SUPERCARROS DE CORRIDA VOLTAM A INTERLAGOS


 



Após cinco anos, os melhores carros de corrida de longa duração do mundo voltaram a Interlagos. Com o apoio e o nome de Emerson Fittipaldi, o WEC (World Endurance Championship, ou Campeonato Mundial de Endurance), instituído pela Fédération Internationale de L'Automobile (FIA) e pelo Automobile Club de L'Ouest (ACO), o organizador das 24 Horas de Le Mans, exibiu seus bólidos em terras brasileiras.

Em 2007, a categoria veio correr aqui como última etapa do campeonato europeu da Le Mans Series, hoje extinta, mas não teve muita repercussão, pois parte das grandes equipes não participaram da prova. Dos carros de ponta, apenas o Peugeot 908 HDi diesel participou e venceu. Desta vez, a corrida foi colocada no meio do calendário do campeonato mundial, e o AE esteve lá para acompanhar.


A grande disputa desse ano foi entre os germânicos da Audi e os nipônicos da Toyota. Na realidade, entre dois Audis, um diesel e outro híbrido, contra apenas um Toyota híbrido. Na equipe da Audi, a bordo do modelo híbrido e-tron, estava o trio vencedor de Le Mans deste ano (Marcel Fässler, André Lotterer e Benoit Tréluyer), enquanto que no modelo diesel ultra estavam o brasileiro Lucas di Grassi, Allan McNish e o "Mr. Le Mans", Tom Kristensen. A bordo do Toyota estavam Alexander Wurz e Nicolas Lapierre, ex-pilotos do Peugeot 908 HDi.

O duelo entre Toyota e Audi foi a grande atração do evento.

Nos treinos livres os três carros se revezaram os primeiros lugares, mas da qualificação para frente o Toyota TS030 mostrou-se mais rápido, conquistando a pole para a corrida que teria seis horas de duração, largando ao meio-dia do sábado 15/9.

Carros impressionantes, assustadoramente rápidos e perfeitamente diferenciáveis entre eles no grid. Ao contrário da F-1 moderna, onde todos os carros têm o mesmo som e também a mesma silhueta, era possível distinguir o carro pela barulho do motor.

O Toyota TS030, tecnologia híbrida com motor a gasolina.

O Toyota, equipado com motorização híbrida, mesclando um motor elétrico com um V-8 a gasolina, tinha um ronco agudo, liso e distinto. As quedas e ganhos de rotação do motor eram rápidas e suaves, muito linear. O motor elétrico que ajuda a tracionar as rodas traseiras atua o tempo todo, independente da condição de velocidade do carro.


O Audi R18 ultra, motor diesel V-6 turbo.

Ao contrário do carro japonês, os Audi se moviam pela pista como fantasmas, sem emitirem alto som de motor. Era o silêncio da velocidade, o som da eficiência. Apenas o ruido do vento sendo cortado e um suave assovio de turbina denunciavam a passagem dos carros branco, cinza e preto da marca dos quatro anéis. O silêncio dos Audis era mais chocante e intrigante que o som do V-8 gasolina do Toyota.

O Audi repousando na garagem, momentos antes da largada.
Nos demais protótipos, roncos de todos os tipos. Os motores Honda gritavam como motores de F-1, os Nissan também. Os carros Lola equipados com motores Toyota e Lotus eram estridentes, altos limites de giro para que a potência venha em abundância. Roncos encorpados e levemente abafados dos motores turbo, mas também ouvia-se motores turbo que gritavam como aspirados, muito curioso.

O Aston Martin Vantage V-8 nas tradicionais cores da Gulf.

Nos carros das categorias GT, a mesma coisa, cada um com seu ronco característico. Os Ferrari V-8 roncando alto e forte, bem similar aos modelos que correm aqui na GT3, juntamente com o V-8 Aston Martin do Vantage patrocinado pelas lendárias cores da Gulf, rasgavam a reta e pipocavam alto nas reduções para fazer o "S" do Senna. Os Porsche 911 são facilmente identificados pelo ronco encorpado, enquanto que os Corvette berravam grosso a plenos pulmões como seus clássicos pushrod V-8.

