NAS RUAS DE PARIS ESTÁ O FUTURO?

Fotos: autor
Novos rumos para o automóvel e o transporte pessoal
Recentemente estive em Paris, de férias, com a família. E é claro que durante viagens, como acredito que todo autoentusiasta faça, sempre observo o que circula nas ruas. Acho bacana dividir as impressões aqui no blog, como já fiz com Bangalore, na Índia, e Nagoia, no Japão.

Quando resolvemos visitar a França tomei a decisão de sossegar e ficar apenas em Paris. Ando cansado de viagens corridas, passando por muitos lugares, onde se vê muita coisa mas se conhece muito pouco. Cheguei até a planejar uma escapada até Le Mans, o que seria bom para mim e chato para a família. Ao ficar apenas em Paris, que tem um excelente metrô, e a fama de um trânsito muito ruim, a idéia original de alugar um carro passou a não fazer sentido. Nessa viagem, bem diferente das outras, minha intenção era alugar um carro pequeno, com motor a diesel. Ainda está faltando essa experiência no meu currículo. Mas vai ficar para a próxima.

Confesso que a perspectiva de um trânsito muito ruim na Cidade Luz me desanimou. Aliás, muita genta fala muito mal do trânsito em outros países. Mas o que tenho observado é que o trânsito de São Paulo é o pior de todos, excetuando o de Bangalore. Nas cidades grandes de países desenvolvidos há muitos congestionamentos, sim. Trânsito pesado. Mas há muito mais organização, sinalização e segurança. Mesmo devagar  trânsito flui melhor. As vias são mais bem projetadas e o sentido das ruas e avenidas tem mais lógica.

Em São Paulo, por exemplo, não é difícil uma rua mudar de mão no meio dos seu trajeto. Não há tantos caminhões grandes e barulhentos. Não há motoboys suicidas passando a 70 km/h e buzinando feito loucos. Não há medo de ser assaltado num congestionamento. Não há tantos carros "filmados", o que ajuda a visão mais a frente através dos vidros. E o principal, não há tantos espertalhões. O trânsito é mais civilizado. E por fim, talvez alguns discordem, mas o brasileiro dirige mal e é egoísta. Não tem noção de que existem outros carros ao seu redor. Talvez seja uma questão que vai até além do trânsito, um questão de educação elementar e disciplina. 

O trânsito na famosa Champs-Élysées
Então o que encontrei em Paris, sem a menor dúvida, é bem melhor que São Paulo. Mas mesmo assim, acho que acertei na decisão de usar o metrô e meus pés. Dirigir nas grandes cidades requer muita atenção, mesmo com navegador, o que aumenta um pouco o estresse e diminui a diversão. E tem um outro fator crucial, o estacionamento. Achar um vaga na rua é um transtorno e os estacionamentos são caríssimos. E sempre há a necessidade de voltar para "buscar" o carro, ou seja, tem que se manter uma distância razoável do carro. Já aconteceu em outras viagens de andar tanto e ficar mais próximo do hotel do que do carro. 

Mas vamos lá; vamos ver o que encontrei lá. 

Em Paris há um interessante sistema de aluguel de bicicletas. Você tira uma carteirinha e pode usar/alugar uma bicicleta em uma das mais de 1.200 estações espalhadas por toda a cidade e devolver em qualquer outra. Os primeiros 30 minutos são de graça. Até uma hora custa um euro (2,60 reais) e depois disso o preço vai aumentando progressivamente. Muita gente usa, jovens e até idosos, e esse meio de transporte já está totalmente integrado a rotina da cidade e funciona muito bem. Dificílimo de acreditar que isso possa ocorrer em São Paulo.

Estação de locação de bicicletas
De bicicleta no meio da rua
Pensamos em fazer passeios de bicicleta. Mas, diferente do que se possa imaginar, não há ciclovias.. O que há são ciclofaixas, demarcações nas vias, e que são muito estreitas. Ou seja, se anda na rua mesmo, e eu não senti segurança em andarmos no meio do trânsito. Em São Francisco é a mesma coisa. Eu teria que pensar nos caminhos e ainda cuidar da mulher e filha. Então gastamos muita sola de sapato.

Uma senhora pedalando forte e cruzando uma movimentada avenida
Na contramão
No meio dos carros

Mas como o Bob sempre diz, bicicleta não resolve a vida de todo mundo. Carros ainda apresentam muitas vantagens e conveniência.

Bluecar, um carro feito para o compartilhamento
E pensando nisso é que Paris recebeu o audacioso programa de compartilhamento de carros elétricos chamado Autolib'. Assim como com as bicicletas, a idéia é pegar o carro em uma das 1.100 estações de recarga espalhadas pela cidade e arredores, usar o carro para o que for necessário e devolvê-lo em qualquer estação. Falando assim parece algo fácil de ser feito. Mas todos esse sistema, que vai desde a tecnologia do carro elétrico, estações de recarga, espaço físico e até à infraestrutura nas ruas para as estações e gerenciamento do uso e manutenção dos mais de 1.700 carros, deve ser bastante complexo.

Quatro Bluecars para compartilhamento
Mas a empresa que está por trás disso, a Bolloré, não está mirando exatamente o compartilhamento de carros. Um dos braços da Bolloré desenvolve e produz baterias de lítio-metal-polímero (que o AAD pode explicar melhor) e acredita ser essa a melhor solução para baterias de automóveis. Todo esse sistema de compartilhamento de carros é um grande laboratório e uma bela vitrine. Tem uns caras que são realmente visionários.

Bluecar recarregando
O carro compartilhado é o Bluecar, desenvolvido pela Pininfarina e produzido na Itália. O desenho é interessante, mas a construção e execução é muito simples, boa para um carro compartilhado.  Ele tem chassi de alumínio e aço com carroceria em alumínio e plástico. Sue motor é elétrico de 35 kW (47,6 cv) com autonomia de 250 km na cidade. Com 3,65 m de comprimento, 1,70 de largura e 1,61 de altura, pesa 1.120 kg e faz de zero a 60 km/h em apenas 6,3 segundos. Eu gostaria de tê-lo dirigido para poder passar algumas impressões aos leitores. Mas o cadastro para o aluguel é bem mais complexo que o das bicicletas, e imaginem a empolgação da patroa e da filhota...

Bluecar, desenhado pela Pininfarina
Outro modelo que me surpreendeu muito também é elétrico – vejam só como as coisas realmente estão mudando. Entendo que a maioria de nós vê nos carros muito mais que um prático meio de transporte. E isso é o que nos envolve. Há o prazer em dirigir, a liberdade, a sensação de poder, a projeção de uma imagem, as histórias, as competições e a própria evolução dessa máquina maravilhosa. Mas o fato é que como transporte nos centros urbanos a coisa está ficando realmente chata, justamente devido à grande quantidade de carros, ou de pessoas, como o Bob Sharp costuma dizer (e eu concordo). 

Smart, por todo lado tem um
Toyota iQ, pouca coisa maior que o Smart, mas leva quatro pessoas
BMW C1, não é necessário usar capacete
Então os fabricantes tem que começar a se mexer e propor soluções compatíveis com a realidade atual. Isso principalmente na Europa. E não é sempre que nos deparamos com algo realmente interessante como o Smart (para dois passageiros), o Toyota iQ (para quatro passageiro) e o scooter BMW C1 (para um passageiro). Eu também incluiria o Tata Nano, mesmo que seu propósito tenha sido ser barato, por ser pequeno e prático, e também a inovadora primeira geração do Renault Twingo. Esses modelos, com maior ou menor compromisso de algumas comodidades, atendem muito bem à necessidade de transporte em grandes centros. 

O pequenino Twizy, as portas são opcionais
Aí é que eu acho que a Renault acertou em cheio com o Twizy (embora a confirmação só virá com o tempo). Um "ovo" motorizado, ou scooter de quatro rodas. Ele bem menor que um Smart fortwo, tem 2,34 metros de largura, 1,28 metro de largura e 1,45 metro de altura. E se estacionado perpendicularmente ao meio-fio dá para parar três Twizy numa vaga normal. Com 450 kg de peso (100 apenas da bateria), tem centro de gravidade bem baixo o que aumenta muito a estabilidade. É bem mais seguro que uma moto e é equipado com airbag e cinto de segurança de quatro pontos para o motorista e de três pontos para o passageiro, que fica atrás do motorista, a chamada disposição em tandem, que em inglês significa exatamente isso, As rodas são 13 pol., os freios são a disco nas quatro (sem ABS), a suspensão independente na dianteira e na traseira com barra estabilizadora em ambas e direção sem assistência.

