CARRO DO ANO 2009... ESSE TÍTULO JÁ SIGNIFICOU ALGO PARA VOCÊ?

Hoje vou falar de dois mundos, o do lado de cá, do consumidor que cria uma imagem a partir da propaganda e do que lê e vê nos meios de comunicação, e o do lado de lá, dos homens que trabalham nos bastidores para criar as imagens.

Muitos torceram o nariz quando foi anunciado que o Chevrolet Agile havia levado o prêmio de "Carro do Ano", promovido pela revista Autoesporte. E eu também fui um deles.

Pode parecer contraditório a quem, há poucos dias, questionava neste espaço se as críticas prévias, coincidentemente a esse produto, eram pertinentes, mas é justamente o que estou fazendo novamente agora: como pode um automóvel ser o "Carro do Ano", apenas semanas após seu lançamento? Como pode alguém eleger um produto como “a melhor ideia, o melhor projeto, que se transformou em objeto do desejo do consumidor brasileiro” entre seus pares ou perante outros lançamentos, se não houve tempo suficiente para avaliá-lo comparativamente com critério, neutralidade e isenção? É o elogio, a crítica favorável, antes de conhecer devidamente o carro, exatamente a mesma situação, do lado oposto! Igualmente descabida.

Essa questão obrigou-me a voltar um pouco na história dessa e outras premiações similares no mundo do automóvel.

Para mim, O "Carro do Ano" era O CARRO, ou seja, um destaque, seja por tecnologia, inovação, qualidades, ou tudo isso, muitas das vezes que eu estranhava a escolha de certos modelos, me perguntava como pode tal carro ser o "Carro do Ano" se ele não tem atributos suficientes? E quando não vendia lhufas? Ou até ter sucesso, mas efêmero? Ué, já pararam de fazer esse modelo? Não havia ele sido "do Ano" há pouco tempo? Por que outros produtos concorrentes no segmento ou de outros vendiam muito mais? Seguiam vendendo mais como que ignorando a premiação deste?

Pensando em retrospecto, na verdade eu estava analisando as coisas de forma cândida e lógica, imaginando que um júri usara de certo critério para chegar a um veredicto sobre um produto e o divulgava na mídia, como forma de servir aos potenciais compradores com informações a respeito de um automóvel que podia lhes ser desconhecido, seja por que o modelo era novo e o público comprador não tivera a oportunidade para tal. A imagem de "Carro do Ano" poderia bem ser um automóvel que o público simpatizara, por suas várias qualidades também, ou seja, esse júri entendia de automóvel e pessoas, de certa forma sabia ler seus anseios e desejos e lhe indicava o produto eleito, para ajudá-los na sua escolha para compra do próximo carro.


A origem do prêmio "Carro do Ano" data de 1966. Na verdade, esse título começou na Europa dois anos antes e reza a lenda que Mauro Salles, então à frente de marketing e comunicação da Willys-Overland do Brasil, inspirara-se neste prêmio europeu e recomendou que repetissem fórmula semelhante aqui ao jornalista José Alexandre Quintão, então proprietário da Efecê Editora, que editava as revistas Mecânica Popular, Autoesporte e Flair Play (primeiro título de revista masculina do País), para nomearem a picape Willys Rural. O júri? o conselho editorial da revista. Foi então que saiu o primeiro prêmio de "Carro do Ano" no país.


Três anos mais tarde, esse conselho editorial havia escolhido o Opala, mas houve uma reviravolta interna na Efecê e o prêmio acabou sendo concedido ao Ford Corcel. Na discussão acalorada sobre os critérios e a sua coerência, prevaleceu a ideia de que o Corcel teria uma família de veículos: quatro portas, cupê, perua, picape e van (estas duas últimas nunca seriam lançadas), enquanto o Opala era somente aquele modelo quatro-portas, sem visões futuras de novos membros da família -- até aquele momento, pois depois vieram o cupê e a Caravan. Pesou também o apelo do Ford, carro mais acessível que o Opala, lembrando que o prêmio imediatamente anterior fora para o Galaxie, do segmento de luxo e destinado para os mais abastados. A alternância seria benéfica, retirando uma possível e indesejável conotação de somente eleger carros da "elite".

