google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Semana passada compareci a uma inauguração de concessionária Citroën no bairro da Casa Verde, em São Paulo. Chama-se Le Mans e faz parte do Grupo de mesmo nome que possui oito concessionárias da marca no interior do estado, tendo começado com Campinas em 2001. Simultaneamente à Le Mans da Casa Verde foi inaugurada outra no bairro da Vila Prudente.


Tenho mais um post daqueles que enrolo para fazer. Então, ao invés de seguir com minha ideia de fazer algo mais elaborado e técnico, resolvi começá-lo sem nenhuma pretensão mais elaborada e com mais pragmatismo. 

Lá em julho de 2010 já saí do Brasil para Orlando com a intenção de alugar um Camaro e um Mustang para poder compará-los e chegar a alguma conclusão sobre minha preferência com base na avaliação dinâmica dos dois carros. Em 2008 eu já havia alugado um Mustang V-6 ano-modelo 2009 e fiquei satisfeitíssimo com o carro. Naquela época escrevi: “ Motor V-6 4-litros de 210 cv e 29 mkgf. 0-60 mph em 6,5 s. Achei o carro bem esperto e antes de consultar o site da Ford achei que tinha mais potência e torque. É claro que não deu pra fazer nenhum burnout e nem explorar o bicho como se deve. O ronco do motor é bem gostoso, muito encorpado, parecendo até um V-8. Cheguei até a pensar que tivessem me dado o carro errado. A cada partida do motor um sorriso se abria no meu rosto.”


Barn find é o termo americano para os carros encontrados em fazendas, sítios, casas ou similares.

Carros abandonados após anos de uso, que se transformaram em galinheiro, ou que foram corretamente levantados em cavaletes e cobertos, com o tanque e linha de combustível secos, motor cheio de óleo, radiador vazio etc.

Ou foram pouco usados, cuidadosamente, e depois estacionados por motivos os mais variados, até serem trazidos de volta à vida por algum colecionador ou oportunista visando lucro.


É difícil entender a marca Ferrari hoje em dia. Já se vai muito tempo que os carros eram derivados do que se fazia para competições, o tempo em que Enzo teve a brilhante ideia de vender alguns carros incrivelmente potentes e vocais derivados de seus carros de corrida para alguns milionários interessados, para assim financiar sua escuderia.

Essa atividade quase secundária acabou tendo mais sucesso do que a escuderia em si, e progrediu constantemente, inicialmente sem nenhuma competição real. Mas depois dos anos 80 os carros clássicos em geral tiveram um aumento estratosférico em seu valor, e qualquer Ferrari antigo passou a valer, muitas vezes, mais que um novo zero-km. Tal coisa teve um efeito direto na marca.