Twizy, com "garupa"
Há duas versões do Twizy, ambas com tração traseira (propulsão, como os franceses gostam de chamar; para eles 'tração' remete automaticamente a tração dianteira). O  Twizy 45 é bem mansinho, com motor de 4 kW (5,5 cv) , não passa de 45 km/h. Na França há uma classificação, quadriciclos leves, no qual essa versão do Twizy se enquadra, que não requer permis de conduire, carteira de motorista. Ideal para jovens inexperientes ou para os motoristas que perderam a carteira por exceder os pontos.

Um amigo que mora lá me disse que essa categoria é chamada de "carro de bêbado". É o jeitinho francês para continuar motorizado. Há outros modelos de fabricantes locais como a Ligier. que usam essa classificação para fazer carros para os que não podem ter carteira de habilitação. Interessante que o slogan da Ligier é "Freedom to Move" algo como liberdade de movimento. Depois falam do jeitinho brasileiro!

Twizy, bem mais seguro que uma moto
Um dos vários modelos de "carro de bêbado"
A outra versão do Twizy, o Twizy 80, é mais potente, com 15 kW (20,4 cv) e atinge 80 km/h. Tanto o 45 quanto a 80 possuem apenas uma marcha à frente e a ré, acionada por botão no painel. Parei numa concessionária para ver o carrinho e tinha um 80, completo com portas (a versão básica é aberta) e rodas de liga. Não há vidros laterais nem como opção mas o interior é todo de plástico, e lavável. Essa que eu vi custava 9.080 euros (quase 23.500 reais). A básica 45 custa 6.990 euros (18.000 reais). Como referência, o Twingo parte de 11.000 euros (28.380 reais) e o scooter Piaggio MP3 125, de três rodas (duas na frente) e muito popular em Paris, sai por 5.990 euros (15.450 reais). O Twizy me parece bem posicionado.

Piaggio MP3, bem popular
Outra novidade do Twizy é que a bateria tem que ser alugada por 50 euros (130 reais) por mês. A Renault diz que o custo operacional mensal de um Twizy, incluindo seguro, aluguel da bateria, manutenção e recarga da bateria é 15% menor que num scooter de três rodas. Interessante. A bateria é de íons de lítio e demora 3 horas e meia para ser carregada; a autonomia é de 100 km. Para isso pode ser uma tomada comum de 220 volts ou uma estação de recarga.

Twizy, não só para jovens
Ainda é cedo para julgar, mas essa aposta me parece muito mais certeira que o Leaf da Nissan.

Um Twizy no meio do trânsito, ele ocupa muito menos espaço
No geral, o que também me chamou a atenção foi a grande quantidade de carros pequenos e de motos e scooters. MINIS e Smarts estão por todo lado. E Toyota iQ e Fiat 500 também, embora em menor quantidade. Cheguei a ver uma fila de seis Smarts parados na rua. Os MINIS novos são muito populares, mas há muitos dos antigos também. São carros práticos e econômicos, fáceis de estacionar, e ágeis. Sempre achei o Smart uma bela sacada, que vai além dessa coisa meio descolada. É funcional, racional e com um desenho que atrai o emocional.

Mini com pára-choque "náutico"
Minis por todo lado
Toyota iQ:, acho-o simpático
Renault Twingo, na versão esportiva Gordini
Mais Mini
Há muito mais scooters do que motos. Desde Vespas a essas scooters maiores e mais confortáveis de 300 cm³ além da interessante Piaggios MP3 de três rodas. É impressionante como homens e mulheres andam rápido e muito confiantes, como se realmente não existisse a possibilidade de serem fechados ou atingidos por outros carros. Talvez por confiarem na educação dos outros motoristas. Nos primeiros dias houve várias pancadas de chuva e o pessoal não estava nem aí. Continuavam acelerando! Eu imaginei que veria muitos tombos, mas vi apenas um. O cara bateu nma van, caiu, se levantou e saiu andando. E o barulho dos scooters é bem irritante, pois seguem uma legislação mais branda. Nas horas de pico as ruas ficam tomadas por eles e motos.


Triumph Boneville, nada popular mas muito bacana
Um programa muito bom para quem vai a Paris é visitar o showroom de algumas marcas na famosa avenida Champs-Élysées. Há showroom da Peugeot, Renault, Citroën, Mercedes-Benz e Toyota. Todos bacanas. O da Renault é muito bom para tomar um café ou comer algo na lanchonete, mas o que mais gostei e mais me impressionou foi o do Citroën. Há oito platôs empilhados com um carro exposto em cada um. Todos os últimos carros-conceito da marca estão lá. Um mais interessante e ousado que o outro. 


Galeria Citroën, será desativada devido a crise
Acho que os franceses (e um pouco dos italianos), que contrabalanceam a austeridade germânica, têm muita coragem para ousar. E isso é bacana. Essa nova linha DS da Citroën é um bom exemplo. O DS3, recém-lançado aqui, está fazendo o maior sucesso. Foi o Citroën que mais vi nas ruas, seguido do novo C3. Os DS4 e 5 também estão aparecendo. É uma pena que a situação na Europa esteja mal. Enquanto eu estava lá a PSA (Peugeot-Citroën) demitiu 8.000 funcionários. 


Citroën DS4: a Citroën acertou a mão na linha DS
Citroen Survolt
  
Abaixo mais algumas fotos. 




Entre os esportivos de luxo, os Aston Martin (este e os dois acima) são bem populares
Na Europa ainda existem peruas como a Opel Insignia...
... e a Renault Mégane. Será que vão durar muito mais?
Chrysler 300C...
...que virou Lancia Thema 
Juke, o Nissan mais popular em Paris, minha mulher adorou
Os franceses também andam de Sandero "cross"!
Mas também andam de Mercedes classe S, sem ser blindado, com vidros abertos e sem seguranças!
De cima do Arco do Triunfo avistei o carro mais inesperado em Paris, um Plymouth Prowler!
Como em São Paulo, domingo de manhã é dia de passeio com os brinquedos
Citroën Revolt
Galeria Citroën, GT e Survolt
Citroën C- Métisse
Citroën Survolt
Toyota GT86, com prazer
Mais uma alternativa?
Citroën 2CV, popularizou o automóvel na França

Texto atualizado em 11/09/2012: correção do dado de aceleração do Bluecar.

138 comentários :

  1. Eu ficaria com um Mini dos antigos, fácil.

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    1. Também. Carrinho simples, compacto, e ainda tem pedigree!

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    2. Apesar de Palmeirense , deu para notar que voce tem bom-gosto por carros !

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    3. Palmeirense nada. O cara é de Curitiba, deve torcer pro coxa.

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    4. Você diz por causa da foto do porco no perfil? hehehe, não não. Na realidade nem tinha associado uma coisa à outra. Não sou nem um pouco chegado em futebol.

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  2. Ainda vejo Brasília bem distante desta realidade, mas São Paulo com certeza se beneficiaria e muito destes carros elétricos urbanos.

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    1. Enviei antes de concluir:

      Porém, como os que decidem as políticas do mundo automotor estão em Brasília e não em São Paulo, acredito que infelizmente demorará muito até que isso se torne comum por aqui.

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    2. CMF, o trânsito em Brasília é terrível também. Acho que os decisores tem um bom exemplo para querer melhorar.

      Abraço

      PK

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  3. Bela postagem,Paulo!
    Um olhar de curioso ,de querer ver saber o que está acontecendo,as comparações com SP são inevitaveis,mas o importante mesmo foi o espirito aventureiro,que pena que a Toyota optou por lançar um carro pequeno bem pior ,na minha opinião ,que o IQ...

