O PRIMEIRO MERCEDES HOT ROD: 300 SEL 6.3


Os anos 60 foram os anos dos grandes V-8. Naquela época em que os motores já tinham uma construção relativamente moderna, mas as taxas de compressão ainda eram baixas, os V-8 de grande cilindrada reinavam absolutos. Os americanos foram os maiores especialistas nisso, e seus V-8 de bloco grande eram realmente enormes, coisas inacreditáveis hoje em tamanho físico. Comparados aos mais comuns V-8 que tivemos aqui em Mavericks e Dodges (chamados de “Small Block”, bloco pequeno) deslocando coisa de cinco litros, os Big-Block, apesar de deslocar coisa de 25 a 30% a mais, eram fisicamente muito maiores, a olho nu parecendo algo em escala 2:1.

Mas o mais estranho é que o maior desses enormes V-8 dos anos 60 não era americano. Falo aqui maior em tamanho e peso mesmo, não maior em cilindrada, algo que muitas vezes confunde-se. O maior e mais pesado V-8 dos anos 60 foi o impossivelmente grande V-8 “M100” da Mercedes-Benz.

Este motor, que apareceu em 1963, era realmente grande. Quão grande? Para colocar as coisas em perspectiva, vamos falar em peso, um dado emblemático aqui. Um V-8 Chevrolet LS7 moderno (equipamento original do Corvette Z06), que desloca sete litros exatos, pesa pouco mais de 200 kg. O M100 da Mercedes, em sua versão original, pesava nada menos que 550 kg.


Pare um pouco para pensar neste número. Mais de meia tonelada. Isto é o peso de um Caterham Seven completo. É quase 3 vezes o peso do LS7 já mencionado, e ainda assim deslocava apenas 6,3 litros. Sua potência era de 250 cv, o que significa algo em torno de 40 cv/litro, potência específica baixíssima, mesmo para os anos 60. O motor era de giro baixo e alto torque, mas ainda assim fica na cabeça de todo mundo: por que tão pesado assim? Meia tonelada é coisa para motor de carreta Scania quase, e com potência específica semelhante!

Apesar de nunca ter ouvido uma explicação convincente a este respeito, eu tenho a minha teoria. E ela é fundamentada na finalidade para a qual o motor foi criado.


O M100 foi criado para equipar exclusivamente o Mercedes-Benz 600, de 1963 (acima). Esta limousine de extremo luxo e preço estratosférico foi desenvolvida para ser o topo de linha da Mercedes-Benz, algo feito à mão como um Rolls-Royce, e com preço similar. Até aqui, explicado a baixa potência específica e alto torque constante, pois a aplicação exige isso, além de suavidade e silêncio. Um bloco de paredes grossas também ajuda a diminuir barulho, e um motor que gira baixo e com inércia interna alta (pesado) também melhora as vibrações, o que já começa a dar idéia do caminho tomado ao projetar o motor.

Mas ainda assim, 550 kg?

Aí chego na minha teoria. O 600 foi um carro criado para dar seguimento a uma grande e antiga tradição da marca Mercedes-Benz, desde que Karl Benz e Gotlieb Daimler se juntaram, que fora interrompida pela Segunda Guerra Mundial. E esta tradição é a de criar carros para ditadores.


O maior deles, o sujeito mais sanguinário e malvado conhecido pela humanidade, Mr Adolf Hitler himself, nunca saía de casa para seu genocídio diário sem um Mercedes. O 600 estava fadado a continuar essa tradição, sendo a carruagem preferida de pessoas tão agradáveis como Idi Amim Dada de Uganda (500 mil corpos), Pol Pot do Camboja (2,5 milhões de mortos), Nicolau Ceaucescu da Romênia, e muitos outros. Pode ter certeza que se o sujeito é um ditador sanguinário e genocida de verdade, ele tem uma frota de Mercedes 600 no seu estábulo automobilístico. Se não, é meramente um ditadorzinho, um aspirante apenas. Nem o fato de que todos os quatro Beatles foram donos também de Mercedes 600 diminui a fama do carro, porque música pacifista alguma pode compensar tanto terror...

