google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Studebakers dominaram a 26ª Carrera Panamericana
Pérez e Rodríguez foram os vencedores na classificação geral

O bólido Sudebaker Commander de Pérez e Rodriguez, vencedor absoluto

Mais uma vez os Studebaker Commander foram os bichos papões da Carrera Panamericana, uma das últimas provas de velocidade pura disputadas em estradas em todo o mundo. Misto de evento esportivo com happening familiar e uma grande festa o evento terminou na quinta-feira passada em Zacatecas e em meio às festividades do "Dia de los Muertos" data que os mexicanos celebram com festas, oferendas e alegria. Isso inclui desfiles de "calaveras", como são chamadas as fantasias que lembram caveiras — as calaveras —, e fantasias de extremo bom gosto, conhecidas como Katrinas.

Uma Katrina, aliás uma "calavera"


A Renault apresentou o novo Logan na noite deste segunda-feira, no pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. O estilo mudou completamente, nada ficou do anterior. O comprimento aumentou 60 mm. O carro ficou apenas 3 kg mais pesado. O pára-brisa está mais inclinado e o coeficiente aerodinâmico baixou de 0,37 para 0,34.

As motorizações continuam as mesmas, mas por enquanto não é disponível câmbio automático.



Amanhã (terça) andarei com carro, ida e volta a Campinas, quando então será escrito o post completo.

A Renault divulgou os preços:


        Authentique 1.0 16VHi-Power – R$ 28.990

Com opcionais:
·         Ar quente + desembaçador traseiro - R$ 29.500
·         Pintura metálica – R$ 30.040
·         Ar quente + desembaçador traseiro + pintura metálica – R$ 30.550
·         Ar quente + desembaçador traseiro + direção hidráulica – R$ 30.800
·         Ar quente + desembaçador traseiro + direção hidráulica + pintura metálica – R$ 31.850
·         Ar quente + desembaçador traseiro + direção hidráulica + ar-condicionado – R$ 33.400
·         Ar quente + desembaçador traseiro + direção hidráulica + ar-condicionado + pintura metálica – R$ 34.450

Expression 1.0 16V Hi-Power – R$ 33.390

Com opcionais:
·         Pintura metálica – R$ 34.440
·         Ar-condicionado – R$ 35.990
·         Ar-condicionado + pintura metálica – R$ 37.040
·         Ar-condicionado + Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento – R$ 36.840
·         Ar-condicionado + Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento + pintura metálica – R$ 37.890

     Expression 1.6 8V Hi-Power – R$ 39.440 (ar-condicionado de série)
  
Com opcionais:
·         Pintura metálica – R$ 40.490
·         Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento – R$ 40.290
·         Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento + pintura metálica – R$ 41.340

Dynamique 1.6 8V Hi-Power – R$ 42.100

Com opcionais:
·         Pintura metálica – R$ 43.150
·         Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento + ar-condicionado automático- R$ 43.200
·         Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento + ar-condicionado automático + pintura metálica – R$ 44.250

BS

Uma wagon "familiar" com desempenho de Lamborghini

Conte até quatro: o Audi RS 6 já está a 100 km/h. Mais oito segundos e a perua mais veloz do mundo, segundo a Audi, chega aos 200 km/h. E ainda tem mais, muito mais: a máxima ultrapassa os 300 km/h, exatos 305 km/h. Um desempenho só comparável ao de esportivos como um Ferrari. Não por acaso, este motor também é usado em esportivos como Audi R8 e Lamborghini Gallardo. Existem carros que, mesmo não se tendo saldo bancário para isso, dá vontade de ter. Ou melhor, de usar. Não importo de tirar onda em restaurantes da moda, o bom é acelerar. Depois a gente esconde a super-perua.

Rodas aro 21 e discos de cerâmica reforçados com fibra de carbono



São Paulo, capital, 0h30, início de madrugada desta segunda-feira. Meu colega da revista Carro, Vinicius Montoia, com um Chery Celer de teste, trafegava pela marginal do rio Tietê, próximo à nova Ponte Estaiada, quando o veículo recebeu uma pedrada, com se vê na foto. O local foi o mesmo de uma manifestação na sexta-feira última. Tentativa de assalto, obviamente. Nas imediações fica a Favela do Gato.

Ele logo se dirigiu a um comando policial na Ponte das Bandeiras, onde os policiais lhe informaram ser o quarto caso naquela noite.