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    1. Totiy, o iQ custaria muito caro e como não tem porta malas não venderia bem. A grande maioria dos brasileiros precisa de um carro que sirva pra tudo e sempre! Abraço, PK

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  4. Estive em Paris em 2010. O que mais via era Smart e Nissan Micra, o March deles. Sem contar o desfile de carrões. Só aluguei um carro para sair da cidade.

    Em 2011 fui para a Alemanha. Trânsito extremamente organizado, motoristas e pedestres educados - ciclistas nem tanto. Nos centros das cidades era ruim mesmo de estacionar na rua, mas ha muitos estacionamentos e o preço, muito, mas muito mais barato que São Paulo. Em Frankfurt, 4 horas de estacionamento no centro, paga-se mais ou menos 3 ou 4 euros.

    Semana passado voltei de Portugal. Na boa. O motorista portugues é um brasileiro melhorado. Respeita faixa de pedestre e preferencial em rotatórias. Mas são bem manés dirigindo. Na estrada, por ex., somente muda de faixa para ultrapassar quando já está tirando tinta de seu parachoque traseiro. Quando vão entrar na rodovia, aqueles que estão na faixa da direita, não vão para a esquerda - mesmo esta estando vazia - para liberar uma pista para o cidadão entrar na rodovia já em velocidade nem por decreto. E muitos param para entrar num rodovia em que o transito flui a 120km/h. Mas os estacionamentos custavam uma "mixaria", ao menos....


    Marco

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    1. Cara, quanto custa o estacionamento aí em SP? Em Brasília a média é de 4-6 reais pra ficar 4 horas (Taguatinga Shopping).
      O estacionamento mais caro que ja paguei na vida fica na Av. Sandu e me cobraram 9 reais pra ficar 3 horas.

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    2. No centro da cidade, uns R$ 10,00 a primeira hora, isso para carros pequenos. Se vc tiver uma picape, é de R$ 15,00 pra cima. Na Av. Paulista é normal cobrarem R$ 20,00 a primeira hora. Em cidades vizinhas - ABC Paulista, Osasco, Barueri - cobram de R$ 5,00 a R$ 7,00, a primeira hora.

      Se bem que, quando estive em Munique, o hotel era um pouco mais afastado do centro e para economizar 8 euros de diária de estacionamento (uma pechincha comparado com Brasil) estacionei em cima de uma calçada bem larga que tinham muitos carros parados e que era permitido estacionar.

      Não discordo do post do PK (até pq não usei estacionamento em Paris e não sei quanto custam. E devem ser caros mesmo. Paris é uma cidade bem carinha, comparada as demais), mas quando se diz que trafegar de carro nas cidades europeias é ruim e caro, ainda assim é muito mais tranquilo que SP. E há muitos estacionamentos públicos subterraneos.


      Marco

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    3. Marco,

      Isso que você comentou de em Portugal não tirarem o carro da direita, mesmo com alguém entrando na rodovia, é normal: sempre que estou numa estrada e vejo uma entrada/saída, eu tenho a mania de jogar o carro para uma faixa mais a esquerda se puder, até que estava lá em Portugal dirigindo e meu primo me alertou que um guarda podia me parar e multar (inclusive pagar na hora!), porque você têm que sempre dirigir na direita, mesmo a 120km/h e sem ninguém nas outras faixas. Acho isso estranho, e até perigoso pois pode ter alguém parado na direita com algum problema e você em alta velocidade acabar causando um acidente, mas são as regras deles.

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    4. Antonio,

      Mas que é estranho é. Na França, os motoristas liberam a faixa da direita quando veem algum carro que irá entrar na pista. Na Alemanha idem. Nos trevos em rodovias voce ve uma fila de carros saindo da direita para a esquerda, sempre em alta velocidade, também para liberar a pista para o cidadao entrar em velocidade compativel. Após, todos voltam a trafegar na faixa da direita novamente.

      Te falar que por diversas vezes fui para a faixa da esquerda e o motorista que entrou na pista me agradeceu. Multa não devo ter tomado (espero!), pois mal vi fiscalização por lá...

      Não sei se você reparou, mas o que mais se vê são placas dizendo "trafegue sempre pela direita". E eles levam tudo ao pé da letra. Colam na traseira, mas permanecem na direita ao inves de ultrapassar de uma vez.

      Sem contar os semáforos sem sentido em diversas estradinhas vicinais. Alguns semáforos tem como função propiciar a saída de uma propriedade, sendo que da via transversal se tem total visão da pista....vá entender..

      E, por curiosidade, quando vc foi para lá? Voltei faz uma semana e, sinceramente, saindo das estradas pedagiadas, não se tem a impressão de estar dirigindo num país de primeiro mundo não. Em muitos casos, a sinalização de solo é tão apagada que mal se vê. Lógico que não há buracos, mas as estradas estão longe de serem excelentes.

      Marco

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    5. Tem umas coisas em Portugal que sao engraçadas: www.youtube.com/watch?v=AGXK32Wwy3o

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    6. Marco e Antônio, eu já estive em Portugal mas faz muito tempo e dirigi muito pouco lá. Não tinha mais nenhuma referência. Obrigado pelos comentários. Valeu. Abraço, PK.

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    7. Voltei de lá tem um mês: realmente, saindo das estradas principais têm se uma queda acentuada na qualidade, mas mesmo assim ainda considero bem melhores que nossas estradas de mesmo porte (comparando estradas regionais de lá com as daqui). Vi o video que o Sergio enviou, mas mesmo com todos os argumentos do guarda, ainda acho que a direita deve ser evitada de ser usada a não ser para trafegar mais lento e entrada/saída da estrada - até porque Portugal, dentro da Europa, têm um dos trânsitos mais violentos e os motivos pra mim são os mesmos daqui: altíssima velocidade e bebida (não é um copinho...estou falando de vários copos)

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  5. O carro elétrico no brasil, so vai ser viável quando o custo por km rodado com eletricidade for igual ao da gasolina. Acham que o nosso governo dariam esse "presente" pra nós, andar 100km com R$5,00? Nunca!

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    1. Depois do discurso da nossa presidente Dilma , barateando o custo da energia elétrica, agora compensaria comprar um carro elétrico.
      Por favor, analisem e "pensem fora da caixa"....
      E verão que agora vai....

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    2. Vai sim. Pra merda.

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    3. http://www.youtube.com/watch?v=aUjOK31XxnY&feature=g-all-bul

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    4. Anonimo 10/09/12 16:32
      Você é um patriota tapado!
      Voce é que tem que pensar fora da caixa e ver oquanto esse governo nos taxa e nao oferece nada em troca!

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    5. Pq é engraçado? Eles estão certos, engraçado é o jumento do motorista brasileiro que anda a 80 km/h na faixa do meio.

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  6. Não temos condições SOCIAIS-PSICOLÓGICAS de evoluir para meios de transportes racionais e ecológicos, ainda estamos na colônia 500 anos atrás de tudo e todos....aqui um carro ainda significa STATUS e ASCENSÃO. Tô pagando pra ver algo do gênero dar certo. Copa do Mundo e Olimpíada estão aí, garanta seu quinhão na licitação!

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    1. Ah vá !
      Tira essa revolta do seu coração

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  7. Este twizzy é muito legal mesmo (tem uma alta taxa de "desejabilidade"). Mas como seria estacionar um carro desses em nossas ruas durante um dia inteiro ou parte da noite? Acredito que seria alvo de vários tipos de vandalismo.

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    1. Eu tenho a impressão que ele seria multado por estar estacionado fora do padrão...

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    2. Jundy, vandalismo é um problema. Até na França onde vários Bluecars foram depredados. Mas realmente deixar um Twizy na rua em SP ou RJ seria estranho. Abraço, PK

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  8. "Com 450 kg de peso (100 apenas da bateria), tem centro de gravidade bem baixo o que aumenta muito a estabilidade." Acho que você quis dizer "centro de massa". Apesar de muitas vezes podermos considerar que o centro de gravidade coincide com o centro de massa, são duas coisas diferentes.

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    1. Felipe, no caso do Twizy os dois são baixos! Abraço PK

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  9. Muita coisa bacana, uma delas a bicicleta na contramão dos veículos motorizados, para segurança. E tem gente que acha que o contrário é que é certo.
    Os carros pequenos são algo cem por cento correto em cidades grandes e entulhadas de gente. Vamos ver quando essas coisas chegarão por aqui a preços humanos.
    Peruas, como é bom ver as peruas na rua, não ?