Corvette vs Porsche, uma disputa de décadas
Se fôssemos resumir todos esses sons, os protótipos da Audi eram o silêncio absoluto de um bombardeiro invisível, os demais protótipos soavam quase como F-1, os carros GT eram refinados tenores e os Corvettes, era um show do Motörhead, total rock'n'roll.

O Audi R18 e-tron, com motor diesel híbrido, muito rápido

Desde o começo dos treinos, os pilotos da Audi eram tidos como favoritos, o que geralmente ocorre por motivos históricos. Mas, entretanto, os próprios pilotos não se julgavam tão favoritos assim. O Toyota preocupava, pois Interlagos para eles ainda é um circuito de média velocidade. O trecho interno do autódromo é lento e algumas saídas de curva, como no Bico de Pato, o sistema de tração integral do R18 e-tron não era ativado, pois ele só pode tracionar as rodas dianteiras acima de 120 km/h (regulamento). O Toyota, por ter o sistema elétrico acionando as rodas traseiras, não passa por esta restrição. Este já era um problema.

O consumo de pneus se mostrou outro problema para a Audi, com desgaste acentuado. Possível que o asfalto de Interlagos fosse muito abrasivo? Quem sabe, já houve esta reclamação em outras categorias. Como os protótipos andam muito em cima da aerodinâmica, os pneus são bastante exigidos.

O grid de largada, após os Audis e o Toyota

A pole do Toyota já foi um indício de que os Audi não se encontraram muito bem na pista. Durante a corrida, o Toyota abriu vantagem, de pouco em pouco conseguiu colocar uma volta de vantagem nos dois Audis, e se manteve assim até praticamente o final da corrida. Se não fosse uma parada para abastecimento nos últimos minutos, o carro japonês teria vencido com uma volta de vantagem, mas os Audis conseguiram recuperar essa diferença e os três primeiros terminaram com 247 voltas.

Essa foi a primeira vitória da Toyota em classificação geral depois dos antigos TS020. São Paulo entrou para a história do carro e da equipe, que agora registra uma vitória no currículo, mira alto em Le Mans.
O "Mr. Le Mans" Tom Kristensen, muito simpático, momentos antes da largada, com o Audi ao fundo.

Foi cogitado e comentado que a asa traseira do Toyota estava irregular e fora do regulamento, e por isso era mais rápido, mas não é fato. Desde a corrida de Silverstone, o conceito adotado é tido como válido pelo regulamento. Voltaremos a falar desta asa novamente.

Além do bom rítmo de corrida do TS030 e nenhum problema com retardatários, a entrada do carro de segurança perto da metade da corrida ajudou bastante. Um protótipo perdeu a roda traseira e ficou parado na pista, o que acionou a bandeira amarela na pista toda, e nesta interrupção, os Audis ficaram para trás no alinhamento dos carros.
Os carros mais lentos sendo ultrapassados pelos carros da P1

Entre os dois Audis, disputa ao longo da corrida toda, com os carros andando juntos quase que o tempo todo. Era impressionante a forma com que os protótipos de ponta ultrapassavam os demais carros, em especial os GTs. Na reta, no Sol, no Laranjinha, por fora, por dentro, por cima, por baixo, no Café, onde tinha espaço para passar, passava, sem muitas dificuldades. Fora um pequeno incidente entre o carro de Kristensen e um Ferrari 458 Italia, onde o Audi foi parar na grama por conta de uma fechada que tomou do Ferrari na parte lenta do circuito, nada mais ocorreu. Por sorte, só um passeio na grama sem danos.
Os dois R18: o e-tron híbrido branco e o ultra, puramente diesel, moviam-sem como fantasmas em silêncio
A diferença de velocidade dos carros era notória, podemos ver na tabela abaixo as melhores voltas de cada carro. Na corrida, a melhor volta foi do R18 ultra, que ainda conseguiu fazer menos paradas de box que o Toyota, mas ainda assim não foi o suficiente para vencer. Como a Audi sofreu muito com desgaste de pneu, mas para evitar parar mais vezes para fazer as trocas, tentou se manter na pista e contar com a habilidade dos pilotos, mas ainda não foi o suficiente.