No último dia 29, a jovem Isabella Pavani Castilho Cruz, de 18 anos, foi baleada na cabeça após seu carro ter sido levemente abalroado na traseira, na Via Dutra, e ela ter parado no acostamento. Do carro causador saíram bandidos, que cometeram o crime. Isabella veio a falecer dois dias depois.

Estamos numa autêntica guerra civil e parece que ninguém, governos dos três níveis de administração principalmente, se dá conta disso.

Solução, só uma: supressão dos direitos constitucionais por um determinado período, como foi feito na Itália na Operação Mãos Limpas na década 1990, e execução após rito sumário, partindo do pressuposto que quem tem orifício anal, tem medo. Constituição Federal não serve em tempo de guerra.

Se alguém tiver outra solução, que diga.

BS



Em nosso país, automóvel com a indicação “1.0” ou ”1000”, Mil”, tem conceito diverso, dependendo exatamente da época e do perfil do consumidor. Se próximo à politicamente correta e curiosa fase dita Melhor Idade, lembrar-se-á, a expressão foi ouvida pioneiramente em 1959, quando a Vemag, fabricante nacional autorizada a produzir alemães Auto Union DKW, anunciou com orgulho nova motorização 1000 em seus produtos, pequena station wagon chamada Universal e após camioneta; sedã, depois Belcar, Vemaguet e jipe 4x4, logo batizado Candango. Letreiro aposto nos pára-lamas dianteiros e na tampa do porta-malas, bem como plaqueta esmaltada no cabeçote, indicava a novidade. Era aumento de cilindrada, no início 900 cm³, motor construtivamente diferenciado, com 13,3% mais em torque e 15,7% em potência — 8,5 m·kgf e 44 cv DIN.



A configuração mantinha o racional ciclo de dois tempos, em automóveis, exclusividade no país — haviam-nos para Lambrettas, Vespas, bicicletas motorizadas e afins. Na prática, aumentar de 900 para 1.000 cm³ incrementava velocidade máxima, aceleração e capacidade de subida, no caso tudo implementado por reduzir coroa & pinhão dois anos depois, de 4,72:1 para 5,14:1.

Poucos anos após, meio da década, para pós-garotões hoje com mínimos 65 aniversários, 'Motor 1000' nos Renault Gordini e nos Willys Interlagos indicava disposição em acelerar, correr, velocidade — e pouca duração. Nos Willys Interlagos, designação brasileira do francês Alpine A-108, esportivo com carroceria em compósito de fibra de vidro, e base mecânica Gordini, era opção de fábrica. Feito quase por encomenda, disponível com três motorizações: 845 cm³ e 53 hp; 904 cm³ e 56 hp, e o pico 1.000 cm³ e 70 hp (potências brutas SAE), em mexidas intervenções artesanais a partir do motor original com 845 cm³ e 40 hp realizadas na área onde se mesclava a produção dos Interlagos e a equipe de competições.
 
Os Willys Interlagos berlineta só corriam com motor 1000
Fotos: autor


Por ocasião do lançamento do C4 Lounge no dia 13 de agosto, em Mendoza, na Argentina, o Bob fez a avaliação da versão Exclusive com motor 2-L aspirado. Este post vem a complementá-lo, pois agora, para teste “no uso”, temos a versão Exclusive com o nosso já conhecido motor THP 165. Para conhecer melhor o carro, portanto, vale ler o post do Bob.

Suas potências máximas pouco diferem — 151 cv para o 2-L aspirado e 165 cv para o 1,6-L turbo —, porém o que difere bastante é o modo como essas potências são entregues. O torque máximo de 21,7 m·kgf do aspirado 2-L (com álcool) é um pico que vem a 4.000 rpm, enquanto que os 24,5 m·kgf do THP é um patamar que vai de 1.400 a 4.000 rpm. Sendo assim, já que potência é, basicamente, torque x rpm, vê-se que o THP em baixo giro já nos disponibiliza potência muito maior que o 2-L aspirado oferece na mesma rotação. Um pequeno exemplo: com o THP 165 subi toda a Rodovia dos Imigrantes — subida da Serra do Mar — em velocidade variando entre 100 e 110 km/h (velocímetro) e em 6ª marcha; com o giro ao redor de 2.400~2.500 rpm. O excelente câmbio automático Aisin deixou o câmbio, o tempo todo, em 6ª marcha, ele entendendo que não havia necessidade de reduzir para 5ª ou mesmo 4ª marcha, pois as suaves solicitações para retomadas que eu fazia não requeriam redução, já que para isso o motor já estava produzindo potência de sobra. Caso eu acelerasse fundo, aí sim, imediatamente viriam as reduções, mas indo tranqüilo com pouco tráfego, madrugada, subimos numa tacada só e em 6ª.