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    1. JJ, bicicleta na contramão é contra a lei (consulte o código de trânsito). Além disso, já experimentou pedalar assim? Pra mim, deu um medo danado! Parecia que todos os carros iam me acertar. rsrs

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    2. O choque na contra mão bicicleta x carro é potencializado pelos sentidos opostos....é pior!

      MFF

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    3. Ciclista além de ser mais frágil ainda costuma não respeitar as leis de transito, na contra mão ainda é receita pra dar morte. O frances médio dirige muito mal e em cima de uma bicicleta só não se mata porque conta com a segurança de ruas bem pavimentadas, carros com manutenção em dia e ambulancias rápidas com bons hospitais. Isso tudo só parece chique lá porque é num pais rico, na verdade de chique não tem nada

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    4. Aléssio Marinho10/09/12 16:06

      Mineirim,

      O antigo CTB (tô velho mesmo...rsrsr) preconizava que as bicicletas deveriam andar na contra mão, justamente para se ver o tráfego e ter como se precavir de algo contra a sua integridade.
      Não me sinto seguro de andar de bike na mão do tráfego.

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    5. Eu tambem prefiro andar de bicicleta na "contra-mao" , explico:
      Acho muito mais seguro , pois consigo visualizar os carros vindo de frente, desviar ou parar qdo necessário.



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    6. Ciclista na contra-mão, pode parecer mais seguro ao ciclista, por que vê melhor os carros, sendo contra a lei, ele irá se deparar com ciclistas pedalando na mão certa do tráfego, que podem desviar do incauto, invadindo a faixa de rolagem. Já socorri acidentes assim.

      MAS

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    7. Ja temos o Fiat 500 por aqui..
      Os precos nao sao , digamos tao humanos, mas no contexto geral nao estao tao fora tambem!
      Lembrando que tivemos o Gurgel Br800 , mas o mecado nao deu credito a esse carrinho.
      Uma pena .

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    8. Também sou favorável de andar de bicicleta na contra-mão,

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    9. Se um ciclista está andando na mão certa na tua frente, tu consegue diminuir a velocidade mantendo-se atrás do ciclista até poder ultrapassá-lo.
      Se o ciclista está na contra-mão, não há como diminuir a velocidade e manter-se atrás dele, o ciclista eventualmente terá que sair da sua frente porque tu não pode sair da frente dele.
      Então é mais seguro para ambos, motorista e ciclista que o ciclista ande na mão correta. Ah mas não consigo enxergar os carros, espelhos retrovisores estão aí pra isso.

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    10. Além de todos os problemas, como bater de frente e como bem dito o ciclista na contra mão impedir uma ultrapassagem, liberar pra andar na contra mão significa que na prática qualquer um vai fazer o que quiser e aí vira uma zona. Ciclista não paga imposto, não tem placa e pra ser multado tem que ser parado por um oficial. A responsabilidade deles é a mesma de qualquer um dirigindo um veículo, mas fazer cumprir essa responsabilidade é quase impossível, assim boa parte deles dirige como se não tivesse responsabilidade nenhuma. Cobram muito, reclamam muito e não querem nem respeitar as leis básicas de transito em troca

      Os ciclistas tem de respeitar coisas mínimas como mão da rua e sinal, se sentir inseguro com isso não é desculpa e se a pessoa não se adapta a isso significa que deve buscar outro meio de transporte. Infelizmente o brasileiro vê essas coisas erradas lá fora, acha chique e quer copiar aqui achando que está certo e que está "salvando o mundo" sem perceber que isso como foi falado pelo PK é o jeitinho frances e não algo bom. Resultado é que com essa modinha voce ve gente de bicicleta na contra mão e furando sinal no meio de avenidas grandes e movimentadas de SP até mesmo de noite, sem visibilidade nenhuma. Só que aqui nós não temos o que os países ricos têm como ambulância que chega na hora e hospital que faz milagre e pode te atender a qualquer momento, voce simplesmente morre pelos seus erros

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    11. Não existe reflexo o suficiente para desviar se o carro vindo contra você decidir vir para cima mesmo.

      MFF

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    12. Bicicleta na mão dos veículos motorizados é bom se a rua for larga e o trânsito leve.
      Com trânsito pesado, típico da maioira das vias de São Paulo, devagar e na contra-mão.
      Claro, cuidado grande com os pedestres. Aliás, vocês não olham para os dois lados da rua quando vão atravessá-la ?

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    13. Pedalar na contra-mão, não é mais seguro; não é mais rápido; não há tempo de reação; em caso de colisão, os danos ao seu corpo serão bem maiores; é mais difícil evitar colisão; você surpreende os carros; os motoristas não te vêem nos cruzamentos; os motoristas não te vêem ao sair de vagas e garagens; os motoristas não te vêem ao abrir as portas dos carros; os pedestres não te vêem; se quer se tratado como um veículo, porte-se como um.

      Fonte: vadebike.org

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    14. Além do pedestres tem os cruzamentos, ou como chama mesmo? A via oblíqua lateral... Onde os motoristas embicam o carro olhando para esquerda. Os pedestres são muito mais lentos e não cabe aqui como comparativo.

      Eu particulamente tenho vontade de matar atropelado todos os ciclistas que andam na contra-mão. Qualquer rua 50 km/h a velocidade relativa fica em torno de 80 km/h... É um susto da porra.

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    15. E se vc acabar batendo num deles, pode ter certeza que vai se ferrar. O ciclista classe média metido a proletário protestante não vai te pagar e ainda vai dizer que estava com a razão, mesmo na contra mão

      Aguardem que logo surgem gangues de ciclistas assim como as de motoboys, se o cara se envolve num acidente mesmo que seja culpa dele já surgem os colegas pra te ameaçar e por a culpa em você. Mas aí vai ser chique e ecológico, porque foi tudo com bicicleta

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    16. Para mim bicicleta deve ser sempre na direita e não mão correta. Uma questão de ordem, quase que intuitivo, acompanhando o fluxo. E nunca em vias expressas como Marginais e 23 de Maio por exemplo.

      No Japão se anda na calçada, que é demarcada. É onde eu gostaria de andar.

      Abraço a todos, PK

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  10. Esse twizz é bacana, imagine o centro tomado por enxames desses bichinhos? Em todas as cores e tripuladas por gente educada ...receita boa para enfrentar o trânsito! Quero o meu nas cores da Ligier e que saia empinando nos sinais...(rs)

    É Paulo, cidades históricas merecem ser visitadas a pé, ou no máximo com uma boa bike (nos domingos melhor, para cortar rapidamente - entusiasticamente - todos os pontos cardeais do local; mas isso porque sou ciclista também..)

    DS4...maravilhoso, a Citroen é puramente latina em desenho mesmo!

    Excelente Post! Mais uma grande viagem que dividiu com os comparsas/leitores!

    abraço MFF





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    1. Mister Fórmula Finesse, faz tempo que não te encontro (porque eu ando sumido)! Valeu pelo comentário. Abraço, PK

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  11. Muito bacana esse panorama foto-autoentusiasta sobre Paris.
    Gostei do Citroen DS4...Agora o Aston(prata)realmente matou a pau...
    Quem sabe um dia o "Ogro do Tucuruvi" possa conhecer Paris
    Jorjao

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    1. Jorjão "Ogro do Tucurvi", faço votos para que visite Paris e outros lugares bacanas. Abraço, PK

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  12. Precisava de um carro tipo Twizy por aqui, leve,compacto e verdadeiramente economico pra o transporte urbano, para quem como eu não curte moto.
    mesmo que seja a gasolina. tinha que fazer um 25km/l na cidade.

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    1. Um Twizy a gasolina não é má ideia! Abraço PK

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  13. Aléssio Marinho10/09/12 15:28

    É PK, nada como viajar pra fora, arejar a vista e a mente, com carros diferentes dos nossos.
    O mais legal é ver a diversidade de cores.
    Aquele Mini verde e o Twingo azul gordini encantam. E com seus interiores diferentes de preto-pra-não-sujar-pois-brasileiro-é-porco-e-não-lava-o-carro.
    O Twizzy é interessantíssimo, pena que no nosso país seria visto como carro de poucos. Teria um fácil. Não preciso de mais que isso pra uso diário. É duro ser terceiro mundista e ter um carro que tem que ser meio de transporte urbano, oferecer conforto nas viagens longas com toda a família a bordo e ainda como instrumento de trabalho. Viva a especialização!
    As fotos são um capítulo a parte. Valeu PK!

