google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Carrera Panamericana 2013 tem Memo Rojas como atração especial. Tricampeão de Daytona quer repetir vitória do pai em 1988







No Distrito Federal (do México) o trânsito é caótico, os carros de mortais comuns não impressionam fanáticos por uma boa gasolina verde e a cidade hoje estava tomada por policiais de tropas de choque, conseqüência de mais um protesto. Nem por isso a "Pana" tem menos encanto aqui no México: o fato que o Studebaker Commander vencedor das edições de 2009/10/11 aparece novamente entre os favoritos e foi escolhido para a estréia de Memo Rojas na competição mais tradicional do automobilismo local, mostra bem a importância da Carrera Panamericana, evento que se realiza pelo 26º ano consecutivo. Tricampeão da 24 Horas de Le Mans, Rojas traz no currículo algo ainda mais caro para os entusiastas da prova: 25 anos atrás, em 1988, o vencedor foi um certo Guillermo Rojas. Tido como o piloto mexicano mais bem sucedido no estrangeiro, Memo desconversa quando um fã lhe pergunta se está sob pressão para repetir o feito do pai:

O Studebaker de Guillermo Rojas, vencedor em 1988
Fotos: Divulgação, Regress Press, Bob Alder, Craig Pitman, ABCVA, Felipe Madeira.


Sempre me pergunto como um bem de consumo tão cotidiano como o automóvel pode ser ao mesmo tempo tão único e fascinante.

Bem, antes de criar mais confusão com os leitores, quero dizer que está claro para mim que o carro não é como uma TV, um celular ou uma máquina de lavar roupas, bens de consumo bem mais difundidos, cotidianos e acessíveis, principalmente no caso das famílias do nosso país e reconheço que o poder aquisitivo da população brasileira não permite atingir a massificação do uso do automóvel como ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos.

Mesmo assim, vejo o automóvel como uma coisa muito presente em nossas vidas, na rotina da cidade, nas histórias das famílias, nas conquistas pessoais, nos momentos-chave da vida nas viagens e nos sonhos. Corriqueiro muitas vezes, especial em tantas outras.



Foto: wiresntyres.com



A foto mostra placas de limite de velocidade variável, segundo as condições, numa autoestrada inglesa. Mas, o que tem a foto com o título deste post? Tudo.

O portal UOL noticiou hoje que a partir de amanhã (21) a velocidade máxima em 14 vias do centro de São Paulo baixará da atual 50 km/h para 40 km/h, naquelas que os "inteligentes" engenheiros da Companhia de Engenharia de Tráfego dizem constituir a "rótula central" (eta nome pomposo...).

Claro, aí começam os "especialistas" a dar opinião, como o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego ((Abramet), José Montal, que disse que a redução de velocidade "segue uma recomendação internacional", mas, claro, sem dizer de onde ela veio. "'Pesquisas revelam que 95% das pessoas se salvam em acidentes envolvendo veículos com velocidade de cerca de 30 km/h. Mas 99% morrem quando os carros estão a 64 km/h', cita ele, que relata a preservação da vida como sendo o principal ganho da medida". Mas não informa que pesquisas são essas. Certamente são de uma reles ONG de país onde é usado o sistema inglês de medidas, pois 64 km/h é 40 milhas por hora.
Fotos: divulgação e autor 



Quando a Fiat lançou a Strada cabine dupla em junho de 2009, foi um grande avanço em termos de praticidade da picape derivada de automóvel líder do segmento desde 2000. Um passo nesse sentido já havia sido dado em 1999 com a versão de cabine estendida, contribuindo decisivamente para a conquista da liderança. Agora, decorridos quatro anos do surgimento da cabine dupla, mais uma versão de carroceria da Strada chega ao mercado, a cabine dupla com uma terceira porta no lado direito. Embora o fato de ser cabine dupla não signifique necessariamente ser um veículo para quatro ocupantes, em sentido amplo, já que o espaço atrás é pequeno, mais adequado para crianças até 12 anos ou adultos em trajetos curtos — o conceito 2+2 lugares —, é inegável que ser cabine dupla amplia muito a utilidade de uma picape; havendo uma porta dedicada a quem se senta atrás, essa utilidade se potencializa.

Visual da traseira ficou mais encorpado e elegante (divulgação)

Para aplicar a terceira porta a coluna central do lado direito foi suprimida. Para a Fiat de Betim, sem mistério: após a Segunda Guerra Mundial havia o 1100 E de quatro portas sem colunas:

Fiat 1100 E 1948, quatro portas sem colunas (classiccarsforsale.com.uk)...

...e Strada cabine dupla 3-portas (divulgação)


Fotos: GBfans.com e arquivo pessoal.

