SE OS CAPACETES PUDESSEM FALAR

O que diriam, além das xingações?
Fazendo parte da grande coleção de Dick Wallen, agora hospedada na garagem do Tom Malloy, esses capacetes são dos pilotos da belle époque da USAC (Automóvel Clube dos Estados Unidos). Olhando-se bem dá para ver os nomes. Ainda assim, aqui vão:

Jim Clark, Indy 1966. Um ano que não foi nada bom para ele.


A.J. “Tex” Foyt (bem, ele é texano…), com certeza usado em corridas de Sprint Car, provavelmente entre 1959 e 1965.


Arnie Knepper, um dos meus heróis da juventude. Imagine, uma vez ele chegou em terceiro na Hoosier 100! Difícil de acreditar…

“Big Daddy” Don Garlits, o rei da NHRA com os seus Swamp Rat rail dragsters.


Bobby Unser, irmão do Al Sr., tio do Al. Jr. Ganhou a Indy em 68.


Gary Gabelich, o capacete enfeitado de joiazinhas, com certeza refletindo sua grandiosidade. 1.002 km/h em Bonneville...


Gordon Johncock, o “GORDY”.


Jim “Hercules” Hurtbise, o "HERK”, com as mãos queimadas reconstruiías em forma circular para poder segurar latas de cerveja…


Janet Guthrie, a primeira mulher a correr na Indy.



J.C. Agajanian, promotor sem igual, com o seu famoso chapéu de caubói.


Johnny Rutherford, o “Lone Star JR”, texano (claro!) e campeão da Indy.


King Richard Petty, que nem precisa de apresentação ou explicação.


Mario e Mario.




O inesquecivel Mark Donohue.


Ralph Ligouri, última geração antes dos outros.


O refinado Peter Revson, não só herdeiro da fortuna da família Revlon, mas um dos melhores pilotos no mundo na sua época.


Rick Mears, quatro vezes campeão da Indy


Rodger Ward, campeao da Indy em 59 e 62.


Parnelli Jones, provavelmente usado para corridas de Sprint Car.



Tom Sneva, o primeiro a alcançar 320 km/h e 340 km/h na Indy.



Vendo alguns desses capacetes na vitrine dá vontade de festejar. Outros, vontade de chorar. Só entre esses pilotos aí, quarto morreram em acidentes na pista. Outros cinco não estão conosco mais, vítimas de outro tipo de acidente, idade ou tempo. Mas que bom saber que os demais ainda estão por aqui, gozando dos velhos tempos e aproveitando a vida.
Será que sobreviveram por causa desses capacetes? Ah, não, especialmente com os perigos da época. Com certeza foi intervenção divina…

RP, de Huntington Beach, Califórnia

12 comentários :

  1. Mister Fórmula Finesse26/11/09 16:09

    Fiquei curioso em relação ao Jim “Hercules” Hurtubise...na verdade, mais de um terço desta lista eu desconheço (depois os americanos que são ignorantes...rs)

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  2. Caramba, vendo as fotos dos capacetes descobri que conheço pouco sobre pilotos americanos...

    Mas olhar o capacete de Gary Gabelich e saber que o dito cujo já rasgou Bonneville Salt Flats a mais de 1002 km/h, é de arrepiar!!!

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  3. Li mais um pouco sobre o Herk, devia ser um sujeito fascinante, mas que azar que ele deu!
    Rex, fala mais um pouco sobre esse povo!

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  4. Carlinhos Brown27/11/09 11:48

    “Ei rapaz! Use o capacete, e com ele se proteja de qualquer cacete!”

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  5. Muito legal, essa coleção. E o mais legal é que esses capacetes aparentemente não passaram por nenhuma restauração e portanto preservam aquela indefinível pátina de autenticidade. É justamente isso que os eleva da condição de meros objetos utilitários para a de testemunhos da história, com a capacidade de contar essa história para quem estiver disposto a ouvir.

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  6. Depois de ver esses capacetes dos tempos heróicos, fiquei pensando sobre a importância que os capacetes passaram a ter na F1, onde eles são praticamente o único meio (pelo menos para o público) de identificar os pilotos de uma mesma equipe. Antigamente, o normal era fazer isso pelo número do carro, mas na lógica da F1 atual, cada milímetro do monocoque é valioso demais pra ser desperdiçado com qualquer coisa que não seja propaganda.

    Até o final dos anos 60, quando o Colin Chapman abriu essa caixinha de pandora ao rebatizar sua equipe de Gold Leaf Team Lotus, os carros da F1 traziam as cores dos países de origem, o nome e número do piloto, e a indicação do tipo sanguíneo. E só.

    Hoje, em plena era de Red Bull, é divertido lembrar que os cultores da F1 daquela época tiravam o maior sarro dos americanos pelo comercialismo das suas equipes, que tinham nomes como "Olsonite Eagle" ou "Dean Van Lines Special"... quem te viu e quem te vê!

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  7. Oi Thulum. E verdade, sem limpar, sem restaurar. Sao preservados como sairam da pista a tantos anos atras.

    E a voces que querem saber mais sobre o Herk, pena que o meu portugues nao e suficiente para descrever a vida dele. Uma vida cheia. Uma vida gozada. Uma vida pelo menos um pouco tragica. Basta dizer que o Herk era tao, vamos dizer, "americano" que negava a chegada dos carros de motores traseiros e continuou tentando competir com uns velhos roadsters ate o comeco dos anos 70. Sempre patrocinado pela varias cervejarias, ele acabou sofrendo muito nos varios acidentes que teve. Com isso, e interessante que morreu de enfarte, a muitos anos depois de afastar-se das pistas.

    Nem preciso dizer que os fans adoravam ele (mais pelo alto consumo de cerveja em qualquer lugar -- no carro e afora do carro), do mesmo jeito que adoravam o Eddie Sachs -- outra figura gozada e ao mesmo tempo tragica. Era epoca em que os pilotos realmente sabiam aproveitar a vida, gozar de tudo, e nao preocuparse de nenhuma maneira com "political correctness" ou homenagens sem fim aos patrocinadores.

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  8. Rex, acho que poucos de nós conhecemos mais detalhes de vários pilotos americanos, e de provas como a Hoosier 100. Você pode escrever mais sobre tudo isso, estamos com muita vontade de ler.
    Obrigado.

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  9. Rex

    Se quiser escreve em inglês que eu ajudo a traduzir.

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