google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Após lançar a linha 2010 do Palio no início de janeiro de 2009 (!) a Fiat acaba de anunciar o lançamento da linha 2010 do Siena e Idea com considerável redução de preços, entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00, dependendo do modelo/versão.

Achei esse movimento um pouco estranho, principalmente a redução de preços. Discuti o assunto com alguns AUTOentusiastas e observamos que a Fiat, líder de vendas desde 2002, está perdendo participação de mercado em 2009.

No acumulado do ano (janeiro e fevereiro) a Volkswagen assumiu a liderança e está com 25,57% de participação de mercado contra 23,61% da Fiat.

O Gol segue como consagrado líder de mercado com 38.949 unidades emplacadas em 2009, enquanto o Palio segue em segundo com 23.520 unidades emplacadas, com uma diferença de 15.429 unidades.

No mesmo período de 2008 o Gol emplacou 40.948 unidades contra 32.964 do Palio, com um diferença bem menor, de 7.984 veículos.

Como a Fiat é reconhecida pela agilidade nas ações e correções de curso, tanto o lançamento antecipado da linha 2010 quanto as reduções de preços são claras ações para recuperar a liderança roubada da própria Volkswagen em 2002.
Autor do post: Arnaldo Keller


Outro dia me mandaram um e-mail com fotos de um protótipo, o Mercedes F700. Só fotos, sem texto. Pra começar, ele não é só um Mercedes, ele é um baita Mercedes. É dos grandões; Mercedão de magnata, para os tubarões de Wall Street que escaparam de virar sardinha. Suas linhas onduladas, modernas, aerodinâmicas, diferentes, prenderam minha atenção, coisa que não costuma acontecer, já que não dou muita bola para esse tipo de carrão que é feito para o dono ir afundado no banco de trás falando no celular e com uma secretária séria e eficiente ao lado, tomando notas. Acho o lance tedioso. Prefiro ir dirigindo um esportivo com outra secretária mais alegrinha ao lado.



E aí reparei que o Mercedão tinha saias cobrindo as rodas traseiras. Eram saias de acrílico transparente, daí que pouco se nota sua presença. Ora, essas saias têm a função de melhorar a penetração aerodinâmica do carro, pois evitam a turbulência provocada pela caixa de roda. Esse era um opcional muito usado em carros esporte na década de 1950, como o Jaguar XK 120, porque lhe dava maior velocidade máxima. Mas será que foi pra isso que colocaram a saia no Mercedão? Certamente não, já que esses carros têm sua velocidade máxima limitada eletronicamente e abaixo do que sua potência permite. Isso já me encafifou.


Daí que em uma foto da traseira reparei que os pneus eram finos, com quase a metade da largura que um Mercedão desses costuma ter. E aí não tive mais dúvidas. O objetivo é mesmo a economia de combustível. Pneus mais finos provocam menos atrito com o solo, portanto, menos energia gasta para o deslocamento.

Daí, googlei e vi que era realmente um carro econômico e "ecológico". Motor Diesotto, que combina os ciclos Diesel e Otto para obter melhor aproveitamento do combustível. Só 4 cilindros, turbo, com 238 cv (pouco para um carrão que se espera ter um V12), mas que roda mais de 20 km/l de combustível.

Ora bolas! Quando é que um magnata desses, que pode comprar um carrão topo do topo, iria se preocupar com economia de combustível? Até há pouco, nunca, pois essa despesa lhe é totalmente irrelevante.

Daí, concluí que ter um carro gastão passou a ser ruim para a imagem de alguns, e para alguns a imagem é vital. Hoje, e no futuro mais ainda, pega mal pro sujeito parar num restaurante e as pessoas o verem descer de um carro cuja imagem é de poluidor, de estragador de ar, de lançador de CO2 e despejador de partículas danosas à atmosfera. A opinião pública está meio neurótica com isso. Não vou entrar no mérito se o carrão é o grande vilão, pois não vem ao caso, mas que a imagem é essa, é.

E se o magnata cinquentão ficar perdidamente apaixonado por uma gatinha que anda de Prius e contribui com o Greenpeace? Como é que ele vai baixar na casa dela com um carrão cuja imagem é de “Não estou nem aí com essa lorota de aquecimento global! Sou tão poderoso que quando dou baforadas de fumaça de charuto numa sala fechada ninguém chia!”

E se ele for um estadista e tiver que chegar a uma reunião pra discutir providências para evitar o aquecimento da atmosfera etc. e tal? Seria o mesmo que a Princesa Isabel descer de Petrópolis para assinar a revogação da escravatura tendo sua carruagem puxada por escravos com o lombo lanhado de açoite.Sacou?