O Ecto-1, o rabecão "eternizado" como a viatura dos Caça-Fantasmas
Ecto-1 ou, se preferir Ectomobile, o nome é o menos importante, o que vale mesmo é a lembrança de quem foi criança nos anos 1980. Se o garoto curtia automóveis com certeza em algum momento se imaginou saindo de um antigo prédio dos bombeiros dirigindo um Cadillac funerário 1959 com uma reluzente pintura branca e sua estridente sirene e luzes arroxeadas. A bordo da enorme barca, quatro jovens cientistas paranormais com um objetivo: caçar fantasmas. Eu fui um desses moleques que sonhou em acelerar o carro do filme "Ghost Busters" ("Os caça-fantasmas",1984), mas, quem diria, hoje o veículo está moribundo à espera de uma merecida restauração, um carro à beira da morte.

Em um pátio de Hollywood, o Ecto-1 aguarda por restauração

Sim, parece um Corvette 

A tentativa de fazer um esportivo ou grã-turismo familiar não é nada atual, como prova esse conceito da outrora maior do mundo, a General Motors Corporation. Com poucas informações e fotos disponíveis, e sem sabermos como ele se comportava andando, o modelo acabou por ser ofuscado por muitos outros conceitos, chamados de dream cars (carros de sonho) à época, de estilos muito mais ousados e futurísticos.

Os anos 1950, os "Fabulous Fifties" são incomparáveis no que se refere a novidades de desenho de automóveis americanos. Foi o máximo dos máximos para a GM e  indústria automobilística americana de uma maneira geral, quando a maioria dos modelos era extensamente modificada ano após ano, e o consumidor se via enlouquecido diante de tantas novidades e versões que, se perder era fácil demais. Se eu pudesse voltar no tempo com foco automobilístico, seria  nessa década de 50 o meu desembarque!

Para divulgar o trabalho imenso do estilo da GM, os executivos da empresa continuaram e aumentaram a extensão do Motorama, a exposição que a GM fazia ao redor dos Estados Unidos para mostrar sua visão de futuro e que pode ser considerada a maior e mais consistente clínica de pesquisa de todos os tempos,   que vinha ocorrendo desde 1931 com interrupções normais devido a crises econômicas e guerras. 

Para o ano de 1956 surgia um Corvette grandalhão, que adotava o nome Corvette Impala. E já que o carro não foi produzido, o ótimo nome viria a ser aproveitado pouco tempo depois.

Corvette já era um nome famoso e empolgante para os autoentusiastas americanos, e a Chevrolet pretendia aproveitar o embalo para trabalhar bem essa marca e ter uma linha de modelos, ou ao menos o esportivo tradicional e esse Impala, para ao menos se criar a possibilidade do banco traseiro e o uso em grupos e famílias.






End. eletrônico: edita@rnasser.com.br              Fax: +55.61.3225.5511               Coluna 4213 16.out.2013
13ª. Autoclásica. Rolls ganha, mas Fiat e Bentley mereciam
Maior encontro sul-americano de veículos antigos, a argentina Autoclásica, realizada no largo — para eles — final de semana, incluindo um feriado segunda-feira, 14, mostrou sua característica principal: reunião renovada de participantes deixando seus esconderijos, expondo-se à luz, acercando-se do evento. Renovação de muita qualidade, inquantificável acervo. Quatro dias radiosos, de frio com sol, sem a chuva que volta e meia a referencia, tempo e situação de vegetação primaveril, belíssimos plátanos nas alamedas do Hipódromo de San Isidro, a 20 km de Buenos Aires. Grande maioria, por raridade ou estado mereceu tratamento sintético por vogais: ah, eh, ih, oh. Uh talvez tenha havido, mas terá sido protesto mudo quanto à escolha do Best of Show.
Rolls é Rolls, especialmente nos modelos pré-II Guerra, quando automóveis de luxo permitiam receber carroceria especial. No caso, o RR Phantom Sedanca de Ville, 1926, vestido por carroceria Baker. Vencedor, ao mesmo tempo servia para referenciar Alberto Lichenstein, segundo dono e atual proprietário que, decente, em fervor nacionalista, adquire veículos em chão pátrio, salvando-os de exportação, como aconteceu em quantidade industrial na Argentina e Uruguai em décadas passadas. Brasil também e, pior, continua exportando tesouros de nossa história.

Fotos: autor e divulgação



Antes que alguém pense que o novo Nissan Sentra atropelou alguém, o verbo serve para ilustrar a chegada de um japonês para enfrentar, à altura, os compatriotas Honda e Toyota, específica e respectivamente Civic e Corolla, os "donos do pedaço" chamado sedãs médios, fora os de outras nacionalidades. Para isso atributos não lhe faltam, a começar por um item muito sensível: preço. A sétima geração de uma linha nascida em 1982 no Japão e que chegou aqui em 2004 na sua 5ª geração — a 6ª Japão/2ª aqui é de 2007 — vem em versões S, SV e SL, todas com o mesmo motor de 2 litros, bloco e cabeçote de alumínio duplo comando para as 16 válvulas, acionamento por corrente e variador de fase na admissão, de 140 cv a 5.100 rpm e 20 m·kgf a 4.800 rpm, independente de estar com gasolina ou álcool no tanque.



