google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)



                                                           

Coluna 1014  05.mar.2014          rnasser@autoentusiastas.com.br              
Salão de Genebra. Pequeno, mas o futuro passa por ele
Oitenta e cinco anos sediando referencial mostra do mundo dos automóveis novos, o Salão do Automóvel em Genebra enfrenta a crise mundial do combate do dia a dia pelo mercado, e as projeções de como sobreviver em caminho próprio. Antes, há menos de uma década, requeria apenas o rótulo de Verde, como sede para exibição de novas tecnologias da mobilidade não agressivas ao meio ambiente. O partido de marketing colou, e Genebra soube expandi-lo, mantendo-se líder no caminho, expondo os resultados, como a construção veicular mais limpa, menos agressiva, com menores gastos de energia, água, geração de resíduos, reciclabilidade e, em paralelo, mostrar as conquistas crescentes e aceleradas da digitalização — a aplicação da informática nos veículos. Tem suas curiosidades. Genebra, a par da qualidade em tudo, é dos lugares mais caros do mundo — ande 2 km de taxi e pagará uns R$ 60, hotel 4 estrelas a mais de R$ 1.500 a diária ..., um quilograma de filé mignon perto de R$ 400, ônibus a R$ 12 —, além do frio vento de fim de inverno soprando pelo lago que a pontua. Talvez o frio elegante e a formação da cidade definam a arrumação das moças ilustrando os carros novos. Sem os atrevimentos tropicais, arrumação contida, elegante. Na Porsche, as modelos em conjunto preto com echarpe Hermés entre o marrom e o bege, dispensavam os cortes e recortes para compor o cenário e chamar atenções. Em ritmo anterior, as da Audi, em vestido vermelho, languidamente se recostavam nos capôs dos carros brancos, e eram atração à parte quando cruzavam as pernas. E muito cruzavam...
Fotos: autor


Decidi fazer o vídeo da Fiat Strada Adventure cabine dupla 3-portas numa estrada sinuosa justamente para, com a ajuda das imagens, mostrar melhor o quão boa de chão é esta picape. O Bob já me dissera isso após a ter guiado por ocasião do lançamento, mas disse numa conversa rápida e sem enfatizar, afirmando que só guiando para crer.

Pois é, após dirigi-la por dias, inclusive viajar com ela, não me resta dúvida alguma. Ela é boa de chão de verdade, desde que esteja com pneus para asfalto. No caso, a “minha”, de cabine dupla, veio com pneus Continental PowerContact 205/60R16, projetados para serem bons no asfalto. 

Bons pneus Continental, de asfalto

J6 no uso, elegante!

Depois de um "no uso" com o Golf GTI, um dos posts mais difíceis que já fiz, encontro-me agora em outra circunstância similar. Assim como o Golf está arraigado no imaginário das pessoas como "o carro", um JAC pode estar definido como "um chinês" e a desconfiança que isso implica. Posso realmente estar enganado e fazer disso uma generalização, mas não há como negar que para muitos um carro chinês não passa nem perto da lista de possíveis compras. E há razões para isso, diversas. Muitas ligadas a uma percepção geral sobre os carros chineses, como monstros oriundos de experiências genéticas cruzando genes de diversos outros modelo e criando formas muito familiares, para não dizer cópias, muito pioradas de coisas que já existem. Acho o principal exemplo disso o Lifan e seu monstrengo MINI.

Mas falando de marcas, minha percepção geral sobre a JAC é muito positiva. O experiente Sérgio Habib e sua equipe fizeram um trabalho invejável no lançamento da marca em 2010. Imagine a perfeição em todos os pontos: uma rede de concessionárias novíssima e bem treinada, armazém de peças preparado para atender o pós-venda, garantia de 6 anos para acabar com qualquer percepção de qualidade ruim, uma campanha de marketing das mais lembradas, preços supercompetitivos e produtos readequados especificamente para o Brasil. O Sérgio Habib poderia escrever um livro sobre como iniciar uma nova empresa sem chances de dar errado. Foi tudo tão perfeito que fez os fabricantes locais tremer na base e bater no nosso Governo protecionista pedindo alguma contra-medida à "invasão chinesa"'.








Primeiramente, peço desculpas aos leitores pela grande extensão do post, mas não é possível contar quase trinta anos de história em poucas linhas. E o Uno merece uma homenagem à altura do que significou para a indústria brasileira.

Estamos em 2014. Muita gente com certeza não lembrará, mas este ano marca o aniversário de 30 anos do lançamento da “botinha ortopédica”, o Fiat Uno. Ele quase conseguiu estar vivo para comemorar seu aniversário: Sua produção parou em dezembro, faltando apenas 9 meses para seus trinta anos.

O Uno é figurinha conhecidíssima de todos nós. Eu arriscaria dizer que é o Fusca da geração que nasceu de 1980 para cá. Da mesma forma como todos nós nascidos entre 1950 e 1980 temos histórias com o Fusca, todos os nascidos de 1980 para cá têm suas histórias com o Uno. Foi um dos carros mais longevos do nosso mercado, só sendo batido pela veterana Kombi, que também se despediu no ano passado, tendo quase igualado os 30 anos de produção do Fusca no Brasil (1959-1986 e 1993-1996). Para todo canto na rua que se olhe, vê se um Uno.

O Uno começou a nascer em 1979, quando foi encomendado a Giugiaro um carro pequeno de luxo para substituir o Autobianchi A112. Giugiaro então criou com um carro muito espaçoso para as suas dimensões externas. Porém, por causa de mudanças dentro do grupo Fiat, acabou sendo o substituto do Fiat 127, que no Brasil conhecemos por 147. Foi lançado no mercado italiano em março de 1983, 12 anos após o lançamento de seu antecessor, o 127.

Lançamento do Uno no Cabo Canaveral