google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Quase todos os carros de desenho moderno têm faróis monstruosos, no sentido de tamanho. A maioria absoluta destes é dotada de falta de harmonia, de equilíbrio visual. Já foi pior até uns dois anos atrás, e alguns designers estão acordando para a vida e diminuindo o tamanho desse importante componente de qualquer veículo. Um bom exemplo é o Gol, que tem belos faróis, ainda um pouco grandes mas já melhores do que os concorrentes.

Um exemplo de desequilíbrio é o Agile. Reparem como o farol parece ocupar mais espaço do que o conjunto roda-pneu, pelo motivo principal de serem muito grandes em altura. No mínimo é muito estranho. Critica-se muito o tamanho da grade, mas acredito que o pior seja o conjunto ótico.

Mas interessante mesmo é o Oldsmobile Cutlass Supreme de 1996, com faróis minúsculos. Foi um carro que me atraiu em fotos, e mais ainda quando vi o primeiro pessoalmente, no mesmo ano.

Nunca vi pesquisa sobre tamanho de faróis. Gostaria de ler seus comentários sobre a preferência dos entusiastas.
JJ


O Plymouth Cricket foi vendido de 1971 a 1973 nos Estados Unidos, fabricado na Inglaterra. Era o Hillman Avenger na origem, no Brasil Dodge 1800, depois Polara.
Foi mais um carro que poderia ter outro destino na América do Norte, pois deixou de ser vendido antes da crise do petróleo de 1973 atingir seu auge. Como era muito mais econômico que um carro americano normal da época, seria sem dúvida mais vendido em anos posteriores.
Para os americanos, até mesmo a perua foi oferecida, coisa que não aconteceu no Brasil.
Nesta propaganda abaixo, um exemplar preparado para rali, altamente atraente.


O motivo principal de deixar o mercado americano foi o mesmo que afligiu os primeiros anos do 1800 no Brasil: qualidade que deixava a desejar.
Carro simpático, como tivemos a oportunidade rara de presenciar por alguns anos, pois utilizamos um ano 1975 em casa. Dava problemas sim, mas tinha personalidade.
Hoje são raríssimos, infelizmente.

Abaixo, fotos recentes de um modelo 1972 como gostamos de ver, super-conservado.


JJ
"OS CORAÇÕES SEGUEM EMPOBRECIDOS"

Impressionante como "a propaganda é a alma do negócio".

Aposto que se você abrir todos os jornais, os grandes, que encontrar na sua frente, mais a Veja, a Exame e a Época, vai achar propagandas da Hyundai.

De marca coreana de segunda, agora virou símbolo de status para a classe média emergente.

Tá certo que a qualidade dos carros melhorou muito, o design também e os preços são atraentes. Mas daí para construir uma boa imagem tem um caminho enorme, traçado por milhões de reais gastos em publicidade nos últimos anos.

Por isso esse fenômeno da Hyundai, que também ocorre nos Estados Unidos, é impressionante. Nos Estados Unidos fazem comparativos de Hyundai Genesis Coupe com Camaro!

Certo ou errado tem um campo enorme entre um e outro. O titular da Caoa - importador e representante da marca no Brasil - sabe bem disso. E os consumidores "Gérson, adoro levar vantagem em tudo" aproveitam. Tudo um grande teatro!

Continua valendo o alerta do Bob: Mentira contínua. Até quando?


Nota: Fotógrafos - pelo menos eu - observam o mundo ao seu redor o tempo todo; andar com uma câmera compacta na mão é uma tentação enorme a clicar tudo que nos causa alguma emoção ou indagação e assim acabam aparecendo posts como esse.
É, amigos, já que voltamos as lisitinhas de 10, vou mandar 10 carros que eu curto e não tenho, são a minha wish list. Teriam mais alguns que eu curto muito, mas é 10, então vão aí 10.

São coisas mundanas, normais, nada de excepcional, de curtíssima produção ou extraordinário, mas eu gosto e muito! Tem alguns feios, mas é o que eu gosto. Tem marcas obscuras, tem coisas que o fabricante já morreu há décadas, mas sem rolo, e tem até um inglês no meio. Divirtam-se.