A versão S só dispõe de câmbio manual de 6 marchas e custa R$ 60.990. A SV, intermediária, é associada a câmbio automático CVT exclusivamente e seu preço é R$ 65.990. A versão-topo SL, logicamente a mais bem dotada, sai por R$ 71.990, também só com CVT. Vendas começam em novembro e a Nissan prevê mix de vendas de 10%, 50% e 40%, respectivamente, para os 2.000 carros por mês que planeja vender.

Esta 7ª geração no mundo e 3ª aqui traz como novidade estilo renovado e espaço interno. O desenho da Nissan é responsabilidade do Centro de Estilo da fabricante em San Diego, na Califórnia e pode-se dizer que fizeram bem o dever de casa. Chama a atenção o desenho do pára-lama dianteiro com curvatura vertical que remete aos carros antigos, de muito bom gosto e diferente do habitual. No restante segue as tendência atuais das carrocerias de seis janelas. Houve ganho em aerodinâmica, o coeficiente de arrasto baixou de 0,340 para 0,287 e, embora não informado quanto, houve redução da área frontal por conta da largura e altura ligeiramente menores. E nada de saídas de escapamento falsas.



O indicador de desgaste da banda de rodagem (TWI): quando ele toca o solo, já passou a hora da troca

Caros leitores, comprei pneus novos.

Poderia só ser um objeto qualquer que todos precisamos comprar nos nossos cotidianos. Ou poderia ser como uma propaganda de alguns anos atrás, que dizia que você não precisava pensar em pneus se usasse aquela marca. Ou que a marca era para quem não queria nem lembrar que pneus existem. Era alguma besteira desse naipe, uma coisa típica dos anti-automóveis, espécie maldita,  em moda hoje. Inimigos da evolução humana.
Fotos: autor


Na frente, tudo novo: pára-choque, grade, faróis, capô.

Senhores, em primeiro lugar preciso compartilhar com vocês minha promoção: de agora em diante não sou apenas mais um blogueiro do AUTOentusiastas. O Bob me promoveu a Especialista em JAC. Não sei bem se é realmente uma promoção ou vingança, já que (lá veio o trocadalho...) fui chefe do Bob um bom tempo. Agora que é meu chefe aqui no AE, o Bob me agracia com este título honorífico. O pior, gostei.
 
JAC J6 concorre com Honda Fit, Fiat Idea e Chevy Spin

Carro diferente é minha praia. E os chineses são diferentes, pelo menos por enquanto. A JAC, considerada a melhor chinesa que atua no Brasil, também é a mais esforçada. Tanto que já fez um “face and ass lift” no monovolume J6, pouco mais de dois anos dele ter entrado em cena. Apesar de não ser o ator principal da JAC — titulo ostentado pela dupla J3, hatchback e J3 Turin, sedã — o J6 também começou com boas perspectivas de mercado. Mas, a JAC até exagerou um pouco na entrada no Brasil, fazendo grande alarde, sempre calçada no argumento “preço”. Com isso, muito arautos do apocalipse começaram a bradar contra a “invasão chinesa”, que mal representou 2% ou 3% de mercado, e o governo fez o que sabe melhor: tacou mais 30 pontos porcentuais de IPI nos importados que não do México, Argentina incluída, além de ter sido "ajudado" pela valorização dólar em 30%. Isso, se não quebrou, pelo menos machucou as pernas da JAC, que teve de rever seus conceitos.
 
Versões de cinco ou sete lugares, com bancos rebatíveis


www: Santa Internet, Bernie


Durante muito tempo. Bernie Ecclestone rejeitou e espezinhou a internet. Não fosse por ela e eu, aqui na Califórnia, a caminho da Carrera Panamericana, ainda estaria procurando saber detalhes do GP do Japão... O país dos comics ainda não leva a F-1 a sério...


F-1 e o American Way of Life


A Califórnia, estado mais rico dos Estados Unidos, tem uma cultura peculiar tão ampla quanto sua extensa costa sobre o Pacífico. As águas deste oceano são reconhecidamente frias mas jamais poderiam ser compradas com o jeito "cool" de seus habitantes, um verdadeiro cheese salada com fritas e muito chilli. No último domingo, anteontem, o sol acordou apropriadamente no horário comercial, dando as caras quando as lojas abriam por volta das 11 da manhã e num dia onde "business spirit" era o de promoção de vendas em cima do Columbus Day, ou Dia de Colombo, o descobridor da América em uma história que apenas o Brasil não compartilha, como se estivéssemos incrustados em outro continente.

O tempo local levava 16 voltas de 60 minutos de desvantagem em relação ao momento em que Sebastian Vettel conseguia sua quinta bandeira quadriculada consecutiva, desta vez marcada pela enésima superação em cima de Mark Webber, e o clima nos arredores de Los Angeles agradava os petrol heads de uma forma muy distinta. Uma picape do ano puxava um trailer equipado com uma moto BMW dos anos 1950 com cara de nova e sem resquícios de botox em sua irretocável pintura preta. De repente passa uma cegonha de encher os olhos em papais, mamães e avós corujas: do alto de suas plataformas, babies de todas as raças: uma Kombi, um Triumph, um BMW série 3 igual à que aparece nos meus sonhos, dois muscle cars e uma picape Ford da época daquela moto.