Com o passar dos anos, a ideia de aprimorar os critérios de escolha, bem como o fórum de seleção, foram tomando corpo. No início dos anos 70, passaram a integrar o corpo de jurados jornalistas especializados do setor automobilístico de todo o Brasil e esse grupo seguiu participando sucessivamente das escolhas do "Carro do Ano" com algumas mudanças de membros até 1999, quando o jornalista responsável pela edição do prêmio da revista Autoesporte, já parte da Editora Globo, decidiu que era hora de reformulá-lo.

O grupo de escolha, que já não era exclusivamente dedicado a cadernos de automóveis, perdera mais de sua identidade automotiva, pois havia alguns profrissionais, considerados colaboradores da imprensa nacional de menor prestígio; todos estes foram convidados a se retirar do corpo de jurados. Em seu lugar, muitos jornalistas de diversas revistas da Editora Globo passaram a eleger o premiado.

Se a ideia de reformular o prêmio escolhendo novos jurados parecia adequada, o resultado final ficou pra lá de questionável. Onde é que haveria lógica em pedir a um repórter da seção política da revista Época para votar e eleger um "Carro do Ano"? Quem mediu ou avaliou suas habilidades ao volante, pilotagem, experiência, quilometragem etc.? Somente se seção política estivesse ligada a critérios políticos...

Os profissionais saídos da eleição de "Carro do Ano" formaram a Abiauto (Associação Brasileira da Imprensa Automotiva), que por sua vez não podendo usar da marca "Carro do Ano", pertencente à revista Autoesporte, criou o Prêmio Imprensa Automotiva. Se por um lado, manter o corpo de jurados igual a antigamente poderia parecer mais adequado que a nova fórmula da Autoesporte, dada a experiência de vários anos em avaliar automóveis, estes também deram suas escorregadas. O Chevrolet Prisma foi eleito o Melhor Carro Nacional e Carro Abiauto no ano de seu lançamento. Detalhe, a escolha foi feita antes mesmo de seu lançamento...

Ao serem questionados, alguns jornalistas se defenderam alegando que haviam rodado uns poucos km em unidades cedidas pela GM para sua avaliação prévia... e há mais eleições em publicações especializadas, algumas convidam leitores a votar por internet. Cada critério... A quem discordar, tente associar ao fato de um diário argentino que lançou votação pela internet, para escolher quem fora melhor, Maradona ou Pelé. Algum brasileiro, rato de internet descobriu, espalhou e, não só entupiram o servidor desse diário, como Pelé levou por larga margem, precisariam haver nascido seis vezes mais argentinos para equilibrar aquela votação.

E do lado dos fabricantes? Bem, dadas as regras de seleção ao automóvel do ano, alguns fabricantes passaram a empenhar-se mais do que outros em obter esse prêmio para os carros da casa, jogando o jogo da melhor forma possível ante as circunstâncias. Houve muitas ações, consideradas hoje um exagero, sempre em nome do famoso prêmio, como convidar jornalistas ao Salão de Frankfurt, ou de Detroit, ou ambos (Frankfurt é bienal). Não digo um ou dois, mas 30, 40 deles, todas as despesas pagas e conhecer de perto os melhores carros da marca patrocinadora da viagem, seu mais recentes lançamentos, as novas tecnologias.

Lembrando sempre que o Brasil, com poucas marcas até 1997, tinha menos lançamentos ainda, portanto atrair a atenção dos jurados que aqui era aqui e lá fora era o lugar onde se transpirava modernidade automotiva e, se determinada marca detinha produtos tão atraentes, seguramente os seus automóveis brasileiros "herdavam" isso em seu DNA. Mesmo quando o índice de carros tecnologicamente obsoletos beirava 100%.

Há também lançamentos que são cuidadosamente planejados para serem feitos poucas semanas antes da eleição, quando o efeito lançamento está mais '"fresco" na cabeça dos jornalistas que outros automóveis que chegaram alguns meses antes ao mercado, portanto menos presentes na memória de quem avalia carros diferentes, toda semana.

Curioso notar que ter o "Carro do Ano" na casa não necessariamente lhe rendia mais vendas, mas seguramente para os executivos das matrizes dos fabricantes, ou seja, dentro da organização, a premiação tinha significado de maior prestígio que no mercado. Como já dissera no início deste post, por anos acreditei que o prêmio quisesse dizer algo a respeito do produto e atributos e seria lógico afirmar que essa minha crença também fosse de parcela considerável de compradores de carros menos avisados.