A simples visão de um 600 com bandeirinhas do país nos cantos dianteiros já dá pesadelos à população carente em todos os cantos do mundo, e não duvido que em somali já exista uma palavra nova para identificar o carro, algo que pode ser traduzido como “carruagem gigante da morte”, “enorme arauto da desgraça”, “morte pesada rolante”, “agonia alemã ambulante”, ou algo semelhante.


A Mercedes-Benz poderia ter vergonha desse legado, mas no frigir dos ovos, ser um carro para ditadores não é um legado tão ruim quanto o da VW, uma empresa fundada por um genocida... Mas deixemos o veneno de lado e voltemos ao enorme V-8 do 600, e à minha teoria sobre a origem de tanta massa.


Pois bem: se o 600 era um carro para ditadores, quase sempre teria blindagem pesada, anti-tanque, forte mesmo, em uma época que não existiam as modernas e leves fibras sintéticas para essa blindagem. O carro, que para começar já pesava no mínimo duas toneladas e meia na versão de entreeixos curto (acima), podia chegar facilmente a quatro toneladas com essa blindagem e entreeixos longo. Isso sem ninguém dentro. O motor de giro baixo e suave, deve então ter realmente muito torque para carregar tudo isso. Além disso, é desejável que, se fosse atingido por tiros de fuzil, ou outro armamento pesado, pudesse continuar funcionando. Minha teoria é que a especificação do M100 era a mesma de tanques de guerra, outra tradição da empresa, um motor que nunca pare de rodar em hipótese alguma. Metal sobrando para torná-lo inviolável.

Sendo assim o motor resultante, apesar de pesado e de baixa potência relativamente, era realmente perfeito para o 600. Feito para durar para sempre mesmo sem cuidado, tinha comando no cabeçote (SOHC), e injeção mecânica seqüencial Bosch, um sistema complexo baseado numa bomba injetora parecida com as de motores Diesel. O diâmetro dos pistões era de 103 mm e o curso do enorme e parrudo virabrequim era de 95 mm, para um total exato de 6.335 cm³, e taxa de compressão de 9:1, boa para a época. A potência era de 250 cv a baixas 4.000 rpm, e o torque era de 50 m·kgf a 2.800 rpm, na verdade uma densa nuvem de poder suave e silencioso, que podia levar esses enormes paquidermes germânicos a mais de 200 km/h com certa facilidade. Todo motor era feito à mão com todo cuidado, e passava por amaciamento e testes extensos em dinamômetro antes de ser montado no carro, para garantir o funcionamento perfeito e sem falhas, com o desempenho desejado, desde o início de sua operação. Ditadores não devem ser clientes que compreendem falhas muito graciosamente...

Esta história poderia muito bem acabar aqui, e o M100 podia ter ficado meio esquecido debaixo dos capôs dos poucos (menos de 3 mil) 600 construídos, se não fosse o engenheiro e ex-piloto Erich Waxemberger. Nosso amigo liderava o departamento experimental da Mercedes, e, numa clássica história de hot rodder, resolveu montar o V-8 no sedã 300SEL, originalmente equipado com um seis em linha (3,0 litros, 170 cv), só para ver como ficava.


O resultado foi tão bom que Waxemberger resolveu deixar o carro por uns dias com o diretor de engenharia da empresa, o lendário Rudolf Uhlenhaut, o engenheiro que em Nürburgring conseguia fazer o mesmo tempo que os pilotos profissionais de fórmula 1 da Mercedes, nos anos 50.

