a velocidades irreais nas Autobahnen, com autorização do estado, passa também a ser um roteiro àqueles que querem exercer o direito de ingerir quantidades moderadas de álcool sem serem considerados marginais ou potenciais assassinos, ou seja, o país onde as liberdades individuais a quem conduz automóvel são respeitadas.

Já programou a sua viagem?

MAS

117 comentários :

  1. He, he, he, o melhor deste post foi a pergunta "quem está errado? Nós, ou os alemães?" Quem será?

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  2. Ótimo post MAS!

    Fiquei um pouco assustado com sua descrição sobre a direção escorregadia na neve aliada a velocidades mais altas, mas confio que os alemães sabem o que fazem!

    Um abraço!

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  3. Imaginem o que faria aquele candidato de São Paulo apoiado por evangélicos, se tivesse sido eleito.

    Todo cuidado é pouco...

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    1. O Serra? Ah, teria proibido o sexo, claro.

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    2. Que tal se fizesse isso?
      http://meiobit.com/115978/o-dia-em-que-o-big-brother-venceu-kafka/

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  4. Na questão do álcool no Brasil, é que a lei mudou por causa de alguns irresponsáveis, e por isso todos acabam sendo penalizados.A coisa é tão absurda, que se o motorista comer um bombom de licor e for pego na blits, será preso e processado.É como aquela lei, se matar uma capivara mesmo que seja para comer é um crime inafiançavel.

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    1. Ou seja, cada povo merece as leis que tem..

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  5. Olá amigo! O que você achou desse opel corsa d 1.4? A plataforma desse carro é a gamma II? Eu fui possuidor de vários corsas c, modelo que gostei muito, e hoje sou proprietário de um onix 1.4 e não pude de deixar de notar certa semelhança da traseira e do perfil deste carro com o corsa da matéria.

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  6. Corsário Viajante09/02/13 13:07

    Apaga o post, rápido. Os Gérsons vão todos para a Alemanha, beber até cair e sair a 200km/h no meio da cidade.

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  7. Se tudo der certo, em Agosto estarei lá de novo! Apesar de já ter a PID, foi bom saber desse detalhe. Tenho amigos indo para lá também e não sei se eles já a tem.

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  8. Eu estive na Alemanha em Julho do ano passado e apesar de saber que naquela época a PID não era necessária eu fiz assim mesmo.

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  9. Marco só uma pergunta, já que tu tens os devices da Apple porque tu nao baixou algum mapa curva-a-curva offline?
    Eu tenho nos meus aqui um TomTom e o Sygic sao ótimos e cumprem muito bem o papel de GPS.

    Outra opção offline curva-a-curva sao os mapas disponibilizados pelo aplicativo NavFree ele só vai conectar rede para buscar e carregar o endereço, quando utilizamos em trajeto e offline, com isso você iria economizar uma boa grana.

    No mais ótima matéria, valeu pelo toque da CNH.
    Abs

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    1. Anderson,
      Desconhecia esse programa, mas pergunto se ele lhe seria útil para usar dirigindo sozinho, sem poder desviar muito a atenção da via e por longos trajetos.
      No modo online, ele automaticamente te localiza e reposiciona no mapa, como um GPS típico.
      Abs,
      MAS

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    2. De fato, não tenho iPhone, mas um fone Android e quando vou a algum lugar que não sei se haverá sinal, carrego o mapa de meu trajeto em casa usando o WiFi. Durante o trajeto, o fone só usa o GPS e o mapa na memória para fazer sua função.

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    3. Vixe Maria. Falou, ops, escreveu em javanes. Eu me defendo maomeno com um GPS xexelento e vc despeja esse monte de programas? Uso muito o recurso verbal : "Hi man, I'm lost...help me please..." Funciona. .Só é um tanto mais lento...

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    4. Então Marco, o TomTom e o Sygic sao pagos na AppStore, já o navfree e free mesmo, eles nao precisam necessariamente de rede, sao GPS de verdade porém com a facilidade de levarmos eles dentro do smartphones ou tablet.

      Veja que quando disse sobre o GPS do iPad me referi ao modelo wifi+cellular pois e somente esse modelo de tablet que possui receptor GPS (uma antena embutida propriamente dito), para saber se seu iPad tem GPS dedicado e só olhar atras dele e verificar se existe na parte de cima uma faixa Preta (essa faixa preta atras do iPad e onde se localiza a antena do nosso GPS).

      Partindo desse ponto qualquer GPS a venda na loja AppStore nao precisamos necessariamente de rede, o meu o uso sem ao menos ter chip de operadora, o comprei simplesmente por possuir o GPS dedicado e por ter uma tela maior que a do meu iPhone 4, no iPad o TomTom fica lindo, e o Sygic
      tem até a opção 3D caso você goste de usar.

      E tranquilo usar Marco, ele fala sozinho, como te disse ele e um GPS curva-a-curva, nao precisa de rede celular.

      No caso do Navfree ele só vai precisar de rede para carregar o mapa eo endereço a ser buscado, depois disso ele fica guardado no cache do navegador em questão para você usa-lo sem precisar de rede celular. (Lembrando que o aparelho precisa ser o modelo iPad + Cellular (3G)).

      Outro caso seria se o iPad fosse apenas o modelo wifi, dessa forma teríamos 2 opções, usar um receptor gps via Bluetooth ou parar ele com um iPhone ou um android e assim utilizar a rede de dados do smartphone, chamamos isso de hotspot celular, da pra usar pra quem tem iPod também, pois o iPod nao tem função GPS dedicado.

      Se tiver em duvidas vai postando aqui que vou ajudando como puder,
      Grande abraço e bom feriado a todos.

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    5. Anderson,
      Obrigado por suas dicas, bastante úteis, já fizemos a retificação no post.

      Um abraço!

      MAS

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  10. Marco Aurélio, suas informações são de extrema utilidade. Já aluguei carros na Alemanha em várias ocasiões, mas não estava ciente dessas novas exigências.

    A propósito: você sabe se as mesmas exigências se aplica a outros países da União Européia?

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    1. Paulo,
      Para mim foi tudo uma novidade, aluguei carros em vários países da Europa, nos EUA, Mx, Argentina, sempre com somente CNH e passaporte, sou adepto da simplicidade e desburocratização, mas agora, antes de viajar a qualquer país é bom checar.
      A moça do aeroporto me disse as regras valerem para a CE, mas dei uma rápida conferida no site do Ministério das Relações Exteriores, para consulados da fança e Itália e não encontrei menções semelhantes a exigências para dirigir.
      Espero haver lhe respondido.
      Abs,

      MAS

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    2. MAS, o mesmo vale para um cidadão Europeu mas só com a CNH Brasileira?

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    3. Corsário Viajante09/02/13 20:46

      No CHile, quando fui, precisava da carta internacional. Aliás, muito necessária, pois a Polícia Rodoviária lá é bastante atuante pelo que notei - eu mesmo fui parado em inspeção de rotina.

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    4. Obrigado, Marco Aurélio!

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    5. Estive recentemente no Chile, e fomos parados algumas vezes, semente usando a nossa Cnh, no Uruguai, argentina mesma coisa.

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    6. Faland em alugar carros, alugamos um aqui em Miami pela Hertz, um Ford Escape que, pela kilometragem [em torno de 700 mil kms], já deve ter uns 5 anos no minimo, o motor já está cansado apesar de provvelmente já ter recebido 2 retíficas, os freios fazem um "lock lock lock" quando você pisa neles [provavelmente são os tambores traseiros] e o motor é para lá de beberrão [media de 340 milhas com 1 tanuqe, isso usando gasolina de verdade, que pelo menos é barata], fora umas coisinhas mais.

      E ainda nos disseram que os carros da Hertz eram bons... ERAM!

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    7. Por experiência própria as locadoras , independente do país que estejam , não fazem exigências levando em conta as leis locais para circulação, e sim a do seguro que elas vendem ( que dependendo do país é obrigatório ou não ). No Chile nenhuma locadora exige PID, apenas a carteira de motorista válida do país de sua origem, porém em todos os sites oficiais chilenos ( governo, embaixada no Brasil, etc ) diz que é obrigatório a PID, não tendo validade a nossa CNH. Na Itália as locadoras exigem a PID e a CNH do país emissor da PID. Infelizmente minha CNH é do estado de SP e custa quase R$ 200,00 para emití-la, no PR parece que não chega a R$ 60,00.

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  11. Caro Marco Aurélio: Segundo os médicos, não existem níveis seguros de álcool no sangue. Já fui abalroado por motorista levemente alcoolizado, tipo beber socialmente. Evoluímos pouco à pouco para o carro sem motorista, controlado eletrônicamente. Enquanto a acuidade visual e motora for essencial para a segurança na direção, que me perdoem os alemães, estamos certos. Abraço. Márcio Mourão

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    1. Caro Márcio
      Até você está fazendo apologia a essa estupidez brasileira? Custa-me acreditar. Como você sabe que motorista do carro que abalroou o seu estava apenas levemente alcoolizado? Ele passou por teste? Agora, dizer estamos certos e os alemães implicitamente errados, ultrapassa as raias do inacreditável, me desculpe.
      Um abraço.

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    2. Por que o alemão não pode estar errado???
      A historia mostra que isso é fato recorrente.
      Esse complexo de inferioridade é que nos mata...

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    3. Longe de querer fazer apologia a qualquer das muitas incoerências brasileiras, Bob, realmente não existem níveis seguros de consumo de álcool e muito menos de substâncias entorpecentes.
      A questão que vejo, entretanto, é que a nossa fiscalização de trânsito está muito aquém de ter preparo para identificar até que ponto um motorista que consumiu (álcool ou drogas) está apto a conduzir um veículo. Parece-me que a lei foi feita pelo caminho mais curto, ou seja, vetar de vez o que não pode ser fiscalizado com critério. Senão daqui a um tempo vai ter alguém andando com laudo médico no bolso dizendo até quantos mg/l ele pode estar alcoolizado sem que se transforme num risco em potencial...

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    4. Sr. Bob, aprecio muito o seu trabalho e respeito sua opinião. Mas no meu ver, e no da ciência, não é possível determinar um limite seguro que não altere os sentidos do indivíduo. Cada ser humano reage de uma forma ao copinho de cerveja. Eu, particularmente, não fico bêbado com uma garrafa de vodka, mas já vi casos de gente que fica com os sentidos completamente alterados com um simples copo de cerveja. Então, se não há como determinar quando uma pessoa está ou não embriagada, não acho tão errado assim proibir qualquer nível de álcool no sangue.

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    5. Emerson
      Alemães, franceses,. italianos, espanhóis, portugueses, britânicos, canadenses, americanos, australianos, neozelandeses e a maioria não podem estar errados nessa questão. Por favor, sejamos razoáveis. Quem provoca acidente por estar sob influência de álcool está bêbado, de porre, não é quem bebeu dentro dos limites autorizados nesses paises citados. Saia desse rebanho de maria-vai-com-as-outras. De novo a pergunta que ninguém responde: por que só começou essa pirotécnica toda de fiscalização depois da lei seca, em 2008, se o problema de bêbado ao volante é antigo e o Código de Trânsito Brasileiro que vigora desde 22 de janeiro de 1998 já tinha limite de álcool para quem dirigisse?

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    6. CSS
      Isso de não existir limite seguro de consumo de álcool para dirigir é balela da maior. Se não existisse não haveria limite nos países de vanguarda. O caso vivenciado pelo MAS nesse post fala por si só. Quer prova maior que isso?

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    7. Anônimo 09/02/13 14:51
      Está querendo dizer o quê com isso? A fase do período nacional-socialista, 1933-1945? Se for isso, você disse uma grande besteira.

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    8. Emerson e CSS, pra mim, se o cara tomou um copo de cerveja e já se tornou "uma ameaça em potencial", ele já era uma ameaça mesmo sem o copo. Devemos lembrar que atualmente muita gente despreparada anda dirigindo carros. Talvez a proporção seja parecida com a de décadas atrás, mas o trânsito atual já não comporta tanto barbeiro. A eficiência tem que ser maximizada.

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    9. Não é complexo de inferioridade... somos mais atrasados nesse e em outros aspectos. Alguém tem dúvida? Limites irreais, despreparo das autoridades e falta de fiscalização é que não vão nos colocar no primeiro mundo.

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    10. É bom lembrar que muitas pessoas fazem besteiras no trânsito mesmo sem ter bebido nada, nem comido um bombom de licor. Se um navalha desses causa um acidente, não adianta culpar a cerveja que ele supostamente tenha bebido, já que dirige irresponsavelmente e/ou inabilmente em QUALQUER condição.

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    11. Bob,
      não vou entrar no mérito da questão, mas vale lembrar que estes mesmos países que você citou são muito mais permissivos que o Brasil quanto a fumar em locais fechados.
      O fato de eles serem mais ricos, civilizados e formarem uma maioria não torna a legislação deles automaticamente melhor.

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    12. Será que só ocorrem acidentes se o motorista estiver sob efeito de alcool? será que o acidente aconteceria do mesmo modo com o motorista com 0% de alcool?

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    13. Márcio Mourão, concordo contigo. Dirigir sem o efeito do álcool é sem dúvida nenhuma a maneira mais segura. Infelizmente a indústria de bebidas é muito forte a ponto de propagar que é seguro beber e dirigir. Muitos caem nessa, mas os médicos estão aí para nos mostrar justamente o contrário.