Em 2007, o Peugeot 908 HDi diesel conseguiu a melhor volta no tempo de 1min18s, mas este ano a melhor volta do evento foi de apenas 1min22s. O que explica essa diferença? As condições da pista e o atual regulamento com restrições de motores podem ser bons motivos. Em pistas de alta velocidade, como Le Mans, os carros melhoraram os tempos de volta, mas como Interlagos não é tão rápido, é possível que os motores menores que trabalham com maior freqüência em regime de aceleração e retomada, sofram um pouco.

O HPD Honda vencedor da categoria LMP2

Na categoria LMP2, também dos protótipos, a vitória foi do Honda HPD número 44 liderado por Stéphane Sarrazin, ex-piloto dos Peugeot 908, com três voltas de vantagem para o segundo colocado. A diferença de tempo de volta (pensando na melhor volta do fim de semana todo) entre o melhor P1 e o melhor P2 foi de 4,4 segundos, entre o Toyota e o Nissan Oreca.

O Corvette C6 ZR1 de Rees, vencedor da GTE-Am
Fisichella venceu na categoria GTE-Pro com o 458 Italia.

Nos carros GT, a vitória na categoria Pro foi do Ferrari 458 Italia de Fisichella e Bruni, com 26 voltas de desvantagem para o vencedor da corrida. Na categoria Am, vitória do Corvette C6, pilotado pelo brasileiro Fernando Rees. No post de chamada para a corrida, faltou mencionar este piloto como um dos "nossos". O Ferrari 458 Itallia da equipe AF Corse pilotado pelos brasileiros Bernoldi / Negrão / Longo que foi bem nos treinos, teve muita dificuldade durante a corrida, se envolveu em alguns incidentes e não terminou numa colocação boa.

Ferrari 458 Italia dos brasileiros, já bem danificado no final da corrida

Como corrida, foi um excelente evento, muito bem organizado, horários pontuais e sem complicações. As atrações eram diversas, carros antigos expostos (Mercedes asa de gaivota, diversos Porsches, um raro Allard, Jaguar, BMW Alpina, Lotus..) passeio de Ferraris de rua na pista, corrida da Porsche Cup nacional, tudo muito bem organizado. Os carros da WEC são impressionantes, coisa que raramente vemos por aqui. Teve apresentação de escola de samba na hora da largada, o que pessoalmente, acho desnecessário, mas...

Emerson e os carros históricos, junto com o troféu da corrida e o grid de 2012. (foto:WEC)

Enfim, teve até passagem de caças da Força Aérea Brasileira dando rasante no autódromo, que pegou todos de surpresa. Um dos engenheiros da equipe HPD Honda estava ao meu lado, concentrado, esperando a largada no "S" do Senna, tomou um susto sem tamanho. "What the f.... wasn't expecting for that!" foi o que pode falar, de olhos arregalados. Imagino como deve ser um ataque aéreo, de repente o estrondo dos motores e os aviões passando em uma fração de segundo, sem saber de onde veio nem pra onde foram.
A lista dos carros organizada pelas melhores voltas de cada um

Mas, tudo isso não foi o suficiente para chamar o público para o autódromo. As arquibancadas estavam vazias, é fato, e vão tentar dizer que não era bem assim. Somente a reta dos boxes e a parte da subida do Café estavam disponíveis ao público pagante, com ingressos à venda, e mesmo assim não passaram nem perto de lotar. O ingresso mais barato custava R$ 70,00, com direito a visitação dos boxes em horário programado, o que não é muito caro, lembrando que havia a opção de meia-entrada, e nem assim o público foi assistir. Tinha bastante gente nas áreas VIPS, mas a grande maioria era de convidados. Quem foi de carro e tentou estacionar nas ruas perto do autódromo, contou que não teve dificuldades, o policiamento era bom e poucos flanelinhas.

A organização se empenhou nos últimos dias antes da corrida para divulgar o evento, com o Emerson falando em diversos canais de midia e tudo mais. Ou seja, desta vez, divulgação houve, obviamente não do nível uma corrida de F-1, mas mesmo assim, não atraiu a atenção. É uma pena, pois mostra que são poucos os que se interessam.
O resultado completo da corrida após 6 horas de disputa

Vamos detalhar alguns pontos interessantes da corrida em mais postagens ao longo do mês. Este foi um grande evento para quem esteve no autódromo, foi televisionado pela SporTV, e ver de perto essa categoria é um privilégio para nós. Até encontramos um de nossos leitores, o Rafael, circulando perto da área dos carros antigos.

