google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)



Esta pergunta não valeria para muitos de nós deste grupo, tampouco para muitos dos leitores que se identificam com o perfil autoentusiasta deste blog, mas valeria, sim, para uma boa parcela de compradores de automóveis novos que eventualmente fazem parte de nosso grupo social e/ou familiar: quantos colocam o design como item prioritário na compra de um automóvel? Ou qual o peso do design na escolha?


Menos de dois meses após seu lançamento na Europa e nos EUA, o mais novo Range Rover, o Evoque, vem colhendo elogios das revistas especializadas desses mercados, não somente por seu design, que particularmente apreciei bastante, como também por suas off-road capabilities, que se destacam comparativamente a seus concorrentes diretos, i.e, Audi Q5, BMW X3, MB GLK, Volvo XC60 ou os SUVs compactos do segmento premium.


Por que começar pelo motor? Porque o projeto começou assim, comprei o motor sem ter o carro. Encontro o AG no banco e ele me fala: "Xará, consegui um motor barato, um 350 encamisado mas inteiro, virabrequim bom, e ainda vem com coletor de admissão e um carburador quádruplo. Oitocentos dólares". Nessa época (olhem o ano do catálogo) o dólar estava pouco acima de 1 real, achei bem razoável e paguei o motor. Já poderíamos começar.

A internet ainda estava engatinhando e o que ainda funcionava bem eram os catálogos, e o da PAW era do porte de uma lista telefônica das boas. Já folheei esse catálogo incontáveis vezes, é impressionante a variedade de material de performance que os americanos têm à disposição para os motores mais tradicionais deles. O AG, nessa época, já contava ter feito uns 100 motores V-8, e a orientação era de um carro forte, mas sem exageros, até porque o Opala é um carro bem mais leve do que as barcas americanas.




Repare bem na foto acima: É a foto de uma rodovia do Distrito Federal chamada EPTG – Estrada Parque Taguatinga (Seria "Estrada Parque" uma tradução ao pé da letra de "Parkway", um dos termos usados nos EUA para vias expressas?).

Recentemente ampliada, ela conta com 4 largas faixas de tráfego, asfalto bem liso e bom escoamento de água para os dias chuvosos. Conta ainda com uma pista marginal de duas faixas para acesso aos bairros que ficam às suas margens, de forma que suas entradas e saídas são todas oblíquas, para que os carros tenham um bom espaço para aceleração e desaceleração. Seu limite de velocidade é 80 km/h, que considero baixo para uma via com estas características, pois 100 km/h seria perfeitamente seguro ali, talvez até 110 km/h pudesse ser adotado com total segurança.

O ponto onde a foto foi tirada (15º49'36"S, 48º1'47"O) é o início de uma descida. Esta descida se estende por 1,6 km, com uma declividade média de 5%. A curva que pode-se ver ao fundo está a 2,2 km adiante de onde a foto foi tirada. Como se nota, tirei a foto a partir do acostamento, por segurança.


Prezados leitores, um textinho entusiasta não automobilístico.

E, não, apesar do título, eu não sou um gerontófilo. E esta também não é uma historinha de fazer criança dormir.

Numa época em que o novo apenas dura poucos segundos e vivemos na época das celebridades instantâneas, sempre penso em grandes criações, inventos e máquinas que superam muito qualquer expectativa de vida útil razoável de seus criadores.

Vemos a GM fazendo 100 anos em uma época dificil para sua própria sobrevivência, onde o sucesso de hoje tem em parte a ver com o infortúnio direto de alguns concorrentes devido a desastres naturais. Isso depois de uma quase falência e de um socorro estatal.

Penso no Charles Emil Sorensen, o cast iron Charlie, o mago da fundição, funcionário de ouro dos primeiros anos da Ford Motor Company, o cara que fez o Ford flathead V-8 se tornar realidade, um motor tão importante que se tornou maior que o carro que movimentava.