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    14. Franklin
      De novo, uma coisa não tem nada a ver com outra. Fumar num ambiente próprio, separado, não afeta de modo algum quem não fuma, daí ser permitido em muitos lugares na Europa, sinal de respeito ao cidadão que tem um hábito permitido, que não entorpece e que usa um produto produzido legalmente e que recolhe (muitos) impostos. Uma pequena quantidade de álcool não afeta o dirigir, daí ser permitido nos países que respeitam o cidadão, o que cada vez menos ocorre aqui. E, mais uma vez, por que só começaram a fiscalizar depois da lei seca, se havia motivos para fazê-lo antes, a partir de 1998, tanto quanto. Por isso, reafirmo: o Brasil está doente.

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    15. Caro Márcio,
      Quais médicos se refere? são especialistas da medicina do trânsito de qual cidade, estado, ou país? Você lhes dá mais crédito?
      Em questões controversas como essa, as perguntas são muitas e excessos idem, extremos também, meu convite sempre será racionalizarmos.
      Se em países avançados a escolha foi outra, podíamos ao menos tentar entender os motivos? afinal, os índices de acidentes deles são claramente menores que os nossos, causados por ingestão de bebidas, idem.
      Olhando estatísticas razoáveis, evidente que com zero álcool no sangue, as faculdades do indivíduo médio serão melhores do que com algum grau de alcoolemia, mas para dirigir são necessários 100% dos reflexos? de um campeão de F-1? ou de um motorista normal?
      Os extremos não levam a nada, um por que não será através deles que se obterá os melhores resultados, que seria minimizar acidentes, ao passo que entender os efeitos de alcoolemia, conhecer índices e julgar quais os mínimos razoáveis me parece uma solução bem mais praticável.
      Na Alemanha, se você se acidentar com 0,6 de álcool no sangue, terá problemas sim, mas se você soube evitar acidentes com esse índice, tudo bem.
      Estarão eles tão errados assim?

      MAS

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    16. CSS,
      o bafômetro e a eletrônica estão a serviço de quem? basta fixar um índice razoável, o policial que fará a leitura é suposto a ter um mínimo de treinamento e capacidade, caso contrário jamais poderia servir como policial.

      MAS

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    17. Xarope pra tosse e antialérgicos dão sono... melhor criarem um aparelho pra medir o consumo dessas substâncias tbém... ou melhor, já proibir que pessoas gripadas e/ou alérgicas dirijam.

      Melhor ainda: nem saiam de casa, é um perigo!

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    18. Creio que seja um problema de educação, somado ao velho hábito de nivelar por baixo. É como o veterinário que lança mão do sacrifício de seu paciente ao primeiro sintoma da doença. Aí basta proibir bebida, cigarro, e pronto. Não sabe beber? Agora é proibido. Fuma incomodando os demais? Então ninguém fuma!. Daqui a pouco os sistemas de áudio automotivo quem sabe serão proibidos, porque os funkeiros adoram presentear o interior dos lares e ambientes de trabalho com suas demonstrações de potência (e lixo) sonoros.

      Se as pessoas soubessem beber com sensatez, talvez nossas inteligentes autoridades não nivelassem por baixo a questão do álcool. Tudo aqui é nivelado por baixo. Alguma "otoridade" ainda vai sugerir acabar com as férias de fim de ano, porque vão considerar que as férias matam muita gente nas estradas.

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    19. Toda vez que esse assunto aparece alguns teimam em não compreender que ninguém está defendendo que beber e dirigir é bom, mas sim que uma pequena quantidade de álcool (conforme as previstas anteriormente e em outros países, como a Alemanha) não afeta o discernimento do motorista comum. Aqueles com baixíssima tolerância ao álcool, se forem responsáveis, aguardarão até que o efeito passe ou procurarão dirigir com cuidado redobrado. Se não seguem esses preceitos, são maus motoristas e estes já dirigem mal, não precisam do auxílio do álcool, portanto deveriam ser parados pela polícia, caso tivéssemos policiamento efetivo para coibir todas ou a maior parte das infrações de trânsito, inclusive o abuso de bebida alcoólica. Novamente, a discussão fica no campo teórico (limites) quando o assunto é prático (fiscalização). O Brasil não é atrasado por seus limites de álcool no sangue, é atrasado por achar que mudanças na lei sem a devida aplicação policial resolverão o assunto.

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    20. Eu ia dizer mais ou menos isso, mas o Strassen respondeu e com muito mais qualidade. O povo acha que somos máquinas, funcionando com zeros e uns, sóbrio-bêbado, sem nuances. Mesmo pesquisas médicas alarmistas em relação ao álcool apontam apenas efeitos insignificantes quando há ingestão moderada de álcool.

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    21. Eu já fui abalroado por um motorista totalmente sóbrio, mas com a camisa aberta. Deveria-se proibir dirigir sóbrio com a camisa aberta.

      Enfim, antes de se discutir qualquer causa, é preciso evitar a falácia de se confundir correlação com causa.

      Ser abalroado por um motorista com bafo e culpar o álcool pelo acidente é o mesmo que dizer que CO2 causa obesidade, porque no século XX a obesidade aumentou junto com a concentração de CO2 na atmosfera.

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    22. A questão não é o quanto de álcool que caracteriza embriaguez.

      A questão é que o Estado é incapaz de fiscalizar TODOS os motoristas, então precisa tirar alguns para exemplo. É a regra: castigue um e eduque cem. E como todo bêbado acha que tomou pouco (pergunte a um sujeito caído na porta do bar quanto ele tomou e ele responde que foi só uma cerveja), então a tolerância zero ajuda a criar um sentimento de medo nesses.

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    23. Bem, os médicos dizem que a bebida altera nossa percepção, deixa nossas reações mais lentas... por isso é importante dirigir sóbrio. Em um primeiro momento as pessoas acham isso estranho, como acharam estranho proibir jogar o esgoto pela janela no passado. Com o tempo as pessoas entendem que foi uma evolução.

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    24. Anônimo 10/02/13
      Os médicos deviam então fazer uma moção contra os governos da Alemanha, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, França, Itália, Espanha, Portugal, Austrália, Nova Zelândia etc. e dizer que estão todos loucos em permitir que se dirija com alcoolemia entre 0,5 e 0,8 grama por litro de sangue. Especialmente o da Alemanha, que comete a insanidade de permitir que se tome uns chopes, se a uma Autobahn e se ande à velocidade que quiser.

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    25. Com moção ou sem moção o importante é seguirmos as recomendações médicas agora colocadas na lei e não permitirmos que as pessoas dirijam alcoolizadas. Claro que alguns farão piadas taxando os outros de loucos como fazia a população à época da Revolta da Vacina. Coisa de louco achar que uma pulga no rato pode transmitir doença, não é mesmo?

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    26. Sr. Sharp,
      em replica ao meu comentario feita em 09/02/13 16:22 o sr. me perguntou se era uma reedição de nacionalismo. De forma alguma. Mesmo que o pais não tivesse problema algum isto seria uma grande bobagem. O que não podemos, em minha opnião é exaltar tudo que é de fora em detrimento do que temos aqui. Nossa engenharia é insipiente em grande parte devido a esta linha de raciocinio. Temos que investir e acreditar no nosso potencial para que possamos nos desenvolver. É um caminho longo e temos que usar o que existe la fora como benchmarking mas se não começarmos a pensar por nós seremos sempre um quinhão de terra ao sul do equador.