Já estão falando que para 2013 o evento está praticamente garantido, vamos torcer para que seja verdade e que as máquinas de Le Mans voltem a correr por aqui.


Fotos: autor

MB


atualização em 21/09/12 às 14:30hs

Até o fechamento deste post, não havia sido confirmado o fato. Após o final da corrida, o Corvette número 50 do brasileiro Fernando Rees foi desclassificado por irregularidade na altura do carro. A controvérsia foi causada pela diferença de altura na região do parachoque dianteiro do carro, o qual a equipe alega ter sido danificado no inicio da prova, quando o carro foi para fora da pista para evitar um acidente com outros carros mais lentos.

A equipe Larbre Competition apelou, mostrando que com o parachoque do outro carro montado no lugar do avariado, a altura estava dentro do regulamento, mas foi negado.

Desta forma, o vencedor da categoria GTE-Am foi o Porsche 911 RSR número 88.












25 comentários :

  1. Aléssio Marinho21/09/12 12:24

    MB;

    Vi um pouco pelo SporTV, num momento de trégua da enxaqueca...
    Muitas ultrapassagens, com aquelas fantásticas piscadas de farol, e algumas barbeiragens legais do pessoal da GT. Uma bela e emocionante corrida.
    Pena que a organização começou a divulgar com menos de 1 mês da corrida, com a devida antecedência, poderia me programar pra assistir no autódromo.
    Não gostei de 2 coisas: havia muitas pedras na pista o que achei desleixo com a segurança e os narradores do canal estavam enchendo muita lingüiça, rsrsrs.
    Espero que tenha mais divulgação e público no próximo ano.
    Parabens ao Emerson pela iniciativa.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aléssio, está se tornando um padrão dos narradores de corrida brasileiros, seja na Globo, SporTV, Band, etc, que eles falam de tudo, menos da corrida! Só ficam respondendo e-mail, twitter, facebook e se esquecem completamente do que está ocorrendo nas pistas. Ora, eles não são narradores profissionais? Então que se preparem para a próxima corrida, leiam as notícias daquela categoria, estudem para haver uma narração de qualidade! Tem hora que dá vontade de desligar... Um abraço.

      Excluir
    2. Aléssio Marinho21/09/12 14:57

      Octavio,
      Conseguiram superar o narrador da Stock na Globo.
      Aquele sujeito, que não sei o nome, consegue tirar a minha vontade de assistir.
      Salva só quando o Reginaldo Leme abre a boca.

      Tá dificil assistir televisão. Futebol de manhã, tarde, noite e madrugada. No intervalo, exibem outras coisas.

      Excluir
  2. Mas o som mais agudo que tinha lá era da 458 e era a que mais fácil dava para perceber as 4 reduções no S do Senna. Esses câmbios não são proibidos de fazer aceleração interina nas reduções? Se for proibido e tendo comando no volante sem embreagem como fazem?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fabio, o regulamento proibe transmissões com comando eletrônico e sistemas tipo dupla embreagem, onde duas marchas estão selecionadas ao mesmo tempo. Pelo entendimento, o "punta-tacco eletrônico" não é proibido por ser uma ação no motor e não na transmissão.
      abs,

      Excluir
    2. E essas 458 tem 7 ou 6m marchas, então? Pois ou reduziam para 3º ou para 2º.

      Excluir
    3. Fabio, todos os carros podem ter no máximo seis marchas.
      abs

      Excluir
  3. Bem, eu preferi ver VOLTA REDONDA e RJ no vôlei, partida de handebol...partida da segundona entre Limoeiro e sei mas lá quem nos Sport.Tv 1 e 2 (não tenho o 3, seria REALMENTE necessário???).

    De-lhe zapear na TV e....ZERO VEZES ZERO da corrida!

    Depois brasileiro adora carro, e essa corrida veio para que disseminar esse tipo de competição!

    Que não venham nunca mais (com todo respeito a quem pode assistir in loco e na tv premium!!), se não existe cobertura decente de um evento tão importante!

    MFF

    ResponderExcluir
  4. Nem fiquei sabendo desse evento. Lamentável.