Como dizia Cazuza, o tempo não pára e, como que a contrastar com o grito do saudoso poeta que viveu intensamente, passa um tão imponente quanto silencioso Tesla, esportivo elétrico que nas vizinhanças de Hollywood faz as vezes de protagonista frente a figurantes híbridos que se movem quase tão silenciosamente quanto. Como que num grito de desespero repleto de estilosos decibéis Porsches Panamera, Mercedes-Benz de vários cores e credos, versões modernas de Mustangs e Camaros — e os sempre presente Dodges —, abriam alas com o grave enredo de seu motores em V.

Neste melting pot de cultura consumista e hedonista lembro das batalhas de dois amigos californianos dos meus tempos de correspondente na F-1, Pamela e George. Casal próximo ao que interpretamos como representantes da paz e do amor, entre os anos 1980 e 2000 eles seguiam todos os Grandes Prêmios representando a FOSA, a Formula One Supporters Association, uma agência de notícias que levava aos americanos detalhes de treinos e corrida via boletins telefônicos. Hoje eles acompanham uma ou outra corrida por ano, se tanto, mas seguem vivendo um sonho que Janis Joplin descrevia muito bem quando abria a alma cantando versos como Oh. Lord, won't you buy me a Mercedes-Benz, my friends all drive Porsches...

O Cirquinho do Tio Bernie não tem mais os motores Porsche — OK, TAG —, mas tem a Mercedes. Só os Estados Unidos continuam dando pouca atenção à categoria. Quem sabe por isso Ecclestone tornou-se internet-friendly e aceitou esta nova mídia. Não fosse por ela eu, outrora um fanático e apaixonado e hoje um apreciador do que acontece no planeta F-1, ainda estaria sem saber o que aconteceu na corrida que poderia ter garantido o quarto título consecutivo de Sebastian Vettel. Foi por causa dela que eu tive mais tempo para curtir tantas relíquias e jóias modernas que me mantêm um autoentusiasta, mesmo dedicando cada vez mais tempo aos vinhos e às guitarras...

La Pana vem aí


Minha coluna da semana que vem terá um tom ainda mais saudosista: nela começarei a descrever minha descoberta da Carrera Panamericana, ou simplesmente La Pana, como a competição é tratada pelos hermanos mexicanos. Disputada pelo mais próximo daquilo que conceberíamos como a mais perfeita releitura de uma carretera, a corrida começa dia 24 em Vera Cruz e termina dia 31 em Zacatecas. No percurso diário de cerca de 500 km as duplas percorrem estradas em trechos que mesclam deslocamentos e provas contra relógio. Algo bem diferente de minha experiência com autos clássicos no Gran Prémio Histórico da Argentina, prova que disputei no ano passado.

WG


A coluna "Conversa de Pista" é de total responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
De Brescia, no norte, a Roma e volta pela costa do Adriático (imagem grandprixhistory.org)

O Fangio disse que trocaria um de seus cinco títulos da Fórmula 1 em troca de uma só vitória na Mille Miglia. O máximo que ele conseguiu na MM foi um segundo lugar, o que não é nada mau para um mortal, mas o Fangio era o Fangio, indiscutivelmente o melhor piloto, o mais completo, de sua época. Com essa confissão tem-se uma idéia do quanto essa corrida de estrada foi importante. 

Começou em 1927 e foi até 1957, quando, após um terrível acidente, onde o piloto espanhol Alfonso de Portago, com Ferrari 335 S, o co-piloto Edmund Nelson, americano, e nove espectadores morreram, veio uma grita geral — até o papa deu tremenda bronca —, e aí ela foi proibida.

Essa corrida, sim, foi de lascar. De uns anos para cá vem ocorrendo o que eles chamam de “revival”, onde somente modelos que participaram da original podem participar. Virou um evento social politicamente correto, rali de regularidade, light, com direito a champanhe gelado regando buchos de novos-ricos e nobres quebrados. Os carros continuam espetaculares, felizmente.


Mas não é bem sobre isso que estamos aqui. É sobre os Flechas Vermelhas — como eram chamados os Ferrari que competiram na MM durante a década de 1950 — que aqui trataremos, já que de 1948 a 1957 a marca venceu oito provas. Portanto, em 10 provas a Ferrari venceu oito. Das que não venceu, chegou quase lá. Em 1954, quando Alberto Ascari venceu com um Lancia D24, um Ferrari chegou em 2º. Em 1955, quando Stirling Moss venceu com um Mercedes 300 SLR e o Juan Manuel Fangio — também com um 300 SLR — chegou em 2º, um Ferrari chegou em 3º.   