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    27. Anônimo 10/02/13 15:14
      Há algum problema em adotar meios e soluções que deram e estão dando certo em outros países, em vez de querer inventar outras e usar "nosso potencial"? Se houver, por favor, diga.

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    28. "E como todo bêbado acha que tomou pouco (pergunte a um sujeito caído na porta do bar quanto ele tomou e ele responde que foi só uma cerveja), então a tolerância zero ajuda a criar um sentimento de medo nesses."

      Essa doeu no lado esquerdo do meu cérebro. A medição do etilômetro dirá se o cidadão está incapacitado para dirigir ou se bebeu mesmo só uma cerveja. Quero dizer, diria, pois os nossos "brilhantes" legisladores apoiados pela escumalha acham que até bombom de licor deixa bêbado.

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    29. Anômina das 12h36: é óbvio que bebida afeta os sentidos, mas você deve verificar os outros argumentos válidos que foram apresentados aqui. Bater na mesma tecla não é o caminho. O limite anterior era aceitável. Se tivéssemos fiscalizado o limite anterior, milhares de mortes teriam sido evitadas. Agora veio o limite zero e a fiscalização. Em breve (espero que não) a fiscalização afrouxará e sobrará apenas uma lei mal elaborada e as mortes continuarão. Nosso problema não é de lei, é de cumprimento.

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    30. O estado é incapaz de fiscalizar TODOS os motoristas, mas MUITOS ele é capaz de fiscalizar sim, como acontece nos países desenvolvidos. Acontece que aqui fiscalizamos QUASE NINGUÉM, então a solução deve vir de uma lei mágica. A aceitação vem da percepção de que uma coisa é certa, não uma arbitrariedade. Essa percepção juntamente com a coerção da lei forma uma cultura ao longo dos anos e, aos poucos, teremos um trânsito civilizado. Leis mal feitas combinadas com falta de aplicação resulta no quadro que vivemos hoje. Se está bom para você, para mim não está.

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    31. Paulo Roberto, muito engraçado você me tratar no feminino.
      Realmente você tocou em um ponto importante - fiscalização - e inclusive lhe dou um exemplo disso. Outro dia morreu um colecionador de carros com uma motocicleta na Marginal Tietê. Parece-me que estava com uma motocicleta antiga e um pneu estourou. O pneu era antigo também? Como sabemos pneus tem vida útil e um colecionador de carros deveria saber disso até mais do que nós. É isso: falta fiscalização. Se o Estado tivesse sido capaz de fiscalizar esse colecionador e lhe orientar a trocar os pneus antigos, talvez não tivesse morrido.

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    32. Tenho 38 anos. Em momento algum vi este pais andar pra frente.

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    33. Sr. Sharp,
      Não sei o motivo para estes limites funcionarem bem lá fora. Talvez seja da cultura destes paises uma conciencia maior em relação a si proprio (coisa que duvido pois ser humano é igual em todos os cantos) ou a fiscalização lá seja mais eficiente e neste caso a sua bronca com a situação é bastante justificada. De qualquer forma acredito piamente que o sr. não represente risco a sociedade com sua meia garrafa de vinho. O problema é que as pessoas são diferentes e uma outra pessoa com metade desta quantidade pode ficar em apuros no transito. Os mais aptos pagam pelos mais suseptiveis.
      Da mesma forma, os limites de velocidade são feitos pensando nos menos aptos embora muitos de nós possamos guiar com segurança a velocidades maiores. É o coeficiente de segurança (ou ignorancia) que tanto usamos na engenharia.

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    34. Eu não pretendi tratá-lo no feminino, foi um erro de digitação. Quanto ao pneu, não entendi bem qual é o seu ponto. Em todos os países ocorrem acidentes por falta de fiscalização, mas não tanto quanto no Brasil. Esse é o ponto. Pneus antigos ou suposições acerca de seu estado são de outro tópico. Talvez você esteja insinuando alguma coisa, mas não entrarei no mérito de qualquer insinuação. Estou tratando deste tópico.

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    35. O post foi excelente! Mas é um absurdo um formado de opinião achar que estava certo em dirigir após ter bebido. Vai morrer se ficar sem beber quando precisa dirigir? Não vê que leva a sua vida e a dos outros em risco por conta disso? Lamentável!
      Somos sim melhores nesse aspecto! Se beber não dirija, se dirigir não beba!

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  12. As leis aqui na bananalândia tomaram uma proporção de bizarrice tamanha que se um florestal te pegar com uma caça, é melhor pra você matar o guarda.

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    1. Gostei do sarcasmo, he, he! E é mais ou menos por aí, a menos que você faça suas caçadas antes de completar 18 anos. Neste caso, não é preciso matar o guarda, mas se quiser matar também, tanto faz: tá liberado pela lei.

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  13. MAS, não tem que ter uma habilitação especial pra dirigir nas Autobahen ?

    Eu fui de Berlim a Munique, de carona, e não toparia fazer esta viagem como condutor sem ter algum treinamento antes, é um sistema completamente diferente.

    Agora, será que no BMW Welt ainda é possível alugar os carros sem a PID ?

    Obrigado pela dica !

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    1. Evandro,
      Basta carteira de habilitação, mas cada indivíduo deve julgar ser é capaz de dirigir nos lugares que irá visitar, conhecer as regras de trânsito, enfim.
      Já vimos em youtube que há países bem mais difíceis que o Brasil, onde o conhecimento ou respeito às leis locais é mais baixo que aqui, quem se habilita a dirigir por lá? Cazaquistão na neve, Índia, Vietnam? eu hein.

      MAS

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  14. Se esse lance da carteira fosse no Brasil o que ia ter de gente metendo o pau aqui!
    Mas é na Alemanha, não é?.

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    1. Se fosse aqui, o funcionário da locadora pedia logo uma "cervejinha" para o alemão, para dar um "jeitinho". E tem gente querendo comparar a bananalândia com a chucrutelândia. Fala sério, não é?

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    2. É na Alemanha, mas a burrocracia brasileira deu o ar da graça no momento que o Consulado não tinha competência legal para reconhecer a validade das CNHs. Um representante do Governo brasileiro no exterior não ter competência para reconhecer um documento oficial expedido no Brasil me parece um aberração.

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    3. Por causa de pessoas como o sr. Mr. Car é que estamos nessa situação. Reclamação sem embasamento não leva a nada. Eles chegaram no estagio em que estão com o tempo e não devido a um direito nato ou gentetica privilegiada. Se nós trabalharmos neste sentindo, cada um no "seu quadrado", com certeza caminharemos neste sentido. Agora se continuarmos com a cultura da "bananalandia", "Bracil", "o pais dos otarios", etc, realmente não há esperanças.

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    4. Sem duvida anonimo 09/02/13 17:36. A burocracia é a expressão da preguiça estatal. Mas isso não dirime o fato de o erro ser deles e se fosse o contrario haveria uma chuva de posts de protesto..