Waxemberger deixou o carro pedindo a avaliação do chefe e amigo, dizendo apenas que havia feito algumas modificações no motor, mas sem ser específico. Reza a lenda que Uhlenhaut saiu da fábrica ao fim do dia no seu ritmo usual (pé embaixo), e no primeiro sinal de trânsito parou, saiu do carro e abriu o capô para ver o que tinha embaixo! Uhlenhaut obviamente adorou o carro, porque depois de algum tempo aparecia em 1968 o 300 SEL 6.3 (abaixo).


O seis-ponto-três foi o primeiro sedã hot rod que a Mercedes fez, hoje uma normal e esperada versão de todo sedã da marca, usando a marca AMG. A AMG por sua vez era então uma pequena empresa de preparação fundada por ex-funcionários da engenharia Mercedes, e que teria o primeiro contrato com seu antigo empregador justamente com o 6.3. A Mercedes deixou a versão de competição a cargo da AMG, e o carro resultante, com quase sete litros e mais de 400 cv, era mais veloz que qualquer outro carro, mas não teve sucesso por um motivo claro para quem sabe quanto pesa aquele V-8: não havia pneu na época que agüentasse tanto peso e velocidade...


O carro de rua se tornou rapidamente uma lenda, depois que a revista americana Road&Track o nomeou “O melhor carro do mundo”. Também pudera, em 1968 um sedã ultra-rápido e sofisticado era raríssimo. E sofisticado ele era: suspensão independente nas quatro rodas, atrás equipado com molas a ar para altura constante do solo, e enormes freios a disco ventilados nas quatro rodas. Os confortos hoje comuns mas raros então também abundavam: ar-condicionado, vidros e travas eletropneumáticos, direção assistida, mesinhas atrás dos bancos dianteiros etc.


O carro pesava quase duas toneladas, mas acelerava de 0-100 km/h em apenas 6,5 segundos e chegava a 230 km/h. Podia acompanhar praticamente qualquer carro esporte da época, e começou uma longa tradição de sedãs Mercedes velozes. Foram produzidos mais de seis mil deles, muito mais que o 600 original.


Quando a geração seguinte do Mercedes série S apareceu em 1972, o V-8 M100 foi remodelado para 6,9 litros, 286 cv e injeção eletrônica Bosch no novo 450SEL 6.9 (lançado em 1975, acima), mas o desempenho permaneceu praticamente o mesmo do carro anterior, devido ao aumento de peso e tamanho do novo carro.


Depois disso, o enorme, e francamente ineficiente M100 seria descontinuado a favor de uma nova geração de motores V-8. Mas não sem ter sido instrumental em tornar a Mercedes-Benz o que é hoje.

MAO

50 comentários :

  1. Maravilhoso, e agora alguém vai reclamar deste post també?

    Obrigado MAO

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  2. Nossa Senhora da Combustão Interna!!! Bem sabido que os germânicos são dados a peripécias metalúrgicas. Vide Dora e Gustave, pelo menos para mim correlatos de combate dessa versão automotiva puramente absurda. E eu achava o Lawman com seu "Bird Catcher" e radiador no porta-malas algo insano...

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  3. Maravilhoso, e agora alguém vai reclamar deste post també?

    Obrigado MAO

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  4. Em automobilismo, os caras mais grossos e estúpidos dão cria aos engenhos mais legais!

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  5. Maravilhoso, e agora alguém vai reclamar deste post també?

    Obrigado MAO

    [3x]

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  6. Agora só falta passar para a aula prática!

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  7. Eu sei que quem comprou estes veículos não se preocupava com consumo de combustível mas, você tem conheciemnto de qual era este consumo?

    Renato

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  8. Belo post. Sou louco por qualquer brutalidade automotiva.

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  9. Off topic

    Parece que a polícia conseguiu garfar o famoso Black Bull lá na Paraíba.

    Mais um acidente, desta vêz em Campinas. A famosa combinação birita-volante-imperícia deu na morte de um rapaz. Tá feia a coisa...

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  10. Mr. V8 consegue por um M100 num C200K?