    HS

    ResponderExcluir
  5. Assisti pelo fiawec.com e achei fantástica a corrida. Milton, no dia houve uma contestação técnica sobre a vitória do carro do Rees na categoria AM. Afinal, o resultado foi confirmado?

    ResponderExcluir
  6. Falaram que o Corvette estava com altura irregular.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Realmente a exclusão foi confirmada. A equipe afirma que a diferença encontrada no carro 50 foi devido ao incidente no começo da corrida, quando uma passagem "off-road" teria danificado o carro. Tentaram mostrar que com o parachoque do carro 70 montado no carro 50, este ficaria dentro do regulamento e provaria que realmente a peça foi danificada no acidente, mas negaram a apelação.

      Estamos colocando essta informação no post original.

      abs,

      Excluir
  7. Trabalho próximo ao autódromo, e o ronco dos motores é impressionante, fiquei desde quinta ouvindo os treinos e me martirizando por ter um compromisso no sábado e não poder ir ver a corrida, rsrsrs.

    Apesar da divulgação (segundo comentado aqui no post, eu mesmo não vi nenhuma divulgação), o fato é que poucas pessoas sabiam do que se tratava, muitos colegas de trabalho me perguntaram se era um treino da F1.

    ResponderExcluir
  8. Estranho essa contestação. Pelo que lembro, o parachoque foi realmente batido.

    ResponderExcluir
  9. Caros senhores.

    Em minha opinião a corrida deveria ocorrer no domingo. Acho melhor do que no sábado.

    Atenciosamente

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Achei melhor no sábado. Afinal é bem cansativa.

      Excluir
  10. Esse diesel tem que obecer alguma regra de ruído?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fabio, a única regra, e que se aplica a todos, é que o limite de ruido é de 110 dbA.
      O silêncio dos Audis é caracterísitico de projeto.
      abs,

      Excluir
    2. Havia reparado no silêncio dos Audis na transmissão online das 24 de Le Mans.

      Excluir
  11. realmente foi um fracasso de público, mas veja só, com essa postagem vai ser a 18ª postagem nesse tópico sobre automobilismo num fórum de entusiastas. Não é estranho. Respondem mais num tópico sobre lei seca, por exemplo, lembrando que eu nada nada contra nenhum tópico.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é Fábio, infelizmente a sua constatação é muito verdadeira....

      Excluir
  12. "Se fôssemos resumir todos esses sons, os protótipos da Audi eram o silêncio absoluto de um bombardeiro invisível, os demais protótipos soavam quase como F-1, os carros GT eram refinados tenores e os Corvettes, era um show do Motörhead, total rock'n'roll."

    Essa frase, por si só, já me fez lamentar não ter feito algum esforço e então ido ao autódromo ... Com certeza deve ter sido um evento incrível !!

    ResponderExcluir
  13. Saí de Belo Horizonte pra ver essa corrida e valeu muito a pena! Impressionante o silencio dos Audis, o ronco ensurdecedor do Aston e dos Corvettes... Além de tudo, minha primeira vez em Interlagos!

    ResponderExcluir
  14. Fala Milton !!! Sou eu o "Rafael" que encontrei com você e o Arnaldo naquele stand de Porsches, BMW e outros. Foi sensacional mesmo ! Um programa ideal para o Autoentusiasta ! Em 2007 também assisti as 1000 Milhas onde os carros de Le Mans participaram, outra grande corrida e sendo assim não poderia ficar de fora da "6h de São Paulo". O ronco dos motores rasgando a reta e reduzindo para o "S" são de arrepiar !

    Abraço !

    Rafael F.

    ResponderExcluir
  15. Só vi o post hoje... O evento foi fantástico, andei pra todo lado, assisti da reta, do Laranjinha, do S... Pena que não encontrei o pessoal do AE...
    Ver aqueles antigos foi emocionante!
    Os caças são aterrorizantes!!! Meu primo foi na Indy e disse que neste evento passou muito mais baixo... Animal!
    Quanto aos Audis, falou tudo! "o som da eficiência"... Aquilo sim é de arrepiar!!! Pra quem assistiu ao vivo é tão óbvia a superioridade daqueles carros! Ano que vem estarei lá novamente, sem dúvida!
    Sds

    ResponderExcluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.