google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Com a aprovação da obrigatoriedade de airbags em automóveis, faltando apenas a sanção do presidente da República, para posterior regulamentação técnica pelo Contran, chego novamente à mesma conclusão de sempre: este é um país imbecil.

Pode parecer uma palavra forte, mas não encontro outra melhor. Tornar obrigatório um dispositivo de segurança passiva apenas, na linha de um pensamento mais ou menos assim: pode bater que o airbag te salva!

Onde está o investimento de governos e empresas na educação, no aprender a dirigir? Segurança ativa de verdade.

Tornar obrigatório o ABS é muito mais lógico, e isso deve ocorrer só em 2014. Se podemos utilizar a tecnologia e aumentar o custo dos carros, que seja primeiro em dispositivos para evitar acidentes, não para proteger quem já bateu. Evitar é a chave da maior segurança.

Vou falar um negócio bem sério aqui: governos não sabem nada de carro, nem de ruas e nem de estradas. Há sei lá quantos milhares de quilômetros de vias no Brasil com sinalização errada. Eu conheço alguns trechos da Rodovia Rio-Santos que tem a sinalização horizontal totalmente equivocada, até mesmo invertida, permitindo ultrapassagem para quem vem no sentido contrário com menor visibilidade.

Há trechos com visão plena e sem edificações por perto, só mato, e que têm faixa contínua, proibindo a ultrapassagem. Quem presta atenção nisso deve ter visto outros muitos lugares com esse problema, e esse é só um exemplo.

Mas na mesma estrada tem camerinha fotográfica, multando quem anda um pouquinho acima da baixíssima velocidade permitida, mesmo que com plena condição de segurança. Caça-níquel na cara-dura, sem vergonha mesmo.

Mas tudo isso é típico do brasileiro, esse povo alegre, alto-astral, bonito e ...PASSIVO!!!! De uma passividade imbecil, aquela coisa de ver um governo federal confiscar o dinheiro de todo mundo no banco e deixar só 50 mangos para cada um, e esse povinho continuar assistindo novela, futebol e carnaval, em vez de sair para as ruas e parar tudo. Nesse ponto, precisamos aprender bastante com nossos vizinhos portenhos.

Espero que o Contran realmente utilize cérebros técnicos para regulamentar o airbag que será obrigatório. Faço votos que esse corpo técnico se lembre que os impactos laterais são mais fatais que os frontais. O ocupante está mais próximo do ponto de impacto, não mais do que a espessura da porta e mais um espaço mínimo, e os cintos de segurança pouco ajudam na retenção do tronco e nada da cabeça nesses casos.

Além disso, terríveis experiência feitas com macacos vivos mostraram que apenas uma boa chacoalhada de lado já é suficiente para matar, pois o amortecimento do impacto dentro do cérebro é muito menor nas laterais da cabeça do que na frente, na testa. Então, se for para ser obrigatório o air bag, que sejam os laterais, preferencialmente os de cortina, para proteger a cabeça.

O Juvenal Jorge-protection-pack, definido por ordem de prioridade técnica, ficaria assim: cintos de segurança com pré-tensionadores, mais sistema anti-bloqueio de freios (ABS), mais airbags laterais de cortina. Por último os airbags frontais.

Se extrapolarmos esse raciocínio, tudo isso deveria vir depois de ótimos pneus, freios que não "cansam" (que não dão fading), amortecedores e demais componentes de suspensão de primeira classe, além de um sistema de direção sensível e rápido, sem ser excessivamente leve.

Isso tudo somado seria eficiente para evitar acidentes e salvar vidas.
Mais uma vez, lembrando de O Radiador:



Nosso intrépido ogro do cerrado, sem mais ideia de onde colocar motores de 8 cilindros, parte para a apelação e resolve instalar um segundo motor no porta-malas. Na foto, o baixinho do cerrado é o facínora à esquerda, o homem ao volante ninguém menos que nosso impaciente piloto de plantão, Arnaldo Keller (em época de vacas e pilotos gordos), e o homem à direita, contemplando o polimento no contato das velas de ignição do motor traseiro e pensando que o material escolhido para o isolamento dos cabos de vela é o menos indicado, já que torna o sistema de ignição propenso a alguma teoria maluca, é nosso prolixo André em dias mais em forma.
Tem muita gente que pensa que é purismo ou implicância minha criticar quem fala ou escreve 'montadora' para descrever fábrica (de automóveis). Não é.