E como é o prêmio de carro do ano na Europa? Convido-os a visitar o Wikipedia e colherem suas próprias observações. Sem prejulgar esta ou aquela publicação automobilística, nenhuma delas faz parte de minha seleção que considero topo de linha... O que dizer de alguns premiados... Houve também excessos, em 98 ou 99, não estou bem certo: um jornalista do corpo de jurados encontrou num modelo Ford Mondeo a etiqueta "Special for Press", mal-escondida e depois notou que a mesma etiqueta estava em todos os carros cedidos para avaliação deles. Naturalmente, passada certa discussão, os jurados decidiram retirar esse modelo da lista dos pré-selecionados a levar o prêmio, mas esse descuido da turma da Ford apenas tornou patente uma prática não exclusiva desse fabricante, tampouco exclusividade europeia.

No Brasil, os motores dos carros a serem cedidos à imprensa de alguns fabricantes eram selecionados após certificarem-se em dinamômetro que estavam com características de performance acima da média de produção, assim como os carros preparados a dedo, por turmas específicas em atender a imprensa...

Voltando ao prêmio da revista Autoesporte, em 2008 houve nova reformulação nos critérios, passando a integrar o corpo de jurados 27 profissionais da área. Alguns engenheiros da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) e SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade) foram convidados a participar da escolha na categoria de melhores motores, tudo bastante claro e definido, agora transparece ndo mais isenção. No entanto, há ainda pontos questionáveis (leia) como, por exemplo, o regulamento diz er que o corpo de jurados pode votar no carro antes do lançamento, sendo a data-limite para inscrever os modelos participantes, 28 de outubro. Ora, isto não condiz com o segundo parágrafo do prêmio, “de premiar projetos que se transformaram em objetos do desejo do consumidor brasileiro”... Como, se o carro ainda não foi lançado? Os jurados têm uma incrível visão futura então...

A eleição do "Carro do Ano" tem muitos lados positivos: promove o produto automóvel, gera bons movimentos na mídia, agita os fabricantes a se esmerarem para trazer esse cobiçado prêmio para casa e vejo como positivo até a revisão de regulamentos, onde se nota intenção de trazer boas mudanças. Enfim, se toda a intenção de melhoria dos critérios fosse bem-sucedida do início até à conclusão da escolha, acredito que os méritos do "Carro do Ano" seriam melhor recebidos pelo público e o prêmio, com uma imagem de seriedade muito maior que a de hoje. Ainda há tempo.

Fontes: Wikipedia, sites automotivo.
Certas informações foram obtidas de um pequeno extrato do futuro livro de memórias do jornalista Luiz Carlos Secco.

39 comentários :

  1. Pergunta: são divulgados os nomes dos jurados e suas atividades? Tem alguém especializado em design ou meio ambiente entre os jurados por exemplo?

    Como motorista e consumidor dou um pouco mais de valor à pesquisas do tipo "satisfação do proprietário"...

    E essa de opinar sem antes lançar o carro é furada total.

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  2. Para vender( caro,muito caro) seu peixe, ainda mais quando ele não é lá um Dourado ou Abadejo daqueles, vale tudo.

    Mas em automóveis duvido muito que alguém vá comprar um carro O km no século XXI por ele ter um título de imprensa.

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  3. O culpado é a pŕopria imprensa especializada no setor,a maioria só fala que o parachoque é da cor do carro, que os relógios tem fundo branco,etc, só babaquice,avaliação séria que nem o Marazzi fazia ou mais recente um JLV da vida nunca mais,é cada asneira dita nessas revistas " especializadas" ( em falar abobrinhas) que eu nem consigo comprar nenhuma,ler só se eu estiver cagando no banheiro,hahahahaha....alguém se lembra do tempo da quinta roda?do burômetro? dos testes de frenagem?Da aferição do velocímetro? Hoje é menos técnica e mais firula , vai falar mal do carro do anunciante na revista para ver se a editora não se lasca toda ,ainda bem que temos colunas como estas para conversar com gente que entende e gosta da coisa, vejam as perguntas e respostas dos leitores de certas revistas , dá vontade de vomitar nelas...na tv a mesma bosta, o Vrum nem consigo assistir mais , Autoesporte tb é outra merda,o tal do Carlos Cunha no programeco dele(que é +de 50% do tempo fazendo jabá da concessionária GM dele) falou literalmente que a melhor maneira de freiar emergencialmente um carro é enfiar o pé na tabaca,travar tudo,o carro pára mais rápido assim, o cara nunca deve ter visto na vida dele um ABS funcionando, na mesma hora mandei ele tomar aonde as galinhas tomam e mudei de canal,um besteirol desses em pleno domingo à tarde,depois do meu almoço,me tira o tubo!!!!!!!!!

