google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Antes de começar, peço desculpas pelo longo post com tantas fotos. Sei que para alguns leitores a página demora muito para carregar quando há muitas fotos. Mas não consegui escolher quais poderiam ficar de fora.

Esse post foi pensado para não ter nenhuma palavra. Porém acredito que nem todos captariam minha proposta. Além dos detalhes que valorizam as formas e das cores que ajudam a compor imagens que falam por si sós, a ideia é que cada um complete a foto usando sua imaginação. Seja para apenas completar o carro, imaginar como deve ser o resto dele, que motor usa, ou até para pensar em uma situação ou cena com o carro da foto. Acho que para um feriadão é uma ideia legal.

Claro que acho o nome dos carros importante. Mas também deixo para vocês a brincadeira de lembrar dos nomes de cada um. Escolha as fotos/carros preferidos e use sua imaginação.Se você pensar numa história muito legal e quiser escrevê-la, pode enviar para nós.

PK

O Dr Alexandre Murad pode ser um eminente cardiologista paulistano, mas o que o move realmente são os carros antigos. Tradicional colecionador e com um trânsito fácil no meio, O Dr Alexandre vem promovendo, já há 9 anos, uma carreata anual de carros antigos pelas ruas do bairro de Moema, na capital paulista, com o objetivo de angariar agasalhos e mantimentos não perecíveis para ajudar os mais necessitados durante o duro inverno de nossa cidade.
Os AUTOentusiastas sempre estão presentes, visto que os dois filhos do Dr Murad (Alexandrinho e Guilherme) são grandes amigos nossos, fora o fato de que o evento é de causa nobre, e muito agradável de se participar. A qualidade e quantidade de carros que se junta a carreata é melhor a cada ano.

Este ano, a já famosa "Carreata da Solidariedade" de Moema ocorrerá no dia 30 de maio próximo. A concentração é na Al. Jauaperi, esquina com a Av. dos Eucaliptos, em frente à Igreja Nossa Senhora da Esperança, de onde os carros partem para duas carreatas distintas pelo bairro, uma seguindo pelo lado conhecido como "Pássaros", a outra, pelo lado conhecido como "Índios", tomando a Av. Ibirapuera como divisor.
Os carros e os voluntários seguem pelas ruas colhendo doações, sejam entregues pelas pessoas nas ruas, pelos porteiros de prédios que já separaram suas doações, ou até mesmo jogadas pelas janela.
Se você tem um carro antigo, ou simplesmente quer ajudar, encontre-nos lá na concentração, a partir das 9h da manhã do dia 30 de maio. Se quiser fazer sua doação de roupas ou de alimentos não perecíveis, vá à concentração, ou nos aguarde pelas ruas do bairro. As entidades ajudadas agradecem.
Participe! Ajude! Leve calor humano a quem precisa!

MAO
Com fotos de Paulo Keller e Juvenal Jorge


A marca FN (Fabrique Nationale de Herstal) é muito mais conhecida por suas armas. Afinal de contas, a indústria belga foi fundada em 1899 justamente para produzir armas e munição, e teve uma história gloriosa neste campo durante mais de 100 anos, que inclui o famoso fuzil FAL e a pistola Browning Hi-power, baseada no imortal Colt 1911 A1 de John Browning, mas com munição em calibres “europeus” como o 9 mm e o 7,63 Luger.
A indústria de armamentos, por sua intimidade e pioneirismo com a precisão e alto volume de produção, esteve sempre muito ligada ao início do automóvel e das motocicletas, como já contei aqui quando falei de Henry Leland. Assim, vemos a FN desde o seu começo produzindo bicicletas (tanto a corrente como a cardã), e seu logotipo reflete isso: um fuzil e um pedivela cruzados, dividindo as letras F e N.
As motocicletas não demoraram a aparecer. Mas em 1905, aparecia a maior contribuição da marca belga para a história da motocicleta: o primeiríssimo quatro cilindros em linha.

