google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: blogs.estadao.com.br e blog.jangadeiroonline.com.br
Jornal do Carro: 35 anos
Vrum: Emilio Camanzi, Mônica Velloso e Boris Feldman
Dia desses um grande amigo e colega, só que de tevê, me perguntou como deveria pronunciar hp no programa dele, se no singular (agapê) ou no plural (agapês).

A dúvida do amigo foi porque ele tinha um texto para ler em que estava escrito 265 hp. Falaria 265 agapê ou 265 agapês?

Nem uma coisa, nem outra, disse-lhe. Símbolos não se pronunciam, só se escrevem. E que ao serem escritos não se flexionam, ficam sempre no singular.





Mas há um fator complicador nessa história: se o símbolo não pode ser pronunciado, como fazer com o hp?

O hp, como se sabe, é símbolo de horsepower (cavalo de força em inglês). Só que fica estranho falar 265 horsepower, pois estamos no Brasil. A saída nesse caso é falar 265 cavalos. Mas só falar, porque na linguagem escrita tem de ser cv, fica feio ler-se ‘cavalos'.

Por aí se vê que linguagem escrita é uma coisa, falada é outra, e como é importante separar bem as coisas:

Escrito: o motor desenvolve 265 cv. 
Falado: o motor desenvolve duzentos e sessenta e cinco cavalos.

Desde que escrevi um texto falando sobre Ferrari em geral neste blog, muitos amigos meus tem a falsa impressão de que não gosto da marca. Eu sei de onde vem esta impressão: a minha falta de reverência ao fundador, Enzo, o que absolutamente não quer dizer que não goste dos carros... Na verdade, é fato que nunca foi criado um Ferrari menos do que sensacional, nunca, em tempo algum.

Um Ferrari só tem um problema de verdade: o preço. São tão fora do padrão normal de preço de um automóvel que freqüentemente são comprados e mantidos como jóias raras e obras de arte de autores famosos: longe das ruas e estradas que é sua casa. Mas não quer dizer que por isso deva julgar a marca; o preço de um carro é o que se paga por ele, e Ferraris seguem vendendo muito bem obrigado, prova de que o preço está correto. Na verdade, fazendo a conta da porcentagem dos rendimentos anuais dos seus proprietários equivalente ao custo do carro, um Ferrari é mais barato para eles do que meu Focus foi para mim. Tudo é relativo, e por isso julgar um carro deste tipo pelo preço é um erro. Não se compra um Ferrari porque se comparou algo, se compra por vontade e desejo. Existe motivo melhor?

Na verdade eu adoro Ferraris, principalmente os V-12 de motor dianteiro. Como vocês podem ver abaixo, não exclusivamente eles, mas principalmente. Lista dificílima de se fazer, porque como já disse, ainda está para nascer um Ferrari que não seja maravilhoso. Sem nenhuma ordem específica, vamos a eles, os 10 melhores Ferrari, segundo o MAO:


1) 550 Maranello



Foto: vnews.com.br



Acidente na passagem de cobrança automática na praça de pedágio tolheu a vida de um motorista de caminhão na madrugada de ontem (3a. feira) na SP-070 Rodovia Carvalho Pinto, km 114, sentido oeste, em Caçapava.. A cancela não abriu para um caminhão e outro que vinha atrás não conseguiu parar, batendo na traseira do veículo parado. 

Com o impacto, a carga de tubos de aço de grande diâmetro avançou sobre a cabine, destruindo-a totalmente e matando o motorista (foto).

Esta lista é diferente, por não ser uma lista de carros, e sim de nomes interessantes. Olhando para ela, penso que as empresas hoje desperdiçam seu dinheiro contratando consultorias a peso de ouro para criar nomes para carros: basta evocar velocidade, matança, maldade e destruição que o nome será memorável... Depois a gente reclama que ninguém nos entende...

A lista é absolutamente subjetiva, portanto os leitores podem se sentir incentivados a criar suas próprias. É só não se influenciar demais pelo carro em si; o que vale aqui é o nome. Por isso mesmo coisas tão legais como um Nissan GT-R e um Ferrari 599 estão fora: são carros sem nome, coitados. Seus pais lhes deram siglas e números ao invés de um nome de verdade, ato realmente imperdoável para com crianças tão lindinhas...

A eles então, começando do décimo colocado, e ao fim, no nome mais legal já dado a um automóvel, na humilde opinião deste colunista: