google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Traduzi um texto muito interessante:

DEFINIÇÃO DE ACELERAÇÃO

(cortesia de KB Performance Pistons)


Um dragster Top Fuel com motor Hemi de 500 polegadas cúbicas (8,2 litros) tem mais potência que as 4 primeiras filas dos stock-cars da Nascar na Daytona 500.

Leva apenas 15 centésimos de segundo para os mais de 6.000 cv de um Top Fuel, a categoria máxima dos dragsters da NHRA (National Hot Rod Association), chegar às rodas traseiras.

Sob aceleração plena, esse motor consome 1,5 galão de nitrometano por segundo (5,7 litros). Um Boeing 747 carregado consome combustivel à mesma taxa, produzindo 25% menos energia.

Um motor Dodge Hemi V8 de rua não tem potência suficiente para girar nem o compressor de um motor aplicado no dragster Top Fuel. Com 3.000 cfm (pés cúbicos por minuto) de ar sendo pressurizados girando em última marcha, a mistura de combustível é comprimida quase a estado sólido antes da ignição.

Os cilindros trabalham na proximidade do calço hidráulico sob plena aceleração.

Na relação estequiométrica de 1,7:1, a frente de chama da mistura atinge 7.050 F ( 3.900 °C). O nitrometano queima na cor amarela. A língua de fogo branca vista na saída dos escapamentos dos Top Fuel, facilmente visíveis quando não há sol, é hidrogênio queimado, dissociado do vapor de água da atmosfera.

Magnetos duplos suprem cada vela de ignição com 44 ampères. Essa corrente é a de um arco voltaico de solda. Os eletrodos das velas são totalmente consumidos em uma arrancada apenas. Na metade do caminho, o motor está queimando a mistura por compressão, como um Diesel, além do calor das válvulas de escapamento a 1.400 F (760 °C), pois os eletrodos já se acabaram. O motor só pode ser desligado cortando-se o fluxo de combustível. Se a centelha falha momentaneamente no início da aceleração, o nitrometano não queimado se acumula no cilindro afetado e então explode com uma força capaz de arrancar o cabeçote, ou até dividir o bloco ao meio.

Para conseguir atingir 300 mph (482,7 km/h) em 4,5 segundos, os dragsters aceleram a cerca de 4 g. Para atingir as 200 mph (321,8 km/h) antes da metade dos 402 metros de pista cronometrada, a aceleração inicial é de 8 g.

Os dragsters chegam a 300 mph antes de você terminar de ler essa frase.

Os motores dos Top Fuel giram aproximadamente 540 vezes, da luz verde ao final do quarto de milha! Incluindo a patinagem da arrancada, o motor dura apenas 900 rotações sob plena carga. A faixa vermelha é bem alta, a 9.500 rpm.

Se nada explodir, cada arrancada custa US$ 1.000,00 por segundo.

O atual recorde de tempo é de 4,428 segundos para os 402 metros (12 de Novembro de 2006, Tony Schumacher, em Pomona, Califórnia). O recorde de velocidade numa pista de dragster é 336,15 mph (540,98 km/h), medida nos últimos 66 pés (20 metros) da passagem (25 de maio de 2005, Tony Schumacher, em Hebron, Ohio).

Colocando tudo isso de um outro ponto de vista:

Você está dirigindo um Corvette Z06, modificado pela Lingenfelter, duplo-turbo, de US$ 140.000,00. Uma milha à frente, um dragster Top Fuel está pronto para partir, quando você passar. Você tem a vantagem da largada lançada. Você trabalha nas marchas e cruza a linha de largada a honestas 200 mph. A luz fica verde para ambos nesse momento. O dragster arranca e vem atrás de você. Seu pé fica colado no fundo, mas você escuta um som brutal aumentando e se aproximando, e em de 3 segundos ele o alcança e o ultrapassa. Ele cruza a linha de chegada na sua frente, apenas 402 metros depois que você o passou.

Pense nisso: largando parado, o dragster lhe arrancou as 200 mph que você tinha de vantagem, a não apenas lhe alcançou, mas quase lhe jogou para fora da pista quando o ultrapassou.

Isso, meu amigo, é ACELERAÇÃO!!!

Muito mais pode ser lido e visto em:

http://kb-silvolite.com/index2.php

http://www.shoeracing.com/

http://www.nhra.com/


A novidade desta semana no mundo dos livros automobilísticos é o relançamento de um clássico de 1986, atualizado:

Duas coisas me vêm à cabeça:

A primeira é que esqueci dele na minha lista de 10 melhores livros sobre carro. Desde que foi lançada a primeira edição, é considerado o melhor livro sobre automóveis já feito, por muita gente que tem propriedade para dizer isto. E o motivo é que é uma história humana; dizem que é contada a história completa de cada chassi e seus donos e destinos variados.

A segunda é que também devia ter posto o 8C2900 na lista de melhores 3 litros. O mais exótico supercarro do pré-guerra não devia ter ficado fora dela.

Bom, não se pode ganhar todas.

Apesar de caro, o livro deve ser fantástico. A dica é esperar a nova edição sair na amazon.com, que sempre tem preços imbatíveis. Se você for lá agora, encontrará apenas exemplares da edição anterior (abaixo), usados, com o preço mínimo de 1.500 dólares.

Como já disse aqui, um belo investimento.

MAO

Já que falei do Audi R10 no post anterior, me lembrei desse vídeo que é uma combinação emocionante de arte e ciência (ou técnica se assim preferirem). Reparem na combinação de som e imagem no início, nas cenas com o cavalo, inclusive com vapor saído do seu corpo, no dinamômetro e na montagem acelerada do carro no final. Uma homenagem ao cavalo-vapor.

Um post meio preguiçoso, de fato. Mas achei que valia a pena.


No final do ano passado a Audi lançou o filme "Truth in 24" sobre a saga dos R10 na tentativa de ganhar pela quinta vez consecutiva a corrida mais emblemática do automobilismo mundial, a 24 Horas de Le Mans. Só pra lembrar, a Audi venceu a prova em 2000, 2001, 2002, 2004 e 2005 com o R8 e em 2006, 2007 e 2008 com o R10 TDI diesel.

Trata-se de um documentário com produção impecável e um dos melhores filmes de automobilismo, merecendo um lugar na prateleira ao lado do lendário "Le Mans" com o Steve McQueen. Isso de acordo com a crítica que saiu na Road & Track.

A julgar pelo trailer (logo abaixo) e pelo site "Truth in 24", acredito que o filme seja realmente empolgante. Mas por enquanto ele será exibido apenas em festivais. Vamos torcer para sair logo um edição em DVD e assim podermos viver um pouco da emoção da corrida.

Nota 1: Esse post foi uma dica do leitor Gustavo "anônimo" Weber.

Nota 2: Eu e o Juvenal Jorge combinamos que por volta de 2020 (ou próximo disso) vamos a Le Mans assistir a corrida lá.

WALLPAPER: clique AQUI