Desde que a Honda popularizou esta exótica configuração no fim dos anos 60, quatro cilindros em linha em uma moto parecem corriqueiros, mas ainda me lembro de uma época em que ver quatro tubos de escape saindo de um reluzente e aletado motor de motocicleta, feito um cacho de bananas cromado e brilhante, ainda nos fazia parar catatônicos, ao mesmo tempo que um arrepio percorria a espinha e o queixo perdia toda a sua sustentação... Era algo raro, exótico, tão irreal em seu exagero e óbvia potência, que simplesmente nos embasbacava. E o som! Ah, a melodia catártica que emanava daqueles quatro tubos juntados em um! Era algo que fazia o nosso dia, nosso mês e o nosso ano, apesar de durar alguns segundos apenas.
E parar catatônico foi o que fiz quando, percorrendo a deliciosa feirinha de Lindoia no fim de semana passado, encontrei a moto cujas fotos ilustram este post. Uma FN!


Provavelmente um modelo de antes de 1910, estava lá em toda sua glória uma moto que só tinha visto em fotos muito antigas e sem detalhes. O motor , com a admissão sobre o escape, é minúsculo e parece obra de um relojoeiro. O magneto Bosch é enorme, perto do delicado motor. Inicialmente com 365 cm³, a partir de 1906 já tinha 410 e, finalmente em 1910, 498 cm³. A transmissão final é por cardã, e a moto na verdade tecnicamente é um ciclomotor, pois tem uma corrente e pedais de bicicleta para partida e emergências. O garfo dianteiro é cantilever, e a traseira é rígida, sem suspensão.
Algo raro, historicamente significativo e inacreditavelmente belo para qualquer um com alguma afinidade mecânica. E imaginem o barulho que deve sair desses quatro escapamentozinhos...

MAO

E eu acordei de madrugada de novo para assistir um GP de Fórmula 1. Bem, isso não é novidade para ninguém aqui em casa.

Independentemente da corrida ter sido boa, devido as diversas alterações de posições, a sorte de Jenson Button ao permanecer na pista, o show de pilotagem de Lewis Hamilton, duas coisas ficaram remoendo na minha mente.

1º - O que realmente estará acontecendo com Michael Schumacher?
Não é repetir o que o Reginaldo Leme falou durante a transmissão, porque venho comentando isso com amigos durante toda a semana, mas tenho a impressão de que o "velho" Shummy está usando o carro errado. Sempre se soube que ele prefere um acerto de suspensão que torne o carro sobresterçante, diferentemente de todos os outros pilotos, que se sentem mais aptos a dirigir um carro que saia de frente. Quando ele saiu da Benetton e foi para Ferrari, nem Berger e nem Alesi conseguiam dirigir o carro regulado por Schumacher. Ao que tudo indica, o Mercedes-Benz não foi projetado para se dar bem com este tipo de regulagem. Isso mostra que não basta ser um excelente piloto para ganhar corridas e ser campeão. Que isso abra os olhos daqueles que adoram malhar o nosso Rubinho.

2º - Quanto tempo vai durar a paz entre Massa e Alonso?Independente de ser brasileiro, mas analisando como um amante de competições automobilísticas, o que o "Dom" Alonso fez ontem foi uma tremenda cachorrada, não sei se em castelhano podemos dizer uma "perrada".

Vi mais tarde declarações do Massa dizendo que foi uma contingência de corrida e se visitarmos os sites especializados há declarações da equipe dizendo que está tudo bem entre os dois. E eu vou acreditar nisso?
Se o Rubinho sempre foi o rei do fairplay, que ninguém espere o mesmo comportamento do Massa. Sinceramente, eu vou ficar de olho nas próximas corridas, porque se a Ferrari não tomar uma atitude mais severa com o "Princípe das Astúrias", nas próximas duas ou três corridas eu tenho quase certeza que vai ter volta e vamos ver Ferraris se batendo na pista, mesmo com os milhões de euros em jogo.

