google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Imagem: noticias.terra.com.br



Esse assunto da espionagem americana pela Agência Nacional de Segurança (NSA) daquele país está dando o que falar. Indignação de todo lado, do governo brasileiro, da presidente Dilma, da imprensa de maneira geral – dá para perceber o estranho tom de ira e indignação no olhar dos jornalistas da TV Globo – e de muita gente. Só que o termo 'espionagem' me intrigou. Teria havido realmente espionagem na acepção da palavra, conforme fartamente descrita nos dicionários? Parece-me um tanto impróprio e, inclusive, não acho que tenha havido.

Ninguém se apoderou furtivamente de documentos brasileiros secretos, ninguém fez fotos de instalações militares ou civis estratégicas, não houve invasão de contas bancárias, ninguém teve a residência vasculhada na qual se encontraram provas de se tratar de um espião agindo no país. O que aconteceu, então? Simplesmente "escuta" das comunicações via internet e telefonia celular, numa mega versão do "Big Brother" vaticinado por George Orwell no famoso livro "1984", de 1947.

É infantil achar que a nação mais poderosa do mundo e que sofreu no dia 11 de setembro de 2001 danos materiais e morais devastadores, juntamente com a perda de 3.000 vidas humanas, não montasse um esquema de inteligência sofisticado para detectar qualquer sinal de terrorismo nos quatro quadrantes do planeta. E é infantil também achar que o Brasil estava fora do rol ameaçador e que por isso não era necessário ver como as coisas andavam por aqui.

Foto:supercars.net

Rebel rebel, you’ve torn your dress
Rebel rebel, your face is a mess
Rebel rebel, how could they know? 

Hot tramp, I love you so!
(David Bowie)

(Rebelde, rebelde, você rasgou seu vestido
Rebelde, rebelde, seu rosto é uma bagunça
Rebelde, rebelde, como eles poderiam saber?
Vagabunda gostosa, eu te amo tanto!)

Era um dia ensolarado no verão de 1964. As montanhas da Riviera francesa brilhavam pacificamente, banhadas por um sol magnífico. Mas o silêncio tranqüilo daquelas montanhas então pouco povoadas era quebrado naquela manhã pelo inconfundível som de um motor de competição. Já de longe podia se reconhecer o som como um Ferrari de 12 cilindros, aquela inconfundível seda rasgando, aquele magnífico "rumore dei dodici cilindri" de que os modeneses falam com tanto orgulho. E não qualquer Ferrari de doze cilindros, um Colombo, o pequeno três litros que praticamente sozinho, com sua força, suavidade e seu inconfundível e divino som, fez a fama da Ferrari. E não qualquer V-12 Colombo, mas uma versão de competição, o volume e o tom visceral do berro não deixando qualquer dúvida a respeito disso.

Mas o carro que trazia consigo esse divino caos e desordem era diferente dos belíssimos e reluzentes Ferrari de passeio com os quais aquelas estradas estavam acostumadas. O carro que devorava aquelas estradinhas deliciosas, banhado pelo sol do sul da França, era tudo menos reluzente. O som e a cor vermelha denunciavam que só podia ter vindo de Maranello, mas o vermelho era quase fosco, sua carroceria cheia de cicatrizes e marcas de batalha. Por fora, nada, nenhum logotipo ou letreiro dizia a marca do carro, e apenas uma bandeira estampada seus pára-lamas dianteiros, com os dizeres "Scuderia Serenissima - Repubblica di Venezia" dava alguma pista de sua origem. E aquela carroceria definitivamente não se parecia com qualquer coisa que tinha saído de Maranello até então, e se pensarmos bem, mesmo desde então.