Sedã bom de viajar

Fotos: NetCarShow.com, BMW

A M5 E34 e seus antecessores

"Nós sempre nos tratávamos como bons companheiros. Era como a gente dizia sobre um cara: você vai gostar dele. Ele é legal. É um bom companheiro. Ele é um de nós. Sacou? Éramos bons amigos. Mafiosos.
Mas o Jimmy nunca poderia entrar realmente para a máfia, porque tinha sangue irlandês. E no meu caso, nada importava que minha mãe era siciliana. Para se tornar realmente um membro da máfia, você tem que ser 100 por cento italiano. Entrar para a máfia, porém, é a maior honra que a gente podia ter. Isso significa que você faz parte de uma família, um grupo. Significa que ninguém pode mexer com você, e que você pode mexer com qualquer um, desde que ele também não fosse um membro, lógico. É como uma licença para roubar. Uma licença para fazer qualquer coisa. E até onde o Jimmy se importava, se o Tommy entrasse, todos nós estávamos entrando. Nós agora teríamos um de nós como um membro.”

Esta semana não podia deixar de lembrar desse trecho acima, dito pelo protagonista do filme de Scorcese “Os Bons Companheiros”, de 1990. Henry Hill, o personagem interpretado por Ray Liotta, nos explica o por que era tão importante que seu melhor amigo, o violento Tommy DeVitto (Joe Pesci) ter oficialmente entrado na Mafia nova-iorquina como membro. Para ele e o mentor de ambos (Jimmy Conway, interpretado por Robert de Niro), era impossível por uma série de motivos, mas somente o fato do companheiro receber a honra os deixava felizes e realizados. Era como de, de alguma forma, sendo a amigo tão próximo promovido, eles também o fossem.



E esta semana algo parecido aconteceu comigo. Primeiro um bom amigo foi finalmente promovido em uma empresa em que trabalhei; é o primeiro entre os quatro que entraram juntos quase vinte anos atrás a receber uma promoção. Já me senti bem pacas por ele, mas isto foi apenas um prelúdio do que estava por vir. Afinal de contas uma banal promoção não me empurraria de volta ao teclado para lhes escrever algo, queridos leitores, não com a incrivelmente complicada vida que arrumei para mim. Não, o que me fez sentir exatamente igual a este cara aí do início foi algo muito mais legal...

Sabe como é, vai ter gente que vai ler este post e falar: só por isso? Vai achar muito barulho por nada, tenho certeza. Mas fazer o que, eu me senti assim, e só porque um amigo comprou um carro.

Não qualquer carro, lógico. É na verdade um daqueles que se convencionou chamar de supercarro, aqueles que conseguem transcender a mera qualidade de transporte para, desde novo, se transformar em algo especial. Um daqueles carros cujo desempenho e comportamento são tão memoráveis que fazem os profissionais abandonarem a fria análise e adotarem um lirismo e paixão normalmente reservados a formas mais tradicionais de literatura. Um BMW M5 1990.




End. eletrônico: edita@rnasser.com.br                     Fax: +55.61.3225.5511         Coluna 4413 30.out.2013