1- Esse é o achado do dia do Mercado Livre. Irresistivel e em aparente ótimo estado. Aero Wing 62, irmão do nossos Aero-Willys de 58 a 62. Só que sem as portas traseiras, que são apenas uma inutilidade a mais no carro.


2- Plymouth Valiant 62. Mole, e esse foi feita na Argentina, aqui do lado Só para constar, os 60 e 61 são tão legais quanto. Casamento perfeito com o velho e confiável motor slant six, preparado a rigor como meu Guru Steve magnante ensinou magistralmente no Buzzin half dozen, artigo que ele escreveu e publicou na Hot Rod e que se acha em qualquer googlada. No http://www.slantsix.org/ tem muitas receitas, dicas e truques fantásticos para fazer esse motorzinho antigo e bacana render muito bem. Pode ser 4 portas, sem crise.


3- Plymouth Barracura anos 67 a 69, carroceria notchback. Outro carro sempre não muito procurado, mas muito legal. Pequeno, leve, menor que um Dart, fica bem com qualquer motor debaixo do capô, do pouco cotado L-6 a um Hemi 426. Claro, as fastbacks são tão irrealmente legais que tambem servem. Conversível eu passo.


4- Plymouth Barracuda 70/74. Esse da foto foi meu. Troquei ele em 2001 na minha Dodge Ram V-10. Não tenho arrependimento porque a Ram tem sido apenas sensacional e fantástica por todo esse tempo e, mais importante ainda, meu amigo Renato, que o comprou, tem tratado ele muito melhor que eu teria sequer sonhado em conseguir fazer, logo foi uma história com um final legal para todos os envolvidos. Mas que eu acho o carro estonteante, fantástico e sensacional, ah isso eu acho. E se eu fosse um Ogro poderoso, ia lá, metia a mão no bolso e comprava ele agora mesmo.



5 - A100. As picapes e vans pequenas feitas pelas Três Grandes na decada de 60; o MAO ama as Chevy, eu as Mopar. Meros detalhes, as Econolines da Ford são tão desejáveis e bacanas quanto.



6- A dupla Duster/Demon. Se a Chrysler fosse fazer um Maverick, seria assim, e nem tem as torres de suspensão que nos atrapalham na hora de instalar um motor grande.


7- Torino. Outro carro argentino impossível de ignorar.


8- Henry J. Preciso mesmo dizer alguma coisa? É tão imoralmente bacana que virou até brinquedo da Sears.


9- Anglia, Prefect Popular. Nada é mais reprensatativo de uma época muito importante no drag racing que eles.


10- Willys coupe 40/41. Me recuso a escrever qualquer justificativa para eles.


É isso!

AG

Caros amigos e leitores: não gosto de comemorações de final de ano. Não gosto das confraternizações, não gosto dos sorrisos e abraços falsos, não gosto do famigerado "amigo secreto", não gosto das ruas entupidas de gente, não gosto das comidas pesadas em pleno verão e para completar, não gosto do estresse que sofro pela cara feia dos familiares quando digo que não estarei presente a nenhum evento natalino (a família é enorme, 15 tios e 42 primos...). Acho isso tudo uma grande encheção, principalmente sabendo que 90% das pessoas se esquecem completamente do real significado do Natal.

Porém, não há como não se encantar com a inocência das crianças pequenas, fascinadas com a idéia do Papai Noel chegando num trenó, descendo por uma chaminé e trazendo presentes. Eu poderia escrever aqui centenas de palavras já desgastadas a respeito do tema, mas tudo o que tenho a dizer é que graças aos pequenos eu marco presença nos eventos da família e acabo entrando no espírito da festa. Eis que ontem o tal do bom velhinho apareceu para mim, de verdade: a nova escuderia Mercedes (ex-Brawn GP) anunciou oficialmente a contratação de Michael Schumacher.

Foto: Associated Press


Fazia tempo que eu não ganhava um presente de Natal tão bom...

