MUSCLE CAR REVIEW


Outro dia o Paulo Keller escreveu sobre a felicidade de encontrarmos a revista que assinamos na porta de casa.
Um dia depois foi a minha vez de receber minha amiga de papel preferida.
A Muscle Car Review tem uma história conturbada. Encontrei-a pela primeira vez como presente de um amigo que havia viajado aos EUA, e logo passamos a assiná-la. Editada por uma pequena empresa da Florida, bimestralmente, durou poucos anos e morreu.
Passou um bom tempo sem ser publicada, apenas algumas edições especiais chegavam ao mercado, foi comprada por uma grande editora, renasceu e durou mais um tempo, sendo um pouco mal-tratada, devido à dificuldade de recebê-la via correio internacional. Atrasava ou se extraviava sempre. Além disso, saíam  apenas 8 ou 9 edições por ano.
De uns três anos para cá pertence ao grupo Source Interlink Media, que publica, entre outras, a Hot Rod. Agora é mais fácil encontrá-la em bancas e livrarias, e o serviço de assinaturas é muito bom, com os e-mails sendo respondidos por pessoas, e não por departamentos.
A capa dessa última edição de 2009 arrepia qualquer um aqui que nos prestigia no blog. Mostra um Plymouth Superbird 1970 comprado zero-km em 1971 por US$ 5.200, que foi usado com frequência até 1976. Até 1990, mais ou menos, o carro ainda saía da garagem, mas há cerca de 10 anos foi guardado de vez.
Com a rede de informações que é normal para quem vive no meio dos carros antigos, um repórter da revista ficou sabendo do carro, guardado no Texas, e sugeriu o contato com o proprietário para uma pequena matéria na coluna Rare Finds. Mas o que aconteceu é que a edição acabou sendo dedicada quase toda a esse tipo de achado de garagem, e a matéria ocupa 4 páginas.
Steve Adams, o proprietário, recebeu muitas ofertas ao longo dos quase 20 anos em que o Plymouth está parado, mas não aceitou nenhuma para vender o guerreiro alado.
Quem sabe agora, ao ver as fotos do carro dele cheio de poeira na revista, ele se anime e o coloque para andar de novo.
Sem dúvida poderá voltar a ser tão saudável como era na década de 70, com seu Wedge 440 com 3 carburadores duplos, e irá reviver a vez em que foi perseguido pela polícia rodoviária entre as cidades de Claude e Canyon, onde uma longa reta foi usada para despachar o policial. Nesse dia, contou Steve, o Superbird chegou a nada menos que 296 km/h (185 mph).
Essa revista é um sonho.
JJ

4 comentários :

  1. Você imagina a força do motor, em plenos anos 70, um carro pesado, com um aerofólio gigantesco, com uma aerodinâmica que passa longe dos números atuais, simplesmente andando a 296 km/h, a mesma velocidade final do tão aclamado R8 hoje, com injeção direta, com um aerodinâmica fantástica, as vezes me pego pensando que na reencarnação quero vir rico na década de 70 e viva os muscle car.

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  2. Francisco V.G.28/11/09 14:33

    Pelo que eu sei esse modelo é um dos poucos que, à época, quebrou a barreira das 200 MPH, ou seja, ainda tinha gás para mais um pouco.

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  3. Se o policial despachado foi um autoentusiasta, com certeza ao ver o Superbird sumir no horizonte, sentiu uma mistura de raiva e êxtase sobre rodas...

    Mas como pode uma pessoa deixar uma jóia dessas parada na garagem, empoeirando ao extremo?!!! E, ainda por cima, trata-se de um 440 Wedge!

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