WCC


Meses de estudos e trabalho. Despesas, nem vale a pena somar. Uma paixão não tem preço. A ideia era fazer mais do que um pocket rocket. Um carro único, inspirado em uma conversão que não sai da minha cabeça, o Focus RS8 (Focus Mk1 com motor V-8 e tração traseira). A divisão de performance Ford Racing Performance Parts (FRPP) preparou essa conversão para o salão SEMA de 2003 (mais detalhes em http://www.ford-v8-focus.com/).
O que eu tinha em mãos era um pequeno Ka e o AG, inestimável consultor em assuntos relacionados a motores V-8. Ele sempre diz que, com o kit 3M, tudo é possível. 3M não é a famosa empresa, mas o somatório de Marreta+Maçarico+Machado. Ou, sendo menos sutil, não há combinação de carro com V-8 que um pote de KY não resolva!
Bom, ideia na cabeça, peças básicas à mão (um Ka, um V-8 e o kit 3M) e os trabalhos começaram. Não vou entrar em muitos detalhes, mas esta foto dá uma boa idéia da trabalheira que foi:
Claro, alguns reforços aqui e ali seriam necessários em nome da segurança. Depois veio todo o trabalho de reforçar o que não era compatível com o novo motor, como freios, suspensão... CHEGA! Desculpe, leitores, não consigo ir além dessas poucas linhas nesta brincadeira. Bem que gostaria que o Ka V-8 fosse verdade, mas o único equipamento instalado foi um transmissor de rádio que emula o som de um motor V-8 através dos pulsos do alternador, que faz ele deduzir a rotação do motor.
Foi desenvolvido por uma empresa sueca (http://www.soundracer.se/) e é facilmente encontrado no ebay por cerca de 35 dólares. É uma besteira sem tamanho, claro, mas a vida não pode ser totalmente séria, certo? O aparelhinho parece uma manopla de câmbio com acabamento simulando fibra de carbono. Digita-se uma frequência FM que não seja usada por nenhuma rádio e sintoniza-se o rádio do carro nessa estação virtual. Ao ligar, uma pequena acelerada até 2.000/3.000 rpm pro aparelhinho "encontrar" os pulsos do alternador. Tem versões V-8 e V-10!
No Ka funcionou até melhor do que eu esperava. Em um Civic, praticamente nada. Talvez o alternador desse carro não suje tanto a corrente elétrica que permita que o Soundracer detecte. Em uso normal, com carga (gravei os vídeos parado na garagem), o som é mais interessante, pois a subida de giros é mais lenta e ele consegue até entender as reduzidas. Sofre muita interferência de fios da rede elétrica e outras poluições eletromagnéticas que temos em São Paulo.
Mas... é divertido! Um ótimo presente para aquele amigo que anda de carro mil mas JURA que deu pau em Golf, ou algo assim...
Abraços,
MM

Velocidade. Coragem. Estabilidade. A emoção de levar um carro esporte leve e baixo a seus limites. Cento e sessenta quilômetros por hora.
Hoje em dia parece incrível que tais coisas sejam publicadas, mas em 1964 a Willys-Overland do Brasil fazia questão de dizer exatamente a que vinha seu incrível esportivo de 540 kg.
Me parece mais incrível é que não existam mais esportivos de verdade produzidos no Brasil, pelo menos nos grandes fabricantes. Resta apenas a valente Lobini (sem contar os replicadores). E mais incrível ainda é um carro pesar 540 kg. Coisas de um tempo em que carros eram feitos para desviar de uma barreira sólida, e não enfrentá-la.
Mas, se em mil novecentos e sessenta e quatro 160 km/h era algo possível de se mencionar em propaganda, em 2010 todo mundo acha isso uma velocidade impossivelmente alta e ilegal, que provavelmente desintegrará imediatamente qualquer carro que a tente, e portanto mencioná-la é tabu.
Ó admirável mundo novo...
MAO

O ornamento de capô mais famoso do mundo é a estátua de uma mulher chamada Eleanor Velasco Thornton e nasceu de uma história de amor, ou de um amor secreto.