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  4. Imparcialidade. É justamente o que a imprensa precisaria. Sim... Não errei ao conjugar o verbo.

    Aquela imparcialidade que, ao menos nos transparece, que um Marazzi fazia, realmente parece não existir mais.

    Um dos poucos prêmios "Carro do Ano" que concordei, foi o do Omega 3,0l no início da década de 90. Não me recordo de qual publicação.

    Esse carro, perto de todos os então produzidos para os tupiniquins, não era um carro. Era qualquer coisa muito boa, menos um carro. O Bob fez uma narrativa do Omega, em primeira pessoa inclusive, muito legal ao meu ver. Aquilo traduz tudo sobre o veículo. Aquele acredito que fora um dos únicos prêmios "Carro do ano" que concordei. Dado o momento político, dado ao carro em sí, dado aos conceitos introduzidos, etc. Pena que tudo daquilo, parece que foi "esquecido", em prol da economia. Primeiro retornando o velho "250S reformulado", depois sua substituição pelo "canguroo version".

    Não sou nenhum profundo conhecedor de veículos. Mas também não posso aceitar um "Belina" como se fosse o melhor carro do ano, do mundo, da galáxia...

    Dependendo do "jabá", qualquer "Belina Turbo adaptada" fica o melhor carro do mundo.

    E como sabemos, querendo ou não, dinheiro corrompe qualquer um. Se não agora, mais tarde. Infelizmente.

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  5. "é cada asneira dita nessas revistas " especializadas" ( em falar abobrinhas) que eu nem consigo comprar nenhuma,ler só se eu estiver cagando no banheiro,hahahahaha...."

    hauHAUHuahUHAUhuHAu! Essa foi boa!

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  6. Também daria crédito ao Ford Ka em 1998 senão me engano (pelo design que depois viraria referência pelos vincos e tal...).

    Li esses dias na maior revista brasileira uma nota sobre o novo Bugatti Gallibier, que celebraria o centenário (algo assim...) da marca Italiana (!)

    99,9% da imprensa automotiva é vitrine, jabá. Na tv então... só comentários chuchu... sem gosto e sem valor nenhum...

    Viva este blog, o BestCars... onde encontro informação de qualidade muito muito superior.

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  7. Muito bom este post e os comentários até o momento.

    Eu não dou a mínima para eleição ou título de carro do ano, justamente pela falta total de imparcialidade nos dias atuais. Além do que, para mim, o que interessa em um carro é se o conjunto me agrada, independentemente se é o melhor do segmento, possui tecnologia de ponta e outras coisas.

    O carro do ano para mim tem que ser honesto em sua proposta, sem exageros em todos os aspectos.

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  8. Rodrigo,
    Procurei no site da publicação e não está divulgado. No meu entender, saber quem faz parte do júri, pode não significar muito, no entanto há outras publicações européias que divulgam o nome dos jurados. Se eles entenderem isso lhes pode conferir mais credibilidade, por que não?

    CZ

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  9. Eu gosto bastante da Car and Driver e também da revista/site Autoesporte. Tambem gosto do Bestcars, mas ultimamente não tenho acompanhado muito.

    Essa questão do carro do ano, ou melhor carro eleito pela revista X ou Y, realmente não faz a mínima diferença pra mim, os critérios de avaliação são sempre muito subjetivos e contestaveis.

    Crossfox ganhando titulos? Só se for de melhor guilhotina de dedos....

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  10. TV ?

    Testes filmados do Emílio Camanzi,programa Vrum,SBT.

