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| Imponência em forma de carro |
Algumas coisas demoramos a entender.
Apreciar carros enormes
é algo que foge da preferência da maior parte dos autoentusiastas, já que “grande”
significa quase sempre uma regra geral para “pesado”, e muita massa significa
movimentos de carroceria pouco agradáveis na maioria das vezes. Como a maioria
de meus amigos da área são quase que viciados em desempenho e agilidade
extremos, o carro grandalhão acaba sendo desprezado. Não por mim.
O mundo tem muita
variedade, que é algo que prezo bastante, e consigo lhes dizer que as ditas barcas
sempre me atraíram. Desde muito pequeno, carros que me pareciam grandes como
caminhões me fascinavam. Assim foi com um Buick da década de 1950 (não sei o
modelo, mas pode ser o Roadmaster) que meu pai pegava emprestado de seu chefe, com um Galaxie 500 que ele
usou por um final de semana para ver como era, com um Dodge Charger R/T que
fiquei horas namorando em uma pousada de praia durante um final de semana, os mesmos Chargers que me faziam sentar na frente
de casa para esperá-los passar, o Landau a álcool que além de sua sublime
suspensão foi o carro mais veloz do Brasil por muitos anos, a D-20 que me
capturou pela sua versatilidade e foi meu carro de uso diário por quase três
anos e que só foi vendida porque não cabia na garagem do edifício para onde me
mudei, até os monstros de todas marcas e anos que sempre me atraíram e
continuam fazendo-o.
Depois de muitos anos
de vida adulta, a análise dos fatos históricos me fez chegar a uma conclusão fácil
de entender. Meu avô paterno, espanhol de nascimento, teve sua carteira de
identidade falsificada aos 16 anos para poder se habilitar em caminhões e
ajudar na renda da família. Já que parte de meu DNA veio dele, não estranho nem
um pouco minha preferência pelo torque pleno e potência em rotações civilizadas,
ou seja, baixas e silenciosas. Poucas coisas são mais desagradáveis no mundo do
automóvel do que viajar a 120 km/h com um motor girando perto dos 4.000 rpm. Definitivamente,
rotações de corrida são para pistas, ou na melhor das hipóteses, para alguns
poucos momentos, não para todo dia.
| Elegância inata |
março 28, 2014
Volkswagen fará carros de baixo preço
Em seu projeto de liderar a produção mundial de automóveis até 2018, a Volkswagen terá uma
família de veículos menos elaborados e com preço menor. Atualmente a empresa
encontra-se numa furca, ante duas opções: transformar a Seat, sua espanhola
sempre em dificuldades em manter-se e crescer, ou criar nova marca, a 13ª de
seu portfólio, a ser identificada como de baixo custo.
Para países nascendo para a interação entre consumidor e automóvel. O
ponteiro da bússola aponta para as peculiaridades da Índia, amplo, plano e
mercado de carros simples ou antigos, porém mandatoriamente de baixo custo.
Junto com a China fazem a dupla da expectativa para vendas em volume. Os outros
membros dos BRICS — Brasil, Rússia, África do Sul, além de leste europeu,
também com espaço para o mercado de entrada estão na mira.
Nada cria, a Renault assim o faz com a romena Dacia; a Nissan exumou a
marca Datsun; a Toyota opera com Daihatsu há décadas.
Hoje a proposta é referida internamente como BB – Budget Brand , na
realidade do balcão, para quem tem orçamento contado, e anda na corda bamba.
Questão básica é responder se o carro será low cost e low price, o que
usualmente não ocorre. O Projeto BB baliza preço ao máximo de US$ 8 mil –— R$
20 mil.
A mesa diretora da VWAG deverá bater o martelo pouco antes das férias de
verão, no meio do ano.
Fórmula e produção simples, exercício de conhecimento e criatividade
para montar carro novo a partir do resgate de componentes e grupos mecânicos já
existentes, amortizados, sem custos. Hipotética produção em 2016 ou 2017.
Ciclo interessante. A volta à essência da marca antes identificada Carro
do Povo, muito se afastou deste conceito
março 28, 2014
| O novo motor MSI 1,6 16V |
Chegou o sucessor do motor EA111 1,6, fabricado em São Carlos desde a inauguração de fábrica em outubro de 1996, a Volkswagen já desvencilhada da Autolatina: é o 1,6 MSI, da nova família EA211, a mesma do tricilíndrico do Fox BlueMotion e do up!. Básica e construtivamente é o três-cilindros com mais um cilindro, exatamente dentro do conceito de família. Esta possui, além do motor de 1-litro do up! e do Fox 1,0 BlueMotion, versões 4-cilindros de 1,2 e 1,4 litro na Europa e esta 4-cilindros de 1,6 litro ora lançada no Brasil. Esta só era aplicada até agora no Škoda Rapid, um sedã médio lançado no Salão de Paris de 2012 (a checa Škoda pertence à VW desde 1991)
Veja as diferenças entre os dois 4-cilindros 1,6-litro:
Veja as diferenças entre os dois 4-cilindros 1,6-litro:
COMPARATIVO
DOS MOTORES
|
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Motor
|
EA111 1,6-litro
|
EA211 1,6-litro
|
Cilindrada
|
1.598 cm³
|
|
Diâmetro
e curso
|
76,5 x 86,9 mm
|
|
N° de
cilindros/disposição
|
Quatro/em linha
|
|
Taxa de
compressão
|
12,1:1
|
11,5:1
|
Material
do bloco/cabeçote
|
Ferro fundido/alumínio
|
Ambos alumínio
|
Localização
e n° de comandos de válvulas
|
Cabeçote, 1
|
Cabeçote), 2
|
Acionamento
de comando
|
Correia dentada
|
|
Variador
de fase
|
Não
|
Sim, admissão, por 50°
|
Válvulas
por cilindro
|
Duas
|
Quatro
|
Atuação
das válvulas
|
Indireta, alavanca roletada
|
|
Potência,
gasolina
|
101 cv a 5.250 rpm
|
110 cv a 5.750 rpm
|
Torque,
gasolina
|
15,4 m·kgf a 2.500 rpm
|
15,8 m·kgf a 4.000 rpm
|
Potência,
álcool
|
104 cv a 5.250 rpm
|
120 cv a 5.750 rpm
|
Torque,
álcool
|
15,6 m·kgf a 2.500 rpm
|
16,8 m·kgf a 4.000 rpm
|
Potência
específica (G/A)
|
63,2/65,1 cv/l
|
68,8/75,1 cv/l
|
Comprimento
da biela/ rel. r/l
|
140 mm/0,31
|
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Trocador
de calor óleo-água
|
Não
|
Sim
|
Sistema
de partida a frio
|
Injeção de gasolina
|
Aquecimento do álcool
|
Peso do
motor
|
105
kg
|
90
kg
|
março 27, 2014