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    5. Anônimo 10/02/13 15:20hs: é justamente o contrário, meu caro. Se a bananalândia fosse cheia de pessoas como eu, já teria alcançado o nível de desenvolvimento da chucrutelândia. A Alemanha (ou aquilo que viria a ser a moderna Alemanha) ser mais velha que o Brasil teoricamente tendo mais tempo para se desenvolver, por si só, não quer dizer absolutamente nada. Estados de praticamente a mesma idade ou bem mais jovens estão bem à nossa frente. Estão aí os Estados Unidos e a Austrália para provar.

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    6. Claro Mr. Car,
      eles tiveram outra vertente colonizatoria. O que quis dizer é que isso vai ser um trabalho que vai pespassar varias gerações. Talvez o sr. seja uma pessoa ativa e contribua realmente para o progresso do pais com seu trabalho e/ou ativismo mas ai me vem a pergunta, o que traz de bom a critica em si, vazia de intenção de melhoria ou de carater argumentativo. Uma coisa é dizer que uma coisa é ruim e outra é lançar argumentos inteligiveis sobre as caracteristicas que você acha ruim, saca? Isso gera uma discussão muito mais enriquecedora e permite a todas as pessoas entender melhor mais aspectos da situação. Do jeito que é feito não há oportunidade das pessoas mais influenciaveis pensarem sobre o quadro geral. É ruim e fim de papo,sem possibilidade de mudança ou melhoria. Isso é um problema serio do brasileiro!

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    7. Não cabe fazer aqui um tratado sobre soluções que eu daria. Desvirtuaria totalmente o objetivo deste fórum. Isso (soluções) eu tento dar no dia-a-dia, através de minhas próprias atitudes, e cobranças a quem de direito, saca? Fiz apenas uma curta crítica, apontei um dos inúmeros e endêmicos defeitos do Brasil, só isso. Sinto muito se não gostou de "ouvir" e seu sentimento de brasilidade foi ferido.

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    8. Não precisa ser ironico. Não é sentimento de brasilidade nem patriotismo (que não faz nenhum sentido existir em qualquer lugar), é a forma que EU acho que torna viavel evoluirmos em relação a nossa situação atual. E fico feliz que esteja fzendo sua parte. Precisamos de mais pessoas assim.

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  15. Não sei, MAS, posso até estar enganado, mas acho que fazer a PID antes de viajar ao exterior, não tira pedaço de ninguém. Como sou meio neurótico com esse negócio de documentos, de ter que dar explicação para polícia... Resolvi fazer a minha há dois anos, para dar uma volta pelo Uruguai e Argentina (países para os quais ninguém faz a PID). Aqui no DETRAN do RS ela pode ser feita em qualquer atuoescola em minutos, custa menos de R$ 50 e é entregue em casa pelo correio em 48 horas. Sem burocracia, sem filas, sem nada. Acho que não justifica não fazer, não é mesmo? Aliás, deveria ser feita automaticamente para todos aqueles que possuem CNH e que saem do país. Ainda não fui à Europa, mas cada um me diz uma coisa, uns dizem que exigem isso, outros aquilo, outros dizem que não... Quando viajei pela Argentina, as mesmas informações desencontradas: o cambão, os dois triângulos, o lençol branco, a toalha no freio de mão, tudo balela, não me pediram nada disso e aliás em 6.000 km nem me pararam. Abraços.

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    1. CSS,
      sou adepto da simplicidade, se vamos a um lugar e nos exigem só um documento, para que levar três? claro, países avançados, não quarto mundo.
      Já viajei por dezessete anos à Alemanha, foi a primeira vez que me vi com essa dificuldade, valeu a lição de checar antes de viajar a qualquer país quais exigências e sair daqui preparado.
      Abraço,
      MAS

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  16. Fui pra Alemanha em 2011. Na ocasião tinha a PID, mas enquanto a procurava na mochila, a moça da Hertz já havia realizado todos os procedimentos para locação do veículo. Na oportunidade foi inútil. Aliás, sobre a PID, nada mais é que a tradução da CNH para diversos idiomas e que não há justificativa para o Detran/SP cobrar R$ 213,07 pela emissão. Um roubo. Deveria custar uns R$ 30,00, que estaria muito bem pago.

    Nas autoestradas, pé em baixo sempre (Alemanha é o paraíso na Terra...). Não cheguei a dirigir com neve/gelo na pista, mas vi muitos carros com os pneus de inverno. Só que, durante chuva moderada - quando a pista fica mais escorregadia - reduzia dos habituais 170, 180km/h para uns 130km/h por precaução. Aquele monte de BMW e Mercedes passavam a toda a meu lado. Me recordo de ter visto três acidentes em estradas (mas não vi o momento do acidente). Um X5 que pegou fogo, e outras duas colisões, cujos motoristas bateram sozinhos, justamente em trechos com limites de velocidade de 100km/h.

    Sobre o alcool/direção, antes de pegar o carro eu não tomava nada de alcool, embora soubesse do limite razoável. Pensei "Não estou no meu país, aqui é bem mais sério que o Brasil, se eu faço uma c@g@d@, não quero nem ver." Mas era comum ver muitas pessoas beberem razoavelmente, pegarem seus carros e sairem numa boa. E não se vê manés fazendo barbeiragem nas ruas.

    Quanto ao GPS, é muito melhor levar um aparelho que não precise de internet. Basta fixá-lo no parabrisa e "já era". Nas estradas, de fato, se não tiver o GPS não será nenhum fim do mundo (aliás, é mais fácil andar na europa em estradas que se trafega pela primeira vez do que no Brasil com sua sinalização confusa), mas nas cidades o GPS é uma mão na roda, principalmente naquelas ruas de nomes impronunciáveis.


    Marco

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    1. "Mas era comum ver muitas pessoas beberem razoavelmente, pegarem seus carros e sairem numa boa. E não se vê manés fazendo barbeiragem nas ruas."

      É que o nosso trânsito é um reflexo da imbecilização e infantilização do brasileiro.

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  17. Samuca Puma GTI09/02/13 18:45

    Tenho a PID há 4 anos e a levo junto com o Passaporte, apesar dela ser um libreto de tamanho maior que ele. O DETRAN SP cobra bem caro pelo documento aliás. E nunca me pediram a PID na Europa, aliás em Dubai me devolveram a PID e solicitaram a CNH. Obrigado pela informação. Dirigir na Alemanha é uma delícia !

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    1. De fato, a PID só é válida junto com a CNH, pois aquela nada mais é que uma tradução juramentada desta, o único documento que o habilita a dirigir.

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  18. Realmente temos que considerar que esse pessoal da alemanha são os que verdadeiramente gostam de carros e dirigir. Nenhum outro lugar do mundo é assim, nem mesmo nos EUA, onde o pessoal dirigi muito mal, por isso as regras foram todas niveladas por baixo; e aqueles carros que só tem tamanho e safadeza (nada contra carros grandes, desde que seja bons... e germânicos).