    Um dos últimos redutos da técnica combinada à isenção.

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  11. TV? Prefiro mil vezes quando o Keller e o Bob gravam os vídeos e postam aqui no blog.

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  12. O Camanzi aida se salva,é galinha velha da geração boa da 4R, o Bóris não dá, cuspidor de paradigmas que cantam para ele e depois vomita na TV como verdade absoluta,me tira o tubo!!!!! Para mim,o carro do Ano tem que:

    1-Ser uma novidade na essencia e ter avanços tecnológicos consistentes, não uma casca nova com a alma antiga.
    2-Sucesso de público e de vendas .
    3- Que ele possua características marcantes de desempenho,consumos,dirigibilidade,facilidade de manutenção.

    Resumo,tem que ter um over em cima da concorrencia enqto a mesma não contra-ataca...

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  13. Alexandre Zamariolli15/11/09 12:09

    Se a coisa continuar assim, não demora muito para as revistas "especializadas" anunciarem a eleição do Carro do Ano... que Vem.

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  14. Nico acima da lei15/11/09 12:31

    Tá mais para carro do anus...

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  15. Respondendo a quem quiser saber: lista dos eletiroes do "Carro do Ano"
    Veja abaixo os eleitores do Carro do Ano de acordo com as categorias:

    Carro do Ano

    Adalberto Vieira – Cruzeiro do Sul (SP)
    Antonio Fornazieri Jr. – Correio Popular (Campinas - SP)
    Antonio Puga – Jornal do Brasil (RJ)
    Chico Lelis – Diário do Comércio (SP)
    Douglas Mendonça – Motorshow
    Eduardo Bernasconi – Fullpower
    Eduardo Fonseca da Rocha – Auto Press
    Fabio Márcio de Proença Doyle – ANA
    George Guimarães – Autodata
    Gilberto Leal – Zero Hora (RS)
    Glenda Pereira – Diário de São Paulo
    Joel Silveira Leite – Autoinforme
    Jorge Moraes – Diário de Pernambuco
    Luis César de Souza Pinto – Diário do Povo (Campinas - SP)
    Luiz Guerrero – Car and Driver Brasil
    Marcellus Leitão – O Dia (RJ)
    Marcus Vinicius Gasques – Revista Autoesporte
    Paulo Henrique Cruz – Correio do Estado (MS)
    Raimundo Couto – O Tempo (MG)
    Renato Ferraz – Correio Braziliense (DF)
    Roberto Massignan Filho – Gazeta do Povo (PR)
    Sueli Osório – Diário do Grande ABC (SP)
    Wilson Toume – Revista Carro
    Tirando alguns pouco (Car & Driver, Autoesporte, Revista Carro) qual desses veículos é relevante no meio automobilistico?
    Sinceramente, estou com o companheiro "para ler no banheiro".

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  16. O mais irritante é ver os fabricantes usando os selos de Carro do Ano, Melhor Carro e etc nas propagandas.

    De todos esses títulos, para mim o melhorzinho é o da Quatro Rodas, Os Eleitos, porque é o único em que os proprietários avaliam seus próprios carros.

    PK

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  17. Alexei,

    você disso: Mas em automóveis duvido muito que alguém vá comprar um carro O km no século XXI por ele ter um título de imprensa.

    Sabe o que é pior? O fabricantes acreditam que acontece isso. Quando algum de seus carros vence algum prémio desses eles usam esse endosso para tentar convencer o consumidor. Quando na verdade deveriam se preocupar em faze carros realmente bons, com a melhor relação custo benefício do mercado, que não apresentem defeitos, que tenha um excelente atendimento desde a venda até o pós-vendas.

    A Ford está listando nos seus anúncios impressos todos os comparativos ganhos pelo Focus. Isso não muda o fato do Focus ser o único carro não flex do mercado. Certo ou errado, na cabeça do consumidor isso não desce.

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  18. Maluhy

    Nem pra ler no banheiro essas revistas "especializadas" servem, minha merda merece mais respeito hahahaha.

    Chiavaloni

    Eu tinha 8 anos quando o Omega foi o "Eleito do Ano" e lembro como o carro era avançado em termos de Brasil. Das eleições que lembro, sem dúvida essa foi a que o eleito mais se destacou.
    E a extinta (sim, extinta, porque hoje é 4 Patas) 4 Rodas fez uma capa especial com partes prateadas.