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  11. Maravilhoso! Fantástico esse modelo, sempre fui admirador mas não sabia do "lado negro e genocida" do 600. Esse modelo é o mesmo que tinha como opção carroceria Pullmann?

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  12. Para responder ao RENATO, pelo que consegui apurar dos consumos:
    - 5,5km/l para o 600 a uma velocidade constante de 110km/h;
    - 6,4km/l para o 300 SEL a uma velocidade constante de 110km/h;
    - 4,2km/l em ciclo urbano, 5,9km/l em estrada e 6,25km/l a uma velocidade constante de 110km/h para o 450 SEL.

    O M100 na versão 6.3 é um dos motores Mercedes mais bonitos. Os carros merecem um post também. Fica o pedido.

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  13. M100...
    M100...
    ...
    ...
    Effa M100...

    acho que o panga do almoço me fez mal..

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  14. MAO,

    Ótimo texto, como sempre.

    Eu diria que este 300SEL 6.3 foi a interpretação alemã daquilo que se convencionou chamar de muscle car.

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  15. 300SEl 6.3L
    Final dos anos 80, vinha tranquilamente com meu Gol GT 86 pela avenida JK . Senti na pele como andava esse carro. Numa arrancada de farol em poucas centenas de metros o V8 6.3 me deixou para traz com um som inesquecivel.. Um pega memoravel. Entramos na margnal Pinheiros agradeci pela arrancada e cada um seguiu seu caminho.
    Por muitos anos foi considerado o melhor sedan(esportivo)produzido. Andava mais que o XJ12 era mais bonitas que suas sucessoras as 450SEL 6.9l
    Dizem que o Emerson Fittipaldi teve uma preta.
    Raríssimas no Brasil , para mim um carro referenciado esportividade vestida num traje de extrema beleza e elegancia.

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  16. Tava com saudades dos posts do MAO, voltou em grande estilo, ótima leitura como sempre.

    Agora um motor forte desses também deveria aceitar bem uma bela sobrealimentação, não?

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  17. Algumas observações:

    1) Sendo mais de meia tonelada de motor, pergunto-me como o pessoal da Mercedes fazia para manter uma divisão de pesos entre os eixos adequada e que acerto de suspensão faziam, pois nenhum desses modelos me parece uma cadeira elétrica como os muscle-cars;

    2) Fica-me a impressão também de que o M100 devia ser meio chato para ganhar potência. Vejo isso pela passagem do 300 SEL 6.3 para o 450 SEL 6.9: aumentaram 0,6 l a cilindrada e tiveram apenas 36 cv de ganho, isso porque também se passou de injeção mecânica para eletrônica. Tudo bem que eram tempos mais precários, é verdade, mas naqueles tempos também existiam motores que ficavam fortes com mais ou menos facilidade, como em qualquer outra época;

    3) Vi o detalhe interessante de esse motor usar cárter seco, em que pese obrigar a se usar 12 l de óleo. Porém, pelo que vi, era mais um daqueles lances da Mercedes para reduzir a manutenção, pois aumentava o intervalo de troca. De curiosidade, obrigava a que a medição fosse feita com o motor funcionando.

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  18. Mister Fórmula Finesse18/11/11 16:08

    Só o MAO para dar aquela interpretação especial para um carro mítico, portanto, conhecido por muitos autoentusiastas. Mas que - aposto - poucos conheciam (eu também não) essas peculariedades desse enorme e pesado V8....que bigorna meu Deus!

    A investigação das origens e propósitos, colocando perspectivas históricas no texto...uma redação e pesquisa que eu me sentiria honrado em assinar.

    Valeu MAO;

    GM

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  19. Bom tema !

    Só acho desnecessário essa quase associação dos carros ou marcas, neste caso ao nazismo ou outras desgraças humanas.

    Os carros ou marcas não tem culpa de quem os projetou ou usou, são meros "seres" estáticos sem nós.