No início do século XX, Eleanor era a amada do Lorde Montagu of Beaulieu, um entusiasta por automóveis e editor da revista inglesa The Car. Eles não podiam oficializar seu romance uma vez que Eleanor não tinha credenciais sociais suficientes para ser esposa de um Lorde. O Lorde tinha uma esposa oficial.

Lorde Montagu encomendou uma estátua ao escultor Charles Robinson Sykes para ornar o capô de seu Rolls-Royce Silver Ghost. Eleanor, com seu robe flamejante, foi a modelo. Simbolizando o amor secreto, originalmente o nome da estátua era The Whisper, que pode ser traduzido como O Segredo.
Os primeiros Rolls-Royces não tinham ornamentos no capô. Porém em 1910 os enfeites se tornaram moda e cada pessoa escolhia o seu. Só que alguma pessoas estavam usando "mascotes" inapropriados para um Rolls-Royce. Algo como um adesivo "É nóis na fita" num Mercedes Classe S! Então a Rolls-Royce tratou de encomendar um mascote gracioso, compatível com a marca que expressasse o espírito da marca:

"The spirit of the Rolls-Royce, namely, speed with silence, absence of vibration, the mysterious harnessing of great energy and a beautiful living organism of superb grace..."

"O espírito da Rolls-Royce, ou seja, a velocidade com o silêncio, a ausência de vibração, a misteriosa combinação de energia e um bonito ser de graça soberba..."

Charles Robinson Skyes foi o escolhido pela Rolls-Royce, que lhe sugeriu como inspiração a Deusa Alada da Vitória, Nike. Porém Skyes não se impressionou e quis algo mais feminino: Eleanor. Então ele modificou The Whisper transformando-a na Spirit of Ecstasy, Espírito do Êxtase. Originalmente foi chamada de Spirity of Speed. Mas na época de sua apresentação para a Rolls-Royce Skyes se referiu a ela como uma pequena e graciosa deusa, Espírito do Êxtase, confirmando assim seu nome final.

Nos Estados Unidos, onde o ornamento é um pouco diferente, com maior inclinação para frente, é conhecido como The Flying Lady, ou A Dama Voadora.

De 1911 a 1914 o ornamento era banhado em prata. Depois passou a ser banhado em níquel ou cromo para desestimular furtos. Chegou a ser oferecido banhado em ouro, como opcional. A estatueta, ao contrário do que quase todo mundo diz, nunca foi feita com prata maciça.

E assim um amor proibido ficou eternizado.

Nota: quando visitamos a coleção do Og Pozzoli descobri que o ornamento dos Packards se chama Goddess of Speed, Deusa da Velocidade. Não tem a mesma graça da Eleanor!

...mais elas ficam da mesma forma.
Uma brincadeira recorrente, e francamente infantil, que tenho com meu amigo JJ é deflagrada sempre que nos topamos com um Hyundai i30. Quem o viu fala primeiro, o outro responde, mais ou menos assim:
- Olha, o MELHOR do BRASIL!!!!!
- Não, o MELHOR do MUNDO!!!!
- Não senhor, o melhor do UNIVERSO!!!
E por aí vai. Depois do universo (a maior coisa conhecida) a brincadeira devia acabar, mas na verdade descamba para um papo muito estranho e impublicável sobre orla exterior e expansões délficas, algo compreensível apenas a adolescentes dos anos 80 vidrados em ficção científica que se recusam a crescer.
E tudo por causa da megalomaníaca propaganda da empresa, que ainda por cima diz que o tal hatch coreano é tão confortável quanto ingleses, tão sólido quanto alemães, e uma interminável ladainha deste tipo.
Me lembrei da propaganda acima e resolvi postar ela, depois de uma rápida pesquisa em minhas estantes e uma passada no scanner, para lembrar ao Juvenal e aos leitores de que não há, realmente, nada de novo debaixo do sol...
MAO
Nada como um bom programa autoentusiasta! Neste sábado, PK, MAO e JJ, com seus alvarás concedidos pelas patroas, acordaram antes das cinco da manhã e se dirigiram para Águas de Lindoia para o XV Encontro Paulista de Automóveis Antigos.