    PK

    Difícil entender porque o Focus não vende como deveria no resto do país.
    Aqui em Caxias do Sul - RS desde a época do lançamento se vê muitos na rua.

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  19. Num país onde a Hyundai tem mais títulos de qualidade que a soma de todas as outras, é até previsível ver o Agile campeão de alguma coisa...

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  20. Joel,

    Sempre existem diferenças regionais.
    Quanto custa o etanol aí?


    PK

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  21. Douglas Mendonça – Motorshow
    Eduardo Bernasconi – Fullpower
    Luiz Guerrero – Car and Driver Brasil

    da lista de jornalistas citados, esses três são os únicos que se destacam e realmente sabem alguma coisa de automóvel

    Os outros fazem parte de um grupo que representa o espírito de "LESA-LEITOR": só falam asneiras, muita bobabem, uma atrás da outra. Defendem interesses das montadoras, nunca o direito de informação do leitor.

    O nível da imprensa automotiva nacional é deprimente. E o conteúdo divulgado é mais deprimente ainda, responsável por uma informação deprimente, que deixa deprimido qualquer um!!!!!!!

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  22. Fullpower como referência?!?

    Valha me Deus!

    É válido o que eles estão tentando fazer no cenário automotivo. Mas eles não fazem de maneira correta ao meu ver. Exemplo foi o teste das 10 turbinas para a Turbo-C. O vídeo está no Youtube. Só procurar.

    Onde já se viu fazer aquele troca-troca de turbinas em um carro em um dino de chassis? Definitivamente este não é uma referência de teste para turbinas.

    "PT de turbina" significa, muitas vezes, overspeed do eixo. Fenômenos como cavitação nego nem lembra que existe.

    Turbocompressores são feitos para trabalharem dentro de uma faixa de vazão e rotação condizentes com as características dele. Existe um mapa de eficiência para o compressor que, neste tipo de teste também nem foi lembrado... Todas as turbinas trabalharam MUITO além dos respectivos ideais. A eficiência máxima delas já tinham "passado" faz tempo.

    Sem dizer que, para mim, pareceu que a MasterPower/Turbo Anhanguera queriam fazer um "jabá" e sairam "ofuscados" pela turbina SPA/Biaggio que nego tanto critica. Só o pessoal da TA e MP falaram. Cadê o pessoal das outras empresas?

    Sei lá. Eu apoiaria mais eles, se eles fizessem algo com mais base técnica e menos entusiasmo. Ao menos eles possuem boa vontade, nesta terra de cegos.

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  23. Depois de ver o monstrinho da GMB ganhando prêmio de Carro do Ano mal tendo sido lançado, decidi-me: não mais leio a Autoesporte. Aliás, atualmente tenho lido pouquíssimo a mídia automotiva impressa. No máximo a Quatro Rodas (que já foi muito melhor do que a atual) e vez ou outra a Car & Driver. Todas as outras deixei no limbo.
    Falaram aqui que andam dando muito valor para besteiras como mostradores sob fundo branco e para-choques na cor da carroceria. Concordo totalmente com o que disseram, ainda mais pensando que mostradores com fundo branco nem sempre têm boa leitura à noite e para-choque na cor do carro basta dar uma encostadinha em uma baliza menos cuidada para ver como aquela pintura fica arranhada, quebrada e outros "adas".

    Seria interessante que este blog abordasse também a influência perniciosa da mídia automotiva nas preferências do consumidor, pois acredito muito que ela tenha emprenhado nosso consumidor com ideias equivocadíssimas. Quem lê revistas desde os anos 80 cresceu com a impressão de que carro de tração traseira era ruim por ter tração traseira, quando na realidade os modelos aqui vendidos eram projetos antigos, com distribuição de peso entre os eixos extremamente desequilibrada e suspensões traseiras de eixo rígido. E isso, em um longo prazo, não duvido ter contribuído um tanto para que não mais tenhamos carros de passeio nacionais com tal solução desde 1998.
    Mais adiante, tivemos o fim do segmento médio-grande de fabricação nacional, devido ao fim do Santana (projeto antiquado) e o sucessor do Vectra B sendo um Astra esticado. Porém, muito antes faziam comparativos de médios-grandes com médios-pequenos encarecidos sem lembrar dessa pequena diferença de tamanho, que se reflete também internamente.

