E eu lá estou ligando para qual piloto vai ganhar esse campeonato?
E eu lá torço pra algum deles?
Foi com alegria que saí em busca de maiores informações, quando ouvi que teríamos um novo “campeonato de marcas”, onde correriam Honda Civic, Ford Focus e Chevrolet Astra. Pensei lá comigo, o eterno otimista, que teríamos esses carros correndo. Seria ótimo! Corridas são pra isso mesmo, para desenvolver nossos carros. Das corridas saem melhorias para os carros de rua – todos aqui sabem disso. Mas acontece que os que promovem o automobilismo brasileiro não estão nem aí pra isso. O que querem é grana imediata, mesmo que para isso tenham que ludibriar o espectador.
março 22, 2011
Já estou de volta à minha querida terra natal e agora, com um pouco mais de calma, pude selecionar algumas fotos do Ferrari World e relatar minhas impressões. Confesso que ainda não consegui definir minha visita como exatamente entusiasta, o que me fez pensar em alguns pontos.
O Ferrari World é uma iniciativa voltada para o entretenimento! E isso é muito estranho considerando que o comendador Enzo Ferrari via os carros de rua como meros instrumentos para financiar as atividades nas pistas. Outro ponto é que a Ferrari não faz propaganda de seus carros. Alguém já viu uma propaganda de Ferrari? Propagandas da Porsche são facilmente encontradas. Além disso, a Ferrari produz apenas aproximadamente 6.000 carros por ano, uma pequena fração dos quase 2 milhões produzidos pela sua dona Fiat (que tem 90% da Ferrari), tem um lucro de 400 milhões de dólares contra 800 milhões da Fiat e é avaliada por pouco mais que a Fiat. Ou seja, a Ferrari não precisaria de uma papagaiada como esse "parque de diversões".
foto: g1.globo.com
O post de Bob Sharp a respeito da indústria das multas, me recordou uma matéria de José Luiz Vieira, na Motor 3 de março de 1981, exatamente há 30 anos, que busquei na mais bagunçada biblioteca do mundo para recordar a lembrança turva que tinha.
Em um claríssimo texto sobre a história dos limites de velocidade, JLV mostrava o uso dos radares de microondas eletromagnéticas cada vez mais difundidos nos Estados Unidos, e terminava com informações sobre a incerteza do futuro desses aparelhos, baseado em fatos da engenharia dos automóveis.
Em um claríssimo texto sobre a história dos limites de velocidade, JLV mostrava o uso dos radares de microondas eletromagnéticas cada vez mais difundidos nos Estados Unidos, e terminava com informações sobre a incerteza do futuro desses aparelhos, baseado em fatos da engenharia dos automóveis.
março 21, 2011