    No mais um belo tópico, abriu meu apetite para novas buscas e conhecimentos sobre o tema.

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  20. Temos que tirar o chápéu para a engenharia germânica. Desde as máquinas do "mau" (U-Boat, Stuka, Panzer, etc.) até os carros de passeio, o que vemos são máquinas ao mesmo tempo modernas (para sua época)e robustas.

    Taí um povo que merece respeito.

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  21. MAO

    "semper fideles",nunca me desaponta!
    O Grosse Mercedes é um assunto quase inesgotável;haja vista a abordagem para mim inédita sobre essa"usina"fabulosa
    Dizem q. a DB perdia uma nota preta em cada unidade vendida,("não podia" ter preço maior do q. o Rolls,porem custava mais q. ele para construir, sim,senhor!)mas não estava nem aí,pois o produto existia para ser a vitrine dos avanços e refinamentos tecnológicos da marca.
    Mesmo os 300 e 450 SEL com V-8ões, produzidos em volumes bem maiores,deixavam margens de lucro bem apertadas...

    Belo post,ab.

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  22. arrowflash18/11/11 17:35

    Pra mim esse post foi uma coincidência incrível! :) Pois ontem assisti pela primeira vez ao filme "O Último Rei da Escócia", sobre o ditador Amim de Uganda - excelente filme, por sinal. E uma das coisas que mais me chamaram atenção no filme foi, é claro, o belo Mercedes 600 usado pelo ditador.

    -- Adriano

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  23. MAO, agora tu fez a alegria da minha sexta.
    EU SOU LOUCO PELO M100 E PELO W109 6.3.
    Mas convenhamos, 250cv não seria uma medida um tanto conservadora? Mesmo com esse torque de caminhão, deve ter algumas dezenas de [i]pferde[/i] ali.
    Esse seria o meu clássico definitivo pra uso diário, porém com uma Bosch Motronic.

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  24. anonimo do Gol GT:

    pega memorável ? o cara deixou você quantas quadras para trás ?

    Aparece cada um aqui......

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  25. "Se o sujeito é um ditador sanguinário e genocida de verdade, ele tem uma frota de Mercedes 600 no seu estábulo automotivo. Se não, é meramente um ditadorzinho, um aspirante apenas." Rí muito, muito mesmo!!!
    Obrigado, MAO, pelo excelente post!!!

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  26. Cristian Pinheiro18/11/11 22:21

    Por acaso este painel serviu de inspiração para o do Passat?

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  27. Sem mentira alguma, do que já lí na Internet sobre este carro e motor nenhum chega aos pés deste post.

    De 0 a 10, uma nota seria 10.000.000.000.000.000.000.000.000

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  28. Parabéns, MAO, pelo excelente post. Foi divertido e sério ao mesmo tempo, poucos jornalistas conseguem fazer textos assim.

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  29. Será que MAO (Zedong) tinha um desses? (desculpe, não podia deixar de fazer esse trocadilho)

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  30. Mercedes, a melhor marca alemã, a marca que definiu o carro moderno.

    McQueen

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  31. Cristian Pinheiro,
    Talvez não seja mera inspiração.
    De 1958 a 1963, a Auto Union, "mãe" da atual Audi e dos VW refrigerados a água, pertenceu à Daimler-Benz. Tanto é que o motor do Passat foi projetado por um engenheiro da Mercedes (Ludwig Kraus) para substituir os dois-tempos usados na linha DKW. Então, não é impossível que a Daimler-Benz tenha feito também o design dos painéis dos Audi e VW que seriam lançados no final da década de 1960.