Qual é o segmento de veículos que coloca o Brasil em primeiro lugar mundial? Carros 1,0? Motos 125? Automóveis pretos ou prata?
Dúvidas coerentes. Nosso país só produz automóveis e comerciais leves com motores de quatro cilindros e entre estes os 1,0 são maioria. De motor monocilíndrico, pequena cilindrada, maciçamente destinada a trabalho na cidade e a substituir cavalos e burros nas cidades do interior e no campo, motos 125 vendem muito. E carros pretos ou prata, parte maior da massificação das preferências nacionais à hora de comprar um veículo de passeio?
Nada disto. Nossa liderança esta nas vendas recordes de caminhões, vendemos a maior quantidade — arranhar 150 mil unidades neste ano —, muito à frente dos restantes mercados, incluindo os países de origem dos caminhões aqui produzidos — exceto China. E vamos subindo a rampa.
Maior mercado, reunindo superior quantidade de marcas em produção — solitária marca nacional, a Agrale, estadunidense, suecos, alemães, italiano, holandês, coreano e, como se promete, chineses — realiza uma feira técnica a cada dois. É a Fenatran, em São Paulo. De negócios, sem entradas pagas, apenas convites a público especializado de compradores, operadores, frotistas. Todos no escombro inoperacional chamado Anhembi, prédio da prefeitura paulistana, cedido aos organizadores de evento, e sem intervalos para sofrer reparos ou manutenção. Há anos é perigosa sauna, e a Prefeitura da cidade não investe em seu sanear para não interromper o faturamento, enquanto os operadores dos eventos alegam nada ter a ver com isto.
Realizado de 28 de outubro a 1° de novembro a expectativa de receber 60 mil visitantes para fazer negócios com os 376 expositores de 15 países. No setor, coerentemente é a maior mostra continental.
Operacional
A abertura mostrou dados curiosos, como o intenso uso de adjetivos nas apresentações, todas rotuladas como novidade, caminho, tendência, solução, menor custo operacional. Exageros. Novidade maior foi a ausência das marcas que passaram meses anteriores prometendo instalar-se no Brasil. Desconsideraram o evento bienal para apresentar e exibir os produtos. Nestas, chinesas como a Foton, e a JAC, vendendo caminhõezinhos; a junção de Caterpilar/International, não apareceram. Das novas, duas: a ex-holandesa DAF, hoje de capital dos EUA, e a Metro-Sachman, nome brasileiro, sobrenome chinês, apresentaram seus produtos. 
Governador paulista Geraldo Alckmin visitou espaço dos International, fabricados em Caxias do Sul, RS. São Paulo sedia 45% da produção de caminhões, nele trabalharão 551 desta marca gaúcha, dos 898 adquiridos pelo governo federal. Curiosamente, das marcas tradicionais era a única sem lançamentos. Alckmin enfatizou pressão sobre o roubo de cargas e caminhões, também sobre resultados previstos no programa de renovação da frota em tentativa implantação por alguns estados, incluindo São Paulo. Ausente o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o governo federal perdeu a oportunidade de liderar o processo de renovação da frota de caminhões. A nossa tem perigosa idade média de 16 anos.

Uma das maiores referências para a Fenatran 2013, o patamar de potência e tração, segue o otimizador de transmissão, dito automatizador, apresentado pela Scania há duas décadas, e factibilizado pelo emprego de eletrônica. Ele mantém as tradicionais caixas de marcha com engrenagens cilíndricas, mas seu sistema de troca poupa o motorista, o motor, a transmissão e o bolso do empresário. É a nova tendência. Em potência a Volvo levantou a bandeira da liderança com o sueco FH 16, motor deslocando 16.000 cm³, produzindo 750 cv e 341 m·kgf de torque. Tem capacidade para arrastar até 200 t — menos que o Scania com motor de 620 cv e 250t —, e é aplicável em cargas indivisíveis — destas fora de padrão exigindo reboques com inúmeras rodas para distribuir peso sem danificar as rodovias. Presença pouco mais que o institucional, serão o nicho do nicho. No outro extremo, o veículo de transporte mais leve é um Uno Furgão. O conhecido e bem-sucedido Uno com carroceria fechada. Não é novidade. Seu avô, o 147, tinha versão assemelhada. Para 1 m³ ou 400 kg de carga. Leve, também o novo Fiorino, e o recém-lançado picape Strada com 3 portas.

Foto: forgottenhistory.com
 



Passadas algumas horas do ataque japonês a Pearl Harbor, na manhã de domingo 7 de dezembro de 1941, o Serviço Secreto americano se viu com um problema. O presidente Franklin D. Roosevelt teria de proferir o discurso do “Dia da Infâmia” no Congresso na terça-feira e apesar da distância entre a Casa Branca e o Capitol Hill ser pequena, os agentes não sabiam como transportá-lo com segurança. 

Os EUA, que mesmo com a eclosão da Segunda Guerra Mundial com a declaração de guerra da Inglaterra e da França à Alemanha em 3 de setembro de 1939 estavam neutros, com o bombardeio japonês à base naval americana no Havaí declararam guerra ao que ficou chamado Eixo, o alinhamento da Alemanha à Itália e ao Japão. Poderia haver algum atentado a Roosevelt.

Na época, uma lei federal dos EUA proibia a compra de carros para o serviço público que custassem mais que US$ 750, de modo que seria necessário autorização do Congresso para tanto. Só que não havia tempo hábil para isso, evidentemente.