    Os argumentos para que carros de passeio maiores que médios-pequenos e/ou com tração traseira não sejam mais aqui fabricados? A velha historinha de que seriam muito caros de se fazer, aceita acriticamente pela mídia. O argumento do preço alto é o mesmo usado para quererem justificar o não-uso de airbags, ABS, motores multiválvulas, injeção direta e outras coisas que alguns fabricantes estrangeiros para cá trazem a preço muitas vezes igual ou menor que o de um carro nacional.
    Também vejo nessa mídia um nivelamento por baixo. Acham que se sustentam só com o comprador leigo que adquire vez ou outra uma dessa publicações só para saber que carro adquirir, esquecendo-se do fato de que quem realmente sustenta essas publicações é o fanático por carros, que adquire rotineiramente os exemplares, seja por assinatura, seja comprando em banca. E nessa, vemos testes incompletos, fichas técnicas incompletíssimas, textos capengas e outras barbaridades. A quem isso interessa? Ao leitor que não é.

    Talvez estejamos vendo no segmento automotivo da mídia algo semelhante ao que está ocorrendo com a mídia em geral: o leitor cansou-se de ser tratado como lixo ou debiloide que nada sabe, parou de adquirir as publicações impressas e foi para a internet. Não esqueçamos que atualmente o brasileiro informa-se mais pela internet do que pela mídia impressa.
    Já sobre televisão, faz muita falta um programa em estilo semelhante ao Top Gear inglês. Graças a ele é que eu soube que, por mais que a Ford europeia tenha se esforçado, não conseguiu eliminar o esterçamento por torque no Focus RS, esterçamento esse forte o suficiente para que se pergunte se não teria sido melhor usar uma tração integral moderna. Porém, o programa tem por trás uma BBC, que é sustentada por fonte isenta de pressões escusas (o imposto que os ingleses anualmente pagam por um televisor, mais a venda dos programas em DVD).

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  24. Paulo Keller,

    "Os Eleitos" da QR deixa a desejar num ponto importante: restringe os candidatos aos 30, 35 ou 40 (não lembro como foi na última, pois deixei de acompanhar) mais vendidos do mercado. Ora, se você procura o melhor carro na opinião dos donos, que importa se ele vende mais ou menos que um outro considerado pior?

    Em hatches médios, por exemplo, o vencedor de ano anterior (Focus) deixou de concorrer numa certa edição por esse motivo, assim como já não concorriam Stilo, Golf, 307, etc. Restou um só "competidor", o Astra, que então levou o honroso título. Apareceu até na capa como um dos grandes vencedores...

    Só coincidência que o beneficiado Astra seja da mesma marca que agora ganha o polêmico Carro do Ano? Torcemos para que seja.

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  25. O que é marketing ?

    Marketing é uma ciência que faz o consumidor comprar o que não precisa com o dinheiro que não tem.

    O que mais funciona em marketing ?

    Contar uma mentira várias vezes até que vire verdade ( Goebels ).

    Qual revista especializada é a mais confiável ?

    A que não tem publicidade de produtos da sua especialidade.

    Exemplos variados, de automóveis ou não:

    Devido a origem italiana de um escriba, sempre a Alfa Rompeo ganhava do Landau em testes comparativos.

    Interesses ocultos do mais famoso falador da televisão faziam sempre os erros do airton senna passarem para os outros.

    A sandália que nunca solta as tiras...

    Um jornalista pode escrever o que quiser. Aguém que não seja jornalista, não pode contestar pois não tem um veículo igual à disposição.

    Hoje em dia até que é simples comprar alguma coisa sem se dar mal:

    Existem muitas opções, suas chances são maiores.

    Nunca compre nada que lhe é oferecido.

    Sempre desconfie de tudo que tem muita propaganda, papel e tela aceitam tudo.

    Pesquisas de opinião não valem nada pois leigos não entendem nada pra poder dar opinião.

    Ninguem fala mal do produto que comprou, principalmente automóveis.

    Se algo lhe parece caro de mais é porque está muito caro mesmo, caia fora.