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    1. Aléssio, obrigado pelo comentário e incentivo! Abraço, PK

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  14. Muito bom, PK. Agumas observações:

    1) "...Talvez seja uma questão que vai até além do trânsito, um questão de educação elementar e disciplina..." Pronto. Voce foi ao centro da questão. Tudo isso que tanto discutimos aqui, para ficar nos polemicos mercado e transito locais, são fruto da falta de educação básica do brasileiro, incapaz de conviver harmonicamente em sociedade. Não tenho dúvida de como seria tudo melhor no nosso mundo entusiasta se as pessoas tivessem um mínimo de educação e bom-senso. Como não têm, tudo é feito nivelando-se por baixo, das leis aos carros.

    2) O Twizy ocupa menos espaço. Teoricamente. Dado que todo dimensionamento do transito tem como base carros normais, a folga de espaço proporcionada pelo Twizy não é aproveitada. Naquela foto sua tirada de um ponto alto, é possível ver que onde está o carrinho, caberia um carro normal. Portanto, ganho nulo. Pelo menos no transito nos moldes atuais.

    3) Não acho uma boa pilotar no dia-a-dia o BMW C1 sem capacete. Continua sendo uma moto, correto? Mas convenhamos, andar de moto sem capacete é uma perigosa delícia!

    4) No contexto, obsevando o fundo das fotos, podemos ver como a "fauna" automobilística parisiense é rica e diversificada. A nossa, sempre os mesmo modelos e em poucas versões. Culpa de quem? NOSSA! Afinal,uma vez que nós permitimos o lucro bem gordinho (sim, é gordinho sim) aos fabricantes, por que eles se importariam em fazer variedade para agradar o consumidor? Com a bruta margem de lucro atual, tá mais que bom!

    5) o Chrysler 300. Endeusado aqui, foi ridicularizado por uma publicação especializada portuguesa, que não me lembro o nome. Se eles souberem que aqui é o carro do patrão do patrão do patrão... será que tão melhor assim que o Fusion V6, a ponto de custar na prática, o dobro?

    6) Que coisa linda os Aston Martin. O Rapide ao vivo choca, te faz de uma hora para outra precisar de 950 mil rex!

    7) De chorar a Insignia perua. E de pensar que em meados da década de 90, a nossa GM tinha produtos muito póximos à opel daquela época.

    8) Um grande abraço a todos

    Lucas CRF

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    1. O Chrysler 300 é um ótimo carro na sua categoria, aqui no Brasil é que as coisas são muito distorcidas (preço e status).
      Realmente uma lástima a GMB ter trocado Opel por Daewoo.

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    2. "o Chrysler 300. Endeusado aqui, foi ridicularizado por uma publicação especializada portuguesa, que não me lembro o nome. Se eles souberem que aqui é o carro do patrão do patrão do patrão... será que tão melhor assim que o Fusion V6, a ponto de custar na prática, o dobro?"

      O Jezza falou bem do carro (e todos sabem o quanto ele odeia carros americanos em geral). Talvez por boa parte do DNA Mercedes-Benz que ele carrega no chassis, talvez pelo bom motor Hemi que traz consigo, ou talvez pelo excelente custo x benefício que apresenta (não aqui no Brasil, por óbvio). Não sei se é muito prudente levar em consideração a avaliação de um carro americano feito por uma publicação européia, ainda mais portuguesa.
      Nunca experimentei o carro para dizer se é melhor ou pior que o Fusion V6, mas suas características tendem na direção de ser. Mas discutir preços não é algo preciso se levarmos em consideração os preços praticados aqui, não acha?

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    3. Anonimo e Charles,

      quando analiso um carro, levo em consideração quanto ele custa. Em outras palavras, o que ele oferece pelo que estou pagando. Ou alguem não acharia estupendos um Celta, Gol G4 ou Mille se custassem 12 mil reais?

      Nesse contexto é que o 300 perde seu brilho, pois embora tenda, de fato, a ser melhor que um Fusion V6, custar o dobro carece de razoabilidade. É sob esse prisma que vêm minhas criticas severas ao Civic e Corolla, que chegaram a custar em suas versões intermediárias mais que um Azera (quem conhece esses carros sabe que não há a menor chance de comparação). De modo análogo, vem também daí a minha "adoração" pelo Jetta TSI,que oferece um desempenho fantástico a menos de 80 contos.

      A propósito, já viram que tem Omega Fittipaldi 0Km encalhado a menos de 110? BEM interessante...

      Abraço

      Lucas CRF

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    4. Se formos levar em consideração estritamente a relação de custo x benefício local não há como discordar. Associei a crítica portuguesa à comparação entre o Ford e o Chrysler e o resultado foi como que uma diminuição das qualidades do 300C, mas sua explicação posterior sanou.
      Mas ainda acho que daqui a 10 anos a coisa vai ficar BEM diferente. Com 300 no nome e um Hemi sob o capuz com possibilidades descomunais de preparação farão o 300C valer muito à pena. Sendo adepto de usados, futuramente a coisa vai ficar bem legal: 300C e Mustang a bons preços. Nesse prisma o Fusion vai ser como um Taurus: legalzinho, mas sem comparação.
      Sim, minha visão sobre certas coisas é distorcida assim mesmo, hehehe, mas a matemática acaba fechando redondinha.

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    5. nao acho sua visao distorcidoa.
      relamente daqui alguns anos um 300c terá precos acessíveis e ampla possibilidade de preparacao. acredito que essa preparacao nao fique muito cara pois ha possibilidade de usar compressor volumetrico que se vende em qq auto pecas nos eua.
      boa pedida

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    6. Lucas, obrigado por adicionar todos esses pontos. Valeu mesmo. Quanto ao Twizy, naquela foto ele realmente não acrescenta nenhuma vantagem. Mas imagine vários Twizys juntos...
      Eu também ví Twizys em outras situações e eles consegue se locomover com mais agilidade por passarem em lugares que outros carros não passam.
      Abraço, PK

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  15. Estive em Roma em Maio com a esposa, caminhei muito por uma semana, e resolvemos pegar um SMART por 24 horas, num domingo. O carro é interessante, prequeno, prático, e é um carro bem alto! A tração traseira faz lembrar um kart, e o motor atrás produz calor e ocupa espaço atrás do banco. Só cabem duas mochilas em cima, e elas saem quentes de lá. Em Roma esse carro virou moda total, e por ser comum a coisa funciona bem. O câmbio era automatizado e bem lerdo nas trocas pelas borboletas. Já devolta ao Rio vi um Smart acelerando no aterro (pista de 4 faixas que liga o centro a Copacabana sem sinais) e fiquei com dó, porque aqui muitos motoristas de ônibus vão com tudo nessas vias e se jogam em cima dos outros. Um Smart eles não devem nem ver pelo caminho. Poderia ser legal se esse tipo de veículo virasse moda e passasse a ser totalmente respeitado no trânsito. "Carro que não leva sogra" sempre existiu, são as pickups pequenas que ainda vendem alguma coisa. Mas no fim das contas a grande maioria das pessoas no brasil quer carro que leve 4 ou 5 pessoas. E carro apertado nem sempre é o melhor. Hoje em vez de Celta ou Ka é possível comprar um Sandero, Agile, etc, que são mais amplos e por isso mais confortáveis. Mas de fato na Europa tem muita coisa boa que não tem aqui. Gostei muito da Ford C-Max, da Scenic II, Ford Kuga, etc.
    Bacana esse twizy, parece brinquedo, mas pode ser legal.
    Roberto.

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    1. Pena que a Renault vendeu somente a Grand Scenic no BR. A "normal" é encantadora e a Scenic III dá de 1000 X 0 em qualquer suve medonho.

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    2. Gosto não se discute, mas... foi à Europa, viu os carros deles, e gostou de C-Max, Scenic, Kuga? pfff..

