google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Ao contrário do amigo Milton, meu relato é sobre uma viagem de 1.000 km ao volante de uma gigantesca E-350 pela I-75, de Miami a Tampa (ida e volta). A maioria nem liga, eu mesmo prefiro mil vezes andar numa estradinha sinuosa com um carro bom de curva, esticando marchas, mas sei que tem gente que curte o estilo 'bus driver'.

A vanzona é dócil, mas pede pequenas correções em retas. Bem diferente da Dodge Caravan que usamos na semana seguinte, que mantinha 140 km/h como um carro de passeio menor. Sente bem vento lateral e exige que o motorista fique esperto em algumas condições. Permite cruzar a 120/130 km/h numa boa (corta a 140 km/h, nós experimentamos), com 10 pessoas mais um monte de bagagens, num silêncio invejável. É impressionante como o motor está ali do lado do seu pé direito e você nem percebe, tal a suavidade e o silêncio do V8 Ford de 5,4 litros.

Não dá emoção nenhuma, a não ser que você comece a inventar moda, mas aí a coisa pode ficar feia, afinal, são mais de 5 metros e 2,5 toneladas de carro pra controlar. A curtição é outra, viajar com um monte de amigos, ouvindo uma música legal, ar-condicionado mantendo o clima civilizado e aquela parada obrigatória para se entupir de 'junk food' em qualquer local FORA da estrada. Sim, nessa interestadual não há nada nas margens do asfalto, nem posto de gasolina. Fica tudo em cidadelas pelo caminho, que te obrigam a sair do (e voltar para o) leito principal por longas agulhas, que te permitem alcançar velocidades compatíveis antes de se misturar ao trânsito.

No fim da bagunça, uns 5,5 km/l, razoável pro monte de gente e tralha que ela levou, sempre acima de 100 km/h em estradas.

O novo Jaguar XF já passa por momentos típicos de um verdadeiro Jaguar: Problemas.

Dois recalls recentes convocam os proprietários do novo XF para duas ocorrências detectadas neste mês. A primeira é referente à fixação do cinto de segurança traseiro, que pode apresentar falhas. A segunda, como não poderia deixar de ser, é de ordem elétrica. Problemas na fiação do painel podem fazer com que avisos sonoros e outras funções deixem de funcionar corretamente.

Ingleses...

Há sensações que um bom entusiasta precisa ter, pelo menos uma vez. Uma delas é uma viagem com um bom conversível.

Liberdade. Um conceito que pode ter diversas representações, ligadas ao emocional e ao subconsciente. Assim podemos resumir o significado de passar algumas horas dirigindo sob o sol, vento ao rosto e velocidade, sem preocupações, a não ser a busca pela paz de espírito. E de preferência, a bordo de um bom esportivo.

Cinto de quatro pontos afivelado, motor já aquecido, partimos em direção à estrada, rumo ao interior de São Paulo. Primeiro trecho, uma larga estrada com grandes retas, mas movimentada. Bom começo de viagem. Algumas esticadas quando não há trânsito ajudam a criar um ambiente diferenciado, mas ainda não é este o ambiente que queremos.

Após sair da primeira via, partimos para a estrada paralela, de mão dupla, sinuosa e em meio à vegetação, esta criando sombra agradável ao longo da pista. Aí sim, começa a verdadeira viagem. Estrada vazia e tranqüila, as faixas não são estreitas e permitem uma movimentação lateral mais ampla e segura. Segunda marcha, motor virando e urrando alto logo atrás dos bancos, primeiras curvas e logo percebemos o quão certa é a escolha por um pequeno esportivo. Carros maiores, como os clássicos americanos dos anos 50 e 60 são ótimos também, mas para viagens em estradas mais retas, largas e ao som do good ol' rock' n' roll.

Pela sinuosa via não há espaço para altas velocidades, mas nem precisa. Só com segunda e terceira marchas já é o suficiente para se divertir muito, e ainda dentro dos limites de segurança. Afinal, nem só de alta velocidade é feito um carro. Em alguns trechos, passamos para quarta para aliviar um pouco o motor, que até então trabalhava sempre perto do corte, lá pelas 7.200 rpm, "virando como se não houvesse o amanhã". Intercalando curvas mais fechadas e outras mais abertas, em subida e em descida, pequenas retas para aliviar um pouco a adrenalina. Um carro bem equilibrado não vai transmitir nada fora do esperado, a não ser alegria, e a tal da liberdade que realmente todos precisamos um dia.
Deve ser influência do Blog do Hemmings Motor News, mas deu vontade de publicar algumas fotos de viagens etc...

Então aí vão, com breves legendas:

911T early-70´s, a Julieta de nosso Romeo, MAO.


The Atom Ant! - "Up and Atom, Atom Ant!" - Fitti-VW num passeio noturno


Pulga atômica, Fiat 600 com kit Abarth, Interlagos, 2005


DKW Carretera, Interlagos, 2005


Soul Brothers, Karmann-Ghia Dacon e 356, Interlagos, 2006, foto do Belli.


Plymouth Barracuda, alguma estradinha perdida no interior paulistano


Cadillac 1946, domingo ensolarado, Rod. dos Bandeirantes, 2006


Orange Fever; Fitti Volks, Fitti-Vê e, no cantinho, o "Patinho Feio", Interlagos, 2006




Big, Bad, Evil Black Bat, o Morcego Negro do também meu amigo PH, que já contou sua história aqui com a ajuda do MAO. Essa foto é da derradeira viagem nas mãos de Herr HanserDevo achar mais revirando meus arquivos... Não são PK-quality, mas acho que vocês vão gostar. Em outra nota, adicionamos um novo link para mais um blog. É o "vida de piloto", tocado pelo Adriano Griecco. Bom relato do dia-a-dia de um aspirante a piloto de F-Classic. Vale a visita.