Desejo a todos os amigos e leitores um Feliz Natal e um 2010 cheio de muita saúde, paz, felicidades e conquistas. E que todos os nossos sonhos entusiásticos se realizem, na mesma velocidade de Schummy em 2010!

FB
Quando lí o pedido de Natal do MM, um Exige (Scura), me animei a fazer esse post porque ví um Elise quase igual outro dia desses.

Elise R bem parecido com o Exige do MM

Eu e o JJ saímos com nossas famílias para passear na Av. Paulista e ver os enfeites de Natal. Como não poderia ser diferente eu e ele prestamos mais atenção nos carros que passavam do que nos enfeites.

Quando vimos o buggy vermelho, antigo porém impecável, ele me estimulou a fotografá-lo, e assim o fiz também com outros carros interessantes.

Buggy impecável, pena que a foto tremeu.

O que mais me chamou a atenção foi a diversidade de modelos e propósitos que existem por aí. Cada um na sua, com carros que servem para algum propósito mais específico ou prático e outros que servem apenas para compor a imagem do dono. Bonitos ou feios, corretos ou estranhos, velozes ou lentos, práticos ou inúteis, sempre tem algum entusiasta que gosta deles. Essa diversidade é muito bem-vinda!

Engesa "high heels" e o casal aventureiro. "Querida, viu como eu sou o maior!"

A4 (branco!) e o executivo apressado


O cruzador Bonanza e seu incrível "rolling" a estibordo
PK
Meus votos de Feliz Natal e ótimo 2010 a todos.

E meu pedido ao bom velhinho. Lotus Exige Scura, que hoje mora no meu fundo de tela. Pintura fosca, cara de mau, carro como tem que ser: Leve, simples, eficiente e com enorme prazer ao dirigir.

Mistura tudo, uma tradicional empresa britânica criada pelo gênio Colin Chapman na época romântica da Fórmula 1 (categoria à qual retorna em 2010), mas hoje é de uma empresa da Malásia! O carro tem motor japonês da Toyota e trouxe técnicas de construção inteligentes (alumínio colado) que fez o carro servir de base pra inúmeros projetos de outros fabricantes (o mais famoso, provavelmente é o Tesla).

Pode ter alma e carregar a herança de Chapman sendo malaia e tendo motor japonês? Pra mim, pode.

É a prova que a história não acabou e muito ainda pode ser escrito e inventado para deleite dos verdadeiros entusiastas!

Boas Festas!

MM

Depois de falar sobre o Espada a venda no Texas semana passada, cruzei com esta sensacional foto de dois Miuras em uma subida de montanha europeia.

É o tipo de foto que evoca tudo que amamos sobre o automóvel. Dois exemplares do mais belo (e malvado) carro já criado, um dia claro e seco, uma estrada sinuosa vazia e sem radares, e liberdade suprema. Só de olhar para ela nos traz uma sensação de felicidade total.

A foto foi tirada do excelente site PistonHeads, cujo magnífico lema diz tudo: "Speed Matters".

Pensei em publicá-la para vocês nesta véspera de Natal, com meus sinceros votos de toda felicidade do mundo. Que o Engenheiro supremo ilumine todos vocês, e traga experiências como esta da foto para todos.

Paz, Amor e 911 a todos vocês, Irmãos!

MAO
Atendendo a uma sugestão do Paulo Keller, que pediu uma lista dos meus 10 carros mais bonitos, pensei um pouco, e descobri que é impossível. Apenas 10 é muita miséria.
Dessa forma, será uma lista dos 10 primeiros que me vêm à lembrança, e daqui a alguns dias, mais 10, e depois mais 10.
Acredito que trinta está bom. A ordem é aleatória.

1- Batmobile, 1966.
O carro do seriado de TV. Não é necessário nenhum comentário, pois quase todos tiveram ou ainda tem sonhos com ele.

2- Alfa Romeo Carabo.
Falei sobre ele anteriormente. Imagino o impacto em 1968 ao ser apresentado. Deve ter sido algo que jamais sentiremos.
3- Dodge Charger, 1968 a 1970.
O americano. Já apareceu na lista dos mais belos de todos os tempos até em listas de votação em revistas especializadas europeias. Não sou só eu que acho maravilhoso. Seria meu carro, o único, se eu pudesse escolher apenas um para passar o resto da vida.