E por aí afora. Quem depende da imagem está se preocupando com esse aspecto. Agora e daqui pra frente mais, a imagem bacana, a que dá status, a que traz mais proveito, é outra; é a do sujeito ecologicamente consciente e limpinho.

Acho isso muito bonitinho. Uma linda imagem que vai pegar muita gente.

E como a minha imagem é a do viralatas que passa fome e anda alegre, esse negócio todo não é problema meu. Mas que estou observando, estou.


Depois de vinte anos, a Aston Martin volta a disputar a principal categoria de Endurance mundial, a LMP1 da Le Mans Series.

Dois carros oficiais da fábrica representarão a Aston Martin, que deixou de competir oficialmente na categoria GT1 com os já consagrados DBR9, em busca da vitória geral nas 24 Horas de Le Mans.

Também completam-se cinquenta anos desde a última vitória na geral da Aston Martin em Le Mans, com o belo modelo DBR1 nas mãos de Roy Salvadori e Carroll Shelby. A última tentativa foi com o modelo AMR1 V-8 de 1989, mas sem o mesmo sucesso.

Diferentemente dos modelos do passado, o novo LMP1 não é um projeto totalmente feito pela Aston, pois o chassi é projeto Lola, equipado com o mesmo V-12 de 6-litros do DBR9, mas com potência e torque revistos para ser competitivo frente aos atuais campeões com motores diesel. Ambos os carros competirão com as famosas cores azul e laranja da Gulf.

A briga este ano promete ser boa entre Audi, Peugeot, Aston Martin e os Pescarolo, veremos quem vai levar a melhor.


Aston Martin AMR1

Aston Martin DBR1
Estimulado pelo post do Milton Belli, "Sempre Sete", resolvi compilar sete discípulos do Lotus Seven que marcam presença constante nos track days europeus.

Dizem que quase 50% da riqueza do mundo está nas mãos de 1% da polpulação. Então, fazendo uma analogia, sem ter a pretensão de ser preciso, 49% do prazer em dirigir de todos os carros do mundo pode estar com esses sete modelos. Receita para o prazer: acima de 200 cv para movimentar apenas apenas 550 kg (se me considerar como motorista, 650 kg).

Outro dia tive a oportunidade de dirigir um modelo como esses lá em Interlagos. Confesso que a experiência superou muito minhas expectativas. O acelerador leve e sensível me assustou com respostas diretas e empolgantes proporcionadas pela relação peso-potência do modelo. Potência de sobra, transmissão precisa, direção rápida, meu traseiro a poucos centímetros da pista e o vento batendo em todo o meu corpo completaram a experiência alucinante. Pena que durou apenas uma volta na pista. Afinal, eu estava lá para fotografar, e não para me divertir. Na verdade o carro estava sendo testado pelo seu criador e pelo Arnaldo Keller para fazer os últimos acertos de suspensão. Com certeza eu e o Arnaldo vamos voltar a falar e mostrar esse carro aqui no Ae.

Vamos agora aos sete modelos que, apesar de diferentes, seguem o mesmo espírito do Seven.

Os clássicos

1-Caterham

A Caterham, que tem o nome da cidade inglesa onde ficava a fábrica, comprou os direitos de fabricação do Lotus Seven quando este deixou de ser produzido em 1973. Por isso é o único fabricante a utilizar o "7" na grade. É a pura preservação da espécie. Hoje a Caterham oferece diversos modelos e configurações para atender diferentes necessidades de diversão com motores Ford de 1,4 l com 105 cv e 2,3 l (Cosworth) com 260 cv. A designação dos modelos expressa a relação aproximada de potência-peso em hp por tonelada. No caso do modelo da foto, o mais potente, R500 significa que são 500 hp (507 cv) por tonelada.

Sabia mais: Caterham

foto: PistonHeads.com

2-Westfield

A Westfield é o segundo fabricante mais conhecido. Existe desde 1982 e iniciou fazendo réplicas do Lotus XI (11) e logo em seguida do Seven. Porém a Catreham a ameaçou com um processo judicial e a Westfield teve que fazer alterações no projeto para diferenciá-lo do original. A carroceria dos Westfield é feita de plástico reforçado com fibra de vidro enquanto nos Carterham segue a tradição do uso de chapas de alumínio. A Westfield também tem uma interessante versão do Seven com motor 1,3 l de 180 cv da Suzuki Hayabusa. além dos motores Ford 1,6 l e 2,0 l, este último com 203 cv.

