google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Fotos: Lucas Fachini Vane, arquivo pessoal e autor
Del Rey Executivo SR


Vamos à terceira parte dessa epopéia. Na primeira parte conto como o carro me foi oferecido e pude passar a oferta a um amigo que saberia como preservá-lo; na segunda parte nossa história conta como o automóvel recebeu certificação e diferenciamos um dos significados do "valor histórico próprio para placa preta". Agora, nesta última parte, o principal: colocar o automóvel para rodar e mostrar essa história para as pessoas.

A responsabilidade social em divulgar a história do automóvel 
vale para todos os automóveis, seja para o raro Concorde...

... ou outros nacionais de pequena série como os Pumas;em um
 país sem memória é sempre bom divulgar um carro brasileiro
Pode parecer "só um Puma", mas o interessante é aprender
 que se trata de um espartano, destinado a competições

Foto: agenciat1.com.br



A notícia divulgada no fim de tarde desta quarta-feira (28/5) é típica das brincadeiras de Primeiro de Abril, mas é verdade e assume ares de verdadeiro milagre. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou o Projeto de Lei 15/2006 de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB) que determina o fim do rodízio de veículos pelo final da placa e que estava parado na Casa há sete anos. Mas para virar lei precisa de ser sancionada pelo prefeito da cidade, Fernando Haddad. A população paulistana, submetida a essa vergonha desde setembro de 1997, portanto há quase 17 anos, espera que Fernando Haddad, num lampejo de inteligência, sancione o PL.

Inteligência porque os vereadores representam os munícipes e trabalham a favor dos seus interesses — é para isso que são eleitos, não estão ali para ficar brincando — e a aprovação praticamente unânime, com apenas dois votos contra, reflete nitidamente o desejo da população do município e, por extensão, do estado.

De qualquer maneira, sancionado ou não o PL, São Paulo, representada pelos seus vereadores, se levantou contra esse abuso inventado pelo vivaldino prefeito Celso Pitta, que viu no rodízio uma preciosa fonte de receita para os cofres municipais com a arrecadação de multas. Atualmente são lavradas 17 mil autuações por dia por infração ao rodízio, evidência de que as pessoas precisam se locomover para os seus afazeres, e não ficar passeando de carro.

A aprovação do PL é importante também para conscientizar juízes de Direito de que o rodízio é um aberração em si mesma e isso poderá modificar o panorama jurídico nas ações contra o regime de restrição de tráfego, que muitos entendem ser ilegal.

Vamos aguardar o desenrolar deste episódio.

A notícia nos foi passada pelo leitor André Sousa, a quem o Ae agradece.

Ae
BS










Corcel conversível

Em 1968, por incrível que pareça, a Ford-Willys, recém-incorporada, já pensava em um Corcel versão conversível.

Este projeto nunca saiu do desenho para a produçãom embora algumas concessionarias Ford como a Souza Ramos, a Sonnervig, a Cia. Santo Amaro de Automóveis etc, tenham feito algumas propostas do  Corcel conversível de maneira totalmente artesanal.

A grande dificuldade encontrada para a conversão é que quando se remove o teto do veículo, sua resistência à flexão e principalmente à torção se reduz drasticamente, gerando problemas de durabilidade e também de movimentos de chacoalhar da carroceria, com desconforto aos ocupantes do veículo.

Fazendo uma analogia, é como tirar a tampa de uma caixa de sapatos.

A plataforma deve ser obrigatoriamente muito mais reforçada para compensar a remoção do teto, gerando elevado custo para desenvolvimento e fabricação, além do inevitável aumento de peso.


Desenho do Corcel conversível assinado pelo Paulo Roberto, super-competente
designer da Ford-Willys (desenho do meu acervo particular)

Fotos não creditadas: divulgação


 
No final de abril de 2009, bem no meio de um público e humilhante processo de falência, a General Motors Corporation se viu obrigada a matar uma série de marcas. Foi triste acabar com a Saturn e a Hummer, sem dúvida, como é sempre matar algo em que pessoas se dedicaram e trabalharam para acontecer por muito tempo. Mas, no frigir dos ovos, não fizeram falta alguma. A veneranda Oldsmobile já tinha desaparecido em 2004, basicamente uma marca sem lugar e significado no novo século. Posicionada bem no meio da famosa escadinha de marcas do conglomerado americano (Chevrolet-Pontiac-Oldsmobile-Buick-Cadillac, em crescente ordem de preço e prestígio), perdera-se em um mundo em que a própria escadinha perdera sentido. Hoje, você ainda precisa de uma marca de prestígio, uma Audi para a sua VW, uma Lexus para sua Toyota, para fazer os consumidores gastarem dinheiro de verdade num carro. Mas todo resto pode ser vendido em uma só marca, sem problema algum. O tempo da escadinha acabara.

Mas se a morte da Oldsmobile, e depois a da Saturn e a Hummer, foram pouco lamentadas, o mesmo não aconteceu com outra que morreu naquele fim de abril de 2009, em meio à falência, há quase exatos cinco anos: a Pontiac. Esta foi e ainda é lamentada. E a lista de hoje é minha humilde homenagem a ela.

O irônico é que, tal qual a Oldsmobile em 2004, no final dos anos 1950 praticamente todo mundo achava que a Pontiac ia desaparecer. Com carros bem menos interessantes que a sua então pujante irmã Chevrolet, pouca gente via motivo para comprar um carro da marca do índio. A Chevrolet estava em seu auge e a Pontiac, no ponto mais baixo de sua história.

Foi salva por um personagem hoje quase mitológico na indústria: o então jovem John Zachary DeLorean (abaixo). Vindo da Packard, onde criou a famosa caixa de câmbio automática “Twin-Ultramatic” pouco antes da empresa ser vendida à Studebaker (e fadada a desaparecer logo em seguida), foi contratado pelos caçadores de talento de Semon “Bunkie” Knudsen, então o chefe da Pontiac e louco para alavancar sua carreira revivendo a moribunda marca.

Um jovem John Z. De Lorean e seus Pontiacs