google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Neste fim de semana passado a equipe Team Oreca levou seu Peugeot 908 HDi FAP diesel ao lugar mais alto do pódio na pista de Sebring, nos Estados Unidos, primeira etapa da Intercontinental Le Mans Cup (ILMC) de 2011.


A equipe Oreca volta a vencer

E eu lá estou ligando para qual piloto vai ganhar esse campeonato?
E eu lá torço pra algum deles?

Foi com alegria que saí em busca de maiores informações, quando ouvi que teríamos um novo “campeonato de marcas”, onde correriam Honda Civic, Ford Focus e Chevrolet Astra. Pensei lá comigo, o eterno otimista, que teríamos esses carros correndo. Seria ótimo! Corridas são pra isso mesmo, para desenvolver nossos carros. Das corridas saem melhorias para os carros de rua – todos aqui sabem disso. Mas acontece que os que promovem o automobilismo brasileiro não estão nem aí pra isso. O que querem é grana imediata, mesmo que para isso tenham que ludibriar o espectador.


Já estou de volta à minha querida terra natal e agora, com um pouco mais de calma, pude selecionar algumas fotos do Ferrari World e relatar minhas impressões. Confesso que ainda não consegui definir minha visita como exatamente entusiasta, o que me fez pensar em alguns pontos.


O Ferrari World é uma iniciativa voltada para o entretenimento! E isso é muito estranho considerando que o comendador Enzo Ferrari via os carros de rua como meros instrumentos para financiar as atividades nas pistas. Outro ponto é que a Ferrari não faz propaganda de seus carros. Alguém já viu uma propaganda de Ferrari? Propagandas da Porsche são facilmente encontradas. Além disso, a Ferrari produz apenas aproximadamente 6.000 carros por ano, uma pequena fração dos quase 2 milhões produzidos pela sua dona Fiat (que tem 90% da Ferrari), tem um lucro de 400 milhões de dólares contra 800 milhões da Fiat e é avaliada por pouco mais que a Fiat. Ou seja, a Ferrari não precisaria de uma papagaiada como esse "parque de diversões".

foto: g1.globo.com


post de Bob Sharp a respeito da indústria das multas, me recordou uma matéria de José Luiz Vieira, na Motor 3 de março de 1981, exatamente há 30 anos, que busquei na mais bagunçada biblioteca do mundo para recordar a lembrança turva que tinha.

Em um claríssimo texto sobre a história dos limites de velocidade, JLV mostrava o uso dos radares de microondas eletromagnéticas cada vez mais difundidos nos Estados Unidos, e terminava com informações sobre a incerteza do futuro desses aparelhos, baseado em fatos da engenharia dos automóveis.