POUCA COISA MUDOU

Relendo o penúltimo post do CZ, lembrei dessa antiga propaganda da Caterpillar (acho que de 1962), que discorria sobre os problemas logísticos do país e o custo por km rodado em uma estrada de terra e em uma estrada asfaltada (respectivamente, Cr$ 4,50 e Cr$ 2,60).

Hoje o foco não está apenas no consumo, mas também nas emissões de poluentes: de nada adiantarão os pesados investimentos em novas tecnologias se a estrutura viária brasileira não for atualizada.

FB


12 comentários :

  1. Até mesmo para essa tecnologia chegar até nós, precisaremos da precária estrutura viária brasileira, já uqe a maioria das mercadorias a venda no Brasil são transportadas via transportes rodoviários, correndo riscos até de serem danificadas.

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  2. Já li em algum lugar que o transporte ferroviário de passageiros teve sua pá de cal em 1957 com a entrada da Mercedes-Benz no Brasil.

    A diminuição de caminhões em nossas estradas facilitaria em muito a manutenção das vias.

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  3. Bah! Pior que é bem por ai mesmo.
    Os caminhões estragam as estradas, as estradas estragadas estragam os caminhões, o custo do transporte aumenta o que faz aumentar o custo das mercadorias, entre elas o próprio combustivel, que também é usado para abastecer os caminhões...

    Um circulo vicioso sem fim que só faz aumentar o custo de tudo e empobrecer o país...

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  4. Não é nem preciso ir muito longe nessa questão de vias sem condições ideais de tráfego. Bastam as infindáveis lombadas espalhadas sem critério pelas nossas ruas. Se não fosse preciso frear e acelerar a cada uma dessas tralhas, haveria uma redução na emissão de poluentes. É desperdiçado combustível duas vezes: primeiro ao frear, pois transforma-se a energia de movimento em calor; em seguida, para colocar o carro em velocidade normal novamente, lá vai mais energia do combustível ser transformada em movimento de novo...

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  5. Esse absurdo é maior do que parece.

    Vi uma vez uma tabela mostrando comparativamente o custo da tonelada de carga transportada por quilômetro rodado. Nessa tabela havia hidrovia, ferrovia, transporte marítimo,...
    Nela, o transporte rodoviário só não era mais caro que o transporte aéreo.

    O Brasil é um país de dimensão continental e com um dos mais longos litorais do mundo.
    Em tese, deveríamos ter uma tradição náutica por excelência.

    Mas cadê a nossa indústria naval? Cadê os serviços de transporte marítimo de carga?

    Carros fabricados pela Volks e pela GM em São Bernardo poderiam apenas descer a serra para embarcar em um navio cegonheiro para entrega no Rio Grande do Sul ou no Amazonas. Mas vai de caminhão cegonheiro pelas rodovias mal conservadas daqui até lá. E o comprador que pague o custo do transporte.

    Racionalizar o transporte de cargas no país beneficia a todos.
    Se os caminhões fossem substituídos por navios, as estradas teriam tráfego principalmente de automóveis, que não desgastam tanto a estrutura da estrada. Sem caminhões para dividir as pistas, as viagens de automóveis ficariam mais seguras e sem os custos que os acidentes causam.

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  6. Road Runner

    Não há fluidez nas estradas nem nas cidades. Tanto falam em emissão disso e emissão daquilo, mas ninguém pensa no principal: as estradas.

    Mas fazer o que: estão colocando lombadas até nas rodovias...

    FB

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  7. Estou com o AD, o Brasil deveria investir no transporte marítimo.

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  8. O Brasil deveria investir em transportes ferroviário, hidroviário e maritimo, eu acrescentaria ao texto do André.

    Não se "rasga" uma hidrovia comercialmente viável entre Porto Alegre e Cuiabá. Ou Brasília até Fortaleza. Isso é trabalho para as ferrovias.

    Sempre tive uma certa queda pelas ferrovias. Não sei se corre nas minhas veias a descendência de ferroviários (Avós e bisavós que trabalharam na Noroeste do Brasil e FEPASA), se por causa de um falecido tio que me levava nos pátios da NOB em Bauru para pilotar as decanas GE U20C, nas ditas manobras (Manobra é o jargão que meu tio utilizava para formar uma composição de vagões em específico.)

    Temos pouco menos território que os EUA e possuímos mais ou menos a meama malha ferroviária que eles possuíam por volta de 1850... Isso! Mil oitocentos e cinquenta.

    Como isso pode acontecer em um país de dimensões continentais? Muitos produtores da região do MT enviam suas exportações para embarcarem no Chile, pois é mais viável, do que descer para Santos, por causa das rodovias. Alguns destes barões tiram do bolso para asfaltarem algumas estradas, pois é mais barato eles manterem a estrada do que perderem cargas e caminhões com atrasos, dado as péssimas qualidades das rodovias naquelas regiões.

    E não adianta querer "reconstruir" a malha ferroviária tupiniquim. O que existe, é lixo... Estradas sinuosas de bitolas estreitas e cheias de curvas e dormentes podres. Péssimo para uma ferrovia moderna.

    Não precisa ser trens ultra-rápidos ou de passageiros. Precisamos de uma malha de transportes decente para podermos escoar todo esse potencial que o .br tem de crescimento e liberarmos os caminhões de boa parte das rodovias.

    Mas isso as empresas fabricantes e de autopeças não querem. Nem as concessionárias de rodovias. Nem os "barões" dos transportes rodoviários, nem... Nem... Nem...

    Crescimento "sustentável"? Só com uma única condição!

    INFRAESTRUTURA!

    Ou constrói-se casa por paredes, para depois teto e alicerces?!?

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  9. O Brasil, a despeito de seus vários problemas, tem experimentado enorme crescimento nos transportes de carga.
    A distribuição de modais logísticos aqui, acompanha de certa forma a Europa e EUA, ou seja, rodovias crescem mais que outros modais e ganham participação, por serem mais competitivas nos custos totais logísticos. Isso impulsiona produção de caminhões. Aqui e lá fora.
    Cresci convivendo com o mito de que ferrovia fazia mais sentido, mas depois das privatizações, estas se desenvolveram, atendem sua demanda de forma adequada, mas seguem perdendo terreno.
    O ponto levantado pelo FB é válido, ainda temos muitos problemas de infraestrutura e nem o PAC está com foco adequado a resolver os principais deles... Estivesse, nosso crescimento econômico saltaria a outros patamares.

    CZ

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  10. e ai felipe.....blz cara ? como esta ?

    abraço, Fernando Gennaro

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  11. É isso ai! pode crê! É nóis!

    abraço, De Gennaro Motors

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  12. É isso ai! pode crê! É nóis!

    abraço, De Gennaro Motors

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