A pior coisa que pode acontecer a uma pessoa, a um povo, é não conseguir verbalizar corretamente os pensamentos. Isso vai produzindo um estado de confusão tal que torna a vida mais difícil.

Dia desses deu na televisão que uma árvore havia despencado num bairro de São Paulo. Como assim, despencou? -- pensei. Teria se soltado de algum lugar? Nada disso, caiu, tombou sobre um veiculo ao não resistir a força do vento.

Tem outra: inventou-se no Brasil, não faz muito tempo, uma condição meteorológica, o tempo "abafado". Invariavelmente, nessa época do ano, as "moças do tempo" nos dão essa preciosa informação. O que será que isso significa? Pouco quente, quente, muito quente, quentíssimo? Fica para imaginação de cada um.

Ou quando uma jornalista da CBN ou Eldorado descreveu o dirigível da Goodyear como "uma espécie de avião com um balão em cima".

Nesses três exemplos a informação veio distorcida, e isso faz mal, leva a pessoa a imaginar algo que não corresponde à realidade. Como dizer que "caiu um avião", pois aviões não caem, se acidentam.

Mesma coisa resgate, a troca de uma pessoa ou um título financeiro por dinheiro. Agora virou salvamento, "equipe de resgate", em vez de 'salvamento', rescue em inglês. O outro resgate, o verdadeiro, no caso de libertar pessoas, é ransom na língua de Shakespeare.

Nos aviões da Força Aérea vai escrito no ponto onde se abre a capota ou uma porta, com uma seta indicativa: Salvamento. Nesta Força existe o SAR, Serviço de Busca e Salvamento (Search and Rescue). Não é busca e resgate.

No Rio costumo ver alguns carros do corpo de bombeiros com a palavra salvamento em vez de resgate.

Por isso a minha cruzada contra 'montadora': as pessoas precisam entender que se trata de fábricas de automóveis, com toda a sua complexidade.

Aos poucos vou conseguindo. As revistas Carro e AutoData já abandonaram o impróprio termo, bem como o site Carro Online. Mas falta muito mais.
BS
(Ampliado pelo autor em 21/02/09)
Grifos são criaturas com corpo de leão e asas e cabeça de águia. Considerando-se o leão o maior predador da terra e a águia o maior do ar, a gente consegue entender como ele foi criado: para ser o mais temível dos animais. Mais terrível até que a popular cobra com asas.

Mas eu acho que o famoso Iso homônimo, considerando a literatura mítica apenas, e não a sonoridade do nome em si, devia ter outro nome.

Quando se cruzava um grifo com uma égua (isso é que eu chamo de sexo selvagem. O nosso amigo Arnaldo Keller já vai ficar com dó da égua...), o resultado, diz a lenda, era um animal metade águia, metade cavalo, conhecido como hipogrifo.

Dizem que o hipogrifo é ótima montaria, e o mais rápido no céu e na terra. Como não compará-lo ao famoso e belíssimo Iso?

Sempre fui doente por esse híbrido italiano e por isso resolvi colocar algumas fotos aqui, algumas delas que ajudaram a piorar esse meu estado, vários anos atrás.

Começo por uma do poderoso “7 litri”, que ficou famoso por atingir 300 km/h em uma autostrada italiana. Um casal enamorado, numa campina verdejante, ao amanhecer. Uma sutil sugestão do que acontecera na noite passada...

Dois esboços da casa Bertone mostram como seria o então futuro mítico animal alado da cidade de Bresso:
As suspensões do Grifo, dianteira de duplo "A" sobreposto e traseira com ponte De Dion e freios inboard:
E finalmente, a foto que mais me perturba, até hoje:

Aqui o convite e a conotação não é nada sutil. Um Iso Grifo, uma bella donna e um Marlboro aceso. Até hoje, desperta meus desejos mais íntimos...

MAO