Foi então que um dos membros do Serviço Secreto descobriu que o Departamento do Tesouro havia apreendido o carro à prova de balas do gângster Al Capone quando ele foi mandado para a prisão em 1931. O carro foi logo localizado, lavado e limpo, seu estado geral foi todo verificado e estava tudo certo. No dia seguinte o carro estava pronto e à disposição do presidente. Foi difícil as pessoas acreditarem que o carro de Al Capone estivesse perfeito.



Foi o leitor e meu grande amigo Luiz Leitão que mandou a foto acima e as que seguem. Foram publicadas no jornal inglês The Guardian e são de autoria do fotógrafo indiano Ajay Jain, de Nova Déli, que fez mais de 400 fotos durante os quase 10 mil quilômetros em estradas da Índia na região dos Himalaias. A foto acima diz: "Um gato tem nove vidas mas aquele que dirige não".

Boa parte delas são trocadilhos, só têm sentido na língua original, mas assim mesmo dá para divertir. Veja o resto:

"Depois de beber uísque, dirigir é arriscado"


"Melhor ser sr. Atrasado que o falecido sr."

Fotos e desenhos: Divulgação PSA

Chassi rolante do conceito Hybrid Air

Parece mesmo que a indústria automobilística ultimamente "só pensa naquilo" — não, não nada a ver com o que a personagem Dona Bela, a solteirona imortalizada pela atriz Zezé Macedo (1916-1999) na Escolinha do Prof. Raimundo, programa humorístico levado ao ar pela TV Globo de 1990 a 2001, protagonizado pelo inesquecível Chico Anysio (1931-2012), dizia do alto de sua convicção de que sexo só depois do casamento, mas numa maneira de tornar os carros mais econômicos e, na esteira, emitir menos o gás inerte dióxido de carbono, mais conhecido pelo seu símbolo CO2, que a maioria da comunidade científica afirma que vai levar o nosso planeta a derreter de tanto calor se não for contida, aquilo que o jornalista Fernando Calmon cunhou de "histeria carbônica".

Até agora só existiam duas alternativas à propulsão por motor a combustão, o motor elétrico e o a combustão associado a motor elétrico, a receita do carro híbrido, que deu aparentemente mais certo que o elétrico, embora este esteja de certo modo reagindo. Mas em todos casos há a dependência de uma [cara] bateria de íons de lítio, que ocupa grande espaço nos veículos e, pouco comentado, a dificuldade que impõe no desencarceramento dos ocupantes num acidente pelos cuidados para equipes de socorro precisam tomar para não levarem um choque da ordem de 400 volts, que pode matar.

Por isso a PSA Peugeot Citroën ouviu o conselho da arquirrival Renault e mudou a direção: híbrido sim, mas combustão-hidráulico. Nada de elétrico Apresentou seu conceito chamado Hybrid Air no Salão de Genebra em março último. O nome, apesar de soar bem, não espelha exatamente a realidade, pois o motor que não é o a combustão não é pneumático (como os dos dentistas).





"São Paulo vai parar"; "As ruas não comportam mais tanto automóvel"; "As pessoas têm de deixar o carro em casa": é o refrão de "especialistas" em trânsito ou, termo da moda, "mobilidade urbana". Mas, espere, o editor não terá colocado imagem errada para começar o post? Pelo texto, o assunto parece ser trânsito, não anatomia humana!

Não, caro leitor, a imagem acima foi tirada do Wikipedia de propósito. Trata-se do nosso sistema circulatório. Começa a fazer sentido?

Creio que todo mundo sabe que os cerca de 100 mil quilômetros de vasos sangüíneos são totalmente preenchidos pelo líquido vital num sistema hidráulico fechado, ou seja, não há intervalos, espaços vazios. O sistema funciona ininterruptamente e bem enquanto a bomba, o coração, funcionar. Problema ocorre quando um trombo, ou coágulo, ocasiona a trombose, a obstrução da circulação do sangue, com todos os problemas que isso acarreta.
Simca (centro) fatura por dentro um DKW (esq.) e Renault Gordinis atrás (foto Luiz Cláudio Nasser)

 

Corridas são corridas, criam entorno movimentado, elétrico, motivado, e nos anos 1960, quando o país sorria, como disse sábia e analiticamente Nélson Rodrigues, abandonando o complexo de vira-latas, era caso à parte.