Uma vitória na MM, devido à repercussão nacional, trazia mais prestígio, ao menos junto ao povo italiano, que uma vitória em Le Mans. Foi na MM que a Ferrari se consagrou. Nela, sim, a marca foi imbatível, o maior orgulho do Comendador Enzo Ferrari. 

Vamos aos Ferrari da Mille Miglia, ano a ano, um a um, ficha técnica por ficha técnica, segundo o livro "Red Arrows" escrito por Giannino Marzotto, vencedor de duas MM, um gentleman driver que pouco se aventurou em outras provas, pois para ele essa era “a” corrida.

Vale notar que as velocidades máximas eram realmente suas velocidades máximas possíveis, pois a transmissão era acertada para isso, já que havia vários trechos com longas retas, bem longas. Numas delas o Moss disse que, estando a toda em seu Mercedes 300 SLR, por ele passou um Ferrari 121 LM. E não foi à toa, já que a potência do seu 300 SLR 3-litros de 8 cilindros em linha não passava dos 310 cv, enquanto que a do Ferrari 121 LM era de 330 cv.

Os tempos de prova variam principalmente devido às condições de clima, se chovia ou não. O Moss ficou com o recorde de todas as provas principalmente porque não pegou chuva alguma, e chuva era muito comum nessa prova, especialmente no veloz trecho entre Pescara e Ravenna, na costa Adriática.

Vale notar também que a Ferrari tinha o bom costume de nomear seus modelos com a cilindrada unitária, de cada cilindro. Por exemplo, um 250, tendo motor V-12, tinha 3.000 cm³ redondos (250 x 12 = 3.000). Não sei por que mudaram isso. Também não sei por que não continuaram a fazer carros tão lindos e tão viscerais.

1948 - Ferrari 166 S (1949) 
Venceu, Clemente Biondetti, em 15h05’44”

(www.listal.com)

Fotos: José Madeira e ABCVA



Consta nos registros da maternidade que cheguei do lado de cá da existência às 10h40 de uma manhã de setembro de 1970. Não está registrado porém, mas sei que lá fora, na saída, pronto para me levar para casa, estava esperando um Volkswagen Sedã verde Folha ano-modelo 1970, retirado 0-km pelo meu pai em abril daquele ano. Caso eu fosse competente o suficiente para guardar as memórias dos primeiros dias de vida, lembraria do cheiro do curvin preto que revestia os bancos e do som cadenciado do seu ainda pouco rodado motor 1300.

As placas amarelas traziam um emblemático (ao menos para mim) AB-0556. Na época em que elas saíram, substituindo as anteriores laranjas que não tinham letras, só números, o amigo despachante comentou com o meu pai que era melhor esperar um pouco para já pegar os documentos do carro com as placas novas, por isso elas indicavam os primeiros números da segunda seqüência possível, apenas depois dos AA.

Existe também um outro registro deste saudoso Fusca, desta vez como passageiro do navio Eugenio C, embarcando em julho de 1974 para uma viagem transatlântica até Lisboa. O navio de bandeira italiana teve ainda o privilégio de ver o Fusquinha rodando a bordo, pois o encarregado do embarque de veículos “autorizou” meu velho a conduzir o verdinho até seu local de estacionamento no convés, onde onde ficou apreciando a brisa do mar por sete dias, sendo apenas visitado de vez em quando para uma girada no motor, pois meu pai não queria pagar o mico de estar sem carga na bateria ao chegar em seu país natal.

Fotos: Divulgação Alfa Romeo


Os 240 cv do Alfa Romeo 4C só têm que carregar 895 kg. Isso dá uma relação peso-potência de 3,7 kg/cv. O motor turbo central-traseiro vai instalado transversalmente e a tração é traseira, óbvio, com 60% do peso atrás. Isso te lembra os Lotus Exige e Elise? Tem mais é que lembrar. Agora imagine o conceito que originou esses magníficos Lotus sendo interpretado pelos engenheiros e designers italianos da Alfa e Ferrari. Da estrutura do carro, troque por compósito de fibra de carbono o que houver de alumínio. Dessa imagem brotará um Alfa Romeo 4C.  Deu água na boca? Pois é, nem me fale.

O 4C foi revelado no Salão de Genebra de 2011 e finalmente entrou em produção, que não será muita, apenas 3.500 carros por ano. As vendas começaram em setembro na Europa e em novembro o carro chega ao mercado americano, o principal alvo da Alfa Romeo e para o qual destinará 2.500 carros daquele total. Na Europa seu preço parte de € 53.436, equivalente a R$ 160.000. Resta torcer para que um facho de luz ilumine a Fiat brasileira e esta, visando demonstrar sua capacidade tecnológica, nos traga alguns, já que a Alfa Romeo pertence ao conglomerado turinês.

O 4C é compacto, com 3.989 mm de comprimento e 2.380 mm entre eixos; largura, 1.864 mm e altura, 1.183 mm, bem baixo. O porta-malas, na dianteira, é tímido, apenas 110 litros.