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  32. Meninos... vejam os vídeos que eu encontrei para vocês:

    SLS AMG GT3 e 300 SEL 6.8 AMG
    http://www.youtube.com/watch?v=rYgELlTJF-g


    Aqui para ouvir melhor o ronco do 300 SEL:
    http://www.youtube.com/watch?v=fcJKL_Kl5Gw&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=T-XjbQCR_l0&feature=results_main&playnext=1&list=PL303B50DA607D2C50

    http://www.youtube.com/watch?v=WGs39ZIfd-0&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=5u7lld9SmnA&feature=related

    Regina

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  33. Anonimo das 16:02

    1-Se o problema era arranjar peso para contrabalançar aquele filhote de hipopótamo encarapitado lá na frente,sossegue-o pessoal da engenharia,arranjou e distribuiu com maestria tudo a q. tinha direito ao longo do entre-eixos,de modo q. o carro era equilibradíssimo.O"acerto"era completado pela suspensão hidropneumática,q. controlava a altura,o nivel e a rolagem da carroceria e variava a rigidez e o amortecimento conforme necessario

    2-De repente,até q. seria facil,tirar mais cavalinhos do M100.MÃS-o negócio principal aqui era resistência,confiabilidade e durabilidade.Tudo bem,a máquina era superdimensionada,mas trabalhar folgada,só acrescentava à intenção prioritária.A potência,então era,na prática,"suficiente"e o torque,mais que isso...

    3-Dá pra notar q. o motor é bem alto,determinando a necessidade de montá-lo tão baixo qto possivel,eliminando a saliência do carter e de lambuja,reduzindo a vulnerabilidade da parte inferior.


    Anônimo das 22:34

    O Mao Jedong usou,nos seus ultimos anos no poder,uma paquidérmica limusine velha ZIL,presente da União Soviética,nos tempos de "namoro"entre os países.Só q. a raposa velha freqüentemente despistava,viajando num dos jipões Beijing da comitiva.Em lagoa q.tem piranha...

    Dava pra varar varias madrugadas trocando figurinhas,mas o espaço e a paciência alheia têm q. ser poupados e devo respeitar isso.

    um bom fim de semana pra todos

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  34. Aléssio Marinho19/11/11 02:16

    MAO;

    Pelas características desse motor, será que ele deriva da linha diesel?
    A fiat fez isso com o fiasa, a VW com o AP, basicamente mudando o sistema de alimentação.

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  35. Alexandre - BH -19/11/11 03:17

    Ontem critiquei a “desacelerada” do blog. Hoje a resposta veio à altura com esse excelente post do MAO. Se for pra queimar a língua desse jeito, queimo-a satisfeito. No entanto, não emito opinião feito alguns “advogados” do blog que andam tomando as dores dos colunistas, mas se escondendo no anonimato. Se critico, assino embaixo (ou acima), mas se tiver que dar a cara a tapa, como faço agora, assino também. Aos cagalhões que costumam se esconder nas moitas cibernéticas, assinem suas opiniões.

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  36. Sou mais os Muscle americanos mesmo,pq tem estilo mais agressivo.

    Mas esta velha Mercedez merece respeito!!

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  37. Excelente post,estarei "linkando-o" em nosso forum,o carro é uma navemum amigo acabou de importar um exemplar desse imaculado,realmente é uma nave,somente a comentar que a injeção K-jet da 6.9 é 100% mecanica , usa valvula WUR para gerenciar as pressões do dosificador,somente após 83 que a MB adotou a KE-jetronic,com um gerenciamento eletronico das pressões via válvula EHA,mas se desligar toda a eletronica continua funcionando,só que a meia-bomba,hehehehe......

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  38. Zé da Silva19/11/11 10:13

    MAO
    Continuo achando vc um poeta o post está uma delícia, quanto a esfriada do blog ( opinião de alguns, não a minha ) podem aguardar que o AC virá com tudo.