    Ficaria muito feliz em ver a Opel totalmente nas maões dos alemães. Wir leben Autos, quem tem uma frase dessas na porta da fábrica merece.

    OBS: sou neto de norte americanos...

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    1. Não, a Itália também ainda ama carros. Italianos levam seus filhos para pilotar kart com a mesma freqüência que os brasileiros levam seus filhos para o judô.

      Já nos EUA, há algumas semanas, quando finalmente no Texas se pode ir a 85MPH, ou 90 a 95MPH na prática (meros 150km/h), vi gente se recusando a ir tão rápido, ainda que permitido. Então brinquei que se se passar de 88MPH nada acontece, nem ir de volta para o futuro. :-)

      Quando a GM faliu ela entreteu a idéia de vender a Opel, seja porque ela é deficitária, seja porque precisava de dinheiro, mas mudou de idéia, mesmo depois do governo alemão apoiar a idéia oferecendo crédito para o eventual comprador, por certo porque a GM depende totalmente da Opel para projetar seus carros médios e os motores L4, enquanto que os australianos projetam seus carros grandes e os coreanos, os pequenos. Nos EUA a GM só projeta, ou melhor, requenta seus projetos dos anos 50 de picapes e SUVs.

      Então, em tempo de downsizing, sem a capacidade técnica da Opel a GM não passa de um parasita que precisa da mesada estatal para sobreviver.

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    2. Olha como é bom mercado aberto e sem filiais locais: http://www.opel.cl

      Que saudades do Collor!

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  19. MAS,
    Para evitar dores de cabeça terei que tirar a PID. Já havia visto o valor em SP e é um roubo mesmo.
    Por favor nos informe o nome da alugadora que pediu a PID. Já da Europcar eu fujo pois sempre há alguma "novidade" na hora de retirar o carro ou de receber cobranças indevidas no cartão.
    Obrigado.

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    1. Caro Luiz,
      A locadora que me exigiu PID foi a Dollar, como escrevi, a Europcar não pediu, mas não sei dizer se foi por meu histórico de haver alugado lá havia menos de dois meses, meu amigo alugou 10 dias antes, pela Hertz, também sem problemas.
      Mas se saiu uma disposição, que as autoridades alemãs já conhecem, imagino ser wuestão de tempo até todas locadoras exigirem, daí que viajar com PID é quase obrigatório, a quem for alugar autos.
      Abs,

      MAS

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  20. Em relação à questão do álcool,creio que nada substitui o BOM SENSO. Cada um deve ter o discernimento para saber se deve ou não dirigir após beber. O governo não deve nivelar todos pelos mesmos parâmetros, oálcoolage diferentemente em cada pessoa.

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  21. Lorenzo Frigerio09/02/13 22:07

    Quando vou à Europa, faço aquilo que não dá para fazer no Brasil: andar de trem. Isso sim é coisa de país civilizado. Aliás, estive duas vezes na Alemanha e me virei perfeitamente de trem e metrô.
    Alugar carro é coisa para se fazer nos Estados Unidos, onde o país é imenso e o transporte público praticamente inexistente, e dá para alugar carros bons a preços generosos.

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    1. Já fiz os dois. Uma vez aluguei um carro, pois chegaria em Frankfurt e ficaria dois dias lá, além de dois finais de semana na boa. Outra vez só usei trem, pois estaria de volta na mesma semana e teria de ir a Nuremberg, então que preferi não ter de dirigir após uma noite mal dormida no avião e o massacre da diferença de fusos horários.

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  22. "Dirigir a velocidades irreais nas Autobahnen, com autorização do estado."

    É o contrário: o normal é dirigir a tais velocidades. Como viu na Alemanha, os motoristas dirigem na velocidade que se sentem seguros conforme o veículo e as condições permitem.

    O estado só se mete para proibir o bom-senso com o absurdo dos limites de velocidade serem hoje os mesmos que eram há 50 anos atrás, apesar dos carros serem tipicamente muito mais potentes e seguros que então. E mais: os motoristas de hoje também são melhores do que os de ontem.

    Como disse George Washington: "o governo não é razão, nem é eloqüente, é poder; como o fogo, é um servo perigoso e um mestre temeroso".

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  23. quantos dólares será que um cidadão alemão gasta para tirar sua primeira habilitação?

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    1. Zero. Alemães usam quase exclusivamente o euro... :-)

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  24. PELO AMOR DE DEUS!

    Dirigir após a ingestão de um bombom de licor virou delito de trânsito?
    E ainda tem (muita)gente concordando com isso?
    E gente, dita "auto entusiasta"?
    Essa tropa - e dessa tropa - nem Jesus salva.
    RIP, Brasil.

    Atte,
    Eduardo Lodewijk

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  25. MAS, parece me que sua ida à Alemanha foi a trabalho, pois mencionou que tinha reuniões distantes de Frankfurt e que não poderia contar com o transporte público, mas em virtude do assunto aqui ser relativo ao nirvana daqueles que gostam de carro (Alemanha)e por voc~e ser Autoentusiasta Nürburgring não passou pela sua idéia não?

    Entendo que nesse período do ano o velho Nordschleife está impraticável, e acredito que até mesmo fechado para turistas, pois olho a webcam de Nürb quase todos os dias e só vejo neve e ninguém na pista. Mas como apaixonado por carro e pelo que depreendi do texto, um visitante frequente da terra natal de Rosemeyer, Caracciolla, Hans Stuck, Wolfgang Von Trips, Stefan Belof, Klaus Ludwig, Frank Biela, Heinz Harald Frentzen, Michael Schumacher, Sabine Schmitz (me casaria com a Sabine se ela quisesse, pois como o Arnaldo disse em post, sou um Zé Gasolina)e Sebastian Vettel você já foi em Nurburgring em alguma dessas suas viagens? Alguém que aqui frequenta já foi em Nuburgring? O Bob já esteve pessoalemnte naquele lugar sagrado?

    Adoraria aqui um relato sobre uma visita a Nurburgring.

    Fica aí a pergunta. Alguém aqui já esteve, e de prefer~encia acelerou no velho Nordschleife? Se sim peço um post a respeito.

    Já li no Jalopnik um relato de uns brasileiros que aceleraram no Nordschleife e fiquei com água na boca. Inclusive já prometi a mim mesmo que não posso morrer sem ir a Nurburgring.

    Fico imaginando como deve ser bom já ir dando um "esquenta" nas Autobanhs até chegar à "nossa" (é a minha e acredito que de muitos ou até mesmo de todos que aqui frequentam)Meca.

    Aqui no AE lembro de um post (acho que de 2009) sobre a falta de respeito (pichações) que assolava o templo, mas ainda aguardo um´post sobre aceleradas no circuito da Renânia Palatinado.

    Sobre o fato de poder tomar um pouquinho (o que é bem diferente de estar de porre) e poder dirigir isso já vem do próprio Hino Nacional Alemão "...Recht und Freheit - justiça, que vem a ser a finalidade do Direito, e liberdade" e ressalte-se que não bebo.