Rápido de curva, pregado no chão

Fernando Haddad fala no Fórum da Mobilidade Urbana, seminário do jornal Folha de S. Paulo, (foto Eduardo Kannp/Folhapress)

Desde quando falei pela primeira vez sobre o tumulto que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vem fazendo, perturbando a vida da cidade, no post Faixas da alienação de dois meses atrás, notei, e acho que os leitores também, uma escalada nessa questão toda, com o automóvel sendo demonizado de uma maneira como nunca se viu. A coisa chegou a um ponto tal que realmente não sei onde irá parar.

O jornal Folha de S. Paulo realizou esta semana o seminário Fórum da Mobilidade Urbana, colocando mais combustível na histérica pilha (é por essas e outras que risquei este jornal da minha lista de leitura faz tempo). Histérica a ponto de ter sido publicada uma coluna no caderno Cultura do Globo online que é um libelo contra o automóvel. O autor, Mário Sérgio Conti (ex-apresentador do programa "Roda Viva" da TV Cultura, mas não me lembro dele), se baseia num livro lançado no último dia 9 de maio nos Estados Unidos intitulado "The People's Car: a Global History of the Volkswagen Beetle" (O Carro do Povo: Uma História Global do Volkswagen Besouro)", de Temer Bernhard Rieger, para atacar o automóvel, de maneira geral, com uma virulência assustadora. Vale a pena ler, clique no link acima, para avaliar o que está acontecendo com a cabeça das pessoas em relação à máquina que mudou o mundo e que representa a expressão máxima de liberdade individual. Eu soube dessa coluna graças ao comentário de um leitor dentro do post "Distração, o perigo à espreita".




End. eletrônico: edita@rnasser.com.br                         Fax: +55.61.3225.5511 Coluna 4113  09.out.2013

1913, o sucesso do automóvel começa aqui
Se há marcos importantes na história de transformar o automóvel no principal ícone da história do século 20, um deles é o desenvolvimento do conceito da linha de produção. O processo supera dividir o processo em estações de trabalho, com operários, maquinário e as peças dispostos ao lado de um caminho onde as partes são agregadas e se transformam em veículos.
Antes, com esforços, movimento e tempos desperdiçados, com trabalhadores andando para buscar peças e fixá-las, um Ford levava 12 horas para ficar pronto. Com o novo conceito, inspirado na seqüência de atividades de um matadouro bovino para separar carnes e ossos, só que invertida, o tempo reduziu-se – inicialmente a 90 minutos. Ao final da produção do Modelo T, com uma fábrica central e montadoras pelo mundo, um carro deixava a linha a cada 24 segundos!                      
Mais
O ganho de produtividade permitiu a Henry Ford, capitão da implantação dos procedimentos, aumentar o salário dos funcionários, reduzir o preço do Modelo T de 800 para 295 dólares, e deflagrar os conceitos de qualidade das peças, tempo, produtividade, logística, liderar a produção, expandir-se mundialmente. Uma curiosa conseqüência de varejo, para aprimoramento de qualidade, a Ford treinou seus operários para usar paquímetros — um medidor de espessuras de grande precisão, capaz de aferir medidas de peças. E passou a produzi-los vendendo-os por preços baixos para melhorar a qualidade dos serviços de manutenção.
Parece conceito antigo, mas hoje a Ford se volta a ele e à produtividade. Unifica, em todo o mundo, produtos e processos. Muito reduziu a variedade de plataformas, hoje 15 para todos os seus veículos em todo o mundo. Até 2017 quer apenas 9 e nisto pretende ganhar 30% em produtividade.

1913: linha de montagem do Ford Modelo T
Caro leitor,

Estréia hoje, no AUTOentusiastas, Felipe Madeira. Velho amigo, ele pertencia ao grupo de autoentusiastas que foi o embrião do AE, isso em 2006/2007. Engenheiro mecânico, atua na indústria desde o início dos anos 1990 no segmento de autopeças e fabricantes de veículos. Seu interesse é o mercado automobilístico nacional, "mas sou antenado no que acontece lá fora", diz. O Felipe começa nos brindando com um amplo e interessante texto sobre o Alfa Romeo Alfasud que, tenho certeza, você vai gostar muito.

Seja bem-vindo a esta sua nova casa, Felipe!

Bob Sharp e toda a equipe do AUTOentusiastas

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 CARROS DE VERDADE NÃO SOBREVIVEM POR ACASO

Fotos: Divulgação, Jean-Yves Baglan, Mick Covill e Jason Goulding



Sempre que contamos uma história italiana é necessário visitar algum pormenores para manter fidelidade ao estilo de ser, agir, pesar e de encarar la dolce vita naquele país. Inicialmente tem que ter barulho, tem que agradar aos olhos, tem que falar de governo, tem que apresentar uma família italiana, tem que ter uma pausa para um café, tem que ser criativa, tem que oferecer riscos, tem que ter glória, tem que ter dificuldades, tem que falar de dinheiro e, finalmente, tem que acabar de maneira melodramática. 

