google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
O nosso Maverick num dos raros momentos sem chuva, Paulão ao volante (foto acervo pessoal de Paulo Scali)

Parece que foi planejado, mas não foi, falar de minhas corridas em dois posts sucessivos. É daquelas coisas, pegar o embalo e ser difícil parar. Fato é que essa corrida, a 25 Horas de Interlagos, em 13 de dezembro de 1975, me foi muito marcante.

Primeiro, porque a venci, até aí nada de mais, faz parte do jogo de qualquer esporte vencer ou perder. No automobilismo, entretanto, o "perder" é relativo, pois você chega atrás do vencedor e também tem seu mérito, inclusive pontos quando se trata de campeonato, e dinheiro, se há prêmios em espécie, não esquecendo os troféus. Keke Rosberg foi campeão mundial de F-1 em 1982 vencendo apenas uma prova, o GP da Áustria.

Mas marcante mesmo foi a tripulação do Maverick Quadrijet da Equipe Mercantil Finasa-Motorcraft, a representante oficial da Ford Brasil nas corridas, cuja responsável era a firma Greco Competições e o chefe de tudo, Luiz Antônio Greco, uma das figuras mais incríveis que conheci e para quem tive o enorme prazer de pilotar de julho de 1974 ao final da temporada de 1976. A tripulação do Maverick 22 era formada por ninguém menos que José Carlos Pace, o nosso inesquecível Moco, e Paulo Gomes, o rápido Paulão, além de mim, claro. E a equipe oficial só teria um carro nessa corrida, o nosso.

Repe-Alfa Romeo (foto nerddecarro.wordpress.com)

Estive ativo no automobilismo de 1962 a 1987, com ênfase nos anos 1970. Nesse tempo todo tive apenas um acidente e alguns incidentes, que gostaria de compartilhar com o leitor.

Foto: blogdojovino.blogspot.com
O acidente foi numa prova regional aberta, curta, de carros esporte em Interlagos, em 1971. Eu estava dirigindo um protótipo da equipe Casari-Brahma, o Repe-Alfa Romeo, feito em Petrópolis pelo Renato Peixoto, cujo motor era um Alfa Romeo 1600 com preparação Autodelta, a firma de preparação oficial da Alfa Romeo. Esse motor era o do Alfa Romeo Giulia ti Super (foto ao lado) do piloto Sérgio Cardoso, falecido em acidente com este carro no treino do Circuito de Petrópolis de 1968. O biposto, que tinha câmbio Hewland derivado de Volkswagen e muito usado na época, era muito bem-feito, o Peixoto era mesmo muito hábil.

Outro dia, quando disse que gostava de todos os carros, mas que de verdade mesmo só gostava de carros esportivos ou de corrida, me pus a pensar como se estivesse estirado num divã psicanalítico onde o maluco da poltrona também fosse eu. Não haverá nada de errado se o caro leitor se recostar no divã ao lado, para, ao longo da conversa, ver se não temos os mesmos desvios mentais. Talvez não seja tarde demais para você se curar sem maiores transtornos dessa maluquice. Já comigo é tarde e concluí que saro só às custas de uma lobotomia.

Porsche 904
Daí, devaneando um pouco, parei para pensar no que via bem à minha frente: um quadro que minha mulher pintou por brincadeira e de surpresa mo presenteou: um Porsche 904.  Design de Butzi Porsche, uma arma de guerra eficientíssima para as batalhas das pistas. Eficiente e lindo. Anos atrás eu ia dirigir um para uma matéria de revista, porém, infelizmente, bem naqueles dias ele foi vendido a um antigo presidente do BNDES e este o levou para a Europa para juntá-lo à sua coleção de carros clássicos de corrida com os quais compete em eventos de clássicos, coisa de gente desbragadamente rica. Como se vê, até que dá uma graninha legal esse lance de tomar conta do dinheiro público.

Butzi Porsche, designer do 911





Pressionado por necessidades familiares em uma viagem longa em que muito asfalto passaria por debaixo das rodas em quatro estados americanos, era requisito haver lugar certo para bagagem e que ela não interferisse com os passageiros. Vans são boas nisso, na Chrysler Caravan que vi antes de me decidir pelo Chevrolet Tahoe espaço para malas não faltava.

Mas quando a funcionária da locadora me perguntou se eu não preferia um Tahoe pelo mesmo preço da Caravan, meus desejos se realizaram. Não por não gostar das vans, mas pela vontade de utilizar algo mais americano ainda, e com um V-8 GM, melhor ainda.

O modelo que aluguei foi um LT com tração nas quatro rodas temporária sem reduzida, ambos itens opcionais para todas as versões (LS, LT e LTZ), sete lugares, sendo os dois bancos no porta-malas dobráveis e removíveis. Mesmo com eles lá, cabem cinco malas grandes – não tamanho-jumbo – uma ao lado da outra.

Com os todos os bancos no lugar, o porta-malas é de 478 litros. Retirando os dois bancos da terceira fileira, são 1.707 litros. Como eles seriam apenas rebatidos, uns 1.500 litros estariam à disposição. A tampa traseira abre para cima, junto com o vidro, mas este pode ser aberto independentemente para manuseio de volumes menores ou quando o carro está próximo de paredes, por exemplo.


Só com um banco da terceira fileira escamoteado

Com os dois bancos da terceira fileira escamoteados

Tampa traseira aberta ou...

...apenas o vidro traseiro