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  39. Daniel San19/11/11 10:45

    Hitler foi de fato um dos ditadores mais cruéis da história,mas pra "merecer"o lugar mais alto do pódio teria de dividir a reta,pára-lama com pára-lama com Stalin e Pol Pot,sendo que este,proporcionalmente à população do Camboja foi quem mais matou gente,e contra seu próprio povo. O que seria das ditaduras sem as ideologias...
    Quanto ao 600 M100,típico "carro de macho",antecipou em alguns anos o conceito "diabo com roupa de santo". Se não me engano,esse sistema Bosch de injeção direta estreou no Mercedes 300SL Asa de Gaivota,não foi? A engenharia alemã vira e mexe pinta com uma surpresa,mostrando de que não só de Ferrari vive o homem...

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  40. gaboola
    Mas é justamente aí que está a graça. Com um "motor de tanque" desses, tu extrai 50 cv e ele nem sente.
    Daniel San
    O motor M198 do SL usava injeção direta, no que foi uma primazia.
    A do M100 era indireta mesmo.

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  41. Alguém aí também achou o formato do painel do 300 SEL familiar??

    Não acham que se parece com o do VW Passat até '84?

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  42. Tanque alemao

    A famosa filmagem em Paris foi feita com um destes?
    Obrigado

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  43. Eurico Jr.19/11/11 15:34

    Mao, parabéns pelo texto soberbo.

    Tem coisas que só o AE faz pra você!

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  44. Joel
    Pois,foi o q. o pessoal da AMG acabou fazendo com os SEL V8,ara essa!E foi bem mais q. os 50 cavalinhos...
    No caso da Grosse 600,q.fazia os zero a 100 em 10 segundos e andava a 200 Km/h a 4000 rpm,250 cv tava de muito bom tamanho.Pelo menos,não há registro de reclamações...
    O RR Silver Shadow,da mesma época(e preço)tinha menos cavalos,velocidade máxima e aceleração menores e nem por isso foi considerado pouco satisfatório.
    Mas, houvesse grana,seria tanto interessantíssimo - como potencialmente desastroso - instalar um chucrute AMG numa dessas barcas gloriosas...

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  45. Fizeram isso no de corrida hehehe.

    É que não adianta, sempre que leio sobre algum motor marcante, tenho vontade de saber como fica preparado.

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  46. Tá mais pra muscle car que pra hot rod, mas mesmo assim, belo post.

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  47. Maravilhoso post MAO, e já que vc fez uma associação entre a Mercedes e a VW com o regime nazi, aqui vai uma lista de empresas alemãs que usaram mão de obra judia escrava na WWII:
    Nome _________________Ramo da Atividade
    Allianz_________________Seguros
    Stihl __________________Máquinas e Equipamentos
    Basf __________________Química
    Bayer _________________Química e Farmacêutica
    Beiesdorf ______________Cosméticos
    BMW __________________Automobilístico
    Commerzbank __________Financeiro
    Daimler-Chrysler ________Automobilístico
    Degussa-Huls ___________Metais preciosos, química
    Deutsche Bank __________Financeiro
    Lufthansa ______________Aviação
    Henkel ________________Química
    Hoechst _______________Química
    MAN __________________Automobilístico
    Mannensmann __________Siderúrgico
    Robert Bosch ___________Peças de automóveis
    Siemens _______________Equipamentos, Telecomunicações
    Thyssen-Krupp __________Siderúrgico
    Varta __________________Peças de automóveis
    Volkswagen _____________Automobilístico
    Fonte: http://avidanofront.blogspot.com/2010/02/trabalho-escravo-em-industrias-alemas.html

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  48. Com meu humilde julgamento de engenheiro mecânico, creio que seja:
    A Ferrari, o status; A Porsche, a engenharia; A BMW, o comportamento dinâmico; A Rolls, a nobreza; A Citroën, a inovação(ainda que no Brasil seja um fiasco); As japonesas, a qualidade construtiva; A Lamborghini, a ousadia; A Volks, a popularidade; A Ford, a constância; A GM, a onipresença; A Crysler, a rebeldia; A Fiat, o corporativismo; A Bugatti, a esportividade...
    E a Mercedes é tudo isso junto, em maior ou menor grau conforme época e modelo.

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