Assim, com esta premissa, partimos para a viagem no mundo do Alfasud Sprint, um modelo muito fiel a tudo isso que esperamos encontrar em una vera storia italiana.


Os Alfasud Sprint saíam nos anos 1980 da mesma fábrica italiana que hoje alcança o grau máximo de reconhecimento em sistemas de produção — nível Gold WCM (World Class Manufacturing) — uma metodologia de organização do ciclo produtivo que premiou a linha de produção do novo e atual Fiat Panda. São as mesmas instalações que também já conviveram com produtos glamorosos como os Alfa 33, 155 e 156, ou alguns nem sempre tão populares como o Autobianchi Y10. Assim é Giambattista Vico, nome atual da fábrica que era Alfasud Pomigliano e hoje é Fiat.


Foto: www.sciencedaily.com


O grande culpado pela distração ao dirigir foi, durante muito tempo, o motorista conversar. Lembro-me, e muitos também, do aviso nos ônibus "É proibido conversar com o motorista". Hoje a recomendação está abrandada: "Fale com o motorista somente o indispensável". A conclusão é óbvia: o motorista pode falar com alguém enquanto dirige, por que não?

Nem preciso falar no "grande culpado" da distração do nosso tempo, o telefone móvel, vulgo celular, a ponto de ter sido incluído no rol das proibições de códigos de trânsito no mundo todo, inclusive no nosso. Mas acredito tratar-se mais de manifestação de misoneísmo (rejeição da novidade) do que qualquer outra coisa.

Num vôo longo recente assisti a um filme no qual o personagem estava num trem na Suíça e recebe uma chamada no telefone. Falou baixinho, colocando a mão no fone para o interlocutor poder escutá-lo, enquanto outros passageiros se voltaram para ele com cara de indignação. Qual o problema não se poder conversar num ambiente coletivo? Por acaso trem é biblioteca, onde pessoas estão lendo concentradas?

Centro de Pesquisa da Ford nos EUA, havia um parecido, prédio menor, em São Bernardo do Campo

Estávamos em pleno curso do Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, a Volkswagen dominando desde a primeira temporada, em 1984. Como muito leitores já sabem, cabia-me administrar o empenho técnico-esportivo da VW tanto neste campeonato quanto no de rali, com participação oficial (para isso tínhamos carteira de Concorrente, emitida pela CBA). Eu fora contratado especificamente para isso no início daquele ano. O nosso sistema incluía maciço envolvimento da engenharia, então chamada Pesquisa e Desenvolvimento, dirigida por Philipp Schmidt, o criador do Gol.

Este diretor determinou que um engenheiro seria designado para ficar "colado" comigo, a Competições, subordinada à diretoria de Vendas e Marketing, departamento de Assistência Técnica - Produto, chefiado por Ronaldo Berg. Schmidt deu ordens expressas para que esse engenheiro, o Luiz Antônio da Silva, e eu, fôssemos prontamente atendidos naquilo que pedíssemos e determinou que um dinamômetro ficasse à disposição da atividade de competições, na Ala 17, no alto do morro onde até hoje está a engenharia, em São Bernardo do Campo.

Tudo ia muito bem até que em julho de 1986 foi anunciada a constituição da Autolatina, empresa holding que controlaria a Volkswagen e a Ford, com 51% de capital da fabricante alemã e 49%, da americana. Ocorreram diversas mudanças estruturais, inclusive a língua oficial, que passou do alemão para o inglês — tinha sua lógica, afinal todo alemão fala inglês e nenhum americano fala alemão. Um das mudanças foi que não poderíamos mais dispor do dinamômetro na Ala 17, teríamos que usar o da Ford no Centro de Pesquisa, o CPQ, à margem da Via Anchieta, quase no fim da rodovia sentido São Paulo.

Depois que o post foi publicado, o leitor totiy comentou que o prédio hoje é da Uniban, encontrei uma foto e coloquei-a (13h05).

O prédio do CPQ, hoje, da Uniban campus ABC (wikimapia.org)


Tufão Vettel


Sem o previsto tufão, rivais ficam no vácuo de Vettel, cada vez mais próximo do quarto título na F-1. Massa erra na primeira volta, mas ganha fôlego para assumir Sauber. Congresso da SAE discute futuro do automobilismo brasileiro


Vettel venceu a quarta corrida consecutiva (foto Red Bull-GEPA)


O esperado tufão não apareceu e o alemão Sebastian Vettel deu mais uma exibição de superioridade ao dominar o GP da Coréia no mais autêntico estilo barba-cabelo-bigode: largou na pole position, liderou de ponta a ponta e fez melhor a volta da corrida. Kimi Räikkönen e Romain Grosjean completaram o pódio em segundo e terceiro lugares, respectivamente, repetindo o resultado que o time de Enstone conquistou nos GPs do Bahrain e Alemanha. Em São Paulo, ontem, o Painel Motorsport do Congresso 2013 da SAE BRASIL reuniu especialistas e apaixonados para debater o futuro do automobilismo nas próximas três temporadas, quando o Brasil vai sediar a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e o Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.