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    3. Roberto, legal seu comentário. Realmente um Smart causa algum receio. Imagine um Twizy nessa situação...
      Ví o Kuga por lá. Não gosto de SUVs, mas até as do porte do Kuga eu aceito. O design do Kuga é legal.
      Abraço, PK

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  16. Le Coq Esportif10/09/12 16:32

    É... ainda chegaremos lá!

    Por volta de 2059, 2060...

    Engole as bicicletas na rua Bob!!!!

    Le Coq Esportif

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  17. Achei muito interessante esse texto, Paulo. Digo com a propriedade de quem morou na França por 3 anos , até bem recentemente, que em uma viagem você pegou muito bem o "espírito" da coisa. Lá o trânsito é carregado e complicado sim, mas a lógica impera e no fim tudo se ajeita. Quem anda de carro procura características que o transporte público não pode oferecer, como espontaneidade total nas suas decisões de caminho. O preço a se pagar, claro, é reconhecer que esse seu interesse fica pequeno diante do interesse de outros tantos mil ou milhões, cujo transporte terá prioridade de faixas, sinais, etc.
    Eu gostaria muito que essa cultura do carro pequeno se instaurasse aqui no Brasil. Nós tivemos o Ford Ka e ao invés de ser encarado como um pequeno carro urbano, o brasileiro associou ele à carro básico e barato. Não é o ponto, ele ser o mais barato da linha é apenas uma consequência da finalidade urbana dele. Queria muito que 500 não fosse carro de imagem, como os Smarts, e que tivéssemos além do Ka e desses citados, pelo menos o Twingo.
    Por fim, as bicicletas de Paris! Apesar de parecer um caos, ciclista lá é bem respeitado. Só não pode fazer como o da foto aí em cima e ir na contramão. Quase tomei multa lá por fazer exatamente isso numa rua perto da Notre Dame. O policial me parou, aplicou um sermão ali mesmo e mandou eu olhar direito as placas de sentido das ruas. Aprendi.

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    1. Henrique,
      concordo contigo que seria muito bom poder usar estes carros pequenos no dia-a-dia de nosso trânsito. Eu adoraria. Mas, ainda vamos demorar para isso ser realmente viável, pela total falta de educação de nossos motoristas. Voltando ao trabalho hoje, por exemplo, ví um basculante passar o sinal vermelho em alta velocidade, duzentos metros à frente uma betoneira fazer o teste do alce para desviar de um ônibus que pegava passageiro, entre outras 50 barbaridades vivenciadas em 20 minutos de trânsito. Acho muito perigoso, muito. Menos que andar de motocicleta, mas muito perigoso. Com ônibus, ônibus articulados e biarticulados, caminhões de tudo quanto é porte, caminhonetes, suvs e outros veículos grandes dirigidos por idiotas, não dá. Tou fora.
      Quanto as bicicletas em Paris, eu diria que o ciclista de lá (até por muitos serem estrangeiros) é tão ruim e despreparado como de outro lugar qualquer. Abusam, e a situação não é pior pois os motoristas são muito mais educados e inteligentes que os nossos. Mas cansei de ver atendimento de emergência de ciclista em Paris... Uma das vezes que andava por lá foi exatamente no dia e na semana em que lançaram as bicicletas de empréstimo... barbaridade, o que os motoristas de táxi estavam de furiosos..., e pelos motivos óbvios. Para mim, cidade grande não combina com bicicleta na rua. Se vc. quer andar de bicicleta em cidade grande vá para um parque. De resto, use metrô, vá de ônibus, ir andando é uma boa, tome táxi, sei lá, mas de bicicleta...

      VPJ

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    2. Henrique,

      "Eu gostaria muito que essa cultura do carro pequeno se instaurasse aqui no Brasil. Nós tivemos o Ford Ka e ao invés de ser encarado como um pequeno carro urbano, o brasileiro associou ele à carro básico e barato. Não é o ponto, ele ser o mais barato da linha é apenas uma consequência da finalidade urbana dele. Queria muito que 500 não fosse carro de imagem, como os Smarts, e que tivéssemos além do Ka e desses citados, pelo menos o Twingo."

      Concordo muito com isso. Eu digo pra minha mulher que se tivesse que escolher um carro para comprar do meu bolso e para meu transporte diário de ida e volta do trabalho seria um Ka (esse novo ficou feinho, preferia o anterior). Sempre que digo isso ninguém entende.

      Obrigado pelo longo comentário. Abraço. PK

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    3. VPJ, eu não me sentiria seguro andando de bike no meio dos carros em Paris, em NY ou São Francisco. Me impressiono como alguns ciclistas são corajosos de andar em SP e avenidas muito movimentadas. Quando eu ando de bike sempre acabo optando pela calçada quando há espaço e não há pedestres. Mas é fato que em Paris funciona bem, assim como em São Francisco.
      Obrigado pelo comentário. PK

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  18. Rafael Ribeiro10/09/12 18:10

    PK, tive impressões muito próximas das suas quando estive lá em 2010. Fui também à Roma, onde o trânsito e estacionamentos são piores, na mesma oportunidade. Mas certamente, SP e Rio, por exemplo, estão MUITO atrás em qualquer quesito que se imagine no que se refere a trânsito. Basicamente, por deficiências de transporte coletivo, ineficácia (e burrice) dos órgãos de trânsito e falta de educação dos cidadãos, não necessariamente nessa ordem.

    Quanto aos veículos, Smarts e scooters são como guarda-chuvas, parece que quase todo mundo tem um...

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    1. Legal Rafael! Gostei dessa do guarda-chuvas. Abraço PK

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  19. Sempre fui favorável aos carros pequenos, mas quando toco no assunto em algum blog ou site automotivo, sou criticado pela maioria dos leitores. Aqui mesmo neste blog alguém me respondeu que se QUISER e que se PODE ter um suve ou qualquer banheira ambulante, o problema é somente dele e fim de papo.
    "Veni, vidi, vici" e o resto que se exploda. É assim o pensamento da maioria e não acredito que algo possa ser feito em um futuro próximo.

    * Gostei do teu post, mas não posso negar que fiquei extremamente irritado depois de lê-lo.




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    1. Aléssio Marinho10/09/12 18:43

      CCN,

      Calma rapaz...rsrrs
      Também sou favorável aos carros pequenos e sinto falta de uma opção barata, com conforto e praticidade no uso urbano.
      Ando com meu carro e sinto que só preciso usar os 4,25 dele quando viajo. O resto do tempo é desperdício de recursos.

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    2. Existe uma opção de carro pequeno e barato no Brasil, um Chery QQ.

      Simple as that.

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    3. Aléssio Marinho10/09/12 21:25

      Apesar dele ser interessante, ainda é grande para o uso que faço. 95% do uso somente com 2 pessoas.
      Mas pro QQ ainda falta uma coisa: vir de um fabricante confiável.

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    4. Alessio
      Desse jeito voce esta complicando as coisas!
      Fique entao com uma bicicleta eletrica que é bem menor que o QQ e nao polui nada.
      Voce é que vai aguentar a fumaça (dos carros a sua frente) na cara hahaha!

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    5. Quem é admira veículos pequenos, com certeza deve adorar bicicletas, principalmente as elétricas, mas evitam utiliza-las devido aos problemas de segurança no trânsito causado pelo excesso de carros.

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    6. Eu gosto de carros pequenos e não adoro bicicletas, a falta de segurança para as bicicletas vem da falta de educação geral dos motoristas (inclusive os de bicicleta) e das vias sem estrutura. Sem falar quem andar de bicicleta em grandes avenidas não é seguro nunca, o certo é existir ciclovias nesses casos

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    7. CCN, irritado? Não entendi. Abraço, PK

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    8. PK,

      Apenas irritado com o povo deste país que não consegue pensar coletivamente.

      Não leve a mal, nada contra você, hehe...


      Aléssio M,

      Tá bom. Esquece! Eu ainda tenho um carro médio. :-)

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  20. Que delícia de post!

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  21. O melhor a fazer nos AUTOentusiatas é ler o artigo e não ler os comentários. Alguns deles são realmente irritantes, de gente de mal com o mundo!!