    Por fim, ddesculpem me se o comentário ficou grande demais, pois Nürb é um sonho que tenho.

    Zé Dirceu

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    1. Samuca PUMA GTI10/02/13 14:58

      Eu já fui a Nurburgring e realizei um de meus sonhos ! Inacreditável ! Recomendo a RSR Racing ( passo o link depois ) onde você pode escolher o que quer fazer: conhecer o Ring só por fora, fazer cursos de pilotagem, alugar um carro preparado - e a frota é de primeira !

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  26. Carlos Miguez10/02/13 01:01

    Concordo com vocês: o que provoca acidentes é a pressa, a má formação dos condutores, a péssima qualidade do sistema viário, e principalmente a FALTA DE RESPEITO. O distraído, na maioria das vezes, apenas incomoda os outros. Acho que os "RODA-DURA" são de responsabilidade do poder público, que permitiu sua habilitação sem aferir corretamente suas habilidades ao conduzir.

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=JWD0LJEaQng#!

    Ao Rodrigo MG 09/02/13 20:32
    Sistemas de "SOM AUTOMOTIVO" são tão proibidos quanto dirigir "alcoolizado", gera multa e apreensão do veículo. Em minha opinião incomoda muito, mas as OTORIDADE ficam melindradas quando se trata de fiscalizar uma "tribo" específica. Que eu saiba, tenho notícia que multas são aplicadas na cidade de Uberaba/MG.
    Este GPS TonTon é realmente muito bom, usei-o em Portugal pagando 10 euros/dia; se não fosse por ele ainda estaria perdido nos labirintos que são a malha rodoviária do interior.

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  27. bem interessante seu post
    se não se importa quero passar o link do meu blog
    http://theterriblething.blogspot.com.br/
    espero que goste
    muito legal seu blog

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  28. Eu curti a redundância da identificação do país de registro do Corsa na primeira foto. Já que o adesivo oval só é obrigatório na circulação em outros países quando não há a identificação na placa ( tarja azul com a letra correspondente ). No Reino Unido a identificação na placa é opcional e em outros como em Andorra não é possível, necessitando o uso dos adesivos.

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  29. Um detalhe que percebi e qu não vi nehum comentário a respeito é que lá até mesmo os carros de locadora têm cor, diferentemente daqui, em que nos deparamos com "exército" preto ou prateado quando vamos a uma locadora.

    Zé Dirceu

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  30. Bob, você pode comprar para o iPad um programa de GPS como o iGO, ele não é muito caro e já vem com os mapas, então você pode usar ele mesmo sem plano de dados.

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  31. Como assim? A primeira vez que tentei alugar um carro na Alemanha, numa cidade pequena, o cara era novato e disse que só entendia o B da minha carteira, que era o mesmo da carteira alemã: http://www.taubenschlag.de/cms_pics/Gabis%20Fuehrerschein.JPG Sem contar que a carteira brasileira não contém nenhum indicativo que é habilitação conduzir automóveis.

    Ele perguntou se e podia voltar no dia seguinte e como só ia precisar do carro no final de semana, sem problemas. O chefe autorizou e como Entschuldingung eu recebi um carro melhor pelo mesmo preço.

    A Herz é pequena na Alemanha, alugar carro pela Herz na Alemanha é como ir na Itália para comer Pizza Hut. Acho que o atendente era zu doof para alugar o carro.

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  32. Sobre quem esta certo sobre os limites de álcool permitidos ao motorista: a Alemanha é menor do que Minas Gerais, tem uma frota maior que a do Brasil, trechos de estrada sem limite de velocidade e cerca de 5.000 mortes por ano em acidentes automobilísticos. No Brasil temos algo em torno de 50.000 mil mortes/ano.
    A diferença é resultado, principalmente, da educação. Mesmo que o limite não seja muito rigoroso na Alemanha os motoristas em geral não bebem quando estão dirigindo. E nas auto estradas o pessoal que anda a 250 km/h sabe o que esta fazendo, eles treinam bastante antes de baixar o pé. Eu dirijo mais de 30.000 km/ano na Europa e raramente vejo alguém fazendo bobagem. Já aqui na terra brasilis basta andar alguns quilometros para ver alguma imprudência, mesmo sem álcool no sangue...

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  33. http://www.autoblog.com/2013/02/10/spanish-authorities-impound-fleet-of-mercedes-e63-amgs-on-media/

    Aconteceu até com a imprensa! Curioso...

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  34. Luís
    Que situação mais chata. Obrigado pelo link.

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  35. “O Consulado-Geral não expede carteiras de motorista e não tem competência legal para reconhecer a validade de carteiras de motorista”

    NINGUÉM COMENTOU O QUANTO ESSE CONSULADO É INÚTIL.

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  36. Acho que deixar de beber para dirigir é um pequeno sacrifício em prol da segurança. Se quero beber, bebo em casa ou saio com alguém sóbrio ao volante.

    Lapidar o comentário do MAS: "Olhando estatísticas razoáveis, evidente que com zero álcool no sangue, as faculdades do indivíduo médio serão melhores do que com algum grau de alcoolemia."

    Acabou. Não é preciso dizer mais nada! Uma pequena diferença nos reflexos pode ser a diferença entre bater ou não bater. Mas enfim, pelo visto muita gente prefere uma dose moedrada de álcool a um aumento moderado na condição de segurança...

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    1. Se a pessoa se coloca em situação tão limítrofe que um gole de cerveja o fez colidir, ela não está dirigindo bem, não é mesmo?

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  37. Mr-X
    Você é mais um fazer coro com os que acham que os alemães, americanos, ingleses, canadenses, franceses, italianos, neozelandeses, australianos, espanhóis, portugueses e outros povos são malucos e irresponsáveis ao permitirem dirigir com até determinada alcoolemia. De novo, se escapou à sua leitura: quem se acidenta por estar alcoolizado não é quem bebeu moderamente, dentro dos limites, mas os indivíduos que estão bêbados, literalmente de porre. Será isso tão dificil de entender?

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    1. Bob, na verdade o Brasil está na frente desses países todos. A tendência para o futuro é de limites mais rígidos, ou mesmo zero. Relatório de 2012 do European Transport Safety Council recomendou aos países da UE a tolerância zero ao álcool. A Austrália é outro país que sofre pressão por limites mais restritos ao nível de ácool dos motoristas.

      Já existe tolerância zero na República Checa, Hungria, Eslováquia, Romênia, Croácia e Rússia. A tolerância é de 0,02% ("quase zero") na China, Estônia, Polônia, Suécia, Noruega e Holanda. Vale lembrar que uma pessoa de 55 kg atinge os tais 0,02% com MEIA dose.