Líder do Mundial liderou de ponta a ponta e fez a volta mais rápida (foto Red Bull-GEPA)

Fotos: autor
Vista do principal cômodo do lugar, a garagem que abriga o acervo do museu

Enquanto muitos colecionadores se dedicam às versões esportivas ou luxuosas, alguns — ainda poucos — focam nos modelos de entrada, ou seja, versões básicas, sem opcionais, sem conforto e até alguns itens que com o passar do tempo julgamos indispensáveis. Quando encontramos uma garagem com um ou outro carro "completinho", mas com a maioria dos veículos em suas versões mais espartanas, estamos certos de que aquele é um campo de nudismo à moda antigomobilista, onde a falta de conforto não diminui em nada o prazer de apreciar máquinas que faz muito autoentusiasta admirar, um carro pelado.

No início deste ano fui visitar um grande amigo, no interior paulista, a cidade fica próxima à capital, mas é um paraíso com poucos habitantes e muito espaço livre. Boas estradas levam até o lugar e ali fica guardada a maior (e melhor) coleção de automóveis antigos populares que conheço. Elementos de sobra que foram o combustível perfeito para aproveitar um sábado.

Dentro do galpão, que é o cômodo principal da construção, ficam abrigados os automóveis, e há também os quartos, a sala e a cozinha, que têm como visão a garagem. Por fora ninguém diz que ali é uma coleção, ou melhor, um museu. Esporadicamente ele fica aberto ao público, mas ainda de maneira tímida, a idéia é que a identidade do proprietário — e sua privacidade — sejam preservadas.

A vista interna de todos os cômodos do prédio tem visão para a garagem.

Um esportivo de quatro portas com um século

O Coey Flyer mostrado na foto acima é provavelmente o único existente. A empresa americana durou pouco, em duas fases, de 1901 a 1902 e de 1913 a 1917. Justamente em seu retorno, em 1913, construiu esse carro, o Six Touring de quatro portas e cinco lugares, carro médio para os padrões americanos da época, com entreeixos de 128 polegadas (3.251 mm).

Antes dele, a Coey fabricara o Bear cyclecar, uma categoria de carros pequenos e leves com motores de moto, da qual o mais famoso representante é o britânico Morgan de três rodas. Na foto abaixo, um Coey de corrida cuja base de construção foi um desses Bear, antes de uma prova em que participou justamente um Morgan. Desde o início Charles Coey fazia seus carros de forma a ter versões de corrida, já que essa era a verdadeira propaganda para atestar a qualidade dessas máquinas magníficas que despertavam paixões em todos, muito diferente dos dias atuais.

Inscrição bem grande no carro, para propagandear a nova marca

Ilustração de anúncio de jornal para o Bear
Fotos: Divulgação/ Organizadores dos eventos

Outubro é um mês cheio para os antigomobilistas. Por isso, dividimos a sessão agenda em duas partes. Ainda neste final de semana, em São Caetano do Sul, na grande São Paulo, a terra da GM recebe o pessoal que curte Volkswagen. É a primeira edição da Expo VW Clássicos, no Espaço Verde Chico Mendes, um belo parque com um jardim que ficará repleto de "besouros" feitos de lata e seus familiares.
 
1º Expo VW Clássicos – 12 e 13 de Outubro, Parque Chico Mendes, São Caetano do Sul

Ainda na linha dos encontros monomarca, o pessoal do Mopar Clube do Brasil promove o sexto encontro anual do clube, em Jundiaí, no interior paulista. O evento acontece dentro da cidade, no Beco Fino, um local com diversos restaurantes e amplo estacionamento.
 
6º Encontro Anual do Mopar Clube do Brasil, em Jundiaí, SP
Em Taió, Santa Catarina, realiza-se o segundo encontro de veículos antigos, um evento para o final de semana inteiro. Mais ao sul, para quem curte carro em movimento, a pedida é a vigésima segunda edição do "Rallye dos Gringos", Ás inscrições podem ser feitas através do e-mail: scaa@scaaautomoveisantigos.com.br.
 
XXII Rallye dos Gringos – organizado pela Sociedade Caxiense de Automóveis Antigos, no RS
Encontro de Veículos Antigos, em Taió, SC
Os mineiros também colocam os carros para rodar no Terceiro Passeio da Liberdade, entre os dias 25 e 27 de outubro. O evento é para comemorar o Dia do Antigomobilismo mineiro, no final do mês. Paranaenses também aproveitam o dia 27 para expor seus automóveis antigos no Fest Car, em Mandirituba, PR.

Segundo Fest Car, encontro para o último domingo do mês, em Mandirituba, PR

Terceiro Passeio da Liberdade, para comemorar o Dia do Antigomobilismo mineiro, em Tiradentes, MG

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