4- Saab 92.001, 1947.
O primeiro, conhecido como UrSaab (o Saab original). Expliquei um pouco dele há um certo tempo, aqui. Aerodinâmica pura e simplicidade mecânica.


5- Ferrari F40, 1987.
Tudo que um Ferrari tem que ser, e nada além disso. Bonito, agressivo, sem itens de design fúteis, um carro de corrida com placa de registro.

6- Land Rover Defender 90.
História móvel, ele e o Jeep Willys sozinhos conseguem resumir a criação dos veículos fora-de-estrada de uso geral, civil e militar.

7- Lamborghini Estoque.
Já procurei por defeitos em todas as fotos que vi desse carro, e não achei. Formas, detalhes, tudo no lugar. Perfeito.

8- Aston Martin Vanquish.
Apenas o modelo idêntico ao da foto, ano 2001, o do lançamento. Quando trocaram as rodas, perdeu um pouco do charme.

9- McLaren F1.
O ápice do esportivo de rua, quase pronto para as pistas. Uma evolução conceitual do F-40, com as melhorias de conforto necessárias para um uso mais normal. Se é que algo pode ser normal num bólido desse nível.


10- Chevrolet Camaro, 2010.
Uma obra-prima. Mal parece ter sido criado dentro de uma fábrica grande, aparentando mais ser fruto de um gênio que conseguiu materializar todas as suas ideias. Uma das características mais maravilhosas é o preço, ao alcance de uma boa parcela das pessoas assalariadas no país de origem.

JJ


Voltando no assunto GT-R e as explicações do Sr Mizuno sobre o desenvolvimento do carro, levantamos mais algumas informações e detalhes do release da Nissan no lançamento do carro. Pelos comentários dos leitores no post passado, alguns acharam que foi mais um jogo de palavras que realmente uma grande sacada de projeto do carro.

Abaixo há duas imagens com um comparativo com alguns concorrentes, o primeiro mostra a posição do CG e a capacidade de tração, que juntos mostram que o GT-R aproveita melhor a transferência de carga nos pneus para gerar tração. O segundo mostra novamente a capacidade de tração, em função dos pneus traseiros, com a potência disponível no motor, fazendo um conjunto mais eficiente.

Já que o Juvenal pediu decidi fazer o meu pedido também...





Está chegando a noite em que Noel, o piloto de trenó voador, passeia em alta velocidade pelo planeta, e entrega a realização de alguns desejos. Materiais para muitos, mas com uma certa dose espiritual, como é o caso do presentinho que eu gostaria de receber.

Caro velhinho, o que eu quero está nas fotos acima: um Ford Escort Mk1 de tração traseira. Pode ser de qualquer cor, ano, de rua ou de corrida, original ao alterado.

Tá fácil Noel, quebra essa, por favor.