      Não existe dose segura de álcool, mesmo porque cada um reage ao álcool de um jeito. Quanto a seu argumento dos motoristas de porre, ele é furado e baseado em "achismo", e não estatística. O fato é que o grau de perigo de um motorista com 0,02% é (obviamente) menor que o de um motorista de porre, mas (também obviamente!) maior que o grau de perigo de um motorista "zerado".

      Gosto de bebericar, gosto de dirigir, mas não misturo as duas coisas. Acho que pra quem gosta de dirigir mesmo, para um real autoentusiasta, é um sacrifício pequeno abrir mão do álcool em um compromisso social em troca de uma direção mais segura. Mas enfim, nossa lei existe, está em vigor e espero que os infratores (ou inconformados) continuem sendo fiscalizados e punidos.

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    2. Mr-X
      Entre os países que você citou e os que eu citei, fico com os meus. O meu argumento de que quem provocou acidente por estar de porre, ao contrário do que você diz, não é achismo, mas observação das notícias (sou atento a elas no que me interessa, obviamente). Por exemplo, aquela advogada baiana que avançou o sinal no Itaim Bibi e se colocou no caminho do Porsche 911, vindo a falecer na hora, estava "só" com 2,1 g de álcool por litro de sangue, 250% mais que o limite original do CTB. Nas reportagens televisivas os indivíduos mostrados bêbados, o que está com menos álcool, o bonzinho, está com 1 g. E, de novo, veja se você é capaz responder essa: por que só começou a fiscalizaçào como conhecemos hoje depois que a lei seca para motoristas foi promulgada em 19/06/08, se já havia limite (0,6 g/L) no CTB vigente desde 22/01/98? A coisa toda é tão absurda que os tais sinais visuais de algúem estar sob influência não aparecem em que bebeu e está com 0,5~0,6 g/L. Tudo isso que está acontecendo, que você invoca com um ufanismo infantil de "Brasil na frente", é mais uma palhaçada com fins exclusivos de faturar em cima do cidadão e soltar uma densa cortina de fumaça sobre a irresponsabilidade dos executivos estaduais em nunca ter fiscalizado os bêbados ao volante. Mudando as peças do que eu já disse aqui sobre quem não consegue falar ao telefone e dirigir ao mesmo tempo não deveria ter o direito de estar ao volante, quem tem a conduçào afetada por uma pequena concentração de álcool no sangue é incapacitado para dirigir até com zero álcool, que espero não ser o seu caso. E a fiscalização de que o autor do post foi alvo na Alemanha mostra que o Brasil está na frente, sim, do desmando e da incompetência. E temos outra "liderança mundial", a de motoristas dirigirem às cegas em seus carros com sacos de lixo nos vidros. Ou seja, o Brasil está mesmo doente.

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    3. Se mude para um desses países então.
      Mas aqui, respeite as leis e respeite minha vida e a da minha família!
      Favor não beber se for dirigir. Tenho certeza que você sobreviverá. Obrigado.

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    4. Wilder
      Pelos seus dois comentários intercalados de 7 minutos vê-se que você desconhece completamente o assunto de álcool e direção e faz coro com a ignara imprensa brasileira. De novo, conforme já falei inúmeras vezes aqui, até certo nível de alcoolemia pode-se dirigir com total segurança. O que você evidentemente não sabe é que TODOS, sem exceção, casos de acidentes em que o motorista estava dito alcoolizado, a alcoolemia dele estava muito acima do que estabelecia como limite o Código de Trânsito Brasileiro quando de sua promulgação em 23 de setembro de 1997. O que você prova desconhecer também é que não foi a "lei seca" que reduziu o número de bêbados dirigindo, mas a fiscalização que se seguiu à lei e que NUNCA HAVIA SIDO FEITA, apesar da haver limite para a alcoolemia do motorista, numa das maiores irresponsabilidades dos poderes executivos federal e estaduais da nossa História. Você, como a dita imprensa, também não sabe a fiscalização NADA tem a ver com a lei. Portanto, abstenha-se de falar sobre assunto que você desconhece, pois fica feio para você, quanto mais criticando sem nenhuma base o excelente post "Vai a Alemanha?", com se o autor fosse algum irresponsável. Perdôo a sua ignorância.

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  38. Estou neste momento na Alemanha e alguei carro duas vezes. A primeira foi em Munique pela SIXT, aluguei um Golf 2.0TDI VI 5MT e fui até Ingolstadt, Stuttgart e de volta a Munique. Não me pediram PID, apresentei minha CNH somente.

    Neste último fim de semana aluguei uma BMW 116i das novas com câmbio de 6 marchas, excelente carro! Estou numa cidade pequena (Göttingen) e aluguei o carro pela SIXT, o atendente olhou minha CNH completamente confuso pelas categorias mas sem parecer entender nada me liberou o carro sem pedir a PID.

    A sensação de poder dirigir em altas velocidades, utilizando o bom senso, sem ser tratado como um criminoso é muito boa. A estrada é de um nível que nunca vi e as pessoas dirigem melhor que em outros lugares, embora me aconteceu diversas vezes de estar em algo como 210km/h e outros motoristas irem para a faixa da esquerda e ultrapassarem lentamente os outros carros (me fazendo freiar).

    Também é interessante ver que o Alemão, por mais que sejam um povo regrado, eles ao mesmo tempo que se importam com limite de velocidade, eles, em quantidade, os desrespeitam. A diferença é que o desrespeitar deles é algo que fazem com bom senso. Exemplo: Trecho em obras com limite de 80km/h (duas faixas, tudo sinalizado) e ir a 100-110km/h.

    É uma sensação muito estranha também estar a 200km/h por exemplo e todos ao redor estarem no mínimo a 150km/h (faixa da direita vamos dizer) e uma boa maioria entre 160-180km/h. Com certeza a experiência de guiar na Alemanha, em que se atingem altas velocidades, temos que lidar com neve/gelo/frio e as pessoas sabem respeitar a sua vez me agregou muito como motorista (tenho pouco tempo de carteira).

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  39. MAS, muito legal o post.

    Eu costumo dirigir na Alemanha também e fato: dirigir devagar é sinal de motorista bêbado para a Polizei. Já aconteceu comigo e com muitos amigos. Dirigindo devagar por não conhecer a localidade, uma viatura me parou e educadamente fez algumas perguntas e fiz o teste de alcoolemia. Como não tinha bebido nada, continuei meu caminho.

    Abraço!

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  40. Beber e dirigir é coisa de marginal sim, de assassino. Simples asim.

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  41. Anônimo 03/03/13 20:47
    Simples assim é que você disse uma enorme de uma besteira, coisa de quem não tem noção do que diz. Dá pena.

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  42. Bom dia pessoal!
    Cheguei nesse post pesquisando dicas pra dirigir na alemanha.
    E confesso que me assustei com a alteração da regra!
    Viajo no dia 31/03 e acho que não consigo tirar o PID a tempo.
    Vou alugar o carro na SIXT. Sabe se eles também "encrespam" com a CNH brasileira?

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    Respostas
    1. Rodrigo
      Não sabemos; convém consultar diretamente a locadora.

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