    Tente identificar os mitos, e as associações que marcas ordinárias fazem com os mesmos pra enganar você.

    Veículos que vencem no Domingo vendem na segunda feira, só que o que é melhor pra uma pista pode ser o pior para a rua.

    Como os leitores estão migrando da mídia impressa para a internet, cuidado, a internet já tem muita besteira e interesses comerciais.

    Boa sorte.

    Walter Reis

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  26. PK

    Aqui o litro do álcool custa em média R$ 2.

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  27. Títulos são inúteis. Para nada servem, a não ser alardear falsas qualidades.

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  28. Excelente texto CZ!

    Sempre desconfiei dessa história de "carro do ano" indo sempre para aquele modelo recém lançado.

    A pergunta que me vinha a cabeça era sempre a mesma. "Como que esse carro ganha um título se ninguém o testou de verdade?"
    Enfim, o jabá continua em alta e as revistas especializadas cada vez mais desmoralizadas por causa destas pataquadas.

    Pior é ver que quase todas as revistas publicadas pela editora do "4º mês do ano" não conseguem ser imparciais, sempre puxando a sardinha para algum patrocinador abonado, seja ele político ou não.

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  29. Del Carpano17/11/09 14:38

    esse negócio de carro do ano pra mim só valeu 2 vezes, uma do santana e outra do omega. depois só jabá.

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  30. Chiavaloni, me referi a Eduardo Bernasconi, o homem. Entusiasta de primeira linhagem, bom conhecedor. Fullpower é apenas um produto voltado para a molecada e não para o entusiasta.

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  31. Chiavaloni, me referi a Eduardo Bernasconi, o homem. Entusiasta de primeira linhagem, bom conhecedor. Fullpower é apenas um produto voltado para a molecada e não para o entusiasta.

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  32. Calma... Não tenho nada contra a pessoa em sí.

    Mas se os caras (O Edu, Teco e os outros) sabem o que estão fazendo, eles poderiam (e acredito que eles possuam condições) fazer algo com uma boa dose a menos desse "vamos escrever qualquer coisa pois terá quem compre mesmo"...

    Isso que acaba com a credibilidade da distribuição e, por consequência, daquele que assina a(s) matéria(s).

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  33. Nico acima da lei18/11/09 09:54

    Um bom (mau) exemplo é esse Tucson! Eleito o melhor carro pelos travestis, patricinhas e filhinhos de papai....

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  34. Nico acima da lei18/11/09 11:25

    mas minha mãe comprou um e gostou, pois o assento é alto e ela se sente poderóóóóóóóósa.....

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  35. CZ:
    Também me assustei quando ví o anúncio! Neste caso, nada à ver, mesmo!
    Belo Post, indispensável Blog!
    Já estou repensando a renovação de minha assinatura de revista...

    Walter Reis
    Muito iluminado seu comentário. Disse tudo!

    Esvaziaram o prêmio...Me lembra a ideia de comprar vários troféus para por na prateleira de casa, mesmo sem ter ganho nenhum deles!
    Falso, não acrescenta nada ao produto!

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  36. Essa tal de revista Auto Esporte é irmã(filha da mesma mãe) do programa Auto esporte que "fez" uma matéria sobre o Kia Soul e ganhor R$ 300.000,00 por isso!!!

    Vejam o link http://www.blogauto.com.br/kia-paga-r-300-mil-para-materia-do-soul-no-programa-auto-esporte/

    Fala sério!!!

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  37. O sujeito invocado que está entubando o Maluhy, por gentileza, queira TIRAR O TUBO do rapaz, porque ele está reclamando. O Maluhy é largo, mas se está pedindo pra tirar deve ser porque está machucando. Não custa ter um pouco de consideração...

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  38. este premio não merece nenhum crédito ou reconhecimento. Cheiro de "jabá.."
    Ainda bem que muitas pesoas pensam o mesmo. Ponto negativo à AutoEsporte.

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  39. Chiii,pronto,já arrumei um fã,hahahahahaa, e covarde ainda por cima,não bota o nominho,que lindjo,bem enrustido,hahahahahaaa,mas me deixa em paz,chulé, to de dieta,não posso comer carne de porco, hahahahahaahha,deixa o meu tubo em paz, hahahaahahahah...........

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