Há que se lembrar, até o finzinho da década 1950, automóvel era artigo quase inatingível, raro, caro, e corridas com eles só para os playboys de pais endinheirados, permitindo-se o desfrute de arriscar a integridade daquele objeto de desejo de esmagador percentual da população pedestre. Corridas de automóveis quando o único autódromo era o de Interlagos, em São. Paulo, disputavam-se em circuitos de rua, inseguros por deficiência no planejamento e execução da segurança. Creio, testemunha de época, ficar na beirada da calçada, especialmente nas curvas, para ver passagens, pegas, disputas, derrapagens, quase acidentes e acidentes, na verdade arriscando a vida, fazia parte da estamina, tanto de quem corria, quanto de quem assistia ao usufruto daquelas mágicas carruagens de sonho. Pintadas, decoradas, barulhentas, transportando os devaneios de todos.

No Goiás
No cenário pobre porém entusiasmado dos anos 1960, quando o Brasil descobria o ente automóvel e o início da democratização de seu usufruto, no panorama dos veículos aqui produzidos — tempo de recordistas 99% de nacionalização — haviam núcleos dedicados às diversas marcas. São Paulo, meca do negócio, destacava-se pela preparação e melhorias de desenvolvimento para Renault Gordini e DKW-Vemag. Petrópolis, a Cidade Imperial, era base de desenvolvimento dos FNM 2000 JK — simples, a Fábrica Nacional de Motores, sua produtora, ficava no plano, a raiz da serra. Simca era assunto para Porto Alegre, especialmente porque Breno Fornari, projetista mecânico, corredor, transportou seu talento e conhecimentos na preparação de Fords com válvulas no bloco, os 8BA, 3.700 cm³, para os Simca Chambord, recentemente lançados, e com motor assemelhado e quase 2.400 cm³.



Texto de Olle Granlund, engenheiro-chefe de trem de força da Saab, adaptado para publicação na imprensa em 1987, baseado no paper da SAE (Society of Automotive Engineers) n° 870733.

Tradução: Hans Jartoft



Idéia

No Salão de Frankfurt, em setembro de 1983, a Mercedes-Benz mostrou seu modelo 190 E 2,3-16 como o carro que detinha o recorde mundial de velocidade em distâncias de 2.500 km, 25.000 km e 50.000 km. O carro tinha um motor de aspiração natural de 2,3 litros recentemente desenvolvido com o auxílio da Cosworth, que tinha projetado o cabeçote do motor, de modo que o pico de potência era de 185 cv. O motor de 4 cilindros tinha duplo comando de válvulas, 16 válvulas e injeção de combustível. A velocidade máxima era de 250 km/h. 

A altura do carro havia sido reduzida em 45 mm, equipado com defletor inferior dianteiro, relação de diferencial modificada e pneus Pirelli com menor resistência ao rolamento. Essa diferença  ao rolamento foi medida a 250 km/h como sendo de 13 cv contra 27 cv com pneus normais. O coeficiente de arrasto (Cx) foi medido como impressionantemente baixo 0,285. 

Eu (Olle Granlund, engenheiro-chefe na área de trem de força da Saab Automobile) visitei o Salão de Frankfurt para participar do lançamento do Saab 9000 com motor de 16 válvulas e vi o Mercedes recordista em seu estande. O carro tinha sido levado diretamente da pista, sujo e cheio de moscas na frente e no pára-brisa. 

Fiquei impressionado com a façanha do Mercedes  e o pensamento me ocorreu: como é que um motor turbo do Saab 9000 lidaria com este tipo de façanha? Nos dois últimos testes de longa duração em Nardò (campo de provas na Itália) o 9000 tinha funcionado sem problemas.


 
Ao voltar ao trabalho normal na Saab, eu não conseguia parar de pensar em investigar a viabilidade de um teste desses para nós. Entrei em contato com Bo Hellberg, do departamento de competição, que tinha canais de contato com a Federação Esportivo-Automobilistica Sueca e com a FIA, a Federação Internacional do Automóvel, em Paris. 


Fotos: Divulgação/ Organização do Evento.

O Encontro Brasileiro de Preservadores de Veículos Militares Antigos promete reunir belas viaturas

Continuando com nosso espaço dedicado à agenda dos pretendem aproveitar os finais de semana para ver automóveis, o AUTOentusiastas publica aqui algumas idéias e sugestões para aproveitar esse finalzinho de ano. Antes que o clima natalino tome conta espalhando a paz, harmonia e os passeios nos shoppings das cidades, que tal aproveitar novembro para ir de carro aos eventos de veículos?