Foto:supercars.net


Endurance 2014 será estilo tudo junto e misturado





Busca da eficiência energética faz FIA explorar a marca Le Mans e reorganizar o Campeonato de Endurance para 2014. Protótipos de fabricantes e particulares serão equiparados e GTs terão uma única classe a partir de 2015


O Audi R18 vencedor em Interlagos (foto de Luca Bassani)

Bons tempos estão de volta


Interlagos, de certa forma, parecia ter voltado aos bons tempos da Fórmula 1 no último fim de semana. Uma reflexão mais cuidadosa do ambiente que reinou nas Le Mans 6 Horas de São Paulo prova vencida pelo Audi R18 e-tron quattro de André Lotterer, Benoit Trévluyer e Marcel Fässler –, reforçava esse viés em uma direção ainda mais romântica: a grande era do Mundial de Construtores, quando grandes marcas de carros esporte e outros nem tanto investiam pesadamente nas corridas de longa duração. Não importa sua idade: se você gosta de automobilismo de verdade certamente já imaginou aquele Chaparral 2F com um enorme aerofólio, o icônico Ford GT 40 e o Ferrari 330 P4, a expressão de beleza mais próxima da unanimidade que um carro de corrida pode ter.

A proposta do regulamento da FIA para o WEC (da sigla em inglês para Campeonato Mundial de Resistência) de 2014 é a de incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de novas soluções de energia através do controle de fluxo. 

Vale lembrar que dentro deste espírito de promover inovações o Chaparral trouxe ás pistas uma versão eficiente de câmbio automático e aerodinâmica avançada, o Ford GT 40 consolidou a identidade de carros de corrida e o Ferrari 330 P4 simplesmente foi a Ferrari em seus melhores dias.

O Ferrari 330 P4 em Daytona 1967 (foto de arquivo pessoal)

Fotos: Divulgação Renault e autor
Da esq. para a dir.: Twizy, Zoe, Fluence e Kangoo, todos elétricos


A Renault trouxe ao Brasil a sua família de carros elétricos com a finalidade de mostrar como são e como andam, embora não haja previsão de vendê-los no Brasil. Para isso reuniu-os no Velopark, o majestoso parque automobilístico localizado na região da Grande Porto Alegre, a 30 quilômetros a noroeste da capital gaúcha, que inclui três kartódromo, um autódromo e uma pista de arrancada quarto-de-milha. A fabricante francesa, em aliança com a japonesa Nissan desde 2002, aposta firme na eletrificação do automóvel, tem quatro modelos em produção e já investiu € 4 bilhões em seu programa de veículos de emissão zero. Além do furgão Kangoo Z.E. (sufixo que significa zero emission) e do Fluence Z.E., vieram o sedã compacto Zoe e o microcarro Twizy, ambos bem recentes. A Renault aproveitou a ocasião para mostrar o Clio agora dotado de indicador de troca de marcha, tanto ascendente quanto redução, visando máxima economia de combustível.

Novidade no Clio: indicador de troca de marcha tanto ascendente quanto redução
Aproveitou também para complementar a informação de consumo de combustível oficial que consta no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Conpet. No post do novo Clio em 18/12/2012 os números de consumo se referiam ao veículo equipado com ar-condicionado e direção assistida hidráulica. Sem esses dois itens o novo Clio roda, na cidade e com gasolina, 14,3 km, e na estrada, 15,8 km (7 l/100 km e 6,3 l/100 km); com álcool, 9,5 km e 10,7 km, respectivamente (10,5 l/100 km e 9,3 l/100 km). No encontro soubemos também que a correção aplicada aos números obtidos no rolo dinamométrico e seguindo a tradicional norma NBR 7024, é 22% para o ciclo urbano e 29% para o ciclo rodoviário, mais preciso que o valor médio de 24% que havíamos informado no citado post de novembro. Essa correção, repetindo, destina-se a aproximar o consumo obtido em laboratório com aquele que se consegue no mundo real.

A aposta da Renault-Nissan no carro elétrico é de tal ordem que a aliança detém 70% de todos os elétricos no mundo – 100.000, segundo o presidente da Renault do Brasil, Olivier Murget –, sendo que a Nissan responde sozinha por 50%.

O Zoe

Renault Zoe