google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Texto de Hans Jartoft, da Suécia
Fotos: Hans Jartoft e Roger Lundsten - BLR-fotograferna ab

Um Volvo P1800 em primeiro plano
Atualizado às 20h40min com mais fotos.

Hora do almoço, dia de semana. Um aviso dentro da empresa onde trabalho agora, a Volvo Cars em Torslanda, Suécia,  dizia que seriam bem-vindos carros de autoentusiastas no estacionamento da área de desenvolvimento.

Almocei rápido e corri para lá com minha câmera. Sem tempo para conversar muito, ainda consegui falar com algumas pessoas.

Tempo não muito bom para isso, estava garoando e um pouco de frio, mas haviam bonitos carros para se apreciar.
Foto: autor

Quando andei no JAC J3 notei que o ABS de oitava geração aplicado ao modelo apresentava boa calibração, tendo funcionamento quase imperceptível. Mas na recente visita ao Centro de Testes da Bosch, em Boxberg, ocasião em que pude experimentar o Tata Nano, me deparei com este C4 2010, entre os vários carros à disposição para se andar e experimentar as úlltimas tecnologias da empresa, com esse adesivo na porta: ABS 9, nona geração.

Ligado que sou à questão do ABS, que os leitores do AE sabem eu ter reservas quanto à sua eficácia quando se trafega sobre asfalto ondulado, me apressei em dirigi-lo.
TINTIN, UM AUTOENTUSIASTA

Sou maluco pelas histórias em quadrinhos do Tintin. Desde criança que as devoro, me absorvendo em suas aventuras. As reli inúmeras vezes, e o legal é que em cada fase da vida elas têm um sabor diferente. Bons livros também são assim: merecem ser relidos após alguns anos, talvez dez anos, pois nos tocarão diferentemente a cada vez. Bons carros também merecem ser guiados novamente, pois o acúmulo de experiência nos capacita a captar nuances que antes passaram despercebidas.

Agora, se desde a primeira vez você não gostou do livro, do carro, ou o que seja, desencane, porque pode ser bom pros outros, mas não é bom pra você, e boa.


Acho genial o tema do Tintin: um rapaz jornalista/detetive e seu inseparável cão se metem em aventuras ao redor do mundo. Nada mais atraente para a molecada, principalmente para os meninos, tipo coisa de homem. Meu irmão e eu éramos doidos pelo Tintin, enquanto que minha irmã nem dava bola. Também notei isso em minhas filhas: elas nunca ligaram muito pro Tintin.



Há uma série de confusões históricas comuns quando se fala do Chrysler Hemi, principalmente aqui no Brasil. A primeira diz respeito a Zora Arkus-Duntov e sua conversão do Ford flathead V8 em um Hemi, que levava o nome de sua empresa Ardun. Segundo a lenda corrente, o Chyrsler seria uma cópia do Ardun. Depois, quase como uma consequência disso, há confusão sobre a relação entre este cabeçote de Zora e o nosso Simca Emi-Sul, que segundo a mesma lenda é também derivado dele.

A intenção deste post é tão somente esclarecer estas histórias todas, pelo menos até o ponto em que se sabe hoje. Infelizmente, aqui no Brasil se dá muito pouca importância aos fatos e a análise histórica, principalmente quando se fala de carros, um campo nebuloso e cheio de "especialistas". Já vi muita coisa estranha publicada inclusive em livros por aqui. Para os que se interessarem, indico algumas publicações confiáveis ao fim do post, para que quem assim o desejar, puder se aprofundar um pouco mais no assunto.

Para começar, se faz necessário resumir aqui a história do cabeçote Ardun, e de quebra matar uma confusão que aparece regularmente não só aqui no Brasil, mas mundo afora. Esta confusão diz respeito à nacionalidade de Zora Arkus-Duntov.