Os paulistanos que enfrentam batalhas homéricas todos os dias no trânsito bélico da megalópole, podem — ao menos por um momento — esquecer da guerra que é suportar as vias que se transformaram em trincheiras espremidas entre corredores de ônibus, motoboys e ciclistas e admirar veículos de combate nos dias 2 e 3 de novembro, no estacionamento da Assembléia Legislativa, entre Círculo Militar e o Parque do Ibirapuera.

No mesmo domingo, também em território do Exército, os cariocas organizam o Terceiro Encontro de Carros Antigos do Circulo Militar. Já os gaúchos de Carlos Barbosa deixam o espírito separatista de lado e convidam os antigomobilistas a se reunir no 4º Originale.

Terceiro Encontro de Carros Antigos, no Círculo Militar do Rio de Janeiro, RJ.

A quarta edição do Originale é a exposição que haverá em Carlos Barbosa, RS.


A F-1 é a categoria mais desenvolvida do automobilismo mundial, seus carros são o estado da arte da engenharia e seus engenheiros, os artistas de cada uma das maravilhas mecânicas que movimentam milhões e milhões de dólares.

Cada centésimo de segundo mais rápido que um carro pode conseguir por volta é o resultado de horas e horas de engenharia, estudos e testes. Muitas soluções são simples, outras complicadas, e outras ainda muito mais complicadas porque devem contornar as brechas do regulamento técnico da categoria.

Não é de hoje que o controle de tração é um recurso discutível, não apenas na F-1. Eventos recentes com a equipe Red Bull trouxeram à tona a discussão sobre este recurso que pode dar uma enorme vantagem ao piloto.




End. eletrônico: edita@rnasser.com.br                           Fax: +55.61.3225.5511 Coluna 4313 23.out.2013_____________________________________________

Novo Sentra apresenta a nova Nissan
Esqueça o que você sabe sobre a Nissan no Brasil. A empresa renasce, geometriza sua operação industrial, deixa de pegar carona em galpões curitibanos da Renault, e terá fábrica para 200 mil unidades anuais no Rio de Janeiro. É a soma da produção de Toyota e Honda.
A Nissan marcou-se por fugacidade em gestoria e na curta vida de produtos nacionais ou importados. Quando ordem do comando de sua união com a Renault a ambas definiu ter 15% do mercado brasileiro, demarraram-se ações: Renault mudou o foco de produtos, centrando-se na linha jogo duro, com romenos Dacia: Logan, Sandero e Duster; Nissan mudou administração, chamou François Dossa, tropicalizado banqueiro francês, investe na fábrica em Resende, RJ, forma equipe contratando o melhor no mercado — da Fiat tirou Sérgio Ferreira, condutor da operação Chrysler, e João Veloso, ex-relações com a imprensa continental, e mais três executivos — ver abaixo.
Sentra
Novo carro, revisto em estilo, decoração e motorização, gosto e exigências brasileiras — o original, a mercado mexicano e estadunidense é 1,8. Aqui, 2,0.
Sedãs são como o terno preto ou o avental branco para recém-formados advogados e médicos. Integram o figurino do crescimento profissional, e no usual agregam dupla função — uso em cidades e em viagens familiares. Daí, apenas evoluem na composição entre aumento de conteúdo e continência nos preços. Caso do único câmbio com polias variáveis — opera como automática, sem devorar potência ou cobrar consumo.
(foto: divulgação da época)

A 1ª ia a 70 km/h, a 2ª a 130 e a 3ª chegava a 180 km/h; isso no velocímetro. Que mais detalhes o caro leitor pode esperar de um autoentusiasta de 14 ou 15 anos? O negócio era esse e boa; era ver até onde iam as marchas daquele cupê V-8 na estrada vazia que cortava a fazenda. A reta ali é longa e relativamente plana, e o asfalto era novo e bom. Então, lenha. Mais marchas ele não tinha, nem precisava.