Com o pé na estrada já bem cedinho, chegamos lá com a cidade acordando. No caminho passamos por alguns carros que também estavam indo para o encontro. Chegamos lá antes da oito horas e saímos de volta por volta de três da tarde. Com calma vimos quase tudo. Apesar de muita repetição dos anos anteriores, ainda pudemos nos divertir muito.

Combinamos de fazer posts juntos, mas isso pode nos atrasar. Logo vamos soltando posts a medida que conseguirmos. Esse foi só para aquecer e lembrar que o encontro vai até terça-feira. Quem não foi ainda dá tempo. Chegue cedo que dá para aproveitar melhor.

PK


Como sugestão de um de nossos leitores, aqui temos alguns detalhes curiosos do regulamento da Le Mans Series, mais especificamente a LMP1, categoria onde correm os protótipos a diesel da Audi e Peugeot.
Há uma clara tentativa de igualar o desempenho dos carros movidos a gasolina com os a diesel, em diversos pontos do regulamento técnico, até com parâmetros bem interessantes e rigorosos. Um ponto interessante é a abertura para os híbridos já prevista em regulamento. Os carros dotados de sistemas de regeneração por frenagem ou calor do escape só podem tracionar as rodas traseiras, eliminando assim a instalação de motores elétricos na dianteira para gerar um 4x4. O sistema elétrico só pode ser comandado pelo pedal de acelerador, assim não é permitido um botão tipo push-to-pass do KERS da F-1 do ano passado.
Um item do regulamento diz que para um carro ser considerado híbrido deve ser capaz de percorrer todo o pit lane (400 m) a 60 km/h somente com o motor elétrico. A Peugeot já anunciou o desenvolvimento de um híbrido, baseado no 908, mas ainda não mostrou nada concreto.

Aqui temos alguns detalhes importantes de distinção das categorias, e entre os a diesel e os a gasolina.
- Para os LMP (Le Mans Prototype) não é necessário a fabricação de 'X' unidades para homologação, como é necessário na GT.
- Os P1 movidos a gasolina têm peso mínimo de 900 kgf, enquanto que os movidos a diesel pesam no mínimo 930 kgf. Os P2 pesam no mínimo 825 kgf.
- Os carros a gasolina possuem tanque de 90 litros, enquanto que os a diesel possuem tanque de 81 litros. A diferença no volume do tanque é para tentar compensar a maior economia dos motores Diesel, que faziam menos pit stops para reabastecimento ao longo das provas.
- A distância entre eixos é livre, porém os balanços dianteiro e traseiro são restritos, o comprimento máximo é de 4.650 mm com asa traseira e a largura máxima é de 2.000 mm.
- As tomadas de ar devem ter no máximo 150 mm de altura em relação à região da carroceria onde estão fixadas. Desta forma, restringe-se a facilidade de captar fluxo de ar limpo para freios e admissão.

- ABS é proibido.
- Motores Diesel podem ter no máximo 5.500 cm³ de cilindrada, enquanto que os a gasolina aspirados são limitados a 7.000 cm³. Os turbos são limitados em 4.000 cm³. (P1)
- Todos os motores devem utilizar restritores de ar de acordo com o número de válvulas por cilindro e a  cilindrada total.
- A pressão máxima de funcionamento na admissão de motores turbo ou com compressor é regulamentada de acordo com a cilindrada do motor, seguindo uma progressão em função da rotação do motor.