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  22. Paris tem ciclovias, muitas, ciclofaixas também, algumas sobre as calçadas. Motoristas prudentes, ciclistas prudentes.

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    1. Tenho minhas dúvidas se são todos prudentes. Tem uns que temem a lei!
      PK

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  23. Bacana, PK.
    Férias em Paris com a família, é coisa de gente de outro nível. Quem me dera.

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    1. Coisa fina !

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    2. CSS, é tudo (ou quase tudo) uma questão de planejamento e atanção as ofertas. Hoje com decolar.com e booking.com é bem mais fácil. E é claro que na Europa é tudo bem mais caro que nos EUA, mas não mais caro que SP. Dá pra fazer essa viagem de maneira bem econômica e com um 10 vezes no cartão para as passagens. Nem visto precisa. Abraço

      PK

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    3. Mais barato em Paris do que em SP ou Maceió...

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  24. Paulistano10/09/12 22:40

    1. Cultura letrada: (chutando alto sem pesquisar) uns mil anos a mais que a do brasil, só.
    2. população de paris: 9 milhões a menos que são paulo ( + ou -)
    3. Bluecar compartilhado em Sampa: Galvão diz: "faça sua festa torcedor"
    4. "Acho" que a geografia de Paris é um pouco mais plana que a de São Paulo, o que favorece o uso de bicicletas (não vou nem falar do resto das vantagens de se usar bicicleta em paris).
    5. Boa comparação! Próxima.
    Mesmo que o objetivo do tópico não seja este. Só pra esclarecer.

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    1. Em São Paulo há nove milhões de pessoas movimentando-se mais do que deveriam. Para reduzir esta movimentação diária de pessoas, seria necessário replanejar a cidade, balanceando a oferta de empregos entre as regiões dessa cidade.

      A geografia urbana, ou desenho, de uma cidade é desenvolvida em função das atividades existentes naquela região. Há algum tempo seria impossível atravessar de carro o rio Pinheiros ou baía da Guanabara, em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. A construção de gigantescas pontes e viadutos (redesenho da cidade) viabilizou o uso do carro em locais onde só havia brejo e manguezais, portanto não faz sentido afirmar que apenas cidades planas são favoráveis ao uso da bicicleta.

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    2. E voce vai fazer o que, replanificar a cidade inteira? Coloca um frances da bicicleta morando numa cidade como SP pra ver se ele usa bicicleta no dia a dia, mesmo que houvessem mais ciclovias e poucos carros. Os bairros residenciais de SP são quase como morros, só ladeiras íngremes que deixam ruim até mesmo o uso de onibus e carro, quanto mais de bicicleta. Isso pra não falar do tamanho da cidade, que é de muitas vezes o tamanho de Paris

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  25. O motorista brasileiro é extremamente egoísta...é fato.

    Vão começar com um sistema de aluguel de bicicletas aqui também (Porto Alegre)

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    1. Legal saber das bike em PA! Tomara que dê certo! PK

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  26. Fique 10 minutos num fim de semana na Champs-Elysees e verá mais de 5 Ferraris. E verá que a 458 é muito mais bonita que a 360 ou a 430, mas que nessa linhagem a 355 é a mais bela de todas.

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    1. Lá na CE eu ví duas Ferraris e uns 4 Aston Martins!
      Lugar bom de ver Ferraris é aqui em SP na Avenida Europa, no sábado de manhã!!

      Abraço! PK

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  27. Estive em Paris em 2011 e rodei 2200km em 9 dias de italia esse ano. Conclusões:
    1. O que faz mais diferença é a educação dos motoristas. Mais do que estrutura física ou dos carros. Ou qualquer outra coisa. Em vários locais, principalmente em Roma existem lugares que se fossem freqüentados por motoristas brasileiros vivariam uma montanha de carros empilhados após 15 minutos de transito.
    2. Todo mundo respeita faixa de pedestre.
    3. O brasileiro esqueceu como construir estradas. Por mais estreitas e apertadas que sejam, as ruas são PLANAS.
    4. Lá não existe quebra-molas. E eles não fazem falta.
    5 a sinalização, incluindo os limites de velocidade, não é caduca quanto a nossa. Se ela fala que você tem de andar a 40km/h é porque você tem mesmo.
    6. Você se sente um ser humano importante. Sente que a sua vida é preciosa para aquele país, e que ninguém quer que você morra. Isso está nos menores detalhes.
    7. Você não precisa do seu carro pra andar de forma decente no dia a dia das grandes cidades. E ninguém te acha idiota por andar de transporte publico.

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    1. Paulistano11/09/12 00:22

      conclusão: mudaremos pra Paris ou esperaremos 120 anos de evolução e conscientização.
      ou seja, se vc é trouxa e sente medo, o trânsito de sp e grande sp não foi feito pra vc, te juro! salve-se quem puder!
      Só a 70 km/h no corredor huauahuahuhauha, vou morrer antes, chegar 2h antes, mas vou comer sua mulher antes de VC kkkkkkkkkkkkkkkk... (generalizando a lei dos cornos). Sampa é foda, lei do cão, parem com os carros, se equilibrem nas motos! Lei da Selva: o menor, o mais rápido e o mais eficiente.
      Nas duas rodas morrem 12 por dia, entram 36, é nóóóóóiisssssssssssss hehe. Me tornei motoboy de média cilindrada faz uns anos. Viver de carro nessa cidade não é vida, é pra corno ou aposentado.
      Não sou moto-boy profissional, trabalho na frente do maldito computador, mas sou mais feliz por andar de moto! E dá-lhe buzininha na orelha, e os fdp q nao poe seta. Andar no corredor não é crime! Consultem o CBT.
      Amo carro, cresci acelerando 4 rodas, em especial os AP turbo, depois os "6 canecos" mas pra viver em SP sem moto não é vida, é tortura.
      Chuuuupa 4 rodas.

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    2. colega de trabalho sai de casa as 06:40, chega as 08:20-08:30 no trabalho, depois sai as 17:50 pra chegar em casa 20:00, e fica feliz por não ter que ir de ônibus ou metrô (vai levar mais tempo), de moto ou bicicleta?
      porra, o cara gasta 4h sentado num carro, de seg á sex, isso quando nao tem catástrofe (pq já passou a noite no carro por causa de alagamento)e mora perto (menos de 7 km), isso que é pior, mora perto do trabalho e o maluco tá feliz, troca de carro todo ano, não tem mais o que por nos carros, já pendurou tudo, instalou tudo... se mata filho, são paulo travou faz 17 anos e não sei qual milagre as pessoas estão esperando

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    3. Moto de grande cilindrada, curte acelerar nos corredores, anda de AP turbo, "6 canecos", se acha o esperto por arriscar sua vida, chama quem não tem nada a ver com isso de trouxa e acha que a mulher de todo mundo acha o máximo quem tem uma bicicleta com motor e jeito de favelado bandido. O típico malandrão de moto chegou por aqui, amanha está na cadeia ou no cemitério mais próximo e não vai fazer falta, essa semana mesmo vi um desses dando a maior pirueta ao furar um sinal vermelho. Desse jeito vai comer muita mulher sim, na cadeia e com um pinto ou só nos sonhos depois de ficar deficiente

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    4. Daqui a pouco ele compra um Polo e vai fazer track day...

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    5. Paulistano.
      Lendo seu comentário entendo porque a maioria dos usuários de moto são estigmatizados como foras-da-lei.

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    6. Anonimo das 11:45 acertou bem o perfil desse tipo de idiota, o JJ falou bem tb

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    7. Paulistano,

      Como motociclista, digo com toda propriedade: Patético seu post.

      Já parou para se perguntar porque vc paga mais de 300 reais de DPVAT??

      O JJ acertou na mosca.

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    8. Marcos, muito boas suas observações. Concordo. Obrigado por comentar e um abraço!
      PK

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  28. O pessoal por lá já sofreu tanto recentemente com os resultados da guerra que preferem uma vida mais prática e não tanto apegada à lata como nós. Aqui carro é mais importante que um filho, se arrancarem a orelha dum numa creche o cara nem da bola, se um motoboy arrancar seu retrovisor ele passa por cima do cara, fica louco, infarta, morre. Inversão de valores total.