O Dart era estável. Bom carro. Sólido, robusto. Suspensão firme, bem mais firme que a do Galaxie, seu superior hierárquico na cadeia de status, e até mais firme que a do Opala, seu inferior, mas rodava suave e o motor virava liso, gostoso. E o Dart chegava a ser ágil para o porte; seu belo V-8 de 5.212 cm³ em muito contribuindo para isso, pois a grande potência em baixa o levantava de giro com muita facilidade estivesse lá em que marcha estivesse. As marchas eram poucas e boas: só as tais três mais a ré, alavanca de câmbio na coluna, a ré puxando a alavanca contra uma mola e levando-a para cima; a 1ª mesma coisa só que a alavanca ia para baixo; a 2ª tirando a alavanca da 1ª e soltando-a, no que ia para frente, sua “posição natural” empurrada pela tal mola, depois 2ª para cima e 3ª, para baixo. Para a 3ª marcha entrar bastava embrear e descansar a mão na alavanca quando em 2ª marcha que ela caía naturalmente para 3ª. O Opala e o Galaxie também eram assim, mesma disposição do conhecido "câmbio universal", tal qual a do Jeep Willys e do Ford Modelo A, só que vista por outro ângulo, pela lateral, por ter a alavanca no assoalho.

Como se vê, um carro era uma coisa bem mais simples (foto: divulgação da época)

Fotos: Audi, BMW, Bosch, Christian Weiss, Walt Disney Pictures



Estamos em 2023. Nossos carros são diferentes do que tínhamos 10 anos atrás. O conceito de transporte que temos no sistema viário contemporâneo é o de direção cooperativa, baseado na capacidade dos automóveis e outros sistemas de transporte se comunicarem com outros veículos e também com os meios de infraestrutura.

Inicialmente esta tecnologia foi puxada pela demanda em aprimoramento de sistemas de segurança, que pretendia fornecer aos viajantes sobre rodas informações suficientes e de maneira antecipada de modo a permitir um planejamento ou reação às diferentes e dinâmicas situações de trânsito.

O conceito evoluiu e passou a comportar outros benefícios, como, por exemplo, o atual sistema de localização, em que de modo síncrono e anônimo os veículos em circulação anunciam a sua posição, oferecendo aos sistemas de controle de trafego condições ideais para temporização de semáforos, abertura ou fechamento de posições em postos de pedágio, capacidade disponível de vagas de estacionamento, ou até mesmo informando ao posto de serviços mais próximo da chegada de um novo cliente necessitando reabastecimento.

Carros em rede

Fotos: autor

E um belo dia, me vi com três BMW série 3 na garagem. Coleção? Não. Coincidência. Colecionadores, seja do que for, tendem a ser “limítrofes”. De um modo geral,  por conta do interesse único, específico, mirado, que beira o fanatismo, freqüentam a tênue fronteira que separa as pessoas normais das radicais, monocórdias, chatas, “over”. Eu, hein...

Mas os BMW estão lá, ou melhor aqui. Não os coleciono, os tenho. O 320i, sedã 1986 (modelo E30 no código da marca de Munique) foi comprado em 2001, a Touring 328i 1997 (E36) em 2004 e, finalmente, um meio raro cupê 325 Ci 2001 (E46) chegou em janeiro deste ano. E visto que aqui no AUTOentusiastas vivemos uma onda de exibicionismo explícito, onde o Arnaldo conta sobre seu Porsche 914, o Bob fala de seu Passat TS, o Portuga exalta sua F-1000, o (invejoso...) MAO festeja sua BMW Touring 328, o Josias descreve seu Daihatsu Charade, resolvi entrar na onda e contar a minha história, ou melhor, as minhas histórias. Pois como disse são três...


Primeira história: BMW 320i

Em Nova York, no terraço de seu apartamento em Manhattan, a amiga Marta me mostra a paisagem. Estamos em agosto, verão quente, e no horizonte ainda estavam as Torres Gêmeas que apenas quinze dias depois (!!!) virariam pó. O computador da sala mostra fotos do skyline feitas do tal terraço do 40º andar, feitas em horas e estações diferentes. Paisagem com neve, paisagem com sol, paisagem de manhã, paisagem de noite... Interessante. E entre as fotos aparece de gaiato a imagem de um Porsche 911S Targa laranja. “Era meu, — diz Marta —  vendi pois usava pouco. Aqui em Nova York garagem é caro. Era de 1972, mas estava novinho.” 

O 911 S Targa da amiga Marta

E o BMW que foi do Helmut?, perguntei. “Ah, vendendo também. Manter carro no Brasil não vale a pena para mim. Estou indo cada vez menos e quando eu chego a bateria está sempre arriada. É mais prático alugar...”.

Marta chegou a Nova York para trabalhar no mercado financeiro nos anos 1990. Pensou que iria voltar logo mas foi ficando, ficando e... ficou! Com o tempo passou a se livrar das suas coisas paulistanas: móveis, apartamento, carro (que, como mencionado, comprara do amigo em comum, o Helmut). Só não se livrou dos amigos.