google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)



Carburador é uma coisa seriamente ultrapassada, um anacronismo em extinção. Tenho que confessar já de cara que os abandonei completamente, e até quando penso em comprar motos, onde carburadores ainda são comuns, já descarto de cara as carburadas. A injeção eletrônica é algo tão bom que não há como não idolatrá-la, principalmente se você, como eu, passou a adolescência e boa parte da vida adulta em meio a épicas batalhas com aquelas traquitanas cheias de furos, válvulas, canetas, dutos, tubos, mangueiras, gasolina, borboletas, boias, alavancas, molas e outros mil componentes estranhos que nem consigo nomear, e perdeu todas elas. Um carburador não é ajustado nunca à perfeição; apenas o ajustador se cansa e aprende a conviver com ele assim mesmo, no melhor que pode fazer. É o pesadelo do perfeccionista.

Essas camicletas incrivelmente complexas e ineficientes atendiam por uma série de nomes estapafúrdios que deslizavam pela ponta de nossas línguas feito evangelho da boca do padre: Brosol 2E, 3E, Solex 40, TLDZ miniprogressivo, Weber 34, Motorcraft bijet, Stromberg-SU de Dojinho.... sem falar naquele que é o nêmeses dos donos de Dodge e Opala 250-S, o temível dispositivo evaporador de gasolina que atende pelo nome de DFV 446. O DFV era famoso por uma série de piadas, como aquela que dizia que jogava mais gasolina para fora do que para dentro do motor. Meu primeiro carro era um Opala 1980 com um 250-S, em que o DFV teimava em travar a bóia da cuba a cada buraco ou irregularidade mais forte, me obrigando a abrir o capô, tirar o panelão do filtro, e destravar a jaca com um martelinho. Não era o fim do mundo, mas extremamente desagradável se você ia a um casamento e estava de fraque, e com uma arrependida namorada, que certamente naquele momento imaginava o porquê de ter escolhido aquele idiota anacrônico e carburado em detrimento ao Mauricinho e seu reluzente e injetado Gol GTI. Outro dia recebi a foto abaixo, apenas com o título: "Os Portões do Inferno". Rolei de rir...



Mas ainda assim, apesar de hoje particularmente preferir me manter a uma distância segura deles, carburadores tem algo de especial. Alguns deles são positivamente afrodisíacos automotivos, coisas tão legais que não podemos deixar de admirar. Principalmente quando funcionam direitinho... Sempre que vejo um motor alimentado por carburador com marcha lenta estável, baixa e suave, e um funcionamento sem buracos ou engasgos em todas as rotações, não consigo deixar de admirar o dono da jaca. Ou acordar do sonho.

Sendo assim, e não sem ajuda de amigos, preparei a listinha embaixo, dos 10 mais legais carburadores já criados. Na verdade, em alguns casos, nomeei um esquema de carburadores em certo motor, porque, sabe-se lá porque, alguns carburadores são irrelevantes sozinhos, mas ficam sensacionais em grupos de dois, três ou quatro, alimentando um particular motor.
Foto: comunidadetuning.com.br

Vou falar de São Paulo, mas vale para qualquer cidade brasileira:.

Não sei se vocês percebem, mas tem dias que o trânsito fica enfurecido, como se as pessoas de repente ficassem loucas. Pois foi o que notei nesta quinta e sexta.. O que presenciei de trapalhadas, barbeirangens, atitudes erradas, umas com dolo outras não, por parte de carros particulares, táxis, coletivos, não foi fácil. Seria falta de civilidade, educação, habilidade? Ou os três fatores combinados?

Teve de tudo. Pessoas que saem de uma faixa em cima de você, como se você não estivesse ali. Ou para arrancar de um sinal levar um tempo considerável estando sentado normalmente olhando para frente e nada que indique estar fazendo outra coisa ao volante. Ou então colar atrás havendo a faixa da esquerda para ultrapassar. No eixo norte-sul uma mulher num Peugeot 206 estava, se muito, a 40 km/h, todo mundo desviando, tráfego acumulando atrás. E não falava ao telefone.

fotos: fotolog.com; Flickr/Onildo Lima; sobremotos.solupress.com

Esta placa deveria ser obrigatória por lei federal

Há poucos dias o Bob Sharp escreveu um post muito interessante, sobre coisas que irritam em carros e em tudo que gira ao redor de nossas queridas máquinas.

Os leitores comentaram bastante, e mostraram vários outros pontos de desagrado.

Um ponto engraçado foi a foto usada pelo Bob, com a famigerada sacolinha. Também não me agrada a sacolinha na alavanca de câmbio, que imediatamente  removo e jogo fora assim que desço de um carro com essa bobagem.

Eu, como uma pessoa nunca conformada com situações desagradáveis, me lembro de mais algumas poucas e boas, e comento as situações de risco, que são as que realmente incomodam, pois podem machucar.
FOTO: Reprodução internet/Globo News



Semana passada todo mundo viu o acidente do ônibus que caiu do viaduto em cima da linha férrea e foi atingido pelo trem, felizmente sem vítimas fatais. Em um dos noticiários a que assisti, a apresentadora mostrava o piso de paralelepípedos do viaduto molhado e levantava a hipótese dele ter sido o causador do acidente.

Coitado do piso, estava quietinho lá no lugar dele, tomando chuva, e ainda leva a culpa? Ah, o piso estava escorregadio demais. Sim, paralelepípedo molhado é escorregadio demais. Em qualquer lugar, com qualquer veículo. O que faltou foi preparo da motorista, que deveria ter redobrado os cuidados ao trafegar em cima de um viaduto de mão-dupla e com piso de baixo atrito. Mas será que ela sabe o que é atrito ?