google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Imagine a cena: jogo final de um campeonato qualquer de futebol, dois supertimes atrás do titulo, jogo empatado, então o locutor recebe um bilhete que diz: “A Fifa acabou com a regra do impedimento. Não tem  mais. Aplicação imediata, já está valendo.” Quase ao mesmo tempo, os técnicos dos dois times são informados da mudança e imediatamente impõem nova tática. O jogo muda de figura. Improvável de acontecer? Sem dúvida que é. Entretanto aconteceu, ou está acontecendo aqui, no mercado automobilístico, com as mudanças de regras que vêm aí.

Desde que o presidente Collor restabeleceu as importações de veículos em março de 1990, encerrando o jejum iniciado em 1976, a regra do jogo passou a ser importar veículos livremente mediante o pagamento do imposto de importação de 35%, limite máximo estabelecido para Organizaçào Mundial do Comércio como Tarifa Externa Comum. E assim todos viveram felizes - mas não seria para sempre. Surgiria um perigo vindo do Oriente, a China.

Os mais antigos - Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford (ordem de posição no mercado) -, se não de braços abertos, receberam razoavelmente bem os novos que aportaram aqui no final da década de 1990/início da de 2000, algo considerado inevitável. Foram bem recebidos mesmo aqueles que saíram do longínquo Japão e até os que apenas passaram vender localmente, caso dos sul-coreanos.


Já estamos acostumados. Vamos ao médico, ele nos pergunta sobre várias coisas. Como nos sentimos, como estamos nos mantendo, como estamos nos alimentando, e por aí vai. Então, ele passa para o próximo passo, que é o exame clínico propriamente dito, e neste exame, ele aproveita para verificar o nosso peso e medir nossa pressão arterial.

Além do peso, medir a pressão arterial é cômodo para o médico por dois motivos muito importantes. Além de informar muito sobre nosso estado de saúde naquele exato instante, a medida da pressão, tomada por um instrumento chamado esfigmomanômetro, é de uma técnica de medida simples, não invasiva, que pode ser tomada a qualquer instante, sem necessidade de retirar mostras, de um laboratório para analisar estas amostras, não dói, não tem efeitos colaterais posteriores etc.

Podemos dizer o mesmo para medir a saúde do automóvel.
Não muito tempo tempo atrás, relembramos a vitória do Mazda 787B em Le Mans, sendo até hoje o único carro japonês e o único com motor Wankel a vencer na pista francesa.


O princípio do desenvolvimento para competição do motor Wankel por conta da Mazda veio com o primeiro modelo da marca dotado com este motor com dois rotores (versão 10A), o 110S Cosmo.



Não, caro leitor, não pense que ao estar se preparando para passar dos 300 km/h pela primeira vez você estaria como agora, tranqüilo, lendo este relato. O seu nível de alerta estaria alto, bem alto, quase no pico. Seu cérebro estaria trabalhando a mil e seus níveis de percepção e de reação estariam muito acima do que estão agora, portanto, esse sujeito que agora lê não seria o mesmo; seria outro: mais atento, mais sensível, mais absorvedor de informações, mais objetivo e eficiente. Toda informação útil estará sendo bem gravada em seu cérebro.

Portanto, muito provavelmente você seria capaz da empreitada, já que naquele momento você seria “outra pessoa”, seria aquele cara com o sangue quente que você conhece melhor do que ninguém. Além disso, as condições eram as mais próximas das ideais. O R8 GT, afora ter um tremendo motor V-10 de 560 cv, que gira a mais de 8.000 rpm, é um conjunto fora de série, fantástico, onde a Audi investiu todo seu potencial tecnológico, grande parte obtido de sua vitoriosa experiência nas pistas, principalmente nas provas de longa duração, tipo 24 Horas de Le Mans, prova que na última década ela venceu a maioria.

Se você estaria nervoso ou não é outra história. Nervoso estaria se não soubesse o que iria enfrentar, o que não era o meu caso. Eu já conhecia algumas características do carro, pois no ano anterior já guiara o suficiente um modelo muito similar da Audi, o R8 mais “fraquinho”, o de motor V-8 de 420 cv.