Saiba mais: Westfield



Os exóticos

3-Donkervoort D8 GT

A empresa holandesa de Joop Donkervoort também vive de réplicas do Seven, desde 1978. No entanto, no ano passado resolveu inovar ao apresentar o novo modelo D8 GT, que usa motor Audi 1,8 l turbo de 210 ou 270 cv. Apesar da cabine fechada e da cara de mau, podemos perceber as origens do Seven. Na minha opinião, a capota deixou o visual bem agressivo e interessante.

Saiba mais: Donkervoort



4-IFR Aspid Supersport

Na Espanha, o nervosismo e o sangue quente ajudaram a criar o Aspid Supersport. Desenvolvido do zero e por completo, o Aspid é um modelo hightech. Começou a ser produzido em 2008 pela pela novata empresa IFR, que iniciou as atividades de engenheria e projeto do carro em 2003. Com carroceria feita em plástico reforçado com fibra de carbono, pesando 750 kg e com um motor 2,0 l Honda VTEC com compressor de 405 cv, ele acelera de 0 a 100 km/k em incríveis 2,88 segundos. Seu preço é o mais salgado do grupo e chega a mais de 150.000 dólares.

Saiba mais: Aspid


O musculoso

5-Elfin Clubman MS8

Apesar de existir desde 1957 e hoje ser de propriedade da TWR (do piloto escocês Tom Walkinshaw), a Elfin Sports Cars é uma empresa muito pouco conhecida por nós, como quase tudo lá da Austrália. Mas ela é a fabricante do MS8 Clubman. A primeira vista podemos imaginar que esse representante do "down under" não seguiu a receita básica da dieta, pois pesa 900 kg. Porém ele compensa esse excesso com outro excesso. Simplesmente colocaram um V-8 GM de 5,7 litros com 330 cv. Como em todo musculoso, o comportamento dinâmico não se compara com os rivais peso-pena, mas o coeficiente de diversão deve ser alto também.

Saiba mais: Elfin


Os com motor central traseiro

6-Brooke Double R

O Double R, além do desenho bem diferente dos outros 5 modelos acima tem motor traseiro central. O desenho e o projeto foram inspirado no Rocket (que teve a mão do Gordon Murray) do início dos anos 90, porém com bancos lado a lado (no Rocket eram um atrás do outro). Também, assim como o Rocket, lembra os Fórmula 1 do início da década de 60. O Double R utiliza motores Ford 2,0 l , 2,0 l sobrealimentado e 2,3 l Cosworth, com potência variando de 172 a 324 cv.

Saiba mais: Brooke


7-Ariel Atom

O Atom na realidade deveria estar numa categoria a parte. Seu desenho, simples e original, nasceu nos anos 90 do um projeto de um estudante na Inglaterra. Tem como marca registrada sua estrutura tubular externa aparente, que lemba um exoesqueleto. O carro ganhou o mundo quando foi aclamado pelo Jeremy Clakson no programa Top Gear da BBC.

A atual versão do modelo, o Atom 3, usa o motor Honda 2,0 l VTEC com 248 cv e 304 cv na versão sobrealimentada. Em agosto de 2008 o Atom 3 300 (o sobrealimentado) ganhou o tradicional comparativo 0-100-0 da revista Autocar pela segunda vez. Para sair do repouso, alcançar 100 milhas por hora (160 km/h) e parar completamente ele levou apenas 11,5 segundos. O Caterham 500R fez o tempo de 12,1 segundos e o Brooke Double R Supercharged, em 12,4 segundos. O recode do teste é do Bugatti Veyron, com 9,9 segundos atingido em 2006.

Saiba mais: Ariel


Mas como existem pessoas insanas nesse mundo, a nova versão do Atom tem um motor V-8 de 2,4 litros com compressor que gera mais de 507 cv, conforme já mencionado pelo Milton Belli no post anterior. Esse motor foi desenvolvido a partir de um motor Yamaha (na verdade dois motores grudados) e também foi usado no Caterham RST-V8, edição limitada que tinha mais de 1.000 cv por tonelada.


Outros

Ainda poderíamos incluir nessa divertida categoria de "open wheelers" mais dois modelos: o KTM X-BOW e o Deronda.

E por fim, se chegou até aqui e ainda tiver algum tempo, recomendo esse vídeo do Top Gear em que Clarkson chega êxtase ao dirigir o Atom: "This is driving nirvana!".


Paulo Keller