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    1. O pior é que é verdade. Mas em minhas andanças noto que o carro ainda continua sendo um instrumento de projeção de imagem. Mesmo lá fora.
      Abraço! PK

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  29. Também me simpatizo com o Toyota iQ, mas ouvi que no Japão ele não é visto como boa idéia, pois é largo como um carro comum, o que anula a vantagem de seu tamanho no trânsito.

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    1. No Japão é complicado, pois lá tem os "kei", também para 4 pessoas, bem mais baratos e práticos, além de mais econômicos.

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    2. Nunca escutei isso. Mas já estive no Japão, o espaço é realmente crítico.
      Abraço!

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  30. PK,

    Não não!
    Sempre ouço as pessoas falarem que essa estória de que "lá fora tem coisas melhores que aqui" é papo de recalcado, gente que não valoriza o próprio país, gente que deveria inclusive ser expurgada pra fora do país.

    Aqui só se aceitam os conformados, o papinho político-vendedor de só se falar o medíocre e ameno pra ficar de bem com todo mundo.

    O trânsito na França é uma porcaria completa, BOM MESMO, mas BOOOOM mesmo é o trânsito em Diadema, Guarulhos, nos Feriadões... afinal estamos crescendo o PIB certo?


    PS: fora a ironia, belo post.

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    1. T-Zero! OK, gostei da ironia! Abraço, PK

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  31. Toyota iQ é o citano que mais faz sentido depois que o Smart cresceu.

    Se não dá pra estacionar de lado e nem dividir a faixa em duas, então prefiro levar 4 pessoas em trajetos curtos ou senão 2 + 400l de bagagem.

    Pense no cara que tem um Fiat Strada estendido, 2 pessoas + 400l de bagagem num iQ e ainda fazendo 20, 25km/l é uma solução e tanto para nossa realidade...

    Pena que as pessoas aqui ainda não pensam assim...

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    1. Aqui ainda é um pouco de comprar carro por metro. Mas estamos melhorando. Eu adoro o iQ. Abraço, PK

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  32. Vocês defendem bicicletas na contramão? Os pedestres que se f**** ao atravessar a rua, né? Valha-me Deus!!!

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  33. Autoentusiasta Cansado da Luta11/09/12 11:47

    O que me parece é que lá existe muita pluralidade.
    Tem gente com mini carro, gente de metrô, gente de bicicleta, gente de esportivo, etc etc...
    Não é como na cidade de SP, que vive de moda e uma hora bota TODO MUNDO no carro, depois TODO MUNDO na bicicleta, depois TODO MUNDO no metrô...
    Para piorar, muda-se o meio, mas não se muda o mais importante, a educação e o respeito.

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  34. Esse Twizzy passou à ser o carro ideal para São Paulo desde o dia em que os canalhas e vagabundos da CET-SP tiveram a infeliz ideia de estreitar as faixas de rolamento. Verdadeiros "gênios" do trânsito.

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    1. Verdade!!!! Tem uma avenidas como a Berrini por exemplo que é difícil demais. PK

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  35. Belo Post! E confirma o consenso geral ( bom senso! ) de que de imediato, em transito urbano além de um transporte coletivo decente, os pequenos carros são a solução. Não há nada de mais em andar em carro com 0,6 litros e dois lugares nos grandes centros...como por aqui carro elétrico é sinônimo de hibrido e o sonho da Patuléia ascendente é um "SUVE" de 200 kw, da altura de um ônibus, e vidros beeeem escuros e blindado, tão cedo nada sério virá da eletricidade...sobram para os pequenos disponíveis fazerem a tarefa...Ah, ainda temos o problema cultural e a falta de bom senso, mas para isto seriam necessários mais dois ou tres séculos e esterilização generalizada da massa acéfala por pelo menos duas ou tres gerações para "lavar" bem o DNA contaminado do comportamento egoista e leviano , tão fomentado pelos realmente espertos de plantão.

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    1. Huttner, não precisa ser radical. Uma boa dose de investimento em estratégia e implementação de um plano contínuo de educação, por vários governos seguidos, deve resolver. Mas imagine se o povo ficar muito esperto... as eleições acabam.
      PK

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  36. PK, 0 a 100 km/h em 6 s com 48 cv (Bluecar)? Mesmo com alto torque me parece improvável. Certeza de que não é 0 a 60 km/h ou algo assim?

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    1. FS, tem razão. Por um ato falho achei que era 0-60 milhas por hora e converti de primeira. Já corrigi o texto. Obrigado e um abraço! PK

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  37. Se as peruas vão durar? Claro que vão. Certos os europeus em gostar delas e comprar em grande quantidade, enquanto aqui o povo adere aos ineficientes SUVs, depois que passou a febre das minivans (mais eficientes que SUVs, mas muito menos divertidas que uma boa perua).

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    1. FS, belo comentário! Tomara que continuem mesmo. Abraço PK

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  38. Que belo post. Também estive em Paris em julho e chamou a atenção a organização do trânsito, o respeito e educação do pedestre/ciclista e a quantidade de mini carros. Essa Toyota IQ é de fato muito interessante. Já em Roma, vimos Smart para todos os lados. E viajando pelo interior da Itália, a quantidade de peruas era enorme e de vários outros países inclusive (alemães e holandeses). Nós mesmos alugamos uma perua Megane diesel que gostamos muito...

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    1. rpastor, legal que compartilhamos impressões. Abraço, PK

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  39. Excelente post. Os comentários revelam que a maioria entende que o modelo atual de transporte individual apresenta diversos problemas relacionados a ocupação exagerada de espaço urbano, o que compromete a fluidez e acessibilidade. Portanto acredito que num futuro não muito distante teremos mudanças profundas no modo de transporte urbano individual.

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    1. Adilson, se não houver mudanças o trânsito vai acabar com a mobilidade em algumas cidades. Que bom que gostou. Abraço, PK

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  40. Em Julho fui de Bruxelas até Hannover em um Nissan Juke, tinha reservado um Golf, porém na entrega não havia um disponível. Grata surpresa o Nissan Juke, e o mais legal é que era diesel, motor 1.5, econômico, anda muito bem e é confortável.
    Pena não termos ele por aqui.

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    1. Fermoseli, bom saber! Impressionante como um carro todo "amorfo" é bacana. Abraço, PK

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  41. São os ecochatos ditando a moda.

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  42. Falta uma opção de transporte urbano individual barato no Brasil que rivalize com as motos.

    Algo semelhante a um smart ou toyota iq por uns 30mil, por exemplo

    Interesaante que a Honda foi quem lançou uma moto nesses moldes - a Nc700x - e nenhuma fabricante de carros faz o mesmo.

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  43. Paulo, gostei do carrinho, mas infelizmente ele é a solução pra duas pessoas pequenas ou uma pessoa e meia ou ainda uma pessoa e uma mochila.

    Não cheguei a dirigir essa belezoca, mas comigo na frente (tenho 1,8 m de altura), um amigo meu que tem 1,6 m de altura não conseguiu sair do carro sem contorcionismo brabo.

    Este carro seria a solução ideal para nossas cidades, ocuparia o espaço dos motoqueiros (não dos motociclistas) e também dos viajantes urbanos solitários, mas o duro é a tecnologia demorar a chegar aqui e, um carro sem portas ser praticamente um "me assalte".

    Triste realidade. =(

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  44. Este é o futuro:

    http://www.jalopnik.com.br/maior-colecao-de-micro-carros-do-mundo-sera-leiloada/

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  45. PK,

    só por curiosidade: o Lancia Thema que você flagrou é o carro do embaixador do Suriname na França. vi o "CMD" na placa e a cor diferente e lembrei das placas azuis "CMD" brasileiras (= "chefe de missão diplomática").

    procurei... e achei isso: http://plaque.free.fr/f_cd1e.html . placas verdes são usadas por diplomatas na França, o "CMD" tem o mesmo significado daqui e o número 143 equivale ao Suriname: http://plaque.free.fr/f_cd2e.html

    enfim, isso não serve pra nada. é só a cultura inútil do dia :)

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  46. Palandi, cultura inútil ou não eu achei legal saber. Obrigado por compartilhar! Abraço, PK

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