- Os motores não podem emitir fumaça visível, e o barulho não pode passar de 112 dbA.
- O carro deve ser ligado de dentro, pelo piloto, sem assistência externa, como um motor de partida auxiliar móvel usado em carros de fórmula.
- Não é permitido nenhum auxílio eletrônico no carro, como controle de altura, transmissão semi-automática ou automática, amortecedores eletrônicos, embreagem e esterçamento das quatro rodas (4WS).
- O câmbio pode ter no máximo seis marchas para frente e obrigatoriamente uma ré. A embreagem só pode ser acionada por pedal, não é permitido uso de alavancas ou sistema eletrônico.
- Não são permitidos sistemas 4x4.
- Nos freios, seis pistões é o máximo permitido por roda.
- Sistema de controle de tração é permitido se aplicado somente ao gerenciamento do motor. Curioso, o ABS ser proibido e o TCS, não...
- O assoalho deve seguir rigorosas especificações de medidas, conforme o desenho abaixo. Curioso ver como é limitado o uso de apêndices e aberturas na parte inferior do carro, pois é um dos principais locais a se obter melhoras em downforce.

Há muitas outras características controladas pelo ACO (Automobile Club de L'Ouest), responsável pela organização do evento, mas não precisam ser citadas aqui. É interessante ver que em muitos aspectos, os carros mais avançados do mundo na categoria protótipo não são espaçonaves com tecnologias alienígenas. São carros de conceitos conhecidos por todos, sem quase nenhum auxílio eletrônico.
Nisso vemos o grande talento dos engenheiros que os criaram, que com diversas restrições conseguem fazer carros tão velozes quanto um F-1. A aerodinâmica é sempre o grande trunfo dos carros, mas lembrando que não somente velocidade é importante nesta categoria, os carros devem suportar no mínimo 24 horas de corrida. Impressionante.
MB


A Kombi pick-up foi fotografada hoje em Águas de Lindóia e o Toyota Camry, há mais tempo, em outubro de 2007, em Orlando, Flórida.
Esses caras devem ser da mesma família.
O engraçado é constatar o quanto o automóvel é uma ferramenta de exibição de ideias e o quanto de personalidade algumas pessoas aplicam ao carro que possuem.
Ou será que é para dificultar a ação de meliantes, tornando uma descaracterização do carro extremamente difícil?
JJ


Minha filha levou o Celta 2002 dela para a inspeção ambiental. Não providenciei absolutamente nenhuma verficação que concorresse para garantir aprovação, baseado na minha sistemática de décadas de que carro em ordem está pronto para qualquer missão.

O veículo, a gasolina, está com 106.000 km e jamais teve as válvulas de injeção limpas. Jamais, também, funcionou com gasolina que não fosse aditivada. O óleo – mineral, SL – é trocado a cada ano ou 15.000 km, conforme  indicado pela GM. Passaram-se 12.000 km desde última troca, em maio de 2009, sinal de que será feita a troca no início do mês que vem. Claro, a cada troca, filtro de óleo novo.

A correia dentada foi trocada com 62.000 km três anos e pouco atrás e é evidente que tive que me aborrecer com a concessionária Nova, que insistiu na "necessidade" de trocar o esticador. Claro, não autorizei o malho...

Vejam os resultados da inspeção. O CO corrigido podia chegar a 1%, mas ficou em 0,07% e 0,10% em marcha-lenta e a 2.500 rpm, respectivamente. Já os hidrocarbonetos (HC) corrigidos, limite de 700 partes por milhão com diluição máxima de 2,5%, ficaram em 83 e 42 ppm àquelas rotações de motor, com fator de diluição de 1,01.

E antes que eu esqueça – ou alguém pergunte – o catalisador é original. Andam dizendo por aí que a vida dele é 5 anos ou 80.000 km. Outro malho que os desonestos vêm aplicando justamente em tempo de inspeção ambiental obrigatória. O tempo e a quilometragem estão certos, mas não para limite de uso: esse é o tempo e a quilometragem mínimos que os fabricantes de veículos têm que assegurar, perante as autoridades ambientais, que o componente cumpra a sua finalidade.

Nada de vida útil programada. Do mesmo jeito que amortecedores e embreagem não têm limite de uso.

BS

Nota: depois desse post estar na rede, o leitor Achille se manifestou dizendo ser um absurdo a inspeção em carros com até cinco anos, pelo que lhe dei total razão. Os números de um carro produzido no final de 2001 e com mais de 100 mil quilômetros, comprovam-no. (atualizado às 17h45)