google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: autor


Código de Trânsito Brasileiro, Art. x: É proibido conduzir demonstrando ser burro ou ter no veículo item, acessório ou modificação que signifique burrice. Infração: gravíssima. Penalidade: multa (cinco vezes) e retenção do veículo para regularização

Veio-me essa idéia de acrescentar tal artigo ao nosso código de trânsito ao ver o Ka acima com um saco de lixo no pára-brisa. Tem mesmo que ser muito burro para aplicar isso num carro. Talvez a proposta seja a única maneira rápida e eficaz de livrar o trânsito dessa e outras ameaças.

É inconcebível, à luz da razão, dirigir sem a indispensável visibilidade. Que tal usar óculos de sol ao dirigir de noite? Impensável, certo? Pois com os vidros de condução - pára-brisa e janelas laterais dianterias - é a mesma coisa. Burrice absoluta. Mas a lista da burrice não pára aí:
Foto: novoguscar.blogspot.com



— Noossa, vô! de primeira você colocou terceira! Pulou a segunda marcha, vô! – ainda molecote de uns doze anos, exclamei.

— Sossega, amorrrr (era assim que ele me chamava, e com sotaque um pouco arrastado, pois era suiço), esse motorr é forrte e assim no plano a gente pode pularr as marrchas.

Pois é, o Itamaraty tinha um 6-cilindros forte mesmo, motor de jipe; pouco giro, pouco potência máxima, porém já bom torque em baixa – e dava pra fazer isso mesmo, pular marchas quando no plano ou em descidinhas. E o vovô Frederico guiava macio e aquela banheira que era o Itamaraty ia suave que era uma beleza. Também, pudera! Outro modo não haveria dele guiar, pois esse foi um sujeito classudo de verdade, elegante e charmoso por natureza; punha o Clark Gable no chinelo, e punha mesmo. Ele simplesmente ficava desconcertado diante da grosseria. Ele não a entendia. Simplesmente não entendia como outros agiam estupidamente, já que ele simplesmente não tinha o gene da grosseria. Os genes que dela tenho certamente dele não vieram.

Fotos: Divulgação Nissan e autor

Não escondo admiração por esta marca do país do sol nascente. Tenho certeza de que começou ao ver um Datsun 240Z correr em Interlagos, no começo de 1970. Não estranhe: Datsun era inicialmente a marca internacional da Nissan, que deixou de existir no começo dos anos 1980 em favor da marca-nome da fabricante.

Todos os Nissans que dirigi – X-Trail, Livina, Sentra, Tiida – se mostraram muito agradáveis e eficientes, sempre deixando transparecer uma engenharia exemplar. Por isso eu tinha curiosidade em saber como seria o March – novamente estratégia desses japoneses, pois o carro era comercializado mundialmente como Micra, March só no mercado japonês desde o lançamento em 1983 e que na primavera do Hemisfério Norte do ano passado chegou à quarta geração.

E agora o March, a nova arrancada da Nissan para aparecer mais no mercado brasileiro, chega do México, da cidade de Aguascalientes (águas quentes), produzido na fábrica inaugurada em 1982. Por isso não recolhe Imposto de Importação e tampouco foi atingido pela recente elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados em 30 pontos porcentuais, resultando em preços bastante acessíveis, que vão de R$ 27.990 a R$ 31.990 (1-litro) e de R$ 35.890 a R$ 39.990 (1,6). As versões de maior cilindrada – 1.6S, 1.6SV e 1.6SR, duplo-comando 16V de 111 cv, Nissan mesmo – ainda não estão disponíveis para entrega, o que está previsto para novembro.

Interior agradável e funcional , nada fantasioso ou exótico


Esta é a imagem de um velho folheto escaneado. Está no meio de vários outros que coleciono há tempos.

Como é normal para mim, sempre que ocorre um Salão do Automóvel em São Paulo, ou qualquer outra exposição que eu consiga visitar, procuro ver o que existe nos cantos, nos estandes pequenos e menos trafegados.

Cair em lugar comum e ficar babando em carros que todos sabemos que são fantásticos, é moleza. Menos aprazível é analisar os carros que surgem de construtores pequenos ou iniciantes. Podem não ser bonitos nem bem-feitos, mas muitos mostram o verdadeiro entusiasmo.

Cada vez mais raros, mas nem por isso extintos, estes fabricantes já tiveram sua época de ouro, que acabou quando as importações foram reabertas pelo então presidente Fernando Collor de Mello.

O Lassale Digital é da década de 80, e, além daquele exposto na mostra, nunca ouvi falar de outro.