Um abraço,
Juvenal

Em Buenos Airoes, o magnífico obelisco da Av. 9 de Julio, a mais larga do mundo

Neste domingo fui a Buenos Aires, mais um grupo de jornalistas, atendendo um convite da Volkswagen. Foi para assistirmos à cerimônia de lançamento da picape Amarok na fábrica VW localizada em General Pacheco, na Grande Buenos Aires. Sim, mas por que "Amargo regresso", título deste post?
Começa pela cerimônia citada, que teve a presença da presidente Cristina Kirchner. Se houvesse algo semelhante aqui, envolvendo o presidente do Brasil, teríamos que ser especialmente credenciados, com nome, RG, nome do pai e da mãe. Lá, nada disso. Muito menos inspeção com detector de metais para chegar perto da presidente.
Depois, preços. Entre o aeroporto internacional e o centro, paga-se dois pedágios. Um de 1 peso e outro de 3 pesos. Traduzindo em reais, 50 centavos e 1,50 real.
No segundo pedágio havia certo congestionamento e começou um buzinaço. Perguntei à agente de turismo que nos recepcionou o que era: protesto. Contra quê? Não estavam abrindo os pedágios, dando passagem livre com o intuito de acabar com o congestionamento na praça de pedágio, um lei recente lá. Uma lei que significa respeito ao cidadão. Não é como aqui, em que as leis são feitas contra quem sustenta esse bando de inúteis e em muitos casos, ladrões, os nossos parlamentares.
O curioso é que já escrevi há alguns anos na minha coluna do Best Cars que deveriam fazer isso aqui, pois o que se vê quando há grande movimento nas estradas é dar dó de quem está lá, na fila, e ódio dos exploradores das nossas estradas.
O preços da gasolina (sem álcool algum) têm sido comentados nos meios de comunicação, inclusive no post do AK sobre as 1000 Millas Sport, que ele acompanhou. A gasolina super, que equivale à nossa comum, (95 octanas RON) por R$ 1,35 o litro, mostra como estamos sendo roubados pela cadeias de produção e comercialização e pelo governo. E mostra também como o álcool só é viável devido ao preço artificialmente alto da gasolina. É ferro de todo lado.

Trânsito: velocidade em autoestrada, 130 km/h. Num via urbana de trânsito rápido, 100 km/h. Se você parar num semáforo, ao reiniciar a marcha dificilmente parará logo, pois lá onde verde existe, e há décadas. E antes de passar do vermelho ao verde, há o amarelo, como na Alemanha e na Suíça. Ninguém precisa ficar olhando para o sinal da transversal para antecipar a mudanca.  E os semáforos não precisam de "tapa-olhos"  nas lentes por esse motivo, triste invenção dos "ispertos" do trânsito para evitar que os gérsons da vida se adiantem ao verde.

Faixas de rolamento numeradas, como aqui, ainda por cima da esquerda para a direita como se  no Brasil a mão fosse esquerda, nem pensar. Têm-se a impressão de estar na Europa, dado o tipo de pórticos e as indicações neles.

Buracos, piso irregular que mais parece campo de provas? Nem pensar. Lombadas, raras, mas têm o nome daqui mas que não é usado nem na sinalização oficial: ondulacões transversais. São exatamente isso na Argentina, ondulações para lembrar que ali se deve reduzir velocidade. Não as montanhas, os dejetos viários que temos aqui colocados em qualquer lugar e que para muitos moradores de ruas residenciais é o mais novo símbolo de status -- "minha rua tem lombada".

O Aeroporto Ezeiza está com cara de Europa e Estados Unidos. Já notaram o lixo que o de Guarulhos está? Enquanto esperava meu filho chegar para me buscar ontem à noite, estava observando. Sujo, visual feio, escuro. Pior, na faixa de pedestres que leva ao estacionamento seu semáforo emite um aviso sonoro quando dá verde, indicação de livre travessia, além de um mostrador com contagem de segundos (25). Se alguém souber para quê, me explique, porque para ajudar a cego é que não é. É o incômodo bib-bib-bip o tempo praticamente todo.

Estamos mesmo ferrados. No freeshop do aeroporto em Buenos Aires um pacote de Marlboro custa 14 doláres. Em Guarulhos, 24 dólares. "Apenas" 71% mais. O Brasil e os brasileiros estão  mesmo com a doença de levar vantagem em preço. Haja vista o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que elevou o IPTU em 60%. Acabou-se de vez a vergonha. A solução para essa e outras mazelas? Formatar o "disco rígido" da nação. Mas isso fica para outro post.

(Atualizado em 31/12/09 às 17h00)

Tive um Uno 1.6R 1991, comprado em 1993, que me deixou boas lembranças. Em 1989, se não me falha a memória, faltou álcool nos postos de abastecimento, e a partir daí o abastecimento com esse combustível começou a ser olhado com desconfiança, mudando de uma hora para outra o mix de produção de nossa indústria. Acho que até o episódio, uns 90% dos carros nacionais 0-km eram movidos a álcool, dois anos depois a coisa se inverteu, com o carro movido a álcool praticamente morrendo. Só me lembro de ter faltado álcool essa vez, mas nunca mais o carro a álcool atingiu volumes significativos. Uma pena, pois agora nos empurram goela abaixo os carros flex e nenhum aproveita para valer as vantagens do combustível de cana.

Só que o tal Unozinho, apesar de 1991, era a álcool. Quando vi ele entrando num concessionário Fiat, dado como troca por um 0-km, fui logo querer saber dele. Era meu número. Branco, a álcool, já com o sistema de ar-condicionado Denso, muito melhor do que o usado anteriormente. Me virei em grana e fechei negócio naquela tarde mesmo. Esse carrinho foi meu companheiro de lenhas memoráveis, ainda mais porque na irracionalidade dos meus 23 anos, me achava quase invencível com ele.

Nessa época tive uma namorada em Minas, e por conta disso, quase todos meus fins de semana eram a bordo do carrinho, na ótima BR-040, trecho entre Petrópolis (RJ) e Juiz de Fora (MG). Numa dessas viagens, próximo a Areal, aparece outro Uno 1.6R, já com faróis mais largos e baixos, e ainda com piscas nos para-lamas dianteiros, provavelmente do mesmo ano que o meu. Era vermelho o oponente, e na mesma hora aumentamos o ritmo. Começamos a andar forte, forte mesmo. Aí reparei que a coisa não estava tão parelha como poderíamos supor. Passei a deixar o "companheiro de armas" emparelhar antes de acelerarmos com vontade e era nítido como, a partir de um certo ponto, o branquinho começava a abrir. Fiz isso pelo menos uma meia dúzia de vezes, para desespero do dono do Uno vermelho. O mais legal é que eram carros aparentemente idênticos, não se tratava de nenhum veneno radical, pois se assim fosse, a despachada seria imediata. Credito essa diferença, sem ter certeza, ao fato do meu carro ser a álcool e o dele, a gasolina. E teve todo o gostinho de carta na manga, porque meu carro era absolutamente original, mas na hora da verdade, os cavalinhos a mais escondidos na ficha técnica provaram fazer a diferença.


Neste sábado a Chamonix e o Clube VolksPorsche fizeram um agradável café da manhã na Chamonix da Av. Bandeirantes, em São Paulo.

O Fernando De Gennaro da Chamonix e do De Gennaro Motors e o Luciano Abreu do VolksPorsche nos receberam muito bem. Vários colunistas do AUTOentusiastas estiveram lá.

Entre muitos Chamonix, principalmente Spyders 550 com motor arrefecido a água, haviam alguns Fuscas bem interessantes e outros modelos Porsche.

Para quem não sabe, o que acho difícil, a Chamonix produz réplicas superfiéis dos Porsches 550 Spyder e 356 Speedster. Ambos usam chassis próprios sendo o Spyder com motor 1,8-L refrigerado a água e o Speedster com motor 1,6-L a ar. Os dois são muito bem-feitos e exportados para Estados Unidos e Europa. Mas não vou falar muito deles, pois estamos planejando um post específico para isso, após visita a fábrica em Jarinú, no interior de São Paulo.

Como havia uma grande quantidade de fotógrafos por lá, optei por fazer fotos mais abstratas para ser um pouco diferente. Confesso que fiquei na dúvida de as colocaria aqui no AUTOentusiastas.





Um Chamonix 550 Spyder, como o laranja da primeira foto do post, com motor 1,8-L de 115 cv pesando pouco menos de 700 kg é um bom combustível para a alma de qualquer autoentusiasta.



PK

Este post foi escrito a quatro mãos e seis cabeças. Normalmente, quando nos deparamos com algo novo, que requeira novos estudos, ou mais complexo, decidimos postar em grupo. Foi a forma que encontramos de dar maior abrangência e mais visões a esses temas, ao mesmo tempo tentar enriquecê-los com mais experiências.

Como entrar num assunto controverso quanto à questão do peso versus a fenomenal estabilidade do Nissan GT-R, analisar a explicação do engenheiro-chefe do projeto, Kazutoshi Mizuno e emitir nossa opinião a você, leitor?