google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos e vídeo: Paulo Keller



Há pouco mais de dois anos avaliei o Hyundai i30, 2-litros manual, pouco antes da chegada do 2ª-geração e a conclusão foi que estava explicado o sucesso do carro no mercado brasileiro. Agora é a vez da versão atual com motor 1,8-litro, chegada há relativamente pouco tempo (dezembro) em substituição à de motor 1,6-L de 128 cv, o mesmo do HB20 e Veloster, que não agradou muito, segundo ouvi dizer e ler. Pena, pois gostaria de tê-lo dirigido por não acreditar que fosse lento e desagradável como se dizia, mas não houve oportunidade.

Esse agora com motor de 1.797 cm³, 150 cv a 6.500 rpm e 18,2 m·kgf a 4.700 rpm, está na medida certa para quem procura um hatchback médio eficiente, espaçoso e confortável. Tudo o que considerei de positivo na versão testada antes — 1.975 cm³, 145 cv a 6.000 rpm e 19 m·kgf a 4.600 rpm —  se repetiu nesse, mesmo tendo perdido a suspensão traseira multibraço em favor do eixo de torção, justamente um dos pontos elogiados antes.

O motor é estado da arte, com tudo o que existe de melhor tecnologicamente falando, como duplo comando acionado por corrente, bloco e cabeçote de alumínio, 4 válvulas por cilindro com variador na admissão e no escapamento, e coletor variável. Só fica faltando mesmo a injeção direta.

O dono do show, visto sem a cobertura plástica

Fotos:Divulgação e autor
Momentos antes de sair com o New March 1.6 SV. Cor é nova, azul Pacific; na foto o Fernando Calmon e o auxiliar de testes da Nissan, Luiz Arthur Peres


O Nissan March começou nesta sexta-feira sua vida nacional, produzido na recém-inaugurada fábrica em Resende (RJ) depois de dois anos e meio importado do México. Chega em três versões com motor de 1 litro e outras tantas 1,6-l. É chamado oficialmente de New March e difere do conhecido até então pela reformulação do estilo das extremidades e do painel, que o deixou mais atraente, com menos jeito de carro de entrada. As dimensões só variaram no comprimento, mais 47 mm, e a largura 10 mm maior.

As vendas começam no dia 23 p.v. e os preços públicos sugeridos são:


Versão
Preço público (R$)
1.0 Conforto
32.990,00
1.0 S
34.490,00
1.0 SV
36.990,00
1.6 S
37.490,00
1.6 SV
39.990,00
1.6 SL
42.990,00




A Ford anunciou a criação, nos EUA, de um centro de desenvolvimento de carros de alto desempenho  Essa instalação, com mais de 3.000 m², também vai dar apoio técnico aos carros de corrida da equipe oficial da fábrica, a Ford Racing. Ela entrará em pleno funcionamento no segundo semestre do ano na cidade de Concord, no estado da Carolina do Norte, região-sede da maioria dos carros da Nascar, e contará com o estado da arte em equipamentos para veículos de alto desempenho.

"A Ford sempre esteve ligada às corridas de automóveis. O novo centro terá ferramentas avançadas que servirão tanto para nossas equipes de corrida como para a criação de futuros veículos de desempenho da Ford", diz Raj Nair, vice-presidente de Desenvolvimento de Produto Global da Ford.



Hipnoticamente lindo!



Depois das vitórias em seguida obtidas em Le Mans com o GT40, a Ford sabia que se quisesse continuar vencendo deveria fazer outro carro com todas as lições aprendidas e algo mais, já que a concorrência havia sido provocada a níveis nunca antes imaginados, com uma marca mundana dominando as de sangue azul no mais importante palco das corridas de longa duração. Era mais uma prova que boa engenharia e verbas suficientes resolvem qualquer problema.

Antes mesmo de terminarem os sucessos do GT40, que ocorreram de 1966 a 1969 (do ano em que eu nasci até o ano em que o homem pisou na Lua), o P68 ou F3L  começou a ser trabalhado, devido às alterações que a FIA implementou nas regras para corridas de longa distância, valendo a partir de janeiro de 1968, limitando para o Grupo 6 os motores de origem de competição de até 3 litros de cilindrada. Nesse grupo ficariam os protótipos. O Grupo 4, chamado de GT, podia ir até 5 litros, para carros com um mínimo de 50 unidades produzidas em um ano e motor com base em unidade de produção e venda livres, onde estava o GT40 original. Por isso é que em 1968 e 1969 as vitórias do GT40 foram com o modelo mais antigo, o clássico e belo Mk I, pois John Wyer, um dos criadores do carro, assumiu a tarefa de trabalhá-lo em sua empresa, para continuar os sucessos da Ford, mas sem o apoio direto desta.

O nome P68 vem de “protótipo” e o ano em que o carro correria pela primeira vez, 1968. Já F3L é apenas “Ford 3 litros”, e a designação também vale. Conforme decidido na matriz, a Ford resolveu abandonar o programa corporativamente, já que o foco principal era investir na Fórmula 1 através do motor Cosworth,  mas, no Reino Unido, a empresa Alan Mann Racing conseguiu um acordo com a Ford britânica para usar o novo motor Cosworth DFV V-8 a 90°, todo em alumínio, ligado ao transeixo (câmbio + diferencial) Hewland DG300 de cinco marchas, além de poder utilizar o nome Ford no carro. Um patrocínio negociado por Walter Hayes, personagem importantíssimo do qual já falamos aqui, e que deu à equipe as verbas necessárias até certo ponto.